FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

ENTRE VOCÊ E DEUS


Entre você e Deus, não pode existir silêncio, é preciso se comprometer e falar. É preciso negligenciar todos os sentimentos de angústia, medo, tormento.
Entre você e Deus, o caminho é reconhecer que o que você tem de mais valioso para dar é você, mesmo se julgando ínfimo, desguarnecido, corrupto ou corrompido.
Entre você e Deus, não há paredes nem vidros, basta um olhar. Um olhar para dentro de si mesmo à procura de encontrar aquele que quer ser encontrado e que está bem ali, bem ao lado, lhe esperando para lhe dar o colo que você precisa para descansar.

Entre você e Deus, não há o que se esconder, porque Ele sabe tudo de você quando sonda-lhe a alma à sua busca e quando, em seus sonhos, toma-lhe o espírito para recompô-lo.

Entre você e Deus, deve haver cumplicidade, ternura, confiança pois Ele desenhou-lhe, cada traço, e sonhou com você antes mesmo de que você existisse no útero de sua mãe.

Entre você e Deus não poderá existir promessas de um amanhã, de um retorno, de uma reconciliação com Ele. Você deverá estar pronto para regressar, ao seu chamado.

Procure ficar com sua bagagem pronta, onde lhe apresentará os frutos do que colheu de amor, amizade, doação e carinho pelo irmão. São essas as riquezas que poderá levar. O mais tudo Ele lhe emprestou enquanto estiver aqui. Nada é seu. Quando lá chegar. Ele o olhará cm um olhar tão doce que palavras nenhuma conseguiram traduzir. Você se deixará abraçar e sentirá a paz dos que aqui vieram Nele e por Ele. Ele sentirá o orgulho do Pai que confia no filho e o recebe de volta ao lar.
Entre você e Deus, entre mim e Deus, só uma certeza deve imperar: Só nos completaremos quando entendermos, definitivamente, que podemos esconder de todo mundo nossos conflitos, tristezas, amarguras, decepções, não de Deus que é uno conosco e nos amou primeiro, com um amor sem limites. Não existe lugar para estar. Que o seu amor nos envolva mais e mais e nos deixe confiantes de que esse amor só existe para e entre ... Você e Deus ... para e entre Mim e Deus.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

É PRECISO SABER


CONHEÇA A JESUS CRISTO,

NOSSO SALVADOR , E O AME DE TODO O CORAÇÃO



Prezado católico, você conhece o vosso Salvador, Aquele que morreu numa cruz para vos salvar, para vos livrar das garras de Satanás?

Você se enaltece em conhecer com precisão os nomes e a vida dos jogadores de futebol, dos artistas da televisão e do cinema, dos políticos, dos cantores, bailarinos, etc. Grande burrice e monstruosa estupidez, você é digno do troféu “Lata enferrujada”, e haja pescoço ou orelhas para dependurar tantos troféus.

Você também se gaba de ser perito em: matemática, geografia, história, etc. Diz ser também conhecedor de toda espécie de tecnologia e ainda é poliglota. Parabéns pelo conhecimento, mas garanto-lhe que você não se perderá eternamente por não conhecer tais matérias. Porém, se você, por preguiça ou negligência, não conhecer a Nosso Senhor Jesus Cristo, com certeza, se não se emendar, irá para o Inferno: “É necessário aprender a doutrina cristã, e cometem FALTA GRAVE aqueles que, por NEGLIGÊNCIA ou MÁ VONTADE , não a quiserem aprender” (2º Catecismo da Doutrina Cristã, Lição Preliminar, página 12).

Você, católico, foi criado para conhecer, amar e servir a Deus: “Como é belo, como é grande conhecer, amar e servir a Deus! É a única coisa que temos para fazer neste mundo. Tudo o que fazemos afora isto, é tempo perdido” (São João Maria Vianney). Está claro que para amar e servir a Deus, é preciso antes conhecê-lO.

Deixe de lado as leituras vazias e inúteis e ocupe melhor o vosso tempo conhecendo a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Esse Questionário é apenas uma “pincelada” diante da grandiosa doutrina sobre Jesus Cristo, mas com certeza, o ajudará a conhecê-lO um pouco.






É preciso conhecer Jesus Cristo



01






Quem é Jesus Cristo?

R- Jesus Cristo é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é, o Filho de Deus, que no seio da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo, se fez homem para nos salvar.


Aparência exterior de Nosso Senhor

Jesus Cristo



“O modo de vestir certamente não o distinguia dos judeus e rabinos do seu tempo, pois fez-se “semelhante aos homens e foi reconhecido exteriormente como homem” (Fl 2,7). As suas roupas não chamavam a atenção, fazendo-o parecer um rijo asceta como o Precursor, João Batista, que “andava vestido de pêlo de camelo e trazia à cintura uma tira de couro” (Mt 3,4).

Como os seus conterrâneos, Jesus normalmente vestia uma túnica de lã, um cinto que servia também de bolsa de dinheiro (cfr. Mt 10,9), um manto (cfr. Lc 6,29) e sandálias (cfr. At 12,8).

Segundo os costumes do seu tempo, Jesus também cingiria a testa e os braços com tiras de pergaminho para a oração da manhã… Um sudário branco, que cobria a cabeça e o pescoço, devia protegê-lo do sol nas suas longas caminhadas.

Certamente usava barba comprida, como era usual entre os judeus, e o cabelo era cuidado e cortado atrás, ao contrário dos nazarenos, que o usavam comprido e desgrenhado.

Seu aspecto físico devia ser extremamente agradável e atraente, mesmo fascinante. A sua aparência humana devia irradiar, portanto, alguma coisa de brilhante ou luminoso, que atraia as pessoas.

A extraordinária impressão causada por Jesus sempre que se mostrava à multidão, e especialmente aos enfermos e aos pecadores e pecadoras, era devida incontestavelmente à força espiritual e religiosa que se desprendia da sua pessoa; mas certamente devia-se também, em parte, ao encanto do seu exterior fascinante, que atraía e prendia as massas.

Seu olhar, sobretudo, devia impressioná-los, esse olhar que bastava para inflamar, sacudir, censurar. Não é destituído de interesse notar que São Marcos, quando relata qualquer palavra importante do Mestre, emprega esta expressão: “E Ele olhou-os e disse…” (3,5)” (Karl Adam, Jesus Cristo, Editora Quadrante, 2ª edição).



Vigor físico de Nosso Senhor Jesus Cristo



"Á impressão produzida pelo encanto exterior da sua pessoa, somava-se a do seu físico, de equilíbrio perfeito e fácil, de notável domínio sobre si mesmo. Segundo o testemunho concordante dos Evangelhos, Jesus deve ter sido um homem extremamente apto para o trabalho, resistente à fadiga, verdadeiramente saudável.

Uma prova é o seu hábito de iniciar o dia bem cedo: “E pela manhã, muito cedo, levantou-se e foi a um lugar deserto para orar” (Mc 1,35).

A mesma impressão de saúde, frescor e vigor ressalta da alegria irradiante que Jesus encontra na natureza. Ama especialmente as colinas e o lago. Depois de um penoso dia de trabalho, sobe de bom grado a um cômoro deserto ou faz-se conduzir, ao entardecer, sobre as águas espelhantes do lago de Genezaré, na calma e no silêncio da noite (cfr. Mc 4,35).

Sabemos, aliás, que toda a sua vida pública foi um ir e vir pelas serras e pela planície da Galiléia, e depois da Galiléia pela Samaria e Judéia, e mesmo até à região de Tiro e Sidônia. Essas caminhadas, fazia-as com o equipamento mais elementar, como recomendava aos discípulos: “Não leveis nada convosco para o caminho, nem bastão, nem bolsa, nem pão, nem dinheiro” (Lc 9,3).

Também a sua última viagem, de Jericó a Jerusalém, constituiu uma demonstração de notável resistência física. Sob um sol abrasador, por estradas sem sombra, ou através de colinas rochosas e desertas, venceu numa caminhada de seis horas uma subida de mais de mil metros. É de admirar que, à chegada, ainda se achasse bem disposto. Na mesma noite, com efeito, tomou parte num banquete que Lázaro e suas irmãs lhe haviam preparado (Cfr. Jo 12,2).

A maior parte da sua vida pública, Jesus a passou, não na tranqüilidade de uma casa amiga, mas ao ar livre, no meio da natureza, exposto a todas as intempéries.

Essa vida estava, além disso, cheia de ocupações cansativas. Várias vezes – nota São Marcos – “Jesus e os discípulos não tinham tempo nem para comer” (3,20). Até bem tarde da noite vinham chegando doentes (3,8), como também os adversários cheios de malícia, os saduceus e os fariseus. Era então o momento dos embates doutrinais, das longas e enervantes discussões, das lutas perigosas e das contínuas tensões. Seguiam-se, por fim, as extenuantes explicações aos discípulos, um pesado encargo que lhe era imposto pela pouca agilidade daquelas inteligências estreitas e pelas suas constantes preocupações mesquinhas” (Karl Adam, Jesus Cristo, Editora Quadrante, 2ª edição).


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02


O que quer dizer Jesus?

R- Jesus quer dizer, em hebraico, “Deus salva”.

“No momento da Anunciação, o anjo Gabriel dá-lhe como nome próprio o nome de Jesus, que exprime ao mesmo tempo sua identidade e missão (cfr. Lc 1,31). Uma vez que “só Deus pode perdoar os pecados” (Mc 2,7), é Ele que, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, “salvará seu povo dos pecados” (Mt 1,21). Em Jesus, portanto, Deus recapitula toda a sua história de salvação em favor dos homens.

O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa de seu Filho (cfc. At 5,41; 3Jo7) feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. É o único nome divino que traz a salvação (cfr. Jo 3,18; At 2,21), e a partir de agora pode ser invocado por todos, pois se uniu a todos os homens pela Encarnação (cfr. Rm 10,6-13), de sorte que “não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12).

O nome de Jesus está no cerne da oração cristã. Todas as orações litúrgicas são concluídas pela fórmula “per Dominum nostrum Iesum Christum – por Nosso Senhor Jesus Cristo...”. A “Ave-Maria” culmina no “e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”. A oração oriental do coração denominada “oração a Jesus” diz: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador”. Numerosos cristãos, como Sta. Joana d’ Arc, morrem tendo nos lábios apenas o nome de Jesus.” (Catecismo da Igreja Católica, 430, 432 e 435).


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03




O que quer dizer Cristo?

R- Cristo vem da tradução grega do termo hebraico “Messias”, que quer dizer “Ungido”.

“Só se torna o nome próprio de Jesus porque este leva à perfeição a missão divina que significa. Com efeito, em Israel eram ungidos em nome de Deus os que lhe eram consagrados para uma missão vinda dele. Era o caso dos reis (cfr. 1Sm 9,16; 10,1; 16,1.12-13; 1Rs 1,39), dos sacerdotes (cfr. Ex 29,7; Lv 8,12) e, em raras ocasiões, dos profetas (cfr. 1Rs 19,16). Esse devia ser por excelência o caso do Messias que Deus enviaria para instaurar definitivamente seu Reino (cfr. Sl 2,2; At 4,26-27). O Messias devia ser ungido pelo Espírito do Senhor (cfr. Lc 1,35) ao mesmo tempo como rei e sacerdote (cfr. Zc 4,14; 6,13), mas também como profeta (cfr. Is 61,1; Lc 4,16-21). Jesus realizou a esperança messiânica de Israel em sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei.

O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como o do Messias prometido a Israel: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu-vos um Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11). Desde o início Ele é “aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo” (Jo 10,36), concebido como “Santo” (cfr. Lc 1,35) no seio virginal de Maria. José foi chamado por Deus “a receber Maria, sua mulher”, grávida “daquele que foi gerado nela pelo Espírito Santo” (Mt 1,21), para que Jesus, “que se chama Cristo”, nascesse da esposa de José na descendência messiânica de Davi (Mt 1,16).

A consagração messiânica de Jesus manifesta sua missão divina. “É, aliás, o que indica seu próprio nome, pois no nome de Cristo está subentendido Aquele que ungiu, Aquele que foi ungido e a própria Unção com que ele foi ungido: Aquele que ungiu é o Pai, Aquele que foi ungido é o Filho, e o foi no Espírito, que é a Unção” (Sto. Irineu, Adv. Haer., 3,18,3). Sua consagração messiânica eterna revelou-se no tempo de sua vida terrestre, por ocasião de seu Batismo por João, quando “Deus o ungiu com o Espírito Santo e poder” (At 10,38), “para que ele fosse manifestado a Israel” (Jo 1,31) como seu Messias. Por suas obras e palavras será conhecido como “o Santo de Deus” (cfr. Mc 1,25; Jo 6,69; At 3,14). (Catecismo da Igreja Católica, 436,437 e 438).


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04


Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem?

R- Sim; Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.



“Chegava o tempo da Páscoa. Jesus aproxima-se de Jerusalém pela última vez antes de morrer. Por isso quis solenizar sua entrada para chamar a atenção de todo o povo e convencer os judeus endurecidos da verdade de sua santa doutrina. Depois que os apóstolos tinham preparado tudo, começou Jesus sua marcha triunfal, pelo Monte das Oliveiras, para o templo. Nosso Senhor cercado pela multidão de amigos, ao chegar no alto do monte, parou, olhou triste para a cidade e começou a chorar. Com esta emoção súbita de Jesus, todos se calaram para saberem o motivo. E Jesus, soluçando, diz: “Ah! Se tu, Jerusalém, ao menos hoje conhecesses o que te pode trazer a paz!… Porque os teus inimigos arrasarão a ti e a teus filhos…” (Lc 19, 42ss).

Depois Jesus entrou triunfante no templo, onde ensinou a muitos o caminho verdadeiro da salvação.

Vemos neste fato impressionante que Jesus era de fato homem como cada um de nós. Tinha inteligência e vontade, tinha um coração com todos os sentimentos humanos. A prova disso encontramos em toda a Sagrada Escritura. Fala-nos ela, claramente, que Jesus, durante 33 anos, viveu e agiu como homem perfeito. Pois quem de nós poderá duvidar disso, quando lê no Evangelho que Jesus nasceu criancinha em Belém, que teve uma Mãe, Maria Santíssima, de quem recebia o alimento, a roupa, as carícias; com quem viveu e cresceu, 30 anos, na família de Nazaré? E nos três anos de sua vida pública, Jesus se manifestou como homem, sujeito a todas as exigências da natureza humana. Logo no início, após um jejum de 40 dias no deserto, Ele sentiu fome. Uma fome verdadeira e dolorosa, que mais tarde se repetiu muitas vezes nas suas penosas caminhadas por toda a Palestina. Mas principalmente, quando um dia voltava à cidade, Jesus teve tanta fome que foi procurar figos do lado da estrada para comer. Assim Jesus sentia também cansaço em seus trabalhos e descansava, como o fez junto do poço de Jacó; ou então dormia, como na barca do lago de Genezaré, durante a tempestade.

Só raríssimas vezes em sua vida Jesus manifestou seus sofrimentos e sentimentos particulares. Mesmo nos duríssimos tormentos de três horas na cruz, teve apenas uma palavra para exprimir suas gravíssimas dores corporais: “Tenho sede” (Jo 19,28). E devia sentir sede abrasadora depois de uma noite e um dia de torturas, em que perdeu quase todo o sangue e agora, pregado na cruz, vertia as últimas gotas!” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 16ª Leitura).


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05


Possuía Jesus Cristo também uma alma humana?

R- Sim; Nosso Senhor possuía uma alma humana.


“É evidente. Pois, se tinha um corpo real e humano, era-lhe indispensável uma alma igualmente humana. Todo o Evangelho fala das manifestações de sua alma. Por exemplo, no Monte das Oliveiras, ao entrar em agonia, disse aos apóstolos: “Minha alma está em tristeza mortal” (Mt 26,38). Suas últimas palavras, pouco antes de expirar na cruz: “Pai, em Vossas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46).

A alma de Jesus foi uma alma como a nossa. Provam-no bem as suas ações e virtudes: Jesus adora e reza a seu Pai; Jesus pratica atos de obediência e de humildade; Jesus se alegra com as notícias boas e se compadece dos pobres e dos doentes” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 16ª Leitura).


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06




Quando o filho de Deus se fez homem, deixou de ser Deus?

R- Não; o Filho de Deus, quando se fez homem, não deixou de ser Deus; permaneceu verdadeiro Deus e começou a ser também verdadeiro homem.

“Porém, considerando as manifestações de Jesus como verdadeiro homem, nunca devemos esquecer que, ao mesmo tempo, não deixou de ser Deus. Chamamo-lO por isso de Homem-Deus” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 16ª Leitura).


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07




Como se fez homem o Filho de Deus?

R- O Filho de Deus se fez homem, tomando um corpo e uma alma, como nós, nas puríssimas entranhas da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo.

“Jesus, porque é Deus, possui uma natureza divina; pela sua origem de Maria, sua Mãe, recebeu a natureza humana. Em sua vida mostrou-nos que de fato é Deus e Homem. Atribuía-se a si mesmo a humanidade quando dizia: “O Pai é maior do que Eu” (Jo 14,28); ou chamando a Maria sua Mãe. Outras vezes falava de sua divindade, explicando: “O Pai e Eu somos um” (Jo 10,30)” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 16ª Leitura).


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08


Como se chama este mistério?

R- Chama-se o mistério da encarnação.


“Realizara-se em Maria o mistério da Encarnação do Filho de Deus. A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade toma nela um corpo e uma alma semelhante à nossa, por uma intervenção especial de Deus. Por isso dizemos que Jesus “foi concebido do Espírito Santo... Deus, espírito perfeitíssimo, fez-se Homem no seio puríssimo da Virgem Maria e chamou-se Jesus Cristo. Deste modo há em Jesus, Filho de Nossa Senhora e Filho de Deus, duas naturezas: a natureza divina e a natureza humana, possuídas as duas por uma só Pessoa, que é o Filho de Deus” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 16ª Leitura).


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09




Que quer dizer a palavra encarnação?

R- A palavra encarnação quer dizer que o Filho de Deus se fez homem, tomando um corpo e uma alma como nós temos.

“Retomando a expressão de São João (“O Verbo se fez carne” – Jo 1,14), a Igreja denomina “Encarnação” o fato de o Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação” (Catecismo da Igreja Católica, 461).


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10




Como se chama o Filho de Deus feito homem?

R- O Filho de Deus feito homem, chama-se Jesus Cristo. Jesus Cristo, pois, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

É PRECISO SABER


É preciso conhecer Jesus Cristo



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Jesus Cristo existiu sempre?

R- Jesus Cristo, como Deus, existiu sempre; como homem, começou a existir desde o momento da encarnação.

“O Filho de Deus é igual ao Pai e ao Espírito Santo na natureza divina.

Antes de se encarnar no seio de Maria, o Filho de Deus era puríssimo espírito. Antes de se encarnar, não existia Jesus Cristo, como Homem-Deus, mas só existia o Filho de Deus, puríssimo espírito.

Jesus Cristo, homem e Deus unidos na mesma pessoa divina, começou a existir no seio de Maria, pela ação do Espírito Santo.

No seio de Maria, a pessoa do Filho de Deus assumiu a carne humana e se tornou Jesus Cristo, totalmente Deus e totalmente homem” (Frei Battistini, Maria nosso sim a Deus, Capítulo 8).


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Quem é o pai de Jesus Cristo?

R- O Pai de Jesus Cristo é somente o Pai Eterno; porque o mesmo Filho de Deus, gerado quanto a divina natureza pela primeira pessoa da Santíssima Trindade, foi, quanto à natureza humana, concebido no seio da Virgem Maria, por obra e graça do Espírito Santo.




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Não teve Jesus Cristo também um pai na terra?

R- Não; Jesus Cristo não teve pai terreno, mas somente mãe, que é a Virgem Maria.




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Mas então, São José não foi o pai de Jesus Cristo?

R- Não; São José não foi pai de Jesus Cristo; mas somente guarda e desempenhou para com Ele todos os deveres de pai.


“As palavras: São José foi pai adotivo de Jesus Cristo querem dizer que ele era comumente julgado pai de Jesus Cristo, porque desempenhou para com Ele as funções de pai” (Catecismo Maior de São Pio X, Instrução – Parte II, Capítulo VIII).



Os Evangelhos designam São José como pai em várias ocasiões (Lc 2,27. 41. 48). Assim devia tratá-lo Jesus na intimidade do lar de Nazaré, e assim era Jesus considerado por quem o conhecia: era o filho de José. E, efetivamente, José exerceu as funções de pai dentro da Sagrada Família: foi ele quem pôs o nome a Jesus, quem empreendeu a fuga para o Egito, quem escolheu o lugar de residência ao voltarem de lá. E Jesus obedeceu a José como a um pai: Desceu com eles e veio para Nazaré e era-lhes submisso…

São José teve para com Jesus verdadeiros sentimentos de pai; a graça acendeu naquele coração bem disposto um amor ardente pelo Filho de Deus, maior do que se se tivesse tratado de um filho por natureza. São José cuidou de Jesus amando-O como filho e adorando-O como Deus. E o espetáculo – que tinha constantemente diante dos olhos – de um Deus que dava ao mundo o seu amor infinito era um estímulo para amá-lO ainda mais e para se entregar a Ele cada vez mais, com uma generosidade sem limites.

Amava Jesus como se realmente O tivesse gerado, como um dom misterioso de Deus outorgado à sua pobre vida humana. Consagrou-lhe sem reservas as suas forças, o seu tempo, as suas inquietações, os seus cuidados. Não esperava outra recompensa senão poder viver cada vez melhor essa entrega da sua vida. O seu amor era ao mesmo tempo doce e forte, sereno e ardente, emotivo e terno. Podemos imaginá-lo tomando o Menino em seus braços, embalando-O com canções, ninando-O para que dormisse, fabricando-Lhe pequenos brinquedos, tendo-O junto de si como fazem os pais, fazendo-Lhe carícias que eram atos de adoração e testemunho do mais profundo afeto.


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Por que se fez homem o Filho de Deus?

R- Para nos salvar.


“Não muito longe de Belém, à hora do nascimento de Jesus estão acampados uns pastores de ovelhas. Acocorados, velhos e moços, ao redor de uma fogueira, conversam sobre mil coisas. Sua conversa é simples. Falam da vinda do Salvador dos homens. Desejam de coração que Ele venha quanto antes. De repente a fogueira empalidece. Uma luz celeste os ilumina e um belíssimo Anjo está diante deles. Assustam-se muito. Mas o Anjo lhes diz com doçura: “Não temais! Vim trazer-vos uma grande notícia. Em Belém nasceu o SALVADOR DO MUNDO. Haveis de encontrar numa manjedoura uma criancinha, envolvida em panos” (Lc 2,10ss) (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 17ª Leitura).


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Não nos podíamos salvar por nós mesmos, se o Filho de Deus não se tivesse feito homem?

R- Não; se o Filho de Deus não se tivesse feito homem, nós, por nós mesmos não nos poderíamos salvar; porque, pelo pecado de Adão fomos excluídos para sempre do céu e nos tornamos escravos do demônio.


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Onde nasceu Jesus Cristo?

R- Em Belém: “Também José subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, para a Judéia, na cidade de Davi, chamada Belém, por ser da casa e da família de Davi, para se inscrever com Maria, sua mulher, que estava grávida. Enquanto lá estavam, completaram-se os dias para o parto, e ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia um lugar para eles na sala” (Lc 2, 4-7).

Aproximemo-nos da pobre gruta de Belém.



“Vendo-se repulso de toda parte, São José e a Bem–aventurada Virgem saem da cidade afim de achar fora dela ao menos algum abrigo. Os pobres viandantes caminham na escuridão, errando e espreitando; afinal depara-se-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta, que servia de estábulo para os animais. Disse então Maria: José, meu esposo, não precisamos ir mais longe; entremos nesta gruta e deixemo-nos ficar aqui. _ Mas como? Responde São José; não vês, minha esposa, que esta gruta é tão fria e úmida que a água escorre em toda parte? Não vês que não é uma morada para homens, senão uma estribaria para animais? Como queres passar aqui a noite e dar à luz? _ Contudo é verdade, tornou Maria, que este estábulo é o paço real onde quer nascer na terra o Filho eterno de Deus.

Ah! Que terão dito os anjos vendo a divina Mãe entrar naquela gruta para dar à luz! Os filhos dos príncipes nascem em quartos adornados de ouro; preparam-se-lhes berços incrustados com pedras preciosas; e fazem-lhe cortejo os primeiros senhores do reino.

E ao Rei do céu prepara-se uma gruta fria e sem lume para nela nascer, uns pobres paninhos para cobri-lO, um pouco de palha para leito, e uma vil manjedoura para o colocar? Meu Deus, assim pergunta São Bernardo, onde está a corte, onde está o trono real deste Rei do céu, porquanto não vejo senão dois animais para lhe fazerem companhia, e uma manjedoura de irracionais, na qual deve ser posto?



Ó Gruta ditosa, que tiveste a ventura de ver o Verbo divino nascido dentro de ti! Ó presépio ditoso, que tiveste a honra de receber em ti o Senhor do céu! Ó palha ditosa, que serviste de leito àquele cujo trono é sustentado pelos Serafim! Sim, fostes ditosos, ó Gruta, ó presépio, ó palha; mais ditosos, porém, são os corações que tenra e fervorosamente amam esse Amabilíssimo Senhor, e que abrasados em amor o recebem na Santa Comunhão. Oh, com que alegria e satisfação vai Jesus Cristo pousar no coração que o ama!

Um Deus que quer começar a sua infância num estábulo, confunde o nosso orgulho, e, segundo a reflexão de São Bernardo, já prega com exemplo o que mais tarde havia de pregar à viva voz: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. Eis porque ao contemplarmos o nascimento de Jesus Cristo e ao ouvirmos falar em gruta, em manjedoura, em palha, em leite, em vagidos, estas palavras deveriam ser para nós como que chamas de amor, e como que setas que nos ferissem os corações e nos fizessem amantes da santa humildade” (Meditações de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo e Doutor da Santa Igreja, pelo Pe. Thiago Maria Cristini, página 76).


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Onde Jesus Cristo viveu até o início da vida pública?

R- Em Nazaré: “Tendo recebido um aviso em sonho, partiu para a região da Galiléia e foi morar numa cidade chamada Nazaré…” (Mt 2,22-23), e: “Ele foi a Nazaré, onde fora criado…” (Lc 4,16).


“Pouco depois do nascimento do Menino Jesus, o rei Herodes, velho assassino, quis matá-lo. Haviam vindo os reis magos para adorar o Menino recém-nascido. Herodes, fingindo-se piedoso, pediu-lhes que depois de terem encontrado o Menino Jesus, lhe viessem dizer onde se encontrava. “Pois, dizia ele, querer adorá-lo”. Mas em seu coração já tinha resolvido matar a criança.

Deus, porém, deu ordem aos reis de voltarem para casa por outro caminho, para não se encontrarem com Herodes. Este, vendo-se enganado, ficou furioso como uma fera e jurou vingança terrível. Decretou a morte de todos os meninos de Belém até dois anos de idade. Assim pensava matar a Jesus.

Deus, entretanto, avisou a São José dos maus propósitos de Herodes e deu ordem de fugir para o Egito. Ainda naquela mesma noite, em que foi dado o aviso, Maria e José fugiram. Por Jesus fariam os maiores sacrifícios.

Depois de vários dias de caminhada, muito penosa, chegaram ao Egito. Ali tiveram que passar por grandes sacrifícios. Desconheciam a língua dos egípcios. A Sagrada Família permaneceu no Egito por vários anos, até a morte de Herodes. Um anjo veio avisar a São José deste fato. E novamente arrumaram seus haveres e voltaram para a Terra Santa.

A volta foi menos difícil, pois parece que Jesus era já capaz de caminhar. Teria talvez nessa ocasião uns cinco anos de idade. Era criança linda e encantadora de que toda gente gostava. De volta foram residir em Nazaré, onde ainda existia sua casa. Foi aqui que Jesus passou sua meninice e juventude até completar trinta anos.

Vamos, em pensamento, fazer uma breve visita a Nazaré, à Sagrada Família. A casa era modesta e pobre, mas tão limpinha que dava gosto de morar ali. Maria era sempre toda pura e santa de corpo e alma. Não podia tolerar desordem e imundície de espécie alguma. Dela podem aprender todas as donas de casa.

Mas por que Jesus ficou tanto tempo em Nazaré? Ele era Deus, podia ter partido para sua missão pública aos dezoito anos de idade. Assim começaria mais cedo suas pregações e milagres, para a conquista do mundo para Deus. De fato, Jesus podia ter começado mais cedo, mas o Pai celeste quis que ficasse em Nazaré até a idade de trinta anos. A vontade do Pai foi que Ele nos desse o exemplo de obediência, de trabalho, de humildade e de oração” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 18ª Leitura).


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Onde Jesus Cristo morreu?

R- Em Jerusalém: “Tomando consigo os Doze, disse-lhes: ‘Eis que estamos subindo a JERUSALÉM e vai cumprir-se tudo o que foi escrito pelos profetas a respeito do Filho do Homem. De fato, ele será entregue aos gentios, escarnecido, ultrajado, coberto de escarros; depois de o açoitar, eles o matarão” (Lc 18, 31-34).




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Que fez Jesus Cristo para nos salvar?

R- Padeceu e morreu na cruz.


“Nosso Senhor, ao chegar ao Calvário, foi cravado na cruz. De quantos sofrimentos não nos falam estas poucas palavras. Nosso Senhor já sofreu muito durante a prisão, os julgamentos, a flagelação, a coroação de espinhos, o caminho para o suplício. Os algozes aos quais Nosso Senhor fora entregue eram homens desalmados que sentiam prazer em maltratar a vítima o mais possível. Essa gente, assim que deitou o Divino Salvador sobre a cruz, prendeu-lhe mãos e pés ao madeiro com duros cravos, à força de pesadas marteladas. Procuremos sentir, como se fosse em nós, aqueles pregos grandes e largos entrando na carne, machucando os nervos, cravando-se pouco a pouco na cruz. Depois, vem o trabalho de colocar a cruz em pé. O Salvador sentiu com violência os cravos que rasgavam as feridas, ao peso do corpo. Finalmente começam as três horas de sofrimentos, longas como uma noite que não quisesse mais acabar. Cristo entre o céu e a terra, vê junto de si um grupo de pessoas fiéis, as santas mulheres e o apóstolo São João. Mas eram poucos, como uma gota de água no meio do oceano, em comparação com a massa popular que exigia a sua morte e o injuriava. Conta São Mateus 27, 39ss: “Os transeuntes moviam a cabeça dizendo: Tu, que destróis o templo de Deus e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz. Da mesma forma zombavam os príncipes dos sacerdotes, escribas e anciãos, dizendo: salvou a outros, a si mesmo, porém, não pode salvar. Desça agora da cruz, se é que é rei de Israel, e creremos n’Ele. Confiou em Deus, pois que o venha livrar agora, se de fato lhe quer bem, porquanto afirmou: eu sou o Filho de Deus”.

Era assim que zombavam de Jesus o povo, que tinha recebido d’Ele os favores de tantos e tantos milagres, os sacerdotes judaicos, que deveriam ser os primeiros a defendê-lO.

Jesus não desceu da cruz, como pediam, porque não convinha fazer milagre para satisfazer à curiosidade daqueles blasfemos. Mas Jesus depois de morto ressuscitou do sepulcro, que era milagre muito maior. Mesmo assim os malvados não se converteram, porque, se é fácil começar uma vida de pecados, é, depois, muito difícil corrigir-se” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 25ª Leitura).

É PRECISO SABER


É preciso conhecer Jesus Cristo



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Jesus Cristo padeceu e morreu enquanto Deus ou enquanto homem?

R- Jesus Cristo padeceu e morreu enquanto homem, porque enquanto Deus não poderia padecer nem morrer.


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Depois da morte de Jesus Cristo, que fizeram de seu corpo?

R- Seu corpo foi sepultado.


“Eles tomaram então o corpo de Jesus e o envolveram em panos de linho com os aromas, como os judeus costumam sepultar. Havia um jardim, no lugar onde ele fora crucificado e, no jardim, um sepulcro novo, no qual ninguém fora ainda colocado. Ali, então, por causa da Preparação dos judeus e porque o sepulcro estava perto, eles depositaram Jesus” (Jo 19, 40-42).


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Para onde foi a alma de Jesus Cristo, depois da morte?

R- Sua alma baixou ao limbo para visitar as almas dos Patriarcas e de outros justos que ali esperavam a sua vinda.


“Ficou portanto o corpo de Jesus, do qual nunca se separou a Divindade, esperando no seio da terra o momento de sua gloriosa ressurreição. E a alma de Jesus? A alma santíssima de Cristo continuou a viver enquanto o seu corpo repousava na sepultura, tendo descido, conforme diz o Credo, “aos infernos” e lá ficado todo o tempo que seu corpo esteve sepultado. A primeira vista causa-nos estranheza o ter a alma de Cristo descido aos infernos, mas vamos explicar o sentido desta palavra “infernos” e depois mostrar a finalidade da descida de Nosso Senhor a esse lugar onde estavam as almas dos justos.

A expressão “infernos” significa de um modo geral um lugar baixo e profundo e designa os lugares escondidos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu. Neste sentido aparece em muitos lugares da Sagrada Escritura. Assim, por exemplo, na Epístola de São Paulo aos Filipenses: “Ao nome de Jesus deve dobrar-se todo joelho, no céu, na terra e nos infernos”.

São vários os sentidos da palavra “inferno”:

O primeiro é a horrenda e tenebrosa prisão em que são atormentadas as almas dos condenados. É o inferno propriamente dito, esse lugar de desesperação e de horror, em que um fogo misterioso, que nunca se apaga, atormenta as almas condenadas, juntamente com os demônios, sem nunca os consumir. É claro que não foi a esta horrível morada que desceu a alma de Jesus Cristo depois de sua morte.

Há também um fogo de expiação no qual se purificam as almas dos justos até que lhes seja dado entrar na Pátria Celestial. É o purgatório, lugar onde devem permanecer as almas daqueles que morrem em estado de graça, mas manchados por culpas veniais e que devem ainda pagar a pena temporal devida a pecados mortais já perdoados. É que no Céu, como nos diz o Apocalipse, nada de impuro ou manchado pode entrar. Por isso essas almas justas devem purificar-se antes de serem admitidas à visão

Existe, finalmente, uma terceira morada onde permaneciam juntas e retidas as almas dos patriarcas, dos profetas e de muitos outros justos que haviam morrido antes da vinda de Jesus Cristo.

Este lugar chama-se vulgarmente o limbo dos patriarcas. Dá-se-lhe também o nome de paraíso, e é este lugar que falava Jesus Cristo, quando disse ao bom ladrão: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43). O limbo é chamado também o “seio de Abraão” (Lc 16,22).

O limbo é lugar diverso do purgatório. Em ambos, é verdade, não se vê a Deus, mas no purgatório as almas sofrem penas que não existem no limbo. As almas que ali estavam desfrutavam um suave remanso, sem nenhuma sensação de dor. Gozavam, pois, de certa felicidade, como se vê na parábola do rico avarento e do pobre Lázaro, em que este é consolado, porque no juízo particular haviam estas almas boas recebido a certeza de sua felicidade eterna. Não podiam, porém, entrar nas alegrias eternas do céu, porque o céu ainda não estava aberto (Hb 9,8). Por isso o limbo é também chamado de prisão, ou seja de cativeiro, porque as almas eram incapazes de sair de lá antes da morte de Cristo” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 29ª Leitura).


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Quantos dias Jesus esteve morto?

R- Três dias incompletos, a saber: parte da sexta-feira, todo o dia de Sábado e parte do Domingo.

“No intuito de que uma tristeza prolongada não atormentasse os ânimos dos discípulos, ele abreviou com admirável rapidez o prazo pré-estabelecido de três dias. Assim, diminuiu um tanto o espaço de tempo, sem nada faltar ao número de dias, pois juntou ao segundo dia inteiro a ultima parte do primeiro e a primeira parte do terceiro” (São Leão Magno, Primeiro Sermão sobre a Ressurreição do Senhor, 2).


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Que fez Jesus Cristo ao terceiro dia depois da sua morte?

R- Ressuscitou glorioso e triunfante, para nunca mais morrer.


“A Santa Igreja que, com dor e luto, comemorou a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, na sexta-feira santa, celebra a vigília da Ressurreição, aguardando, com ansiedade, a hora do triunfo de Cristo sobre a morte. Cristo não foi vencido pela morte. Ele ressuscitou gloriosamente, conforme havia prometido. E na madrugada da Páscoa, jubilosamente, a Santa Igreja canta a Ressurreição de Jesus, demonstrando desta forma que Ele é o Senhor da vida e da morte. É por isso que a Páscoa é a maior de todas as festas cristãs. É o triunfo sobre a morte, o pecado e o demônio.

Conta-nos a Sagrada Bíblia que “passado o dia de sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar o corpo de Jesus. Saíram bem cedinho. No caminho, se lembraram que o sepulcro estava fechado com uma grande pedra e diziam entre si: quem nos há de tirar a tal pedra do sepulcro? Mas, sem se importarem da dificuldade, continuaram o seu caminho. Que surpresa, quando chegaram lá, viram a pedra removida. Contentes, entraram no sepulcro e viram um jovem sentado e vestido de uma túnica branca. Elas naturalmente ficaram assustadas. Então disse-lhes: não temais, buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado? Ressuscitou, não está aqui, eis o lugar, onde o depositaram…” (Mc 16,1-7)” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 30ª Leitura).


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Que quer dizer: Jesus Cristo ressuscitou?

R- Quer dizer que a alma de Jesus Cristo se uniu de novo a seu corpo.

“Depois que Jesus Cristo morreu na cruz, na sexta-feira santa, pelas três horas da tarde, foi sepultado na tarde do mesmo dia. Com a permissão do procurador Pôncio Pilatos, haviam descido da cruz o corpo do Senhor e depositado num sepulcro que ficava num jardim de José de Arimatéia. No terceiro dia, depois da morte, que era um domingo, pela madrugada, sua alma se uniu novamente ao corpo. Deste modo aquele que por três dias estivera morto, havia ressuscitado vivo e glorioso de seu túmulo.

Jesus Cristo ressurgiu por seu próprio poder, enquanto que a nossa ressurreição, no fim do mundo, será por virtude divina. O modo de ressurgir de Jesus é próprio somente de Deus, como diz São Paulo: “embora fosse Crucificado por fraqueza (da carne), vive todavia pelo poder de Deus” (2Cor 13,4) (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 30ª Leitura).


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Em que dia ressuscitou Jesus Cristo?

R- No dia da Páscoa, ao amanhecer.


“No primeiro dia da semana, Maria Madalena vai ao sepulcro, quando ainda estava escuro, e vê que a pedra fora retirada do sepulcro” (Jo 20,1).

“Em cada semana, no dia que ela chamou Domingo, comemora a Ressurreição do Senhor, celebrando-a uma vez também, na solenidade máxima da Páscoa…” (Sacrosanctum Concilium, 102).


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Em que cidade ressuscitou Jesus Cristo?

R- Em Jerusalém.

“Quando estavam para subir a Jerusalém, ele tomou os Doze a sós e lhes disse, enquanto caminhavam: ‘ Eis que estamos subindo a Jerusalém e o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado. Mas no terceiro dia ressuscitará” (Mt 20, 17-19).


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Quantos dias esteve Jesus Cristo no mundo depois de sua ressurreição?

R- Demorou-se no mundo quarenta dias, para confirmar seus discípulos na fé.


“Hoje, caríssimos, completam-se os quarenta dias santificados, dispostos segundo um plano sagrado e empregados para nossa instrução, a contar da bem-aventurada e gloriosa ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando o poder divino reergueu no terceiro dia o verdadeiro templo de Deus, destruído pela impiedade dos judeus” (São Leão Magno, Primeiro Sermão na Ascensão do Senhor, 1).


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Depois destes quarenta dias, para onde foi Jesus Cristo?

R- Jesus Cristo subiu aos céus, onde está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso.


“A fim de sermos capazes, caríssimos, desta felicidade, Nosso Senhor Jesus Cristo, tendo consumado a pregação evangélica e os mistérios do Novo Testamento, no quadragésimo dia após a ressurreição, diante de seus discípulos, elevou-se aos céus (Lc 24,51; Mc 16,19). Pôs termo à sua presença corporal, havendo de permanecer à direita do Pai até que decorram os tempos determinados por Deus para se propagarem os filhos da Igreja, e ele volte a fim de julgar os vivos e os mortos, no mesmo corpo com o qual subiu” (São Leão Magno, Segundo Sermão na Ascensão do Senhor, 2).

“Depois, levou-os até Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado ao céu. Eles se prostraram diante dele, e depois voltaram a Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no Templo, louvando a Deus” (Lc 24, 50-52).

“Ora, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus” (Mc 16,19).

“Dito isto, foi elevado à vista deles, e uma nuvem o ocultou a seus olhos” (At 1,9).

É PRECISO SABER


É preciso conhecer Jesus Cristo



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Onde está Jesus Cristo?

R- Enquanto Deus, está em todo lugar; enquanto Homem-Deus, está no céu e no Santíssimo Sacramento do Altar.


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Jesus Cristo voltará outra vez ao mundo visivelmente?

R- Sim: “Estando a olhar atentamente para o céu, enquanto ele se ia, dois homens vestidos de branco encontraram-se junto deles e lhes disseram: ‘Homens da Galiléia, por que estais ai a olhar para o céu? Este Jesus, que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá, do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (At 1,10-11).


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Que virá fazer ao mundo Jesus Cristo?

R- Virá julgar os vivos e os mortos, isto é, todos os homens, bons e maus.


“Chegará o último dia do mundo. Terrível cataclismo cairá sobre a terra. Os homens ficarão tomados de pavor e correrão alucinados. A terra será um grande cemitério.

Soará então a trombeta e se ouvirá o chamado: “Levantai-vos, mortos, e vinde ao juízo”. A alma de cada homem se unirá ao próprio corpo.

Será o dia mais solene e grandioso da história da humanidade, todos os homens, desde o começo do mundo, estarão reunidos para o juízo.

Em dado momento, aparecerá no céu a Cruz, sinal de nossa redenção. Regozijar-se-ão e aplaudirão os justos. Tremerão os maus.

Aparecerá a Santíssima Virgem que é a Rainha dos Céus e da Terra e Mãe do Juiz. Por último aparecerá Jesus Cristo, “o Filho do Homem, na sua Majestade e todos os anjos com Ele, e se sentará sobre o trono” (Mt 25,31).

Ocupará o posto que lhe corresponde como Rei dos reis e Chefe de todos os chefes de Estados e presidentes que houve na história do mundo.

Vem para que se descubra o que fez cada um. Vem para elevar publicamente os bons, premiando a virtude, para confundir em público os maus, castigando seus vícios, suas injustiças e seus pecados” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 35ª Leitura).


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Sobre o que nos julgará Jesus Cristo?

R- Sobre o bem e o mal que tivermos praticado, e também sobre o bem que deixamos de fazer.

“Começará o julgamento, abrindo-se os autos do processo, isto é, as consciências de todos (Dn 7,10). Os primeiros testemunhos contra os réprobos serão do demônio, que dirá – segundo Santo Agostinho: “Justíssimo juiz, sentencia, que são meus aqueles que não quiseram ser teus”. A própria consciência dos homens os acusará depois (Rm 2, 15). A seguir, darão testemunho, clamando vingança, os lugares em que os pecadores ofenderam a Deus (Hab 2,11). Virá, enfim, o testemunho do próprio Juiz que esteve presente a quantas ofensas lhe fizeram (Jr 29, 23). Disse São Paulo que naquele momento o Senhor “porá às claras o que se acha escondido nas trevas” (1 Cor 4, 5). Descobrirá, então, ante os olhos de todos os homens as culpas dos réprobos, até as mais secretas e vergonhosas que em vida eles ocultaram aos próprios confessores (Na 3, 5)” (Santo Afonso Maria de Ligório, Preparação para a Morte, Consideração XXV, Ponto III).


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Porque se diz que Jesus Cristo é Nosso Senhor?

R- 1º Porque, como Deus, Ele é nosso Senhor como o Pai;

2º Porque, também, como Homem, Ele é Nosso Senhor, pois nos resgatou da escravidão do demônio com o preço de seu sangue.

“Na versão grega dos livros do Antigo Testamento, o nome inefável com o qual Deus se revelou a Moisés (Cf. Ex 3, 14), Iahweh, é traduzido por “Kyrios” (Senhor). Senhor torna-se desde então o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus de Israel. É nesse sentido forte que o Novo Testamento utiliza o título de “Senhor” para o Pai, e também – e ai está a novidade – para Jesus reconhecido assim como o próprio Deus (Cf. 1 Cor 2, 8).

Jesus mesmo atribui-se de maneira velada este título quando discute com os fariseus sobre o sentido do Salmo 110 (Cf. Mt 22, 41-46), mas também de modo explícito dirigindo-se a seus apóstolos (Cf. Jo 13, 13). Ao longo de toda a sua vida pública, seus gestos de domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demônios, sobre a morte e o pecado demonstravam sua soberania divina.

Muito freqüentemente nos Evangelhos, determinadas pessoas se dirigem a Jesus chamando-o de “Senhor”. Este título exprime o respeito e a confiança dos que se achegam a Jesus e esperam dele ajuda e cura (Cf. Mt 8, 2; 14, 30; 15, 22)” ( Catecismo da Igreja Católica, nos 446, 447 e 448).


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Tiveram os homens alguma notícia de Jesus Cristo antes da sua vinda?

R- Sim, os homens tiveram notícias de Jesus Cristo antes de sua vinda pela promessa do Messias, que Deus fez aos nossos progenitores, Adão e Eva, promessa renovada aos patriarcas; e pelas profecias e figuras que o designaram.


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Por onde sabemos que Jesus Cristo é verdadeiramente o Messias e o Redentor prometido?

R- Sabemos, porque n’Ele se cumpriu:

1º - Tudo o que anunciaram as profecias;

2º - Tudo o que representavam as figuras do Antigo Testamento.


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Que diziam as profecias a respeito do Redentor?

R- As profecias diziam a tribo e a família donde havia de sair o Redentor; o lugar e o tempo de seu nascimento; seus milagres, as menores circunstâncias de sua paixão e morte; sua ressurreição e ascensão aos céus; seu reino espiritual, universal e perpétuo que é a Igreja Católica.


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Quais foram as primeiras figuras do Redentor no Antigo Testamento?

R- Foram: O inocente Abel; o sumo Sacerdote Melquisedec; o sacrifício de Isaac; José vendido pelos irmãos; o profeta Jonas; o cordeiro pascal; a serpente de bronze, levantada por Moisés no deserto.


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Jesus Cristo é Deus?

R- Sim; Jesus Cristo é Deus. E essa grande verdade, podemos provar na Sagrada Escritura.

— “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo 1,1).

— “Respondeu-lhe Tomé: ‘Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).

— “Aos quais pertencem os patriarcas, e dos quais descende o Cristo, segundo a carne, que é acima de tudo, Deus bendito pelos séculos! Amém” (Rm 9, 5).

—“Aguardando a nossa bendita esperança, a manifestação da glória do Nosso grande Deus e Salvador, Cristo Jesus” (Ts 2,13).

A DESPEDIDA


(Jo 13, 31-35)



“31 Quando ele saiu, disse Jesus: ‘Agora o Filho do Homem foi glorificado e Deus foi glorificado nele. 32 Se Deus foi nele glorificado, Deus também o glorificará em si mesmo e o glorificará logo. 33 Filhinhos, por pouco tempo ainda estou convosco. Vós me procurareis e, como eu havia dito aos judeus, agora também vo-lo digo: Para onde vou vós não podeis ir. 34 Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. 35 Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”.







Em Jo 13, 31- 32 diz: “Quando ele saiu, disse Jesus: ‘Agora o Filho do Homem foi glorificado e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi nele glorificado, Deus também o glorificará em si mesmo e o glorificará logo”.

Quando ele saiu!

Quem saiu? Judas Iscariotes: “Tomando, então, o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite” (Jo 13, 30).

O traidor saiu com a bolsa de dinheiro nas mãos e com o Maligno no coração. Esse ingrato saiu às pressas para não mais voltar. Ele será o guia dos inimigos do Senhor: “À frente estava o chamado Judas, um dos Doze...” (Lc 22, 47).

Judas Iscariotes afastou-se da Luz Eterna e o Príncipe das trevas entrou em seu coração. Era noite: “A indicação de que ‘era noite’ não é só uma simples referência cronológica, mas alude às trevas como imagem do pecado, do poder tenebroso que naquele instante iniciava a Sua hora (cfr Lc 22, 53). O contraste entre luz e trevas, oposição do mal ao bem, é muito freqüente na Bíblia, especialmente no quarto Evangelho, onde, já desde o Prólogo, nos é dito que Cristo é a Luz verdadeira que as trevas não receberam (cfr Jo 1, 5)” (Edições Theologica).

Longe de nós abandonarmos a Luz Eterna! O que encontraremos longe de Nosso Senhor? Somente tristeza, ilusão e sofrimento: “Estar sem Jesus é terrível inferno” (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, capítulo VIII).

Infeliz daquele que abandona a amizade com o Senhor para se apoiar nas criaturas falsas e volúveis; esse andará nas trevas e com a alma vazia: “Se uma casa não for habitada pelo dono, ficará sepultada na escuridão, desonra e desprezo, repleta de toda espécie de imundícia. Também a alma, sem a presença de seu Deus e dos anjos que nela jubilavam, cobre-se com as trevas do pecado, de sentimentos vergonhosos e de completa ignomínia” (São Macário).

Em Jo 13, 31 diz: “...ele saiu...” Judas Iscariotes abandonou o Senhor e saiu...

Hoje, infelizmente, quantos católicos, batizados e crismados, saem!

Saem de perto do Cordeiro Imaculado, abandonando a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, para mergulharem nas trevas das heresias, seguindo bodes berrantes dentro das espeluncas.

Saem da água cristalina, doutrina católica, para beberem das fossas repugnantes das seitas.

Saem da luz da verdade, para cambalearem em meio às trevas da mentira.

Judas saiu! O que ele encontrou nas criaturas? Somente desprezo e frieza! Suicidou-se depois.

O que um católico encontra nas secas relvas das seitas? Somente engano, desprezo e ilusão. Então se desesperam!

O que está na fossa não pode satisfaz um estômago faminto. Também um prato de heresias não pode satisfazer uma alma sedenta da verdade.

“Agora o Filho do Homem foi glorificado e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi nele glorificado, Deus também o glorificará em si mesmo e o glorificará logo”.

Esta glorificação refere-se sobretudo à glória que Cristo receberá a partir da Sua exaltação na Cruz (Jo 3, 14; 12, 32): “Jesus considera como já realizada a sua Paixão, que será para ele a glorificação. O Pai vai glorificá-lo brevemente, ressuscitando-o dentre os mortos” (Dom Duarte Leopoldo, Concordância dos Santos Evangelhos).

São João sublinha que a morte de Cristo é o começo do Seu triunfo; “tanto é assim que a própria crucifixão poderia considerar-se como o primeiro passo da subida para o Pai. Ao mesmo tempo é glorificação do Pai, pois Cristo, aceitando voluntariamente a morte por amor, como ato supremo de obediência à Vontade divina, realiza o maior sacrifício com que o homem pode dar glória a Deus. O Pai corresponderá a esta glorificação que Cristo Lhe tributa glorificando-O a Ele, como Filho do Homem, isto é, na Sua Santíssima Humanidade, através da Ressurreição e exaltação à Sua direita. Desta forma a glória que o Filho dá ao Pai é ao mesmo tempo glória para o Filho.

Assim também o discípulo de Cristo encontrará o seu maior motivo de glória na identificação com a atitude obediente do Mestre. São Paulo indica-o claramente ao dizer: ‘Longe de mim gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6, 14)” (Edições Theologica).

Em Jo 13, 33 diz: “Filhinhos, por pouco tempo ainda estou convosco. Vós me procurareis e, como eu havia dito aos judeus, agora também vo-lo digo: Para onde vou vós não podeis ir”.

Dom Duarte Leopoldo escreve: “Meus filhinhos... estas palavras são dirigidas a esses homens tirados da ínfima classe da sociedade. Meus filhinhos... sim, porque são seus discípulos e Jesus os ama mais do que ninguém” (Concordância dos Santos Evangelhos).

Neste versículo distinguem-se três partes: “Na primeira, o Senhor começa por proclamar o Mandamento Novo (vv. 33-35) e anuncia as negações de Pedro (vv. 36-38). Explica-lhes depois que a Sua Morte vai ser o trânsito para o Pai (cap. 14), com Quem é um por ser Deus (vv. 1-14). Também lhes anuncia que depois da Sua Ressurreição lhes enviará o Espírito Santo, que os guiará ensinando-lhes e recordando-lhes tudo o que lhes tinha dito (vv. 15-31).

A segunda parte do discurso está contida nos capítulos 15 e 16. Jesus Cristo promete que aqueles que crerem terão uma nova vida de união com Ele, tão íntima como a que têm as varas com a videira (15, 1-8). Para conseguir essa união é necessário praticar o Mandamento Novo do Senhor (vv. 9-18). Previne-se das contradições que terão de sofrer, e anima-os com a promessa do Espírito Santo, que os defenderá e consolará (vv. 18-27). A ação do Paráclito ou Consolador conduzi-los-á eficazmente ao cumprimento da missão que Jesus lhes confiou (16, 1-15). Fruto da presença do Espírito Santo será a plenitude do gozo (vv. 16-33).

A terceira parte (cap. 17) recolhe a oração sacerdotal de Jesus, em que roga ao Pai pela Sua glorificação através da Cruz (vv. 1-5). Pede também pelos Seus discípulos (vv. 6-19) e por todos os que por meio deles crerão n’Ele, para que, permanecendo no mundo sem serem do mundo, esteja neles o amor de Deus e dêem testemunho de que Cristo é o enviado do Pai (vv. 20-26)” (Edições Theologica).

“Para onde vou...”. Estas mesmas palavras foram também dirigidas aos judeus: “Terríveis para uns como uma sentença de morte, para outros cheias de amor e de consolação. Os judeus não podiam segui-lo por causa da sua incredulidade; os Apóstolos não podem agora acompanhar o seu Mestre, porque têm de ir pregar o Evangelho a todo o mundo. Eles o deviam encontrar mais tarde, às portas do reino dos céus” (Dom Duarte Leopoldo, Concordância dos Santos Evangelhos).

Em Jo 13, 34- 35 diz: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”.

Nosso Senhor Jesus Cristo, depois de anunciar a Sua partida (v. 33), resume os Seus preceitos num só: “O mandamento da caridade, Jesus o chama novo, posto que tantas vezes o tivesse inculcado, não só com as suas palavras, mas ainda com os seus exemplos. É novo de fato, ou porque os Apóstolos ainda o não tinham compreendido, ou porque não o tinham praticado até então. É novo porque, tendo quase desaparecido do mundo, era necessário renová-lo ainda; novo pelo caráter especial que dele faz o distintivo dos verdadeiros discípulos de Jesus; novo finalmente, pela sublimidade e perfeição a que foi elevado, tendo por medida o próprio amor de Deus” (Dom Duarte Leopoldo, Concordância dos Santos Evangelhos), e: “É um mandamento novo porque são novos os seus motivos: o próximo é uma só coisa com Cristo, e por isso é objeto de um especial amor do Pai. É um mandamento novo porque o Modelo é sempre atual. É um mandamento novo porque estabelece relações novas entre os homens; porque o modo de cumpri-lo será sempre novo: como eu vos amei; porque se dirige a um povo novo e requer corações novos; porque estabelece os alicerces de uma ordem diferente e desconhecida até então. É novo porque sempre será uma novidade para os homens, acostumados aos seus egoísmos e às suas rotinas” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal), e também: “Ó Cristo, destes-nos um mandamento novo: amar-nos uns aos outros, como nos amastes. E o chamais novo porque, despojando-nos do homem velho, nos reveste do novo. Não é, de fato, qualquer amor que pode renovar o homem, mas o amor que vós distinguis do puramente humano, ao acrescentar: como eu vos amei. E este mandamento novo renova só quem o acolhe e lhe obedece... Fazei, ó Senhor, que este amor nos renove, tornando-nos homens novos, herdeiros do Testamento Novo, cantores do cântico novo. Fazei que este amor, que renovou também os justos dos tempos antigos, os patriarcas e os profetas, como depois os bem-aventurados Apóstolos, continue a renovar os povos e a reunir todo o gênero humano espalhado por todas as partes da terra, para fazer dele um só povo novo, o corpo de vossa Esposa” (Santo Agostinho, Em Jo 65, 1).

Aquele que não ama o próximo como se deve, não é um católico perfeito; antes, deve-se duvidar se o mesmo ama verdadeiramente a Deus.

Quem ama o próximo é discípulo de Nosso Senhor; que o odeia, é seguidor do mundo inimigo do Evangelho.

Quem ama o próximo, vive na luz; aquele que deseja-lhe mal, vive nas trevas.

Como amamos o próximo? Sofrendo com quem sofre, ajudando com esmolas quem tem necessidade, confortando-o na dor, corrigindo os seus erros e, principalmente, orientando-o no caminho da santidade.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A RELAÇÃO ENTRE OS QUE CRÊEM E OS ATEUS


É raro em nossos dias que se feche a alguém uma porta, porque uma pessoa seja crente ou não. Homens das duas categorias labutam em conjunto, agem no seio dos mesmos grupos políticos, econômicos, esportivos e culturais. Acrescente-se que casamentos entre crentes e não-crentes se tornam freqüentes, apesar da comunicação espiritual entre uns e outros ser difícil e sempre desaconselhável.
Crentes e descrentes já não se acusam de obscurantismo e não mais se insultam. Há, pois, uma tolerância, fruto do pluralismo do mundo em que se vive.
O papa João XXIII na sua Encíclica Pacem in terris fez uma distinção que ficou famosa entre o que não é aceito pela Igreja, as teorias fixas e os movimentos que nelas se inspiram, mas que evoluem com a vida.
Em seguida João XXIII dizia: “Na medida em que estes movimentos estão de acordo com os sãos princípios da razão e correspondem às justas aspirações da pessoa humana, quem recusaria reconhecer aí elementos positivos e dignos de aprovação? Pode acontecer, por conseguinte, que certos encontros no plano das realizações práticas que até hoje teriam parecido inoportunas ou estéreis, possam agora apresentar vantagens reais ou as prometer para o futuro”.
Na Encíclica suam o papa Paulo VI também falou do diálogo com o ateísmo. Uma troca de idéias entre peritos e não entre grupos é o que surtirá efeito no que diz respeito a um intercâmbio cultural realmente de alto nível e com fins práticos. Num plano mais vasto a troca de opiniões entre o catolicismo e o marxismo é inconcebível por causa dos péssimos resultados para a atuação religiosa e civil.
O ateísmo hodierno, não obstante, é um ateísmo positivo e absoluto e isto tem que ser levado em conta. Seus adeptos pretendem ser ateus não apenas em relação às crenças de uma religião, àquela do meio ao qual eles pertencem, mas radicalizam. Negam e combatem todos os deuses, reivindicam a autonomia do homem e do universo. Claude Bruaire expressou-se com precisão: “O humanismo, com efeito, não passa de um revestimento do absoluto sobre a idéia vazia do homem, libertado do sistema natural, tentativa monstruosa e irrisória de identificar o animal bípede com o informe absoluto do Sujeito indeterminado. Eis por que Deus fica um problema lancinante que atormenta o humanismo ateu”. Menosprezam qualquer fé como um indesejável entrave. Alguns admitem a razão como o critério supremo da verdade; outros endeusam a Ciência, sistematizam uma filosofia que eleva o homem e o emancipa do Deus vivo.
Tem, assim, traço comum com o ateísmo de outros tempos. É na religião cristã que os ateus em geral encontram o óbice à idéia que fazem do homem e de sua felicidade. Até Marx e Freud, embora de origem judaica, dirigem suas críticas sobre o papel sociológico da religião, não tanto contra o judaísmo, quanto contra o cristianismo. É que a encarnação do Verbo de Deus contradiz Hegel que falou de um Deus-coisa, o eterno Ausente, informe, impessoal. Heidegger sustenta que o Deus que Nietzsche anunciou absoleto é o Deus cristão, Deus pessoal com o qual se conversa. Além disto, a imoralidade, da qual a dissolução dos costumes é triste indicador, faz do cristianismo a derradeira resistência à irradiação atéia. Negando o cristianismo, não há razão para aderir a uma outra religião. Resta apenas esta opção: chegar à descrença total.
Cumpre, por tudo isto, a quem professa a crença em Deus ser firme na fé, jamais cedendo aos argumentos daqueles que negam fortuitamente a existência do Ser Supremo, Criador de tudo que existe.
* Professor no Seminário de Mariana - MG