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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 2 de março de 2018

O reencontro do amor é uma conversão profunda...


Muitos dos conflitos conjugais surgem quando cada uma das partes busca a satisfação de seus interesses individuais e não encontra ressonância do outro na mesma direção, ou seja, quando eu desejo muito a realização de algo e o outro pensa de forma distinta ou não está de acordo com o que desejo/penso. A partir da leitura do Genesis (a gênese da criação de todas as coisas) verificamos que homem e mulher, juntos, descobrem a maravilha da intimidade. Durante o sono Deus retira um osso e um pedaço de carne próximo ao coração do homem transformando-o no corpo da mulher (Gen. 2: 21-23). Conforme o psiquiatra argentino Carlos Hernandéz, a formação desse novo corpo modificaria para sempre o estímulo que faz funcionar o coração do homem (da mesma forma que o estímulo do coração da mulher, que tem sua origem na carne do homem), tornando tal estímulo assimétrico – essa assimetria na condução do estímulo cardíaco, milênios depois se conheceria como “emoção”. A emoção é a vivencia mais profunda que a atração do outro provoca em mim e que é inexprimível em palavras – às vezes se expressa em um suspiro – que nos toma e nos encanta. No livro de Gênesis esta emoção transforma-se na primeira expressão da fala humana registrada: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada” (Gen. 2:23). Esta fala se refere ao reconhecimento da mulher como ser complementário e a consequente passagem do “eu-auto-centrado” para o relacional e a demarcação do início do desfrutar da intimidade. Uma intimidade relacional que tem na transparência plena (Gen. 2:25) o símbolo de sua essência. Neste contexto a mulher torna-se propulsora do amor incondicional, pois sem a presença desta mulher o homem seria incapaz de vivenciar a dimensão relacional e o mistério do amor incondicional: ser amado pelo outro em toda a minha torpeza. Intimidade que algumas vezes só pode ser expressa de forma metacomunicacional, através do toque – tocar o outro para comunicar algo que não se pode exprimir em palavras. Esse toque que, para expressar a ternura, precisa de uma RE-organização neurofisiológica: do movimento retensivo/possessivo para o movimento distensivo/de entrega. O movimento retensivo (aquele que flexiona o antebraço sobre o braço e faz os dedos da mão se fecharem) é uma construção neurológica codificada desde os tempos mais remotos da humanidade caída (do “homo coletor”, que juntava alimentos no chão – hoje “homo consumidor” que junta alimentos nas prateleiras dos mercados). Para que esse movimento retensivo (em minha direção) se torne um movimento distensivo (em direção ao outro) é preciso uma conversão profunda – que vai contra todos os paradigmas da sociedade do consumo. Enquanto foco no que o eu-auto-centrado desejo e penso, mantenho o condicionamento retensivo/possessivo, que é um movimento gerador de tensão. Somente quando passo ao movimento distensivo/ de entrega é que produzo relaxamento e promovo o relacional. E é somente assim que comunico a verdadeira emoção da ternura, “permitindo que a pele do outro direcione o meu toque” (Carlos Hernandez). Assim a resolução da maioria dos conflitos conjugais passa por essa conversão “mais profunda”, de nossa organização neurológica, transformando o movimento de retensão em movimento de distensão, a tensão em relaxamento, o eu-auto-centrado no relacional! Paz e bem

Somos escravos do senhor mundo virtual....


Numa manhã destas estava tomando meu café em um restaurante e na mesa ao lado sentou-se uma família – casal com dois filhos adolescentes. Como sou um observador, reparei que rapidamente todos se assentaram e cada qual puxou do bolso um smartphone e começou a teclar. Só se deram conta de ler o cardápio muito tempo depois e, logo que fizeram os pedidos, voltaram a seus aparelhos, permanecendo envoltos em seus próprios mundos virtuais durante toda a refeição. Essa cena me fez pensar muito sobre o impacto da mídia – e aqui me refiro a todas as expressões midiáticas: redes sociais, internet, televisão, etc. – nos relacionamentos familiares. Não são poucas as queixas que nos chegam a respeito de filhos que já não interagem com a família em nenhum momento do dia, pois aos chegarem da escola, logo se envolvem com seus eletrônicos e ficam absortos nos mesmos, algumas vezes madrugada adentro. Também há queixas de cônjuges que veem o companheiro(a) disperso em um mundo virtual ou televisivo e resumem o diálogo conjugal a expressões monossilábicas. Esta era eletrônica é, sem sombra de dúvidas, muito sedutora, pois veicula a informação em uma velocidade espantosa. Aguça a curiosidade das pessoas em quererem saber sempre mais e em mais detalhes da vida dos outros. Se posta uma informação ou foto e em poucos minutos a rede social – algumas vezes pessoas até desconhecidas – está se manifestando com um “curtir” ou comentários na novíssima gramática ‘internética’: blz; wow; d+; etc. De que forma esse modelo interacional virtual pós-moderno afeta os relacionamentos familiares? Qual a necessidade de tanta informação superficial em tempos quase instantâneos? Qual a necessidade de exposição de detalhes da vida pessoal para um público cada vez mais impessoal? Creio que essa necessidade de tornar público cada detalhe da própria vida, tirando ‘selfies’ a cada momento ou postando fotos do que está comendo, traz em si o desejo de se sentir amado. Afinal se as pessoas ‘curtem’ o que estou fazendo, é porque elas gostam de mim! Um dos maiores desesperos das pessoas hoje em dia é quando alguém as bloqueia de uma rede social – pois no fundo não se sentem mais amados por aquela pessoa. A necessidade de informação vem da fantasia de que informação é sinônimo de poder! Em alguns âmbitos, como na política, essa premissa é verdadeira, mas no cotidiano, ter muita informação, especialmente a superficial, não empodera ninguém, apenas leva facilmente ao estresse por sobrecarga mental. Definitivamente não precisamos saber tudo da vida de todos, antes o importante é saber menos e com maior qualidade da vida daqueles a quem realmente amamos. Por fim, o maior impacto deste modelo interacional dentro da família é que o mesmo leva os membros da família a um ensimesmamento, um mundo paradoxalmente tão fechado aos que estão próximos e tão aberto ao público em geral. Esta superexposição da vida de forma tão superficial também traz consigo o descompromisso com o outro – se um amigo postar uma foto embriagado, eu posso apenas curtir ou dizer WOW! Mas não tenho o compromisso do diálogo sério e profundo a respeito das consequências daquela conduta para a vida dele, afinal no modelo individualista, cada um é autossuficiente e não existe a ideia de COMUNIDADE! De forma alguma sou contra a tecnologia, mas penso que a moderação em todas as coisas é padrão de saúde. Pais devem, desde cedo, estimular os filhos a um processo familiar interativo, suplantando seus cansaços diários e brincando com os filhos e nesse brincar promover o diálogo; de igual forma cônjuges devem aprender a ‘relaxar’ no acolhimento da intimidade com o outro e não diante da enxurrada de informações vazias dos eletrônicos. É preciso resistir à proposta sedutora midiática, que nos isola e egocentriza, aprendendo a usar a tecnologia com sabedoria e prudência, lembrando que o DOMÍNIO PRÓPRIO é fruto do Espírito Santo (Gal. 5:22). Paz e bem

A serpente que nos espreita dia a dia .....


A proposta da serpente a Eva, relatada em Gênesis, não está restrita àquele momento específico. A proposta da serpente é um eco que nos visita diariamente. É muito difícil ajustar nossa alma à Palavra de Deus, às suas promessas, à vontade Dele pra nós. No Éden começou um desajuste, onde Adão e Eva deram ouvidos à proposta e desde então uma disparidade se faz constante. Uma vontade alinhada entre Deus e Homem se fazia uníssona, mas a partir daquele momento se fez o conflito, a divergência. Autonomia, rebeldia e o protagonismo da vontade do ser ganharam espaço no coração humano. O drama do Éden é diário em nossas vidas. Todas as manhãs a serpente vem nos visitar insistindo na velha e conhecida proposta. E é fácil subestimá-la, confiando na nossa capacidade, mas caímos da mesma forma na velha e conhecida história. Quando nos voltamos para nós mesmos, egoístas, mundanos, buscando felicidade no bem estar pessoal, já estamos lambendo as nódoas do fruto amaldiçoador. Precisamos tomar as armas citadas em Efésios, pautar nossa vida na Palavra, de verdade, nos entregar sem rédeas, até o auto protagonismo recuar. A carne sofrerá, mas esta é a intenção. Não há outro lugar seguro. Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? – Jeremias 17:9 Nossa luta será contra nossos esforços sensoriais obstinados à atração da voz da serpente. Por isso é tão importante dispor de tempo para a palavra, meditação e oração. Nessas manhãs em que somos visitados pela serpente, devemos dar uma resposta a ela. Não subestimemos este momento. As vitrines do mundo estão aí, cada vez mais sofisticadas, e nós cada vez mais atraídos por seus produtos medíocres. Que possamos nos desiludir delas! A desilusão é um instrumento muito utilizado por Deus quando Ele quer nos chamar pra perto. Sansão foi atraído por uma destas vitrines e perdeu sua força quando deixou seu desejo ser maior que a sabedoria, quando se envolveu com uma mulher que não era do seu povo. Flertou com o mundo e cedeu à proposta da serpente. A serpente nos oferece uma realidade paralela, na qual nossos sentidos são imediata e facilmente requisitados. Mas precisamos resistir no dia mal e buscar a realidade do Reino de Deus, que é mais profunda e não ligada somente às superficialidades sensoriais. Por isso nos foi dada a fé. Porque sem fé é impossível agradar a Deus. Paz e bem