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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A riqueza de reciclar o coração em Deus....


O que você faz logo depois que se dá conta de que cometeu um grande erro, um erro tão grande que você que se via como uma pessoa razoavelmente boa, íntegra e madura, percebe que sua autoimagem era uma ilusão? Na Bíblia, momentos assim são descritos por uma imagem bem perturbadora: nudez. Adão experimentou isto. Pedro, o discípulo de Jesus mais impulsivo e também o que tinha mais liderança, se viu nesta situação. O que ele pensava sobre si mesmo não era de fato a realidade! Adão desobedeceu a Deus num jardim com pouquíssimas proibições e muita abundância. Pedro negou a Jesus num momento de grande estresse, descobrindo que seu heroísmo e lealdade eram produtos de sua imaginação. Quanto a mim, os episódios em minha vida que me renderam humilhação foram muitos e de natureza variada. Foram também momentos usados por Deus para ajustar o meu ego inflado. Da mesma forma, o seu momento de profunda decepção consigo mesmo também é seu, não vou lhe perguntar! Adão descobriu que estava nu, sentiu vergonha, se escondeu e em seguida, quando confrontado por Deus, jogou a culpa em Eva. Pedro “saindo dali, chorou amargamente.” (Mt 26.75) Assim como Adão, Pedro continuou afastado, incapaz de fazer o caminho de volta até que o próprio Deus o procurou. Deus procurou Adão na virada do dia. Jesus Cristo procurou a Pedro na praia pela manhã, bem cedinho (Jo 21.3-14). Na maioria das vezes, o Senhor me procurou quando eu finalmente calei a boca, me acalmei e fiquei em silêncio. Há algo muito bonito e que aquece o coração quando leio o relato do encontro de Jesus e Pedro na praia, algo que eu não encontro no diálogo entre Deus e Adão. Pedro tinha pescado a noite inteira e estava nu! (João 21.7) Apesar de ambos, Adão e Pedro, terem estado nus; apesar de ambos estarem conscientes da gravidade extrema de seus atos, a resposta ao convite de Deus é totalmente diferente. Pedro vê os peixes emergindo da água em grande quantidade, olha para o homem na praia. O déjà é imediato. Assim que ele se dá conta de que o homem na praia é de fato o Jesus Cristo, ressurreto, Deus encarnado, ele se veste com pressa, pula na água, largando seus amigos para lidar com mais de 150 peixes! Ele nada desejando estar em terra para poder correr em direção a Jesus! E o Mestre recebe a Pedro com carinho, trata-o com muita dignidade e o reestabelece para ser o líder poderoso que foi. A única outra imagem que consigo associar a esta atitude de Pedro, é a imagem de uma criança que percebe ter feito algo errado, e depois de ter se afastado e curtido a solidão da separação de sua mãe, ouve seu nome ser chamado insistentemente. Nesta cena, ela corre em direção aos braços da mãe, chorando aliviada porque é nesta relação de amor que ela se sente de fato segura, é nesta relação que ela se define como pessoa e descobre de fato quem ela é! Pedro soube acolher e valorizar os movimentos de um Deus Todo-poderoso em sua direção. A diferença entre Adão e Pedro é que Pedro sentiu uma imensa saudade de Jesus! Pedro descobriu que sem Jesus ele não tinha identidade e muito menos um propósito na vida. Vamos aproveitar os nossos escorregões para nos aproximar de Jesus e descobrir nele quem somos. Vamos aproveitar os nossos erros para encorajar as crianças com as quais trabalhamos. Vamos mostrar para as pessoas como encontrar a Jesus quando estão decepcionadas consigo mesmas! Paz e bem

Gratidão um sentimento que transforma e cura....


Os cristãos são ensinados a pedir: “Peçam, e lhes será dado” (Mt 7.7). Também são ensinados a agradecer: “Deem graças em todas as circunstâncias” (1Ts 5.18). Não há como negar: a falta de gratidão é falta de educação. Além disso, a gratidão tem um enorme valor terapêutico. O cristão que cultiva o hábito de agradecer a Deus é uma pessoa mais saudável, mais disposta, mais dinâmica e mais aceita. A gratidão leva ao louvor e pode transformar prosa em verso. Uma multidão de mal-agradecidos É preciso falar sem rodeios: falta de gratidão é falta de educação. Antes de ensinar aos filhos a dizer “muito obrigado”, os pais precisam aprender a dizer “muito obrigado” a Deus. É muito conhecida a história dos dez leprosos que foram curados por Jesus numa de suas viagens da Galileia para a Judeia. Eles não obtiveram a cura no momento nem no local em que se encontraram com o Senhor, mas na caminhada ao encontro dos sacerdotes, de acordo com a orientação dada por Jesus. Depois de curados, só um deles, que era samaritano, voltou e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus para agradecer. Então, Jesus fez três perguntas de imediato aos que estavam ao seu redor: “Não foram purificados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou nenhum que voltasse e desse louvor a Deus, a não ser este estrangeiro?” (Lc 17.17-18). Espírito de gratidão A Bíblia manda pedir e manda agradecer. Não apenas pedir, mas também agradecer. “Sede agradecidos” – ordena enfaticamente o apóstolo Paulo (Cl 3.15). A expressão “Rendei graças ao Senhor”, que são as primeiras palavras de cinco Salmos (105, 106, 107, 118, 136), aparece inúmeras vezes nesse livro poético. Até o esquisito Jonas fala em agradecimento quando menciona a sua necessidade de Deus para livrá-lo do ventre do peixe (Jn 2.9). O espírito de gratidão de Paulo é impressionante. O apóstolo está sempre dando graças. Logo no início de onze de suas treze epístolas, Paulo registra que dá graças a Deus por suas manifestações na vida daqueles para quem escreve (Rm 1.8; 1Co 1.4; 2Co 2.14; Ef 1.16; Fp 1.3; Cl 1.3; 1Ts 1.2; 2Ts 1.3; 1Tm 1.12; 2Tm 1.3; Fm 4). Ele, que tanto ora pela igreja e pelos fiéis, se sente na obrigação de agradecer: “Devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor” (2Ts 2.13). O valor terapêutico da gratidão A gratidão é tão necessária ao espírito humano quanto à confissão de pecados e ao desabafo da alma perante o Senhor – não só no aspecto ético, mas também no aspecto emocional. Faz muito bem à mente enumerar e agradecer as bênçãos recebidas da divina mão. Esse exercício alegra, anima e fortalece a alma. Afasta o cristão de seus problemas reais ou imaginários e o aproxima de Deus. Abre os seus olhos para “a entranhável misericórdia de nosso Deus” (Lc 1.78) e fecha-os para a opressão do demônio. A gratidão profunda e contínua cura o pessimismo, o derrotismo e a fatalidade cega. O cristão que cultiva o hábito de agradecer a Deus pelo que ele é e pelo que ele faz dificilmente terá crises de desânimo. Não abrigará no coração a presença incômoda e doentia do queixume e da amargura. Será uma pessoa mais saudável, mais disposta, mais dinâmica e mais aceita por Deus. Da prosa ao verso Embora haja alguma diferença entre render graças e salmodiar, as duas expressões de culto se completam e andam juntas. Render graças é expressar gratidão; salmodiar é cantar ou recitar poemas em louvor a Deus. É preciso salmodiar (Sl 30.4; 47.6; 66.2) ou cantar com júbilo ao Senhor (Sl 9.11; 81.1; 98.1). Foi isso que Moisés fez logo após a passagem a seco pelo mar Vermelho (Êx 15.1-19). Foi isso que Ana fez logo após o nascimento de Samuel (1Sm 2.1-10). Foi isso que Débora fez logo após a vitória de Israel sobre Sísera (Jz 5.1-31). Foi isso que Davi e os filhos de Coré sempre fizeram para registrar a misericórdia divina (a maior parte dos Salmos). Foi isso que Ezequias fez logo após ter sido curado por Deus (Is 38.9-20). Foi isso que Maria, Zacarias e Simeão fizeram logo após o nascimento de Jesus (Lc 1.46-55, 67-69; 2.29-32). A gratidão leva ao louvor e pode transformar prosa em verso. Paz e bem

Uma simples conversa com ....a vida...


Queria escrever muitas coisas, mas tenho compreendido sobre a importância de deixar as palavras se ajuntarem e, assim sendo, a encontrar. Sabe, ao abrir suas páginas, percebo que há injustiças, incertezas, perdas que nunca aceitaremos, partidas que, caso pudéssemos, não deixaríamos acontecer. É bem verdade, viver traz um certo medo, amar parece ser uma aventura obscura, a traição bate a porta, o abandono não se descarta e, mesmo assim, como fugir da paixão, das emoções, dos sentimentos? Ah, vida, você é uma descoberta árdua e surpreendente, porque tenho de lidar com as lágrimas, curtir com os risos e sorrisos, enfrentar a ingratidão e o silêncio. As vezes, você, você mesmo, deveria ser mais legal, mais humana, mais previsível; agora, lá o fundo, não é, nem será e muito menos poderá ser dessa maneira. Então, nessa noite de quarta – feira, com a alma estreitada, com uma vontade sentar – me, ao lado das lágrimas e me debruçar em muitos por quês, me faz correr o risco e arriscar por me enveredar a direção de ser mais vulnerável, de remover as máscaras, de tirar as maquiagens e admitir o quanto sou frágil, enredado pelas dúvidas, tomado por uma overdose de inconformismo e dizer que ainda decido caminhar com você, sem ilusão, sem fantasias, sem jogos de enganos, sem nenhuma culpa e condenação. Sinceramente, vida, talvez magoei muitos, criei expectativas que nunca virão a tona, tenho ainda aquela dificuldade de me mostrar como sou, ou seja, com medo de não ser visto, de não ser aceito, de não ser acolhido, de não ser lembrado e os demais semelhantes também. Por isso, vida, compreendo que não posso me esquecer das pessoas e como queria pegar uma varinha mágica e mudar tudo, mas isso seria egoísmo, presunção, estupidez e deixar de ser gente, de ser humano, de ser pessoa, de ser alma, de ser uma narrativa poética, romântica, trágica, cômica e tudo seria um jogo de cartas marcadas e, com certeza, não estaria, aqui. Sem sombra de dúvida, se mostrar como sou, causa uma sensação de ir, aos poucos, reconhecer ser livre das desilusões e aprender a importância das pessoas me aceitarem, como sou, sem fazer disso nenhum pretexto para permanecer blindado, escudado, fechado, isolado, escondido, atrás do palco, porque não vai e não vai me fazer forte, corajoso, sensível, criativo, inspirador e fecundo. Vou além, vida, como tenho notado a questão de não querer moldar as pessoas, imprimir formas de que deve ser assim e pronto. Não e não, vida, ainda não renunciei de me apaixonar por você e isso me leva ao que há de mais fundamental, em nossa relação, ou seja, pessoas. Em meio as loucuras, as insanidades, as impiedades, as iniquidades, as indiferenças, ainda assim, vida, você me chama para creditar e acreditar em meu ser e no próximo, desatar as cordas e experimentar as ondas dos não (s), das conquistas, do prazer não banal, do amor que não se resume ao erótico (mas tem carinho, abraço, suavidade, leveza, inocência, flores, bombons, ficar vermelho e sem graça, diante de quem nos faz pulsar mais forte, sem a intenção de escravizar, manipular, desfigurar). Enfim, vida, escrevo essa carta, e se puder me ajude a pedir ajuda, sem nada a ocultar; afinal de contas, a vida vai muito além de bons e maus momentos. Paz e bem

terça-feira, 28 de março de 2017

O amor se importa com você....


Eu oro para que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo venha ser tão abundante, tão real e tão plena sobre a sua vida, não apenas hoje, mas durante todo o seu viver. É bom viver, mas, acima de tudo, quando esse viver é para Cristo, essa mesma vida passa a ter um colorido, um sentido, um propósito ainda maior, pois podemos vê-la sob a perspectiva da Palavra de Deus. Uma das verdades que eu quero deixar dentro da sua alma é a compreensão do valor que Deus atribui a você. Você não é um “joão-ninguém”, um qualquer. Pelo contrário, você é alvo do amor, da graça, da bondade e da misericórdia de Deus. Deus se importa com você. Essa verdade precisa ser parte de sua vida: a de que Ele se importa com você. Deus não tem uma cesta de lixo na qual joga aqueles que não são aproveitáveis, dizendo: “Esse não tem mais jeito”. Deus oferece ao homem sempre uma nova oportunidade. Querido (a), talvez você esteja vivendo situações difíceis. Alguns relacionamentos se quebraram, a saúde está se esvaindo, momentos de dor, e você começa a pensar: “E agora? Não tem mais jeito!”. Mas nesta hora eu profetizo vida ao seu coração, e proclamo: há uma nova oportunidade, eu proclamo que há uma nova chance. Eu proclamo que, pela bondade, misericórdia e fidelidade de Jesus Cristo, há uma nova chance, talvez seja para o seu casamento, que está sendo atingindo por coisas ruins, deixando-o com um “gosto” amargo, sem beleza e prazer vida. Ou talvez o que esteja sendo quebrada é a relação com seus filhos, mas veja o que está escrito na Bíblia: “Deus resiste ao soberbo, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4.6). Quando o seu coração é humilde, quando há quebrantamento, quando você realmente tem aquela disposição de chorar, de se quebrantar diante de Deus, o que acontece? Tudo pode ser restaurado. É isso que Deus faz, e não apenas o que ele faz, mas o que Ele quer fazer. Talvez você esteja enfrentando uma enfermidade, quem sabe até incurável aos olhos dos homens, mas nesta hora creia que a sua vida, a sua saúde podem ser transformadas, restauradas. Deus deseja realmente imprimir a vontade, o querer e o propósito dele em você. Se entregue nas mãos do Senhor, deixe Deus trabalhar em você. Deixe-o imprimir a imagem de Jesus, seu Filho, em sua própria vida. Deixe Deus ser Deus no seu coração. Quando você se volta para a Palavra e começa a ler, você percebe esta verdade tão grande: a de como Deus oferece uma chance nova, uma oportunidade nova, um momento novo. Deus jamais o desprezará, nunca irá jogá-lo fora. Jesus Cristo disse: “Aquele que vem a mim, de maneira alguma eu o lançarei fora, e ninguém o arrebatará das minhas mãos”. Tome posse desta palavra e viva sob o impacto dessa verdade. Eu profetizo vida ao seu coração. Que mais vida seja profetizada em seu coração e, mais que isso, que essa mesma vida frutifique a 30, a 60 e a cem por um! Paz e bem

Palavra: luz para os nossos pés...


Talvez você esteja pensando em como o tempo tem passado rápido, mas precisamos ter a consciência de que não vivemos os meses nem os anos, vivemos um dia de cada vez. Não pense nos meses e nos anos que já se passaram, mas nos dias, nos meses e nos anos futuros, pois eles podem ser os mais gloriosos de sua vida. Neles você pode colher aquilo que ainda não colheu, porque Deus, para intervir em nossa vida, não fica preso ao calendário, mas apenas à disposição de nosso coração. No momento em que você se voltar para Ele, tudo mudará, conforme Ele mesmo diz: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o coração”. Quando você o buscar com todo o seu coração, entrará em uma dimensão diferente da eternidade na Terra, pois o tempo não é uma expressão da eternidade, ele está dentro da eternidade, que é muito maior que o tempo. Você teve um começo e terá um fim, mas valorize cada dia, vivendo a realidade contida na Bíblia: “Esse é o dia que o Senhor fez para que alegremo-nos e regozijemo-nos nele”. Que você possa transformar sua vida em um festival de graça, amor e misericórdia, mesmo diante do desemprego, das dores da vida. Se você soubesse em plenitude o quanto Deus se importa com você, o quanto Ele te ama e o prazer que Ele tem em vê-lo e poder chamá-lo de filho, veria que é possível fazer da vida um festival. Em Romanos 15.4-5 está escrito: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança. Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus”. Esses dois versículos devem acompanhar você não somente hoje, nem somente agora, mas durante o resto dos anos de sua vida, para você viver o que nunca viveu. Saiba que a Bíblia produzirá em você duas realidades: paciência e consolação. A paciência é saber que em tudo Deus tem o melhor para sua vida. O consolo é você chegar ao fim do mês ou deste ano e ter a vida mudada, um consolo que vem das Escrituras. Lembre-se de que a vida é marcada pelos recomeços. Diante de você está uma oportunidade. Volte novamente para o Deus paciente e consolador. Escolha amar e perdoar, assim como nosso Senhor o faz. Paz e bem

Estar com Deus, ou estar em Deus....


Somos gratos ao Senhor por tudo que Ele nos tem dado, tanto no que se refere a nosso relacionamento com Ele quanto no que diz respeito às bênçãos com que nos tem agraciado. Isso acontece porque sabemos que Deus tem muito mais para nós e porque sabemos que muito mais ainda temos de buscá-lo. O Senhor nos exorta a buscá-lo e a invocá-lo, conforme está escrito: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Invoca-me, e te responderei” (Jr 29.13; 33.3). É buscando o Senhor com intensidade de coração que receberemos tudo o que Ele tem para nós, e Ele tem sempre o melhor para todos que o buscam. Durante os 40 anos que o povo de Israel caminhou pelo deserto, diz a Palavra que “o Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar” (v.21). Quando nossa vida está realmente nas mãos do Senhor, reconhecemos que Ele vai à nossa frente e sentimos Sua presença. O caminho pelo qual Deus nos conduz é sempre o melhor. Nos desertos da vida, não existem placas sinalizadoras. Tudo o que precisamos durante esses desertos é ter nossos olhos fitos no Senhor. Hoje, não temos uma nuvem para nos guiar, mas temos a Palavra de Deus e o testemunho do Espírito Santo em nossa vida. “Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” (v.22). A nuvem representava a presença do Deus onipotente, onipresente e onisciente, que faz toda a diferença em nossa vida. “Respondeu-lhe: minha presença irá contigo, e eu te darei descanso. Então, lhe disse Moisés: se tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar” (Êxodo 33.14-15). Quantas vezes tomamos decisões sem considerarmos a presença do Senhor? E o resultado disso é sempre insucesso. Quando a presença de Deus não se faz presente em nós, cansamos. A presença dele traz descanso e paz para todas as áreas de nossa vida. “Se Tua presença não vai comigo, não nos faça subir deste lugar” (v.15). É importante abrirmos mão de nossas próprias opiniões. Na maioria das vezes, as discussões acontecem porque queremos que nossas opiniões prevaleçam: “tem de ser assim”. É fundamental entender a crucial diferença entre defender um ponto de vista e contender com Deus para que nossa vontade prevaleça sobre a Dele. Ele sempre terá o melhor para nossa vida. Quando nosso coração descansa nessa realidade, tudo o que Deus tem para nós acontecerá, porque Ele não faz nada pela metade. Começa e termina a boa obra. O que Deus disse a Moisés vale para nós: “A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (v.14). Não conseguimos ver Deus fisicamente porque Ele é Espírito. Porém, mesmo não o vendo com nossos olhos físicos, podemos senti-lo. Não apenas o entendimento dessa presença como um conhecimento teológico, mas Sua presença manifesta. E, se reconhecermos isso em nossas decisões, em nossas palavras e no nosso dia a dia, seremos o povo mais feliz desta terra. “Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra?” (Êxodo 33.16). A diferença entre o cristão e aqueles que ainda não conhecem o Senhor não é simplesmente o nome de uma religião, mas são a entrega total a Jesus e a certeza da presença do Deus vivo. Paz e bem

domingo, 26 de março de 2017

Nunca estareis sós, sempre caminho junto ao justo...


O inevitável: aquela dimensão do real que preferiríamos ignorar, mas que se nos impõe. O que não depende de nós para acontecer, mas que nos acontece. Quantos por cento da nossa vida pertencem à categoria do inevitável? 20, 30, 40%? Talvez bem mais que isso. E o real? O que nos resiste e que exige que sejamos “resistentes” ou “resilientes”. Nosso desejo, que gostaríamos fosse onipotente, depara-se sempre com a realidade. E sem o enfrentamento da realidade, caímos na ilusão. Sonhamos com uma felicidade durável, perfeita, completa. Quem não almeja uma alegria plena e sem limites? É o sonho de todos nós. Mas nossa vida não se reduz a um sonho. A realidade nos espreita e temos que enfrentá-la, sem nos esquivarmos, sem negá-la e, também, sem nos deixar esmagar por ela. E o mais importante, para quem crê, é afrontá-la a partir da fé. A espiritualidade antiga dizia: “É preciso acolher a realidade como Deus a envia”. Acolher o real da providência divina, que tudo dispõe. Quanta sabedoria nesse conselho clássico da espiritualidade, mesmo sabendo que Deus não envia sofrimentos, desgraças, doenças. Deus não é o responsável por nossos males. Hoje poderíamos dizer o seguinte: é preciso se encontrar com Deus a partir dos acontecimentos e nos acontecimentos. Acolher Deus em todos os eventos da vida, negativos ou positivos. Na alegria e abundância, mas também no sofrimento, na tristeza e no fracasso. Por mais que nos sintamos visitados e abençoados pela graça de Deus, sabemos que tristeza, a desolação e o desalento são estados de ânimo comuns na vida humana. E a verdadeira experiência de Deus, às vezes, emerge, e de maneira profunda, no meio de tudo isso. Na vida concreta, também das pessoas espirituais, surgem fatos penosos, desentendimentos, traições, incompreensões, conflitos de ordem afetiva, doenças. Situações que admitem uma série de interpretações: falta de sorte, maldade humana, acaso, erros próprios, opções errôneas, pecados pessoais e sociais. Interpretações possíveis, mas que não resolvem o desconcerto dos acontecimentos indesejados. O problema fica pior quando a pessoa se sente abandonada por Deus, pelos amigos e pelos próprios recursos. Sente-se só, posta numa situação-limite. Porém, Deus mistura sua graça aos escombros de nossa vida. Sua graça, oculta, eficaz e misteriosa, sabe fazer maravilhas através dos acontecimentos inesperados, inclusive com elementos de erro e de pecado. Basta que a pessoa não se desespere, mas confie, espere em Deus. A confiança nele nasce também de certo desespero interior. É quando não pode mais confiar nos próprios recursos que a pessoa ousa jogar-se nos braços da misericórdia de Deus. Mas, no meio das trevas, para que haja verdadeiro amadurecimento na fé, faz-se necessário manter a fidelidade a Deus, esperar pacientemente. São João da Cruz aconselha: “Lembre-se de Cristo Crucificado e silencie. Viva na fé e na esperança, mesmo que seja às escuras, pois nestas trevas Deus ampara a alma”. Ele é capaz de escrever certo pelas linhas tortas da nossa vida. Mas é preciso confiar e acreditar. Não duvidar e tudo esperar de Deus. Grandes santos da Igreja se depararam com situações difíceis, extremas. Santo Afonso, apóstolo da misericórdia, consolou muitos na confissão, mas disse, certa vez: “eu sofro um inferno”. Santa Teresinha atesta uma verdadeira tortura interior, marcada pelo medo de se desesperar. No meio da crise, exclama: “É a pura agonia, sem nenhuma mistura de consolação! Não, jamais acreditei que fosse possível sofrer tanto”! Masoquismo espiritual? Não, essas pessoas não se infligiam sofrimentos, porque, nesse caso, se transformariam em gozo perverso. Os santos lutaram contra os sofrimentos e tudo fizeram para superá-los. E também nós não temos que buscar sofrimentos ou inventá-los. Quando surgem, temos o direito, e até o dever, de buscar uma solução na psicologia, na medicina e nas ciências. Também podemos recorrer a Deus em busca da cura. Se a alcançarmos, agradeceremos a Deus. E se não conseguirmos o que buscamos? Sempre há um lugar em nós em que fracassamos. Exatamente aí Deus abrirá uma brecha para nos curar mais profundamente. Cura que não restaura o objeto perdido, mas modifica nosso olhar sobre Deus e sobre nossas relações. Nesse caso, cura significa assumir a doença, perdoar sua causa e amar a Deus e a si mesmo suficientemente para ser capaz de carregar sobre si e, às vezes, sobre o próprio corpo, um novo olhar. Trata-se de um processo doloroso, porém, se vivido na fé e no abandono, revelará o verdadeiro rosto de Deus, que não se deixa banalizar ou identificar com meios que nós mesmos construímos. Ele não é uma caricatura, um fantoche ou mesmo um ídolo construído à imagem e semelhança do nosso desejo. Ele é soberano, Senhor dos homens, do universo, da história e do destino. Mistério insondável ao qual estamos referidos desde o mais profundo do nosso ser e que reclama obediência, porque só Ele é o Sumo Bem. Não nos trata como crianças, mas nos conduz, através das crises, a uma vida adulta, autêntica e responsável. Somos assim conduzidos a uma maturidade provisória. Próxima etapa do crescimento em Cristo. Paz e bem