FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quinta-feira, 19 de março de 2009

NÃO TEMAS


Há quem considere que ser corajoso é não ter medo, ou até gostar do perigo. Mas corajoso é aquele que, mesmo temendo os riscos, decide seguir em frente." (Vanessa Weiler Ribas - Devocionário Pão Quente – Rádio Transmundial)

E a mensagem eterna, a Palavra de Deus nos afirma: "Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares" (Josué 1. 8-9).

Temer o que se o Senhor é conosco?

Várias vezes, nos Velho e Novo Testamentos, Deus diz a seus servos que aceitaram uma missão em seu nome:
- Não temas pois estou contigo (Josué 1. 9);
- Não temas, Abrão, eu sou teu Deus; (Gênesis 15. 1);
- Eu sou o Deus de Abrãao teu pai; não temas (Gênesis 26. 24);
- Não temas, e não te assustes (Deuteronômio 1. 21);
- Não temas, mas fala e não te calas (Atos 18. 9).

Além dessas afirmações de fidelidade àqueles que, em seu nome, aceitaram um desafio de fazer a obra de Deus, há várias outras ocasiões e situações em que Ele assim se posiciona, dando-nos "coragem" [prefiro "confiança"] para ir em frente sem titubear.

Ele alerta para os perigos, para as dificuldades, mas nos dá ânimo, nos dá força para passar pelo “deserto”, pelos desafios, pelas lutas, pelas vitórias e até pelas derrotas.

E, através de Paulo, ele questiona por nós, e como se Ele fosse cada um de nós mesmos:
- "Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8. 31);
- "Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica" (Romanos 8. 33);

E termina de maneira a não deixar, em nós, nenhuma dúvida:
- "Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 8. 38-39).

Gosto de sumarizar estes dois últimos versículos com a simples, mas suficiente, expressão: ”NADA PODERÁ NOS SEPARAR DO AMOR DE DEUS”.

Não há demérito nenhum em nos assustarmos em aceitar desafios de Deus, e sim um mérito em entendermos que a companhia de Deus, a sua presença certa ao nosso lado, é motivo mais do que suficiente para termos a confiança, a ousadia, a intrepidez, de fazer a nossa parte nessa grande missão de levar o evangelho [ensinar, pregar e testemunhar] até aos confins do mundo (Mateus 28. 19; Marcos 16. 15 e Atos 1. 8).

Para Timóteo, Ele falou através de Paulo: "Conjuro-te que (...) pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo [quer seja oportuno, quer não, diz outra tradução], redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos; amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas" (II Timóteo 4. 1-4).

Creio que já estamos nesse tempo, em que a Palavra de Deus já é explicitamente rejeitada, abandonada, relativizada, escarnecida, e "doutores" vão sendo os substitutos, através do ocultismo, do esoterismo, da New Age, e tantas crendices hoje largamente popularizadas sob o título [disfarce] de "medicina alternativa", "medicina holística", etc.

Precisamos de muita oração, muito estudo da Palavra de Deus, para que Ele nos dê o necessário discernimento para não cairmos nas astutas ciladas do diabo.

Temos que fazer tudo, conforme está escrito na Palavra de Deus, certos de que Ele continua a nos dizer "não temas", "sê forte e corajoso", "estou contigo" (Josué 1. 9), "nunca te deixarei, jamais te desampararei" (Hebreus 13. 5); "entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e Ele tudo fará" (Salmo 37. 5).

BURRO VELHO.....


O que alguém estaria querendo dizer com o ditado "Burro velho não perde a mania"? Ou "Cachorro velho não aprende truque novo"? Se a maneira como pensamos determina o modo como vivemos, quais seriam os valores por trás de ditados populares como estes? Trata-se da mesma crença que produziu também o ditado "pau que nasce torto nunca se endireita (morre torto)". Em outras palavras: não adianta nem tentar, nasceu assim vai morrer assim; se não aprendeu quando era jovem, agora não aprende mais; pessoas que passaram dos quarenta anos de idade não precisam mais tentar estudar, nem para trabalhar servem mais...

Você costuma utilizar esse tipo de ditado no dia-a-dia? Já parou para pensar qual é o tipo de sociedade que crenças assim acabam gerando? Tudo aquilo que nós fazemos, os valores e princípios que regem a nossa vida, começam a se formar em nossa mente. São fruto daquilo em que nós acreditamos. Vivemos numa época onde tudo é relativo e a verdade é aquela em que você optou por acreditar. Esse espírito acaba gerando confusões e distorções incríveis. Uma sociedade injusta e aquém daquilo que poderia ser resulta das mentiras que aceitamos como verdade. Assim como existem ditados populares que transmitem sabedoria e verdade, existem também aqueles que transmitem mentiras e ignorância. Vai depender daquilo em que a pessoa acredita. Você concorda mesmo que um ser humano não pode mais mudar depois que passa de certa idade? Pare um pouco e reflita sobre as crenças por trás dos ditados acima. Que tipo de comportamentos essa maneira de ver o mundo acaba gerando? Você acredita mesmo nisso?

É certo que uma pessoa vai encontrando maiores dificuldades e limitações a medida que vai envelhecendo. Mas, isso significa que devemos desistir delas? Significa que vão tornando-se inúteis para a sociedade? Será que eu também estou me aproximando da idade em que vou estacionar? Recuso-me a acreditar nisso. O potencial humano é algo simplesmente fantástico. Poder de superação, criatividade, capacidade para se adaptar... A aposentadoria jamais deveria ser algo reconhecido como entrar na inatividade. Ninguém sobrevive muito tempo sem fazer nada. Quem de nós não conheceu alguém ou ouviu notícia de pessoas que passaram dos setenta, oitenta anos de idade e concluíram uma faculdade ou recém começaram a estudar? São pessoas que não aceitam as mentiras impregnadas na cultura dominante. O ser humano é livre para acreditar naquilo que desejar. E, dependendo da sua crença, vai ser mais ou menos feliz, vai desenvolver culturas mais ou menos evoluídas, vai produzir mais ou menos qualidade de vida... Eu jamais vou querer subestimar um ‘burro velho’!

O DEUS DOS MELHORES SONHOS


"Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera." (Ef 3. 20)

Leio a história de Noemi e Rute. Uma incrível e surpreendente história sobre a vida, o cotidiano, a esperança e as surpreendentes bênçãos de Deus. Como qualquer pai de família Elimeleque busca o melhor para a sua. Havia fome em sua terra e ele vai buscar novas oportunidades e prosperidade em outro lugar. Assim, junto com sua família toma a decisão mais acertada. Mas, a vida é a vida e no meio de seu projeto de uma vida tranqüila e boa, Elimeleque morre. Passados dez anos, casados, com uma vida toda pela frente, cheios de planos, morrem os filhos de Noemi.

É assim, bons planos perecem por muitos motivos. Talvez, porque a vida os leve por si mesmos, outras vezes porque não sabemos cultivá-los. Todo mundo um dia teve um sonho bom que morreu. Não há nada demais em sonhar bons sonhos. Ter bons projetos, considerar se aquele caminho é bom e seguir por ele. Faz parte da vida.
Noemi e o marido haviam sonhado bons sonhos, feito bons projetos para suas vidas. Ela tinha uma certeza, era abençoada. Tinha marido e filhos. Nunca que a calamidade lhe chegaria, porque ela tinha onde se amparar, naqueles tempos em que a mulher só podia ser amparada pelos membros masculinos de sua família.

Contudo, todas as certezas de Noemi se foram. Não apenas os seus bons sonhos, mas, suas mais firmes certezas. Ela estava só. Desamparada, velha, sem marido, sem filhos, sem nada. Não havia onde firmar seus pés, não havia mais certezas. O que seria dela?

Nossas certezas muitas vezes vão por água a baixo. Nossas fortalezas humanas, nossos cálculos, nossos saberes, nossos projetos pessoais. E nessa hora bate o desespero. O que fazer afinal? Mas, necessário se faz que assim seja para aprendermos a viver da fé!

Ela não viu solução, apenas podia voltar e viver da caridade. Nessa volta derrotada, sem mais certeza, vazia de tudo, contava apenas com sua nora. Ela que partira de sua cidade cheia de si e de segurança, voltava, sozinha e vazia. Duas mulheres. De que viveriam elas?

Coisas pequenas se tornam grandes na Mão de Deus. Uma nuvem do tamanho de um punho de um homem tornou-se chuva abundante, doze homens e um punhado de gente alvoroçaram o mundo do primeiro século. Tão pequenas que se tornaram grandiosas maravilhas na Mão do Todo Poderoso.

Deus tem sonhos melhores. Por isso Ele deixa morrerem os sonhos bons. Por isso Ele derruba nossas certezas, porque Seus Caminhos são mais altos do que os nossos e seus Planos melhores do que os nossos.

Ele vai alem do que pedimos e pensamos. Noemi e Rute só queriam sobreviver. Uma luta diária como qualquer um de nós. Mas, Deus lhe fez mais. Não apenas as abençoou e garantiu sua sobrevivência, mas, as fez veiculo de grande bênção para nós. Assim, de Rute e Boaz, nasce Obede, neto de Noemi, pai de Jessé, pai de Davi. O homem segundo o coração de Deus, a quem Ele prometeu um reinado eterno: Jesus.

Deus é assim. Vemos nossos bons sonhos e Ele projeta melhores. Vemos o hoje e Ele vê o amanha. Todos os seus projetos excelentes não podem deixar de ser cumpridos, nada pode impedir isso.

Só saberemos a extensão dos melhores projetos de Deus quando estivermos com Ele. Vemos o hoje, mas, Deus projeta o amanha.

Não desanime. Deus tem um projeto melhor, excelente para sua vida e não deixará de cumpri-lo. Os planos de Deus para nós são de paz, para nos dar um futuro e uma esperança. E através de você abençoar muitas vidas. Acredite!

A SINDROME DA ARENA


"... Por que não buscamos a pujança de uma fé de criança? A fé imbuída de alegria; a fé de cores, desenhos, palavras e personagens dando a pigmentação de eternidade. A felicidade e o amor são factíveis, admissíveis e palpáveis?"

A multidão entusiasmada no apoteótico coliseu. A poeira de barro soprada pelo vento seco não adulterava o foco, a expectativa e o anseio por mais uma tarde de boas lutas. Indo ao centro daquele evento, no qual interrompia a rotina de suor e luta pela subsistência, o imperador adornado de reluzência.

A arena até então parecia um buraco e num piscar de olhos os portões de ferro se abriam para a entrada dos heróis ou vitimados pelas sandices dos homens. A multidão balbuciando gozava num adoecido prazer os corpos mutilados, o sangue jorrando, o choque estridente das espadas e da respiração ofegante dos convalidos.

O quadro ali instaurado tinha um odor de resignação e alienação. Uma espécie de catarse coletiva! Eis o instante de glória dos gladiadores pulverizados no inconsciente de um povo acostumado a canalizar os seus infortúnios ao destino. Diz a história imiscuída a fatos e ficções, quando um gladiador conseguia lograr uma seqüência concomitante de êxitos, recebia a liberdade e um símbolo de reconhecimento por sua bravura, destemor e honradez concedida pelo imperador.

Certa feita, um produtor de oliveiras encontrou um ex-gladiador e interpelou: qual foi o segredo para não ter sido consumido dentro da arena pelos adversários e predadores?

O corpo do ex-gladiador ou personagem do imaginário de um povo não escondia as cicatrizes dos combates e então, após inspirar e respirar, disse: nunca me esqueci de que era gente, sujeito a ilusão dos aplausos!

Bem, você pode se perguntar: qual a correlação do presente texto, abordando os fragmentos da história de um gladiador, com os meandros (enredos) em consonância a vida cristã ou mais especificamente ao exercício do pastorado?

Em poucas palavras, semelhante àquele gladiador ciente de sua finitude e vulnerabilidade e tal discernimento acabou sendo a tônica de suas vitórias, culminando na liberdade.

Opostamente observo muitos cristãos não adotando a verdade inquestionável de que são humanos. Lastimavelmente, tenho constatado com perniciosidade a postura de pastores, expressamente, caindo do cavalo. Em função disso, vidas, comunidades e expectativas sucumbindo.

De uma maneira triste, o púlpito pode ser cotejado como uma arena, os inimigos são constituídos pelo nosso próprio eu facilmente manipulado, fomentado ou estimulado e ofuscado pelos aplausos. Por conseqüência, perdendo a concepção e valendo – me de um termo psicológico (o insight ou a percepção profunda) de que são pessoas, não imunes as vicissitudes ou alternâncias do cotidiano; resumidamente, de que no trilhar desta vida, os erros, equívocos e falhas nos acompanharão. Quer queiramos ou não!

E catastróficamente, o Séc. XXI irradia a síndrome de púlpitos, de líderes evangelicos persuadidos por um discurso artificial e enraizado às coisas deste mundo. Tal situação sendo constatada ao girarmos alguns programas de teor evangélico, exibidos via TV e rádio. Sem querer tripudiar ou execrar ninguém, mas a escassez por um evangelho de inter-relação aberta e franca com Deus se torna patente! Neste ínterim, a comunhão, a adoração, a palavra – pedagógica da Graça são relegadas, postas como matérias fortuitas ou ocasionais. Afinal de contas, o carro – chefe passa por mirabolantes estratégias de capitalização de números e mais números.

Enquanto isso, muitos lutam por um evangelho a procura de diálogo, interdependência, influência recíproca e reiterando um termo dito acima ‘’insight ou percepção profunda’’ de que somos gente. Aliás, sermos gente ao lado de um Deus que se encarnou em gente, ouviu gente, andou com gente e transcendeu com o desígnio de um sacrifício em favor de gente. Malgrado o crescimento exponencial do evangelho na Terra de Vera Cruz ou no Brasil, acredito, com peremptória ou categórica certeza, de que Deus busca pastores sonhadores, homens e mulheres dispostos a ser um alforje de ideais em favor da vida e de gente.

Enfim, o evangelho munido de palavras, substantivos, verbos, pronomes, adjetivos e artigos desencadeadores não apenas de libertação. Indo além, cultivando e confirmando um processo de restauração integral. Isto implica histórias individuais, comunitárias, coletivas e por que não atestar globais. Destarte ou assim sendo, a hombridade e sinceridade a fim de reconhecermos o quão propensos somos a sermos infectados pelo vírus da síndrome da arena ou do púlpito. Partindo deste diagnóstico, sem qualquer discurso fatalista e comiserativo, conseguiremos bailar e submergir numa relação aberta, franca e as claras com Deus, gente e sem a fobia de ser gente dentro da eklesia.

quarta-feira, 18 de março de 2009

REFLETINDO SOBRE A IGREJA


Num dia desses me peguei pensando sobre a igreja e cheguei à seguinte conclusão: muita gente fala mal da igreja, mas ninguém consegue viver sem ela. Parece uma maldição ou será uma bênção? Fato é que ninguém consegue viver alheio a essa instituição que foi fundada por Deus através de seu Filho. A igreja de Cristo tem a sua função na terra, mas um dia encerrará aqui as suas atividades e voará ao encontro de seu Senhor e Salvador. Este dia se aproxima embora muitos não acreditem e passem a maior parte de seu tempo falando mal desse povo que é especial aos olhos de Deus.

E muita gente continua a sua "missão" que é falar mal e zombar da igreja. Em qualquer rodinha de amigos, esse é um dos assuntos preferidos. Hoje está em moda falar mal dos crentes. O mais lamentável é que esse "falar mal" às vezes acontece até entre nós, os crentes, ou seja, nós mesmos muitas vezes nos engalfinhamos por aí como duas crianças briguentas num pátio de escola. E discutimos e apresentamos as nossas razões e sempre alegamos ter a melhor doutrina, os mais lindos templos e principalmente os melhores pastores. E usamos sempre o pronome possessivo: "a minha igreja" como se a igreja tivesse um dono ou fosse propriedade de alguém. E ouvimos também: "lá na minha igreja não é assim..." Enfim, a "nossa" igreja é sempre a melhor. Conheço crentes que sequer pronunciam os nomes de outras igrejas e acreditam piamente que somente a "sua" igreja é que está certa e vai para o céu. Quanta meninice no meio dos crentes!

No quesito "falar mal da igreja" ouvimos e lemos os maiores absurdos. E dentro deste contexto existem pessoas que nutrem verdadeiro ódio por tudo que possa lembrar essa instituição chamada igreja. E pra resumir usam a palavra religião como se fosse uma praga, um vicio disseminado por aí. Nos meios de comunicação, em geral, só ouvimos chacotas, zombaria e piadinhas quando o assunto é religião. Pensando nesse aspecto tão comum fiquei me perguntando: até onde somos culpados por essa trama diabólica levantada contra nós? Não seria este o momento de fazermos uma reflexão, ou até mesmo uma autocrítica e tentar descobrir a razão de sermos presas tão fáceis de tanta gente? O que aconteceu ou acontece de tão errado com a igreja para desaguarmos e afundarmos nesta vala comum que parece não ter fim? Penso que este pode ser o momento adequado para tomarmos uma decisão.

Esse é o aspecto geral, o panorama e a situação em que nos vemos cercados. Parece que não há saidas e o cerco se fechou totalmente. Alguém disse que Deus permite que o diabo nos cerque em volta, mas não permite que ele coloque a tampa, ou seja, sempre há uma saida que é para cima, para o alto. Mas, convenhamos, é uma saida mais dificil, e para muitos, mais arriscada. É preciso ter asas e muito fôlego para subir e escapar do cerco. O salmista escreveu: "Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra". (Salmo 121. 1 e 2).

Independente da situação em que a igreja esteja vivendo com todas as suas limitações, mazelas, desavenças internas e até descrenças, ela pertence a Deus e só Ele pode tratar com ela. O diabo com seus tentáculos e suas flechas envenenadas jamais poderá tocar num fio de nosso cabelo. A igreja é a menina dos olhos de Deus. Enquanto a igreja estiver aqui na terra, ela será alvo de toda sorte de perseguições e zombarias. Ela é a legítima representando do reino de Deus aqui na terra, e por mais que falem mal dela, na verdade, ninguém consegue viver sem ela. Sempre foi assim e isto nunca vai mudar, pelo contrário, a tendência é só aumentar. "Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus: porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós". (Mateus 5. 11 e 12). "Que diremos pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8. 31).

Toda glória e honra pertencem a Deus, fundador e Senhor da Igreja. Amém.

UMA VOZ IMENSA ENCHEU O CÉU


O céu de um extremo a outro se encheu de uma voz imensa que ecoou nos meus ouvidos. Havia acabado de descer de um ônibus e me dirigia para a estação das barcas, no centro da cidade de Niterói (RJ), um local intensamente movimentado. Meu primeiro impulso foi perguntar as pessoas que passavam se também tinham escutado aquela voz, mas as expressões de indiferença recomendavam que eu me contivesse em minha perplexidade, e assim continuei caminhando como se nada houvesse acontecido.

A mente em reboliço, o coração quase saltando pela boca, deslizando pela Bahia de Guanabara, tentava discernir e compreender o acontecido. Uma voz extraordinária vinda do céu havia falado comigo.

Era um tempo novo. Havia aceitado a Jesus como o Senhor da existência, e recém chegado à dimensão espiritual do Reino de Deus, vivia o êxtase do novo nascimento. Estivera envolvido em acaloradas discussões sobre a graça, a prática do bem e a eternidade. A mensagem vinda do céu tinha a ver com aquelas questões.

Foi para mim o selo da onisciência divina. A consciência absoluta da sempiterna presença de Deus, que provando corações, silencioso, assistira em oculto no pátio da congregação a todas aquelas conversas e naquela manhã no reboliço da rua, em meio à multidão se manifestou numa revelação: “A questão não é o bem que o homem faz
mas o bem que o homem deixa de fazer”.

O foco central de Suas palavras é a afirmação da graça. Afirma que o Calvário de Jesus Cristo foi pelo bem que deixamos de fazer, pelas nossas falhas no cumprimento do mandamento de amar. Foi o pagamento da imensa divida de amor de todos os homens, de eternidade à eternidade.

A mensagem vinda do céu é um sinal da severidade e da misericórdia de Deus, que nos querendo irrepreensíveis, em Cristo nos aperfeiçoa no bem e no amor, e em compaixão nos aconchega e aceita nosso arrependimento para a graça e o perdão.

Que o Senhor nos conduza em regozijo e alegria pelos caminhos do bem, do perdão e do amor hoje e sempre.

Louvado seja o nome do Senhor Jesus.

ENCONTRAR A DEUS.


"Admira-se que muitos digam que Deus seria distante, inacessível, impossível de contatar" foi o que disse César Thomé.

Mas a mensagem eterna, a Bíblia, nos diz: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29. 13).

Uma vez, na década de 80, um grande amigo, que era nosso superior hierárquico, na área do exterior da Empresa, nos pediu para lhe ensinar "como" encontrar Jesus.

Na verdade, não existe uma "fórmula" única de se buscar a Deus. Houvesse um padrão para a conversão a Jesus, segundo disse uma vez o Pr. Caio Fábio, talvez fosse "ao meio-dia, na estrada de Damasco, ao ver um forte luz, e ao se cair do cavalo", como ocorreu com Saulo de Tarso, depois conhecido como Paulo.

Uma coisa é certa, dizíamos a ele, essa busca compreende várias atitudes:
- orar é a primeira delas – A Palavra de Deus nos ensina “Orai sem cessar” (I Tessalonicenses. 5. 17);
- ler e estudar a Bíblia - somos motivados a sermos aplicados na leitura da Palavra de Deus (I Timóteo 4. 13 a 15);
- cercar-se de pessoas cristãs, que se dedicam à obra de Deus – A Bíblia nos orienta a não andarmos no caminho dos pecadores (Salmo 1. 1-2); (*)
- frequentar uma igreja cristã – As Escrituras nos admoestam a não deixarmos de nos “congregar” (Hebreus 10. 25) etc.

(*) Esta passagem do Salmo primeiro é riquíssima no que diz respeito a definir o curso, a progressão da queda no pecado, ou seja, “Quem não se assenta na roda dos escarnecedores, é porque não se deteve no caminho dos pecadores; e quem não se deteve no caminho dos pecadores, é porque não andou no conselho dos ímpios”.

É fatal: andou, detém-se; deteve-se, assentou...

Mas, acrescentamos, quanto aos quesitos acima mencionados, como atitudes para encontrar Deus,que tudo deve ser feito de coração, isto é, com sinceridade de propósitos e não "mecanicamente" (por costume), foi quando mencionamos para ele o versículo abaixo, já transcrito acima: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29. 13).

O acesso a Deus, que alguns dizem ser distante, impossível, deixou de o ser quando Ele mandou seu Filho, Jesus, à terra para buscar e salvar o que se havia perdido (a raça humana).

Deus sentiu que era necessário que o ser humano entendesse o seu grande Amor pela humanidade, motivo pelo qual não só enviou seu Filho Jesus, mas Este se deu na cruz, em nosso lugar, para nos resgatar das portas do inferno, para onde iríamos fatalmente, se não aceitássemos o sacrifício feito por Cristo em nosso lugar.

Esse grande amigo, ao qual nos referimos, naquela época, foi transferido para a direção de uma unidade, da Empresa, no Caribe.

E, ao nos despedirmos, ele disse: "Vê se, pelo menos uma vez por mês, me envia uma ‘pastoral’, nos dois sentidos".

Então, explicou o que queria dizer com "dois sentidos". É que ele, e um outro grande amigo nosso, apelidaram carta extensa de "pastoral", mesmo que fosse uma carta social ou comercial.

Então ele queria uma pastoral [carta extensa] que fosse uma pastoral, no sentido de falar sobre Cristo e a vida cristã.

Um determinado dia, recebemos dele uma carta dizendo que "conseguiu encontrar Deus", que já estava orando, e convidou Jesus para entrar no seu coração, e passou a ter mais paz, mais alegria no coração com as coisas de Deus.

Enviamos-lhe outra "pastoral", no sentido de regozijar-nos com ele pela conversão a Jesus, mas ele não chegou a lê-la.

Dois dias antes da “pastoral” chegar, ele estava em Miami para uma reunião com o Diretor nos Estados Unidos e Caribe, e, ao sair do quarto do hotel, sentiu uma fortíssima dor no peito, e caiu morto instantâneamente.

Foi pela graça de Deus que ele, alguns dias antes, havia conseguido "encontrar Deus", e então foi levado para a presença de Jesus, no céu.