FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 31 de março de 2009

SE EU FOSSE VOCÊ 2


"E não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal, porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre Amém!" (Mt.6:13)

Observa-se em nosso tempo um grande esforço dos homens para entender as mulheres e das mulheres para entender os homens. Um prova desse fato é a estréia do filme "Se eu fosse você 2", filme brasileiro, que está batendo todos os recortes de bilheteria, ganhando até do famoso "Tropa de Elite". Segundo o jornal Folha de São Paulo este filme já foi assistido por mais de dois milhões de pessoas e já arrecadou quase seis milhões de reais nas primeiras semanas. A trama do filme, nada mais é do que a troca de corpo entre os atores Tony Ramos e Glória Pires. Assim, na ficção do cinema, Tony Ramos passa a viver como mulher e Glória Pires passa a viver como homem, o que faz da comédia romântica um sucesso de bilheteria.

Este sucesso talvez se deva à dificuldade que o homem tem para entender a mulher e, lógico, também da dificuldade que as mulheres têm de entender os homens.

Hoje dentro da ótica das Sagradas Escrituras, vamos estrear um mini-filme, um curta-metragem intitulado: “Se eu fosse você na hora da tentação”. Poderíamos colocar como agência produtora do Filme, a Agência do Deus Todo Poderoso, o roteiro das Sagradas Escrituras e os atores principais somos nós mesmos. A história do filme poderia ser retraduzida na pergunta: Como que o homem se comporta na hora da tentação? Ou então, como a mulher se comporta na hora da tentação? Em ambos os casos precisamos do ensinamento de Jesus Cristo na oração do Pai Nosso, quando diz: Não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Se Jesus falou para não cair em tentação é porque cair é muito ruim é fracasso. Se Jesus falou para Deus nos livrar do mal, é claro que é porque o mal está próximo das nossas vidas, buscando uma oportunidade para nos atingir.

Como que o homem age na hora da tentação? Também como será que a mulher age na hora da tentação? Vamos buscar na narrativa bíblica ensinamentos importantes para as nossas vidas para que ninguém caia nesse laço e seja vítima da maldade.

Uma mulher tentadora na bíblia, mulher sedutora que investiu contra um homem, que partiu para cima nos moldes que algumas mulheres de hoje fazem é a mulher de Potifar, que investiu na vida de José no Egito. Um exemplo de homem que tentou uma mulher na bíblia, que partiu para cima, que usou de todas as forças para atacar uma mulher foi o rei Davi que investiu na mulher de Urias. Assim, vamos ver quando o homem tenta uma mulher e quando a mulher tenta o homem. Aproveitando o nome do filme, se eu fosse você prestava muita atenção nesse assunto e se possível chamava seu marido, sua esposa, ligava para o seu namorado ou namorada para uma reflexão muito importante dentro da iluminação da Palavra de Deus.

O que aprendemos é que a mulher tentadora ela age dentro de casa e o homem tentador age fora de casa. Sim. A Palavra de Deus vai nos explicar melhor. A mulher de Potifar estava dentro de casa, e José no Egito estava próximo, era um escravo da casa, estava à disposição, ele era uma pessoa conhecida do dia a dia, então, não importa se por carência ou não, ela investe fortemente contra o rapaz. Assim, vemos que a mulher vai tentar quem está próximo, quem ela conhece, quem está ao seu alcance, começa com algumas fantasias, alguns desejos, algumas trocas de olhares e, logo logo, ela está consumida por um desejo insaciável de possuir aquela pessoa. É por isso que esta história de bons amigos, de melhor amigo, de confidente, de companheiro de trabalho quase sempre acaba mal. O primeiro roteiro bíblico para a sua vida no nosso filme, “Se eu fosse você na hora da tentação” envolve o ato de dizer para a sua mulher, cuidado com que está dentro da sua casa, dentro do seu segredo, o que está próximo, ao alcance da sua mão, no seu trabalho, cuidado com essa oportunidade porque ela vai te fazer cair. Homem não. Homem é diferente. Basta ver na história de Davi. O povo de Israel estava guerreando e Davi ficou em casa. Do terraço da sua casa ele viu uma mulher tomar banho. Ele sequer conhecia quem era. Então, tomado por aquela visão, por aquele desejo ele pesquisa quem é aquela mulher, vai atrás, investe na vida da mulher de Urias até possuí-la. Quando o homem é instrumento de tentação é assim. Primeiro ela pára de guerrear. Tá todo mundo trabalhando, tá todo o mundo guerreando e o bonitão está lá, olhando a paisagem. Diz que está trabalhando mas não está nada está olhando a casa dos outros. Todo mundo pensa que ele é rei, que ele está fazendo algo importante, mas não, ele está é na janela da vida para investir em alguém. Quando ele acha uma mulher o homem só pensa no que vê. É visual. Davi nem sabia quem era a mulher de Urias, nem sabia o nome dela e o homem é assim também, nem quer saber quem a mulher é, se é solteira ou se é casada, tanto faz, ele vai investir com tudo até conseguir. Em nosso filme de hoje, “Se eu fosse você na hora da tentação”, caso você esteja com seu marido, noivo, namorado do lado, fala pra ele aí: “Vai trabalhar vagabundo, vai guerrear, não fica igual bobo aí na janela não que você vai ver o que não deve, vai desejar fazer o que não pode, e vai provocar dor e tristeza em quem não merece”. Essa história de ficar no trabalho até tarde, é mentira de quem devia estar guerreando em não está, e hoje, com a Internet, nem precisa de janela para ficar olhando o mundo aí fora.

A Bíblia nos fala claramente como a Esposa de Potifar tentou a José. Mesmo não pecando com ela José foi considerado culpado e como resultado ficou preso por vários anos no Egito. O homem que cai na tentação de uma mulher fica preso. Não consegue mais sair. José só saiu da cadeia, porque, usado por Deus, começou a revelar sonhos. Somente a direção de Deus, somente uma revelação de Deus é que tira o homem da prisão de uma mulher sedutora.

A Bíblia nos fala claramente como Davi tentou a Mulher de Urias. Para esconder o pecado, Davi tramou a morte de um guerreiro, de Urias. A mulher ficou grávida e ele tinha que esconder o pecado e isso gerou morte. Sabe, quem cai na conversa de um homem tentador vai trazer morte para a sua vida, morte para o seu casamento e para sua família. Para esconder o erro o homem é mestre em fabricar mentiras, em manipular as pessoas, e fazer de tudo para ostentar uma dignidade que não tem. Mas um dia o Profeta Natã, inspirado por Deus, desmascarou o rei Davi. Também um dia, a Palavra de Deus, as profecias de Deus, os Oráculos do Altíssimo mostram a nossa vergonha, nossa nudez, os nossos erros e só nos resta o arrependimento e o pedido de perdão.

Talvez este assunto seja um pouco desagradável mas, desculpe, temos que pregar a verdade e não apenas para dizer o que os seus ouvidinhos gostam de ouvir.

Jesus disse: Não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Deus não quer que você caia em tentação, Deus não quer que você seja preso mas, pelo contrário, Ele quer te livrar de todo o mal. Vamos aceitar então os bons ensinamentos da Palavra de Deus para as nossas vidas, porque desde a antiguidade, o melhor para a raça humana, é seguir a direção do nosso Pai, do Nosso Deus Criador.

REFLEXO DE QUEM ?:


Quando Paulo escreveu a primeira carta aos Coríntios, ele tinha por finalidade resolver problemas que haviam surgido em meio a ela. Paulo fundou a comunidade cristã de Corinto em sua segunda viagem missionária. Lá ele passou 18 meses entre eles implantando o cristianismo e seus valores. Depois desses dezoito meses Paulo retoma sua viagem e continua sua caminhada de vida. Em certo momento ele recebe cartas da comunidade de Corinto informando-lhe que as coisas não andam bem por lá. Que os valores, que a unidade que havia tinha sido destruída. Que havia muitos conflitos de valores e que tudo estava desmoronando. A unidade havia sido quebrada. Paulo então resolve escrever a carta a comunidade e se você para para ler perceberá que a cada capítulo ele trata de um assunto, de um problema. Quando chegamos a pouco mais da metade da carta, no capítulo 11, logo no primeiro versículo, vemos Paulo dizendo o que vem a ser o versículo que temos por base pra refletir nesse artigo. Paulo diz: "Sejam meus imitadores como eu sou de Cristo."

Paulo foi um homem nobre, íntegro e quando eu olho pra ele dizendo ao desse porte, entendo que ele tinha respaldo pra dizer.

Trazendo pra uma linguagem mais próxima da gente poderíamos entender que Paulo disse algo do tipo:

“Galera de corinto! O que é que está acontecendo? Passei 18 meses convivendo com vocês, falando e vivendo o amor de Jesus. Apresentei Cristo a vocês e agora está tudo de pernas pro ar por ai. O que está acontecendo? Vocês não estão conseguindo ver Cristo e se espelhar nele? Vocês não estão percebendo Cristo entre vocês? Pois se está difícil ver a Cristo e seguir, então olhem pra vim e se espelhe no que tento ser de Cristo, imitem o Cristo que busco ser na minha vida.”

Desde criança buscamos imitar os nossos pais em suas atividades. Algo normal e natural do ser humano Crescemos buscando referencial, alguém a se espelhar. Nada de anormal até porque aprendemos a partir da experiência dos que produziram grandes feitos e obras. Qualquer um de nós tem a possibilidade de aprender tudo que um ser humano realiza. Aprender o básico.

Junto com essa necessidade de buscar referencial nas atividades que desenvolvemos surge outro ponto: a busca por um referencial de caráter.

Você faz isso mesmo que não se dê conta. Se você buscar na sua mente vai perceber que existe alguém, alguma ideologia, alguma tribo que você se inspira pra viver e que busca em alguém um exemplo de conduta.

Hoje eu queria convidar vocês a olhar de outra forma pro caráter perfeito. O caráter que foi e é o referencial pra toda a raça humana e que foi nos dado como a maior prova de amor do Criador. O caráter e a pessoa de Jesus.

Quando nos convertemos e iniciamos nossa caminhada cristã, somo convidados a viver comunidade cristã, a viver igreja e isso é maravilhoso pois não há nada melhor do que caminhar em unidade e cristianismo é justamente isso, comunidade, unidade.

Em meio a esse processo somos apresentados ao perfil que deveremos nos espelhar para que possamos viver o cristianismo verdadeiramente. Esse perfil é o caráter de Jesus, o próprio Jesus.

Acabamos tentando “instalar” esses novos valores de qualquer forma na nossa personalidade e isso não rola.

Por exemplo, se somos uma pessoa braba, que estoura com qualquer pressão da vida, e olhamos pra Jesus e vemos que Ele é manso, tentamos ser manso também.

Então levamos pra nossa vida esse valor. Eu que não sou manso a partir de agora sou. Tocamos nosso dia e sofremos uma pressão natural do dia e acabamos estourando, onde ficou nossa “mansidão”? Olhamos pra nós mesmos e ficamos frustrados.

Quando eu olho pra Jesus vejo que tem algo com um sentido mais completo pra me espelhar. Percebo que Jesus tinha o propósito de me mostrar a sua missão aqui na terra: viver uma vida integral com Deus.

Quando Deus, movido de amor pela raça humana. Deus que está acima e muito além do nosso tempo humano, do nosso espaço físico e cronológico, se joga na história humana em forma de Jesus, ele divide de cara nossa história em antes e depois de Cristo.

Olhando pra Jesus inserido no tempo percebo que Ele cresce igual a uma criança normal, pois ele é humano. Desenvolve-se ano após ano e chega a sua maturidade percebemos por meio dos relatos dos evangelhos que Ele tinha todo o seu tempo para Deus. Todo o seu tempo humano. Jesus não tinha tempo fora de Deus, tempo sem Deus. Tudo era dedicado a Ele: seu tempo pessoal, profissional, seu tempo ministerial.

À medida que Jesus tem todo seu tempo para Deus, Deus volta seu tempo para Jesus. Daí surge uma relação, um relacionamento.

Deus vai se relacionar com você de uma forma particular e pessoal. Dentro do seu contexto, da sua vida.

O que você precisa fazer pra iniciar esse relacionamento. Assim como uma pessoa apresenta um amigo a outro e posso lhe dizer que hoje estou lhe apresentando esse amigo a você: Deus.

segunda-feira, 30 de março de 2009

UM MAL CHAMADO TEOLIGIA DA PROSPERIDADE


Quem nunca ouviu falar das promessas sedutoras de certas denominações que, como numa feira, oferecem de tudo, a toda média de preço, na tentativa de atrair a disputada clientela?

Recentemente um amigo do Distrito Federal, por e-mail, disse-me que quase batera o carro quando vira, em letras garrafais, na porta de uma dessas igrejas, o atraente apelo: "AQUI, DÍZIMO APENAS 6%". Ali o movimento e empolgação dos "crentes" era, segundo ele, intenso! Achas engraçado? Também achei. De fato, seria cômico se não fosse trágico.

É exatamente aí que identificamos um grave problema: Todas as sérias denominações, que prezam pela pregação da sã Palavra, têm sofrido com o êxodo religioso dos "caçadores de milagres". E não é brincadeira disputar com os pesados métodos de disseminação “doutrinária” de algumas delas, que se apossam, especialmente, de privilegiados momentos no rádio e televisão.

Vemo-nos, diante disso, desafiados a oferecer ao rebanho cristão alimento sólido para suas almas. Mas não é tarefa fácil. Não fosse a já raquítica disposição de cada um para, per si, encontrar a verdade madura, inalterada e fortalecedora, temos ainda que nos municiar para combater a pior das pragas: As malditas heresias (ou, ai de nós, os hereges!).

Heresias são, em termos simples, deturpações da verdade. Não simplesmente negação, mas uma violação ou alteração de seu real significado. As heresias financiadas pela Teologia da Prosperidade, como uma avalanche, têm soterrado as nossas igrejas, minado a inteligência de nossos fiéis, e castrado qualquer possibilidade de existência de mentes capazes de analisar criticamente os fatos, por mais simples que sejam.

As heresias normalmente se manifestam de forma sutil, vestidas em trajes familiares, burlando até as mentes cristãs mais piedosas e acuradas. Ficamos sem defesa. Como uma mortal dose de veneno que, uma vez ingerido, espalha-se paulatina e mortalmente pela corrente sangüínea, as deturpações bíblicas, uma vez acolhidas nos seios eclesiásticos, têm a capacidade de fazer ruir alicerces aparentemente inabaláveis, fadando-os ao iminente fracasso.

Outra estratégia destes é a intimidação persuasiva: É mais fácil lidar com um auditório amedrontado e “submisso” que, como marionete sem cérebro, empreende a busca diária pelas orientações dos seus manipuladores, para realização de atraentes e espetaculares “movimentos e atitudes de fé”.

Estão adestrando tolamente muitos dos nossos membros, ensinando-os a serem clientes cativos de uma igreja mercantilista. E hoje, mais do que em qualquer outro momento, sofremos vendo o nosso Deus sendo a preço irrisório negociado. Pessoas aproximam-se dEle não por seus méritos ou santos atributos, mas pelo que Ele pode dar... Uma mesquinha e medíocre relação de interesse.

Uma vez que tais líderes já venderam sua honra, alma e pudor, vendem ainda o pouco que, aparentemente, lhes resta: A Palavra de Deus. Esta é permutada por vergonhosos valores monetários, ambição maior dos pseudo-líderes eclesiásticos.

E nós pensávamos que a Igreja Católica Romana, no tempo das indulgências, é que era perversa. Vemos, porém, que a Igreja Romana perde feio para os modernos mercadores da fé, que além da “salvação”, vendem a cura de parentes, libertação de vícios, reconciliação com o amor rebelde, paz familiar, prosperidade empresarial e por aí vai... São mais opções que as do famoso Mercado VER-O-PESO, de Belém, Pará.

Mas, o que dizer sobre tais líderes? Se fosse desafiado a numa palavra descrevê-los, indubitavelmente diria: CRÁPULAS. Se fossem duas as palavras, diria também MERCENÁRIOS... Há uma gama de expressões cabíveis e perfeitamente aplicáveis a tais indivíduos. Mas paremos por aqui! Não vamos baixar o nível de nossos escritos.
Creio ser importante alertar a que não nos preocupemos demasiadamente com eles, pois, em pouco tempo, receberão, de Deus, seu “galardão”.

Como alento final, refrigera-nos a alma as palavras do próprio Jesus, alertando que esses e outros tipos de “joio”, que teimam em crescer no seio da seara do Senhor, serão, no devido tempo, definitivamente ceifados e, com justiça, aniquilados (Mateus 13).

Qual seria, enfim, a resposta para todas essas inquietações? O pastor Ricardo Gondim, citado anteriormente, afirma enfaticamente que “não existe uma resposta pronta”. Acredito que sua intenção é provocar inquietação nas futuras gerações, fazendo-as repensar os alicerces basilares e pivotais de sua fé.

Precisamos abraçar uma teologia séria, bíblica, mais crítica e consistente. E é necessário coragem para fazer isso, pois o auditório de nossas igrejas pode esvaziar-se... E conseguir posicionar-se serenamente diante disso é cada vez mais difícil; e tal sentimento é, - pasmem! -, apenas mais um dos frutos dessa maldita teologia.

AMARAS AO TEU PROXIMO COMO A TI MESMO


Do amor a Deus e ao próximo dependem toda a Lei e os Profetas (Mt 22,40). É a conclusão a quem Jesus quer que todos nós cheguemos no nosso dia-a-dia. Com esta afirmação, Jesus estabelece um vínculo entre dois amores. Desconhecer este fato pode levar a graves deformações que abalam o equilíbrio interno da fé e consequentemente nos leva à morte.

É fundamental que todos nós, valorizemos as exigências do amor fraterno, procurando agir motivados pelo amor divino porque, se Deus não ocupar o lugar Lhe compete na nossa vida, até a caridade para com o próximo tende a se degradar e o caus se torna maior.

No Evangelho, Jesus retoma e comenta a essência da Lei. Após enfrentar a armadilha dos fariseus, através dos herodianos, sobre o imposto e a investida dos saduceus sobre a ressurreição, Jesus é colocado à prova por um dos fariseus sobre o maior mandamento da Lei. Jesus responde à questão, servindo-se em parte da versão deuteronômica: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento, Dt 6,5. Embora só fosse interrogado sobre o maior mandamento, Jesus acrescenta o segundo, servindo-se da versão do Levítico: Amarás o teu próximo como a ti mesmo cf. Lv 19,18). Segue-se a assertiva: Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

Embora a mentalidade ocidental tenha a tendência de privilegiar o papel da razão quanto ao conhecimento, mesmo o do amor, não faltam referências à compreensão como ato produzido pela experiência. Nesse sentido, a vivência torna-se também meio de conhecer, indo ao encontro daquilo que Jesus indica a respeito do amor a Deus. Não se trata apenas de compreensão racional ou entendimento mental, mas do conhecimento da fé, que, sendo entre outras coisas a experiência de ser amado por Deus, provoca a resposta humana do amor. Tal amor não exclui a inteligência das verdades reveladas e do próprio Deus, antes impulsiona a compreensão, através do estudo da fé. Sob este aspecto, a expressão ninguém ama o que não conhece, se for aplicada ao conhecimento humano sobre Deus, indica tanto a experiência quanto a intelecção da fé.

É sugestivo que Jesus acrescente o segundo mandamento, mesmo que o fariseu só se tenha interessado pelo maior mandamento para afirmar a semelhança do amor ao próximo ao amor a Deus e acentuar que desses dois amores dependem toda a lei e os Profetas.

Qual deve ser o parâmetro do amor entre nós? Jesus: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. No contexto da Lei Antiga o a ti mesmo aproxima o apreço que cada um tem por si, inclusive como membro do Povo de Deus, ao apreço que se deve ter pelo semelhante, respeitado por ser também membro do Povo, e, como tal, sujeito não só de deveres, mas também de direitos iguais (Lv 19,11-18). Outras vezes, o a ti mesmo refere-se ao apreço pelo outro que, mesmo sendo estrangeiro, é visto como semelhante ao israelita na situação de exílio já superada. Em ambos os casos, o apreço pelo semelhante supõe o amor a si mesmo e a experiência do amor de Deus, expresso na repetição: Eu sou Iahweh vosso Deus (Lv 19,10.14.16.18.32) e no incisivo: Eu sou Iahweh, vosso Deus que vos fez sair da terra do Egito (Lv 19,36). Também na Nova Lei, Jesus aproxima o amor que cada um tem por si mesmo ao amor do outro, através da regra: Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas (7,12; cf. Lc 6,31). Fazendo depender a Lei e os Profetas do amor a Deus e do amor ao próximo como a si mesmo, Jesus compõe a armadura ou o fundamento da religião. A supressão de um desses amores faz desmoronar todo o edifício.

Os fiéis de Cristo que não se preocupam em ser testemunhas visíveis do amor do Pai, pelo serviço aos irmãos, fazem com que seu testemunho perca o centro de todo o seu agir. Aliás, é na mútua articulação entre o amor a Deus e ao próximo que reside à diferença entre a caridade cristã e a filantropia. O amor a Deus se visibiliza no amor ao próximo e o próprio Deus ama seus filhos através dos irmãos que se reúnem e se encontram. Desta maneira, é o amor de Deus que possibilita o encontro sacramental do divino no humano, especialmente mediante a pessoa do pobre. Por isso, a própria luta em prol da justiça e a promoção social dos empobrecidos, são para o cristão motivado pelo amor a Deus, e devem assim permanecer, a fim de não se descaracterizarem em atitudes que a própria Moral cristã condena como a violência ou a vingança. Portanto, Amarás o teu próximo como a ti mesmo!

ESTA NA HORA DE DIZER BASTA


Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando." (Tiago 4:17)

Lendo jornais, folheando revistas, ouvindo notícias e observando o nosso país, cheguei a uma conclusão: Está na hora de dizer BASTA!

Basta à corrupção que assola nossos políticos e nossa política. Onde cargos são vendidos, posições são negociadas, verbas são desviadas, bens são sonegados, facilidades são obtidas e acusações verdadeiras são esquecidas. Basta! Onde o que é correto é posto atrás do que gera benefícios, e o que é prioritário é deixado de lado pelo que é interessante! Basta! Onde a riqueza de poucos desonestos aumenta, em meio a crises, enquanto a dificuldade de muitos honestos extrapola durante as crises. BASTA!

Basta à impunidade que impera em todo o país, desde as favelas até aos palácios (do Governo). Criminosos soltos em “suas” ruas, ainda mais confiantes, e cidadãos presos em suas casas, ainda mais temerosos. Basta! Policiais que envergonham o nome da polícia, explorando o sistema, enquanto pessoas que são envergonhadas pelo sistema, ainda esperam ajuda da polícia. Basta! Poderes paralelos nas cidades e poderes estranhos na política. BASTA!

Basta ao descaso com a saúde do cidadão, especialmente o mais desfavorecido. Filas intermináveis de pessoas carecendo de tratamentos indispensáveis. Basta! Doenças incuráveis não devido à enfermidade em si, mas devido à falta de dinheiro do enfermo. Basta! Medicamentos caros demais para o povo são estocados e desperdiçados, enquanto pessoas caras demais para nós (e para Deus) são prejudicas e ceifadas. BASTA!

Basta à insegurança que sentimos, principalmente com nossa família e familiares. Incertezas quanto a aposentadorias, dúvidas quanto a possíveis economias, medos quanto a possibilidades de emprego de verdade e educação de qualidade. Basta! O que será de nossos filhos e netos? O que será das pessoas menos favorecidas? O que será da população do nosso país? De nossa família regional? BASTA!

Basta à crueldade imposta as nossas crianças e aos nossos adolescentes. Pedofilia crescente, abusos sexuais, estupros de familiares. Basta! Droga sendo repassada nas ruas, violência sendo repassada na mídia, indiferença sendo repassada nos lares. Basta! Agressões físicas, torturas psicológicas, traumas emocionais. BASTA!

Basta ao silêncio dos bons em meio a esses tempos maus. Basta à quietude permissiva e incômoda que nós, leitores e ouvintes de nossa triste realidade, teimamos em propagar frente a notícias, no mínimo, perturbadoras e vergonhosas, talvez por estarmos desesperançosos quanto ao futuro, desanimados com as possibilidades de melhora ou temerosos com relação a vindouras represálias de “poderosos”. BASTA!

Está na hora de dizer BASTA!

Que você não se cale, observando tamanha sujeira e contemplando tamanha tristeza em nosso país. Que você ore e peça para que Deus te use como um instrumento de mudança em nossa sociedade. Que você diga, comigo, apenas uma palavra: BASTA!

E esse será apenas o começo...

A VISÃO DE JESUS


A visão é um dos cinco sentidos que formam o conjunto de nossa percepção. O olho é o órgão responsável pela visão nos seres humanos. Tem diâmetro antero-posterior de aproximadamente 24,15 milímetros, diâmetros horizontal e vertical ao nível do equador de aproximadamente 23,48 milímetros, circunferência ao equador de 75 milímetros, pesa 7,5 gramas e tem volume de 6,5cc.

Quando olhamos na direção de algum objeto, a imagem atravessa a córnea e chega à íris, que regula a quantidade de luz recebida por meio de uma abertura chamada pupila. Quanto maior a pupila, mais luz entra no olho.

Passada a pupila, a imagem chega ao cristalino, e é focada sobre a retina. A lente do olho produz uma imagem invertida, e o cérebro a converte para a posição correta. Na retina, mais de cem milhões de células fotorreceptoras transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos, que são decodificados pelo cérebro.

Inspirado no funcionamento do olho o homem criou a máquina fotográfica. Portanto, em nossos olhos a córnea funciona como a lente da câmera, permitindo a entrada de luz no olho e a formação da imagem na retina. Localizada na parte interna do olho, a retina seria o filme fotográfico, onde a imagem se reproduz. A pupila funciona como o diafragma da máquina, controlando a quantidade de luz que entre no olho. Ou seja, em ambientes com muita luz a pupila se fecha e em locais escuros a pupila se dilata com o intuito de captar uma quantidade de luz suficiente para formar a imagem.

Mas, de que maneira encaramos o privilégio de 'ver'? Se consultarmos o dicionário, lá encontramos: "Ver" – do latim videre – "alcançar com a vista; enxergar; divisar; distinguir; avistar". Então, a todo o momento estamos exercendo o sentido da visão: vendo as coisas, objetos e pessoas. De acordo com o Eclesiastes, portanto, "os olhos nunca se saciam de ver" (1.8b). Mas ao olharmos para o Evangelho, perguntamos: De que maneira Jesus exercia o sentido de sua visão? Como Jesus 'via' as pessoas? Assim como nós as 'vemos'? Não. Jesus as 'via' de outra forma, conforme o texto de Mateus: "Ao ver as multidões, teve compaixão delas" (9.36a). Não apenas pelo instinto do sentido de ver, como os seres humanos são caracterizados em seu conjunto de percepção. Jesus as via diferentemente da forma de como nós as vemos. Por uma ótica muito mais definida e profunda.

Em grego, a língua original do Novo Testamento, existem três verbos para se definir o sentido de "ver": βλέπω/blépô é 'ver', 'olhar', ser capaz de 'ver'; literalmente 'ver de olhos abertos'. Em θεωρέω/theôréo temos: 'ver', 'olhar', 'contemplar'; literalmente 'apreciar com a visão', e όράω/horáo que é ver 'percebendo', 'conhecendo'; 'experienciar', 'testemunhar'. Literalmente é 'ver por dentro' conhecendo o que se passa.

Foi dessa maneira que Jesus 'viu' as multidões, conhecendo-as interiormente, por dentro, e daí o resultado de sua visão: "Teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor" (Mt 9.36). Foi dessa maneira que ele 'viu' a sogra de Pedro doente com febre e a curou (Mt 8.14); foi assim que, 'vendo' a fé do paralítico, curou a enfermidade da alma dele (Mt 9.2); foi com os olhos de compaixão que ele 'viu' uma mulher doente, que durante doze anos, em sua hemorragia, não foi 'vista' pelos médicos, mas ele a salvou de seu tormento (Mt 9.20-22); foi com o olhar de misericórdia que Jesus 'viu' e chamou um homem, que era visto pelos religiosos como pecador abominável, para ser um de seus discípulos (Mt 9.9-13); foi com o olhar de compaixão que Jesus 'viu' uma grande multidão faminta e a alimentou com fartura (Mc 8.34-44); foi com o olhar de admiração e louvor que Jesus 'viu' a pobre viúva entregando a sua própria vida como oferta no Templo (Lc 21.1-4); foi com olhos de misericórdia que ele 'viu' um homem jogado à margem, abandonado e sem ninguém, ao dar-lhe cura, quando toda a sua esperança estava posta em uma crendice (Jo 5.1-9); foi com olhos de luz que Jesus 'viu' o cego de nascença, e o libertou de suas trevas (Jo 9.1-7).

É assim que Jesus nos vê, conhecendo nossas dores e nossos desejos. Seus olhos penetram o profundo de nossa alma, pois "são como chama de fogo" (Ap 2.18) e á capaz de nos compreender e de nos ajudar na pequenez de nossa fé. Jesus nos 'ver' com amor eterno e interessando-se por nós, apesar de nossas falhas, nos acolhe e nos aceita como somos. Sempre que olha para nós, nos vê em nossa singularidade e, cheio de compaixão, assume a nossa dor e, motivado pelo seu amor sublime, renova a nossa esperança e dá-nos um novo sentido em nossas vidas.

Precisamos 'enxergar' com os olhos do Mestre; precisamos adquirir a 'visão' de Jesus. Dessa forma seremos amáveis, solidários, servos, amorosos. Compreender o outro e ajudá-lo, será uma bênção; vê-lo com carinho e aceitação, uma elevada honra; enxergá-lo como 'imagem e semelhança de Deus', o ideal divino; conhecer suas necessidades e dores e supri-las com amor, cumprir a lei!

O VERDADEIRO JEJUM


A penitência deve nos levar a conversão sincera de coração e a prática das virtudes.

O quarto mandamento de nossa querida Mãe Igreja nos exorta a jejuarmos e abster-nos de carne nas grandes festas litúrgicas e as sextas-feiras (CIC 2043).

Mas qual é o verdadeiro jejum? Como jejuar de forma que possamos agradar a Deus? Atualmente vemos várias pessoas jejuando para manter a forma ou se abstendo de determinado alimento para não engordar. Isso não é o verdadeiro jejum que a Igreja nos pede.

Também ouvimos muitas pessoas disserem que jejuam mas que não verificamos uma mudança de vida não conseguimos ver os frutos dessa penitência. Por que será?

O Catecismo da Igreja Católica no número 2043 nos ensina que a penitência deve levar a adquirirmos o domínio sobre nossos instintos e trazer para nós a liberdade de coração.

Ou sejao jejum verdadeiro deve nos levar a ternos uma liberdade de espírito devemos conhecer a nós mesmos para sabermos o que nos prende o que não nos deixa sentir a liberdade vinda de Deus.
O verdadeiro jejum não é aquele que visa maltratar o próprio corpo enquanto permanecemos no pecado. A penitência deve nos levar a verdadeira conversão do coração e a pratica da virtude sobretudo o da caridade de nada serve o nosso jejum se ele não agradar a Deus.

Impor às praticas de penitência corporal sem a mudança do nosso coração não agrada a Deus e não vale nada para a nossa Salvação.

O jejum que agrada ao Senhor consiste em “repartir o pão com quem tem fome dar abrigo aos infelizes sem asilo vestir os nus e curar as feridas do seu coração” (cf. Isaias 587-8).

Você deve estar pensando então é melhor apenas Amar não é necessário jejuar! Não irmão! Devemos nos lembrar que o próprio Jesuso Cordeiro puro sem mancha quis passar pela experiência do jejum ficando 40 dias sem alimento (cf. Mateus 41-11). Ele mesmo nos exorta que determinados tipos de demônio somente conseguimos expulsar com oração e jejum (cf. Mateus 1721).

O que o Senhor nos pede é que façamos o nosso jejum com amor não para mostrar aos outros mas para que seja visto apenas por Ele (cf.Mateus 616-18).

O Senhor nos pede o jejum ou a abstinência de comida pois esse exercício nos dá a possibilidade de acordar para as necessidades espirituais. Quando se acalmam as paixões do corpo a mente do homem se torna límpida e o homem começa a ver melhor suas faltas. O homem começa a se sentir envergonhado de seus atos pecaminosos e maus costumes e começa sentir a necessidadede limpar a sua consciência e se arrepender.

Caríssimos o Verdadeiro jejum nos leva a verdadeira conversão!

É importante lembrar que o jejum é a abstinência total de comida e bebida (com exceção da água) enquanto que a abstinência é abster-se de alguma coisa que seja mais pesada ou mais cobiçada.

Nossa Igreja é mestra e mãe pensa em todos os seus filhos por isso indica para nós vários metodos de jejum para que os doentes pessoas idosas possam participar dessa riqueza. As pessoas que são impossibilitadas de fazerem um jejum completo (apenas ingerir água)podem fazer o jejum da Igreja que consiste em tomar o café da manhã normalmente e escolher o almoço ou o jantar para fazer apenas um lanche leve. Pois o Senhor não quer que fiquemos irritados com dor de cabeçaEle quer que aprendamos a controlar nossos impulsos nossos desejos carnais através dessa prática.

O Padre Raniero Cantalamessa também nos ensina:

“Mas não devemos esquecer que existem formas alternativas ao jejum e à abstinência de alimentos. Podemos praticar o jejum do tabacodo álcool e bebidas alcoólicas (o que não só a alma também beneficia o corpo)um jejum das imagens violentas e sexuais que televisão espetáculos revistas e internet nos lançam diariamente. Igualmente estas espécies de «demônios» modernos não se vencem senão «com o jejum e a oração»”.

Os santos também nos ensinam sobre a eficácia do jejum:
“Quanto mais dias de jejum tanto melhor a medicação quanto mais prolongada a abstinência tanto mais ampla a salvação.” (Santo Agostinho)

“Jejuai se quiserdes vencer o diabo e que se vos restitua a graça perdida” (Santo Antônio).
“Jejua o hipócrita para adquirir louvores o avarento para encher a bolsa o justo porém para agradar a Deus” (Santo Antônio).

“Com a oração limpamos o coração do pensamento impuro com o jejum refreamos a petulância da carne” (Santo Antônio).
Portanto caríssimospeçamos ao Espírito Santo que nos conceda a graça de praticarmos o quarto mandamento da Igreja com amor e carinho. Que possamos nos abster daquilo que mais nos prende daquilo que acho que não consigo resistir. Pois por nós mesmos não conseguiremos exercitar o verdadeiro jejum somente pela força do Espírito Santo é que conseguiremos transformar esse exercício num momento de encontro intimo com Nosso Amado Senhor e Salvador Jesus Cristo.

*Pré-discípula da Comunidade Chagas de Amor