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domingo, 26 de março de 2017

Quaresma : escolher ser fiel ...conversão ao amor de Deus...


por Pe. Paulo Carrara - C.Ss.R. 1 Comentário1 Comentário O significado da quaresma Quaresma: quarenta dias; tempo de penitência, jejum, oração, esmola. Mas por que 40 dias? O número ganha significado a partir da Bíblia, onde aparece muitas vezes. Certamente esse número é teológico e não matemático, ou seja, tem valor qualitativo e não quantitativo. Quarenta é um número simbólico: o tempo necessário para o amadurecimento, para a prova, para atingir um ideal almejado, sejam quarenta anos ou quarenta dias. Vejamos! Moisés passou 40 dias no monte Sinai, em intimidade com Deus. O povo de Israel, que ele libertou, era escravo no Egito e Moisés foi escolhido para libertá-lo e conduzi-lo à Terra Prometida, onde corre “leite e mel”, ou seja, uma terra abençoada na qual Deus reinaria sobre todos, onde seria o “seu Deus”. Antes de chegar a essa terra, o povo passou quarenta anos no deserto para escutar a voz de Deus, conhecer sua Lei e aprender a praticá-la. Um tempo de prova e de preparação para uma experiência única de Deus. Jesus continuou o caminho de Moisés no deserto e se tornou o guia e o libertador de todos os homens e as mulheres. Segundo relatos dos evangelistas, Ele passou quarenta dias no deserto, tempo necessário para provar sua fidelidade ao Pai, antes de iniciar sua missão como profeta. Com sua comunhão com Deus, dita em forma de jejum e oração, venceu a tentação no deserto, mostrou a sua liberdade e seu senhorio sobre todas as coisas. Diferentemente de Adão, que não soube acolher o projeto de Deus e se fechou em seu orgulho, Jesus acolheu o Reino do qual é mediador e se tornou Senhor de todos e de tudo por sua ressurreição dos mortos. A Igreja continua, durante o tempo litúrgico da quaresma, celebrando os mistérios do êxodo e a fidelidade de Cristo; ela busca uma renovação contínua de sua comunhão com Deus, sempre acreditando no amor apaixonado de Deus pelo ser humano que se manifesta no seu Filho Jesus Cristo. Por isso, ela faz penitência em busca de uma fidelidade maior a seu Senhor. E convida cada cristão a uma mudança de vida, em vista de uma mais radical adesão a Jesus. A quaresma prepara a celebração do mistério central da vida de Jesus: sua páscoa; sua morte e ressurreição com as quais reconciliou a humanidade com Deus. O batismo nos imergiu no mistério pascal de Cristo. Mas nem sempre conseguimos ser fiéis a Cristo e a seu evangelho. A quaresma se entende, pois, como tempo de conversão, para que sejamos mais fiéis à graça de nosso batismo, cujas promessas vamos renovar na grande celebração da páscoa, na noite do sábado santo. Quaresma: tempo de crescimento espiritual Quaresma é tempo de investir na conversão e continuar a busca do crescimento em Cristo. Para isso, torna-se indispensável uma atenção constante sobre si mesmo, movida pelo amor a Deus, para aproveitar todas as oportunidades de fazer o bem que a vida nos oferece. A busca do bem marca a existência cristã em todos os seus aspectos, mas a quaresma chama a atenção para a necessidade de não só fazer o bem, mas também combater o mal. O bem exige o combate ao mal. Não só o mal do mundo, mas também aquele que existe dentro de nós e que se traduz em atitudes egoístas que nos fazem esquecer o outro e suas necessidades e pensar só em nós mesmos, como se fôssemos o centro do universo. Neste ponto Santo Afonso nos ilumina: “alguns fazem as pazes com seus próprios defeitos e daqui nasce a sua ruína, sobretudo quanto estes defeitos são o apego a alguma paixão, à própria estima, ao desejo de aparecer, de acumular riquezas, ao rancor para com o próximo”. Santo Afonso é taxativo ao afirmar que “vivem em perigo aqueles que se abandonam à mediocridade”. Santo Afonso sabe que os medíocres logo se tornam decadentes, ou seja, desistem da Boa Nova de Jesus para viver somente para si mesmos. O tema da vigilância se mostra central no tempo da quaresma. É preciso “vigiar e orar”, como aconselhava Jesus, para não “cair em tentação”. Como viver a quaresma? Para viver bem a quaresma, investindo no conhecimento profundo de Cristo, é preciso, pois, uma decisão firme e corajosa de se entregar a Ele e de empregar os meios para tornar realidade a própria decisão. Quais seriam esses meios? A Igreja nos indica vários caminhos para crescer na conversão: os sacramentos da eucaristia e da reconciliação, a meditação das verdades fundamentais da fé, a oração pessoal e comunitária, a caridade. O mais importante, no entanto, é o desejo de dar-se a Cristo que deve traduzir-se na caridade para com o próximo. Quem se decide a fazer alguma coisa por Jesus, nada tem a temer; é só pôr mãos a obra que ele dará a sua graça. Viver a quaresma no espírito de fé é, pois, atuar de diversos modos a opção por Jesus e pelos irmãos, que brota da conversão sincera do coração. Jejum, oração, esmola não têm sentido em si mesmos, são apenas “meios” que ajudam a tomar como norma suprema da vida o projeto de Jesus, feito de justiça, paz, fraternidade, misericórdia. Assim como Jesus, é preciso acolher a vontade do Pai, o que supõe renúncia a tudo o que nos afasta do verdadeiro amor. A quaresma é um tempo propício para a atuação desta proposta, através da penitência, da oração, do jejum e das obras de caridade. E a Igreja, através da campanha da fraternidade deste ano, nos chama a atenção para a necessidade de ajudar a criar estruturas sociais mais justas. O tema, “Fraternidade, Igreja e Sociedade”, e o lema, “Eu vim para servir” (Mc 10,45), expressam a urgente necessidade de maior contribuição entre a Igreja e a sociedade, para que, com a promoção do bem comum, vivamos numa sociedade mais justa e solidária. A penitência da quaresma deve criar nos cristãos a consciência de que são responsáveis pela construção de um mundo mais justo. Paz e bem
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