FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 23 de julho de 2008

COMO UMA BELA POMBA BRANCA


Como uma bela pomba branca que sai do meio das águas e vem sacudir as suas asas sobre a terra, o Espírito Santo sai do oceano infinito das perfeições divinas e vem bater asas sobre as almas puras, para verter nelas o bálsamo do amor.Sem o Espírito Santo, somos semelhantes a uma pedra no caminho. Pegai numa mão uma esponja impregnada de água e na outra, uma pedrinha; apertai-as da mesma forma; nada sairá da pedrinha e da esponja sairá água em abundância. A esponja, é a alma cheia do Espírito Santo, e a pedrinha, é o coração frio e duro onde o Espírito Santo não habita.É o Espírito Santo que forma os pensamentos no coração dos justos e que gera palavras nas suas bocas. Aqueles que possuem o Espírito Santo não produzem nada de mau; todos os frutos do Espírito Santo são bons… Quando o Espírito Santo está em nós, o coração dilata-se, mergulha no Amor divino.Dever-se-ia dizer cada manhã: ‘Meu Deus, enviai-me o vosso Espírito, que Ele me revele o que sou e quem sois’.»

TODOS COMERAM


“13 Jesus, ouvindo isso, partiu dali, de barco, para um lugar deserto, afastado. Assim que as multidões o souberam, vieram das cidades, seguindo-o a pé. 14 Assim que desembarcou, viu uma grande multidão e, tomado de compaixão, curou os seus doentes. 15 Chegada a tarde, aproximaram-se dele os seus discípulos, dizendo: ‘O lugar é deserto e a hora já está avançada. Despede as multidões para que vão aos povoados comprar alimento para si’. 16 Mas Jesus lhes disse: ‘Não é preciso que vão embora. Dai-lhes vós mesmos de comer’. 17 Ao que os discípulos responderam: ‘Só temos aqui cinco pães e dois peixes’. Disse Jesus: 18 ‘Trazei-os aqui’. 19 E, tendo mandado que as multidões se acomodassem na grama, tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos ao céu e abençoou. Em seguida, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. 20 Todos comeram e ficaram saciados, e ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. 21 Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças”.



Em Mt 14, 13-14 diz: “Jesus, ouvindo isso, partiu dali, de barco, para um lugar deserto, afastado. Assim que as multidões o souberam, vieram das cidades, seguindo-o a pé. Assim que desembarcou, viu uma grande multidão e, tomado de compaixão, curou os seus doentes”.

Cristo Jesus, Nosso Senhor, entra num barco e retira-se para um lugar deserto, afastado e de difícil acesso; mesmo assim, a multidão, a pé, foi à sua procura levando doentes impossibilitados de andar: “Desembarcando em lugar solitário, Jesus vê-se rodeado de multidão de gente pobre que o seguiu até ali, levando consigo os doentes com a secreta esperança de encontrar nele aquela compreensão, aquele socorro de que tanto necessitavam” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena).
Católico, quem ama verdadeiramente a Jesus Cristo, enfrenta e vence todos os obstáculos. Quem ama a Deus não desiste diante das dificuldades, por maiores que sejam, porque sabe que o Senhor recompensa um coração fiel: “Curou-os sem que lho pedissem, por terem conduzido àquele lugar distante os enfermos, mais que súplica, é tácita expressão de fé” (Idem).
A multidão carregava os seus enfermos; carreguemos nós as nossas cruzes, pequenas e grandes, sem murmurar, e o Senhor nos recompensará: “Se o Bom Deus nos envia cruzes, desanimamos, nos queixamos, murmuramos, somos de tal modo inimigos de tudo o que nos contraria, que gostaríamos de estar sempre numa caixa de algodão. No vosso batismo aceitastes uma cruz que só deveis deixar com a morte. Acaso a vida de um bom cristão pode ser algo de diferente do que aquela de um homem preso à cruz com Jesus Cristo?” (São João Maria Vianney).
Santo Agostinho escreve: “O evangelista refere isto à continuação da paixão de João; de onde resulta que depois destas coisas se verificaram as que se referiram acima e que levaram Herodes a dizer: ‘Este é João’ (Mt 14, 2). Se deve olhar como posterior, o que a fama levou aos ouvidos de Herodes (o qual refere São Lucas) e o fez duvidar, e o obrigou a perguntar quem era esse de quem havia ouvido tantas maravilhas, fazendo o mesmo tirar a vida de João” (De Consensu Evangelistarum, 2, 45), e: “O Salvador, quando soube da morte do que lhe havia batizado, se retirou para um lugar deserto” (Glosa), e também: “Mas não se retirou a um lugar deserto por temor de que lhe tirassem a vida, como alguns dizem; mas para perdoar a seus inimigos, não era para que acrescentassem a um homicídio outro homicídio. Ou para adiar sua morte até o dia da Páscoa, dia em que o cordeiro pascal era imolado como figura, e as portas dos fiéis borrifadas de sangue. Ou se retirou para dar-nos o exemplo de que não devemos expor-nos com imprudência à perseguição, porque nem todos os que se apresentam a ela, perseveram com a mesma constância. Por esta razão, ordena em outro lugar: ‘Quando os perseguirem numa cidade, fuja para a outra’ (Mt 10, 23). A expressão do evangelista é admirável; não disse: Fugiu para um lugar deserto, mas, se retirou, mais para evitar, que por temer aos perseguidores. Pode também ter-se retirado ao deserto depois de saber da morte de João, com o objetivo de pôr à prova a fé dos fiéis” (São Jerônimo), e ainda: “Ou também fez isto porque quis fazer ainda muitas coisas de uma maneira humana, não havendo chegado ainda o tempo de retirar o véu para descobrir sua Divindade. E por esta razão, ainda que Ele soubesse do acontecimento antes que lhe disseram (Mt 16), não se retirou, até que o dissessem, para desta maneira demonstrar a verdade de sua Encarnação, e fazê-la crer não só com palavras, mas com obras. E ao retirar-se não se foi a uma cidade, mas a um deserto, e em um barco para que ninguém lhe seguisse; porém, mesmo assim, o povo não o abandonou, mas o seguiu, sem que lhes aterrorizasse o que havia acontecido com João. Por isso segue: ‘E tendo o povo lhe ouvido, o seguiu” (São João Crisóstomo, Homiliae In Matthaeum, hom. 49, 1), e: “O povo lhe seguiu a pé, não a cavalos nem em carros, mas enfrentando os trabalhos de uma caminhada a pé, a fim de manifestar o ardor de sua alma” (São Jerônimo), e também: “E por esta razão, receberam em seguida a recompensa. Por isso segue: ‘E quando saiu, viu uma grande multidão de gente e teve compaixão, e curou os enfermos’. Ainda que era muita a estima daqueles que abandonavam as cidades e o buscavam com ansiedade, sem, entretanto, o que o Senhor fez em favor deles excede a quanto puderam merecer, e, por isso nos põe sua misericórdia como causa dessas curas” (São João Crisóstomo, Homiliae In Matthaeum, hom. 49, 1), e ainda: “Em sentido místico, o Verbo de Deus, terminado o tempo da lei, visita a Igreja, embarcando, e se dirige para o deserto, porque abandonando a Judéia, passa aos corações desertos dos que não tinham conhecimento de Deus. Mas as gentes, ao ouvir isto, seguem o Senhor desde a cidade ao deserto, isto é, se dirigem desde a sinagoga à Igreja, e ao ver isto, o Senhor se move de piedade e lhes cura todo abatimento e toda enfermidade, isto é, os purifica dando-lhes os princípios da nova pregação, a seus espíritos abatidos e seus corpos que estavam desfalecidos pela indolência da incredulidade” (Santo Hilário, In Matthaeum, 14), e: “Mas as gentes abandonam suas cidades, isto é, seus antigos costumes e suas diferentes crenças. E a saída de Jesus significa que apesar das gentes terem desejos de ir onde Ele estava, se encontravam sem forças para chegar ali, e por esta razão, o Salvador sai de seu lugar e caminha ao seu encontro” (São Jerônimo).

Em Mt 14, 15-21 diz: “Chegada a tarde, aproximaram-se dele os seus discípulos, dizendo: ‘O lugar é deserto e a hora já está avançada. Despede as multidões para que vão aos povoados comprar alimento para si’. Mas Jesus lhes disse: ‘Não é preciso que vão embora. Dai-lhes vós mesmos de comer’. Ao que os discípulos responderam: ‘Só temos aqui cinco pães e dois peixes’. Disse Jesus: ‘Trazei-os aqui’. E, tendo mandado que as multidões se acomodassem na grama, tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos ao céu e abençoou. Em seguida, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças”.

Os discípulos, vendo que a hora passava e já estava tarde, disseram ao Senhor: “Despede as multidões para que vão aos povoados comprar alimento para si”. Mas, Cristo Jesus, Deus Eterno e Onipotente, que sabia muito bem o que estava fazendo lhes diz: “Não é preciso que vão embora. Dai-lhes vós mesmos de comer”.
Os discípulos disseram ao Senhor: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Jesus lhes diz: “Trazei-os aqui”.
Católico, jamais duvidemos do poder de Cristo Jesus; o que para nós parece impossível, para Ele é possível, porque Ele é Deus e nós míseras criaturas: “Aos homens é impossível, mas não a Deus, pois para Deus tudo é possível” (Mc 10, 27).
Ofereçamos ao Senhor os poucos “tijolos” que possuímos, e Ele construirá um grandioso edifício; mas Ele quer que ofereçamos os “tijolos”, por pouco que sejam.
Os discípulos trazem cinco pães e dois peixes; e a multidão era de cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.
A Palavra de Deus diz: “E, tendo mandado que as multidões se acomodassem na grama, tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos ao céu e abençoou. Em seguida, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram”.
Católico, Cristo Jesus quis os cinco pães e os dois peixes: “O Senhor cuida dos seus, dos que o seguem, mesmo nas necessidades materiais quando é necessário, mas procura a nossa colaboração, que sempre é pequena” (Pe. Francisco Fernández - Carvajal), e: “Se o ajudares, mesmo que seja com uma ninharia, como fizeram os Apóstolos, Ele estará disposto a realizar milagres, a multiplicar os pães, a mudar as vontades, a dar luz às inteligências mais obscurecidas, a fazer – mediante uma graça extraordinária – que sejam capazes de retidão os que nunca o foram. – Tudo isto... e mais, se o ajudares com o que tens” (São Josemaría Escrivá, Forja, n° 675).
O Pe. Francisco Fernández-Carvajal escreve: “O milagre daquela tarde junto do lago manifestou o poder e o amor de Jesus pelos homens. Poder e amor que hão de possibilitar também, ao longo da história, que o Corpo de Cristo seja encontrado, sob as espécies sacramentais, pelas multidões dos fiéis que o procurarão famintas e necessitadas de consolo. Como diz Santo Tomás no hino que compôs para a Missa do Corpus Christi: tomam-no um, tomam-no mil, tomam-no este ou aquele, mas não se esgota quando o tomam...”, e: “O milagre da multiplicação dos pães adquire assim todo o seu significado, sem perder nada da sua realidade. É grande em si mesmo, mas torna-se ainda maior pelo que promete: evoca a imagem do bom pastor que alimenta o rebanho. Dir-se-ia que é como um ensaio de uma nova ordem. Multidões inteiras virão tomar parte no festim eucarístico, onde serão alimentadas de uma maneira muito mais milagrosa, com um manjar infinitamente superior” (M. J. Indart).
Esta multidão que se prende ao Senhor, revela a forte pressão que a sua Pessoa produzia no povo, pois são tantos os que se dispõem a segui-lo até paragens desérticas, a uma grande distância das vias mais transitadas e das aldeias, sem provisões, não querem perder tempo em procurá-las pelo receio de perderem de vista o Senhor. Um bom exemplo para quando tivermos alguma dificuldade em visitá-lo ou recebê-lo. Para encontrar o Mestre, vale a pena qualquer sacrifício.
São João indica-nos que o milagre causou um grande entusiasmo naquela multidão que se tinha saciado (Jo 6, 14). “Senhor, se aqueles homens, por um pedaço de pão, embora o milagre da multiplicação tenha sido muito grande, se entusiasmam e te aclamam, que não deveremos nós fazer pelos muitos dons que nos concedeste, e especialmente porque te entregas a nós sem reservas na Eucaristia?” (São Josemaría Escrivá).
O Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena escreve: “Quem segue decididamente a Cristo, encontra nele tudo o que necessita para a vida terrena e para a eterna. Mas cumpre segui-lo com fé inabalável, apoiada na certeza de seu amor infinito” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena).
São João Crisóstomo escreve: “O que demonstra a fé do povo é que apesar de sofrer os incômodos da fome, esperam ao Senhor até a tarde. Por isso segue: ‘E chegando a tarde, se aproximaram d’Ele seus discípulos e lhe disseram: Este lugar é deserto’. O Senhor esperava para dar-lhe de comer o que o pediram, para dar-nos a entender que não fez Ele primeiro os milagres, mas depois que foi chamado. E por esta razão, não se aproxima d’Ele ninguém da multidão; o respeitavam muito, e sua presença lhes fazia esquecer os estímulos da fome. Ao aproximarem os discípulos disseram: dá-lhes de comer (porque ainda não estavam dispostos com toda perfeição), mas o dizem: ‘Este lugar é deserto’. Porque parecia aos judeus como um milagre no deserto, quando eles disseram: ‘Acaso pode preparar uma mesa no deserto?’ (Sl 77, 19). Isso é o que realiza Jesus: Ele os leva ao deserto, a fim de que não possam duvidar do milagre e ninguém possa crer que se havia usado a comida de alguma aldeia vizinha... E ainda que prevenindo o Senhor a seus discípulos, curou muitos enfermos; entretanto, eram tão imperfeitos os discípulos, que não podiam compreender como ia dar de comer a tanta gente com tão poucos pães: Por isso dizem: ‘Despede o povo’, etc. Olhai a sagacidade do Mestre: não lhes disse em seguida: Eu lhes darei de comer (porque ainda não haviam crido facilmente), mas acrescenta: ‘Disse-lhe Jesus: não tem necessidade de ir-se: dá-lhes vocês de comer” (Homiliae In Matthaeun, hom. 49, 1-2), e: “Ele estimula aos apóstolos para que partam o pão, a fim de que ficasse mais claro àqueles que testemunhavam que não tinham o que comer, a grandeza do milagre” (São Jerônimo), e também: “Mas se pode fazer aqui essa objeção. Se o Senhor, segundo a narração de João (Jo 6), depois de olhar a multidão perguntou a Felipe a maneira de alimentá-la, como pode ser verdade o que sobre isso refere São Mateus, que os discípulos disseram primeiro ao Senhor que despedisse o povo a fim de que pudessem comprar seus alimentos nos lugares vizinhos? Deve entender-se isso no sentido de que o Senhor depois dessas palavras olhou a multidão, e disse a Felipe o que refere João, porém que omitem Mateus e outros; e não deve ninguém inquietar-se nem olhar como uma dificuldade o que um evangelista refere o que outro passa em silêncio” (Santo Agostinho, De Consensu Evangelistarum, 2, 46), e ainda: “As palavras anteriores não deram mais ajuste aos discípulos, que ainda falam ao Senhor como a um homem. Por isso segue: ‘Lhe responderam: Não temos aqui senão cinco pães’... Olham, efetivamente, com desprezo para as coisas materiais, e estavam cheios das espirituais. Porém, como seus pensamentos ainda eram terrenos, o Senhor começa a ensinar-lhes o que era próprio do seu poder. Por isso segue: ‘Jesus lhes disse: trazei-os aqui’. Por que para alimentar a multidão não tira os pães do nada? Sem dúvida para fechar a boca a Marcião e aos Maniqueus, que olham para as criaturas como coisas estranhas a Deus, e para manifestar por suas obras que todo o visível é obra e criação sua, e fazer-nos ver deste modo que Ele é o que dá os frutos e o que disse no princípio do mundo: ‘Que a terra germine a erva verde’ (Gn 1, 11). Porque a obra que vai realizar agora não é menor, porque indubitavelmente não é menor operação o alimentar com cinco pães e dois peixes a tão numerosa multidão, que o fazer que a terra produza frutos, e as águas produzam répteis e outros seres; tudo nos prova que Ele é o Senhor da terra e do mar. O exemplo dos discípulos deve ensinar-nos que ainda que seja pouco o que possuímos, convém que o distribuamos entre os necessitados; porque ao mandar o Senhor a seus discípulos que trouxessem os cinco pães, estes não disseram: E nós, com que mataremos a nossa fome? E por isso segue: ‘E tendo mandado o povo sentar-se sobre a grama, tomou os cinco pães e os dois peixes, e erguendo os olhos ao céu, abençoou’. E por que ergueu os olhos ao céu e abençoou? Porque quis fazer-nos ver que Ele veio do Pai e era igual a Ele, demonstrava que era igual ao Pai pelo poder, e que vinha do Pai referindo-o tudo a Ele e invocando-o em todas as suas obras. E para demonstrar as duas coisas, algumas vezes realiza os milagres com poder e outras com súplicas. É de advertir, que para as coisas pequenas levanta os olhos ao céu, e nas coisas maiores realiza com o seu poder; assim quando perdoou pecados, ressuscitou mortos, deu vista aos cegos de nascimento (obras todas próprias de Deus), não o fez com súplicas; mas na multiplicação dos pães (obra menor que todas as anteriores), ergueu os olhos ao céu, a fim de ensinar-nos que seu poder, ainda nas coisas pequenas, lhe vem unicamente do Pai. Também nos ensina que antes das refeições devemos dar graças a Deus que nos dá a comida, e por esta razão levantou os olhos ao céu” (São João Crisóstomo, Homiliae In Matthaeun, hom. 49, 1), e: “Com a partição dos pães, fez o Senhor bastante comida, porque se estivessem inteiros, e não os houvessem partido em pedaços, nem os teria multiplicado em tamanha abundância, não teria alimentado uma multidão tão grande. Mas as gentes receberam do Senhor, por mãos dos Apóstolos, os alimentos; e por esta razão segue: ‘E os deu aos discípulos” (São Jerônimo), e também: “No qual não só honrou o Senhor a seus discípulos, mas quis que não ficassem incrédulos à vista deste milagre, que não deviam esquecer ainda depois de constatar, posto que tinham por testemunhas dele as suas mesmas mãos. E, portanto, deixa que o povo sinta, primeiramente, a necessidade da fome, se aproximem seus discípulos e lhe perguntem. E recebeu os pães de suas mesmas mãos para que fossem muitas as provas do milagre que fazia e tivessem muitos motivos para recordá-lo. E não lhes deu mais que os pães e os peixes, e de tudo isso fez participar a todos igualmente, para ensinar-nos a humildade, a economia e a caridade, que olha todas as coisas como comum a todos. E os pães e os peixes aumentavam nas mãos dos discípulos. Por isso segue: ‘E comeram todos’, etc. Mas não consistiu só neste o milagre, mas que sobraram não pães, mas pedaços de pão, a fim de fazer ver que estes restos eram os pães que deviam anunciar aos ausentes a realidade do milagre e convencer a todos de que não era uma fantasia este prodígio. Por isso segue: ‘E recolheram doze cestos cheios de pedaços” (São João Crisóstomo, Homiliae In Matthaeun, hom. 49, 2-3), e ainda: “Cada um dos Apóstolos encheu um cesto com as sobras que restaram do milagre do Salvador, com o objetivo de fazer ver pelas sobras, que realmente eram pães os que foram multiplicados” (São Jerônimo), e: “E fez que sobraram doze cestos, para que Judas levasse também o seu. Entregou os fragmentos que sobraram aos discípulos e não ao povo, porque as disposições deste eram ainda mais imperfeitas que as dos discípulos” (São João Crisóstomo, Homiliae In Matthaeun, hom. 49, 3), e também: “Os pães eram cinco e os convidados cinco mil. Por isso segue: ‘E o número dos convidados que comeram foi cinco mil, sem contar as mulheres e os meninos” (São Jerônimo), e ainda: “Não foram multiplicados os cinco pães em grande quantidade de pães, mas sucederam pedaços a pedaços. Foi a matéria do pão a que aumentou, porém, ignoro se o foi no lugar que servia de mesa ou nas mãos dos convidados” (Santo Hilário, In Matthaeum, 14), e: “São João nos disse, antes de referirmos este milagre (Jo 6), que a Páscoa estava próxima, e São Mateus e São Marcos colocam esse fato imediatamente depois da morte de João, donde resulta, que João foi decapitado nos dias próximos à Páscoa. E no ano seguinte, próximo à Páscoa, foi consumado o mistério da Paixão do Senhor” (Rábano), e ainda: “Todas as coisas estão cheias de mistérios. O Senhor fez este milagre, não pela manhã nem ao meio-dia, mas pela tarde, quando morreu o sol da justiça” (São Jerônimo), e: “Pela tarde, nos designa o evangelista a morte do Salvador, porque depois que aquele sol da verdade morreu na cruz, todos seus servidores receberam o alimento. Ou também, pela palavra tarde, significa a última era do mundo, na que virá o Filho de Deus a saciar a todos os que crêem n’Ele” (Remígio), e também: “Na súplica dos discípulos ao Senhor para que despeça o povo, a fim de que comprem o que havia de comer, se expressa o desgosto dos judeus para com os gentios, a quem os discípulos julgavam mais aptos para buscar seu alimento nas escolas dos filósofos, que nos livros sagrados” (Rábano), e ainda: “Porém lhes respondeu o Senhor: ‘Não tem necessidade de caminhar’, manifestando desta maneira, que não tinham necessidade aqueles a quem havia curado, nem de alimentar-se de uma comida corruptível, nem de voltar à Judéia para comprá-la; e manda aos Apóstolos, que lhes dêem de comer. Mas, ignorava acaso, que não havia coisa alguma que lhes pudesse dar? Porém, tudo isso devia ter uma aplicação típica: os Apóstolos não haviam recebido ainda o dom de confeccionar o pão do céu e distribuí-lo, e sua resposta deve entender-se completamente num sentido espiritual. Eles não tinham para alimentar-se, mais que cinco pães, isto é, os cinco livros da lei, e dois peixes, isto é, as pregações dos profetas e de João” (Santo Hilário, In Matthaeum, 14), e: “Pode entender-se também por dois peixes, as profecias e os salmos, porque todo o Antigo Testamento está contido na lei, os profetas e os salmos” (Rábano), e também: “Os Apóstolos, pois, ofereceram primeiramente o que ainda possuíam; porém a pregação do Evangelho desenvolveu neles com abundância o que antes possuíam. Depois disso, fez sentar o povo, que já não está arrastando na terra, mas apoiado na lei, sobre a grama. Cada um se senta sobre o fruto de suas obras, como sobre a erva do solo” (Santo Hilário, In Matthaeum, 14), e ainda: “Ou também os manda sentar sobre a grama, e segundo outro evangelista (Mc 6), em grupos de cinqüenta e cem, a fim de que, depois de haver pisado sua carne e os prazeres do mundo, como se fossem grama seca, elevaram pela penitência desde o número cinqüenta ao de cem. E olha ao céu para ensinar-lhes aonde devem dirigir seus olhos. Rompe a lei e os profetas, e lhes põe diante os mistérios, a fim de que o que não lhes alimentava quando estava inteiro, alimente dividido em partes a multidão” (São Jerônimo), e: “E entregam os pães aos Apóstolos, porque mediante eles deviam ser dados os dons da graça divina. O número dos convidados é o dos futuros crentes. Porque se diz no livro dos Atos dos Apóstolos (4, 4), que do grande número do povo de Israel, que se achava presente, só creram cinco mil homens” (Santo Hilário, In Matthaeum, 14), e também: “Mas, comeram cinco mil homens que haviam chegado à idade madura; as mulheres e os meninos, o sexo fraco e os pequenos não eram dignos de ser contados neste número, por isso, no livro dos Números (Nm 1) não se contam os servos, as mulheres, os meninos e o povo humilde” (São Jerônimo).

SENHOR É O SEU NOME


Hoje, infelizmente, muitos cantores, artistas e outros ídolos de pano, dirigem-se a Deus, como se Nosso Senhor fosse um animal irracional, chamando-O de CARA: o “CARA” lá de cima.
O “CARA” lá de cima? Será que existe uma expressão mais desrespeitosa e repugnante do que essa para se referir a Deus? Será que esses infelizes sabem o que significa a palavra CARA?
O Dicionário Michaelis define CARA da seguinte maneira: s.f. 1. Parte anterior da cabeça; rosto, face. 2. Expressão do rosto; fisionomia, semblante. 3. Audácia, atrevimento, ousadia. 4. Face da moeda, oposta à coroa, geralmente com uma efígie. S. m. Gíria: Tratamento INCIVIL que se dá a uma pessoa; indivíduo.
Quem usa da gíria para chamar Deus de CARA, só pode ser uma pessoa baixa e leviana, por mais que seja aclamada de “rainha” ou “rei”: “Gíria s.f. 1. Linguagem especial usada por certos grupos sociais pertencentes a uma classe ou a uma profissão. 2. Linguagem usada pelos gatunos, malandros e outras pessoas de hábitos duvidosos” (Dicionário Michaelis).
Chamar alguém de CARA é tratá-lo com INCIVILIDADE.
INCIVIL significa descortês e grosseiro.
Será que essas pessoas atrevidas, insolentes e petulantes gostariam de ser chamadas de CARA? Teriam, elas, a coragem de chamar os seus pais, patrões, autoridades civis, etc., de CARA? Claro que não!
Esses são tratados com respeito: Senhores, Digníssimos, Ilustríssimos, Meretíssimos, etc; enquanto que o Deus todo-poderoso, criador do céu e da terra é chamado de CARA. Quanta maldade! Quanto atrevimento! Quanta petulância! Quanta arrogância! Quanto satanismo!
Jamais permitamos que Deus, Nosso Senhor, seja chamado de CARA.


NOMES de Deus:

Adonai: “Por respeito à santidade de Deus, o povo de Israel não pronuncia seu nome. Na leitura da Sagrada Escritura, o nome revelado é substituído pelo título divino ‘Senhor’ (‘Adonai’, em grego ‘Kýrios’). É com esse título que será aclamada a divindade de Jesus: ‘Jesus é Senhor” (Catecismo da Igreja Católica, 209).
YHWH: “Ao revelar seu nome misterioso de Iahweh, ‘Eu sou Aquele que é’ ou ‘Eu sou Aquele que sou’ ou também ‘Eu sou Quem sou’, Deus declara quem Ele é e com que nome se deve chamá-lo. Esse nome divino é misterioso como Deus é mistério. Ele é ao mesmo tempo um nome revelado e como que a recusa de um nome, e é por isso mesmo que exprime da melhor forma a realidade de Deus como ele é, infinitamente acima de tudo o que podemos compreender ou dizer: ele é o ‘Deus escondido’ (Is 45, 15), seu nome é inefável (Cf. Jz 13, 18), e ele é o Deus que se faz próximo dos homens” (Catecismo da Igreja Católica, 206).

NOMES de Cristo:

Advogado: “... nosso advogado junto do Pai” (1Jo 2, 1).
Amém: “Assim fala o Amém” (Ap 3, 14).
Anunciador do Reino: “O Reino dos céus foi inaugurado na terra por Cristo. ‘Manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo. A Igreja é o germe e o começo deste Reino. Suas chaves são confiadas a Pedro” (Catecismo da Igreja Católica, 567).
Cabeça do povo de Deus. Cabeça do corpo: “As imagens tiradas do Antigo Testamento constituem variações de uma idéia de fundo, a do ‘Povo de Deus’. No Novo Testamento, todas essas imagens encontram um novo centro pelo fato de Cristo tornar-se ‘a Cabeça’ deste povo, que é, então, seu Corpo” (Catecismo da Igreja Católica, 753).
Caminho para o Pai: “O coração assim decidido a se converter aprende a orar na fé. A fé é uma adesão filial a Deus, acima daquilo que sentimos e compreendemos. Tornou-se possível porque o Filho bem-amado nos abre as portas para o Pai. Este pode pedir-nos que ‘procuremos’ e ‘batamos’, uma vez que Ele mesmo é a porta e o caminho” (Catecismo da Igreja Católica, 2609).
Centro da Escritura: “Pois, por mais diferentes que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una em razão da unidade do projeto de Deus, do qual Cristo Jesus é o centro e o coração, aberto depois de sua Páscoa” (Catecismo da Igreja Católica, 112).
Centro da vida cristã: “Cristo é o centro de toda a vida cristã. O vínculo com Ele está em primeiro lugar, na frente de todos os outros vínculos, familiares ou sociais” (Catecismo da Igreja Católica, 1618).
Centro do mundo angélico: “Quando o Filho do homem vier em sua glória com todos os seus anjos...” (Mt 25, 31).
Coração da catequese: “No centro da catequese encontramos essencial-mente uma Pessoa, a de Jesus de Nazaré, Filho único do Pai...” (Catecismo da Igreja Católica, 426).
Cordeiro de Deus: “Eis o cordeiro de Deus” (Jo 1, 29).
Cristo: “Cristo vem da tradução grega do termo hebraico ‘Messias’, que quer dizer ‘ungido’. Só se torna o nome próprio de Jesus porque este leva à perfeição a missão divina que significa” (Catecismo da Igreja Católica, 436).
Enviado por Deus: “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial” (Gl 4, 4-5).
Exemplo – modelo: “Por sua submissão a Maria e José, assim como por seu humilde trabalho durante longos anos em Nazaré, Jesus nos dá o exemplo da santidade na vida cotidiana da família e do trabalho” (Catecismo da Igreja Católica, 564), e: “O Bom Pastor será o modelo e a ‘forma’ do múnus pastoral do bispo” (Catecismo da Igreja Católica, 896).
Filho de Davi: “Numerosos judeus e até certos pagãos que compartilhavam a esperança deles reconheceram em Jesus os traços fundamentais do ‘Filho de Davi’ messiânico, prometido por Deus a Israel” (Catecismo da Igreja Católica, 439).
Filho de Deus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16).
Filho do Homem: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate pela multidão” (Mt 20, 28).
Fim da Lei: “Porque a finalidade da lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê” (Rm 10, 4).
Fonte da esperança: “A esperança cristã se manifesta desde o início da pregação de Jesus no anúncio das bem-aventuranças” (Catecismo da Igreja Católica, 1820).
Fonte da graça: “Cristo é a fonte desta graça” (Catecismo da Igreja Católica, 1642).
Fonte da pregação e da evangelização: Deus “quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2, 4).
Intercessor, mediador, caminho para Deus: “Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho” (Hb 1, 1-2).
Jesus: “Jesus quer dizer, em hebraico, ‘Deus salva” (Catecismo da Igreja Católica, 430).
Juiz: “Cada homem, em sua alma imortal, recebe sua retribuição eterna a partir de sua morte, em um Juízo Particular feito por Cristo, juiz dos vivos e dos mortos” (Catecismo da Igreja Católica, 430).
Libertador do homem do pecado: “Onde avultou o pecado, a graça superabundou” (Rm 5, 20).
Luz dos povos, dos homens: “Em Cristo, os batizados são ‘a luz do mundo” (Catecismo da Igreja Católica, 1243).
Mediador verdadeiro e único: “O Mediador único, Cristo, constituiu e incessantemente sustenta aqui na terra sua santa Igreja, comunidade de fé, esperança e caridade, como um ‘todo’ visível pelo qual difunde a verdade e a graça a todos” (Catecismo da Igreja Católica, 771).
Médico das almas e dos corpos: “O senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos...” (Catecismo da Igreja Católica, 1421).
Messias: “Atestam que Jesus é o Messias anunciado” (Catecismo da Igreja Católica, 547).
Mestre de oração: “Estando em certo lugar, orando, ao terminar, um de seus discípulos pediu-lhe: Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11, 1).
Mestre que ensina: “Toda a vida de Cristo foi um contínuo ensinamento” (Catecismo da Igreja Católica, 561).
Mistério da salvação: “Cristo mesmo é o mistério da salvação” (Catecismo da Igreja Católica, 774).
Modelo de amor: “Cristo morreu por nosso amor” (Rm 5, 10).
Modelo de pureza: “Cristo é o modelo da castidade” (Catecismo da Igreja Católica, 2394).
Nossa paz: “Príncipe da paz” (Is 9, 5).
Novo Adão: “... pois ele é o Novo Adão” (Catecismo da Igreja Católica, 504).
Palavra única da Sagrada Escritura: “Por meio de todas as palavras da Sagrada Escritura, Deus pronuncia uma só Palavra, seu Verbo único, no qual se expressa por inteiro” (Catecismo da Igreja Católica, 102).
Pão da vida: “Cristo designa-se como o pão da vida, descido do Céu” (Catecismo da Igreja Católica, 1338).
Pastor dos homens: “Ele é também a grei, da qual o próprio Deus pronunciou que seria o pastor” (Catecismo da Igreja Católica, 754).
Primogênito da humanidade: “O primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8, 29).
Profeta: “Jesus Cristo é aquele que o Pai ungiu com o Espírito Santo e o constituiu ‘Sacerdote, Profeta e Rei” (Catecismo da Igreja Católica, 783).
Realização da vontade do Pai: “Eis-me aqui, eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10, 7).
Realização das Escrituras: “Todas as escrituras (a Lei, os Profetas e os Salmos) se realizam em Cristo” (Catecismo da Igreja Católica, 2763).
Reconciliação de Deus com o mundo: “Ora, é no Cristo que o céu e a terra são reconciliados” (Catecismo da Igreja Católica, 2795).
Redentor: “Veio dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20, 28).
Rei: “Cristo, Rei e Senhor do universo” (Catecismo da Igreja Católica, 786).
Ressurreição e vida: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11, 25).
Revelação de Deus: “Crede em Deus, crede também em mim” (Jo 14, 1).
Revelação do Pai: “Ao enviar, na plenitude dos tempos, seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus revela seu segredo mais íntimo” (Catecismo da Igreja Católica, 221).
Sacerdote: “Jesus Cristo é aquele que o Pai ungiu com o Espírito Santo e o constituiu ‘Sacerdote, Profeta e Rei” (Catecismo da Igreja Católica, 783).
Salvador: “Tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados” (Mt 1, 21).
Santificação dos homens: “... sois em Cristo Jesus, que se tornou para nós santificação” (1 Cor 1, 30).
Senhor: “Confessar que Jesus é Senhor é o específico da fé cristã” (Catecismo da Igreja Católica, 202).
Servo: “... Jesus é ao mesmo tempo o Servo Sofredor” (Catecismo da Igreja Católica, 608).
Templo de Deus: “Cristo é o verdadeiro templo de Deus” (Catecismo da Igreja Católica, 1197).
Ungido: “Deus o ungiu com o Espírito Santo e o poder” (At 10, 38).
Verbo: “No início estava junto de Deus” (Jo 1, 1).
Verdade: “É a verdade” (Jo 14, 6).
Vida: “É a vida” (Jo 14, 6).
Videira: “Eu sou a videira” (Jo 15, 5).
Vivente: “Estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos” (Ap 1, 18).

NOMES do Espírito Santo:

Consolador: “... mas esse mesmo Espírito, que revela o pecado, é o Consolador” (Catecismo da Igreja Católica, 1433).
Espírito criador: “Tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é antes de tudo e tudo nele subsiste” (Cl 1, 16-17).
Espírito de verdade: “... e conduz à verdade plena” (Jo 16, 13).
Espírito Santo, nome próprio: “Espírito Santo, este é o nome próprio daquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho” (Catecismo da Igreja Católica, 691).
Fonte de bondade: “O Espírito criador, a fonte de todo bem” (Catecismo da Igreja Católica, 291).
Paráclito: “Jesus o denomina o Paráclito” (Catecismo da Igreja Católica, 292).
Vivificador: “Ele é o doador da vida” (Catecismo da Igreja Católica, 291).
Católico, observe-se que CARA não consta na relação dos NOMES de Deus.
Que o Senhor Deus tenha misericórdia desses atrevidos.

AS OVELHAS OUVEM A VOZ DO PASTOR


“27 As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem; 28 eu lhes dou a vida eterna e elas jamais perecerão, e ninguém as arrebatará de minha mão. 29 Meu Pai, que me deu tudo, é maior que todos e ninguém pode arrebatar da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos um.
31 Os judeus, outra vez, apanharam pedras para apedrejá-lo. 32 Jesus, então, lhes disse: ‘Eu vos mostrei inúmeras boas obras, vindo do Pai. Por qual delas quereis lapidar-me?’ 33 Os judeus lhe responderam: ‘Não te lapidamos por causa de uma boa obra, mas por blasfêmia, porque, sendo apenas homem, tu te fazes Deus’. 34 Jesus lhes respondeu: ‘Não está escrito em vossa Lei: Eu disse: Sois deuses? 35 Se ela chama de deuses aqueles aos quais a palavra de Deus foi dirigida – e a escritura não pode ser anulada – 36 àquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo dizeis: ‘Blasfemou!’, porque disse: ‘Sou Filho de Deus!’ 37 Se não faço as obras de meu Pai, não acreditais em mim; 38 mas, se as faço, mesmo que não acrediteis em mim, crede nas obras, a fim de conhecerdes e conhecerdes sempre mais que o Pai está em mim e eu no Pai’.
39 Procuravam novamente prendê-lo. Mas ele lhes escapou das mãos”.


Em Jo 10, 27 diz: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem”.
O Bom Pastor, guarda com zelo as suas ovelhas; e elas, ovelhas dóceis, escutam a voz do Pastor Eterno e O seguem. Seguem-nO colocando em prática o Evangelho e obedecendo a voz da Santa Igreja.
Os pastores da Palestina aproximavam-se do cercado onde pernoitavam as suas ovelhas, e chamavam-nas. Cada ovelha conhecia muito bem a voz do seu pastor e se movia somente quando esse a chamava.
Nesse mundo em que vivemos, cheio de falsos pastores, é preciso observar com atenção para não sermos enganados. Observemos com atenção a voz do verdadeiro pastor, para não seguirmos àqueles que querem nos enganar.
A voz do Bom Pastor é diferente; ela no convida para o caminho estreito, pureza, fidelidade aos ensinamentos da Santa Igreja, santidade de vida, respeito ao Santo Padre, oração, etc.
A voz do falso pastor é totalmente o contrário; ela nos promete liberdade e prazer, porque a sua intenção é de nos seduzir, isto é, de nos desviar do caminho da salvação.
As ovelhas de Cristo Jesus, Bom Pastor, O seguem com alegria e fidelidade; essas tapam os ouvidos aos uivos do lobo.
Sigamos a Nosso Senhor, imitando-O em tudo: “Tornai-vos, pois, imitadores de Deus” (Ef 5, 1). Aquele que diz ser seguidor de Cristo, deve andar como Ele andou: “Quando se ama alguém, deseja-se conhecer toda a sua vida, o seu caráter, para nos identificarmos com essa pessoa. Por isso temos de meditar na vida de Jesus, desde o Seu nascimento num presépio até à Sua morte e à Sua ressurreição” (São Josemaría Escrivá, Cristo que passa, n° 107).
Sejamos ovelhas obedientes ao Bom Pastor; não deixemos nenhum lobo tapar os nossos ouvidos à Sua voz, nem nos impedir de caminharmos humildemente atrás d’Ele.
Em Jo 10, 28-30 diz: “Eu lhes dou a vida eterna e elas jamais perecerão, e ninguém as arrebatará de minha mão. Meu Pai, que me deu tudo, é maior que todos e ninguém pode arrebatar da mão do Pai. Eu e o Pai somos um”.
Cristo Jesus, Bom Pastor, dá a vida pelas ovelhas: “... gesto espontâneo do amor de Cristo pelos homens” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena, Intimidade Divina, 118, Ano B).
O Bom Pastor dá a vida eterna: “Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna... Quem crê no Filho tem a vida eterna” (Jo 3, 16.36), e: “Vós, porém, não quereis vir a mim para terdes a vida” (Jo 5, 40).
“... ninguém as arrebatará de minha mão. Meu Pai, que me deu tudo, é maior que todos e ninguém pode arrebatar da mão do Pai”.
Edições Theologica explica: “É verdade que neste mundo terão de lutar e sofrerão feridas; mas se se mantém unidos ao Bom Pastor ninguém nem nada arrebatará das mãos de Cristo as Suas ovelhas, porque mais forte que o Maligno é o nosso Pai Deus. A esperança de que o Senhor nos concederá a perseverança final baseia-se não nas nossas próprias forças, mas na misericórdia divina; tal esperança deve constituir um motivo contínuo de luta para corresponder à graça e ser fiéis cada dia às exigências da nossa fé”.
“Eu e o Pai somos um”.
Santo Agostinho escreve: “Escuta o próprio Filho: ‘Eu e o Pai somos um’. Não disse ‘Eu sou o Pai’, nem ‘Eu e o Pai é um mesmo’. Mas na expressão ‘Eu e o Pai somos um’ há de fixar-se nas duas palavras: ‘somos’ e ‘um’ (...). Porque se são um então não são diversos, e se ‘somos’, então há um Pai e um Filho” (In Ioann. Evang., 36, 9), e: “Cremos, pois, em Deus, que desde toda a eternidade gera o Filho; cremos no Filho, Verbo de Deus, que é gerado desde a eternidade; cremos no Espírito Santo, Pessoa incriada, que procede do Pai e do Filho como Amor sempiterno deles. Assim, nas três Pessoas divinas, que são eternas entre si e iguais entre si, a vida e felicidade de Deus inteiramente uno abundam sobremaneira e consumam-se com excelência máxima e glória própria da essência incriada; e sempre há que venerar a unidade na Trindade e a Trindade na unidade” (Paulo VI, Solemnis professio fidei, 30-VI-1968).
Em Jo 10, 31-33 diz: “Os judeus, outra vez, apanharam pedras para apedrejá-lo. Jesus, então, lhes disse: ‘Eu vos mostrei inúmeras boas obras, vindo do Pai. Por qual delas quereis lapidar-me?’ Os judeus lhe responderam: ‘Não te lapidamos por causa de uma boa obra, mas por blasfêmia, porque, sendo apenas homem, tu te fazes Deus”.
Quem vive nas trevas não suporta a presença da luz, principalmente quando essa Luz é Eterna e Verdadeira.
Os judeus compreenderam que Jesus afirma ser Deus, mas interpretam as Suas palavras como uma blasfêmia: “Chamaram-Lhe blasfemo quando perdoou os pecados do paralítico (Mt 9, 1-8) e acusando-O de blasfemo condená-Lo-ão também quando confessar solenemente a Sua divindade diante do Sinédrio (Mt 26, 63-65). Nosso Senhor manifestou, pois, a Sua natureza divina; mas aqueles ouvintes rejeitaram esta revelação do mistério de Deus Encarnado, fechando-se diante das provas que Jesus lhes oferecia. Por isso O acusam de que, sendo homem, Se faz Deus. A fé apóia-se em argumentos razoáveis – milagres e profecias – para crer que Jesus é verdadeiro homem e verdadeiro Deus, ainda que o nosso entendimento limitado nos impeça de compreender como isto pode ser. Na verdade, o Senhor, para reafirmar a Sua divindade, recorre a dois argumentos que os Seus adversários não poderão rebater: o testemunho da Sagrada Escritura – profecias – e o das Suas próprias obras – milagres” (Edições Theologica).
Nesse mundo invadido pelas seitas, milhões negam abertamente a divindade de Nosso Senhor. Os mesmos espalham folhetos, editam livros, gravam Cds e oferecem cursos, com a intenção de mostrar a todos que Cristo Jesus não é Deus.
Os judeus “apanharam pedras para” apedrejar a Nosso Senhor, mas Ele não se intimidou nem se afastou; pelo contrário, foi ao encontro deles e disse-lhes: “Eu vos mostrei inúmeras boas obras, vindo do Pai. Por qual delas quereis lapidar-me?”
Sejamos católicos fiéis a Nosso Senhor e valentes defensores de Sua divindade; não fiquemos calados quando os inimigos O apedrejarem com suas línguas malignas, mas O defendamos com coragem e convicção.
O mal está aumentado, justamente porque os católicos vivem de braços cruzados e omissos: “Recuar diante do inimigo, ou calar-se, quando de toda parte se ergue tanto alarido contra a verdade, é próprio de homem covarde ou de quem vacila no fundamento de sua crença. Qualquer destas coisas é vergonhosa em si; é injuriosa a Deus; é incompatível com a salvação tanto dos indivíduos, como da sociedade e só é vantajosa aos inimigos da fé, porque nada tanto afoita a audácia dos maus, como a pusilanimidade dos bons” (Leão XIII, “Sapientiae christianae”, n° 18).
Se perguntássemos à maioria dos católicos, se Cristo Jesus é Deus; diria que não ou que não sabe. Mas se perguntássemos aos mesmos qual é a melhor pinga e novela, todos dariam a resposta sem pestanejar. Que decadência! Que descaramento!
Em Jo 10, 34-36 diz: “Jesus lhes respondeu: ‘Não está escrito em vossa Lei: Eu disse: Sois deuses? Se ela chama de deuses aqueles aos quais a palavra de Deus foi dirigida – e a escritura não pode ser anulada – àquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo dizeis: ‘Blasfemou!’, porque disse: ‘Sou Filho de Deus!”
“Sois deuses?” Essa palavra dirige-se aos juízes, chamados “deuses” metaforicamente, por causa de seu ofício, pois “o julgamento cabe a Deus” (Dt 1, 17; 19, 17; Ex 21, 6; Sl 58). Por um argumento a fortiori, de tipo rabínico, Jesus deduzirá daí que é estranho tachar de blasfêmia que o Santo e o Enviado de Deus se diga Filho de Deus. Por causa desse título de “Filho de Deus” (v. 36, cf. 5, 25; 11, 4. 27; 20, 17. 31) vai agora decidir-se a sorte de Jesus (cf. 19, 7; ver Mt 4, 3+) (BJ).
O Evangelho mostrou-nos já várias respostas do Senhor a objeções dos judeus. Agora Jesus recorre com paciência a uma argumentação que para eles tinha força decisiva: a autoridade da Sagrada Escritura: “Cita o Salmo 82 em que Deus censura uns juizes pela sua atuação injusta, apesar de lhes ter recordado: ‘Sois deuses, todos vós, filhos do Altíssimo’ (Sl 82, 6). Se, segundo este Salmo, os filhos de Israel são chamados deuses e filhos de Deus, com quanta maior razão há de ser chamado Deus Aquele que foi santificado e enviado por Deus. Com efeito, a natureza humana de Cristo ao ser assumida pelo Verbo fica santificada plenamente e vem ao mundo para santificar os homens” (Edições Theologica), e: “Os Santos Padres constantemente proclamam nada estar remido que não tivesse sido primeiro assumido por Cristo. Ora Ele assumiu por inteiro a natureza tal qual ela existe em nós, pobres e miseráveis, rejeitando dela apenas o pecado. De Si mesmo disse Cristo que era Aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo” (Ad gentes, n° 3), e também: “...as coisas reveladas por Deus, contidas e manifestadas na Sagrada Escritura, foram escritas por inspiração do Espírito Santo. Com efeito, a Santa Madre Igreja, segundo a fé apostólica, considera como santos e canônicos os livros inteiros do Antigo e do Novo testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo (Jo 20, 31; 2 Tm 3, 16; 2 Pd 1, 19-21; 3, 15-16), têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja (...). E assim, como tudo quanto afirmam os autores inspirados ou hagiógrafos deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus, para nossa salvação, quis que fosse consignada nas sagradas Letras” (Dei Verbum, n° 11).
Em Jo 10, 37-39 diz: “Se não faço as obras de meu Pai, não acreditais em mim; mas, se as faço, mesmo que não acrediteis em mim, crede nas obras, a fim de conhecerdes e conhecerdes sempre mais que o Pai está em mim e eu no Pai’.
Procuravam novamente prendê-lo. Mas ele lhes escapou das mãos”.
As obras a que Se refere o Senhor são os Seus milagres, em que se manifesta o poder de Deus: “Jesus apresenta as Suas palavras e as Suas obras como uma unidade, em que os milagres confirmam as Suas palavras e estas explicam o sentido dos milagres. Por isso, quando afirma que é o Filho de Deus, confirma esta revelação com os milagres que realiza. Assim pois, se ninguém pode negar o fato dos milagres, justo é reconhecer a veracidade das Suas palavras” (Edições Theologica).
Os judeus não suportando ouvir essas palavras da boca do Senhor, tentaram prendê-lO, mas Ele lhes escapou das mãos.
Católico, pregue sem medo que Cristo Jesus é Deus, e não deixe os inimigos “prenderem” os seus lábios com ameaças e ataques: “... a palavra de Deus não está algemada” (2 Tm 2, 9).
Tapemos os nossos ouvidos para as vozes estranhas, isto é, para os uivos dos lobos; e prostremo-nos aos pés do Bom Pastor, prometendo-Lhe obediência e docilidade: “Aonde vais, bom pastor, que carrega aos ombros todo o rebanho? (pois é uma só ovelha a natureza humana que impuseste sobre os ombros). Mostra-me o lugar da quietude, leva-me à erva boa e nutritiva, chama-me pelo nome e, assim, eu que sou ovelha, ouvirei tua voz; e por causa de tua voz, dá-me a vida eterna: ‘Mostra-me o amado de minha alma’. Chamo-te com esta expressão, porque teu nome supera todo nome e todo entendimento e nem a natureza racional toda inteira pode dizê-lo ou compreendê-lo. Por isto teu nome, pelo qual se conhece tua bondade, é meu bem-querer para contigo. Como não te amar, a ti que tanto me amas, ainda mesmo sendo negra, a ponto de entregares tua vida pelas ovelhas que apascentas? Impossível imaginar maior amor que o trocar tua vida por minha salvação.
Ensina-me ‘onde apascentas’. Encontrando o campo saudável, tomarei o alimento celeste; porque quem dele não se nutre não pode entrar na vida eterna. Correrei à fonte, beberei da água divina que tu proporcionas aos sedentos. Igual à fonte, deixas correr água de teu lado, veio aberto pela lança; para quem beber, ela se ‘tornará fonte de água a jorrar para a vida eterna’.
Se me apascentares deste modo, far-me-ás deitar ‘ao meio-dia’, quando, dormindo logo na paz, repousarei na luz sem sombras. O meio-dia não tem sombra, o sol cai a pino; nesta luz, fazes aqueles que alimentaste, ao pores teus filhos contigo no quarto. Ninguém será considerado digno deste repouso meridiano, se não for filho da luz e filho do dia. Quem se separa igualmente das trevas vespertinas e matutinas, quer dizer, de onde começa e de onde termina o mal, está no meio-dia e, para nele deitar-se, ali o colocará o sol da justiça.
Mostra-me, pois, como repousar e ser apascentada e qual é o caminho para a quietude meridiana; não aconteça que, escapando-me da guia de tua mão, pela ignorância da verdade, venha a reunir-me com rebanhos estranhos aos teus.
Falou assim, solícita pela beleza que lhe veio de Deus e desejosa de entender de que modo e para sempre a felicidade existe” (Do comentário sobre o Cântico dos Cânticos, de São Gregório de Nissa, bispo).
Peçamos a Cristo, Bom Pastor, para que envie para a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, santos pastores; homens cheios de caridade e preocupados com a salvação das almas: “Ninguém é bom pastor, se não se tornar pela caridade um só com Cristo e membro do verdadeiro pastor” (Da Exposição sobre o Evangelho de João, por Santo Tomás de Aquino, presbítero, cap. 10, lect. 3).

CORAÇÃO ACOLHEDOR DE JESUS


“Ninguém jamais viu a Deus; o Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou” (Jo 1,18). Pode-se representar um Deus que nunca se viu?
Na cena da Criação de Adão, Miguel Ângelo não hesitou em dar um “corpo” ao Criador, que, no entanto, é Puro Espírito. Num momento de grande inspiração, representou-o apontando o indicador para o primeiro homem, feito de barro, no ato de lhe comunicar o sopro da Vida...
No livro de Daniel, o Eterno aparece para o profeta sob o aspecto de um ancião de cabelos brancos: “Eu continuava a olhar; tronos foram colocados e um ancião se sentou; suas vestes eram brancas como a neve e sua cabeleira era como a lã imaculada; seu trono era feito de labaredas com rodas de fogo ardente. Um rio de fogo, que jorrava à sua frente, corria. Centenas de milhares o serviam, dezenas de milhares de miríades o assistiam. (Dn 7,9-10)
Deve-se observar que as teofanias do Antigo Testamento trazem o fogo como um cenário natural, símbolo do Amor divino. Numa das vezes em que foi possuída, Micheline Boisvert recebeu também uma visão, na qual lhe foi mostrado o Pai oferecendo à terra o coração de seu bem-amado Filho. A partir de indicações precisas da vidente, o artista, pintor e retratista Richard Goudreau pôde realizar essa representação, conhecida, daí em diante, pelo nome de “a imagem do Coração Acolhedor de Jesus, dádiva do Pai todo-poderoso.
Em nossa humilde opinião, essa imagem tem valor de ícone. Aquele que souber ler com os olhos do coração descobrirá uma mensagem importante “escondida para os sábios e os inteligentes, mas facilmente revelada para os pequeninos do Reino” (Mt 11,25). Três elementos principais compõem essa imagem: o Pai, o Coração e a Terra.
O Pai: Levemente inclinado para a frente, como que suspenso no Céu, com sua poderosa Luz, o Pai, cujas mãos estão estendidas, solta um grande e radioso Coração vermelho em direção à Terra que está recoberta de trevas espessas. Das palmas de suas mãos saem raios intensos: essa representação nos remete às palavras do profeta Habacuc: “Seu brilho é parecido com o da luz; dois raios brotam de suas mãos, onde se vela todo o seu poder”. (Ha 3, 4)
O Coração: Uma coroa reluzente de espinhos, toda em ouro, contorna o grande Coração e dos espinhos brotam intensos raios de luz que vêm inundar a Terra inerte. Esses sinais nos falam , sem dúvida, sobre o Amor excessivo do Salvador e sobre os martírios inomináveis infligidos ao seu adorável Chefe durante sua Paixão; e eis que, somos, também, participantes da Vitória do Grande Padre que entrou no Santo dos santos para receber do Pai a sua recompensa: “Tu coroastes o Cristo de glória e de honra” (Cf. He 2,7-9; Sal 8,5-7). Nessas mensagens, a coroa de espinhos é vista como uma proteção para as pessoas e as regiões que estão a ponto de passar pela provação da grande purificação, anunciada pelos profetas de nosso tempo.
A Terra: Ela não pode ter a luz pois está sujeita à “vaidade”, segundo a palavra de São Paulo (Cf. Rom 8,20). Assim, é com grande alegria que acolhemos as grandes manifestações do Coração de Cristo, Rei do universo: “Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Col 1,13).
No que consiste o Coração Acolhedor de Jesus? Nesses tempos de grandes tribulações, o Pai muito amado faz descer sobre a humanidade o Coração de seu bem-amado Filho, que vem derramar, em nós e para nós, os poderes das graças e da luz que ele reserva para seus filhos na Terra, ultimamente. Muitos dentre eles se desgarraram e não possuem mais o desejo de receber, em seus corações, o Amor total do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Nessas mensagens recebidas, o Coração Acolhedor está presente como uma “tábua de salvação”, para tentar resgatar todos os seus filhos que, lamentavelmente, o inimigo lança nos abismos do sofrimento, da angústia e do desespero, com o intuito de que se percam para sempre. Qual pai ficaria indiferente a tal infortúnio! “Deus tanto amou o mundo de tal maneira que nos deu seu Filho, o único, para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Joã, 3, 14)
Portanto, Jesus vem de coração aberto. Somente ele pode acolher o Amor Puro do Pai, que se manifesta particularmente na onipotência da Eucaristia. Não é ele o único Mediador? “Por ele, com ele e nele”(prece eucarística).
O Coração de Jesus quer acolher as nossas oferendas e as de todos aqueles com os quais nos importamos. “Vinde a mim vós que estais cansados de carregar os seus pesados fardos, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração, e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mt, 11,28).
Sabemos que Jesus dá importância tão grande ao acolhimento que faz deste uma condição de identificação consigo. “Quem vos recebe, a Mim recebe. E quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou” (Mt, 10,40). O Coração de Cristo é oferecido na Cruz para nos salvar, e nele está o Amor do Pai por nós “no que reside toda a sua plenitude”. (Col 2,9). O Rei está no Coração de Jesus e constitui o ponto comum de todos os corações.
Muitas das pessoas que receberam o Coração Acolhedor nos falam sobre a alegria de rezar, de maneira totalmente nova, usando a palavra “acolhedor”. Desta forma, distanciam-se de si mesmos para se concentrar em Cristo. “Pai, vem até nós, com o Coração Acolhedor de teu Filho bem-amado, toma todo o nosso ser.” Que seja dada a nossa resposta de amor àquele que disse: “Não existe Amor maior do que dar sua vida àqueles que se ama” (Joã, 15,13).

terça-feira, 22 de julho de 2008

A BIBLIA : POR ONDE COMEÇAR


É muito relativo determinar por onde se deve começar a leitura da Bíblia, pois depende muito da experiência de cada comunidade ou de cada pessoa. Entretanto, aqui fica uma sugestão.A Bíblia, biblioteca do povo de Deus, converge para um centro que ilumina o passado e o futuro: o mistério pascal de Jesus - a sua encarnação, actividade, paixão, morte e ressureição. É a partir desse centro, experienciado e reflectido pelas comunidades cristãs, que encontramos a ligação, o cimento, que une toda essa biblioteca. É em Jesus Cristo que a história do povo do Antigo Testamento vai adquirir o seu significado pleno, dentro do projecto de Deus e será modelo para todas as comunidades que formam o novo povo de Deus, em todos os tempos e lugares.Para quem inicia a tarefa de percorrer a Bíblia fá-lo-á com mais segurança e luz se começar a lê-la e estudá-la a partir de um primeiro contacto com o seu personagem central: Jesus. O livro que mais se presta para esse primeiro contacto com Jesus é o Evangelho de Marcos. Foi o primeiro Evangelho a ser escrito; é o mais curto e o mais simples dos Evangelhos; Marcos tem como objectivo justamente responder à pergunta "quem é Jesus?". Depois, poderemos então começar do início, do Génesis, lendo sem pressa, e aos poucos conheceremos as experiências de um povo, com as suas fidelidades e infidelidades, os seus conflitos e esperanças. A partir de Jesus, iremos reconhecendo na história do povo da Bíblia o que é o projecto de Deus e o que não é. Deste modo, a nossa vida e história também serão iluminadas pelo caminho desse povo.






AS FESTAS NA BIBLIA


Em cada semana, uma festa: o sábadoSábado significa descanso e, segundo o preceito bíblico, é o dia em que cessa todo o trabalho, sendo um tempo sagrado, de Deus. O sábado tem, pois, uma função litúrgica, pois é um dia de louvor ao Deus criador do mundo e do homem: "Concluída no sétimo dia toda a obra que havia feito, Deus repousou no sétimo dia, do trabalho por Ele realizado. Abençoou o sétimo dia e santificou-o, visto ter sido nesse dia que Deus repousou de toda a obra da criação." (Gn. 2, 2-3)A Bíblia fala da santificação do sábado pelo Senhor, quer dizer, Deus colocou no sábado um pouco da sua própria santidade e o povo tem a responsabilidade de, um dia por semana, imitar a santidade de Deus.O sábado tem também uma função social já que permite o descanso da família, escravos, estrangeiros e animais, estando associado a um clima de alegria (Dt. 5, 12-15; Os 2, 13). É que se Deus libertou o seu povo, este não tem o direito de escravizar nada nem ninguém: "Recorda-te de que foste escravo no país do Egipto, de onde o Senhor, teu Deus, te fez sair com mão forte e braço poderoso. É por isso que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado." (Dt. 5, 15). Guardado por todos, criava um clima de solidariedade e irmandade.Não é apenas descanso por descanso, mas sim um descanso funcional e dinâmico. Trata-se de um descanso positivo, um memorial semanal da libertação do Egipto e que lembrará perpetuamente o sentido da liberdade (Jr. 17, 20-27).A proibição de qualquer trabalho dos homens e animais neste dia significa que Deus é o único absoluto do homem no meio das (pre)ocupações da vida semanal. Deste modo, o sábado judaico termina à tarde com a oração "separação" (havdalah), pois separa o dia santo, o tempo de Deus, do resto da semana, o tempo profano. O fariseísmo, levando ao extremo a proibição do trabalho ao sábado, fez desta festa semanal da liberdade o dia semanal da escravidão, levando Jesus de Nazaré a afirmar que "O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O Filho do Homem até do sábado é o Senhor." (Mc. 2, 27-28)Desde os primórdios da Igreja que os cristãos deixaram de guardar o sétimo dia, que não poderia ser de festa porque Jesus estava no túmulo, para guardarem o primeiro dia da semana, altura em que Jesus ressuscitou. O Apocalipse de João já fala do domingo, dia da Ressurreição, como "Dia do Senhor" (Ap. 1,10).
Em cada semana de anos, um ano de festa: o ano sabáticoApesar da expressão não surgir na Bíblia, o Ano Sabático liga-se à ideia de "sábado" (7º dia) e, como tal, à ideia de liberdade. Antes de mais, liberdade da terra: "Semearás a terra durante seis anos e colherás os seus produtos. Mas no sétimo ano, deixarás a terra em repouso e abandonarás os seus frutos, que os pobres do teu povo comerão e os animais selvagens comerão o que sobejar (...). Trabalharás durante seis dias, mas no sétimo dia descansarás, a fim de que descansem igualmente o teu boi e o teu jumento e possam respirar o filho da tua escrava e o estrangeiro." (Ex. 23, 10-12; ver também Lc 25, 2-7)Em Gn. 2, 2-3, a liberdade sabática passa de Deus aos homens e destes aos campos, que ficam livres de produzir alimento e o que produzem pertence aos mais pobres. Portanto, alarga-se o preceito do sábado às coisas, aos animais e escravos (Ex 21, 2-3).Esta liberdade das pessoas era total, estendendo-se ao domínio económico, pois um homem carregado de dívidas não era um homem livre (Dt. 15, 1-9). No Ano Sabático, os mais pobres ficavam livres das suas dívidas, restituindo-se os bens aos antigos e verdadeiros donos. Muitas vezes, esses bens eram vendidos ou dados em penhora devido às dificuldades económicas e, com a instituição do Ano Sabático, pretendia-se maior igualdade (a que fora estabelecida durante a distribuição das terras pelas tribos) e justiça social.