FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 19 de julho de 2011

ENCARANDO A VERDADE PARA O BEM ESTAR.



“O stress é causado em parte por relacionamentos humanos mal resolvidos. Se melhorarmos a capacidade de nos relacionar, teremos menos brigas, menos stress e, consequentemente, menos processos e pessoas doentes”, diz o italiano Piero Massimo Forni. Professor da Universidade Johns Hopkins e um dos maiores especialistas mundiais no estudo da civilidade.
Se fala muito sem dizer nada.
Se vê muito sem enxergar nada.
Se ouve muito sem escutar nada.
Se beija muito sem sentir nenhum cheiro.
Se abraça muito sem sentir calor.
Se anda muito sem chegar a nenhum lugar.
Se junta muito sem estar ao lado.
Se deseja muito sem nada oferecer.
Se presenteia muito sem nenhum coração.
Se critica muito sem nenhum elogio.
Se ira muito sem nenhum equilíbrio.
Se odeia muito e muito sem nenhum amor.
Se exigir muito sem nenhuma obediência.
Se mente muito sem nenhum medo da verdade.
Se sonha muito sem nenhum pensamento realizável.
Se propaga muito a fé em Deus sem nenhuma prática evangélica.
Se diz e escreve muito sobre a felicidade e sem nenhum prazer de viver.
Se promove muito a paz e sem nada fazer contra a indústria bélica.
Se fala muito em respeito pela vida e sem nenhum temor de matar.
Se legisla muito e sem nenhum fim da impunidade.
Se confia muito na justiça e sem nenhum término a corrupção.

 “Quanto aos homens maus e impostores, eles progredirão no mal, enganado e sendo enganados. Tu, porém, permaneceu firme naquilo que aprendeste como certo; tu sabes de quem o aprendeste. Desde a tua infância conheces as sagradas letras; elas têm o poder de comunicar-te a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus”, escreve para o jovem bispo Timóteo, São Paulo Apóstolo, Doutor e Missionário da Igreja Primitiva (2 Tm 3, 13-15).
Encarar a verdade para derrubar as barreiras da hipocrisia; tirar as máscaras; se libertar da maldade e praticar a caridade; buscar a sabedoria celestial para eliminar a boçalidade e viver com qualidade de vida: física, emocional e espiritual. Trabalhar incansavelmente pela civilização do amor. Tudo em prol da verdade pela paz e felicidade de todos.
“A verdade de Cristo é o fundamento para o bem-estar individual e social.”

Pe. Inácio José do Vale
Escritor e Conferencista
Professor de História da Igreja
Especialista em Ciência Social da Religião
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
 

UMA JORNADA DE PESO

Mais de dez mil jovens de vários estados brasileiros terão o privilégio de representar o Brasil numa JMJ, Jornada Mundial da Juventude. O encontro já se firma como tradição e terá como figura central dentre seus assessores o papa Bento XVI. Será em Madri, Espanha, de 16 a 21 de agosto próximo. Será mais uma oportunidade para a juventude católica brasileira sentir-se inserida no contexto de uma Igreja verdadeiramente Universal.

O encontro acontece desde 1986, a cada dois ou três anos, não apenas com o objetivo de congraçamento entre os jovens, mas para celebrar de maneira universal a fé e a alegria da revelação messiânica de Jesus a toda a humanidade, em especial aos jovens. Resgata a afirmativa de Pedro diante da questão: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem”? E Pedro não hesita na resposta: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”! Da mesma forma que, por ocasião da primeira jornada presidida por João Paulo II, fundador desse evento, este lhes deixou uma frase de efeito e uma cruz como presentes: “Só em Cristo morto, mas ressuscitado, se encontra a redenção”.

Simultaneamente, as dioceses brasileiras estão sendo convidadas a realizarem uma pré-missão entre os dias 10 e 15 de agosto, dando oportunidade aos jovens que aqui ficarem de se sentirem unidos a esse encontro. Serão convidados à oração, reflexão ou quaisquer outras atividades que possam inseri-los nesse evento mundial. Para tanto, o secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Juventude Missionária, padre Marcelo Gualberto, que chefia a delegação brasileira, faz questão de divulgar o site www.jmjbrasil.com.br/jmj/, onde estarão sendo postadas todas as referências e atividades desse grande acontecimento católico.

Dadas essas informações básicas, não há nada mais revelador que antever, nas entrelinhas dessas atividades, um grande sinal de esperança, pois que num painel de grandes contradições ou mesmo negativas à crença cristã, eis que nossa juventude se levanta e diz não às opiniões contrárias à sua fé. Nem tudo está perdido, como às vezes deixamos escapar. O Cristo, Filho de Deus vivo, não deixou de lado seu cajado e continua apascentando seu rebanho, em especial nossos jovens, como a maior riqueza desse mundo. Diria o poeta  Fontoura Xavier: “Sondai a terra...no seu ventre aflito/ Revolvei-lhe o recôndito tesouro;/ E, envolto nas agruras do granito,/ Encontrareis o ouro...” É que às vezes não percebemos a preciosidade que temos dentre nós.

Também é revelador o aspecto missionário dessa jornada. Desde seu início, há uma grande preocupação da Igreja em associar a JMJ à dimensão missionária da vida cristã, cuja ação se dá não só por mero atributo que a doutrina cristã nos confia, mas sim pelo entusiasmo que o anúncio do Evangelho nos proporciona. Daí que um jovem renovado pelas revelações cristãs e com o coração transbordante de alegria nessa experiência pessoal com Cristo, nunca mais será o mesmo. Multipliquem, pois, esses dez mil por cem... “Quem encontrou um tesouro, vende tudo e compra o terreno”. Quem encontrou Jesus Cristo, se despoja do passado e investe no presente, naquilo que enche seu coração de alegria.

Por essas e outras é que acredito mais e mais na força transformadora de nossa juventude cristã. Ela nos enche de esperança. Ela, só ela, tem em mãos o trunfo que buscamos para a construção de um mundo melhor, um mundo sem as aflições e conflitos que hoje dominam nossos noticiários, nossa história. Pois que das agruras do indiferentismo humano às propostas de Cristo já estamos cansados, não pelas frustrações que colhemos, mas pela decepção de uma colheita frustrada. Também, pudera, colher o quê, se plantamos pouco? Mas uma nova safra virá, mais frutuosa do que a nossa.


wagner@meac.com.br

segunda-feira, 18 de julho de 2011

PREVENIR A VIOLÊNCIA COM ESPAÇOS DE SOLIDARIEDADE



Por: Luíz e Fátima Marques
 Ao tratarmos da violência enquanto um fenômeno social e urbano, não é de surpreender a sensação de estarmos caindo em lugares-comuns: tanto por conta das já conhecidas explicações para a existência e o crescimento desse fenômeno quanto em função das prováveis opções para a sua superação. Vale dizer que essas opções foram raramente executadas de forma plena e competente pelo Estado e pela sociedade civil. O fato é que isso não pode ser mais um motivo para levar o cidadão comum à indiferença, à resignação ou ao descrédito diante desse fenômeno que não só cresce, como também ameaça, sobretudo, o futuro da nossa sociedade, uma vez que faz dos jovens, suas principais vítimas. Não há como ignorar isso, uma vez que, diariamente, a grande imprensa nos faz “contemplar” essa realidade.
Pensando especificamente na violência urbana – hoje, capaz de fazer uma “página de jornal jorrar sangue”, tamanha é sua magnitude – não é difícil entender por que ela pede uma resposta radical da sociedade¬, de cada cidadão, para além das ações públicas do Estado. Segundo o professor doutor Guilherme de Assis Almeida, docente da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o próprio conceito de violência – e o de não violência, por assim dizer, o seu melhor enfrentamento direto – não abre espaço para uma terceira opção. A violência, “enquanto ação intencional de provocar dano contra um grupo ou uma pessoa”, não é parcial, algo “mais ou menos”, afirma o professor. Ela sempre provoca dano, grande ou pequeno. Da mesma forma, a “não violência” não pode ser uma resposta superficial.
Qualquer que seja a natureza do ato violento (físico, moral ou mesmo espiritual), assim como, qualquer que seja seu grau ou origem (fruto de ação criminosa, de acidente de trânsito, atitude de desrespeito ou preconceito, suicídio ou outro), tende a possuir raízes históricas, sociais e/ou psicológicas profundas. Para Almeida, no caso da sociedade brasileira e ocidental, uma das raízes históricas mais significativas está associada ao desenvolvimento do individualismo como valor fundamental da vida humana. Um contravalor, na realidade.
O professor salienta que, curiosamente, desde o século XVIII, movimentos políticos, sociais e culturais, como a Revolução Francesa, colocaram em evidência o valor do indivíduo em reação às imposições sociais sobre a pessoa que haviam marcado toda a Idade Média.

Da individualidade ao individualismo
O resgate da individualidade da pessoa – aquilo que faz dela única, irrepetível e, portanto, traduz também suas qualidades –, especialmente com o advento do capitalismo, nas chamadas sociedades ocidentais modernas, transformou-se em individualismo – aquilo que nos faz estar centrados exclusivamente em nós mesmos – a partir do momento em que a valorização do “ser” foi sobreposta pelo acúmulo de bens como base da realização humana.
Curiosamente, esse mesmo individualismo passou a ser legitimado por discursos em defesa dos direitos da pessoa os quais, no entanto, assumiram a condição de valor absoluto. “Prevaleceu, pois, a ideia de cada um por si”, conclui o docente da USP.
Por outro lado, lemas como o tradicional “Liberdade, igualdade e fraternidade”, que marcaram eventos como a própria Revolução Francesa, foram esquecidos ou, conforme determinadas conveniências do contexto capitalista, parcialmente esquecidos. Por isso, pela perspectiva individualista, investiu-se muito na liberdade do indivíduo e no seu direito à igualdade de ter (e, hoje, talvez, de “parecer” mais do que “ser”) o que o outro tem (ou parece) e, conforme argumenta o professor Guilherme Almeida, provocou um “déficit na fraternidade”, isto é, no exercício desinteressado da solidariedade, do cuidado, do zelo para com o outro.
Esse quadro, facilmente reconhecível, mas nem sempre devidamente considerado, é um dos componentes do quadro sobre o qual se desenvolve a violência urbana em sociedades como a brasileira. Diante do fato de não poder ter o que se convencionou ser a garantia de realização pessoal, a opção mais fácil – para muitos – é a violência. Da mesma forma, parece pensar aquele que, dominando o capital, se “protege” do semelhante, mais do que protege seu patrimônio. Nesse sentido, o pesquisador da USP é categórico: erguer muros ou fazer uso de outros instrumentos de defesa não é a solução para o combate à violência.

Jovens, principais vítimas

Não fica difícil, portanto, segundo o professor Almeida, associar o consumismo ao individualismo como base para o contexto de violência. E, nessa linha, também não é difícil entender por que os jovens costumam ser, já há algum tempo, as principais vítimas dessa violência. Como vítimas prediletas da crise de valores fundamentais da vida humana – e, por isso, mais suscetíveis aos apelos do individualismo, do consumismo e do hedonismo, entre outros “ismos” que pervertem as relações sociais –, crianças, adolescentes e jovens são cotidianamente envolvidos pela violência, uma das consequências mais flagrantes desse contexto. Esse quadro é agravado pela indústria das drogas que tem, entre os jovens, seu público-alvo: são, ao mesmo tempo, traficantes e consumidores.
De acordo com o “Mapa da violência 2011 – Os jovens do Brasil” – estudo produzido por Júlio Jacobo Waiselfiz, sob o patrocínio do Instituto Sangari, de São Paulo (SP), e Ministério da Justiça do governo federal –, no que diz respeito à morte (a forma extrema de violência) de indivíduos entre 15 e 24 anos, entre o período de pouco menos de três décadas (são os dados mais recentes sobre o tema), “a taxa de homicídios entre os jovens passou de 30 (em 100 mil jovens), em 1980, para 52,9 no ano de 2008”, enquanto a taxa de homicídios de não jovens permaneceu praticamente constante ao longo desse mesmo período. “Se a magnitude de homicídios correspondentes ao conjunto da população já pode ser considerado muito elevada (ver gráfico) a relativa ao grupo jovem adquire caráter de epidemia”, conclui o estudo.
Na apresentação do seu trabalho de pesquisa, Júlio Waiselfiz explica que o estudo se concentra em dados relativos a mortes violentas, porque é muito difícil obter dados confiáveis sobre outras formas de violência. De fato, são poucos os registros de queixas feitas à polícia, relativos a furtos, trânsito, preconceito racial, entre outras formas de ação violenta. De qualquer modo, essa gama variada de formas de violência, “longe de serem produtos aleatórios de atores isolados, configuram ‘tendências’ que encontram sua explicação nas situações sociais, políticas e econômicas que o país atravessa”, argumenta o pesquisador.
A propósito do que pareceria ser mais um lugar-comum, especialistas de diferentes áreas insistem na falta de perspectiva de grande parte dos jovens brasileiros a respeito do próprio futuro. Essa lacuna, de longa história, tem levado muitos jovens a uma condição de marginalidade, no sentido amplo do termo: permanecem à margem de condições dignas de vida, de acesso à educação, lazer, alimentação, emprego, moradia etc. Evidentemente, políticas públicas de inclusão social e um sistema judiciário munido de recursos adequados e competência são o mínimo que se possa esperar do Estado, particularmente no sentido de tirar jovens e outros segmentos sociais das condições que, como bem sabemos, os torna amplamente vulneráveis à violência.

Uma pergunta fundamental

Praticamente, existe um grande consenso em relação ao fato de que a exclusão social é geradora de violência. No entanto – e aqui retornamos à questão do nosso modelo de sociedade colocado no início deste artigo – uma questão que, talvez, não esteja sendo tratada com o devido cuidado: sobre quais valores fundamentais o Estado e toda a sociedade devem fundamentar-se para apresentar uma proposta para a população marginalizada e, especialmente, indefesa? Em outras palavras, não se está dando a devida importância à pergunta: é possível construir um modelo de inclusão social baseado nos valores que mantêm a sociedade atual individualista e de consumo? Ou melhor: se o nosso estilo de vida leva os jovens a identificar realização e bem-estar pessoais com possesso de certos bens de consumo, não estamos criando as bases para frustrações individuais e conflitos sociais?
Em última análise, a pergunta de fundo que deveria ser feita no enfrentamento da questão da violência é: existe a possibilidade de insistir num projeto de realização pessoal e profissional que prescinda do exercício da relação com os outros e de um projeto de fraternidade entre todos? Com efeito, para a professora doutora Miriam Abramovay, docente da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flasco) e especialista em estudos sobre a juventude, a violência que hoje explode, por exemplo, no ambiente escolar não pode ser compreendida apenas no seio da própria escola, mas é essencialmente fruto da crise nas relações sociais que nascem fora da escola.
Segundo ela, a violência que atinge os jovens, dentro e fora da escola, é fruto da crise desses mesmos valores que definem o sentido para a vida do ser humano. Por isso, a professora chama a atenção para o fato de que a chamada “sociedade do espetáculo”, que, pela grande mídia, faz da violência um “show”, incute nos jovens valores que, deliberadamente, mascaram comportamentos violentos. Não bastasse isso, e de forma contraditória, essa mesma mídia costuma culpabilizar, com frequência, os próprios jovens pela violência.

O papel da comunidade

A propósito da questão da violência na mídia, o professor Guilherme de Almeida reconhece a necessidade da divulgação dos fatos violentos, porque de interesse público. Mas, ao mesmo tempo, ironiza: “Violência é uma ótima notícia de jornal”. Nesse sentido, ele critica a sensação generalizada de insegurança que a grande imprensa ajuda a criar, mediante abordagens sensacionalistas. Segundo o docente, parece faltar à mídia cumprir o papel de articulação para o diálogo e a reflexão sobre o tema, bem como para o esclarecimento verdadeiro dos fatos violentos.
Como meio privilegiado de articulação e formação da opinião pública, cabe à mídia esse papel de favorecer a consciência crítica sobre o tema da violência, argumenta o professor. A esse respeito, ele defende que, no lugar da construção de muros e em vez de tratar a questão da violência apenas como um problema de segurança, é justamente a criação de laços, de espaços de convivência, a alternativa radical para iniciar o processo de superação da violência, especialmente nas grandes cidades. Espaços que ultrapassem os limites impostos por categorizações sociais e que, desse modo, aproximem as pessoas, todas as pessoas de forma natural, sem imposições culturais. Assim chega-se à raiz da questão.
Embora admita que a resposta total às diferentes formas de violência seja complexa, porque exige a ação conjunta de diferentes atores sociais, Almeida aposta que a raiz da não violência está aí e se faz, sobretudo, pela ação das famílias e das pequenas comunidades que assumem a iniciativa dessa responsabilidade. Em alguns casos, o que se vê é o poder público atuando como parceiro em vez de impor programas e projetos “de cima para baixo”, tal qual um “estrangeiro”.
É nas comunidades, segundo o pesquisador, que crianças, adolescentes e jovens, pela convivência estimulada por agentes como a escola, a igreja, a associação de moradores, mediante pequenos projetos sócio-culturais de sua própria iniciativa, são capazes de criar uma identidade e, desse modo, valorizar o que possuem, mantendo-se mais ilesos aos apelos do consumo e da consequente violência.
Essa visão corresponde exatamente à experiência da Ilha Santa Terezinha, de Recife (PE), comunidade ameaçada pelo mercado imobiliário daquela região, conforme divulgou Cidade Nova, na edição de junho deste ano. No seio de uma comunidade capaz de criar espaços de convivência pacífica a ponto de constituir um “patrimônio espiritual” para a própria sociedade ao seu entorno, não há oportunidade para a supremacia da violência.
Essa também é a experiência e é também opinião da psicóloga Guiomar da Costa Braga, que atende voluntariamente crianças no Projeto da Afago (Associação de Apoio à Família, ao Grupo e à Comunidade), no bairro da Pedreira, periferia de São Paulo (SP). Ela diz viver ali na Pedreira uma experiência de relacionamento autêntico e construtivo com as crianças, pais e outros moradores do bairro. Uma experiência em cujo contexto a violência está diluída, resume a psicóloga. Mesmo que possam existir casos de problemas entre pais e filhos, com eventuais situações de agressão, Guiomar diz que há mais de 20 anos não se tem notícia ali de fatos de violência grave, associados a atos criminosos. Essa realidade – no interior de uma metrópole como São Paulo – é um caso raro e testemunha a diferença que a vida da comunidade faz, argumenta emocionada.
A psicóloga – cuja atuação profissional segue a linha da logoterapia, concebida por Viktor Frankl – salienta que, para ela, assim como para outros voluntários que realizam um trabalho de promoção humana no Bairro da Pedreira, uma exigência é necessária: estar com coração aberto, livre de preconceitos, especialmente da tentação de julgar-se superior àquelas famílias simples. A experiência concreta do respeito e de outros valores fundamentais para o ser humano como partilha, solidariedade, honestidade e diálogo – mais que qualquer discurso – constitui a contribuição essencial dos moradores de comunidades como a Pedreira e Santa Terezinha – entre outras, Brasil afora – à não violência. São valores inequívocos e universais, portanto, para qualquer tempo, lugar e pessoa, argumenta Guiomar.

VIGIAR E ORAR

 Essas palavras foram dirigidas por Jesus a Pedro, Tiago e João, durante sua agonia no Getsêmani, ao vê-los dominados pelo sono. Ele tinha levado consigo esses três apóstolos – os mesmos que haviam testemunhado sua transfiguração no monte Tabor – para que ficassem ao seu lado, naquele momento tão difícil, e se preparassem com Ele pela oração, pois o que estava para acontecer seria uma terrível provação também para eles.


“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”

Mais do que uma recomendação de Jesus aos discípulos, é preciso entender essas palavras – à luz das cir-cunstâncias em que são pronunciadas – como um reflexo de seu estado de espírito, ou seja, de como Ele se prepara para a provação. Diante da paixão iminente, Ele reza com todas as forças de seu espírito, luta contra o medo e o pavor da morte, lança-se no amor do Pai para ser fiel até o fim à sua vontade, e ajuda seus apóstolos a fazerem o mesmo.
Aqui Jesus revela-se como o modelo para quem precisa enfrentar uma provação e, ao mesmo tempo, como o irmão que se coloca ao nosso lado naquele momento difícil.

“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”

A exortação à vigilância aparece com frequência nos lábios de Jesus. Para Ele vigiar significa jamais se dei-xar vencer pelo “sono espiritual”, estar sempre pronto a acolher a vontade de Deus, saber captar os sinais dela na vida de cada dia e, sobretudo, saber interpretar as dificuldades e os sofrimentos à luz do amor de Deus.
Mas a vigilância é inseparável da oração, pois a oração é indispensável para vencer a provação. A fragilida-de conatural ao homem (“a fraqueza da carne”) pode ser superada pela força que vem do Espírito.

“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”

Como podemos, então, viver a Palavra de Vida deste mês?
Também nós devemos prever, em nosso programa, o encontro com as provações, as pequenas ou as gran-des que enfrentamos todos os dias. Podem ser provações normais ou provações clássicas, com as quais, cedo ou tarde, quem é cristão, não pode deixar de deparar-se. Ora, a primeira condição para superar a provação, qualquer provação – alerta Jesus –, é a vigilância. Trata-se de saber discernir, de perceber, que são provações permitidas por Deus, não certamente para nos desencorajar, mas para que, ao superá-las, amadureçamos espiritualmente.
Ao mesmo tempo, devemos rezar. A oração é necessária, porque as tentações às quais estamos mais ex-postos nesses momentos são de dois tipos: por um lado, a presunção de conseguirmos superar sozinhos a provação; por outro, o sentimento oposto, ou seja, o temor de não sermos capazes de superá-la, como se ela fosse superior às nossas forças. No entanto, Jesus nos garante que o Pai celeste não nos deixará faltar a força do Espírito Santo, se estivermos vigilantes e se lhe pedirmos essa força com fé.


Um retrato da aprendizagem em áreas de vulnerabilidade social


Quanto maior a vulnerabilidade social do território, menor o nível da qualidade

de ensino ofertado e menor a aprendizagem dos alunos. Essa foi a conclusão da
pesquisa “Educação em territórios de alta vulnerabilidade social na metrópole”,
da Fundação Tide Setubal em parceria com a Fundação Itaú Social, o Unicef e o Centro
de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
“Alguns estudos mostram a influência da vizinhança sobre as oportunidades
educacionais. Então nosso objetivo foi apreender como numa região se dava esse
efeito quando o território é muito vulnerável socialmente”, comenta Antonio Batista,
coordenador da área de Desenvolvimento de Pesquisas do Cenpec.
De acordo com Batista, o isolamento da escola é um dos fatores que contribuem
para limitação do ensino em áreas de alta vulnerabilidade. Por conta disso, segundo
o pesquisador, a escola, muitas vezes, vê-se na necessidade de lidar sozinha com
problemas relacionados à violência, à saúde, e à assistência social. “A escola acaba
recebendo muitas tarefas e perde a capacidade de fazer aquilo que é específico dela, que
é ensinar e aprender”, revela.
Para a coordenadora da Fundação Tide Setubal, Paula Galeano, a pesquisa também tem
o mérito de apresentar, sob diversas óticas, os mecanismos que geram as desigualdades.
“A Fundação atua em territórios vulneráveis onde percebemos a reprodução das
desigualdades, devido ao precário acesso da população aos bens e serviços que não
estão distribuídos de forma justa na cidade. Nosso papel é o de integrar ações e políticas
na tentativa de romper este ciclo e promover o desenvolvimento”, conclui ela.
Uma das conclusões do estudo é que alunos com o mesmo nível sociocultural têm
desempenhos diferentes conforme o nível de vulnerabilidade do local onde se situa
a escola. Foi observado que, dentre os alunos de quarta série com baixos níveis
socioculturais que vivem em territórios de alta vulnerabilidade, 50% tiveram nível de
proficiência abaixo do básico na Prova Brasil em Língua Portuguesa, em 2007. Este
índice cai para 38% nas regiões mais centrais. Esta evidência expressa um princípio
fundamental para a Educação que é de que todos os alunos podem aprender, desde que
garantidas às condições para isto.
Segundo a diretora da Fundação Itaú Social, Valéria Riccomini, os resultados da
pesquisa indicam a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas especificas
para territórios de alta vulnerabilidade social. De acordo com Riccomini, se o estudo
indica que, de fato existem diferenças de desempenho em crianças com o mesmo nível
sociocultural, as políticas deveriam respeitar as desigualdades e as especificidades de
cada comunidade
A pesquisa está disponível para consulta no site: http://cenpec.org.br/ 

O PERDÃO





Era um vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.
Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo: Se você, meu filho, mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a Faculdade de Medicina, lhe darei então um carro de presente. Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho.
Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel. Isso era mau!.
O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou! Fora aprovado para o curso de Medicina. Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel.
Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote.
Para sua surpresa, o presente era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse.
A partir daquele dia, o silêncio e distância separavam pai e filho. O jovem se sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família.
O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. Faleceu.
No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele.
Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia: "Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha aquele que mais lhe gradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor a Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência".
Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto. Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isto leva a erros terríveis e a um fim ainda pior.
Antes que seja tarde, caro leitor, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, vai ver que há também um "cheque escondido" em todas as adversidades da vida.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ATÉ QUANDO SENHOR ?





Atualmente, é comum ver pessoas buscando enriquecer facilmente, extorquindo outros, superfaturando obras para tirar dinheiro da máquina pública e agindo com maldade. É triste e assustador, mas é fato!

Neste momento me recordo do profeta Habacuque que viu, em sua época, a iniquidade e a impiedade do seu povo e das nações poderosas que dominaram a Israel e dominariam a Judá. Com isso, ele clama a Deus e questiona:

"Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não escutarás? Ou gritarei a ti: Violência! E não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniquidade, e a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há também contendas, e o litígio é suscitado. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, de sorte que a justiça é pervertida." (
Hc 1.2-4 ARA)

Em nosso país, Brasil, a corrupção faz parte da vida de nossos políticos e da nossa sociedade de tal forma que não há uma mudança de postura, mas de perpetuação deste mal. Todos reclamam das falcatruas, mas também querem uma “fatia do bolo” e não mudam o comportamento fraudulento. Todos se queixam dos políticos, mas elegem os mesmos corruptos reclamados, em troca de benefícios. Não há transformação. Isso acontecerá até quando, Senhor?


Neste momento Deus nos responde através do mesmo profeta:

“Ai daquele que amontoa bens roubados e enriquece mediante extorsão!” (2.6). Seja por meio de desvio de verba pública, sonegação de imposto ou acordos de benefícios que contrariam a legislação vigente, isso é fraude. Então, fica a promessa de que os fraudentos serão vítimas dos seus próprios credores (v.7).

“Ai daquele que obtém lucros injustos para a sua casa, para pôr seu ninho no alto e escapar das garras do mal!” (v.9). O enriquecimento ilícito de alguém acarreta, de uma forma ou de outra, a ruína financeira de outrem. O cobiçoso age desta forma no intuito de se livrar das privações acometidas aos mais humildes. Ele não ficará impune e lhe é prometido a ruína (v.10).

“Ai daquele que edifica uma cidade com sangue e a estabelece com crime!” (v.12). Esta promessa é direcionada aos tiranos. Àqueles que levam o medo e subjugam uma comunidade é certo que sofrerão a ira do Senhor e a glória Deste será conhecida em todo o mundo (v.14).

“Ai daquele que dá bebida ao seu próximo, misturando-a com o seu furor, até que ele fique bêbado, para lhe contemplar a nudez!” (v.15). Todo aquele que ludibria outrem para humilhá-lo e destruí-lo também receberá de volta toda a humilhação e destruição que causou (vs. 16 e 17).

“Ai daquele que diz à madeira: ‘Desperte!’ Ou à pedra sem vida: ‘Acorde!’ (v.19). A idolatria é a falha moral repreendida aqui. O culto prestado a um ídolo ou o amor excessivo a algo leva as pessoas a se afastarem de Deus e buscarem os seus próprios deleites. Não se trata apenas das imagens de esculturas para culto, mas da riqueza e do poder. Os idolatras ficarão desorientados e fora do santo templo do Senhor (v.19).

Todos os fraudulentos, exploradores, tiranos, devassos, idolatras e corruptos sofrerão as consequências dos seus atos e o juízo de Deus também. Mesmo que a resposta Dele, diante de tanta corrupção moral no Brasil e no mundo, demore a vir, é certo que a justiça divina chegará e aplacará o coração do justo que sofre com tanta imoralidade e impiedade.
Porém, assim como Zaqueu se arrependeu e devolveu o que roubou, os corruptos devem se arrepender, parar com suas atitudes fraudulentas e restituir aos defraudados.

Ao que padece digo que “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele tudo fará” (Sl 37.5), fique tranquilo e espere o dia em que o Senhor aplicará a Sua justiça, pois o profeta diz:

"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos." (3.17-19 ARA)