FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 21 de setembro de 2010

EU SOU DE DEUS


Paulo escrevendo a comunidade de Coríntios faz um alerta aquelas pessoas: "Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer" (1Coríntios 3,6).


De fato, na vida, somos apenas semeadores. Plantamos a semente do amor de Deus nos corações.
Porém, é Deus que faz crescer está semente na vida da pessoa (1Coríntios 3,7).
Todos nós, homens e mulheres, temos um papel fundamental nesta nossa existência: somos cooperadores de Deus (1Coríntios 3,9).
Colaboramos com o Senhor. E na tarefa de cooperação, todos nós somos chamados a exercer o nosso serviço. Todos podem colaborar.
A comunidade dos Coríntios estava confusa. Pois pensavam que deveriam servir àqueles que lhes haviam evangelizado. E diziam entre si que pertenciam a Apolo ou a Paulo (1 Coríntios 3,4).
Paulo alerta a esta comunidade dizendo-lhes que tanto Apolo quanto ele são apenas servidores, e que exercem o seu serviço segundo o dom recebido de Deus (1 Coríntios 3,5).
Todos nós somos servidores de Deus. No Reino de Deus não há lugares preferenciais para um ou para outro que se dedica ao serviço de semear o amor. Todos têm o mesmo valor diante de Deus. E nosso serviço e cooperação têm um grande valor aos olhos do Pai.
Imaginemos quantas pessoas poderiam ser beneficiadas pelo nosso serviço cristão. Semear o amor de Deus nos corações humanos é uma nobre tarefa. Deus nos chama constantemente a nos dedicar de coração ao serviço voluntário de implantação de seu Reino de Amor.
No dia de hoje podemos aclamar como o salmista: “Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!” (Salmo 32,1). O Senhor é a nossa herança. Ele é o nosso tesouro. Um bem que ninguém pode nos roubar, porque a sua morada é o nosso coração.
O mesmo Deus que pede nossa colaboração na missão de semear formou o nosso coração e se interessa por todos os nossos atos (Salmo 32,2). Nosso coração é modelado pelo amor de Deus. Você já parou para refletir sobre está verdade? O Senhor se interessa por tudo aquilo que fazemos. Ele tem interesse por nós, pois somos importantes e valiosos aos seus olhos. Só nos interessamos pelas pessoas que nos são importantes não é mesmo? O Senhor se interessa por mim e por você!
Semear o amor de Deus, aceitar com alegria nossa condição de humildes cooperadores, reconhecermos o amor e o interesse do Senhor por cada um de nós são dádivas a serem descobertas diariamente em nossa vida.
Que você descubra a cada dia o imenso amor do Senhor por você!.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O CRISTO


A palavra Cristo tem sido bastante difundida, porém pouco considerada em seu aspecto técnico gramatical. Essa palavra multipolar em suas funções possui conceito relativo à Patente Vicária, como também alude para modalidade de comenda sobre uma Linhagem Real, (Cristo, Rei dos Judeus) se afirma, porém, e, sobretudo como uma marca de personalidade com traços característicos de sofrimento, martírio, símbolo de calvário, comportamento vicário, penitencia de sofredor, enfim compreende-se também como Título correspondente a "Ungido" e ou "Messias". O termo Cristo é o vocábulo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que significa "Ungido".


O termo grego, por sua vez, é uma tradução da expressão no hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o português como Messias. A propósito o termo Cristo é impessoal, e, portanto não se caracteriza como nome próprio, mas está como sentido designativo de Título Categórico, Posto de Honra, denota Grau Superior, Classe Hierárquica Superior. Em suma a nomenclatura Cristo refere-se à descrição do perfil profético para o "Messias Prometido", daí o seu uso tanto em ordem direta "Jesus Cristo" como em ordem inversa "Cristo Jesus". Proponho desvendar esse mistério Deus–Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência, Cl 2.2
O povo Judeu ainda hoje espera o Cristo Prometido, por não aceitar Jesus como Messias, eles viviam em busca de um sinal da parte de Jesus para exaurir toda sua dúvida sobre se Jesus era realmente o Cristo, pois si auto-afirmar como o Cristo neste contexto social era uma Blasfêmia, Jo 10 22-38 “...se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente...” Jesus porem revela apenas as características vitais do Cristo, Jo 14.6

“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida...” Cristo como o perímetro do Caminho (diretrizes da estética), o padrão da Verdade (fundamento da palavra) e o modelo de Vida (perfil ético). Para seus discípulos também chamados de cristãos, Jesus serve de ícone referencial acima de tudo, e de proeminente exemplo ético e estético para a sociedade aliciada pelo pecado. Assim como Jesus encarnou o verbo se tornando o Cristo, ele se apresentou como o exemplo para nós cristãos, Jo 13.15 “...Eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também...”, que precisamos personificar o Cristo. No entanto vem se evidenciando no meio social uma visão surreal de transes místicos, na qual Cristo toma forma de uma terapia psicotrópica que sinaliza como substâncias químicas alucinógenas, que exercem uma ação seletiva sobre as células nervosas que regulam os processos psíquicos sobre as estruturas nervosas do homem, promovendo modificações nas reações físicas do sistema nervoso, julgando Cristo como tratamento psicoterápico, com fundamentos de princípios filosóficos, capaz de causar co-dependência para os entes fracos I Co 1.10-13 “...cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; Eu sou de Apolo; e, Eu de Cefas; e, eu de Cristo...está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós?...” para Saulo embevecido em uma defesa extremamente zelosa, assolava os cristãos ao se exceder em Judaísmo, neste procedimento Cristo se tornava pedra de tropeço. Em contra partida após a sua conversão Paulo se torna o Apostolo abortivo que de perseguidor cristo se torna uma nova modalidade de vida passando a ser perseguido, assim Cristo na vida de Paulo se torna a Pedra angular de esquina.

Considerando a declaração de Pedro em; Ref I Pe 4.12-14 “...Não estranheis a “ardente Prova”...que vem sobre vós “para vos tentar” como se “Coisa estranha” vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes “participantes” das aflições de Cristo...” Sugere as “aflições de Cristo” como laboratório clínico de terapia intensiva para Capacitação e Reabilitação do desenvolvimento de um caráter estritamente Cristão. Ref Tg 1.12 “...quando for provado receberá a coroa da vida...”, configurando assim, Cristo como símbolo de Cruz.

A narrativa autobiográfica de Jesus como nome próprio dado ao filho do casal José e Maria, Mc 6.1-4 “...não é este o carpinteiro filho de Maria...?” Que teve sua concepção sobrenatural (fecundada pelo Espírito) como também seu nascimento virginal, no entanto, apesar de toda esta contra-produção mística que envolveu seu nascimento não auferiu àquela criança a patente vicária de Cristo, o Evangelho de Lucas revela que; “...o menino crescia e se fortalecia em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens...” afim de cumprir toda justiça acerca do Cristo, At 17.1-3 “...Expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos...”, a propósito Jesus já tinha conhecimento prévio do cálice que havia de padecer, devido as prerrogativas bíblicas sobre a afirmação do Cristo, arroladas pelo profeta Isaias.

O mesmo teve a precaução de não mencionar nome pessoal em suas profecias, afinal “profecia não pode constar nome pessoal”, o profeta apenas revela que o menino seria o Emanuel, Is 7.14-16.
Enfim o Salmista também revela que o Cristo para cumprir as exigências para Remissão dos Pecados, Hb 9.11-24 “...sem derramamento de sangue não há remissão...” necessariamente tomaria o Cálice da Salvação, Sl 116.12,13 “...tomarei o cálice da salvação...” Jesus no entanto oscilou em sua enfática vontade, coxeando em pensamento dúbio, entre “...passa de mim este cálice...” e o “...seja feito a tua vontade...” que poderia comprometer a sua originalidade do Cristo, no entanto com efeito Jesus logo retrucou em dizer; Jo 18.11 “...não beberei eu o cálice que o Pai me deu?...” Há um registro em; I Jo 2.22 “...quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?...” também em; I Jo 5.1 “...todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus...” Outrossim ainda hoje a nação judaica não aceita Jesus como o Cristo, Jo 7.40-42 “...outros diziam; Este é o Cristo; mas outros retrucavam; Vem pois o Cristo da Galiléia?...não diz a escritura que o Cristo vem da descendência de Davi, e de Belém?...” Isto porque todo sofrimento que Davi experimentou prefigurou o sofrimento do Cristo, Sl 22.1 e Sl 69.21.

Havia certa expectativa, um enigma sobre quem seria o Cristo, Lc 3.15,16 “...estando o povo em expectação, e pensando todos de João, em seus corações, se porventura seria o Cristo...” Todos que se apresentassem com algum componente de uma conduta vicária já se tornava suspeito de ser o Cristo. O próprio João Batista censurou se Jesus era de fato o Cristo, Mt 11.2-4 “...És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?...” finalmente Jesus é declarado O Cristo, Mt 16.16 “...Tu és o Cristo...” consumando na cruz as exigências divina para a autenticação do Cristo.

Não obstante, Paulo apresenta Cristo como uma Formação Emblemática para todo cristão Gl 4.19 “...até que Cristo seja Formado em vós...” na verdade cristo seria um projeto de Deus para construção de uma personalidade de natureza divina, Cl 3.4 “...quando Cristo, que é a nossa vida se manifestar...” pois quem está em cristo se constitui como uma nova criatura, se despojando do velho homem que se corrompe pelas concupiscências do engano...e se revestindo do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade...” sobretudo, porque, o Cristo é consagrado como Messias (redentor) pelo sofrimento e aflições, Hb 2.9,10 “...consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles...” verc’ 16-18 “...convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos...porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, assim pode socorrer aos que são tentados...” Corroborando que as aflições são as provações necessárias para o aperfeiçoamento do caráter afim de alcançar à medida da estatura completa de Cristo, Ef 4.13,14.

A propósito, cada cristão necessariamente tomará o cálice da salvação do Senhor, Mt 20.22,23 “...na verdade bebereis o meu cálice...” Assim como Paulo, “...padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo que é a Igreja...” Cl 1.24. Inclusive ele faz uma impressionante revelação “...Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mais Cristo vive em mim...” Gl 2.20.

É importante também ressaltar que Deus se revelou em toda sua plenitude através do Verbo. Na sua particular narrativa ao iniciar seu Evangelho João faz uma importante revelação, Ref Jo 1.1 “NO PRINCÍPIO era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.” O Verbo: Substantivo masculino, que denota; Tom de voz, vibração sonora, expressão e ação por meio de palavras, estado ou qualidade de um sujeito. Para melhor compreensão seria: “o verbo como o estado ou qualidade de Deus” e ou “Cristo o verbo(a Palavra) no estado corporal de Deus” Afinal a expressão “O verbo se fez carne” nada mais é que transformar conhecimento em prática de vida, e ou personificar dando forma corporal à própria palavra. Ref, Tg 1.25 - Cl 2.9.

Outrossim a palavra de Deus é viva e eficaz porque alguém viveu a sua íntegra na aplicação prática diária, e experimentou a sua eficácia. Ref, Mt 3.15 – Tg 1.22 – Cl 1.25. E o verbo se “fez” carne: A conjugação verbal “fez” está na terceira pessoa no pretérito perfeito do verbo fazer, que denota; Dar existência; ou dá forma à; praticar; executar; Ref, Ef 2.22 – I Pe 2.5. O verbo “fazer” na primeira pessoa do presente do indicativo é “Eu faço” e nesta forma alude como encargo de responsabilidade pessoal Ref, Gl 4.19 “...Cristo seja formado em vós...” Isto é, “o verbo(ou o cristo) recebe a sua forma corporal”.

Em suma toda plenitude de Deus habita corporalmente em Cristo Jesus. Ref, Cl 1.9-19.

Pensamento; “o lado mais sublime de Deus é quando Ele se humaniza, e o lado mais espetacular do homem é quando ele se diviniza”, afinal nós fazemos parte do corpo de Cristo que é a sua igreja, Ref, I Co 12.27 e como membros deste corpo (sua igreja) é fato notório que somos participantes da mesma “natureza divina” (Cristo), Ref, II Pe 1.4

Para concluir quero ressaltar que quando pregamos a “palavra da cruz” seu conteúdo principal é o “Cristo crucificado” sendo assim ela exerce ação de “Poder de Deus” e função de “Sabedoria de Deus”, pois foi no cume do calvário que se deu a consumação da “Remissão dos Pecados” pelo sangue exaurido e expiado da morte do Cristo para definitiva reconciliação da humanidade para com Deus.

Afinal a Luz do Evangelho da Glória de Cristo que é a Imagem de Deus, se constitui como o Protótipo do Cristo, da qual toda humanidade foi destituída pelo pecado de “Adão”, sendo ele mesmo a figura daquele que seria o Cristo, apesar de Adão ter sido também criado sobrenaturalmente, Gn 2.7 “...e soprou(ruach=Espírito) em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.

Outrossim, a Luz do Evangelho da Glória de Cristo, que é a Imagem de Deus e que se reflete na Face do Cristo, foi restituída para humanidade pela consumação da obra vicária vivida por “Jesus” e esta sobreexcelente glória, na face do Cristão deve ser conservado em vasos de barro. Isto é, a iluminação da Glória deste Mistério que é Cristo em Vós; - *Jesus é a plena revelação do mistério Deus-Cristo. E nós estamos atrelados a esse mistério pela plenitude do corpo de Cristo que é a igreja*

Entre Herodes e Pôncio Pilatos: um dilema eleitoral


Robinson Cavalcanti


Aprouve à Providência Divina poupar-me de votar no segundo turno das eleições presidenciais de 2006: tive de me ausentar do Brasil para cumprir um compromisso anglicano. Se aqui estivesse, viveria um triste dilema: teria de optar entre o sujo e o mal lavado, ou entre o péssimo e o menos péssimo. Creio na democracia, que está em aperfeiçoamento, como o melhor regime político; e no voto periódico, universal e secreto como uma das grandes conquistas da humanidade. A abstenção e o voto nulo ou em branco se justificam em situações excepcionais. No segundo turno é normal que quem teve o seu candidato derrotado no primeiro tenha de fazer uma opção que não é originalmente a sua.
Parece-nos evidente que há uma distância entre o avanço brasileiro presente na Justiça Eleitoral, na legislação eleitoral e no sistema eletrônico, e o atraso na desinformação política, na inconsistência programática e ideológica dos partidos, na falta de ética ou de fidelidade partidária, na compra de votos, nas candidaturas corporativas, na manipulação da mídia e na hegemonia dos setores dominantes.

No primeiro turno tivemos uma campanha morna, com os dois candidatos mais cotados posando estilos diferentes, trocando ataques no campo ético, com promessas vagas, procurando convencer o eleitor sobre quem faria melhor as mesmas coisas, com ênfases secundárias. Por trás da aparente diferença estava o fato não confessado, e não enfrentado, de possuírem o mesmo programa macroeconômico — aplaudido pelos bancos e pela imprensa conservadora —, que não conduz nem ao desenvolvimento nem à justiça social, aqui ou na China... O contraste era uma farsa e os debates, lutas do Tele-catch. Outros candidatos atuavam como figurantes, no papel dos índios em filme de cowboy. Louve-se a tentativa dos senadores e professores universitários Cristovam Buarque e Heloisa Helena de demarcarem candidaturas diferenciadas, profético-pedagógicas — nem sempre com êxito, tanto como resultado da falta de condições e da tentativa de desqualificar os outros, como pelas limitações e equívocos no encaminhamento. A malfadada política econômica Malan-Palocci não foi devidamente questionada, nem foram devidamente veiculadas propostas sérias alternativas, como as elaboradas por Carlos Lessa ou César Benjamin (vice de Heloísa).

A pessoa física do presidente Lula não tem nada a ver com o passado militante, ou as propostas uma vez defendidas, desde a “Carta aos Banqueiros”, digo, “ao Povo Brasileiro”, da campanha anterior. As denúncias de corrupção atribuídas à gestão Fernando Henrique não foram apuradas; a política econômica foi mantida e a promiscuidade das alianças foi aprofundada; a ética foi mais do que arranhada, em um governo que rompeu com a classe média, desmobilizou a antiga base popular, isolou ou expulsou os setores do PT ainda leais ao seu legado histórico e procurou cooptar o movimento sindical, com suas ex-lideranças acomodadas aos cargos de confiança do aparelho de Estado. A operação Robin Hood das políticas compensatórias, diferentemente daquela da floresta de Sherwood, não tirou dos ricos para dar aos pobres, mas tirou da classe média, deixando os ricos prosseguir incólumes em sua concentração de renda, propriedade, privilégios e poder. Depois de me esgotar rodando o Brasil nas campanhas de 1989 e 1994, sou surpreendido com a confissão de Lula: “Nunca fui de esquerda”. É compreensível que tenha saído Frei Betto e entrado Marcelo Crivela...

Como funcionário público de classe média, professor universitário, aposentado, socialista democrático e evangélico, não tinha mais razão para votar em Lula. E muito menos para votar em Alckmin, que era uma versão piorada dele, na proposta de governo e nas alianças e interesses. Um engomado gerente “pós-ideológico” da ala direita do PSDB. Com Lula ainda há setores populares minoritários dentro da sua “plural” administração que demonstram algum respeito (sem respostas práticas) pelos movimentos populares. No grupo do seu oponente os mesmos são ausentes ou criminalizados. Lula faz um “H” de maior independência. Seu oponente signifi caria um alinhamento mais subalterno para com o Império. Eu me encontraria diante do dilema: melhor Herodes ou Pôncio Pilatos? O programa “Por Um Brasil Não Homofóbico” (com verbas públicas para as “paradas de orgulho”) ou a infl uência da reacionária Opus Dei?

Nas eleições legislativas, seguindo um modelo em que mais votados perdem e menos votados ganham, São Paulo nos brindou com os estadistas Maluf e Clodovil. E o fato mais alvissareiro foi a redução, em mais de 50%, da “bancada evangélica”, com a derrota de “candidatos ofi ciais”, gente escassa em capacidade e em testemunho. Agora os partidos que não são, e o governo e a oposição que não são, ensaiam um novo “pacto” das elites. Aos cristãos progressistas resta participar da construção de alternativas, co-beligerantes, comprometidos com os valores do reino, demonstrando que um outro Brasil é possível!

• Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política — teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo — desafios a uma fé engajada. www.dar.org.br

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CADÊ A FELICIDADE ?


"As ideias nascem do ser humano e não o oposto!"


A sociedade no espertar do presente cenário da pós-modernidade ou hipermodernidade trilha pelos meandros de uma ironia e um paradoxo. Diga-se de passagem, sem nenhuma viabilidade de alterações e mudanças a contento. Deixo ser mais claro, ou seja, durante séculos a civilização ocidental correu, tresloucadamente, atrás da liberdade, da autonomia, da capacidade e condição de ditar o ritmo das mudanças históricas.

Sem titubear, quantas episódios de conquistas sociais, econômicas, tecnológicas, científias e comportamentais. Neste ínterim, convulsões e colapsos são mosaicos indeláveis e devem permanecer nas reminiscências da humanidade. Basta relembrarmos os conflitos bélicos mundiais (da primeira e segunda guerra mundial). Além de outras mazelas encabeçadas pela cupidez, pela veia egoística e narcisísta do ser humano.

Nisto, a panorâmica geopolítica do oikos sofreu e tem sofrido tenazmente e de forma avassaladora diagnosticamos a bifurcação de uma ética utilitária, individualista, relativista e reificadora e de alguns focos de relutância e irascível contestação diante de uma contextualidade cada vez mais globalizada, uniformizada, adaptada as leis mercadológicas, consumistas e imediatistas.

Lastimavelmente, tudo, no promanar do aclamado século de tantas conquistas e avanços, parece convergir a efeito de ainda arguirmos sobre o por qual motivo prosseguimos insatisfeitos, numa abissal contradição e desumanização?

Ora, a coqueluche do progresso e do multidesenvolvimento tem nos lançado a um estado de caos e perdição.

Deveras, os bolsões de excluídos afluem como contornos e nuances desabonadoras de uma cultura de holofotes, esplendor, massificação.

As nódoas de violência tem se alastrado e arraigado por todas as instãncias sociais, independentemente daqueles considerados afortunados ou infortunados. Não importa e estamos num estado de conformismo, ou, em outras palavras, aceitamos as regras do jogo.

Cumpre notar, em todo o desdobrar dessa situação de ninguém ousar levantar a voz e apresentar alternativas, a Igreja, eu e você, tem ecoado uma mensagem sobre felicidade?

Evidentemente, de maneira alguma faço alusção a uma versão de felicidade de custos e benefícios, de uma felicidade falaciosa, de uma felicidade covarde e omissa.

Em direção oposta, levanto a bandeira por uma felicidade voltada a suscitar a proximidade e familiaridade do ser humano com o próximo.

Eis a tônica, acredito, de maneira particular, e as idiossincrasias contidas no texto de Mateus 05, das bem-aventuranças.

Vale dizer, ao desfiar os versículos do mencionado capítulo, encontramos o Deus ser humano Jesus Cristo nos convidando para uma existência regido pelo sentido, pelo destino e motivo de uma eternidade libertária, revolucionária e prática.

A grosso modo, uma espiritualidade imbuída por uma fé lúdica, descompromissada com os dogmas e legalismos de uma religiosidade sem o pulsar da paixão, o adocicar da poesia, o tempero enigmático do romance, a dinâmica e energia do recomeçar.

Ultimamente, tenho me deparado com uma constelação de templos, ícones pastorais, profetas mais assemelhados a gurus, uma síndrome de pessoas itinerantes (sempre a procura de uma revelação mais adequada, mais acertada, mais viável aos seus interesses).

Tetricamente, a comunhão espiritual do servir, do ouvir e tolerar tem sido abjetada, dentro de muitos arraiais evangélicos. Aliás, muitos porfiam por serem consumidores de sermões grandilouquentes e impetuosos; no entanto, evitar, a todo custo, fazer o simples, ou seja, participar da existência do outro, levar o evangelho da cura da existência humana, reconciliá-la consigo mesmo, com o semelhante, com a vida e o Criador.
Negar seria uma estupidez, não nos falta simpósios, conferências, livros, sites e, malgrado tudo isso, não conseguimos ser discípulos, servos, testemunhas e companheiros do Deus ser humano Jesus Cristo.

Quiçá aqui detectamos o ponto nevrálgico e visceral de uma cristandade pejada de suas razões, suas convicções, suas argumentações, suas interpelações, suas premissas e pouco, pouquíssimo afeiçoada no tocante a abraçar, a sorrir, a permitir o escoar das lágrimas, a se pautar e estribar por uma adoração e prédica coesa da palavra, a primar por uma vida de oração e comunhão inter-relacional, a decidir por uma vida cristã comunitária e não de frequentadores esporádicos de cultos.

Enquanto houver a relutância por compreendermos e discernirmos a relevância de a felicidade preconizada por Jesus representa pessoas dispostas a serem invadidas, banhadas, fecundadas pela simplicidade desse reconciliar com o Criador, bisonhamente, colheremos um discurso evangelical de ideologias e nada mais.

Por fim, ouse parar e ponderar, sobre o quão salutar configura reconhecermos a verdade inquestionável de a felicidade nascer de um coração escancarado para dialogar com Cristo.

EU SOU AMIGO DE DEUS


"Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas Eu vos tenho chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai, Eu compartilhei convosco." João 15: 15 KJA


Recebemos de Deus a capacidade de relacionarmo-nos com Ele, com os outros e conosco; a declaração do Senhor alegra-nos, os amigos. O servo não toma conhecimento das decisões do seu senhor, pois estas não lhe competem; o amigo é chamado a participar e opinar. Fazer parte da decisão.
Assim trata-nos Deus; o arbítrio livre e a alegria de tê-Lo por perto. Somos amigos de Deus; tudo que a nós diz respeito interessa ao Pai e esta é a vida cristã na sua integralidade: somos mútuos quando as coisas de Deus ocupam o meu coração e os meus pensamentos e orientam o meu cotidiano. "E a paz de Deus, que ultrapassa todo entendimento, guardará vosso coração e os vossos pensamentos em Cristo Jesus (...) nisso pensai." Fp 4: 7-8b
Não há conflito entre o livre-arbítrio e o serviço que prestamos ao Reino; amigos são infinitamente mais chegados que servos. Amigos servem de bom coração.

Eu sou amigo de Deus; da minha intimidade com Ele apreendo a minha real condição de amigo, amigo de Deus, por isso abandono o relacionamento anterior no qual prevalecia o hábito de pedir coisas, (que receberei de acordo com a Sua perfeita vontade que é santa e boa ) e me dirijo a Ele nos termos da amizade sem igual, “as palavras d’Ele permanecem em mim, e eu permaneço n’Ele!”

Isso me leva a um novo relacionamento de dependência, lealdade e cooperação: “E que Cristo habite por meio da fé em vosso coração, a fim de que, arraigados e fundamentados em amor, vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade, e, assim, entender o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que sejais preenchidos de toda a plenitude de Deus.” Ef 3: 17- 19

O Senhor Espírito Santo tem se aproveitado das minhas atuais leituras pra produzir em mim essa nova consciência desse novo relacionamento; ando meio constrangido por me apresentar assim ao Pai, “sem tirar nem por”, desconverso em meio à prece, calo-me na confissão (ainda); é assim o tempo todo. Complicado ser íntimo, né?

Mais de duas décadas e eu aqui aprendendo uns trem novo sobre Deus, meu amigo Deus; parece noivado ou aquela amizade profunda onde não cabe maquiagem nem rodeios. Tudo é absurdamente belo, difícil e cheira muito bem!

“Ah, gastar tempo aqui contemplando o mar e sendo feliz!”

Boa essa minha condição de amigo de Deus, que criou e sustenta e interage com tudo que alcança a minha vista e além, e ainda se importa comigo, dedica-se ao meu dia e me alimenta, cura, capacita, anima,renova e protege.

Nessa perspectiva de filho do Criador do universo vou apoucando-me no conceito que outrora tive e ainda tenho de mim mesmo, percebo-me diminuto, porém não mais “desimportante”; até caber na profunda simplicidade da oração ensinada por Ele, “Pai nosso...” Aproximar-me numa nova expectativa: “Portanto, acheguemo-nos com toda a confiança ao trono da Graça, para que recebamos misericórdia e encontremos o poder que nos socorre no momento da necessidade.” Hb 4: 16

Aproximar numa nova condição, amigo de Deus; ex-bandido, sim; ex-ladrão, sim; ex-viciado e ex-bêbado pelas desesperadas ruas de Belo Horizonte, também; mas amigo de Deus, que me acolhe a despeito de mim e “gasta tempo” comigo.

“; e o que vem a mim, de maneira alguma o excluirei.” “De fato esta é a vontade d’Aquele que me enviou: que todo aquele que vir o Filho e n’Ele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” João 6: 37, 40.

Ao contabilizar o passado de violência e solidão que construí, o presente que diariamente é restaurado pelo Senhor Espírito Santo e o futuro oferecido pela cruz, só me resta erguer os olhos, admirar e chorar alegremente.

Sou amigo de Deus! Isso é Graça, e me basta.


DUPLICIDADE FAMILIAR

Nascemos na chamada família biológica, no momento em que nossa mãe nos traz à luz; antes estávamos em trevas, no escuro de uma bolsa, protegidos pelo líquido amniótico, no interior do ventre materno. Foram nove meses gostosos, confortáveis, sem esforços, sem trabalho de qualquer natureza; sequer precisávamos reclamar de fome, de sede, de frio ou de calor; estava tudo ali à nossa disposição, resultado da obra maravilhosa que é a criação de Deus.



Aí chega a hora do parto, o nascimento físico na família biológica, é o primeiro nascimento; nascemos na família humana, na família Torres Alves, e nos tornamos pessoa natural, uma das classificações que a Palavra de Deus faz da pessoa humana.


Mas há, para muitos [não todos], um segundo nascimento, o novo nascimento a que Jesus se referiu quando conversava com Nicodemos; e no evangelho de João 1. 12-13 temos a explicação clara do "quando" e "como" se dá esse nascimento novo, agora não mais na família humana, natural, mas na família de Deus [família espiritual], quando adquirimos o direito de sermos chamados filhos de Deus, antes éramos criaturas de Deus.


Steve Harper no Devocionário No Cenáculo – 29.08.2010 – com razão afirma: "Todos nós entramos para a família de Deus – tornamo-nos seus herdeiros – não por genética, mas pela fé. Assim como Abraão foi considerado justo por causa de sua fé, nós nos tornamos filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo" (Jo. 1. 12-13): "Mas a todos quantos o receberam [no coração], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus".


Este é um tema que muitos não gostam de tratar, tendo em vista que se criou uma falsa premissa de que “todos somos filhos de Deus”. Há até uma tese [igreja emergente, inclusivismo], sem qualquer base bíblica, de que todos estão salvos, tendo, todavia, cada um o direito de decidir sobre essa “salvação”, ou seja, ao contrário do que é bíblico, em vez de aceitar, tem o direito de “renunciar”. É como se fosse uma grande arca [não a de Noé] em que todos embarcaram, todos estão dentro, todos estão na arca da salvação, mas ninguém tem a obrigação de ficar ali, protegido das intempéries.


Todos teriam a liberdade de saltar, a qualquer momento, abrindo mão das bênçãos, das regalias de uma vida em paz, de uma vida com amor, com graça, sob a presença e protecção de Deus.


“Na teologia emergente, a salvação foi removida do âmbito espiritual para o físico. Portanto, sua mensagem não se preocupa com a redenção da humanidade, mas em vez disso, com a restauração da terra” (...) “Essa mudança no enfoque veio à tona através de uma modificação fundamental na teologia, na qual os líderes emergentes não aceitam o pecado original, rejeitam a expiação substitutiva, negam a existência do inferno, refutam a infalibilidade das Escrituras e flertam de perto com o universalismo” (Gary E. Gilley).


Mais uma vez estamos diante de “teorias” humanas, sutis e vãs filosofias, sobre as quais a Palavra Profética de Deus nos alerta, dizendo que tais coisas aconteceriam no “tempo do fim”, e já estamos no “princípio das dores”, conforme disse Jesus, a respeito desse “tempo final.”


É tempo de falsos “sinais”, é tempo de corrupção, é tempo de crise mundial, é tempo de desastres da natureza, que sempre ocorreram, mas vêem se acelerando nos dias atuais.


É hora, pois, de despertarmos do sono; é hora, pois, de estarmos alertas; é hora, pois, de estarmos pregando, ensinando, testemunhando a Palavra de Deus, o Plano de Salvação de Deus para a humanidade; é hora, pois, de estarmos levando Jesus às pessoas, e levando as pessoas a Jesus, sem o que o segundo nascimento, o novo nascimento, não na família natural, mas na família Espiritual, a família de Deus, que nos dá o poder de passarmos a sermos chamados filhos de Deus; sim esse segundo nascimento jamais ocorrerá.


Não podemos e nem devemos nos acomodar, aceitando o inaceitável, de que todos estão salvos, de que todos são filhos de Deus, e que só deixarão de o ser se “pularem fora”; é isso o que o diabo quer, que todos se acomodem, que todos creiam nas mentiras que vão surgindo cada vez mais intensas, cada vez mais frequentes, e não busquem a Presença de Deus em suas vidas.


A única verdade é que “se alguém está em Cristo, é nova criatura, as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo” (II Co. 5. 17), e fora de Jesus não há salvação.


Finalizamos novamente citando Gary Gilley: “Aqueles que fazem uso do nome de Cristo e sucumbem a tal filosofia verificarão que serão amados e aceitos pelo sistema do mundo. Aqueles que se apegam à verdade das Escrituras e se recusam a diluir o Evangelho puro constatarão que serão progressivamente marginalizados.


Mas, tenha bom ânimo: Foi o próprio Jesus quem disse: ‘Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus’ (Mt. 5. 10).



OS CAMINHOS DA PAZ


Vivemos em um contexto em que a paz parece ter desaparecido da nossa convivência. Diante do império da naturalização da violência, desaprendemos como invocar a paz. Porém, quando ela parece ser algo tão utópico, distante, é necessário anunciarmos o reino de Deus, que é “[...] justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).


Um passeio pelas Escrituras e pela história da igreja revela o esforço de muitos em construir a paz, ainda que em algumas épocas tenham sido os próprios seguidores de Deus os perpetradores da violência. Na perspectiva do Antigo Testamento, o “shalom” é a restauração do equilíbrio e da harmonia da pessoa humana com Deus, consigo mesma, com o próximo e com toda a criação. A paz, portanto, é uma das virtudes da aliança de Deus com a humanidade (Ez 37.26; Jo 14.27).
A própria palavra “paz” reafirma a ideia de aliança. Ela deriva do latim “pangere”, que significa comprometer-se, concluir um pacto, firmar um acordo entre duas partes. Mais que ausência de conflitos, a paz consiste na construção de uma alternativa para a convivência humana.
Um exemplo desta iniciativa vem do ministério do profeta Jeremias. Os israelitas estão no cativeiro babilônico, sem solução aparente para a violência e opressão ao seu redor. Então o profeta declara que é necessário resistir ao escapismo, ao fatalismo e à vitimização, e reconhecer que a presença de Deus não é um evento perdido no passado nem um sonho projetado no futuro.

Os israelitas deveriam viver na Babilônia como uma comunidade de esperança, reconhecendo e anunciando que o poder de Deus é maior do que as forças que geram o mal e a violência. No lugar da fuga e da alienação, o envolvimento e a solidariedade. Em vez do medo, a paz. Não bastava apenas ser diferente, era preciso fazer diferença.

Diante disso surge a pergunta: Como trilhar os caminhos da missão pela promoção da paz? Algumas pistas podem nos ajudar:

“Em meio a uma cultura de violência, promover uma cultura de paz”: a resolução de conflitos de forma não-violenta; a prática da tolerância; a resiliência ante a dor e o sofrimento; o respeito em meio à diversidade e à pluralidade; a crítica das ideias sem ofensa às pessoas.

“Entender a solidariedade como um novo nome da paz”. Os Evangelhos afirmam que Jesus Cristo foi solidário na vida (cf. At 10.38) e na morte (cf. Jo 15.13). Seguindo seu exemplo, é preciso superar o individualismo e fazer dos relacionamentos uma experiência de gratuidade.

“A paz como parcela da missão integral”. A igreja em missão, com base nas aspirações do reino de Deus, deve reconhecer a paz como possibilidade real, concreta, necessária para a vida humana.

Diante do estado de opressão e violência que se apossou de nossas cidades, as Escrituras nos desafiam a rejeitarmos a alienação, o escondimento, e assumirmos o caráter missionário de nossa fé. Afinal, o próprio Jesus Cristo disse que são “felizes os pacificadores” (Mt 5.9). (A agência cristã Tearfund disponibiliza na internet [tilz.tearfund.org/português] recursos para pessoas ou grupos que queriam assumir a promoção da paz como parte de sua missão.)





• Alcir Souza é professor do Centro Evangélico de Missões, em Viçosa, MG.