FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 30 de março de 2010

CARÁTER TEÂNDRICO DA IGREJA

Diante do alvoroço com que as notícias que afetam a imagem da Igreja são divulgadas com grande sensacionalismo na Imprensa, é de bom alvitre que se tenha em consideração o caráter teândrico do Corpo Místico de Cristo. A Igreja é uma realidade divina e humana. Pio XII na Encíclica Mystici Corporis Christi explicava que, quando nesta Instituição se descobre algo que argüi a debilidade de nossa condição humana não há que se atribuir isto à sua constituição jurídica, senão à deplorável inclinação dos indivíduos ao mal, a qual o seu Fundador permite ainda nos mais altos membros da hierarquia eclesiástica, para que se prove a virtude das ovelhas e dos pastores e para que em todos nós se aumentem os méritos da fé cristã. Como dizia o Apóstolo Paulo, Jesus amou esta Igreja “e por ela se entregou a si mesmo para a santificar, purificando-a no batismo da água pela palavra da vida para apresentar a si mesmo esta Igreja gloriosa sem mácula, sem ruga ou coisa semelhante, mas santa e imaculada” (Ef 5, 24-27). O divino que há na Igreja brilha, precisamente, com maiores fulgores no meio das sombras. Deus respeita sempre a vontade livre do homem. A melhor prova da indestrutibilidade da Igreja é, exatamente, o fato de que, apesar das múltiplas faltas dos homens, clero e fiéis, ela não pereceu e nem perecerá nunca. O próprio papa Adriano VI, em plena ofensiva luterana ordenou em 1522 a seu legado na dieta de Nuremberg: “Havereis de dizer: reconhecemos que Deus permitiu esta provação à Igreja por causa dos pecados dos homens, particularmente dos sacerdotes e prelados”. Muitas vezes se esquece que entre apenas doze Apóstolos um traiu vilmente a Jesus, o qual na hora de sua morte só pôde contemplar aos pés da Cruz, o evangelista São João. São Pedro que seria constituído Chefe de Sua Igreja, antes, O negou lamentavelmente diante das autoridades judias. Nos Evangelhos deparamos diversas recriminações do Mestre divino a seus discípulos. A própria Igreja mostra seu caráter teândrico ao rezar se dizendo “santa e pecadora”. Diante dos pecados cometidos pelos cristãos cumpre orar, e orar muito, para que Deus proteja a todos contra o Inimigo, como Jesus ensinou: “Não nos deixeis cair em tentação”. A verdade é que medidas disciplinares têm sempre sido prudentemente tomadas pelas autoridades da Igreja, através dos tempos, com muita firmeza, mas com suma caridade, diante de toda atitude condenável por parte de qualquer elemento do Clero. Ela jamais transigiu, condescendeu compactuou com a imoralidade seja ela qual for. É o caso, porém, de se dizer aos que se julgam impolutos, o que falou Jesus aos fariseus: “Quem dentre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Cumpre que se lembre o está no Salmo: “Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós?” (Sl 129,3). Que se oponha a virtude ao sensacionalismo rancoroso e odioso. Cumpre execrar o pecado e criar condições para que não haja o desprezo ao Decálogo, mas que cada ser humano procure primeiro, ele mesmo, estar de acordo com o Mandamentos sagrados da Lei divina. A virtude é mais luminosa que o vício. Quanta beleza há no jardim da Igreja, flores perfumadas com as ações mais gloriosas de santos eminentes. O erro e seus comparsas contam, porém, com as forças do mal para não dar ênfase ao que há de heróico na vida de milhares de batizados, leigos e Ministros ordenados. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.






Última Alteração: 12:17:00



Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Local:Mariana (MG)

segunda-feira, 29 de março de 2010

QUANDO TUDO PARECER PERDIDO


                                                                                               E a esperança desaparecer,


procure por Mim... Estou a teu lado,

embora não me vejas...



Quando lágrimas,

insistirem em cair de teus olhos,

lembra do sangue que derramei,

para que fosses feliz...





Se um desejo de morrer,

tomar conta de teu ser,

Lembra que tua morte será em vão...





Eu morri para salvar os homens,

e mesmo assim não consegui...





Eu tenho meu tempo,

Eu sou dono da vida e da morte,

e só morrerás em meu tempo...





Quando tudo parecer breu,

os desamores,

as descrenças,

as desesperanças,

insistirem em tomar conta,

de teu coração,

Me busca, nunca abandonei

quem de Mim precisa,

e não será tu, que confias em Mim,

que deixarei desamparado...



Vamos coloque um sorriso,

neste rosto,

erga a cabeça e siga em frente,

logo, logo, sentirás minha presença,

e tudo se resolverá...



Tristezas, não cabem em meu mundo,

e se te provo em coisas da vida,

é porque sei, que tens força suficiente,

para enfrenta-las.



Eu sou teu Deus,



Jamais te abandonarei...



Portanto filho,



Espera, e confia...



Em Meu tempo...



Tudo resolverei.



Entrega-te a Mim sem medo...



Pai nenhum deste mundo,

abandona um filho,

aceite então as provações

a que te submeto, estas só servirão,

para engrandecer teu espírito,

e te tornares, mensageiro

de Minhas palavras,

e de Meus atos em tua vida.



Será testemunha viva,

do Meu poder, e do Meu amor,

por aqueles que confiam em mim!



...JESUS...

Que Deus na sua infinita

bondade continue derramando sobre nós,

suas mais preciosas bênçãos!

sexta-feira, 26 de março de 2010

O QUE FIZEMOS DA PALAVRA ?

Escrevo este artigo como uma confissão de um pregador aprendiz. Espero que edifique sua vida.




Quando fiz seminário, umas das disciplinas que mais me atraíram foram a "hermenêutica e homiletica". Até hoje amo estas disciplinas. Sempre me dediquei aos preparos dos sermões, sempre me preocupei com a excelência e outros princípios que aprendemos no seminário e em nossas igrejas.



Mas de um tempo para cá, a palavra de Deus tem me confrontado sobre minha maneira de pregar, e me fez enxergar como a pregação e pregadores estão em falha e com deficiência. O culpado disso somos nós, ministros da palavra de Deus.



Confesso! Por algumas vezes já pensei que pregava razoavelmente, mas quando o patrão me chamou e pediu para ir até em sua sala que está no céu; e com uma placa tipo assim “ Diretoria” ; há meu Deus... pensei:

- O que Ele quer comigo ?

- O que fiz de errado ?

- Será que vai assinar minha carteira como pregador ou vai me dizer que não fui chamado para ser ministro da palavra ?

- É hoje ....



Imagine comigo a cena. Caminhando pelo céu e aproximando da sala de Deus! De repente Ele abre a porta e me pede para sentar, me cumprimenta, diz que me ama eternamente, da um belo sorriso e olha nos meus olhos e me diz que vai direto ao assunto com a seguinte pergunta: O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A MINHA PALAVRA ?



Ai pronto, as pernas tremem, o coração acelera, ás lagrima rolam e Ele nos mostra claramente que tipo de pregador que estamos sendo e compreendemos melhor a seriedade de ser um ministro da palavra de Deus.



Se hoje Deus, lhe chamasse na sala dEle e lhe fizesse esta mesma pergunta:

- O que estamos fazendo com sua palavra ? Qual seria sua resposta ?



Sai da sala com uma conclusão:

Não estamos manejando bem as santas escrituras.



Em nossas pregações estamos falando mais de nós, de nossos diplomas, de nossas experiências, dos livros que lemos, de nossas boas ações; e infelizmente estamos deixando Jesus sentado e ouvindo nossos sermões, enquanto o tema principal deveria ser sobre Ele e por Ele.



Estamos cansando o povo de Deus por nos faltar tempo de entrar em nosso quarto, dobrar nossos joelhos e pedir ao Senhor que renove nossa mente e coração.

Os púlpitos de muitas igrejas estão sem lenha e fogo, estamos jogando água de incredulidade no altar e na palavra de Deus.



Muitos de nós não lemos mais a bíblia para ouvir Deus falar, e quando lemos, é para buscar temas de sermões.



Estamos pregando apenas com a cabeça, com o conhecimento, estamos deixando o Espirito Santo de lado, não usamos o coração, não sensibilizamos com a dor do próximo.

Precisamos buscar a pureza da palavra de Deus. Precisamos pregar mais de salvação e diminuir os sermões de prosperidade materialista.



Precisamos voltar á humildade, abandonar a inveja, prestarmos atenção quando outros estão pregando.



O nosso coração precisa ser incendiado com o fogo do Espirito.



Precisamos ter mais alegria em nosso púlpito. Precisamos pregar com mais entusiasmo em nossa própria igreja e não apenas quando formos pregar em outras igrejas. Tantas vezes nossa pregação é pensando na quantidade de pessoas que estarão presente.



Seja sincero com você mesmo pregador, até você já enjoou da suas pregações. Tantos sermões artificiais, pregamos uma coisa e vivemos o oposto que pregamos.



O que estamos fazendo com a palavra de Deus ?



Deus quer renovar á você e a mim. Por amor á Deus, seja sincero contigo mesmo.

Senhor, hoje lhe suplicamos, tire nossas máscaras. Renove nossas forças, nos leve de volta ao primeiro amor.



Precisamos urgentemente subir no púlpito e pedir perdão á nossa igreja pelo fato de não estamos alimentando o rebanho do Senhor como o Sumo Pastor deseja.



Não importa se as pessoas lembrarão-se de nós, o que importa é que elas se lembrem da mensagem proclamada no nome de Jesus. O importante não é o pregador, mas sim á palavra de Deus.



Jesus falou: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Marcos 13.31).

Não procure alcançar fama, procure penetrar no coração dos ouvintes através do poder da palavra de Deus.



Obrigado por sua atenção. Esqueça de mim, mas nunca se esqueça deste dia em que o Senhor lhe chamou para lhe perguntar: O que estás fazendo com a palavra de Deus ?



Um grande abraço em Cristo Jesus.

SOMOS UM EM CRISTO

"Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus" (Gl 3. 28).




O texto está falando de unidade [todos são um], um assunto que radicaliza opiniões, causa divisões, desentendimentos, etc.



Usemos como exemplo de unidade a vida conjugal, "tornam-se os dois um na carne" (Gn 2. 24), mas nem por isso perdem a sua individualidade.



Entendemos que essa expressão "unidade", tanto neste contexto quanto em outros, não representa dizer que, ao haver consenso em alguns aspectos [sentimentos, pensamentos, propósitos, etc.] deixa de existir um ou outro para se formar um novo ser. Então, essa unidade que alguns já alcançaram e outros reivindicam, na verdade é "comunhão".



O texto bíblico acima aborda a "unidade" em Cristo; não uma união qualquer, é unidade dos seguidores de Jesus [e não de outros credos]. Não é uma unidade dos seguidores de Pedro, Paulo, Cefas, Apolo, mas de Cristo (I Co 1. 12).



Jesus, na sua oração sacerdotal (Jo. 17), fala insistentemente nessa unidade, deixando sempre claro que se refere aos Seus seguidores; tanto os daquela época, como os que se tornariam cristãos através da pregação da Palavra de Deus, os que se convertessem ao cristianismo.



Também, nesse contexto, essa unidade não implica em união [fusão] de "instituições", ou seja união de denominações cristãs, para se tornarem institucionalmente uma só. Eis aí o grande "nó" da questão, e que tem causado desentendimentos, cisões, etc.



Esse "somos um em Cristo" não implica em união formal, institucional. Essa unidade é como a união de um homem e uma mulher, em casamento, tornam-se um em comunhão, pensamentos, sentimentos, mas não perdem a sua individualidade.



Na oração sacerdotal, Jesus frisa bem a questão da unidade que Ele está pedindo ao Pai, unidade de Seus seguidores; unidade em Espírito, sentimentos, propósitos, comunhão; não "unificação".



Não faz muito tempo, se reuniram representantes do cristianismo, judaísmo, islamismo, budismo, hinduísmo, e outras "crenças" para orarem em conjunto [ao mesmo “deus” (sic)] por uma causa comum.



A que "deus" estavam orando? Ao Criador do céu, da terra, do universo, e de tudo o que neles há [o Deus do judaísmo e do cristianismo], ou aos "deuses" das outras crenças?



Não cremos que judeus e cristãos estivessem orando a Buda, ou aos milhões de deuses do hinduísmo. Não cremos que os budistas estivessem orando ao Deus dos Cristãos e dos Judeus!



Voltando a João 17, vamos destacar o que dissemos acima e que Jesus frisou, junto ao Pai, em sua oração: "a fim de que ele conceda a vida eterna a TODOS OS QUE LHE DESTE" (v. 2), isto é, os seus seguidores, os cristãos;



"Manifestei o teu nome AOS HOMENS QUE ME DESTE DO MUNDO". (v. 6). Novamente são os cristãos; É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por AQUELES QUE ME DESTE, porque são teus" (v. 9). Aqui claro está que Ele não está orando pelos não cristãos.



"Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou" (v. 4). Agora Ele faz uma distinção dos seus seguidores em relação aos não seguidores [o mundo], o mesmo ocorrendo no v. 16: "Eles não são do mundo, como também eu não sou".



"Não rogo somente por estes, mas também POR AQUELES QUE VIEREM A CRER EM MIM, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17. 20-21).



Os dois últimos versículos sintetizam que Ele estava orando pelos cristãos presentes, à época, e futuros: seus seguidores, e não pelo mundo [não cristãos].



"Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo OS QUE ME DESTE para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo" (v. 24).



É a última referência de sua oração em que fica patente que Ele intercede pelos seus seguidores. Assim, a mensagem que Ele nos deixa, em todo o contexto neo-testamentário, é de unidade dos Seus seguidores presentes, passados e futuros; e a evangelização dos seguidores dos demais credos para que, ao se converterem a Ele, se tornem "família de Deus" (Jo 1. 12), e, aí sim, sejam um, como cristãos, como Ele é um com o Pai.



Quanto aos não cristãos, Jesus nos comissionou a fazê-los discípulos, ensinando-os (Mt 28. 19); comissionou-nos para pregarmos para eles (Mc 16. 15); e deu-nos poder, através do seu Espírito, para que d’Ele testemunhemos (At 1. 8).



Nessas três faces do "comissionamento",ou seja ensinar, pregar e testemunhar, Ele mostrou seu desejo para com os seguidores de outras "crenças", que eles sejam alcançados pelos Seus seguidores, se convertam a Ele, e, então partícipes da família de Deus, pela Graça, se tornem então favorecidos pela petição de que sejam um com os demais cristãos, como Ele e o Pai são um (vs. 20-21).

quarta-feira, 24 de março de 2010

SÓ O AMOR CURA


Acho que a pior dor que podemos ter é a dor da alma, da traição, da rejeição, da perda, da humilhação, dores essas que seguem conosco nos caminhos de nossas vidas, que chegam sem pedir licença... cortes que vão cicatrizando, mas deixando marcas em nós.




Dores alimentadas por histórias mal resolvidas, encontros apressados, adeuses sem palavras, dores que envelhecem nosso ser, onde parece que ainda não estavamos preparados para ser, dores que não nos deixam viver e que nos paralisam, há dores de tirar o fôlego até mesmo quando o ar encontra-se puro.



Dores vividas quando ainda não estávamos preparados para viver, dores de desamores, dor do ódio, dor da mágoa, dor da ingratidão, dor da porta fechada, dor da covardia alheia ou dor da própria covardia, dor da morte avisada ou dor da morte inesperada, dor da solidão presente, ou dor da multidão calada, dores que aparecem, dor da distância ou dor da presença muda.



As dores chegam, ficam e não vão, dores pequenas que latejam por uma vida inteira, dores que vivem em nós como se já tivéssemos nascido com elas.



A dor na alma, ou da alma, fica, mas não pode ser maior que aquilo que faz o coração pulsar, lembro de uma frase linda: A vida inteira de inverno valeria a pena mesmo se fosse para ter um dia apenas de primavera.



Toda uma vida de dor, vale a pena se houver um dia de amor, mesmo que for apenas o amor pela esperança, isso já vale o desejo de viver o amor.



Deus amou, e ama Seus filhos de tal maneira que mandou Seu único Filho para mundo para nos salvar, bíblico e vivido. Sempre, me questiono sobre o amor de Deus, o mistério do amor de Deus é tão grande quanto o mistério que envolve a dor da alma humana, porém a dor da alma fica leve quando se pensa na grandiosidade do amor de Deus, esse amor que cura, que reconstrói, que levanta, quando nos aproximamos do amor de Deus, tudo fica secundário. O amor de Deus por nós nos cura e o amor que podemos alimentar por Deus nos salva.

PROFÉTAS


Dias desses uma pessoa bem vestida fazia sua caminhada ou ia para seu lar, enfim. Escutava alguma música com seus fones e cantarolava alto, algo que não pude distinguir. Minha primeira reação foi de riso: como alguém podia cantar como se estivesse em casa algo que nem mesmo os que estavam ao seu redor podiam entender? Então pensei que se aquilo fosse motivo de loucura aos olhos de outros, não seriam necessariamente aos seus próprios. E mesmo que ela fosse impedida, depois mais adiante ela retornaria a fazer aquilo que lhe agradava, mesmo que em outro dia ou lugar. Eu não conhecia tal pessoa, mas o Senhor sim. Ela poderia ser uma cristã gritando aos quatro ventos as maravilhas de Deus, tendo ouvidos para a escutarem ou não. Eu a vi como louca.




Em Cristo também somos vistos como loucos pelo mundo? Estamos assentados entre pecadores e malfeitores, gente expulsa da sociedade, expurgada dos seus lares, ou somente nos vemos sempre rodeados de conhecidos e irmãos cheirando a rosas? Caminhamos ao lado daqueles que choram nas esquinas, ou continuamos com nossos Nikes e Adidas da vida bem limpinhos para a próxima reunião, festa, encontro? Afinal, como o mundo nos vê? Fazemos parte dos loucos ou dos sábios? Pois Deus escolheu as coisas loucas deste mundo, para confundir as sábias. Aquela pessoa me mostrou sem dizer nada, algo essencial, como o mundo me vê? Como mais um? Jesus nunca foi “mais um”, onde Ele estava a diferença acontecia.



Sonho com esquinas tomadas por profetas de Deus bradando as palavras de João Batista, fazendo almas sendo restauradas enquanto pessoas passam apressadas para seu trabalho. Sonho com ônibus lotados de almas e uma voz sem medo clamando em altos brados de amor, mais alto que o motor do próprio veículo, constrangendo corações com a Palavra do arrependimento. Chega de massagearmos as almas com palavras de orelha de livros de auto-ajuda. Um clamor precisa ser ouvido dentro dos bares cheios, das boates apinhadas, das faculdades intelectualóides. E talvez seremos expulsos, escarnecidos, surrados e presos. Mas não é para isso mesmo que o servo deve estar preparado? Ou nos consideramos maior à Jesus que disse que nenhum servo é maior que seu Senhor, “perseguiram a mim, perseguirão a vós também”? Mas antes disso Is. 57:14. Enquanto houverem sujeiras escondidas, pecados não perdoados, machucados não cicatrizados, enquanto as pedras não forem retiradas do caminho... o povo não poderá galgar estes patamares. Mas o tempo vem, e já chegou. Mas pergunto: “Senhor, onde estão os profetas... onde estamos?”

A ORAÇÃO E OS SENTIDOS


Orai sem cessar. Sem oração não conseguimos enxergar em meio às densas trevas que algumas vezes surgem em nossa vida.




Sem oração não conseguimos sentir o toque de Deus ao caminhar em meio às pedras que surgem ao longo da jornada.



Sem oração não conseguimos ouvir, a doce voz do Espírito Santo quando Ele nos fala ao coração.



Sem oração não conseguimos respirar a doce brisa de cada manhã.



Sem oração não conseguimos nós alimentar da mais pura palavra, o pão vivo que desceu do céu, o maná no deserto ou contemplar a sublime provisão de Deus.



Sem oração ficamos paralisados, indefesos, e sujeito a todo tipo de ataque, e não conseguimos nós defender, pois a oração é também arma de defesa.



O nosso corpo (Igreja) precisa de oração, ele precisa estar apaixonado por orar, pois só assim enxergará o amado de sua alma, assim conseguirá ouvi-lo, senti-lo, tocá-lo e por fim seremos capazes de viver a experiência da maravilhosa presença de Deus.



Sem oração não existe comunhão, e não há como contemplar, não há como adorar, não é possível sentir compaixão.



Sem oração não entendemos o que significa misericórdia.



Sem oração morreremos, é preciso orar.



Sem oração ficamos dispersos, alienados e acabamos por conformarmos com uma vida sem a GRAÇA.



Sem oração não lutamos, não enxergamos vitórias mais somente derrotas.



Sem oração calamos, e não proclamamos o Evangelho de poder.



Sem oração simplesmente esquecemos as promessas.



Sem oração não somos avivados.



É preciso amar oração, ela tem que ser o nosso oxigênio.



É preciso entregar-se em oração.



Ora e fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem. (Hebreus 11:1).