FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SEDE DE SOLUÇÕES

"A escavadeira para chegar à fonte de água viva chama-se 'oração', uma conversa franca com Jesus" (Roland Körber - Devocionário Pão Diário).




"Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" (João 7. 37b e 38).



Orar, para muitos de nós, é falar com Deus para apresentar a ele nossos pedidos, nossas reivindicações, nossas necessidade [mais urgentes].



Enfocado assim, o ato de orar não é constante, como nos aconselha a Palavra de Deus, a Bíblia, em I Tessalonicenses 5. 17: "Orai sem cessar". A oração passa a ser uma prática apenas nas horas de dificuldades quer materiais, quer espirituais.



Diriam alguns: "mas como orar sem cessar?", nós trabalhamos, nós saímos, vamos e voltamos...



Jesus, quando falava sobre oração, disse: "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará" (Mateus 6. 6).



Este texto fala muitas coisas, mas vamos ficar em apenas um dos enfoques possíveis:



- como orar sem cessar, se Ele está dizendo para ir para o quarto e fechar a porta?



Piorou! [como vamos trabalhar, ir e vir, sair, voltar?].



Esse "secreto do quarto" não nos obriga, necessariamente, a entrar fisicamente no nosso quarto. Esse "secreto do quarto" é o secreto, o recôndito do nosso coração.



Falamos com Deus, Ele nos ouve, responde no "nosso tempo" ou no "tempo dEle", e quando acontece esta segunda opção, nos aborrecemos, nos desanimamos, até mesmo passamos para a fileira dos descrentes, quem sabe a dizer: "Deus não me ouve", "Deus não me responde".



O primeiro aspecto a se considerar, já citado, é que em tudo há o tempo de Deus, e o nosso tempo. O relógio de Deus não é "acertado" de acordo com as nossas conveniências ou necessidades.



Deus sabe o que é melhor para nós, e quando é que estamos prontos para receber a sua resposta. Temos que estar certos de que a resposta dEle tanto pode ser "sim", como pode ser "não", havendo ainda a possibilidade de que Ele responda "espere!," mas sempre há resposta.



Temos que estar atentos, também, às mãos de Deus. Elas, além de abençoar-nos a cada momento, a cada dia, a cada passo que damos, também podem estar nos sinalizando "espere!".



Nós humanos, quando atendemos os pedidos de nossos filhos, de nossos netos, de quaisquer pessoas, ficamos sempre à espera de alguma palavra de reconhecimento [agradecimento], e quando ela não ocorre uma dorzinha estranha no mais interior de nosso íntimo [no coração] reclama, e como reclama!



Mas a oração a Deus não é, e não deve ser apenas para pedir, para reclamar, para "reivindicar", mas deve sobretudo ser de agradecimento [ação de graças], o que é muito pouco observado por grande parte de nós.



Parecemo-nos com as crianças que desejam ganhar um brinquedo: pedem, pedem, tornam a pedir, reclamam, às vezes "batem o pé" a exigir dos pais o presente novo, mas, quando o recebem, saem alegres, satisfeitas, brincando com sua nova distração, esquecendo-se de dizer aos pais: "obrigado".



Assim somos nós, pedimos e Deus atende, solicitamos e Deus nos concede, reivindicamos e Deus satisfaz os nossos desejos, mas nunca observamos a instrução de Deus, abaixo transcrita:



"Em TUDO dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Tessalonicenses 5. 18).



Que coisa interessante!



Logo depois que Ele diz "orai sem cessar", citado acima, sem intervalos, sem mais delongas, Ele diz "em TUDO dai graças...", e é exatamente isso que a maioria de nós se esquece.



A frase inicial, do texto, acima, diz que para chegarmos à fonte de águas vivas devemos usar a "escavadeira" da oração, ou seja, se queremos beber da água viva [Jesus]; devemos orar, e orar é falar com Deus, e orar é "ouvir" também o que Deus está nos dizendo a cada momento, quer por leitura da Sua Palavra, quer pela leitura de outras literaturas devocionais; mas Ele fala também através de acontecimentos em nossas vidas, e as coisas acontecem e não notamos que Deus está nos falando através até de um "cicio" (brisa leve) como falou com Elias (I Reis 19. 12-13).



Que Deus abençoe a sua vida, caro leitor, que Ele esteja respondendo às suas orações concedendo-lhe, além do que foi objeto da petição, muito mais bênçãos, e bênçãos sobre bênçãos.



Agora, se você ainda não recebeu o Senhor Jesus no coração, fale com Ele assim mesmo, convide-o para entrar na sua vida, no seu coração, e, então, passe a "orar sem cessar"; não só porque a Bíblia [Palavra de Deus] recomenda, mas por ser um ato de alegria, de satisfação para a sua vida, o estar em contato permanente com Deus.

LEMBRANÇAS

"A verdadeira revolução, a ser vinvenciada pelo ser humano, representa olhar para a vida, sem o fardo da culpa e condenação; isto implica, por parte da Igreja, eu você, decidirmos pela comunhão espiritual do servir, do ouvir e tolerar aportados em Cristo."




A antológica e sui generis obra da literatura escupida por Castro Alves, Navio Negreiro, descreve e traça os contornos da vida. Cabe salientar, pinça as nuances, lastimáveis, de um estado de vácuo, de insignificância e de abissal conformismo.



Afinal de contas, o autor procurou demonstrar, com maestria, a trajetória inumanizada dos negros escravos advindos da África para servirem de reles e descartáveis mão de obra.



Por ora, ater-me-ei a redigir um convite e cotejar a situação, a qual acometeu muitos escravos que sucumbiram no estado de banzo. O banzo ou essa avassaladora perda de sentido os levou aceitarem, sem qualquer outra alternativa, o fenecer do fôlego.



Neste momento, pontuo os meandros da história de Jó, personagem envolto em incógnitas, em questões pairando na mais insinuosa das dúvidas, no silêncio letal da tragédia não prevista e etceres.



De tudo, lá no fundo, muitos de nós não chegamos a interpelar:



- Por qual motivo Jó foi submetido a esse martírio?



Ora, em contrapartida, muitos cristãos baterão o pé e dirão não, foi a vontade de Deus e ponto final. Agora, quem nunca levatou, na surdina da alma, qual a valia de todo esse martírio, essa famigeração, essa dantesca desfiguração humana impingida em Jó.



Até parece haver um gosto macabro e lúgubre de Deus, numa versão estilizada dos jogos mortais sobre a humanidade. Deveras, ouso dizer, a léguas de distância de assumir uma postura de resposta definitiva e absoluta.



Tão somente, posso atestar, em cada capítulo e nos subsequentes versículo de Jó, depararmo-nos com o nosso ser autêntico. Sem hesitar, vejo ali os mosaicos da saga percorrida pela humanidade entrelaçada em culpa e condenação.



Isto nem sequer conseguimos notas. muito embora, valemo-nos de uma concomitância de panos de fundo, esperávamos aplacar esses vácuos.



Em direção oposta, nada disso tem ocorrido. Vamos na trajetória de acusações e contradições ininterruptas. Basta atentarmos para as catástrofes. Diga-se de passagem, não apenas as consideradas de impacto mundial, mas as espraiadas do cotidiano e imperceptíveis para os holofotes da mídia.



São os pequeninos suicídios. São os homocídios fúteis. São os estupros no seio familiar. São os abusos sexuais. São os vitimados pela ausência de políticas urbanas sérias e salutares. São os bolsões de miseráveis. São as facetas de criminalidade interpretada com status. São as ações de degradação, facínora e famigerada do ser humano, no meio ambiente.



Então, concernidos exemplos, entre outros, não testificam e tipificam um cenário de por quais motivos. Eis aqui um eco desconfortával para os cristãos. Mormente, ultimamente, muitos tenham decidido e respondido por um evangelho ocupado a atender os anseios de seus consumidores.



Não dá para fingir, ou tampar o sol com a peneira, se Cristo representa o estabelecer de uma existência curada, por qual razão a Igreja permanece mais afeita a um discurso retórico voltado a apatecer os adeptos de guetos e aversivos a tudo ao seu redor.



Deveras, o texto de Jó, cap. 14. 07, uma gama de cristãos, quiçá, estejam na berlinda, sem demonstrar uma resposta ponderável ao imbróglio de Séc. XXI. As guerras pulam como pipoas, em todos os cantos e recantos do oikos. A inundação de uma cultura estritamente hedonista finca as estacas no sonho da presenta sociedade.



O relativismo tornou-se um mandamento inexorável. O utilitarismo transita pelas inter-relações humanas e tem acarretado a teoria do ''valho pelo que tenho e outro pelo que possa tirar''. O individualismo ganha status de uma uníssona via de felicidade.



De certa maneira, as palavras de Jó verberam uma humanidade sobre os reflexos de um processo perene de alienação e, por sua vez, a Igreja com a responsabilidade de deságuar, sem os reboques da religiosidade, Cristo.



Alías, respectivo dever tem a sua nascente, a partir da sua realidade comunitária espiritual, ou seja, cristãos imbuídos da esperança propícia a nos nortear a enfrentarmos as tensões da vida.



Por fim, ademais, o livro de Jó, em hipótese nenhuma, encerra o discurso e nos convida a irmos em direção de Cristo.



Nada mais, nada menos!

SER DISCIPULO, NÃO SÓ ALUNO

Definição - Segundo o dicionário Aurélio, aluno é aquele que recebe instrução ou educação de mestre; já a definição para discípulo vai além de apenas receber ensino de alguém; é o que segue as idéias e doutrinas de outrem. Ou seja, o aluno apenas recebe a instrução sem necessariamente colocá-la em prática, todavia o discípulo além de recebê-la, segue as instruções e doutrinas na prática. Como disse o apóstolo Paulo a Timóteo: "Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino..." 2 Tm 3.10.




O aluno - Eis a grande diferença entre o aluno e o discípulo na vida cristã: o aluno é aquele que apenas ouve a instrução, a doutrina, participa da escola dominical, dos cultos, etc., porém, não as põem em prática, como disse o apóstolo Tiago: "Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes..." Tg 1.22. O próprio Senhor Jesus comparou estes, àquele que edificou sua casa na areia (Mt 7.26).



O discípulo - Por outro lado, o discípulo é aquele que coloca em prática o que aprendeu como Elizeu, que deixou tudo e disse a Elias: te seguirei e realmente o fez (1 Rs 19.20); e em cada circunstância dizia: tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei. 2 Rs 2.2,4,6. O discípulo passa a desenvolver características que são próprias do seu mestre; passa a segui-lo, a parecer-se com ele e imitá-lo. O apóstolo Pedro, mesmo negando o seu mestre, foi reconhecido porque era realmente um discípulo; embora estivesse em um momento de fraqueza, já havia passado alguns anos ao lado do Mestre e seguido de perto o seu ensino; já possuía características próprias do Senhor Jesus, que a própria criada testificou: “... a tua fala te denuncia” Mt 26.73.



O exemplo - Jesus era o tipo de mestre que não apenas ensinava por palavras, mas por obras também, como o evangelista Lucas testificou “... acerca de tudo que JESUS começou, não só a fazer, mas a ensinar”. Jesus conciliava o ensino verbal com o prático. O apóstolo Paulo, teve a ousadia de dizer: “sede meus imitadores, como também eu, de Cristo.” 1 Co 11.1. Ele realmente imitou o Senhor de uma forma que dispensa comentários; o resultado e os frutos desse aprendizado foram claros: fundou igrejas, padeceu pelo evangelho, escreveu grande parte do Novo Testamento e se tornou um dos maiores missionários entre os homens.



Resta-nos imitarmos o nosso Mestre, colocando em prática tudo o que temos aprendido, como disse o escritor aos Hebreus: “convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas”, e de alunos nos tornarmos discípulos; e não pára por ai, por que o Senhor Jesus nos ordenou: Ide e fazei discípulos.

CUIDADO COM O OLHAR

O juízo de Deus está à porta!




Já ouvi alguém dizer que "os olhos são as janelas da alma", que permitem muitas vezes a interação daquilo que o mundo nos mostra com aquilo que o nosso coração deseja ver ou possuir.



Foi numa tarde comum, após a tão valorizada sesta, que o mais famoso Rei de Israel, de nome Davi, tropeçou pelo olhar, mesmo sendo um homem temente a Deus.



A ociosidade daquele momento deu um empurrãozinho fazendo-o utilizar o veículo do olhar de maneira destrutiva, ao cobiçar a mulher alheia (de nome Bate-Seba), cujo marido, de nome Urias, estava em guerra, defendendo a nação e o nome do seu comandante (o próprio Rei!).



E o que constatamos foi a prática de uma sucessão de pecados: lascívia, adultério, mentira, dissimulação e assassinato.



Por falta de espaço, sugiro a leitura dos Capítulos 11 e 12 do Segundo Livro do Profeta Samuel.



Para quem já leu estes capítulos bíblicos, o adultério praticado culminou numa gravidez inesperada de Bate-Seba, causando um total desnorteamento em Davi, já que o comandante Urias, que estava em guerra, em defesa do povo e do próprio Rei, não havia tido um contato íntimo com a esposa há muito tempo, o que faria da gravidez um grande escândalo. Por esta razão, Davi arquitetou um plano para tentar encobrir o seu delito, mandando trazer de imediato o esposo de Bate-Seba da guerra.



Todavia, Davi não teve êxito no seu plano inicial, já que Urias, embora tendo voltado para a sua terra, não manteve contato íntimo com Bate-Seba (leia 2 Samuel 11:8-13)



Depois disto, ainda cego pelo pecado, Davi arquitetou um plano ainda pior:



"E sucedeu que pela manhã Davi escreveu uma carta a Joabe; e mandou-lha por mão de Urias. Escreveu na carta, dizendo: Ponde a Urias na frente da maior força da peleja; e retirai-vos de detrás dele, para que seja ferido e morra” (2 Samuel 11:14-15)



O resultado desta trágica situação teve um final amargo, tendo Deus convocado o Profeta Natã para anunciar ao Rei Davi as seguintes Palavras:



“... Assim diz o Senhor Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel, livrei-te da mão de Saul, e te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu seio; também te dei a casa de Israel e de Judá. E se isso fosse pouco, te acrescentaria outro tanto. Por que desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, mataste à espada, e a sua mulher tomaste para ser tua mulher; sim, a ele mataste com a espada dos amonitas. Agora, pois, a espada jamais se apartará da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher” (2 Samuel 12:7-10)



Do ponto de vista espiritual, por conta do arrependimento, ao menos Davi teve a certeza de que Deus o perdoou, apesar dos castigos que decorreram em função dos pecados praticados:



“Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Tornou Natã a Davi: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morreras. Todavia, porquanto com este feito deste lugar a que os inimigos do Senhor blasfemem, o filho que te nasceu certamente morrerá. Então Natã foi para sua casa. Depois o Senhor feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, de sorte que adoeceu gravemente” (2 Samuel 12:13-15)



Portanto, não negligenciemos as seguintes Palavras proferidas pelo Senhor Jesus: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas !” (Mateus 6:22-23).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O QUE TI FALTA ?

Quando você parar para pensar que na sua vida, por mais que você se esforce e lute para fazer o melhor, sempre haverá uma pergunta que ecoará em sua mente: "Ainda te falta uma coisa" (Luc.18:22).




Um jovem rico... Um homem-Jesus pobre!



A criatura enriqueceu... O criador empobreceu!



A criatura se encheu... O criador se esvaziou!



A criatura vive para si mesmo... O criador morreu por todos!



A criatura quer acumular... O criador quis doar!



A criatura pede amor... O criador ama!



A criatura se afastou de Deus... O criador se aproximou do homem!



A criatura buscou a glória... O criador buscou a vergonha, por amor!



A criatura só quer subir para ter...o criador desceu para entregar!



A criatura não sabe que é pobre... O criador quer nos enriquecer!



Um jovem que guardava os mandamentos!



Seguia ordens, leis... Ia aos domingos na Igreja, tocava no conjunto, cantava no coral, entregava folhetos, visitava os presídios, hospitais, asilos, dava cesta básica, ofertava, dizimava, orava, evangelizava, contribuía com projetos, etc. tudo que a Lei mandava...



Mas faltava alguma coisa! E quem dizia que faltava era Jesus!



Jesus acertou na mosca, deu o tiro certo!



“Quase tudo não é tudo!” Aquele jovem estava acostumado a buscar tudo de todas as coisas. Se comprava 99 terrenos e ficava sabendo que existia mais um que não lhe ofereceram, corria para comprar... Se comprava 99 camelos e soubesse que um foi escondido na venda, se esforçava para adquirir. Ele queria tudo por completo. Todos os amigos, todas as oportunidades, toda atenção, enfim, tudo de tudo... Mesmo assim desconhecia que lhe faltava alguma coisa...



Ficou interessado em saber o que era aquilo que ele ainda não possuía!



Quantos hoje nem para o céu querem ir!



Vivem como se a vida se resumisse a uma existência eterna, aqui!



Por isso essa desenfreada corrida pela riqueza, fama e poder!



Há dois grandes culpados nessa história:



1º Os que ensinam. Estão interessados em acumular riquezas, todas!

Líderes, pastores, padres, governantes, patrões, seja qual for a posição de poder, a grande maioria ensina: “Venda tudo o que tem e traga pra mim...tenha fé e você terá um tesouro no céu.” Vendem o céu como se fosse uma mercadoria, como se fossem proprietários dele.



2º Os que praticam. Porque ouvem aquilo que querem ouvir e porque também estão interessados em acumular riquezas, caem no engano, acabam perdendo tudo...e as vezes, a vida eterna com Deus!



Jesus não passou a mão na cabeça daquele jovem...não o convidou para fazer parte dos 12 apóstolos, não lhe deu um cargo, não o colocou em lugar de destaque, não lhe deu nada...pelo contrário, disse a ele:



“vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres”...fique sem nada!

É essa a mensagem que tem sido pregada nas igrejas?

A mensagem de ter tudo em comum?

Ou a mensagem: “Você nasceu para vencer, para ser o campeão, ninguém pode te resistir, você é príncipe.”



Aquele jovem já era um príncipe...Jesus o convida a ser discípulo.



Poucos querem ser discípulos...muitos querem ser príncipes.



Há uma riqueza especial em saber viver com aquilo que não temos.



Qual a mensagem que está sendo pregada?



Ela está almas para o paraíso terrestre ou para o céu?



Hoje vemos aumentar os saqueadores de ovelhas... Não querem pescar em alto mar... no aquário é mais fácil.



São vendedores de ilusões terrenas e celestes, de promessas que jamais se cumprirão, de profecias que Deus jamais enviou.



E quem os segue são cegos e tão culpados quanto eles, pois deixaram a palavra da verdade e se entregaram ao prazeres momentâneos.



O caminho do teu coração determinará onde você chegará!



Mateus 10:39: " Quem achar a sua vida perdê-la-á;

e quem perder a sua vida por amor de mim acha-la-á. "



O tamanho da nossa riqueza depende de como sabemos viver com aquilo que temos.



E o que temos? Riquezas verdadeiras ou fictícias?



Como saber se estamos servindo a Deus ou nos servindo de Deus?



Simples! Qual enriquecimento buscamos? O criador empobreceu!



Do que temos nos enchido? O criador se esvaziou!



Temos vivido só para nós mesmos? O criador morreu por todos!



Somos acumuladores de coisas? O criador dou!



Queremos apenas ser amados egoisticamente? O criador amou!



Estamos hoje, mais próximos ou mais afastados de Deus, que ontem? O criador se aproximou de nós!



Que glória buscamos? O criador buscou a vergonha, por amor!



Queremos só subir para ter? O criador desceu para entregar!



Temos consciência da nossa pobreza? O criador quer nos enriquecer! Somos apenas guardadores de leis, de mandamentos?



Será que também não nos falta alguma coisa?

SEJA VIOLENTO COM SUA HUMANIDADE

E a quem perdoaredes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás."


(2 Coríntios 2.10)



A quem perdoardes alguma coisa...

Seja a quem for e o que for. Uma simples indiferença, uma pequena mágoa; qualquer coisa, sempre haverá necessidade de perdão. O perdão liberta-nos das correntes que nos prende ao passado; ele nos deixa livres para seguir em frente e esquecer-nos das coisas que atrás ficam e assim avançar para as que estão adiante de nós (Fp 3.13).



Se é que tenho perdoado...

O perdão deve ser verdadeiro e sincero; deve ser de coração e não apenas de palavras. Quem usa de fingimento neste negócio engana a si mesmo. Apertar a mão, abraçar, dizer "está perdoado!" é fácil, difícil é perdoar de fato. A Bíblia diz que o Senhor nos perdoa de tal forma, que jamais se lembra de nossos pecados e iniqüidades (Hb 10.17). Esse é o padrão de perdão exigido pelo Justo Juiz.



Vencendo a Satanás...

Quantos cristãos foram vencidos por Satanás quando não foram capazes de perdoar o seu irmão, por quem Cristo morreu. Perdoar é ser vencedor. Quando perdoamos vencemos o nosso orgulho, o ego pessoal, a arrogância, o próprio “eu”, e acima de tudo, a Satanás. Por que o perdão demonstra que realmente nascemos de novo e que aquela velha natureza está crucificada em Cristo (Gl 2.20).



Perdoa-nos, como perdoamos!

O Senhor Jesus na sua infinita sabedoria, vinculou o pedido de perdão à prática pessoal do mesmo. Ensinou os seus discípulos a orar dizendo: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12). Ou seja, quando pedirmos perdão a Deus, Ele o fará usando o mesmo critério que usamos para com o nosso próximo.



O perdão é para quem já cresceu em Cristo.

Quando nós, porventura somos ofendidos ou maltratados por uma pequena criança, logo não consideramos a ofensa porque somos adultos (grandes), em relação à criança (pequena) que nos ofendeu. Assim também é no Reino de Deus; você perdoa porque já cresceu espiritualmente.



Somente aqueles que estão experimentando o crescimento em Cristo são capazes de perdoar. Somente estes compreendem o que significam essas frases: “Senhor, não lhes imputes este pecado”; “Vai e não peques mais”; “Pai, perdoa-lhes porque não sabes o que faz”.

SERÁ QUE CONHECEMOS O AMOR?

O amor acabou. Ainda pode se sentir seu perfume deixado pelo caminho que percorreu, pelas vidas que perfumou. Suas pétalas murchas ainda repousam nas mãos de poucos que ainda teimam em segurá-las. Jesus, profeta maior deste mundo mau, já havia dito que seria assim. Corações gelados, entorpecidos pela indiferença. De dentro dos salões enfeitados, das casas iluminadas, ruídos e gargalhadas sem vida, sem amor. Sepultaram-no e poucos choram em seu túmulo. Mas ficou-nos seu pobre e infeliz bastardo, parido por nós. Príncipe dos insolentes, o afeto. Por afeto abraçamos e beijamos, mas só o amor pode dar o braço para aquele que não tem. Só pelo amor podemos doar nossa voz pelos mudos. Por afeto sorrimos e aconselhamos, mas só amor é capaz de nos fazer doar nossos dentes e língua. Por amor, e só por ele, somos capazes de carregar no colo aqueles que não tem mais pés para andar. Pelo caminho encontramos a nudez de um ninguém, por afeto nos dispusemos a chorá-lo, mas somente pelo amor somos capazes de nos despir por tal. Na chuva gelada de inverno vemos um infante sem sapatos, o afeto nos move os olhos e uma prece em seu favor nos abre os lábios, mas somente o amor pode arrancar de nossos pés aquecidos aquilo que pode aquecer até a alma do pequenino.




Pelos quatro cantos de nossas cidades, amontoam-se cadáveres vivos, ainda respiram, mas se movimentam como marionetes da sociedade purulenta. Em lugares escuros escondem-se pobres almas, olhos perdidos na imensidão de suas dores. Corações quebrados, partidos, esperando não um bocado de pão. Não apenas um copo d'água. Não um sorriso forçado ou uma admoestação retórica vazia. Suas almas almejam não mais que uma palavra simples e tão tumular como suas próprias almas, amor. O amor que nos deixa nu para que outros possam se vestir. O amor que nos deixa a boca vazia para que outros possam enchê-la. O amor que nos faz perder o emprego para que outros possam se sentir empregados, assalariados em nossos corações. Este amor mais belo que a própria natureza. Que nos faz galgar quilômetros sob sol escaldante, com nossos pés descalços, consumidos pelos calos de um chão pedregoso em favor de uma única e mais importante vida que a nossa própria. Pelo amor somos capazes de escalar penhascos, de subir montanhas abismais, de mergulhar em profundezas sem fim. Pelo amor de uma única e mais valiosa pedra preciosa lapidada por Deus, o homem. O homem que mata e odeia, o homem que ama a criatura e despreza o Criador. Homem que faz de seu braço e de sua sabedoria sua força. O mesmo homem que lhe fere o rosto, este homem lhe pede o outro lado, mas ninguém jamais lhe dará.



Pois por amor o bom pastor deixou suas ovelhas protegidas entre muradas, e descendo penhascos e lacerando sua carne foi através de desfiladeiros em busca não de cem, mas de uma única e perdida ovelha. Sua branca lã manchada de carmesim, deitada sobre suas dores, sobre si mesma aguardando o seu fim. Pois em sua mente, quem poderia percorrer tal caminho por sua inútil vida? Mas eis que o bom homem, aquele que espelha o desejo em nós, surge. Seus ferimentos além do que sua ovelha poderia supor. Em seu rosto não um semblante de desagrado, repreensivo. Um sorriso, pois aquele que havia se partido e entre cardos repousava foi achado. Não são necessárias palavras, o amor não se escora em falatório. Não flerta com dialética forçada e insossa. Em seu rosto olhos lacrimejantes, em ambos a saudade que se finda. Desce a cortina, fim do espetáculo? Não, apenas o primeiro ato. Apenas o diretor demarcando as marcas no piso arroxeado pelo tempo, tempo perdido por nós. No palco centenas de ovelhas não em seu seguro aprisco, mas amontoadas como lixo que se chuta pelas ruas enlameadas e frias. O afeto tem esse poder, de nos fazer amontoar a beira do penhasco milhares de almas. Como produto de nossos grandes feitos! Almas jogadas, todos os dias solapadas pelo nosso afeto... afinal o amor está morto. Jaz aqui diante de nós, e o afeto ri de si mesmo, em profuso brado de vitória, ele usa nossa garganta para alçar ao céu seu contentamento. O amor não grita, não fere ouvidos alheios, pois o amor não ressoa, ele age. Porquanto o afeto canta, o amor geme. Se o afeto se torna um sentimento estático e substantivo, o amor se eleva em ação e vivacidade. O amor não repousa, não se enche de delícias e reclinado sobre seus feitos acaba por adormecer como o afeto. O amor está correndo, enquanto o afeto caminha apoiado em muletas de vergonha. Pois Deus ama, não “afeta”. O bom samaritano amou, não “afetou”. O verbo que se fez carne, nos deixou o maior de todos os verbos. Aquele que habitava a eternidade nãos se substanciou, mas verbalizou em nossos ouvidos com sussurros doces como o barulho de águas caindo de altas pedras. Nos declarou seu amor que age, que anda, que se despe, que passa fome para outros comerem, que sente frio para outros se aquecerem. Amor que eleva um simples e pequeno animal que o mundo chama de racional para as alturas infinitas de Deus.