FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quinta-feira, 26 de março de 2009

NÃO É O FIM PARA VOCÊ


"Então apareceu um anjo do céu que o confortava." (Lucas 22.43)

Eu estava lendo a passagem supracitada quando uma curiosidade tomou conta de mim. Ela, no entanto, se desfraldou em duas perguntas: "O que o anjo que recebeu a missão de consolar Jesus pensou quando foi escolhido e enviado?". E mais: "O que ele teria dito a Jesus que fez com que esse recobrasse os ânimos e prosseguisse de forma decisiva e triunfal?".

Deixando o detalhe da nota de rodapé das Bíblias - essa parte não se encontra nos melhores manuscritos -, que é irrelevante em razão de que os nossos textos gregos e hebraicos são cópias de um original perdido, e que cada uma delas têm sua história de vida que as legitimam como inspiradas (sitz em lebem), endereço-lhes essa pequena reflexão, fruto daquilo que C. Lewis, autor do livro que deu origem ao filme “As crônicas de Narnia” chamou de “Evangelho puro e Simples”. Não é um texto fundado na pesquisa histórico social, na crítica das formas, mas numa simples observação do evangelho simples crido ao longo de nossa historia cristã.

É obvio que soltei a imaginação. E ela se perdeu em várias hipóteses que não tem a menor intenção de ser encontrada e acreditada. Uma delas diz respeito à primeira pergunta.

Deus, o Senhor dos Senhores, percebendo o momento crítico que seu filho passava no Getsêmani, chama os anjos e, dentre eles, escolhe um. A partir desse momento, o escolhido é o anjo mais importante das miríades celestiais. Ele é saudado pelos outros anjos quando passa pelas ruas celestiais. E ele está contente, pois de novo verá seu príncipe amado. Porém, fica preocupado em como se aproximar dele, o que lhe dizer para consolá-lo sendo criatura obra de suas mãos - sem ele nada do que foi feito se fez Jo. 1.3? Era uma preocupação desnecessária, posto que somente um pudesse ter palavras para consolar o Cordeiro de Deus: o Pai. Bom, essa questão está resolvida, o anjo não teria que redigir um sermão para Jesus; não tinha que passar os dias celestiais pensando no que dizer; não tinha que consultar a teologia sistemática de Rudolf Bultmann, ou a teologia de Joaquim Jeremias. A mensagem era do próprio Pai para seu filho!

Aí entra a segunda pergunta: o que ele lhe teria dito que surtiu um efeito tão positivo, que trouxe tanta força para o mestre Jesus? Também dei azo a várias palavras. Na verdade, elas não me convenceram. Mas uma coisa é certa: depois da mensagem, enquanto o anjo volta para o céu, sob aplausos das miríades celestiais, na terra o Nazareno se levanta e marcha, com paixão e propósito.

Poxa! Que palavras tão poderosas Jesus recebeu do Pai por meio daquele anjo tão especial?! Definitivamente não sei. Contudo, isso é o que aprendi: não importa o tamanho do nosso desespero; não importa se nos faltam amigos; não faz diferença se minhas esperanças se esgotam. Existe uma mensagem que vem direto do coração de Deus, do meu amado pai, que me confortará, trará forças para minha vida, e me reconduzirá aos meus sonhos e propósitos.

Decerto, eu não sei em que estado emocional e espiritual você se encontra. Não importa! Deus tem uma palavra para você. Talvez esteja enfrentando uma terrível crise conjugal; talvez esteja vivendo uma depressão arrasadora. Não importa! Deus tem uma palavra para você. Talvez já tenha passado em tua cabeça o desejo de não ter nascido, ou até já pensaste em tirar sua vida. Acalme-se, Deus tem uma poderosa palavra para tua vida. Quem sabe você se esconde atrás de um ministério eclesiástico que te obriga maquiar sua dor, sua culpa, seu desespero. Deus tem uma palavra para você. Tuas lágrimas se tornam como gotas de sangue. Não importa! A palavra de Deus está chegando para o teu coração. Talvez esteja enfrentando uma crise de sexualidade. Medo e vergonha tomam conta de você. Deus tem uma palavra para tua vida!

Uma coisa muito boa nos surge quando lemos o texto do sermão da montanha no seu original hebraico. A palavra “bem aventurado”, que é makários no grego, no hebraico é arshrei. E essa significa “em marcha”.

Então o sermão da montanha ficaria assim: Em marcha, em frente, os humildes de espírito, porque deles é o Reino de Deus; Em marcha, prossigam, os que choram, porque eles serão consolados; Em marcha os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos; Em marcha... (Mt.5. André Chouraqui. A bíblia, ed. Sefer)

Pois bem. Antes que a palavra especial para o teu coração chegue, eu te digo siga em frente, em marcha! Marche na direção dos teus objetivos. Não importa o quanto você tem perdido. Tens a coisa mais importante: a sua vida. O hoje se chama presente justamente porque, esse mais um dia, é um presente e uma oportunidade maravilhosa para você fazer mudanças dentro de si mesmo e, como conseqüência, o que está fora será mudado.

Experimente continuar orando, com todo o coração. Ore como um filho, não como uma cátedra, um doutor em... Sei lá o que. Fale como um filho amado que você é. Com simplicidade e fé. Porque, nesta hora, mais um anjo se senti especial por ter sido escolhido para lhe trazer uma poderosa mensagem do Pai amado. E quando ela chegar ao teu coração tu serás tomado de uma força e alegria sem igual. Serás avivado para vencer. Digo-lhe que isso já é motivo de sobra para começar a se alegrar.

Assim, resta-me dizer-lhe que deves seguir em frente, amando e sendo amado.

ENCONTRAR DEUS ( PARTE 2 )


Voltamos a mencionar o que disse César Thomé: "Admira-se que muitos digam que Deus seria distante, inacessível, impossível de contatar".

Aí não poderíamos omitir a mensagem eterna, a Palavra de Deus, com a mesma citação feita no artigo anterior: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29. 13).

Sim, já foi abordado este assunto, de buscar Deus e achá-Lo, se o fizermos de todo o coração, com sinceridade de propósitos, como Ele promete, através de Jeremias (29. 13).

Há, todavia, uma outra advertência de Deus a respeito, quando Ele nos diz através do profeta Isaias: "Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto" (Isaias 55. 6).

Este é um capítulo profético em relação à Graça de Deus, derramada a nosso favor, através do Senhor Jesus Cristo.

Dois capítulos antes, era profetizada a morte de Jesus, na cruz, quando fica claro que Ele levaria sobre si os nossos pecados, as nossas dores e enfermidades, as nossas maldições, ou seja, Jesus é anunciado como:
- quem perdoa pecados/salva o pecador;
- quem sara nossas dores e enfermidades, as quais levou sobre si.

O Novo testamento confirma isso em Mateus 8. 17: “Para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaias: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças”.

Mas, reitero, Deus nos adverte que a Graça é temporária, quando diz:
- "enquanto se pode achar" (...)
- "enquanto está perto".

A dispensação da Graça (ou tempo da Graça) se inicia com o sacrifício de Jesus em nosso lugar, e termina no arrebatamento daqueles que receberam o Senhor Jesus no coração, tornando-se filhos de Deus (João 1. 12).

Quando esses forem arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares, encerra-se, portanto, o período da Graça, pois aqueles que foram salvos através da aceitação de Cristo já estarão com Ele.

Inicia-se, novamente, um outro período de salvação, não apenas pela fé, mas também através de obras.

Jesus, no seu discurso profético, referindo-se à sua vinda (e ele volta com os salvos) faz uma distinção entre os que fizeram boas obras para com os seus pequeninos irmãos [os judeus perseguidos que serão na Grande Tribulação] e os que não fizeram, dizendo:

"Quando vier o Filho do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas, e porá as suas ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda; então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, era forasteiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e fostes ver-me". (Mateus 25. 31-36)

E quando perguntarem a Ele, quando é que essas coisas aconteceram, Ele responderá: "Em verdade vos digo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mateus 25. 40).

Logo em seguida Ele anunciará o contrário, ou seja que aqueles que nada fizeram, que estão à sua esquerda, deverão se apartar dele, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mateus 25. 41).

E, da mesma maneira, quando lhe perguntarem: "quando deixamos de fazer essas coisas?”, ele lhes responderá que "quando deixastes de fazer a um destes meus pequeninos irmãos" (Mateus 25. 45).

Notemos que o texto referido começa com a expressão "QUANDO VIER O FILHO DO HOMEM".

Portanto está se referindo à sua segunda vinda, quando os cristãos já foram arrebatados (salvos do pecado, salvos da ira vindoura, a grande tribulação), e voltam com Ele para estabelecer o Reino. Não há outro julgamento “para salvação”. Quem está salvo, salvo está.

Se os cristãos já foram salvos, quando aceitaram o Senhor Jesus, não é a eles que esse texto se refere, quando o Messias julgará os sobreviventes à tribulação, que se dará após a manifestação do anticristo, o que, por sua vez, só ocorre depois de ser removido da terra aquele que o detém [detém o anticristo], e quem detém a manifestação do anticristo, na era da Graça, é o corpo de Cristo, formado por membros do Seu corpo [os salvos, os convertidos a Jesus].

Assim, fica clara a expressão profética, "buscai-o enquanto está perto, enquanto se pode achá-lo".

Seria isso, ou seja, esse julgamento após a segunda vinda, uma segunda chance para os que não foram arrebatados por Jesus?

Sim e não!

Os que nunca ouviram falar de Jesus, e se converterem durante a tribulação, por terem ouvido a pregação do Evangelho, terão essa chance. (São, cerca de quatro bilhões de pessoas [vivas] HOJE).

Mas os que ouviram a Palavra, antes do arrebatamento, e dela não fizeram caso, não terão uma segunda chance, conforme a Palavra de Deus, através de Paulo, nos diz em II Tessalonicenses 2. 7 a 12, destacando o seguinte:

"Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos".

Portanto a hora é agora, o tempo de receber Jesus no coração, como único e suficiente Senhor e Salvador, é hoje.

Amanhã pode ser muito tarde!

VÃO PELO MUNDO E..................


A ordem de Jesus para os seus discípulos é clara: "Vão pelo mundo e preguem o evangelho". Só os homens com suas manias de quererem complicar o incomplicável conseguem deturpar uma mensagem tão clara como esta. Em breves palavras quero analisar com vocês algumas destas deturpações.

Primeiro, alguns discípulos do séc. XXI não vão, ficam, e ficam utilizando um discurso que não lhes pertencem. Já vi incansavelmente vários líderes e igrejas usando o “vinde a mim” de Jesus como slogan promocional e de forma bastante equivocada. Quando Jesus diz, vinde a mim, ele é quem faz o convite, Jesus não pede às pessoas para irem até à igreja, pelo contrário, o convite é feito para se achegarem à Ele, e a igreja não é detentora deste discurso e muito menos de Jesus. É Jesus quem faz o convite e é até Ele que as pessoas devem ir, a menos que você acredite numa simbiose entre Jesus e a Igreja. Por outro lado, para a Igreja, a ordem de Jesus é que vão, e vão anunciando o vinde a mim, porém, não há conexão em anunciar o vinde a mim sem o ide.

Segundo, vão por onde? Vão pelo mundo, os discípulos teimam em não ir pelo mundo, vão pelos guetos, pelos dogmas, pelos caminhos institucionalizados. Não vão pelos caminhos diferentes, opostos, contraditórios. A igreja tem medo do que não lhe pertence, dos caminhos que não são os seus. Os discípulos só caminham em lugares seguros, bem diferente dos caminhos em que Jesus caminhava. Para ir pelo mundo é preciso romper com as barreiras religiosas, com as teologias insanas, com o preconceito humano. É preciso ter bala na agulha para enfrentar e argumentar com as idéias e pensamentos antagônicos. É preciso coragem. A ordem de Jesus é que vão, mas com um destino, pelo mundo afora.

Terceiro, vão pelo mundo com qual finalidade? Vão pelo mundo e preguem o evangelho, disse Jesus. Minhas queridas e queridos leitores, talvez, aqui esteja a maior das deturpações por parte dos discípulos em relação à grande comissão. Dos poucos que vão, muitos não pregam o evangelho de Jesus, pregam coisas verossímeis. Talvez, usem até mesmo Jesus como isca, e quando as almas estão enlaçadas, muda-se o discurso, troca-se o evangelho. O evangelho está sendo adulterado, e em algumas culturas como a nossa por exemplo, acostumada com tantos desvios e falsificações, o adultério do evangelho é mais um em meio a tanta bandidagem. E o povo que já está cauterizado, nem percebe a diferença.

Por isso, nunca foi tão necessário que os discípulos fossem pelo mundo pregando o verdadeiro evangelho. Você que está aí, reflita se a sua vida neste mundo prega o evangelho da verdade. Não entre na corja dos falsos discípulos, seguidores de Baal, do deus deste século. Cumpra com a missão que lhe foi dada, vá, vá sem distinção e viva o evangelho entre todos!

ORAÇÃO UM DIALOGO MUITO ESPECIAL


Somos seres humanos, e como tais, repletos de desejos que conhecemos e desconhecemos; com uma história pessoal que nos motiva a tomar certas atitudes conscientemente e a fazer certas escolhas, e a não fazer outras, também conscientemente. Mas muitas atitudes e escolhas ocorrem sem que as razões e motivações sejam claras. E quando oramos, tudo isto, e muito mais, é o terreno no qual construímos esta relação. Portanto, um grande risco na oração é querermos transformar Deus em um mero efetivador de nossa vontade, no lugar de buscar um despreendimento progressivo "das coisas que para trás ficam", dos frutos da carne, da nossa natureza mais íntima que milita contra o Espírito.

Certamente dependemos de Deus para nossa sobrevivência; somente pela Sua graça comum é que conseguimos sobreviver neste mundo muitas vezes cruel. Certamente necessitamos expor-lhe nossas necessidades. Contudo, Ele não se confunde com nossas carências, do mesmo modo como o leite do seio materno não é a própria mãe, nem a função dela se resume na produção e entrega lácteas.

Segundo alguns, a verdadeira oração é aquela capaz de sobreviver a não resposta, a não satisfação de nossas necessidades. Afinal, se oramos “seja feita a Tua vontade” aceitamos a possibilidade de não termos nossas súplicas atendidas; se buscamos comunhão com Deus deve ser pelo prazer que Sua companhia desperta, e não pela recompensa, por mais santa e justa que possa parecer. Podemos ter uma ideia fixa, biblicamente embasada, psicologicamente válida, amparada pelo bom senso e a defendermos em oração arduamente, com jejum se necessário...e ficarmos a ver navios...

Esta oração que transcende a necessidade pura traz a aceitação da solidão última de cada um de nós, com a qual temos de conviver, queiramos ou não. Não somos Deus, Ele não é nós; nosso desejo é somente nosso, e impotente, pois não podemos transformar um fio de cabelo nosso de preto em branco, nem crescermos em estatura pela força de nosso querer. Comunhão com Ele não quer dizer fusão com Ele.

Não O vemos; aceitamos Sua existência através de um complexo jogo psicológico e intelectual, cimentado pelas experiências subjetivas cotidianas. Não podemos pedir-lhe prova de Sua realidade; ou do Seu poder; ou chantageá-Lo. O descrente que assiste o crente em oração tem certeza de presenciar uma ilusão pura, uma fantasia ou um delírio. O crente que ora sabe que nada pode provar, e ele mesmo se pergunta sobre sua própria sanidade. Sabe que nenhum sinal lhe será dado, porque o de Jonas já foi-lhe relatado, cabendo-lhe crer ou não; sabe que se for atrás de Jesus por causa do pão, será por Ele rejeitado; sabe que seu Senhor e mestre foi perseguido, humilhado, torturado e morto – e que o servo não pode esperar destino diferente.

O Deus real é bem diferente daquele dos nossos desejos...

FREIO NA LINGUA


Com experiência no falar desastrosamente, São Pedro Apóstolo tem autoridade para ensinar: “Aquele que ama a vida e deseja ver dias felizes, guarde a sua língua do mal e os seus lábios de proferir mentiras” (1Pd 3,10).



Quanta violência, crimes separação conjugal, de amigos, perda de emprego, desordem, fracassos, doenças e guerras por falta de freio na língua.
Se usar a língua para amaldiçoar, difamar, caluniar, blasfemar, mentir e falar negativamente, torna-se catastrófico o mundo inteiro.
Uma das piores desgraças do ser humano e ser falastrão e uma das maiores virtudes e falar pouco e o pouco que fala é com sabedoria. Uma língua sem freio leva a alma e corpo para perdição.
Existe muita gente que não tem amigos, amor e sucesso porque fala demais. E sobra como castigo a angústia e a solidão doentia.



NÃO DIGAS TUDO
Não digas tudo o que sabes,
Não faças tudo o que podes,
Não acredites em tudo o que ouves,
Não gastes tudo o que tens...
PORQUE:
Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem...
MUITAS VEZES:
Diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode.
(Provérbio Árabe)



O grande ícone da literatura espanhola, o novelista Miguel de Cervantes (1547 – 1616), disse: “Três coisas em demasia e três coisas em falta são perniciosas aos homens: falar muito e saber pouco; gastar muito e possuir pouco; se estimar muito e valer pouco”.



OS DITADOS FALAM POR SI SÓ



“Peixe morre pela boca”.
“Quem fala muito dá bom dia a cavalo”.
“Caveira quem te matou? Foi à língua”.
“Uma pessoa bonita e inteligente que fala pelos cotovelos torna-se horrorosa, boçal e solitária”.



PARA UMA PROFUNDA MEDITAÇÃO



“A morte e a vida estão em poder da língua” (Pr 18,21).
“Se alguém pensa ser religioso, mas não refreia a sua língua, antes se engana a si mesmo, saiba que a sua religião é vã” (Tg 1, 26).



O sábio ensinamento para frear a língua é a pedagogia do silêncio.
O Alimento dos monges é o silêncio e a meditação. Nos mosteiros e conventos aprendemos amar e praticar a sadia solidão companheira. A pedagogia do silêncio monástico é o tesouro espiritual da alma. Aqui se faz ouvir a voz interior, esta só para sentir-nos intimamente conectados com o céu, fechar os ouvidos para escutar e auscultar o bom Deus que faz em nós Sua habilitação eterna.
Para quem tem o vício de falar muito, se faz necessária uma profunda experiência de um encontro com Deus no silêncio e no progresso da meditação.
O caminho é fazer retiros espirituais, principalmente nos mosteiros, e se alimentar de literaturas monásticas.
No silêncio tudo se encontra.
O grande patriarca dos monges do Ocidente São Bento nos ensina: “Não gostar de falar muito”.

terça-feira, 24 de março de 2009

FAZER A PAZ COM AGUA


O fato da ONU consagrar o dia 22 de março como "Dia internacional da Água" não pode deixar de nos recordar que estamos vivendo uma profunda crise da civilização. Este modo de organizar o mundo, baseado na sistemática exploração de seres humanos por outros seres humanos e na intensa destruição da natureza por uma restrita elite mundial, já não tem mais sustentação. Dos seis bilhões de pessoas que habitam a face do planeta, apenas 1,7 bilhões pertence a esta sociedade consumista e predadora da civilização contemporânea. Para sustentar os caprichos dessa elite mundial são necessárias 1,5 Terras para alguns, ou até seis Terras para outros. Essa elite não está apenas no primeiro mundo, mas também tem seus nichos no segundo, terceiro e quarto mundo.



A consciência dos limites do planeta começou surgir a partir da década de 60, mas aprofundou-se na década de 70 e generalizou-se a partir da década de 80.



Entre todos os bens da Terra e da Vida, o mais ameaçado é a Água. É o maior problema ecológico de nossos tempos e está começando a ser motivo de conflitos e guerras entre vários povos em quase todos os continentes. Se um bilhão e duzentos milhões de seres humanos não têm acesso à água potável e milhões de crianças, em muitos países pobres, morrem em conseqüência do uso de águas impróprias para a saúde, não podemos mais não cuidar com prioridade desta questão. O uso que a sociedade faz da água aumenta sempre, enquanto, por causa da poluição e do aquecimento global, agora evidente, os rios de todos os continentes diminuem de volume normal, muitos estão agonizantes, como o São Francisco e o nosso Araguaia (quem o viu em fins de novembro, época que ele sempre estaria cheio e exuberante, sabe disso). As fontes de água diminuem a cada dia e o uso continua predatório.



Por outro lado, a reação a isso da sociedade capitalista é fazer da água uma mercadoria, em alguns lugares, mais cara do que o leite ou a Coca Cola. Vender a água, que é um bem indispensável à vida humana e a todas as formas de vida, como privatizar, ou seja, entregá-las nas mãos de grandes conglomerados econômicos, como a Coca-Cola, a Danoni e outras. Atualmente, por exemplo, todas as fontes minerais da cidade de São Lourenço, MG e a própria água que serve à cidade são propriedade particular da Coca-cola e são vendidas como mercadoria.



A privatização da água não se dá ao acaso, ou de forma dispersa. Ela passa pela elaboração de grandes estratégias, de acordo com a abundância da água nas regiões do planeta e através de planos que, ao longo prazo, permitam a apropriação privada desse bem em escala mundial.



Muitos grupos da sociedade civil têm se mobilizado contra este crime. O Uruguai conseguiu passar uma lei na sua nova Constituição Federal que proclama claramente: "A Água é uma necessidade e um direito de todos os seres vivos. Por isso, não poderá ser privatizada nem mercantilizada". A resistência contra continua difícil e violenta. Mas, a organização da sociedade civil mais consciente e os grupos ecológicos não descansam. "Na Itália, em 2004, as comunidades se organizaram e conseguiram obter uma grande vitória: obrigaram 136 prefeituras a retirar a deliberação - já muitas vezes, implementada - de privatizar a água. De lá para cá, a luta se ampliou e espalhou-se por outras regiões e países" (Cf. Alex Zanotelli no livro: Marcelo Barros e Frei Betto, O amor fecunda o universo, Ed. Agir 2009).



Certamente, as pessoas podem se perguntar: "O que nós, pobres mortais particulares, podemos fazer em prol de uma causa como esta? Sem dúvida, a primeira coisa é tomar consciência do problema, educar-se e educar os seus a tomar todo o cuidado de poupar água, de proteger os rios e fontes próximos à sua casa ou que você encontra nos caminhos da vida. Quem tem possibilidades, pode formar espontaneamente e civilmente - é previsto por lei federal - comissões de defesa das bacias hidrográficas. Existe uma funcionando sobre o rio Vermelho. Existirá alguma que proteja o Meia Ponte e, principalmente, o nosso Araguaia?



Fazer-se responsável, dentro de suas possibilidades, deste problema da Água é fazer com que a Paz e a Justiça possam ocorrer no mundo.

O ESPIRITO RELIGIOSO DE UM AUTÊNTICO CRISTÃO


A Constituição do Brasil que invoca Deus no seu Preâmbulo é um ato de respeito à convicção religiosa da maioria absoluta do povo brasileiro. Deus é o fim último de todas as consciências e de todas as sociedades. É Ele a fonte e a garantia dos valores, porque é Ele a realização infinita. É o Ser Supremo, Transcendente, Pessoal de quem dependem na existência e na atividade todos os seres do universo. Sério fenômeno do mundo hodierno é a expansão do ateísmo. Muitos, sobretudo na Europa, aderem à descrença. Esta tende a se tornar infelizmente norma comum da sociedade.Estudar a vida de vultos eminentes na qual se vislumbra uma fé arraigada, é firmar princípios fundamentais que valorizam o homem.Arthur da Silva Bernardes foi um varão que possuía profundo espírito religioso.Martins de Oliveira afirma: “Tinha o Presidente Bernardes, na sua formação espiritual, um ponto alto, altíssimo, como disciplina de ação”. Recebera, de fato, no berço a formação religiosa. Esta crença que herdou, ele fez crescer e em função dela viveu. Cristão convicto, não tinha respeito humano e se proclamava católico, apostólico, romano. Aliás, Arthur Bernardes, em entrevista ao jornal “A União” dizia francamente: “Fui educado na religião católica, que é a da maioria dos brasileiros, e, como homem de governo, não desconheço a influência benéfica da Igreja, em todos os tempos. Muito lhe deve o Brasil, a começar da descoberta, primeiras colonizações, catequeses, até aos nossos dias, em que a formação da moral do nosso povo e a educação da infância, têm o desvelo constante do clero. Assim também a assistência à pobreza, à orfandade e aos enfermos indigentes, é um dos mais beneméritos traços DA AÇÃO SOCIAL DA IGREJA”.O mandamento máximo de Cristo foi o preceito do amor. Arthur Bernardes, apesar da inflexibilidade com que teve que agir para o bem da nação, podia, com razão, dizer, como fez várias vezes, que não tinha inimigos. O ódio não tinha guarida em seu nobre coração. A palavra intransigência jamais seria escrita em sua agenda. O senso do Evangelho impregnava-lhe os sentimentos. Martins de Oliveira relata que, por ocasião de visita que fez ao grande político em Viçosa, em dado momento a palestra focalizou o papa Pio XII, então reinante. Arthur Bernardes “acentuou que o papa era um espírito de eleição e extraordinária grandeza moral. Pôs em relevo a situação em que encontrava o mundo sob os pavores da Grande Guerra, acrescentando que, para tais épocas, Deus escolhia instrumentos apropriados que pudessem dirigir a cristandade em luta pela paz”.Foi este espírito religioso que lhe plasmou o caráter cristão. Nunca sacrificou o bem público às compensações políticas, através de trocas escusas. Buscava a perfeição e desejava os melhores processos para atingir o progresso nacional. Eis o motivo pelo qual “foi verdadeiramente o ecônomo exatíssimo, mordomo absolutamente fiel dos dinheiros da Nação”. Seu semblante tranqüilo, fazia transparecer a limpidez de sua consciência em paz com Deus. Era a serenidade de quem cumpre o dever.Uma das mais impressionantes recordações de infância deste que escreve estas linhas foi contemplar a figura hierática daquele que fora o Presidente da República, assistindo a Missa de domingo na antiga Igreja Matriz da Sta. Rita de Cássia, de Viçosa. Seu porte um tanto majestático, revestia-se de magnetismo numa cerimônia religiosa, na qual um homem fora do comum adorava o Senhor do Universo, presente sob as espécies eucarísticas.A Deus atribuía todo bem que lhe advinha ou que podia fazer: “Rendemos graças ao Criador, por ter nos dado a necessária fortaleza de ânimo no cumprimento do nosso dever para com a Pátria”. Na Câmara dos Deputados afirmou que, como político de personalidade e idéias próprias, fora duramente atacado de todos, por seus adversários, os quais não ousaram chamá-lo de comunista ou cripto-comunista. Dava então o motivo: “devido às minhas conhecidas convicções católicas”.Não poderiam ser concluídas estas considerações sobre a religiosidade deste homem de fé profunda sem se transcrever suas últimas palavras. Por certo quisera Arthur Bernardes ter podido se entregar ao contacto diuturno com o Criador no instante de prolongadas reflexões. Servindo, porém, à pátria, ele serviu a Deus. Belas palavras sempre recordadas com enlevo: “O fim do homem é Deus para o qual devemos, preferentemente, viver. Eu, porém, vivi mais para a pátria, esquecendo-se d’Ele. A Ele devemos contas do uso que aqui fizemos de nossa vida, e eu a tive longa. Receoso de não poder resgatar minha falta no pouco tempo que me resta, apesar de Sua infinita misericórdia, peço aos meus amigos e correligionários brasileiros de boa vontade que me ajudem a supri-la com sua prece”.Impressionante missiva escrevera Arthur Bernardes a um amigo que estava afastado da religião e se achava no Rio de Janeiro. Eis o texto em toda beleza da forma e esplendor teológico: “Insisto na sugestão de se reconciliar com Deus por meio de uma confissão geral e da santa comunhão. Depois de entrar em graças, use diariamente a oração aconselhada pelo Pe. Antônio Pinto e obterá resultado. Procure um frade aí no convento ou mande chamá-lo em casa para se confessar caso não possa ir pessoalmente até lá. Vá confiante que Deus além de nosso Pai é nosso Amigo”. Aliás, pouco antes de falecer a ordem dada ao sentir-se mal foi esta: “procurem primeiro o padre, depois o médico”. No momento em que a Igreja Católica é atacada tão vilmente por certos locutores aos quais faltam fé e critério científico é bom recordar a religiosidade de uma figura ímpar como Arthur Bernardes, este, sim, homem culto, sábio e patriota aguerrido. * Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.






Última Alteração: 09:37:00

Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG)