FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A AUTORIA DO PENTATEUCO

A Lei de Moisés ou Pentateuco -- em hebreu : Chamshê Torá -- é o conjunto dos cinco primeiros livros das Sagradas Escrituras , a saber :
Gênesis....................Bereshit
Exodo......................Shemót
Levítico...................Vayikrá
Números....................Bamidbar
Deteuronômio...............Devarim
Os nomes em grego estão relacionados com o conteúdo do livro respectivo ; as denominações hebraicas são constituidas pela palavra principal do início de cada livro.
O autor do Pentateuco é Moisés , sob inspiração divina. Existem três redações do Pentateuco: a judaica , a samaritana , e a grega(a Septuaginta) ; com a versão latina , denominada Vulgata.
A versão dos Setenta foi uma tradução feita para o grego por um grupo de judeus residentes em Alexandria , entre os anos de 250 a 150 A. C. A Vulgata é a versão latina feita por São Jerônimo e definitivamente aprovada no Concílio de Trento . O papa Damaso encarregou São Jerônimo de fazer uma tradução das Sagradas Escrituras . Jerônimo levou 20 anos para traduzir a Bíblia dos textos originais , para o latim.
O Pentateuco contém a história do homem , a origem do povo hebreu e toda sua legislação civil e religiosa , finalizando com a morte de Moisés. Os oito versículos finais da Torá tratam da morte e sepultamento de Moisés (Deteuronômio 34:5). A Torá contém cinco mil oitocentos e quarenta e cinco versículos.
No Antigo Testamento lemos a história dos pactos de Deus com a humanidade , em Adão , Noé , Abraão , Moisés e Davi - a história do povo hebreu , desde a vinda de Abraão à Palestina , até a instalação da dinastia dos Hasmoneus : história em conexão com a dos povos vizinhos , sobretudo dos grandes impérios : ao sul , o Egito ; e ao norte , Babilônia , Assíria , e Pérsia. No meio dessas civilizações , vivia o povo de Israel , sofrendo a sua influência.
O que conferia relevo à civilização hebraica era , acima de tudo , o valor das suas instituições religiosas e morais ; elementos básicos desta civilização que foram sua glória exclusiva - de fundamental importância para a humanização e a civilização dos povos vizinhos . Tal como verificou-se com a evangelização do mundo antigo , através da ação apostólica.
A Lei de Deus expunha os preceitos mediante os quais os homens poderiam viver apartados do pecado , fazendo as boas obras , conservando a esperança na misericórdia de Deus . Estas obras não purificavam os homens do pecado original , mas impediam a condenação eterna . As leis de Deus foram dadas por um gesto magnânimo da justiça e da misericórdia infinitas do Pai que não abandonou em definitivo a criatura decaída no pecado ; deu-lhe a lei e a promessa da redenção em Cristo .
Somente a graça santificante de Cristo tem a capacidade de remover o pecado original e fazer a alma humana nascer para a vida sobrenatural . Contudo , sem a observância das leis de Deus , os homens não poderiam recebê-la eficazmente.
A Torá impunha deveres para com os próprios adversários (Êx 23:4-5) e definia como princípio ético basilar para o relacionamento humano o : "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Lev 19:18). A criatura humana , feita à imagem e semelhança de Deus , deve ser tratada , sempre , com a dignidade que Deus lhe atribuiu.
A Lei Mosaica exigia atenções especiais , para os estrangeiros , as viúvas , e os órfãos (Ex 22:21-23).
Contra os abusos da escravidão , um terrível mal da sociedade antiga , a Torá , além de múltiplas restrições (Ex 21:1-11; Lev 25:39-45; Dt 15:12-18), defendia o princípio de igualdade dos homens perante Deus (Lev 25:42).
O próprio Deus - Javé - pela pregação dos profetas , e , diretamente , Se faz advogado e protetor de Seu Povo .
NS Jesus Cristo confirmou a validade das leis de Moisés em diversas passagens. Ele fala do "Livro de Moisés" (Mc., 12, 26), da "Lei de Moisés" (Lc., 24, 44), atribui a Moisés os preceitos do Pentateuco (cf. Mt., 8, 4; Mc., 1, 44; 7, 10; 10, 5; Lc. 5, 14; 20, 28; João7, 19), e diz , em João 5, 45: "Vosso acusador é Moisés , em quem haveis posto a vossa esperança . Se crêem em Moisés , crerás também em mim , pois de mim escreveu ele "
Prof Everton N Jobim

JOÃO PAULOll COMENTA O SALMO 61


1. Acabam de ressoar as doces palavras do Salmo 61, um canto de confiança, que começa com uma espécie de antífona, repetida na metade do texto. É como uma jaculatória forte e serena, uma invocação que é também um programa de vida: «Só em Deus descansa minha alma, porque dele vem minha salvação, só ele é minha rocha e minha salvação, minha fortaleza: não vacilarei» (versículos 2-3.6-7).
2. O Salmo, contudo, mais adiante põe em contraposição duas formas de confiança. São duas opções fundamentais, uma boa e outra perversa, que comportam duas condutas morais diferentes. Antes de tudo, está a confiança em Deus, exaltada na invocação inicial, onde aparece um símbolo de estabilidade e segurança, a «rocha», ou seja, uma fortaleza e um baluarte de proteção.
O Salmista confirma: «De Deus vem minha salvação e minha glória, ele é minha rocha firme, Deus é meu refúgio» (versículo 8). Diz isso após ter evocado as confabulações de seus inimigos que «só pensam em derrubar-me de minha altura» (Cf. versículos 4-5).
3. Mas está também a confiança de caráter idólatra, ante a qual aquele que ora fixa com insistência sua atenção crítica. É uma confiança que leva a buscar a segurança e a estabilidade na violência, no roubo e na riqueza.
Então se faz um chamado sumamente claro: «Não confieis na opressão, não ponhais ilusões no roubo; e ainda que cresçam vossas riquezas, não lhes deis o coração» (versículo 11). Evoca três ídolos, proscritos como contrários à dignidade do homem e à convivência social.
4. O primeiro falso deus é a violência À qual a humanidade segue recorrendo por desgraça também em nossos dias ensangüentados. Este ídolo é acompanhado por um imenso cortejo de guerras, opressões, prevaricações, torturas e assassinatos execráveis, cometidos sem remorsos.
O segundo falso deus é o roubo, que se manifesta na extorsão, na injustiça social, na usura, na corrupção política e econômica. Muita gente cultiva a «ilusão» de satisfazer deste modo sua própria cobiça.
Por último, a riqueza é o terceiro ídolo ao que «se apega o coração» do homem com a esperança enganosa de poder-se salvar da morte (Cf. Salmo 48) e assegurar-se o prestígio e o poder.
5. Ao servir a esta tríade diabólica, o homem esquece que os ídolos não têm consistência, e mais, são daninhos. Ao confiar nas coisas e em si mesmo, esquece que é «um sopro», «aparência», e mais, se se pesa na balança, seria «mais leve que um sopro» (Salmo 61, 10; Cf. Salmo 38, 6-7).
Se fôssemos mais conscientes de nossa caducidade e de nossos limites como criaturas, não escolheríamos o caminho da confiança nos ídolos, nem organizaríamos nossa vida segundo uma hierarquia de falsos valores frágeis e inconsistentes. Optaríamos mais pela outra confiança, a que se centra no Senhor, manancial de eternidade e de paz. Só Ele «tem o poder»; só Ele é manancial de graça; só Ele é plenamente justo, pois paga «a cada um segundo suas obras» (Cf. Salmo 61, 12-13).
6. O Concílio Vaticano II dirigiu aos sacerdotes o convite do Salmo 61 a «não apegar o coração à riqueza». O decreto sobre o ministério e a vida sacerdotal exorta: «hão de evitar sempre toda classe de ambição e abster-se cuidadosamente de toda espécie de comércio» (Presbyterorum ordinis, n. 17).
Agora, este chamado a rejeitar a confiança perversa e a escolher a que nos leva a Deus é válido para todos e deve converter-se em nossa estrela polar no comportamento cotidiano, nas decisões morais, no estilo de vida.
7. É verdade, é um caminho árduo, que comporta inclusive provas para o justo e opções valentes, mas sempre caracterizadas pela confiança em Deus (Cf. Salmo 61, 2). Deste ponto de vista, os Padres da Igreja viram no Salmo 61 uma premonição de Cristo e puseram em seus lábios a invocação inicial de total confiança e adesão a Deus.
Neste sentido, no «Comentário ao Salmo 61», Santo Ambrósio argumenta: «Nosso Senhor Jesus, ao assumir a carne do homem para purificá-la com sua pessoa, não deveria ter cancelado imediatamente a influência maléfica do antigo pecado? Pela desobediência, ou seja, violando os mandamentos divinos, a culpa se havia introduzido, arrastando-se. Antes de tudo, portanto, teve de restabelecer a obediência para bloquear o foco do pecado... Assumiu com sua pessoa a obediência para transmitir-nos» («Comentário aos doze salmos»-- 61, 4: SAEMO, VIII, Milano-Roma 1980, p. 283).

LEITURA ORANTE DA BIBLIA


De fato, a Bíblia é uma forma de presença de Deus no meio de seu povo. Ela nos faz ouvir a Deus, a Ele nos conduz e nos faz conhecer seu amor. Se estivermos abertos à ação do Espírito Santo, a Bíblia nos fará não só ter um conhecimento teórico da Palavra de Deus, mas também experimentar vivamente o amor com que Deus nos ama. Essa experiência é fundamental na vida cristã. O Papa nos diz que a Bíblia é a história de como Deus ama seu povo (cf. Familiaris Consortio, 12). Não tanto a história de como nós amamos ou não amamos a Deus, ainda que isso também esteja registrado na Bíblia. Ela é, antes de tudo, a história de como Deus ama seu povo, de como Deus agiu, age e agirá na história da humanidade. Isso significa que, se quisermos saber e experimentar de como Deus ama seu povo, um dos caminhos mais diretos é a leitura da Bíblia, principalmente dos Evangelhos, que narram a culminância desse amor de Deus por nós na pessoa de Jesus Cristo, morto e ressuscitado. De fato, Jesus, para nossa salvação, desceu do céu, fez-se homem, morreu na cruz e ressuscitou dos mortos.
Um dos métodos melhores para descobrir a Bíblia como caminho de encontro com Jesus Cristo e para fazer a experiência de seu amor neste encontro, é a leitura orante. Esse método usam-no muitos atualmente. Ele vem da antiga tradição da Igreja. Foi divulgado no Brasil pela Conferência dos Religiosos. Mas também, o próprio Papa João Paulo II o recomenda, quando, no documento “Igreja na América”, de 1999, fala do modo de encontrar Jesus Cristo na Igreja, hoje. O primeiro modo, segundo o Papa, é “a Sagrada Escritura, lida à luz da Tradição, dos (Santos) Padres e do Magistério, e aprofundada através da meditação e da oração” (n. 12).
A leitura orante da Bíblia se compõe de quatro passos, a saber, a leitura do texto, a meditação, a oração e a contemplação. O primeiro passo é a leitura do texto. Começa-se pela escolha de um trecho da Bíblia, de preferência um texto dos Evangelhos. Na leitura do texto, podemos conhecer primeiro a letra da Palavra de Deus, para penetrar em seguida no seu espírito e compreender seu sentido. Por essa razão, é preciso ler devagar, com toda atenção, e deixar-se envolver pelo texto. Assim, ele pode situar-nos no momento histórico em que foi escrito, para descobrir o que Deus queria dizer ao povo naquele tempo, o que Deus significava para aquele povo, como se revelava e como o povo na época reagia ao que Deus lhe revelava, isto é, à revelação de “como Deus amava seu povo”.
O segundo passo é a meditação do texto. Na meditação perguntamos o que diz o texto para mim, para nós, hoje?, o que Deus quer dizer a nós hoje através do texto lido? Na meditação, trata-se, portanto, de tornar o texto atual e trazê-lo para dentro de nossa vida e realidade, tanto pessoal como social. Para melhor meditar, será bom repetir a leitura do texto, revolvê-lo e por assim dizer ruminá-lo e mastigá-lo, até descobrir o que ele tem a dizer a nós, hoje.
O terceiro passo é rezar. A oração, aliás, deve estar presente desde o início da leitura orante, quando invocamos o Espírito Santo, a fim de que Ele nos ilumine e acompanhe na leitura. Também a meditação já é um pensar que vai se transformando em oração. De fato, a meditação nos deve levar à oração, nos deve levar a falar com Deus sobre o que o texto nos diz. Será uma oração de louvor e de súplica ao Deus que ama seu povo e me ama também individualmente.
Por fim, no quarto passo, entramos na contemplação. Os três passos anteriores terminam assim por nos fazer contemplar a Deus, nos colocam diante de Deus e nos fazem experimentar o mistério de seu amor, onde as palavras já não contam tanto, mas em que nos sentimos felizes de estar com Deus e de provar seu amor.
Essa forma de leitura orante da Bíblia nos qualifica, obviamente, de modo muito vivo para anunciar esta Palavra aos outros e cria em nós o elã missionário, o impulso de levar outros a encontrarem-se com Jesus Cristo vivo, no Espírito Santo. E Jesus nos conduzirá ao Pai.
Josp - 01/09/04_____________________________________________________________
Lectio Divina ou Leitura Orante da Bíblia (Vocações Carmelitas On Line) ______________________________________
Para melhor entender o que é o Método da Leitura Orante da Bíblia é necessário saber que a palavra método, na língua grega, significa caminho, procedimento, meio pelo qual se quer atingir um objetivo. Leitura é o ato de ler. E ler, em sentido estrito, é decifrar e compreender um texto escrito. Orante, que ora, que reza, que induz à oração, que se faz oração, que leva à oração. No século XI, um monge chamado Guigo sistematizou e reorganizou o método através de quatro degraus espirituais: a leitura, a oração, a meditação e a contemplação, como meio adequado para um monge realizar uma Leitura Orante da Bíblia espiritualmente proveitosa. Guigo deu a estas quatro etapas o nome de Escada dos Monges, pela qual eles sobem ao céu.
• Primeiro Degrau: Leitura (Lectio)
Se for verdade que é importante saber rezar, é também muito importante saber ler. A verdadeira leitura é a que nos leva ao entendimento e à compreensão do texto escrito. Ao iniciar a Leitura Orante da Bíblia, você não vai estudar; não vai ler a Bíblia para aumentar o seu conhecimento nem para preparar algum trabalho apostólico; não vai ler para ter experiências extraordinárias. Mas você vai ler a Palavra de Deus para escutar o que Deus tem a lhe dizer, para conhecer a Sua vontade e, assim, "viver melhor em obséquio de Jesus Cristo". Em você deve estar a pobreza; deve estar também a disposição que o velho Eli recomendou a Samuel: "Fala Senhor que teu servo escuta" (1 S 3,10).
• Segundo Degrau: Meditação (Meditatio)
Segundo o monge Guigo, "a leitura sem meditação é árida, e a meditação sem leitura é errônea". Medita-se atualizando o que se leu, buscando o sentido para a vida, tanto pessoal como comunitária, tendo a preocupação de se perguntar: "O que o texto diz para mim, para nós?". Neste segundo passo, você entra em diálogo com o texto, para que o sentido se atualize e penetre na sua vida hoje. Como Maria, rumine o que escutou, e "medite na Lei do Senhor", para que, assim, "a Palavra de Deus habite abundantemente na sua boca e no seu coração".
• Terceiro Degrau: Oração (Oratio)
O monge Guigo dizia que "a leitura sem a meditação é morna e a meditação sem a oração é infrutífera". Oração nesse caso é entrar em diálogo com Deus dando uma resposta solicitada pela Palavra que nos foi dirigida por Ele. Você deve estar sempre preocupado em descobrir: "O que o texto me faz dizer a Deus?". É a hora da prece, o momento de "vigiar em orações". Até agora, Deus falou para você; chegou a hora de você responder a Ele. • Quarto Degrau: Contemplação (Contemplatio)
O resultado, o ponto de chegada da Leitura Orante é a Contemplação. Contemplação é ter nos olhos algo da "sabedoria que leva à salvação" (2T 3,15); é começar a ver o mundo e a vida com os olhos dos pobres, com os olhos de Deus; é você assumir sua própria pobreza e eliminar do seu modo de pensar aquilo que vem dos poderosos; é tomar consciência de que muita coisa, da qual você pensava que fosse fidelidade a Deus, ao Evangelho e à Tradição da Ordem, na realidade nada mais era do que fidelidade a você mesmo e aos seus próprios interesses; é saborear desde já, algo do amor de Deus que supera todas as coisas; é mostrar pela vida que o amor de Deus se revela no amor ao próximo; é dizer sempre: "faça-se em mim segundo a Tua Palavra". E assim tudo o que deve ser feito, será feito de acordo com a Palavra do Senhor". ____________________________________________________________
A Leitura da Bíblia , segundo a Constituição Dogmática 'Dei Verbum' do Concílio Vaticano II :
Leitura da Sagrada Escritura
" 25. É necessário, por isso, que todos os clérigos e sobretudo os sacerdotes de Cristo e outros que, como os diáconos e os catequistas, se consagram legitimamente ao ministério da palavra, mantenham um contacto íntimo com as Escrituras, mediante a leitura assídua e o estudo aturado, a fim de que nenhum deles se torne «pregador vão e superficial da palavra de Deus. por não a ouvir de dentro» (4), tendo, como têm, a obrigação de comunicar aos fiéis que lhes estão confiados as grandíssimas riquezas da palavra divina, sobretudo na sagrada Liturgia. Do mesmo modo, o sagrado Concílio exorta com ardor e insistência todos os fiéis, mormente os religiosos, a que aprendam «a sublime ciência de Jesus Cristo» (Fil. 3,8) com a leitura frequente das divinas Escrituras, porque «a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo» (5). " _____________________________________________________________
Diz o catecismo da Igreja sobre os modos de ler a Bíblia
117 O sentido espiritual - Graças à unidade do desígnio de Deus, não somente o texto da Escritura , mas também as realidades e os acontecimentos de que fala podem ser signos.
O sentido alegórico -- Podemos adquirir una compreensão mais profunda dos acontecimentos reconhecendo sua significação em Cristo; assim , a travessia do Mar Vermelho é um signo da vitória de Cristo e , por ele , do Batismo (cf. 1 Cor 10,2).
O sentido moral - Os acontecimientos narrados na Escritura podem nos conduzir a um obrar justo. Foram escritos "para nossa instrução" (1 Cor 10,11; cf. Hb 3-4,11).
O sentido anagógico - Podemos ver realidades e acontecimentos em sua significação eterna , que nos conduz (em grego: "anagoge") até nossa Pátria. Assim , a Igreja da terra é o signo da Jerusalém celeste (cf. Ap 21,1-22,5). ______________________________________
Os modos de ler as Sagradas Escrituras
Prof Everton N Jobim ______________________________________
Além da chamada 'leitura orante' -- tratada nos textos acima -- existem outras modalidades de leitura da Bíblia , como a 'leitura litúrgica' e a 'leitura militante' . Acima de tudo , o importante é ler a Bíblia e receber a graça do Espírito Santo , presente na inerrante Palavra de Deus -- fonte da doutrina revelada .
Não obstante , como a única autoridade que pode apresentar o sentido exato do Texto Sagrado é o magistério eclesiástico , a leitura 'orante' e 'militante' não podem sair dos limites da leitura litúrgica e da interpretação admitida pelo sagrado magistério.
A dita leitura 'militante' , a leitura , portanto , que convida à ação e à transformação não pode contrariar os limites do que é admitido pela doutrina una da Santa Igreja . E quando lemos o Texto Sagrado na santa missa ou em atos de culto , tampouco deixamos de orar e de nos transformar com essa leitura.
Portanto , essas modalidades de leitura da Bíblia são adjetivações que reforçam aspectos de um mesmo ato ; um ato uno e indiviso , em conformidade com as circunstâncias específicas da nossa vida.
A leitura da Bíblia é fundamentalmente dispor a nossa mente e o nosso coração para o recebimento da mensagem de Deus e assim amá-Lo e louvá-Lo , intensamente , como fonte derradeira de orientação espiritual , e , principalmente , de justiça , em nossas vidas e na vida da coletividade . O Texto Sagrado e a Sagrada Tradição , integram o mesmo depósito da fé , possuem a mesma origem e comungam os mesmos objetivos , consequentemente não pode haver uma divisão insuperável de leituras da Bíblia.
Não devemos confundir , tampouco , a riqueza estilística da Bíblia -- as figuras de linguagem e o linguajar da época -- com mitos e fantasias. O escritor sagrado utilizava frequentemente recursos linguísticos e liberdade poética , para expressar idéias religiosas e desenvolver pensamentos complexos. Mesmo nos dias atuais , utilizamos esse tipo de comunicação na forma oral e escrita. Essa riqueza estilística muitas vezes pode propiciar interpretações errôneas da Palavra de Deus , por essa razão é necessário seguir a leitura oficial do sagrado magistério . Somente ele possui o carisma da infalibilidade doutrinária.
Prof Everton N Jobim

DEUS VINGA AS FALTAS DOS PAIS NOS FILHOS? COMO CONCILIAR AS AFIRMAÇÕES BIBLICAS ABAIXO.?


O filho não deve ser castigado pelo erro do pai ,ou vice-versa (Deuteronômio 24:16) (Ezequiel 18:20) (II Crônicas 25:4) e Deus vinga a crueldade dos pais nos filhos até a quarta geração (Êxodo 20:5) (Deuteronômio 5:9) e Todos os homens são culpados pelo pecado de Adão. A culpa passou de pai para filhos por diversas gerações (Romanos 5:12). ______________________________________
Resposta católica:______________________________________
O pecado é um ato livre e consciente do ser humano . O homem instruído em termos morais , exercendo livremente a sua vontade , sem constrangimentos externos insuperáveis , sem ignorar a doutrina moral da Igreja , irá cometer pecado se violar as leis de Deus .
Quem ignora o caráter proibido de uma ação ou quem é forçado a fazer algo , não pode ser considerado pecador. Deus seria injusto se punisse o pecado dos pais nos filhos , e negaria a Sua própria doutrina . Negaria , portanto , o princípio do livre-arbítrio e da individualidade da alma .
O único pecado herdado , o único pecado que implicou numa punição das gerações seguintes , foi o pecado original , o pecado de Adão . O homem ficou privado da graça e da justiça de Deus .
A afronta de Adão a Deus foi imensa , e o homem poderia perfeitamente ter sido definitivamente riscado do Livro da Vida .
Deus , contudo , não abandonou a criatura decaída , deu-lhe a lei e a promessa da redenção em Cristo - expressões da Sua misericórdia infinita . Com a lei , o homem pôde distinguir o bem do mal , constatar as consequências nefastas de seguir o caminho do pecado e a recompensa de seguir o caminho do bem e da justiça de Deus .
Através do respeito à Lei , o homem poderia escapar do inferno onde cumpriria pena eterna , aguardando no Sheol , o momento de receber a graça justificadora , com a vitória de Cristo sobre a morte .
A Lei e as obras da Lei eram insuficientes para restabelecer a vida divina em nossa alma ; somente o sacrifício vicário de Cristo poderia vencer essa separação e restabelecer a graça na alma de todos aqueles que acolhem a mensagem salvífica pela fé .
Nossa alma se torna agradável e agradecida a Deus , após o batismo , nada restando de pecado e merecedor do ódio divino . Com a graça , as portas do céu são novamente abertas aos homens . O Espírito Santo , habitando em nossas almas , permite e convida os homens a crescerem na graça , na justiça e na caridade , mediante a realização das boas obras e da participação intensa na vida litúrgica da Igreja.
Contudo o sofrimento físico e a morte física persistem , mesmo com o fim da privação espiritual da visão beatífica .A razão para a persistência do sofrimento no mundo , mesmo após a vitória de Cristo sobre a morte , é um mistério . Talvez para que o nosso esforço pessoal seja ainda mais valorizado por Deus . De toda forma , Cristo prometeu derrotar o mal definitivamente no fim dos tempos e reunir o céu e a terra ; quando , então , os homens submetidos ao Juízo Final recerão um corpo glorioso transfigurado para a glória de Deus .
Os homens devem perseverar sob a graça , até o fim de suas vidas , para encontrar a salvação .
Com o uso da razão e sob os ditames da moral cristã , irão aperfeiçoar sua personalidade ; lutando igualmente para aperfeiçoar a sociedade em que vivem , auxiliando o próximo e aliviando o seu sofrimento .
Nas citações bíblicas acima expostas , cabe registrar que a idéia de punição das faltas dos pais nos filhos não tem fundamentação doutrinária . O que a expressão bíblica deseja comunicar é que os efeitos do pecado propagam-se em conformidade com a sua gravidade , ao longo do tempo , se não houver arrependmento e conversão . Deus abandona aqueles que viram as costas para Ele , e este indivíduo ainda que podendo viver uma vida natural relativamente boa , irá sentir os efeitos do pecado nesta terra e após a morte . E caso essa escolha pecaminosa dos pais vier a ser confirmada pelos filhos , eles também estarão sujeitos ao abandono de Deus. ________________________
Arrependimento divino ?________________________
Pergunta :
Porque é dito que Deus se arrependeu da promessa de destruição do seu povo quando Moisés estava no monte Sinai ? (Ex 32, 14) _________________________
Resposta :_______________
Essa passagem pode ser interpretada como uma profecia revelada por Deus a Moisés , de forma condicionada . É frequente no AT e mesmo no NT, Deus manifestar Seu descontentamento em relação à determinada conduta humana , para convidar Seu povo à conversão e ao abandono do pecado .
Moisés pede clemência Deus por Seu povo ; pede para que Deus aplaque a sua ira , porque ele , Moisés , tentará reverter a situação . Moisés lembra a história do povo de Deus , as alianças anteriores e o desejo de fazer de Israel uma grande nação para a posteridade. Deus , então , abandona Seu intento de punir Seu povo.
Lemos no Texto Sagrado :
" O Senhor disse a Moisés: "Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito. 8Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito. 9Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura. 10Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação." 11Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: "Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão? 12Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para 12Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo. 13Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna." 14E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo. 15Moisés desceu da montanha segurando nas mãos as duas tábuas da lei, que estavam escritas dos dois lados, sobre uma e outra face. 16Eram obra de Deus, e a escritura nelas gravada era a escritura de Deus. 17Ouvindo o barulho que o povo fazia com suas aclamações, Josué disse a Moisés: "Há gritos de guerra no acampamento!" 18" "(Ex 32 1 - 18)
Prof Everton Jobim

OS DEZ MANDAMENTOS


Pergunta
Por que os Dez Mandamentos da Bíblia foram mudados pela Igreja Católica ; entre os judeus , os cristãos ortodoxos e os protestantes , continua valendo a disposição bíblica ! ? _________________________________________________
Resposta _________________________________________________
A Igreja não alterou a verdade objetiva das leis reveladas por Deus a Moisés ; -- as leis de Deus são verdades eternas .
Apenas as agrupou diferentemente do modo de organização que se apresenta no Êxodo (III. 20.1-21 ) e no Deuteronômio ( II 4.44– 11.32 ).
Essa medida foi necessária em decorrência da vinda de Cristo e da sua missão salvífica que incorporou as leis de Deus em um patamar diferente do que vigorava anteriormente.
Somente a autoridade eclesiástica máxima , pode definir o que é uma 'lei de preparação para a vinda de Cristo' , sob a assistência infalível do Espírito Santo , com base na doutrina revelada por NS Jesus Cristo( Sagradas Escrituras e Sagrada Tradição ).
O primeiro mandamento e o segundo mandamento foram unificados , porque tinham basicamente o mesmo signficado. Adorar a Deus acima de todas as coisas e não ter outros deuses , implica em não praticar a idolatria.
Fazer imagens para adorá-las é motivo de anátema .
As imagens de Jesus , dos anjos e santos não são adoradas , são instrumentos de estímulo aos sentidos e de referência , para louvarmos uma realidade que transcende a imagem -- existente no céu -- através da oração.
A economia da salvação foi modificada em face da nova realidade espiritual propiciada pela encarnação de Cristo ; na medida em que Jesus Cristo é a visibilidade de Deus , e a realização da lei . Ele é a expressão , em um corpo natural , da glória eterna do Pai que regenera a realidade criada. Por isso a matéria pôde ser usada para transmitir a graça e para auxiliar a oração e reforçar a fé de cada um de nós - é o que se verifica nos sacramentias .
A guarda do sétimo dia passou a ser a guarda do Domingo , o dia da ressurreição de Cristo . De sete em sete dias , os cristãos louvam a Deus , na santa missa , suspendendo seus afazeres cotidianos .
Por fim , o último mandamento foi desmembrado , objetivando especificar a cobiça pela mulher ; -- diferenciando a dignidade da pessoa humana da importância secundária dos bens materiais . ___________________________________________
Sobre a Igreja Ortodoxa ________________________________
A Igreja Ortodoxa apesar de não ter modificado a organização das Leis de Deus , admite a feitura de ícones e imagens de Jesus e dos Santos , e igualmente tem o Domingo como o Dia da Guarda e de culto ao Senhor________________________________________________
Ordenação dos Mandamentos segundo a Igreja Católica _________________________________________________ 1.Eu sou o Senhor teu Deus: não terás outro Deus além de mim.2. Não pronunciarás o nome de Deus em vão. 3. Guardarás os domingos e as festas de guarda.4. Honra teu pai e tua mãe.5. Não matarás.6. Não cometerás adultério.7. Não furtarás.8. Não levantarás falso testemunho.9. Não cobiçarás a mulher do próximo.10. Não desejarás as coisas dos outros.________________________________________________
Ordenação da Bíblia ________________________________________________ Não adorem a nenhum outro deus -- só a mim. Não façam nenhum tipo de ídolo nem adorem imagens. Não usem o nome do Senhor, o seu Deus, com falta de respeito. Lembrem-se que o sétimo dia é um dia santo, de descanso. Honrem seu pai e sua mãe. Não matem. Não adulterem. Não roubem. Não inventem mentiras sobre as outras pessoas. Não cobicem a casa nem as propriedades e nem a mulher de seu próximo._________________ Prof Everton Jobim Referência : CIC de 1992 , Catecismo de Trento

ESTUDOS BIBLICOS


"Quem quiser ser o primeiro entre vós , faça-se servo de todos" (Mc 10 , 44 )
" quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo , assim como o Filho do homem que não veio para ser servido , mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". ( Mt 20 , 25 - 28) __________________________________________________________
Os estudos bíblicos têm por escopo entender sempre melhor o significado da Palavra de Deus - a doutrina revelada - presente nas Sagradas Escrituras.
Para o alcance percuciente do significado das Sagradas Escrituras, a Igreja advoga o concurso de diferentes ciências , incluindo as 'ciências profanas' como a filologia , a linguística , a historiografia e a arqueologia , entre outras disciplinas . A razão e a ciência são dons de Deus concedidos à alma humana para o conhecimento da ordem natural , e , sob o auxílio da graça , para o conhecimento da verdade revelada ; das verdades bíblicas .
A autoridade eclesiástica é a responsável única pelo modo como os cristãos devem ler e entender a Bíblia; pela exegese oficial , enfim . A teologia que se estrutura diretamente sobre o estudo das Sagradas Escrituras é a teologia bíblica , esta teologia , em coerência com a totalidade da doutrina da Igreja Católica , é antitética em relação ao princípio da "sola scriptura" . Ainda que conferido primazia ao registro do hagiógrafo , não prescinde da tradição e da autoridade do magistério da Igreja , pois esta verdade está afirmada na própria doutrina revelada presente nos Textos Sagrados.
A Igreja Católica não admite o chamado livre-exame da Bíblia porque entende que o carisma da infalibilidade não é desfrutado por todos os cristãos , mas apenas pelo Sumo Pontifice em pronunciamentos " ex-cathedra " ou pelo Colégio Episcopal em pronunciamentos definitivos do seu magistério infalível, como o magistério de seus concílios ecumênicos, realizado sob a presidência do Romano Pontífice . A Igreja possui a missão inalienável de ensinar , governar e santificar a si mesma , e a multidão de fiéis .
As Sagradas Escrituras narram a história do Povo de Deus , desde a criação do mundo até as ações missionárias dos apóstolos de Cristo. Descrevem os sucessivos pactos de Deus com os homens , Suas leis , as profecias de diversas épocas , as intervenções divinas na história e a preparação para a vinda do Messias. O Texto Sagrado , contudo , nem sempre informa seu sentido à primeira leitura , é necessário , portanto , o trabalho hermenêutico e exegético de pesquisadores e teólogos autorizados pela Sé Apostólica. As Sagradas Escrituras apresentam muitas figuras de linguagem , metáforas , metonímias , hipérboles , expressões idiomáticas e foram redigidas em hebreu arcaico , idioma com muitas restrições lexicais , elementos estes que podem efetivamente confundir o nosso entendimento. As mensagens da Bíblia portanto devem ser entendidas dentro de um conjunto doutrinário integrado e coerente.
Além disso , os originais desses textos sofreram diversos processos de cópia e tradução que produziram algumas alterações semânticas e também na organização dos mesmos. Não são intentos deliberados de ocultar ou acrescentar alguma informação , não são intentos desonestos de acrescentar ou retirar algo da Bíblia ; são problemas objetivos , traduções de traduções , manuscritos elaborados de forma mais precisa , ou menos precisa , e assim sucessivamente.
A Igreja condena, sim, o intuito deliberado de mudar o Texto Sagrado ; mas a presença de problemas objetivos como os mencionados --- dúvidas filológicas sobre o termo mais adequado a ser traduzido , ou o modo de organizar os textos , ou ainda , a perda de partes dos originais --- não contituem atos moralmente condenáveis , porque escapam ao controle da vontade humana.
Podem argumentar algumas pessoas : mas a Igreja não desfruta de infalibilidade no exercício de seu magistério solene ? Sim , desfruta ! Mas não ao traduzir ou copiar textos no âmbito do empenho humano isolado , sem a supervisão da autoridade eclesiástica ! Os originais dos apóstolos e discípulos são obras inspiradas , e , rigorosamente , verdadeiras , no que concerne à realidade sobrenatural revelada ; mas o empenho humano de reproduzir esses originais , em diversas culturas e tempos da história , defronta-se com sérias dificuldades próprias do nosso entendimento e do nosso mundo imperfeitos .
Para isso , existe a autoridade da Igreja que examina essas versões e concede , ou não , o 'nihil obstat' . A autoridade derradeira para a leitura e a interpretação da Bíblia é a Sé Apostólica e essa verdade é dogmática.
Deus não revelou Suas verdades aos homens para que estas ficassem sujeitas à livre interpretação individual. Por essa razão , ao revelar Sua doutrina sagrada , NS Jesus Cristo definiu , nela mesma , a existência de uma autoridade especialmente investida e assistida pelo Espírito Santo a fim de garantir a integridade do depósito da fé. Confiou a Pedro , aos apóstolos e aos sucessores dos apóstolos , a autoridade para ler e ensinar a sagrada doutrina - infalivelmente . (Mt 16,16-19 ; Lc 22,31s ; Jo 21,15-17 ; Jo 14,26 ; 16, 13-15). Essa é a estrutura hierárquica fundamental da Igreja , que recebe uma especial e permanente assistência do próprio Cristo , através do Espírito Santo (Mt 28, 18-20) . A verdade revelada por Deus é definitiva , imutável ; ela existe independente do nosso entendimento subjetivo e dos contextos historico-culturais. O que vale dizer : há um entendimento geral e obrigatório da sã doutrina e uma aplicação específica legítima , para cada cristão que leia a Palavra de Deus em cada contexto. A Palavra de Deus age conforme as nossas necessidades , mas este atendimento da nossa especificidade , não nega , em absoluto , a verdade definitiva e aplicável a toda a Igreja.
As Sagradas Escrituras e a tradição do magistério da Santa Igreja formam uma unidade indissolúvel , possuem a mesma origem , comungam os mesmos objetivos e integram o mesmo depósito da fé . As Sagradas Escrituras mandam que respeitemos os nossos pastores em seu magistério , e o sagrado magistério retira seus ensinamentos dessa fonte sublime da Palavra de Deus , sob o auxílio permanente do Espírito Santo .
Infelizmente, a Palavra de Deus não foi homogeneamente acolhida por todos os povos em todos os tempos. Até a " Reforma Protestante " , o Cânon das Sagradas Escrituras entre os cristãos , era basicamente o mesmo , não obstante , após a " Reforma " , na recusa da aceitação das deliberações do magistério eclesiástico anterior , os protestantes retiraram sete livros da Bíblia , considerados apócrifos . São os famosos Deuterocanônicos ; cuja última confirmação do magistério supremo da Igreja , data do Concílio Tridentino ( séc. XVI ) . Os judeus , de modo geral , excetuando os judeus messiânicos , não acolhem o cânon cristão - o Novo Testamento - porque não consideram Jesus Cristo o Messias prometido , e não acolhem , também , as obras admitidas na Septuaginta , por decisão da Sinagoga de Jâmnia que decidiu retirar os nossos Deuterocanônicos do cânon judaico.
A Bíblia Católica, portanto, difere da bíblia protestante e das escrituras sagradas dos judeus.
Vejamos, então, quais são estas importantes distinções :
Bíblia Judaica :
Contém 39 livros do Antigo Testamento ; rejeita o Novo Testamento ; não aceita os livros do segundo cânon ( deuterocanônicos )
Bíblia Protestante :
Aceita os 39 livros do Antigo Testamento e também os 27 do Novo Testamento ; rejeita os livros do segundo cânon , como não canônicos
Bíblia Católica :
- Contém os 39 livros do Antigo Testamento e os 27 do Novo Testamento
- Inclui os livros do segundo cânon que são : Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel.
Prof Everton Jobim __________________________________________________
" und ich sagen auch an Sie, das sind Sie Peter, und nach diesem Felsen baue ich meine Kirche auf; und die Gatter der Hölle herschen nicht gegen "( Matthew 16:18 )

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ENCONTRO DE BENTO XVll COM CATÓLICOS ARMÊNIOS.



O Santo Padre recebeu em audiência, esta manhã, no Vaticano, o chefe da Igreja armênia apostólica de Cilícia, o Catholicós Aram I, acompanhado de uma delegação de bispos e arcebispos.
O diálogo entre as várias confissões cristãs para a paz no mundo, a preocupada denúncia das perseguições que atingem os cristãos no Oriente Médio e em outras partes da terra foram os temas tocados pelo papa na referida audiência.
Antes do encontro no Vaticano, a delegação se deteve em oração, na Cripta Vaticana, diante do túmulo de João Paulo II. Uma oração comum, na Capela Redemptoris Mater da residência apostólica, concluiu a audiência.
Existe um mundo ao qual os cristãos - unidos pela oração e pela herança espiritual de fé comum - podem testemunhar valores de paz. E há um mundo que se volta contra os cristãos justamente por causa de seus valores e de sua fé. Ambos os aspectos foram ressaltados no encontro entre Bento XVI e o Catholicós armênio, Aram I.
O encontro teve um forte caráter ecumênico. De fato, o pontífice deu grande ênfase à contribuição dada nestes anos pela Sé de Cilícia e por seus delegados aos “positivos contatos” mantidos entre as Igrejas ortodoxas orientais com a Igreja católica. Nesse sentido, o papa fez os seguintes votos:
“Devemos ter confiança que o diálogo continuará seguindo avante, vez que promete esclarecer questões teológicas que nos dividiram no passado, mas que agora parecem abrir-se a um maior consenso. Estou confiante de que o atual trabalho da Comissão Internacional - dedicada ao tema: ‘A natureza, a Constituição e a missão da Igreja’ - permitirá a muitas das questões específicas do nosso diálogo teológico encontrar o seu justo contexto e a resolução.”
Ademais, Bento XVI afirmou que a “maior compreensão” e “o apreço pela tradição apostólica que nós partilhamos contribuirá a um ainda mais eficaz testemunho comum de valores espirituais e morais, sem os quais uma ordem social verdadeira, justa e humana não pode existir”.
Por sua vez, também o chefe da Igreja armênia apostólica de Cilícia observou que não existe outro caminho a não ser o do confronto respeitoso.
O Catholicós armênio citou a Declaração comum subscrita junto com João Paulo II em janeiro de 1997:
“‘O encontro constituiu uma ocasião privilegiada para orar e refletir juntos, para reiterar o seu compromisso e o seu esforço comum pela unidade dos cristãos’, renovado e reforçado com o poder do Espírito Santo. Nós continuamos a viagem ecumênica dos nossos predecessores. Nós acreditamos que esse é o único caminho - fortificados pelos mandamentos de amor e unidade de nosso Senhor - que deverá levar-nos a uma missão comum diante da necessidade que o mundo inteiro tem da mensagem do Evangelho que dá vida.”
Em seguida, o pontífice voltou seu olhar para as difíceis realidades vividas pelas populações do Líbano e do Oriente Médio. Bento XVI disse rezar todos os dias pelas referidas populações afirmando que acompanha as respectivas vicissitudes com ”profunda preocupação”, porque - ressaltou - o repetir-se constante de “tensões e conflitos” “continua minando todos os esforços voltados a promover a reconciliação e a paz em todos os níveis da sociedade civil e na vida política e na região”:
“Recentemente ficamos muito sentidos com o aumento da violência e da perseguição contra os cristãos em algumas partes do Oriente Médio e em outros lugares. Somente quando os países envolvidos forem capazes de determinar o seu próprio destino, as várias etnias e comunidades religiosas aceitarem e respeitarem plenamente as outras, a paz será construída em sólidos fundamentos de solidariedade, justiça e respeito pelos direitos legítimos das pessoas e dos povos.”
O respeito por tais direitos, violados em tempos recentes, encontra-se também na base do que o Santo Padre definiu como “indizíveis sofrimentos” vividos pelo povo armênio durante o Séc. XX: sofrimentos iluminados pelo testemunho de mártires e santos que ainda hoje - afirmou o pontífice - modelam a cultura dos armênios. Uma ferida que não pode ser silenciada, disse, por sua vez, Aram I:
“As Igrejas, as religiões e os Estados devem reconhecer todo genocídio, inclusive o dos armênios, e fazer o possível para evitar novos genocídios, afirmando o direito de todos os povos à dignidade, à liberdade e à autodeterminação.”
Precedentemente, as palavras do pontífice e do Catholicós armênio tinham sido unidas em oração, as quais deram início à celebração ecumênica no Vaticano. As palavras dos Salmos e do Evangelho em língua armênia se alternaram até confluírem na bênção final, cuja leitura em duas vozes - a do papa e do Catholicós de Cilícia - deu à celebração uma força muito mais que simbólica.
Aram I encontrará novamente Bento XVI na próxima quarta-feira, na audiência geral, ao término da qual manterá um colóquio com o cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.
A estada em Roma do chefe da Igreja armênia apostólica de Cilícia inclui outros momentos significativos, tais como a visita à Basílica papal de São Paulo Fora dos Muros - para uma liturgia ecumênica diante do túmulo do Apóstolo dos Gentios no âmbito do Ano Paulino; e a participação na celebração das Vésperas com a Comunidade romana de Santo Egidio, na Basílica de São Bartolomeu, na Ilha Tiberina, marcada também por um momento de oração na Basílica de Santa Maria em Trastevere.
Aram I participará também de um Ato acadêmico promovido pela Pontifícia Universidade Urbaniana, durante o qual pronunciará uma lectio magistralis sobre o tema “Os desafios apresentados no Oriente Médio à Cristandade”.
Por fim, na tarde da próxima quarta-feira o Chatolicós de Cilícia concederá, na sede da nossa emissora, uma coletiva de imprensa.

Última Alteração: 08:27:00
Fonte: Radio Vaticano Local:Cidade do Vaticano