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ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 31 de março de 2014

Uma ferramenta cega.


Muito se fala sobre como as redes sociais mudaram nossa forma de nos relacionar. Mas será que ela também afeta nossa espiritualidade? Quando se fala sobre “espiritualidade”, não é bom pensar somente em “tempo de oração”, “tempo de leitura bíblica”, ou “trabalho na igreja”. Essas coisas alimentam a espiritualidade, ou resultam dela, mas não são a espiritualidade em si. A ausência das práticas devocionais indica uma doença espiritual, assim como a falta de apetite é sinal de doença. Quando se fala de afetações a espiritualidade, os principais sintomas são uma vida desequilibrada, relacionamentos interesseiros e superficiais e corações insensíveis. O buraco é mais embaixo. Mas como a Internet tem afetado tudo isso? O uso da internet, com todo seu foco multitarefa aos poucos está afetando a nossa forma de trabalhar, estudar, ler e até mesmo relacionar. Cada vez olhamos mais rápido e com menos interesse. Temos múltiplas abas abertas em nosso navegador e conversas simultâneas em nosso Facebook. Música, material didático, notícias, mangás e redes sociais dividem nossa atenção o tempo todo. O lado bom é que somos, aparentemente, seres mais eficientes. Em aparência apenas, porque estudos já mostram que, na verdade, não. Mas sabemos aproveitar cada segundo de tempo. Não temos mais que passar pela “chatice” de esperar. Enquanto Paulo não responde, falo com Luciana, e aí depois com Cezar. Enquanto o vídeo não carrega, tem uma notícia me esperando. Enquanto não crio disposição para estudar Java, tem dezenas de abas me esperando. Quanta eficiência! Mas essa “vantagem” também traz um grave perigo: o hábito da superficialidade. Nada é tão importante que mereça minha atenção dedicada, e sem essa atenção dificilmente nos aprofundamos em algo. Aos poucos, passamos a enxergar mais o perfil que a pessoa, a matéria que o aprendizado, a notícia que o fato. Queremos bônus sem ônus, e o perigo é nos tornarmos seres ultra-pragmáticos, superficiais, incapazes de esperar, de se dedicar. Como nos alerta Nicolas Carr, "a internet está nos tornando pessoas superficiais" (http://goo.gl/vEZa1p). Jesus nos chama para relacionamentos profundos, com Deus e com o próximo. Ele nos chama para sermos profundos, e termos profundos laços com o que nos cerca. Isso exige espera, paciência, mansidão, longanimidade e paz. O quão profundo você tem sido? Uma outra curiosidade sobre as redes sociais são os chamados fakes. Perfis falsos, com objetivos que vão desde homenagear ídolos, fazer piadas ou agir como trolls, eles são comuns e estão por aí. Eles criam imagens que não correspondem a si mesmo, e agem como tal. Mas eles não são os únicos! Nós também fazemos o mesmo, quando dizemos que um dia comum foi “maravilhoso, excepcional”, ou quando transformamos uma ida ao shopping em “magnífica”, fingimos que a nossa vida é a maior empolgação e “rimos litros” de qualquer piada do 9GAG. Essa é uma herança dos hipsters: buscar mostrar superioridade em tudo que escolhe (http://goo.gl/9rfSwy). Será que nossa vida é tão excepcional assim? Será que não temos problemas, ou se temos, será que pensamos tão profundamente sobre eles quanto queremos parecer, ao postar frases e versículos no Facebook? E aliás, por que mesmo você posta no Facebook? Segundo pesquisa (http://goo.gl/sk519e), o brasileiro passa cerca de 6,3 horas/dia no Facebook. Já somos o segundo país no Facebook, e o primeiro em permanência na rede, chegando a perder 1/4 do dia na rede. Eu penso se todo esse tempo é usado realmente para relacionamentos. Minha experiência me mostra que boa parte desse tempo não é gasto diretamente com pessoas. E a pesquisa confirma minha desconfiança: “a principal interação do brasileiro é o compartilhamento de fotos, feito por 82% dos usuários, seguido da ação “curtir” uma foto (74%) e ler atualizações de status (73%)”, atividades mais pontuais. Comentários, chat e interações de grupo ficam bem depois. É pouca relação pra tanto tempo. O que nos leva então a gastar tanto tempo nisso? Por que corremos a página, em busca de novidades para curtir? Por que ficamos online, esperando notificações, e ainda procrastinando enquanto elas não vêm? O que estamos buscando nesses momentos? Será que estamos cavando nossas próprias cisternas em busca de água? Uma coisa é certa: queremos relacionamentos, emoções, alegrias, novidades, conversas e pessoas. E Cristo oferece tudo isso, de uma forma equilibrada, e com o fim correto. Ele veio para que tenhamos vida em abundância. Paz e bem
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