FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Minha imperfeição, obrigado Senhor....


‘’Os milagres da Graça sempre foram e serão consolidados por pessoas em encontros e reencontros.’’ Qual o sentido da religião se não nos leva a vínculos afetivos profundos e concretos com pessoas? Será, então, tudo um amontoado de ritualismos e rituais para atenuar nossa mais completa falta de sentido ou nosso mais atordoador e absoluto abismo de nada? Ora, talvez, por esse motivo, os desgraçados pelos infortúnios da vida, de suas injustiças, de suas desigualdades vergonhosas encontram nos redutos, nos guetos, nos labirintos, nos esconderijos dos mantras religiosos uma maneira de suportar um fardo a ser carregado. As vezes, sou levado a questionar se Deus representa e é a nascente incessante de vida, o por qual motivo uns sim e outros não? O por qual motivo uns abençoados e outros sempre na berlinda dos confrontos e conflitos, sem experimentar, nos lábios, o doce das conquistas? Vou mais a frente, uns são curados, preservados, contemplados e outros não? Não sei quanto a você, mas me sinto assim, em muitos momentos, principalmente, quando o script não saiu como esperava. Por ora, ao folhear o texto de João 05 e, ali, encontramos uma narrativa histórica, com toda uma intensidade de crenças, de valores, de hábitos, de ideias e ideal, de sentimentos, de convicções, de desespero, de angustia, de solidão, de justificativas e mais justificativas. Eis o cenário de um espaço, a princípio, destinado a ser o palco dos prodígios e lá de cima, com a lenda de quem entrasse no tanque de Betesda seria, sem nenhuma tardança, curado. Agora, aquele tentava e isto há um tempo prolongado, sem qualquer resultado específico, ou seja, sempre alguém chegava antes e ponto final. Em meio a isso, cheguei a conclusão do por qual motivo Deus não aliviou a situação daquele homem, quebrou o galho, ajudou – o? Sinceramente, não tenho resposta e, acredito, ser o melhor. Mesmo assim, Jesus entra naquele local, repleto de figuras apequenadas, rebaixadas, desprezadas e campos abertos de por que comigo. Não sei as motivações daquele Carpinteiro de vidas, dirigiu – se até aquele homem e declarou vida, declarou o resgate de ser livre e de liberdade, trouxe de volta o respeito e a integridade por ser humano, imagem e semelhança de Deus. Verdadeiramente, os milagres da Graça sempre foram e serão consolidados por pessoas em encontros e, indiscutivelmente, Jesus participa de um encontro e sem se pautar nas agendas de se aquele homem preenchia ou não as cartilhas da santidade, dos critérios teológicos, da dietas religiosas (do sábado, do jejum, da oração, da penitência, das oferendas). Em frontal oposição, ouso dizer o quanto Jesus estende as mãos e monstra ao homem que ser imperfeito não configura ser o fim de tudo. Parto dessa afirmação ou devaneio da minha parte e arrisco seguir a mesma trilha, com o intuito de também dizer: obrigado, por ser imperfeito! Sim, obrigado, porque não vou acertar sempre; obrigado, porque vou me encontrar com a dúvida, com a descrença, com as inquietudes, com as incertezas, com os vazios, com os momentos de solidão e de um silêncio mórbido; obrigado, quando olhar para os lados e perguntar sobre os amigos e perceber o medo de ser abandonado, daquela sensação de ser banido, de se colocar como vítima; obrigado, por me deparar com um olhar que me olha como ser humano e não um número nas estatísticas dos deserdados. Quantos obrigados, quem sabe, não seja necessário serem feitos? É bem verdade, irão curar a todos, livrar, poupar, preservar, enriquecer? Tanto eu quanto você, sabemos que não! Agora, ajudar – nos – á a perceber um Deus ser humano, com o compromisso de nos humanizar, de nos fazer lágrimas, risos, lúdicos, imaginação, afetos, transcendência (ah, uma transcendência que me faça abrir as portas do coração, as janelas das emoções e permitir ser invadido pelo sangue ou pela paixão pela vida). De observar, escrevo essas palavras e esses pedaços, esses encontros e reencontros para, vai lá se saber o por qual motivo, em plena noite de inverno, você possa reconhecer a importância desse obrigado. Paz e bem

terça-feira, 20 de junho de 2017

Busquei o amor e só o encontrei no próximo.....


‘’A fé não se desvenda, mas nos aponta para decisões contínuas, a cada dia, com nossos altos e baixos, com nossos acertos e erros, com nossos sim (s) e não (s), com nossos bons e maus momentos, com nossos por quais razões e suas dúvidas, com nossas descobertas e conquistas. ’’ Hoje, dei uma parada na tresloucada realidade cotidiana, com o trânsito caótico, com as pessoas sempre apressadas e movidas impetuosamente pelo tempo do fazer, do realizar, do cumprir, do ganhar, do obter, do aprovar. Por alguns instantes, ousei parar, dirigi-me ao elevador das palavras e fui ao céu e vi que Deus não está lá. Ora, como, poderão muitos afirmar e interrogar: afinal de contas, Deus, o Princípio do Desconhecido não habita lá? Mesmo assim, cheguei ao sétimo andar, andei por um corredor e ao abrir sete portas, em cada uma das salas, nada pude notar, de sua presença. Ai me veio todo um enxame de teorias, como os apologistas deístas e teístas, da versão de termos sido deixados, a própria sorte, e um abraço. Grosso modo, se Deus não está no Céu, onde, então, posso ou podemos o encontrar? Quem sabe, nos relatos de conceberem como a mais bela das fantasias ou desculpas forjadas pelos homens? Vou além, ou em toda essa gama de nuances religiosa esparramada, por esse mundo afora? Sinceramente, coloco os pés no porto da I Epístola de João 4. 07 a 21, e sou levado pelas ondas de cada versículo para chegar a uma verdade inquestionável, atemporal, eterna, ponto de partida para compreender o quanto a Graça ou o Kairós para todos nos chama a trilhar por uma dimensão relacional, voltado a perceber a relevância e importância do humano, sem nenhum antropocentrismo ingênuo e informe, sem descambar para divindades que, tão somente, agrilhoam, afligem, enxertam as pessoas de culpas e condenações. Diametralmente oposto, o texto nos remete para um desafio, sem delongas, sem sublimações, sem refinações inclinadas a suavizar a condição a fim de decidirmos ou não pelo itinerário do amor. Aliás, não o amor desencarnado, desalmado, desumanizado e, sim e sim, o amor como resposta de um Deus que nos formou com essa capacidade de olhar para o próximo com a intensidade de eros, com a temperança de philia e com o recomeçar de ágape, ou seja, uma confluência de um intenso processo movido pela temperança e revigorado pelo ágape. Diga – se de passagem, ao qual tem seu resgate, através da saga de um Carpinteiro da Galileia, um Messias alderedor de suspeitas e de um discurso libertário, libertino (para os denominados catedráticos da legislação pragmática religiosa). Verdadeiramente, acredito, piamente, Deus não está e muito menos quer está no céu, em algum lugar, escondido, e, de vez em quando, solta porções de pérolas de avivamentos, de ressurreições, de curas, de milagres, de prodígios, de sinais e mais nada. Não e não, custo dar ênfase a esse Deus dos cerimoniais, dos ritualismos, das intervenções ao seu bel prazer. Enquanto isso, a epístola de I João 4. 7 – 21 me abre as portas para esse amor, pelo qual começa, entre nós, eu e você, os reputados cristãos, evangélicos, católicos, ortodoxos, protestantes e outras nomenclaturas referentes a todos alinhados a seguir o ressoar das boas novas. Aliás, longe de reduzir o evangelho a um pacote de atos caritativos piedosos, vai além, porque, através desse amor, traz de volta o inconformismo, diante de uma geração envolta ao egoísmo, ao individualismo, ao casuísmo. De notar, quantos milhares, milhões não encontraram Deus, não no céu, mas na vida de pessoas da irradiação de um Martin Luther King Jr, de uma Madre Teresa de Calcutá, de um C.S Lewis, de homens e mulheres marcadas por terem sido instrumentos para promoção, difusão e consolidação do bem, da justiça, da solidariedade, da esperança, da paz, em meio aos reveses, as contingências, as tensões. Evidentemente, esse Deus não tem a intenção de se apossar de ninguém, apequenar ninguém, amesquinhar ninguém, espezinhar ninguém; esse Deus não se amolda aos céus das ufanias e delírios religiosos, da porfia do homem de jogar as cartas; esse Deus anda pelos morros, por meio de pessoas que não desistiram de oferecer um caminho diferente; esse Deus anda pelas calçadas e esquinas, mas não usa palavras pérfidas e assassinas, com relação as prostitutas, aos garotos de programa, aos travestis; esse Deus não se atrela as ideologias de classes; esse Deus pode ser visto, quando pessoas respondem a proposta de Cristo e começam, sem peso e contrapeso, a folhear as utopias possíveis do partilhar, do compartilhar e do colaborar, a cultivar os dons, como meio de sermos geracionistas de vida; a desenvolver e ampliar os talentos, em benefício do próximo. Não por menos, esse Deus quer que venhamos enfrentar e confrontar as falanges demoníacas, os sistemas e subsistemas fermentados pela maldade, com uma vida de entrega, de doação, de prioridades e valores estabelecidos a oferecer o evangelho transformador e restaurador. Paz e bem

Temos sede e fome, dai-nos de comer ....à Palavra que alimenta.


Nem sempre o que se vê, o que se lê nas redes sociais é inútil, é irrelevante, embora, creia eu, que há uma carência enorme de matérias melhores, de post’s que edifiquem a vida dos leitores sedentos de uma palavra que os confortem, que os consolem, que lhes traga PAZ. Há alguns dias, li na página da Igreja Metodista de Roncador, a quem pedi consentimento para usá-la, a frase que estou utilizando como título do artigo semanal de hoje. Há um episódio no Antigo Testamento [Bíblia Sagrada] em que, nos enfrentamentos entre Israel e os Siros, havia fome em Samaria e o profeta Eliseu predisse a abundância de víveres; quatro leprosos estavam à entrada da porta [os leprosos não podiam viver entre o povo sadio]. Esses quatro homens decidiram entrar no arraial dos siros certos de que a morte era inevitável; se entrassem morreriam, se ficassem fora pereceriam de fome. Ao adentrarem perceberam que não havia ninguém, pois os siros haviam fugido porque o Senhor fizera-os ouvir ruídos de carros, ruídos de cavalos e ruídos de um grande exército; entenderam que o rei de Israel se aliara a outros reis para invadir o acampamento deles e fugiram deixando tudo para trás. Os leprosos estupefatos entraram e comeram a se fartar. Aí vem a boa parte da história: "Então, disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos todos culpados; agora, pois, VAMOS E O ANUNCIEMOS À CASA DO REI" (II Re. 7 9). Os leprosos poderiam, egoisticamente, ter ficado calados continuando a se fartar com o que os siros fugitivos abandonaram, na pressa de irem embora, para não serem pegos pelos "supostos" exércitos inimigos. Não foi isso que fizeram, mas foram e anunciaram as boas-novas, ao rei de Israel, para que aquele povo tivesse, também, saciada a sua fome, a sua miséria. Éramos perdidos pecadores [ainda somos]: "Todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm. 8 23), mas Deus, pelo seu grande amor ao mundo inteiro, "DEU o seu Filho unigênito para que TODO aquele que nele crer não pereça, mas alcance a vida eterna" (Jo. 3 16). Poderíamos, na certa, receber o Senhor Jesus, no coração, para termos o direito de nos tornarmos salvos – nos tornarmos filhos de Deus, família de Deus (Jo. 1 12) no gozo desta graça derramada, por Deus, sobre toda a humanidade, mediante a fé no Senhor Jesus. Poderíamos ficar "na nossa", ou seja, não compartilharmos com o próximo, deixando-o à própria sorte. Incumbi-nos, todavia, fazer o que fizeram aqueles quatro leprosos, qual seja, no nosso caso: ir a todo o mundo e anunciar as boas-novas do Evangelho; boas-novas de que o Senhor Jesus nasceu, viveu, morreu, mas RESSUSCITOU, por nós, sem o que ninguém veria o prêmio da salvação. Não há salvação em nenhum outro e devemos dizer isso sempre, devemos compartilhar a salvação, em Cristo Jesus, com toda a humanidade, até aos confins da terra" (At. 1 8). "Evangelismo é isso, é um pedinte, um mendigo contando a outro faminto onde e como encontrou pão." O Senhor Jesus é o Pão da Vida; Ele mesmo o disse: "Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede" (Jo. 6 35). Temos que compartilhar isso enquanto não chega a hora de prestarmos contas a Deus; esse momento se aproxima rapidamente! Pense nisso! Paz e bem

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Matrimonio a três, eu,você e Deus.....



“Você fez disparar o meu coração, minha irmã, minha noiva; fez disparar o meu coração com um simples olhar, com uma simples jóia dos seus colares. Quão deliciosas são as suas carícias, minha irmã, minha noiva! Suas carícias são mais agradáveis que o vinho, e a fragrância do seu perfume supera o de qualquer especiaria!” (Ct 4.9,10). Uma das realidades mais importantes a serem resgatadas no âmbito da família é a espiritualidade conjugal. Entenda-se por espiritualidade a dinâmica do casal na sua relação entre si, diante de Deus e com Deus. Foi o pecado que introduziu no mundo esta hierarquia que submete a mulher ou leva o homem a sentir-se superior ou mais digno. Na verdade, homem e mulher possuem igual dignidade criatural, trazem em si de igual maneira a imagem e semelhança com Deus e igualmente em Cristo são herdeiros da mesma bênção. Contudo, não são iguais, possuem funções e missões diferentes, não excludentes, mas complementares entre si. E é exatamente aqui, nesta tensão de diferenciação e complementariedade que se dá a dinâmica da espiritualidade conjugal. A seguir, você confere cinco aspectos fundamentais para uma espiritualidade conjugal. 1. Diálogo O casal são dois companheiros de uma viagem. Estão juntos na travessia deste mundo rumo à pátria definitiva. Enquanto peregrinam neste mundo como estrangeiros, ambos se escolheram para tornarem esta jornada mais leve, mais feliz, mais proveitosa e prazerosa a ambos. Logo, é preciso que haja harmonia, concordância, divisão de tarefas e ajuda mútua. É preciso que juntos tracem planos, estratégias, metas e que estabeleçam a rota desta viagem. A primeira exigência para o estabelecimento de uma espiritualidade conjugal saudável é o diálogo franco, aberto e respeitoso. O diálogo serve para aprofundar o conhecimento da alma, da psique, dos sentimentos do outro. O diálogo deve ser frequente, abundante. A internet, o Facebook e a TV não podem, de maneira alguma, empobrecer ou usurpar o lugar do diálogo entre o casal. O diálogo é terapêutico, curativo; nele é possível expor as feridas da alma, os arranhões e as machucaduras obtidas durante a passagem por caminhos mais difíceis e mais escuros desta viagem. 2. Amizade Uma sólida espiritualidade conjugal reclama uma amizade preferencial entre si. Não é possível que homem e mulher possuam amizades mais íntimas, mais confidentes, mais frequentes do que entre si. Claro, esta amizade preferencial não é excludente. Não deve isolar o casal da vida social e da interação com o mundo. Todavia, a amizade entre si é a base para que haja confiança, respeito, prazer da companhia, estabilidade emocional e afetiva e leveza da alma. A amizade é algo que deve ser cultivado por momentos de lazer vividos juntos, por troca de gentilezas e elogios. 3. Mentoria Para que haja uma espiritualidade construtiva entre o casal é preciso que ambos exerçam sobre o outro uma amorosa mentoria ou direção espiritual. Isto é, quando a correção, a crítica ou uma advertência precisar ser feita que ela seja realizada com amor, com franqueza, com firmeza, com ternura e sempre desejando e demonstrando que o que se quer é a felicidade do outro. 4. Intimidade sexual Espiritualidade conjugal tem tudo a ver com intimidade sexual. A união sexual de um homem e uma mulher nos contornos do matrimônio é uma dádiva do paraíso ainda antes da Queda. A sexualidade é um presente de Deus para que o homem e a mulher experimentem aqui nesta vida e durante o transcurso desta existência a indizível felicidade que Deus tem em si mesmo na intimidade da Trindade. Portanto, uma espiritualidade livre de escrúpulos doentios, sem afetação ou perfeccionismo passa necessariamente pela vida sexual do casal. Vida sexual abundante, casta, sem a contaminação da pornografia ou sem a doença da perversão. Intimidade sexual que revele carinho, amor, respeito, desejo, satisfação, realização pessoal na recepção sem reservas do outro e na entrega incondicional de si mesmo. Para os cristãos a sexualidade faz parte integrante do culto espiritual e integral que o homem e a mulher devem prestar a Deus, em tudo dando graças. Vale lembrar aqui que sexualidade não se trata tanto de “genitalidade”, mas de todo um ambiente onde ambos sintam-se desejados, onde ambos percebam que suas presenças encantam e são necessárias. 5. Leitura das Escrituras Para que tudo isso dito seja, de fato e de verdade, eficiente, lógico, que a espiritualidade supõe que marido e mulher leiam as Escrituras juntos, que orem e cada qual ore pelo cônjuge. É evidente que precisam edificar-se mutuamente e que o homem precisa assumir e exercer em favor de sua mulher o seu ministério de pastor e sacerdote do lar cumprindo o que a Escritura lhe prescreve em Ef 5.25-32 e a esposa, como auxiliadora idônea, deve corresponder ao seu amado conforme ensina o mesmo apóstolo um pouco antes em Ef 5. 22-24. Que busquemos uma vida de excelência espiritual na dinâmica conjugal. Paz e bem

Porque expor a graça do encontro ...e a intimidade da confiança. ?


Frequentemente circulam pela internet vídeos de crianças chorando, falando de seus medos e dificuldades. No geral, um adulto, que quase sempre parece ser um dos pais, conversa com a criança lhe fazendo perguntas, induzindo a respostas ou incentivando o prolongamento do seu desabafo. Este momento, ocorrido na intimidade, é visto como potencialmente comovente e promissor de “curtidas”, e assim o adulto retoma o assunto com a criança, o que a faz chorar mais, ou até mesmo acentuar seu discurso queixoso ao perceber que isto tem certo valor para o adulto. Num destes vídeos, questionada sobre seu medo, a criança dizia chorando “Não quero falar disso”. Mas a mãe, possivelmente desejando obter alguns minutos a mais de vídeo, insiste “Mas você já me contou...”, conseguindo então que a filha repetisse sua história. Com a distância da câmera de um smartphone e milhões de visualizações, a mãe capta o desabafo de sua filha que a deveria ter como confidente. A mãe não aparece no vídeo, não expõe sua própria imagem, apenas a da filha; sua voz aparece em tom suave numa atitude acolhedora perante a fala emocionada da menina. Não é possível afirmar qual o sentido e o impacto desta experiência para a criança, que até pode ter se percebido acolhida e ouvida, não sei. Mas que risco há no uso deste momento íntimo e precioso? Que noção sobre intimidade é apresentada a essa criança? O que, nós, adultos, temos compreendido sobre intimidade? Estamos na contramão, tornando público o momento do encontro, e assim criando distâncias ao invés de aproximação, de empatia e de familiaridade. O contato com o outro e o encontro, no lugar mais próximo e afetivo, tornam-se vitrine. O aparente acolhimento perante o choro da criança pode fazê-la deixar escapar seu sentimento e o sentido por ela vivido, enquanto a mãe distancia-se de sua experiência, ao transformar em algo engraçado para os espectadores. Mas perde-se aí a graça do encontro. O valor da intimidade não é mais graça, é recompensa. Sobre isso o filósofo Martin Buber expõe ao falar sobre a relação Eu-Tu: “O Tu encontra-se comigo por graça; não é através de uma procura que é encontrado”, convocando-nos assim a uma atitude receptiva ao Tu. Na conexão vivida num encontro íntimo, há o convite para uma relação. O outro me toca, e me comovo em reciprocidade. Na relação íntima, onde a receptividade torna o outro presente, ocorre o encontro por graça, não por domínio. “Entre ele e ti existe a reciprocidade da doação; tu lhe dizes Tu, e te entregas a ele; ele diz Tu e se entrega a ti.” M. Buber, Eu e Tu, 2004. O outro não é meio para obter algo, pois só consigo encontrá-lo quando suspendo minhas certezas. Nesta perspectiva, a relação acontece porque há igualdade; face a face somos pessoas, e a intimidade é nascida do amor. No amor sou responsável pelo outro. Não o torno meu trunfo ou triunfo. Que possa eu receber o outro como pessoa, e ele a mim. Paz e bem

E ser pai o que é ....?


Coelho Neto escreveu que “ser mãe é padecer no paraíso”. Uma frase poética que mostra dois lados opostos de uma maravilhosa lida: padecimento e satisfação. Mas, e ser pai? Ser pai é deter-se diante do mistério da vida e ousar participar dele. É experimentar com sua esposa esse processo divino de gerar, de fertilizar, de semear. Depois, regar, cuidar, dar atenção e sonhar. É lançar a semente e colher, nove meses depois, o fruto desse amor, fruto inquietantemente aguardado. Ser pai é aprender o desapego de si mesmo. É aprender a domar o selvagem egoísmo e o “eucentrismo” que urra dentro de nós. É deixar-se doer de amor por aquela pequenina criatura, parte de você, que fragilmente espera por seu cuidado e por sua atenção. É morrer para seus “purismos” mais impuros, para renascer genitor. Ser pai é aprender que a cumplicidade mãe e filho é algo inestimável e por isso saber colocar-se, principalmente nos primeiros anos do pequenino bebê, no seu devido lugar. Nesse tempo o pai é especialmente protetor e contemplativo da relação intensa entre os dois: o que esteve dentro, no útero, e a que o acolheu, no útero. O pai, nessa época, é alguém como que de fora. Faz parte da relação, mas não partilha das primeiras revelações íntimas pós-uterinas. À medida que os dias avançam, integra-se de maneira igualmente intensa e amorosa na relação filial. Assim, ser pai é saber cuidar sem ser cuidado, descobrir o ritmo do afastar-se e do aproximar-se, isso tudo sem ferir a si mesmo e ao outro, como que tomado pelo desvanecimento da exclusão e da inferioridade. Ser pai é não exigir para si o protagonismo da história da vida. Ser pai é ver os filhos crescendo ao redor e tê-los como amigos. Todavia, ao mesmo tempo, ser pai é não negar-lhes a bênção do ensino e da orientação, por meio de conversas, beijos, abraços, “varas” e repreensões. Não repreender com dureza e ternura é o mesmo que deixar o filho à solta, à míngua, sem parâmetros que o nortearão para toda a vida. E o pior, sem essa expressão de amor jamais a criança conhecerá profundamente o Deus que é todo amor e todo justiça. O pai que se omite na criação se omite no amor e no cuidado. O dinheiro pouco pode realizar nessa área do relacionamento. Ser pai é ver o tempo passar velozmente, testemunhar os meninos se tornando moços tão belos, tão rapidamente e trazer consigo aquele sentimento de incompletude: “eu poderia ter feito mais por eles…” Ser pai é ser assim: totalmente felicidade, totalmente dúvida. Ser pai é indagar-se no paraíso. Paz e bem

O pecado que vive dentro do meu pecado...


Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. (Gálatas 5.24) É muito vantajoso para os cristãos estar cientes de suas tendências corruptas decorrentes da sua natureza pecaminosa. Essa atenção os guarda de se tornarem cheios de orgulho por meio da ilusão inútil e ímpia de tentarem se tornar justos pelas obras, como se isso os tornasse aceitáveis para Deus. Inchados por essa ilusão, os monges acreditavam que eram santos por causa das obras escolhidas por eles próprios que vendiam a retidão e a santidade deles aos outros. Em seus próprios corações, contudo, eles estavam convencidos de que eram impuros. Confiar em nossa própria justiça e nos imaginar puros são comportamentos muito prejudiciais. Mas, se estivermos cientes da pecaminosidade presente em nossos corações, não confiaremos na nossa própria justiça. Essa compreensão nos humilha de tal forma que nos desprendemos do nosso orgulho e paramos de confiar nas nossas próprias obras. Ela nos impulsiona a correr para Cristo, nosso Reconciliador. Ele não tem uma natureza pecaminosa, impura, mas completamente limpa e santa, a qual ele ofereceu pela vida do mundo. Nele, nós encontramos uma justiça fidedigna e completa. Assim, nós permanecemos humildes – não com falsa humildade, mas com verdadeira humildade – por causa das tendências e defeitos corruptos da nossa natureza pecaminosa. Portanto, seríamos culpados de morte eterna se Deus fosse nos julgar severamente. Mas nós não somos orgulhosos aos olhos de Deus. Nós reconhecemos humildemente os nossos pecados e desejamos o perdão com um coração quebrantado. Confiando na obra de Cristo como Mediador, nós entramos na presença de Deus e suplicamos perdão de pecados. Consequentemente, Deus estende seu céu imensurável de bondade sobre nós e, por amor de Cristo, não nos atribui os nossos pecados. Paz e bem