FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ilusionismo ou poder do crer


"Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças".

Essa frase do livro de Filipenses tem alguns ensinos muito especiais para mim, pois fala muito de coisas da minha vida: Ansiedades e pedidos; sempre tenho algum pedido em mente e com isso me gera uma ansiedade enorme.

Paulo nos ensina que não devemos andar ansiosos por nada, por coisa alguma, mas o que mais faço é andar ansioso, é está sempre à espera de algo que nem mesmo sei o que é.

Outra questão, e é onde quero me ater nessa reflexão, é a parte de que “os nossos pedidos” sejam conhecidos por Deus.

Quando eu estou com vontade de ter algo ou comprar algo, logo vou conversar com minha esposa, para saber a opinião dela, e analisarmos nossas possibilidades de adquirir isso ou aquilo. Antes de casar, quando tinha esses desejos ou vontades de comprar algo, eu buscava minha mãe para me aconselhar, para me da o que eu queria ou me ajudar a comprar. Sempre busco alguém para compartilhar.

Quando sonhamos com algo, buscamos logo alguém para compartilhar esse desejo, esse sonho e ficamos alegres quando ouvimos algo positivo dessa pessoa a qual compartilhamos.

Paulo nos ensina a fazer esse mesmo compartilhar com Deus, mas Paulo não está falando apenas do impossível ou de uma cura de uma doença incurável ou algo do tipo, Ele nos ensina que “em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus” e não apenas o que achamos impossível.

Por que não consigo compartilhar com Deus o meu desejo de comer uma boa galinha caipira ou o desejo de comprar um par de sandálias novas? Será que fomos treinados a buscar em Deus apenas o impossível aos homens? Será que Deus é tão impessoal que eu não posso compartilhar um sonho infantil com Ele?

Eu acredito que fui treinado pela religião a acreditar no Deus do impossível e o que for possível eu mesmo vou atrás, pois Deus é ocupado demais para pequenas demandas.

Isso pode parecer confiar em Deus, mas não creio que isso seja confiar no Pai, como Abba, o Papai do céu, pois por mínimo que seja a demanda de uma criança, ela busca logo o pai para resolver, ela não para pra pensar se o seu pai pode ou não resolver aquele problema, ela simplesmente compartilha, fala o que quer, por mais simplório que seja e confia que será feito ou terá alguma resposta.

Quando Jesus Cristo ensina que devemos ser como crianças, realmente temos que acreditar, pois temos muito que aprender com a forma de viver de uma criança.

A religião me fez acreditar em um Deus que faz magicas e não milagres. Magica acontece do nada. Uma pomba sai do meio de lenços ou alguém balança uma varinha e tudo se transforma. É nisso que muitas pessoas acreditam ser milagres, mesmo que não admitindo que pense dessa forma, mas que se fosse assim seria bem mais fácil, pois afinal, Deus é o Deus de milagres.

Milagre acontece quando confiamos, quando compartilhamos. A multiplicação de pães aconteceu dos pães que já existiam e do compartilhar dos mesmos, não surgiu pães do nada como em magica, não foi transformado pedra em pães. Se eu não acreditar que posso compartilhar com Deus, algo simples, como posso ver os milagres das coisas complicadas?

Viver esse versículo, com o legado religioso que nos deixaram, tornam as coisas bem mais difíceis, pois é melhor à magica a acreditar em algo que eu não vejo ou a me esforçar, pois me esforçando não estarei dando espaço para Deus agir, assim é o discurso da religião.

Fiz uma viagem missionaria á  alguns meses atrás, e para mim foi um enorme milagre, foi o impossível dos homens acontecendo por intermédio de Deus, mas não ouve magica, pois não apareceu dinheiro na minha conta do nada sem eu divulgar o projeto ou as passagens não vieram a minha mão sem eu entrar nos site da empresa e compra as passagens e nem fui “tele-trasportado” para aquela cidade.

Milagres acontecem quando acreditamos que ele pode acontecer e a nossa forma de demonstrar que acreditamos em milagres é agindo no que nos cabe, no que está ao nosso alcance. Se você tem um pedido, vá a Deus em oração, fé e ação (agir) de graças que Deus vai fazer o que for impossível a você. Paz e bem 

Por Luiz C Gomes

Lei da palmada


Segundo esse site (LINK), "a Câmara aprovou nesta quarta-feira (14), em comissão especial, a proposta da chamada 'Lei da Palmada', que proíbe os pais de baterem nos filhos. O texto não precisará ser analisado em Plenário, e segue diretamente para o Senado". Ainda segundo o texto, "o projeto não transforma as palmadas em crime, e portanto pais agressores não sofrerão punições mais severas nem correm o risco de perder a guarda dos filhos (...) os pais ou responsáveis que usarem castigos físicos contra crianças deverão ser encaminhados a um programa oficial de proteção à família, a cursos de orientação e tratamento psicológico ou psiquiátrico (...) A proposta também prevê multa de três a 20 salários mínimos para médicos, professores e agentes públicos que tiverem conhecimento de castigos físicos a crianças e adolescentes e não denunciarem às autoridades".

Já se questionou sobre até que ponto o Estado tem o direito de intervir no que se passa dentro dos lares.

Uma especialista em direito de família, afirmou: "A lei confronta o poder familiar, que é o direito do pai e da mãe de exercer sua autoridade".

Muito há do que se falar sobre este assunto, controverso para muitos especialistas.

Acredito que as palmadas que recebi dos meus pais na infância (não muitas, é verdade), até aquelas que deixam a pele vermelha por uns minutos, ajudaram na formação do meu caráter e puseram limites a atitudes erradas que precisavam ser corrigidas/combatidas.

Na Nova Tradução da Linguagem de Hoje da Bíblia, há respaldo para que se interprete que esse projeto de lei é anti-bíblico: "Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão (...) Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte" (Provérbios 23:13,14).

No que diz respeito à educação dos filhos, seguindo a linha do bom-senso e do equilíbrio, também encontramos nas Escrituras:

"E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor" (Efésios 6:4) ... "Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo" (Colossenses 3:21) ... "Corrija os seus filhos, e eles serão para você motivo de orgulho e não de vergonha" (Provérbios 29:17) ... "Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas" (Provérbios 19:18).

Assim, prefiro a orientação Bíblica aos postulados humanistas e relativistas dos dias atuais.

Quem não castiga os seus filhos, talvez até com algumas palmadas, quando estas se fizerem necessárias, corre um sério de risco de vê-los sofrer castigos físicos de estranhos, no futuro, nas ruas ou nas delegacias.

Pelo que entendi desse Projeto de Lei, os pais não poderão usar sequer de uma palmada na mão do filho que insista em colocar as mãos na hélice de um ventilador em movimento, correndo o risco o pai e/ou mãe infrator(es) se sujeitar(em) a penas que variam da advertência à obrigatoriedade de se submeter a acompanhamento psicológico ou programas de orientação à família". Assim, pelo andar da carruagem, se o referido projeto se tornar lei, não haverá mais psicólogo desempregado no Brasil.

Portanto, acho tudo isto um absurdo, pois, como li em certo lugar: “A violência física e os maus tratos já têm há muito tempo o remédio jurídico. Não precisamos de mais uma Lei nesse cipoal legal que já temos, algumas letras mortas inclusive e esquecidas”.

Aprendamos a contar os nossos dias


O Salmo 90 diz: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio". Grande parte da sociedade atual vive apressada, correndo de um lado para outro. O tempo cronológico de um dia, dizem alguns, precisaria ter mais do que 24 horas. Mas, se isso acontecesse, o que melhoraria na vida de tais pessoas? Elas seriam mais humanas, mais generosas, menos egoístas, mais amorosas, menos insensíveis, mais solidárias e menos indiferentes?

Quem de nós já não ouviu a seguinte expressão: “É preciso dar tempo ao tempo”. O tempo está diante de nós em todo tempo, resta saber como o temos tratado. Será que não está mais do que na hora de planejarmos o uso equilibrado e saudável do tempo diário? Será que é possível nos libertarmos de uma agenda mortal e enfadonha e nos tornarmos artesãos do tempo? Pare, pense e mude, antes que a vida conjugal desmorone, antes que família fique em frangalhos, antes que a tristeza se torne amiga de travesseiro e o dia um convite à mesmice que não leva alugar nenhum.

Jesus, protagonista dos Evangelhos, tinha muitos afazeres conforme relatam os evangelistas. Entretanto, mesmo com tantas tarefas e com tantas pessoas vindo ao seu encontro para ouvi-lo, serem curadas ou até mesmo ameaçá-lo de morte, Ele não abria mão de seus momentos de oração e de comunhão com o Pai Eterno. Para Jesus a proclamação do reino de Deus era tarefa precípua, mas ela só teria sentido na medida em que fosse fruto de uma relação, tanto de intimidade com Aquele que o havia enviado como também de obediência incondicional a Ele.

Parece que algumas pessoas nos dias de hoje são mais ocupadas do que Jesus era, pois, se não chegam a dizer pelo menos demonstram na prática que não tem tempo para ouvir Deus, assim como não tem tempo para ouvir seus próprios filhos, elevar os olhos aos céus, ouvir o canto dos pássaros e contemplar a beleza da criação. Pare, pense e mude, antes que a vida se torne sem sentido, antes que os dias se tornem um tempo sem prazer, antes que o coração se endureça e se embruteça, antes que o natal aborte Jesus, antes que seus filhos carreguem ao longo da vida a lembrança de que seus pais apenas o geraram, mas não os amaram.  Paz e bem

Por Luiz C Gomes

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ao alcance da imaginação e da realidade



Imagine-se se os homens e mulheres cristãos assim se dispusessem e guardassem no coração e na alma a motivação para colocar em prática a Palavra de Deus, submetendo-se sem vacilação nem oscilação aos preceitos nela contidos!

Imagine-se se convertidos se vissem introspectivamente diante da conclusão no sentido de que a obediência à Palavra de Deus, ‘inda que sabidamente e misteriosamente dificultosa em razão da malignidade e do pecado que nos rodeia, decididamente não representa utopia em si mesma!

Imagine-se, por exemplo, se deixássemos de roubar, de matar, de fraudar, de corromper, de estuprar, de oprimir, de agredir, de humilhar, de adulterar, de mentir, de espancar esposas, de burlar leis, de sonegar tributos, de trapacear no trabalho!

Imagine-se se no dia-a-dia resolutamente respeitássemos o próximo, sem qualquer mínima acepção, se estendêssemos a mão ao necessitado, se abandonássemos a nauseante estultícia de nos considerar a nós mesmos como superiores aos demais!

Imagine-se se nos ajuntamentos cristãos não fosse exercitada a “arte” da fofoca e da intriga, se ali não se usassem disfarces ou máscaras e não houvesse predisposição astuciosa para atos perniciosos e deletérios praticados à socapa!

Imagine-se, em síntese, se homens e mulheres movidos pela fé se colocassem sem reservas diante de Deus curvando-se à Sua vontade e obedecendo irrestritamente àquilo que por Ele de nós é demandado na Bíblia!

Qual seria a conseqüência prática, palpável e notória que dimanaria de tal postura aos olhos de Deus?

Que nos faria ou nos permitiria ver Deus?

Seria sensato supor e esperar que dos céus bênçãos nos sobreviriam, exatamente como declarado pelo Profeta (Is:58:6-14)?

Seria acertado ter a expectativa de que o muro de separação aludido por Isaías 59:1-2 estaria suplantado e derribado?

Seria sapiente ter no coração e na alma a convicção de que estaríamos em plena harmonia com Deus, lembrando-nos daquilo que registrado em I Samuel 15:22-23?

Seria espiritualmente coerente pensar que, mesmo se perseguidos, ultrajados ou degolados estaríamos em posição privilegiada como cristãos?
Conselheiro Lafaiete - MG

Sempre culpando Deus



"Como falar de evangelização, quando perdermos de vista a importância de ser uma via comunitária de participação efetiva e contundente na reaceitação do próximo. Não paro por aqui, como ser permissivo a defesas ferrenhas em favor de reformas, ou avivamentos se nem sequer discernirmos o quanto o serviço, o discipulado e a práxis constituem a mais e maior expressão no que toca ao papel de ser igreja."

Parei e, então, tive a coragem para, enfim, num surto de transparência, e isso deve e é bom, admitir a quem de fato e direito atribuo as minhas desordens. 

Deixo ser mais específico, falo das mancadas ocorridas em determinado trajeto da minha história. Sem delongas, sonhos e idéias marcados por resultados nada previstos no script. 

Mesmo assim, no porto das boas – notícias, após o cessar daquele ímpeto, ou, como atestam, o nominado primeiro amor, daquela eloqüência por ganhar o próximo, por ser um pescador de almas, por ser partícipe de uma comunhão movida e promovida pelas engrenagens do servir, do ouvir e do tolerar, me vejo numa estranha e hilária síndrome de compensar as perdas e as descobertas.

Digo descoberta, em decorrência de perceber as mazelas, os dissabores, as frustrações e as hipocrisias escondidas nos tapetes do faz de conta e que tudo está bem e assim vou levando um evangelho de aparências. 

Ah, as perdas adentram no sentido de eleger, nomear e carimbar um responsável. 

Aliás, os candidatos podem ser obtidos dentro de um leque de opções. O destino, as potestades, o sistema secular e suas ramificações (econômicas, culturais, políticas, sociais, étnicas e por ai vai), o semelhante. 

Por enquanto finco as estacas, dentro da dimensão evangélica, e reconheço o quanto tenho elegido Deus. Ora, poderá haver melhor culpado pelas perdas, pelas desgraças, pelas falências com a qual me deparei ou me deparo? 

É bem verdade, muitos refutarão as palavras ditas acima e levantaram louváveis argumentações. Para isso, os expedientes teológicos disponibilizam um acervo fartíssimo. 

Mormente todas essas maneiras de tentar diminuir essa constatação, o espelho de forma alguma pode esconder uma face envolta por lágrimas e uma existência de transparência. 

Pra que tampar o sol com a peneira, fingir uma devoção com relação as promessas evocadas nas escrituras sagradas. Por mais que negue, acabo por reconhecer o quanto culpo, e quanto me valho desse artifício, a Deus, sem descartá – Lo totalmente, e incorrer na fantasia de me acomodar com os meus anseios.

Vou adiante, enquanto permanecia diante do espelho, sem nenhuma pieguice, continuo com a postura conveniente de levantar as mãos, de viver um sobrenatural de fachada, de apenas recitar um amontoado de expressões, de apregoar uma liberdade que aspira ser apresentado. 

Desse modo, por meio de simples atitudes e posturas, culpo e condeno a ‘’Deus’’ por um casamento desastroso, por manchas cravadas nos recônditos da alma, por não ter alcançado isso ou aquilo, por não conseguir vislumbrar mais nada de bom, de agradável e justo na Graça. 

Mesmo assim, permaneço, quem sabe, por covardia, ou por comodismo!.

Eis a estampada constatação e, apesar disso, caminho numa relação de resignação e caso ocorra, estarei na eternidade. 

Devo dizer, nada mais do que justo; depois de ser submetido a uma criação enredada por erros que nãos os cometi. 

De certo, a compensação deve ser acolhida! Talvez, por isso, prossiga a deixar as comportas do que, verdadeiramente, sempre quis exclamar, mas mantenho em confidências (Olha Deus, tenho o direito de ser feliz e como a Sua Onipotência, Onisciência e Onipresença estiveram inertes, como se o Senhor estivesse na platéia e omisso, enquanto formava determinadas escolhas, cujos resultados trouxeram fracassos, não posso, diante disto, ser punido ou podado ou levado a uma espera atordoante. Olha Deus, sei que essas colocações são imaturas, até levianas e retratam alguém pra lá de mal agradecido, no entanto, enquanto estava naquela alienação e desintegração do ser, ou perdido nas andanças do pecado, essa sensação de subversão e de procurar um culpado, nunca tinha ocorrido com tamanha ênfase, pujança e impacto).

Pronto, respirei calmamente, lavei o rosto com a água gelada de mais, mais uma manhã de domingo e, por fim, preparado para mais um ritual, a bíblia nas mãos e uma roupagem de uma fé valida estritamente, durante um ínfimo dia na semana. 

Estranhamente, ainda escrevo tudo isso no anonimato e rejeito terminantemente – ‘’o recomeçar do Senhor’’!

Ame e odeie o mundo







“Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica, Crescente para Galácia...”  (2 Tm 4.10)
 
Há uma grande diferença entre amar toda a criação de Deus e amar “este século” (ou ao “mundo”, palavra que ainda nos causa confusão). Defino aquimundo como a produção humana e seu conjunto de experiências que acabam tornando a vida uma loucura, sem espaço para Deus; uma auto-suficiência idólatra onde as pessoas agem como se elas fossem deuses, criando um sistema de vida viciado na busca pelo prazer individual e no pleno exercício da ganância; o humanismo secular.
 
Logo, alguns concluem que devemos nos proteger de toda essa mazela mundana. A implementação disto seria, portanto, viver em uma comunidade isolada e cujo centro é a estrutura eclesial. Criaríamos um gueto alternativo que se exime dos processos da vida social, à margem dos espaços públicos de construção e manutenção, visto que são estruturas possuídas pelo maligno e se envolver implicaria em apaixonar-se por elas, em se misturar com o profano. Sem falar na perda de tempo em tratar de assuntos que não os levaria a um encontro com o “divino”. Outra consequência seria o esmagamento das culturas, a demonização das expressões artísticas e o empobrecimento intelectual. O que resta é uma espiritualização mística doentia fruto de uma polarização platônica e maniqueísta, onde tudo que de louvável existe está no metafísico.
 
Tudo isto não passa de um grande equívoco. O medo da vã paixão não pode paralisar o amor pela criação de Deus, nem deve ser desculpa para nos eximirmos de nossa co-responsabilidade na redenção de todas as coisas. O verdadeiro amor é capaz de nos mobilizar para superar o medo e seguir adiante, exercendo nossa mui santa vocação cristã: a de transformar a sociedade.
 
Lutamos pela transformação da sociedade não porque estamos apaixonados por este mundo, mas porque o cidadão do Reino deve provocar uma influência benéfica natural no lugar onde está. Faz parte de quem o cristão é agir de forma construtiva, sinalizar o Reino e a esperança através do amor. A misericórdia ativa e globalizada está no “DNA” dos filhos de Deus.
 
Somos tentados diariamente a agir como Demas (2 Tm 4.10), a abandonar o front, esquecer da realidade futura do reino. Esquecemos que há um lugar preparado para nós ao qual nenhum lugar se compara e que nenhum homem é capaz de conjecturar. Somos tentados a esquecer que as estruturas deste mundo devem ser transformadas porque são más, que sua aparente beleza e auto-suficiência não passam de engano mortal.
 
Nosso lugar não é na fuga alienante da realidade, mas também não é na paixão por ela (ou na suposta possibilidade de viver uma vida maravilhosa distante de Deus), mas na intervenção transformadora, cumprindo o propósito para qual fomos criados, que é caminhar com o mestre fazendo boas obras de misericórdia.
 
Não amar este século não quer dizer renunciar à felicidade, tampouco deixar de apreciar o que é belo nesta terra, mas saber admirar a criação sem se deixar dominar por ela. Aproveitar cada segundo desta vida olhando através das lentes do próprio Criador, e estar pronto para deixá-la quando Ele assim o quiser. A espiritualidade cristã consiste em humildemente amar a si e amar toda criação de Deus, sem a pretensão de ofuscar o brilho da glória de Deus, de onde emanam todas as coisas realmente belas. 
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Eric Rodrigues, 27 anos, é pastor anglicano

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Não fique sem agua neste verão

A Lider poços Semi-Artesianos espera seu pedido de orçamento, se o seu problema é falta de agua em seu condominio, residência etc, faça uma consulta através do tel: 32.84426633 e 88410802 ou por e-mail liderpocossemiartesianos@gmail.com