FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não se perca somos filhos

A criação original descrita no capítulo um de Gênesis aponta para um homem feito á imagem de Deus, conforme a sua semelhança. Essa é a verdade sobre o homem. A esse homem espiritual criado por Deus, foi dado o domínio e também autoridade sobre serpentes e escorpiões. Esse homem é Jesus. Quando nos unimos a Cristo e nos tornamos um Espírito com Ele, esse homem também somos nós, eu e você. Assim, eu e você em Cristo somos esse homem.

Em Cristo, o amor de Deus foi revelado, e sua graça, derramada na carne mortal.

A pessoa na qual vivemos e pela qual nos movemos e temos nossa vida nele, é o perfeito, amado e esperado filho de Deus. Quando ele se manifestar, seremos manifestados com ele. Isso é a graça na qual repousa a esperança de boa parte dos Cristãos.

Porém, uma vida de contínua expectação na graça de Deus depende do grau de percepção dessas verdades que jamais serão compreendidas a não ser pela fé. E fé não é tão facilmente encontrada no mundo dos homens. Não estou falando de qualquer tipo de fé, pelo menos não da maneira como a maioria entende. Me refiro à fé mencionada por Jesus em seus evangelhos, aquele dom que recebemos diretamente do reino de Deus, como a menor das sementes, mas que pode se tornar tão grande a ponto de mover montanhas de humanidade em nosso coração corrupto; tragando a mortalidade aos poucos, mudando nosso coração de uma glória para outra glória, a fim de vivermos não mais nós, mas Cristo em nós. Isso é algo que se concretiza apenas de fé em fé.


Esse tipo de fé está intimamente relacionado com uma espontânea e progressiva perda de esperança em nós mesmos, no mundo, e nas soluções apresentadas pela religião e inteligência humanas. Esse tipo de fé tem a ver com estar vazio de si mesmo aguardando ser preenchido com a verdade de Deus, sua vida e seu Espírito.


Em dias de velocidade alucinante no progresso do mundo dos homens, toda essa torrente de provisões para a carne nada mais é que mera distração para nos afastar da vida pela fé, da vitória pela fé, o que subseqüentemente, nos afastará também da identidade real de filhos de Deus em troca das bolotas servidas pelo diabo em seu reino distante.


O conforto e facilidades da vida moderna fornecem ao homem uma sensação de preenchimento quando na verdade as pessoas estão cada vez mais vazias do Espírito. Até mesmo a grande efusão religiosa e popularidade do evangelho, são indícios muito sérios da grande apostasia que se estabelece imediatamente antes do retorno do filho de Deus.


Ele afirmou que o evangelho seria conhecido em todo mundo e mesmo assim duvidou que encontrasse fé na terra quando voltasse para arrebatar sua igreja.


O grande desafio de nossa era é exatamente manter sagrado o nosso relacionamento com Deus e seu Cristo nesses termos: avançando para a esperança que nos foi proposta, sem jamais duvidar, sem se importar com a multidão dos que se distanciam dela. Sem desejar nada e ao mesmo tempo possuindo tudo cada vez mais.

Quem bate ?

O Novo Testamento começa com Deus fora do Templo e termina com Jesus fora da Igreja.
 

João Batista começa o seu ministério anunciando que era a voz daquele que clamava do deserto. E quem clamava do deserto era Deus.
 
Jesus, em sua última carta, está à porta da igreja em Laodicéia, na expectativa de alguém o ouça e lhe abra a porta de sua casa.
 
Isto significa que, desde o início, estamos a lutar pela Igreja.
 
É assim que vejo a Aliança Evangélica (ACEB), como um esforço para que o Cristo não perca a esperança para com a Igreja que está no Brasil, como parece ter perdido com a que estava em Laodicéia.

O apóstolo Paulo disse que sofria o que restava dos sofrimentos de Cristo pela Igreja. Não se referia a qualquer participação no sacrifício vicário, mas, certamente, a essa postura desobediente que se manifestou em Laodicéia e na história da Igreja, de modo geral.

Teimosamente, insistimos na ruptura, na divisão, no cisma.

A Igreja dos laodicenses estava encantada com o poder econômico, interpretando-o como benesse divina, enquanto o Senhor denunciava o seu isolamento.

A cada geração parece que nos encantamos com algo que acaba por nos apartar do Cristo, julgando estar sob suas bençãos.
 
Então, os bispos da Igreja precisam encontrar-se sistematicamente, estar em permanente concílio, para não ser traído ou atraído pelo espírito de cada época, que é sempre espírito de rebelião.
 
Manter um estado permanente de concílio entre iguais mantém-nos atentos a nós mesmos e, mais, ao movimento da sociedade e de seu inspirador. A luta por manter a catolicidade, a santidade, a unidade e indivisibilidade da Igreja é hercúlea e necessária.

Não podemos cair no equívoco da Igreja que estava em Corinto, que segundo Paulo, havia partido o Corpo do Cristo ou, ao menos, agido como se isso fosse possível.
 
Alguém já disse que a “praia” protestante não é a unidade, mas a verdade. Acho que foi assim, durante séculos, mas houve e há a era moderna das perseguições aos cristãos, levada a cabo por ideologias e por religiões com vocação hegemônica e, mais recentemente, pelo secularismo; e a questão já não é se o sujeito assina embaixo de todas as minhas convicções, mas se ele vai morrer comigo por Cristo. E se ele vai morrer comigo, comigo poderia viver, ainda que estivéssemos sempre nos amolando, como o ferro afia o ferro.
 
A questão que afasta Jesus de Laodicéia é uma crise de valores, de perda de identidade; não há menção de desvio confessional, há uma crise de coerência. É, guardadas as devidas proporções, o que vemos no Brasil: provavelmente, a maioria dos protestantes e evangélicos subscrevem confissões de fé muito semelhantes, mas vivemos em meio a uma crise de identidade quanto aos valores que devemos sustentar nesse momento da história. E como os devemos sustentar.
 
Não entendo a Aliança como uma questão de mera representatividade frente ao Estado, mas como uma aglutinadora da Igreja frente ao novo Estado que se anuncia no país - marcado pelo crescimento econômico, pelo estertor da luta ideológica, pela necessidade de parecer moderno, pela tentativa de deixar de ser uma sociedade que, principalmente, luta por sua sobrevivência, para tornar-se uma sociedade global, moderna, capaz de reinventar costumes e propor caminhos, mesmo tendo de conviver com o analfabetismo funcional e com o remanescente da cosmovisão feudal, quando não, medieval.
 
A Igreja que está no Brasil tem uma tarefa nova: por estar crescendo a olhos vistos, se torna a nova fonte de insumos para a construção da ética da nova Nação que se avizinha, fruto de sua inserção nessa transformação global, que ameaça redefinir a ordem do poder econômico e político no mundo.
 
Como reduzir nosso papel a de mero espectador se, gostando ou não, somos agentes na sociedade como sal e como luz, com a demanda de construir uma cidade sobre uma montanha de forma a ser vista por todos em todos os cantos?
 
Jesus está do lado de fora de Laodicéia, tentando chamar a atenção da Igreja. O que há do lado de fora da Igreja? Que lugar ele encontrou? E de onde chama a Igreja? Ele chama quem o ouve para assentarem-se juntos no seu trono. Se não for dentro da Igreja, de onde Jesus reinará? Quem é idôneo para responder tais questões? Acho que o grande desafio de uma Aliança é esse, o de perceber o movimento de Jesus na história, para que a Igreja continue sua relevância na sinalização da presença do Reino entre e em nós.

A religião e seus destinos

A paráfrase com o título freudiano sobre os destinos das pulsões não é acidental - mas tem um percurso que passa em Zurique, pelo gabinete do pastor e psicanalista Pfister.
 
Em 1914, o pastor e psicanalista Pfister publica “O método psicanalítico”, prefaciado por Freud - e lá defende um conceito de pulsão que difere de Freud. Para Pfister, a pulsão não é, como para Freud, uma energia sexual na sua origem - é uma energia que se manifesta em várias formas - sexualidade é uma delas, mas espiritualidade também é uma forma de manifestação desta energia vital.
 
Para Pfister, pulsão é um coletivo - sob o qual se expressam desde a força da sexualidade, com a busca do prazer sensorial, a descarga motora, passando pela agressividade, com sua pulsão de morder, de triturar, - estas seriam a forma "toupeira" de expressão da pulsão.
 
Mas, na outra ponta, a pulsão tem a forma “águia”, não como sublimação da pulsão originária, mas como expressão direta deste feixe pulsional - que nas alturas congrega expressões da busca da liberdade, da estética, da cultura, e da religião.
 
A religião, para Pfister, é uma pulsão - e a partir desta ótica gostaria de tecer alguns pensamentos. Como pulsão, pode ter vários destinos:
 
- pode ser reprimida – simplesmente desalojada da superfície da consciência, e alojar-se em profundidades do inconsciente. Pode ficar ali, bem segura pelos núcleos já abrigados no inconsciente. Mas, também pode haver o retorno do reprimido. E, sabemos por Freud que este retorno pode assumir formas bizarras.

- retornar na forma histérica - como em alguns cultos que sobrevalorizam transes e êxtases, paralisias e sensações corporais.
 
- retornar na forma obsessiva- e temos comportamentos e pensamentos obsessivos transformados em rituais cúlticos - privados ou públicos.

- retornar na forma fóbica - certos objetos de culto, divindades ou inimigos da divindade são demonizados - despertam temor, pânico - lá estão projetados os impulsos inaceitáveis - quase sempre na forma de sexualidade ou agressividade.
 
E, se não houve repressão, a religiosidade pode assumir a forma perversa - como tristemente assistimos à prisão de líderes religiosos que castravam meninos para suas oferendas.
 
A religião também pode retornar associada com outras pulsões - como a agressiva - e então assistimos a caça aos hereges, agressividade legitimada e até recompensada por um ser divino.
 
Graças a Freud, podemos desmascarar o neurótico, o perverso e o psicótico presente na religiosidade. Mas, será que temos de, com nossas interpretações, promover a varredura da pulsão religiosa da cultura e do imaginário humano?
 
O pastor e psicanalista Pfister agradecia a Deus pela genialidade de Freud, que lhe possibilitava retirar os ídolos dos átrios dos templos. [2]
 
Qual então pode ser o futuro da religião?
 
Gostaria de fazer uma associação com outra expressão pulsional - a do amor. Ele também surge de formas tão neuróticas, perversas e doentes, mas nunca houve tentativa séria de erradicá-lo, só porque se mostra doente. Antes, a tentativa da humanidade tem sido no sentido de aprimorar nossa capacidade de amar.
 
Pfister labutava no mesmo sentido, para a religião - que a psicanálise fosse a "humilde lavadora dos pés da verdade" - limpando as sujeiras que a conflitiva humana aglutinou nas suas devoções. Por isso, a psicanálise tem de continuar varrendo ídolos, sendo iconoclasta, retirando amuletos e rezas fortes e fracas, pilotos automáticos da devoção. Mas, aí cessa seu papel. Pfister defendia junto a Freud, e neste artigo publicado na própria revista de Freud - que uma religiosidade purificada e purificadora poderia se ligar ao amor - debaixo do conceito cristão de graça. O imperativo do amor poderia substituir o imperativo do dever - gênese da obsessão, do recalcamento.
 
Não cessamos de amar depois que nos analisamos - antes amamos mais e melhor. Não precisamos parar de crer depois que descobrimos a neurose incrustada em nossas crenças. Podemos amar mais e melhor, aceitar mais nossa humanidade com suas ambivalências e falhas - a tolerância para conosco e para com os outros.
 
A religião mais perigosa, e que deve merecer o controle e a denúncia das autoridades - é aquela que mescla a pulsão agressiva à pulsão religiosa. Esta mescla pulsional gera morte - e não estamos mais nos tempos de Comte ou Darwin para acreditar que haja uma progressão da humanidade rumo à perfeição. O caos pulsional sempre está à espreita por baixo da casca da cultura, e pode se combinar em formas tão destrutivas como o fanatismo religioso.
 
É a combinação da pulsão religiosa com a amorosa que transforma até a pulsão agressiva. Desta forma podemos entender os depoimentos daqueles criminosos que se tornam doces ao se converterem a uma fé religiosa.
 
Pfister, ironicamente, está mais próximo do conceito judaico de pulsão - ao menos como colocado na voz do rabino Halévy na fábula sobre as religiões, escrita por Shafique Keshavjee:
 
“A pulsão sexual e a pulsão espiritual são as duas faces de uma mesma moeda. E essa moeda é aquela que o próprio Deus cunhou. Na carne do ser humano está inscrita uma pulsão biológica e afetiva que o faz sair de si mesmo para acolher um outro, uma outra. No espírito do ser humano está inscrita uma pulsão metafísica e espiritual que o faz sair de seu ego para descobrir o Outro por excelência, Deus. Da mesmo forma que uma mulher pode ficar obcecada pelo rosto de um homem e um homem pelo de uma mulher, Deus é o grande Sedutor que obceca a alma humana. Sem essas duas pulsões que se encontram interligadas, a vida seria aborrecida, centrada sobre si mesma.”
 
Enquanto os cristãos matavam os mouros em nome de Deus, viveu o cristão Francisco de Assis que, depois de tentar impedir a realização de mais uma mortífera cruzada, foi pessoalmente ao califa muçulmano. Chegando lá, foi agredido sem revidar, permaneceu preso até que sua conduta chamou tanta atenção que o califa o recebeu. Depois de muitos dias em conversas amistosas, acontece a despedida e a bênção que até hoje perdura entre muçulmanos e franciscanos. Francisco era admirado por Freud e Pfister.
 
Exceção entre todos? Quantos anônimos religiosos, de muitas confissões e credos, associaram sua pulsão religiosa com a amorosa, e geraram vida e não morte? Talvez, a única morte, neste nível, seja a do próprio Eu, e até do próprio corpo.
 
Esta religião tem futuro e gera futuro, porque gera vida. A religião que mais prefere morrer - desde a dimensão simbólica até, se for preciso, na dimensão concreta - esta gera vida. A parábola do grão de trigo - agregada à história da tensão do joio – ensina a aguentarmos o diferente, a tensão das interfaces.
 
Como expressão desta religiosidade, me comovo cada vez que relembro o exemplo do casal judeu messiânico que, em função da sua fé, abriu uma casa para cuidar de órfãos... palestinos. Fizeram-no em nome de Deus.
 
 
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Karin Hellen Kepler Wondracek é psicóloga e psicanalista, e mestra em teologia. É tradutora de Cartas entre Freud e Pfister, autora de Caminhos da Graça e uma das autoras de Uma Criança os Guiará.
 
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Como discernir o que é sinal de Deus ?


O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus designíos
Desde o início, Deus se comunica com o ser humano de forma a não somente transmitir mensagens, mas fazendo doação de Si mesmo a nós. "Por uma vontade absolutamente livre, Deus revela-se e dá-se ao homem” (Catecismo da Igreja Católica, art. Nº 50).

O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus designíos e Sua Pessoa. Temos como alguns exemplos os anjos que são Seus mensageiros; os dons do Espírito Santo; a Sagrada Escritura e também a Eucaristia, sacramento de máxima entrega.
Não bastasse tudo isso, ainda há a "comunicação do amor de Deus" através de sinais. São acontecimentos que significam algo mais que o simples andamento ou consequência de fatos. Deus nos fala nas entrelinhas das ocorrências incomuns ou da rotina. Até mesmo Jesus percebeu cada passo de Seu ministério em eventos comuns que poderiam passar despercebidos, desde a falta de vinho numa festa de casamento (cf. Jo 2,1-12) até quando se aproximava o tempo certo da “Sua entrega na cruz”. Porém, é necessário ter cuidado e discernir sinceramente se estamos diante do que é um apontamento do Senhor ou se estamos nos aproveitando de um acontecimento qualquer para justificar algo que temos no coração.
Preferimos nos enganar, nomeando forçosamente simples ocorrências como resposta do Alto, dada a grandiosidade do desejo. Desviamo-nos de uma verdadeira leitura da orientação divina, nos deixando levar por ideias fixas e obstinação de coração. Quando estamos com a mente e sentimentos tomados, parece que tudo conspira e confirma na direção tanto do objeto de desejo como para traumas, complexos e impressões que trazemos. Assim, no futuro, só nos decepcionaremos com o Senhor e buscaremos culpar os homens que não nos pareceram favoráveis.
Para interpretar corretamente a fala de Deus é importante, primeiramente, nos desfazermos dos nossos apegos e conceitos tendenciosos, estarmos livres para aceitar aquilo que não nos é agradável, as exortações e a direção do que Ele quer consertar em nossa vida.
Outro ponto é cultivar uma íntima amizade com o Senhor, peça a graça de amá-Lo independente dos favores. Gaste tempo em Sua companhia e saiba que a iniciativa de sinais será sempre Dele; o que não nos isenta da necessidade de termos uma constância na oração e de nos relacionarmos com o Senhor.

Depois que Deus mesmo se encarrega do sucesso do empreendimento e da graça que Ele quer conceder, Jesus ordena a dois de Seus discípulos: ”Ide a essa aldeia que está defronte de vós. Entrando nela, achareis um jumentinho atado, em que nunca montou pessoa alguma; desprendei-o e trazei-mo. Partiram os dois discípulos e acharam tudo como Jesus tinha dito” (Lc 19,30-32). Os fatores do outro lado, no campo da missão, encontram elementos correspondentes à ordem dada por Jesus, mas isso não significa que essa providência se manifeste no primeiro momento. Deus enviou Moisés ao faraó, mas o soberano do Egito foi resistente em libertar o povo do Senhor. Podemos encontrar barreiras que o Altíssimo sinaliza como sendo Sua vontade para nós.
Na verdade, aprenderemos a interpretar corretamente os sinais com um treinamento. Com o passar do tempo, se mantivermos uma amizade verdadeira com Deus e nos exercitarmos nesse processo de intuir, empreender na ordem divina e prestar atenção aos resultados, aprenderemos a olhar um fato, desde o início, e saber se é realmente um sinal do Senhor.
O Deus a quem seguimos é bondoso e quer fazer aquilo que é o melhor para nós, por isso está em constante comunicação.
Ele é fiel e nos conduz. "Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá" (At 5, 38).
Sandro Ap. Arquejada-Missionário Canção Nova
sandroarq@geracaophn.com
28/10/2011 - 08h30 

O homem novo em Jesus Cristo


"Os discípulos de Cristo revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus, na justiça e santidade da verdade" (Ef 4,24). "Livres da mentira (Ef 4,25), devem rejeitar toda a maldade, toda a mentira, todas as formas de hipocrisia, de inveja e maledicência" (1Pd 2,1) (CIC 2475).
O homem novo em Jesus Cristo não é aquele que por Ele foi salvo, pois a salvação de Jesus é para todos, mas é aquele que, ao encontrar-se com o Senhor se reconhece como fraco e que depende de Jesus. O homem novo em Cristo é aquele que não deixa de sentir os impulsos da carne, mas sabe que o que é meramente carnal passa, por isso vai em busca das coisas do alto, das coisas de Deus. Sabe que precisa de algo que o mantenha vivo e o leve para a vida eterna, e este algo só pode ser Deus.
O homem novo não elimina o homem velho, mas o enfraquece; o homem novo, naturalmente falando, é mais forte, por isso, quanto mais usado, melhor para que o velho se enfraqueça cada vez mais.
A questão é que o velho é mais experiente nas coisas do mundo em que vivemos, principalmente em se tratando dos prazeres mundanos, por isso grita dentro de nós, enquanto que o novo fala baixinho.

Pode-se dizer que a pessoa humana possui o desejo, a vontade e a liberdade. Neste caso, o desejo carnal seria a nossa concupiscência, a vontade seria a consciência, e a liberdade seria a ação. A concupiscência deseja algo, a consciência sabe o que é bom e o que não é. A liberdade seria justamente a ação feita para cada um dos lados. Aqui entra justamente o uso da liberdade de uma pessoa nova em Jesus e outra que ainda não deixa o novo agir.
O ponto é justamente o encontro pessoal com Jesus que leva a pessoa a uma verdadeira contrição e um real desejo de mudança, de vida nova em Jesus. Mas o que seria esse encontro pessoal com Jesus?

O Evangelho traz inúmeros encontros pessoais com o Senhor. Zaquel, Bartimeu, Maria Madalena, a própria profissão de fé de Pedro é prova disso. Todos estes encontros e muitos outros só aconteceram por causa de um reconhecimento do Senhorio de Jesus, ou seja, eles dependiam de Deus, pois eram fracos; e o melhor, reconheceram-se fracos. O próprio Paulo, de perseguidor, passou a defensor de Jesus e dos cristãos.
O nosso homem novo em Jesus precisa ser fortalecido com os encontros pessoais com Ele. Na oração pessoal, na conversa com Jesus, na confissão, na Eucaristia.

Todos estes e muitos outros são e devem ser encontros pessoais com Jesus, mas todos devem acontecer não somente como um cumprimento de tabela, mas com um verdadeiro reconhecimento de que o homem depende de Deus, precisa d'Ele.
Nada disso é impossível, pois, como vimos, o homem foi criado pouco abaixo de Deus (cf. Sl 8,6) e, por isso, já temos a graça que é a vontade de Deus. A verdadeira conversão só se dará quando o homem, mesmo sabendo que é um ser livre, dotado de inteligência e vontade, reconhecer-se dependente de Deus, pois só Ele pode enchê-lo. Deus é eterno e todo o resto um dia vai passar.

Como diz o catecismo, "livres da mentira, devem rejeitar toda a maldade, toda mentira, todas as formas de hipocrisia, de inveja e maledicência”, pois, como está no Gênesis, "Deus viu que tudo que havia criado era bom" (Gn 1,30), inclusive o homem e a mulher.

O encontro pessoal com Jesus acontece não de forma estabelecida pelo homem, mas por Deus. O papel do homem é aceitar concretamente a sua condição de criatura dependente, até mesmo de fraco diante da grandiosa presença de Deus, e querer se encontrar com Jesus.
Deus é muito simples e quer se relacionar com cada pessoa humana. Cabe à pessoa querer relacionar-se com Ele através de sua vida, sendo um verdadeiro testemunho de conversão e santidade.
Padre Anderson Marçal
http://blog.cancaonova.com/padreanderson/

A sociedade dos perfeitos


Aqueles que exigem perfeição dos outros exigem algo que também não têm
Na sociedade dos perfeitos, ser imperfeito está fora de moda. Ao ligarmos a televisão ou acessarmos a internet, encontramos protótipos de pessoas perfeitas. Seres humanos imperfeitos maquiados com aparência sagrada. Uma forte tendência dos tempos atuais é a exigência de que o outro seja perfeito. Esta marca de nossa época vem disfarçada com o nome de “falta de paciência”: “Não tenho paciência com as pessoas de minha família”, “Sou extremamente impaciente com meus colegas de trabalho”, “Meus pais não são do jeito que eu quero”... Frases como estas são mais comuns do que ousamos imaginar.

Exige-se a perfeição do outro a qualquer custo. Pessoas que se consideram perfeitas exigem que seus irmãos e irmãs também o sejam. Caso isso não ocorra, as brigas e decepções acontecem em níveis agressivos.

No tempo de Jesus não era diferente. Os fariseus, escribas e mestres da Lei, responsáveis pelo cuidado do templo e, consequentemente, pela formação religiosa do povo, consideravam-se perfeitos. Julgavam ter atingido um grau de plenitude tal que se achavam no direito de catalogar as impurezas do povo de acordo com normas e critérios religiosos que oprimiam o ser humano.

Jesus percebeu a hipocrisia contida nos gestos e atitudes destes pretensos perfeitos. Estes exigiam que os fiéis carregassem pesados fardos e cumprissem normas que beneficiavam apenas a eles próprios.

Aqueles que exigem perfeição dos outros se esquecem de que também são imperfeitos. Muitas vezes exigem algo que nem eles próprios conseguem cumprir. Ocupam, inconscientemente, o lugar de Deus. Tornam-se juízes: julgam, condenam e decretam a sentença. O outro, raras vezes, tem a chance de defesa, tendo em vista que, na maioria dos casos, o julgamento vem embrulhado em presentes perfeitos.

Quando falamos de imperfeição entramos em contato com nossas próprias imperfeições. Esbarramos em nossos próprios limites e falhas. Uma atitude farisaica descarta a imperfeição e se reconhece canonizado. Os grandes santos nunca se consideraram santos em vida. O que os tornou santos foi a humildade com que se revestiram. Reconciliados com sua própria humanidade, estes homens e mulheres que hoje são venerados nos altares, transformaram as imperfeições em degraus para a santidade. No pecado que estava impresso em seu DNA humano, eles se revestiram da força de Cristo. Viram no Mestre o caminho para a humildade, o serviço e a doação ao próximo.

Respeitar o processo de caminhada de cada pessoa é fundamental para quem deseja construir hoje seu caminho de santidade. Quem não aprendeu a respeitar as imperfeições do outro, dificilmente irá conhecer o caminho da humildade que o guiará à paz interior.

Jesus compreendia as imperfeições humanas. Ele sabia que a natureza que nos reveste precisava ser purificada não por rituais de exclusão, mas sim por rituais de inclusão. Cristo incluía no Seu amor os excluídos do amor dos outros.

Somente quem compreendeu que tão imperfeito quanto o outro é ele mesmo, descobriu o caminho para o amor e a santidade manifestada no cotidiano dos sentimentos.

Pe. Flávio Sobreiro
Vigário da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, Cambuí (MG)
Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre(MG)
Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP
Padre Flávio Sobreiro
www.flaviosobreiro.com

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Minha visão do pecado

Os jornais, as revistas, o rádio, a televisão, a internet sempre destacam e noticiam fatos que proporcionam alegrias e fatos que provocam tristezas. Amor, ódio, morte, guerras, derrotas, vitórias, assaltos, assassinatos, seres famintos, seres com fartura, terremotos, enchentes, queimadas, traições, verdades, mentiras etc, são alguns itens que compõe os fatos noticiados. Se refletirmos sobre eles, veremos que nada é capaz de deter a frequência, e a intensidade com que acontecem; veremos que não há aparelhos, armas ou qualquer tipo de invento que os possa controlar. Se realmente fizermos uma reflexão esmerada sobre os itens e os fatos, com toda certeza iremos concluir que: “o mundo é o grande teatro em cujo palco bilhões de atores, mostram seu talento, encenando peças variadas; mas, nesse teatro só há um diretor, e ele, é o único responsável pelo conjunto artístico obtido com a montagem das peças. É ele, quem decide como o texto será interpretado, é ele, que coordena o trabalho de todos os artistas; analisa a peça e define sua concepção do espetáculo; escolhe o elenco, dirige os ensaios e ainda se encarrega de organizar todos os elementos da montagem final; é ele, que sabe qual a função de cada personagem e o tipo de ator a representa-lo”. O diretor quase nunca é visto pela plateia, mas mesmo estando por trás das cortinas nada foge ao seu controle: cenários, figurinos, personagens, iluminação correta. O quase oculto, porém eficaz e competente diretor do grande teatro que é o mundo atual, possui na identidade um único nome:
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