Quando você parar para pensar que na sua vida, por mais que você se esforce e lute para fazer o melhor, sempre haverá uma pergunta que ecoará em sua mente: "Ainda te falta uma coisa" (Luc.18:22).
Um jovem rico... Um homem-Jesus pobre!
A criatura enriqueceu... O criador empobreceu!
A criatura se encheu... O criador se esvaziou!
A criatura vive para si mesmo... O criador morreu por todos!
A criatura quer acumular... O criador quis doar!
A criatura pede amor... O criador ama!
A criatura se afastou de Deus... O criador se aproximou do homem!
A criatura buscou a glória... O criador buscou a vergonha, por amor!
A criatura só quer subir para ter...o criador desceu para entregar!
A criatura não sabe que é pobre... O criador quer nos enriquecer!
Um jovem que guardava os mandamentos!
Seguia ordens, leis... Ia aos domingos na Igreja, tocava no conjunto, cantava no coral, entregava folhetos, visitava os presídios, hospitais, asilos, dava cesta básica, ofertava, dizimava, orava, evangelizava, contribuía com projetos, etc. tudo que a Lei mandava...
Mas faltava alguma coisa! E quem dizia que faltava era Jesus!
Jesus acertou na mosca, deu o tiro certo!
“Quase tudo não é tudo!” Aquele jovem estava acostumado a buscar tudo de todas as coisas. Se comprava 99 terrenos e ficava sabendo que existia mais um que não lhe ofereceram, corria para comprar... Se comprava 99 camelos e soubesse que um foi escondido na venda, se esforçava para adquirir. Ele queria tudo por completo. Todos os amigos, todas as oportunidades, toda atenção, enfim, tudo de tudo... Mesmo assim desconhecia que lhe faltava alguma coisa...
Ficou interessado em saber o que era aquilo que ele ainda não possuía!
Quantos hoje nem para o céu querem ir!
Vivem como se a vida se resumisse a uma existência eterna, aqui!
Por isso essa desenfreada corrida pela riqueza, fama e poder!
Há dois grandes culpados nessa história:
1º Os que ensinam. Estão interessados em acumular riquezas, todas!
Líderes, pastores, padres, governantes, patrões, seja qual for a posição de poder, a grande maioria ensina: “Venda tudo o que tem e traga pra mim...tenha fé e você terá um tesouro no céu.” Vendem o céu como se fosse uma mercadoria, como se fossem proprietários dele.
2º Os que praticam. Porque ouvem aquilo que querem ouvir e porque também estão interessados em acumular riquezas, caem no engano, acabam perdendo tudo...e as vezes, a vida eterna com Deus!
Jesus não passou a mão na cabeça daquele jovem...não o convidou para fazer parte dos 12 apóstolos, não lhe deu um cargo, não o colocou em lugar de destaque, não lhe deu nada...pelo contrário, disse a ele:
“vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres”...fique sem nada!
É essa a mensagem que tem sido pregada nas igrejas?
A mensagem de ter tudo em comum?
Ou a mensagem: “Você nasceu para vencer, para ser o campeão, ninguém pode te resistir, você é príncipe.”
Aquele jovem já era um príncipe...Jesus o convida a ser discípulo.
Poucos querem ser discípulos...muitos querem ser príncipes.
Há uma riqueza especial em saber viver com aquilo que não temos.
Qual a mensagem que está sendo pregada?
Ela está almas para o paraíso terrestre ou para o céu?
Hoje vemos aumentar os saqueadores de ovelhas... Não querem pescar em alto mar... no aquário é mais fácil.
São vendedores de ilusões terrenas e celestes, de promessas que jamais se cumprirão, de profecias que Deus jamais enviou.
E quem os segue são cegos e tão culpados quanto eles, pois deixaram a palavra da verdade e se entregaram ao prazeres momentâneos.
O caminho do teu coração determinará onde você chegará!
Mateus 10:39: " Quem achar a sua vida perdê-la-á;
e quem perder a sua vida por amor de mim acha-la-á. "
O tamanho da nossa riqueza depende de como sabemos viver com aquilo que temos.
E o que temos? Riquezas verdadeiras ou fictícias?
Como saber se estamos servindo a Deus ou nos servindo de Deus?
Simples! Qual enriquecimento buscamos? O criador empobreceu!
Do que temos nos enchido? O criador se esvaziou!
Temos vivido só para nós mesmos? O criador morreu por todos!
Somos acumuladores de coisas? O criador dou!
Queremos apenas ser amados egoisticamente? O criador amou!
Estamos hoje, mais próximos ou mais afastados de Deus, que ontem? O criador se aproximou de nós!
Que glória buscamos? O criador buscou a vergonha, por amor!
Queremos só subir para ter? O criador desceu para entregar!
Temos consciência da nossa pobreza? O criador quer nos enriquecer! Somos apenas guardadores de leis, de mandamentos?
Será que também não nos falta alguma coisa?
FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
SEJA VIOLENTO COM SUA HUMANIDADE
E a quem perdoaredes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás."
(2 Coríntios 2.10)
A quem perdoardes alguma coisa...
Seja a quem for e o que for. Uma simples indiferença, uma pequena mágoa; qualquer coisa, sempre haverá necessidade de perdão. O perdão liberta-nos das correntes que nos prende ao passado; ele nos deixa livres para seguir em frente e esquecer-nos das coisas que atrás ficam e assim avançar para as que estão adiante de nós (Fp 3.13).
Se é que tenho perdoado...
O perdão deve ser verdadeiro e sincero; deve ser de coração e não apenas de palavras. Quem usa de fingimento neste negócio engana a si mesmo. Apertar a mão, abraçar, dizer "está perdoado!" é fácil, difícil é perdoar de fato. A Bíblia diz que o Senhor nos perdoa de tal forma, que jamais se lembra de nossos pecados e iniqüidades (Hb 10.17). Esse é o padrão de perdão exigido pelo Justo Juiz.
Vencendo a Satanás...
Quantos cristãos foram vencidos por Satanás quando não foram capazes de perdoar o seu irmão, por quem Cristo morreu. Perdoar é ser vencedor. Quando perdoamos vencemos o nosso orgulho, o ego pessoal, a arrogância, o próprio “eu”, e acima de tudo, a Satanás. Por que o perdão demonstra que realmente nascemos de novo e que aquela velha natureza está crucificada em Cristo (Gl 2.20).
Perdoa-nos, como perdoamos!
O Senhor Jesus na sua infinita sabedoria, vinculou o pedido de perdão à prática pessoal do mesmo. Ensinou os seus discípulos a orar dizendo: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12). Ou seja, quando pedirmos perdão a Deus, Ele o fará usando o mesmo critério que usamos para com o nosso próximo.
O perdão é para quem já cresceu em Cristo.
Quando nós, porventura somos ofendidos ou maltratados por uma pequena criança, logo não consideramos a ofensa porque somos adultos (grandes), em relação à criança (pequena) que nos ofendeu. Assim também é no Reino de Deus; você perdoa porque já cresceu espiritualmente.
Somente aqueles que estão experimentando o crescimento em Cristo são capazes de perdoar. Somente estes compreendem o que significam essas frases: “Senhor, não lhes imputes este pecado”; “Vai e não peques mais”; “Pai, perdoa-lhes porque não sabes o que faz”.
(2 Coríntios 2.10)
A quem perdoardes alguma coisa...
Seja a quem for e o que for. Uma simples indiferença, uma pequena mágoa; qualquer coisa, sempre haverá necessidade de perdão. O perdão liberta-nos das correntes que nos prende ao passado; ele nos deixa livres para seguir em frente e esquecer-nos das coisas que atrás ficam e assim avançar para as que estão adiante de nós (Fp 3.13).
Se é que tenho perdoado...
O perdão deve ser verdadeiro e sincero; deve ser de coração e não apenas de palavras. Quem usa de fingimento neste negócio engana a si mesmo. Apertar a mão, abraçar, dizer "está perdoado!" é fácil, difícil é perdoar de fato. A Bíblia diz que o Senhor nos perdoa de tal forma, que jamais se lembra de nossos pecados e iniqüidades (Hb 10.17). Esse é o padrão de perdão exigido pelo Justo Juiz.
Vencendo a Satanás...
Quantos cristãos foram vencidos por Satanás quando não foram capazes de perdoar o seu irmão, por quem Cristo morreu. Perdoar é ser vencedor. Quando perdoamos vencemos o nosso orgulho, o ego pessoal, a arrogância, o próprio “eu”, e acima de tudo, a Satanás. Por que o perdão demonstra que realmente nascemos de novo e que aquela velha natureza está crucificada em Cristo (Gl 2.20).
Perdoa-nos, como perdoamos!
O Senhor Jesus na sua infinita sabedoria, vinculou o pedido de perdão à prática pessoal do mesmo. Ensinou os seus discípulos a orar dizendo: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12). Ou seja, quando pedirmos perdão a Deus, Ele o fará usando o mesmo critério que usamos para com o nosso próximo.
O perdão é para quem já cresceu em Cristo.
Quando nós, porventura somos ofendidos ou maltratados por uma pequena criança, logo não consideramos a ofensa porque somos adultos (grandes), em relação à criança (pequena) que nos ofendeu. Assim também é no Reino de Deus; você perdoa porque já cresceu espiritualmente.
Somente aqueles que estão experimentando o crescimento em Cristo são capazes de perdoar. Somente estes compreendem o que significam essas frases: “Senhor, não lhes imputes este pecado”; “Vai e não peques mais”; “Pai, perdoa-lhes porque não sabes o que faz”.
SERÁ QUE CONHECEMOS O AMOR?
O amor acabou. Ainda pode se sentir seu perfume deixado pelo caminho que percorreu, pelas vidas que perfumou. Suas pétalas murchas ainda repousam nas mãos de poucos que ainda teimam em segurá-las. Jesus, profeta maior deste mundo mau, já havia dito que seria assim. Corações gelados, entorpecidos pela indiferença. De dentro dos salões enfeitados, das casas iluminadas, ruídos e gargalhadas sem vida, sem amor. Sepultaram-no e poucos choram em seu túmulo. Mas ficou-nos seu pobre e infeliz bastardo, parido por nós. Príncipe dos insolentes, o afeto. Por afeto abraçamos e beijamos, mas só o amor pode dar o braço para aquele que não tem. Só pelo amor podemos doar nossa voz pelos mudos. Por afeto sorrimos e aconselhamos, mas só amor é capaz de nos fazer doar nossos dentes e língua. Por amor, e só por ele, somos capazes de carregar no colo aqueles que não tem mais pés para andar. Pelo caminho encontramos a nudez de um ninguém, por afeto nos dispusemos a chorá-lo, mas somente pelo amor somos capazes de nos despir por tal. Na chuva gelada de inverno vemos um infante sem sapatos, o afeto nos move os olhos e uma prece em seu favor nos abre os lábios, mas somente o amor pode arrancar de nossos pés aquecidos aquilo que pode aquecer até a alma do pequenino.
Pelos quatro cantos de nossas cidades, amontoam-se cadáveres vivos, ainda respiram, mas se movimentam como marionetes da sociedade purulenta. Em lugares escuros escondem-se pobres almas, olhos perdidos na imensidão de suas dores. Corações quebrados, partidos, esperando não um bocado de pão. Não apenas um copo d'água. Não um sorriso forçado ou uma admoestação retórica vazia. Suas almas almejam não mais que uma palavra simples e tão tumular como suas próprias almas, amor. O amor que nos deixa nu para que outros possam se vestir. O amor que nos deixa a boca vazia para que outros possam enchê-la. O amor que nos faz perder o emprego para que outros possam se sentir empregados, assalariados em nossos corações. Este amor mais belo que a própria natureza. Que nos faz galgar quilômetros sob sol escaldante, com nossos pés descalços, consumidos pelos calos de um chão pedregoso em favor de uma única e mais importante vida que a nossa própria. Pelo amor somos capazes de escalar penhascos, de subir montanhas abismais, de mergulhar em profundezas sem fim. Pelo amor de uma única e mais valiosa pedra preciosa lapidada por Deus, o homem. O homem que mata e odeia, o homem que ama a criatura e despreza o Criador. Homem que faz de seu braço e de sua sabedoria sua força. O mesmo homem que lhe fere o rosto, este homem lhe pede o outro lado, mas ninguém jamais lhe dará.
Pois por amor o bom pastor deixou suas ovelhas protegidas entre muradas, e descendo penhascos e lacerando sua carne foi através de desfiladeiros em busca não de cem, mas de uma única e perdida ovelha. Sua branca lã manchada de carmesim, deitada sobre suas dores, sobre si mesma aguardando o seu fim. Pois em sua mente, quem poderia percorrer tal caminho por sua inútil vida? Mas eis que o bom homem, aquele que espelha o desejo em nós, surge. Seus ferimentos além do que sua ovelha poderia supor. Em seu rosto não um semblante de desagrado, repreensivo. Um sorriso, pois aquele que havia se partido e entre cardos repousava foi achado. Não são necessárias palavras, o amor não se escora em falatório. Não flerta com dialética forçada e insossa. Em seu rosto olhos lacrimejantes, em ambos a saudade que se finda. Desce a cortina, fim do espetáculo? Não, apenas o primeiro ato. Apenas o diretor demarcando as marcas no piso arroxeado pelo tempo, tempo perdido por nós. No palco centenas de ovelhas não em seu seguro aprisco, mas amontoadas como lixo que se chuta pelas ruas enlameadas e frias. O afeto tem esse poder, de nos fazer amontoar a beira do penhasco milhares de almas. Como produto de nossos grandes feitos! Almas jogadas, todos os dias solapadas pelo nosso afeto... afinal o amor está morto. Jaz aqui diante de nós, e o afeto ri de si mesmo, em profuso brado de vitória, ele usa nossa garganta para alçar ao céu seu contentamento. O amor não grita, não fere ouvidos alheios, pois o amor não ressoa, ele age. Porquanto o afeto canta, o amor geme. Se o afeto se torna um sentimento estático e substantivo, o amor se eleva em ação e vivacidade. O amor não repousa, não se enche de delícias e reclinado sobre seus feitos acaba por adormecer como o afeto. O amor está correndo, enquanto o afeto caminha apoiado em muletas de vergonha. Pois Deus ama, não “afeta”. O bom samaritano amou, não “afetou”. O verbo que se fez carne, nos deixou o maior de todos os verbos. Aquele que habitava a eternidade nãos se substanciou, mas verbalizou em nossos ouvidos com sussurros doces como o barulho de águas caindo de altas pedras. Nos declarou seu amor que age, que anda, que se despe, que passa fome para outros comerem, que sente frio para outros se aquecerem. Amor que eleva um simples e pequeno animal que o mundo chama de racional para as alturas infinitas de Deus.
Pelos quatro cantos de nossas cidades, amontoam-se cadáveres vivos, ainda respiram, mas se movimentam como marionetes da sociedade purulenta. Em lugares escuros escondem-se pobres almas, olhos perdidos na imensidão de suas dores. Corações quebrados, partidos, esperando não um bocado de pão. Não apenas um copo d'água. Não um sorriso forçado ou uma admoestação retórica vazia. Suas almas almejam não mais que uma palavra simples e tão tumular como suas próprias almas, amor. O amor que nos deixa nu para que outros possam se vestir. O amor que nos deixa a boca vazia para que outros possam enchê-la. O amor que nos faz perder o emprego para que outros possam se sentir empregados, assalariados em nossos corações. Este amor mais belo que a própria natureza. Que nos faz galgar quilômetros sob sol escaldante, com nossos pés descalços, consumidos pelos calos de um chão pedregoso em favor de uma única e mais importante vida que a nossa própria. Pelo amor somos capazes de escalar penhascos, de subir montanhas abismais, de mergulhar em profundezas sem fim. Pelo amor de uma única e mais valiosa pedra preciosa lapidada por Deus, o homem. O homem que mata e odeia, o homem que ama a criatura e despreza o Criador. Homem que faz de seu braço e de sua sabedoria sua força. O mesmo homem que lhe fere o rosto, este homem lhe pede o outro lado, mas ninguém jamais lhe dará.
Pois por amor o bom pastor deixou suas ovelhas protegidas entre muradas, e descendo penhascos e lacerando sua carne foi através de desfiladeiros em busca não de cem, mas de uma única e perdida ovelha. Sua branca lã manchada de carmesim, deitada sobre suas dores, sobre si mesma aguardando o seu fim. Pois em sua mente, quem poderia percorrer tal caminho por sua inútil vida? Mas eis que o bom homem, aquele que espelha o desejo em nós, surge. Seus ferimentos além do que sua ovelha poderia supor. Em seu rosto não um semblante de desagrado, repreensivo. Um sorriso, pois aquele que havia se partido e entre cardos repousava foi achado. Não são necessárias palavras, o amor não se escora em falatório. Não flerta com dialética forçada e insossa. Em seu rosto olhos lacrimejantes, em ambos a saudade que se finda. Desce a cortina, fim do espetáculo? Não, apenas o primeiro ato. Apenas o diretor demarcando as marcas no piso arroxeado pelo tempo, tempo perdido por nós. No palco centenas de ovelhas não em seu seguro aprisco, mas amontoadas como lixo que se chuta pelas ruas enlameadas e frias. O afeto tem esse poder, de nos fazer amontoar a beira do penhasco milhares de almas. Como produto de nossos grandes feitos! Almas jogadas, todos os dias solapadas pelo nosso afeto... afinal o amor está morto. Jaz aqui diante de nós, e o afeto ri de si mesmo, em profuso brado de vitória, ele usa nossa garganta para alçar ao céu seu contentamento. O amor não grita, não fere ouvidos alheios, pois o amor não ressoa, ele age. Porquanto o afeto canta, o amor geme. Se o afeto se torna um sentimento estático e substantivo, o amor se eleva em ação e vivacidade. O amor não repousa, não se enche de delícias e reclinado sobre seus feitos acaba por adormecer como o afeto. O amor está correndo, enquanto o afeto caminha apoiado em muletas de vergonha. Pois Deus ama, não “afeta”. O bom samaritano amou, não “afetou”. O verbo que se fez carne, nos deixou o maior de todos os verbos. Aquele que habitava a eternidade nãos se substanciou, mas verbalizou em nossos ouvidos com sussurros doces como o barulho de águas caindo de altas pedras. Nos declarou seu amor que age, que anda, que se despe, que passa fome para outros comerem, que sente frio para outros se aquecerem. Amor que eleva um simples e pequeno animal que o mundo chama de racional para as alturas infinitas de Deus.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
PALAVRAS DO SANTO PADRE PARA A QUARESMA
A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3, 21–22)
Queridos irmãos e irmãs,
Todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida à luz dos ensinamentos evangélicos. Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21–22).
Justiça: “dare cuique suum”
Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romano do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais íntimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena à morte centenas de milhões de seres humanos por falta de alimentos, de água e de medicamentos -, mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Mais do que o pão ele de facto precisa de Deus. Nota Santo Agostinho: se “a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu… não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus” (De civitate Dei, XIX, 21).
De onde vem a injustiça?
O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativa ao alimento, podemos entrever nas reacções dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação: Esta maneira de pensar - admoesta Jesus – é ingénua e míope. A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista: “Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha, adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, colhendo o fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram à lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição; à lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?
Justiça e Sedaqah
No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus que “levanta do pó o indigente (Sl 113,7) e justiça em relação ao próximo. A própria palavra com a qual em hebraico se indica a virtude da justiça, sedaqah, exprime-o bem. De facto sedaqah significa, de um lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo (cfr Ex 29,12-17), de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva (cfr Dt 10,18-19). Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, para o israelita nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Não é por acaso que o dom das tábuas da Lei a Moisés, no monte Sinai, se verifica depois da passagem do Mar Vermelho. Isto é, a escuta da Lei, pressupõe a fé no Deus que foi o primeiro a ouvir o lamento do seu povo e desceu para o libertar do poder do Egipto (cfr Ex s,8). Deus está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido: pede justiça para o pobre (cfr Ecli 4,4-58-9), o estrangeiro (cfr Ex 22,20), o escravo (cfr Dt 15,12-18). Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto-suficiência, daquele estado profundo de fecho, que é a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efectuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente para a realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?
Cristo, justiça de Deus
O anúncio cristão responde positivamente à sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “ Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes De facto não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vítima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25)
Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O facto de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr Gal 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objecção: que justiça existe lá, onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira, cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidência que o homem não é um ser autárquico, mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.
Compreende-se então como a fé não é um facto natural, cómodo, óbvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Graças à acção de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é a do amor (cfr Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.
Precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.
Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autêntica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica.
Vaticano, 30 de Outubro de 2009
BENEDICTUS PP. XVI
Queridos irmãos e irmãs,
Todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida à luz dos ensinamentos evangélicos. Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21–22).
Justiça: “dare cuique suum”
Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romano do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais íntimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena à morte centenas de milhões de seres humanos por falta de alimentos, de água e de medicamentos -, mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Mais do que o pão ele de facto precisa de Deus. Nota Santo Agostinho: se “a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu… não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus” (De civitate Dei, XIX, 21).
De onde vem a injustiça?
O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativa ao alimento, podemos entrever nas reacções dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação: Esta maneira de pensar - admoesta Jesus – é ingénua e míope. A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista: “Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha, adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, colhendo o fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram à lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição; à lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?
Justiça e Sedaqah
No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus que “levanta do pó o indigente (Sl 113,7) e justiça em relação ao próximo. A própria palavra com a qual em hebraico se indica a virtude da justiça, sedaqah, exprime-o bem. De facto sedaqah significa, de um lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo (cfr Ex 29,12-17), de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva (cfr Dt 10,18-19). Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, para o israelita nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Não é por acaso que o dom das tábuas da Lei a Moisés, no monte Sinai, se verifica depois da passagem do Mar Vermelho. Isto é, a escuta da Lei, pressupõe a fé no Deus que foi o primeiro a ouvir o lamento do seu povo e desceu para o libertar do poder do Egipto (cfr Ex s,8). Deus está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido: pede justiça para o pobre (cfr Ecli 4,4-58-9), o estrangeiro (cfr Ex 22,20), o escravo (cfr Dt 15,12-18). Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto-suficiência, daquele estado profundo de fecho, que é a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efectuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente para a realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?
Cristo, justiça de Deus
O anúncio cristão responde positivamente à sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “ Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes De facto não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vítima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25)
Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O facto de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr Gal 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objecção: que justiça existe lá, onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira, cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidência que o homem não é um ser autárquico, mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.
Compreende-se então como a fé não é um facto natural, cómodo, óbvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Graças à acção de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é a do amor (cfr Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.
Precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.
Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autêntica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica.
Vaticano, 30 de Outubro de 2009
BENEDICTUS PP. XVI
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
MEDITANDO SOBRE O CARNAVAL
Para muita gente o Carnaval é um momento de alegria, extravasamento e intenso prazer.
O ser humano carece de novidades e oportunidades para manifestar o seu sentimento e muitas vezes, por não medir os efeitos, acaba prejudicando a si e aos outros.
Na ânsia de se divertir, muitas pessoas extravasam e não se dão conta do mal que podem estar praticando. O divertimento é uma necessidade inerente ao ser humeno, mas tem o seu preço, o seu limite e a sua cobrança que pode vir em forma de doenças, acidentes ou tragédias. As estatísticas sempre mostraram que isto é uma triste realidade.
Quando o ambiente é sadio e familiar, as festas fluem normalmente e o resultado geralmente é agradável e positivo. Entretanto, em relação ao carnaval é preciso ter muito cuidado, pois se trata de uma festa profana que geralmente traz terríveis consequencias.
O Carnaval é uma festa tipicamente brasileira que envolve e desenvolve todo tipo de ingredientes prejudiciais ao ser humano. Muitos procuram a alegria a qualquer custo e aproveitam a facilidade do momento para se enveredar pelo caminho das drogas e do sexo fácil que, em geral, são oferecidos em grande quantidade nesta época.
Quando falo em drogas não me refiro apenas àquelas que são proibidas por lei, mas a todo tipo de drogas que são disseminadas por aí, desde a "inocente" cervejinha até a droga mais pesada e mais perigosa. Há muitas drogas que são consumidas livremente - e a pessoa, às vezes até sem perceber, acaba ingerindo substâncias químicas e tóxicas danosas à sua mente e ao seu organismo.
Carnaval, infelizmente é isto: uma festa onde "rola" de tudo e onde muitas pesoas perdem a noção do ridículo e perdem até mesmo a sua própria vida. A alegria é algo saudável, divino e não deve se misturar com esse tipo de aventura suspeita e perigosa. Portanto, fujamos do carnaval e evitemos as suas danosas consequencias. Deus, com certeza, tem algo muito melhor para todos nós!
O ser humano carece de novidades e oportunidades para manifestar o seu sentimento e muitas vezes, por não medir os efeitos, acaba prejudicando a si e aos outros.
Na ânsia de se divertir, muitas pessoas extravasam e não se dão conta do mal que podem estar praticando. O divertimento é uma necessidade inerente ao ser humeno, mas tem o seu preço, o seu limite e a sua cobrança que pode vir em forma de doenças, acidentes ou tragédias. As estatísticas sempre mostraram que isto é uma triste realidade.
Quando o ambiente é sadio e familiar, as festas fluem normalmente e o resultado geralmente é agradável e positivo. Entretanto, em relação ao carnaval é preciso ter muito cuidado, pois se trata de uma festa profana que geralmente traz terríveis consequencias.
O Carnaval é uma festa tipicamente brasileira que envolve e desenvolve todo tipo de ingredientes prejudiciais ao ser humano. Muitos procuram a alegria a qualquer custo e aproveitam a facilidade do momento para se enveredar pelo caminho das drogas e do sexo fácil que, em geral, são oferecidos em grande quantidade nesta época.
Quando falo em drogas não me refiro apenas àquelas que são proibidas por lei, mas a todo tipo de drogas que são disseminadas por aí, desde a "inocente" cervejinha até a droga mais pesada e mais perigosa. Há muitas drogas que são consumidas livremente - e a pessoa, às vezes até sem perceber, acaba ingerindo substâncias químicas e tóxicas danosas à sua mente e ao seu organismo.
Carnaval, infelizmente é isto: uma festa onde "rola" de tudo e onde muitas pesoas perdem a noção do ridículo e perdem até mesmo a sua própria vida. A alegria é algo saudável, divino e não deve se misturar com esse tipo de aventura suspeita e perigosa. Portanto, fujamos do carnaval e evitemos as suas danosas consequencias. Deus, com certeza, tem algo muito melhor para todos nós!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
O CAMINHO DA QUIETUDE
A Bíblia diz de si mesma: "Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." (Hebreus 4:12). Sabemos que a sabedoria e a graça divinas são multiformes (Jó 11.6, Efésios 3.10 e I Pedro 4.10). No propósito de Deus a Palavra Divina também possui um caráter multiforme. Os mistérios da sabedoria e da graça divinas são descortinados na Palavra de Deus.É maravilhoso saber que a Palavra é múltipla. Assim, quando lemos o Salmo 23.1, não podemos limitar o alcance da revelação bíblica. A Bíblia não diz apenas que "O Senhor é o meu pastor". Nesta porção temos a Palavra expressa: "O Senhor é o meu pastor". Mas, existe a Palavra implícita. Se o Senhor é o meu pastor, isto significa que eu sou ovelha dEle. Esta é a Palavra implícita: "Eu sou ovelha do Senhor".
Quando olhamos a narrativa bíblica da história do profeta Jonas, normalmente nos atemos ao chamado do profeta, à sua rebeldia inicial e à sua restauração. Isto é a Palavra expressa. Mas, nesta porção das Escrituras existem inúmeras expressões da Palavra implícita.
Procure lembrar-se da história deste profeta. No livro do profeta Jonas há um versículo muito interessante:
“Entretanto, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso contra eles.” (Jonas 1:13).
Mergulhemos na Palavra implícita. Algumas pessoas estavam enfrentado dificuldades no mar e, por mais que se esforçassem, não obtiveram qualquer alívio. Agora pense no seguinte: Quem sabe você tem remado com muito esforço, mas não tem tido sucesso para chegar num lugar seguro e o mar da vida está se tornando cada vez mais violento diante dos seus olhos. Note que, neste estágio, aquela Palavra expressa passou a ter um novo conteúdo implícito em sua vida. Alguns eruditos chamam isto de Rhema.
Quando nos deparamos com a Palavra implícita, já alcançamos algo notável em nosso contato com a Palavra de Deus. No entanto, não podemos ficar num constante estado de contemplação, como que admirando o grande passo que damos em nosso encontro com a Palavra Implícita. Até este ponto você está dominando uma importante porção da Palavra de Deus. O Senhor, no entanto, tem algo superior para nós, pois não é suficiente saber algo da Palavra, mas é imprescindível dar uma utilidade prática com aquilo que sabemos.
Então, olhando para a Palavra implícita posta diante dos seus olhos, você precisa orar a Deus e identificar qual é o “Jonas” que você precisa lançar fora. Note o que a Bíblia diz:
“E levantaram a Jonas e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria.” (Jonas 1:15).
Quando você identificar o que precisa ser lançado fora e, de fato, lançar ao mar estas coisas, a Palavra de Deus assegura que uma nova experiência virá sobre você, “a quietude do mar”.
Neste passo, você não apenas domina a Palavra, mas é dominado por ela. A Palavra implícita quer nos conduzir, não apenas à capacidade de dominar a Palavra de Deus, mas à virtude de sermos dominados por Ela. Desta forma, alcançaremos uma surpreende quietude em nosso espírito.
Nele, a serviço da Sua igreja.
EM BUSCA DO QUE É PERFEITO
Em busca do que é perfeito
"Estas são as características da vida cristã, que somos exortados a viver: buscar a Deus pela fé, esperar por Cristo com esperança, e encorajar uns aos outros em amor. Trata-se do conhecido trio que une a fé, a esperança e o amor" (John Stott).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém o maior destes é o amor" (I Coríntios 13. 13).
A conclusão de Stott está bem colocada, e é o nosso "ideal" em termos bíblicos: fé, esperança e o amor, conforme conclui a Palavra de Deus, na primeira carta aos coríntios 13. 1 a 13, isso depois de falar em dons espirituais, fator preponderante para a participação na obra de Deus.
O capítulo anterior (12), após descrever e esclarecer sobre os dons espirituais, termina dizendo: "entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons" (31), e na Bíblia que usamos, no dia-a-dia, apontamos com uma seta desse versículo 31 para o último versículo do capítulo 13, acima descrito, indicando para:
"entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons (...) agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém o maior deste é o amor".
Com a seta tencionamos mostrar que a procura, com zelo, pelos melhores dons para servir a Deus, deve culminar, sem sombra de dúvida, em fé, esperança e amor.
O nosso frágil entendimento é que há "dons" [do Espírito Santo], há diversidade de "serviços" [do Senhor Jesus], e há diversidade de "realizações" [de Deus], conforme respectivamente versículos 12, 13, e 14 do capítulo 12, o que nos é concedido [distribuído], a cada um, individualmente, conforme lhe apraz, ao Espírito Santo (v.11), para um fim proveitoso (v. 7).
O fim proveitoso, entendemos, é realizar a vontade de Deus "de que nenhum se perca", e cada um de nós tem a sua função, dada por Deus [através do Seu Santo Espírito], para que o evangelho seja pregado, conhecido, vivido por todos, a partir de nós.
E é feita uma comparação com o corpo humano, em que cada membro, cada órgão, tem a sua função específica, no sentido de que o "todo" funcione harmonicamente.
Agora, pode ficar a dúvida: isso é passado, é presente ou é futuro?
Foi o passado [quando foi ensinado], que tornou possível o presente [que deveríamos estar vivendo], e levará ao futuro [que almejamos], que é estarmos face a face com Deus.
Vamos voltar a dar uma olhada no capítulo 13, no qual começou todo o desenvolvimento do raciocínio, no sentido de entender o contexto, até porque "palavra fora do contexto é pretexto".
O versículo 10 assim se expressa: "Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado".
- O quê que é perfeito, e que virá?
- No nosso parco entendimento, o "que virá", "o que é perfeito", o que todos os cristãos aguardam, é o Senhor Jesus, na sua segunda vinda, quando deixaremos de "ver como em espelho, obscuramente, para passar a ver face a face; porque agora conhecemos em parte, e, então conheceremos como também somos conhecidos" (v. 12).
É um assunto que grande parte de nós, os cristãos, nele não nos detemos, tendo em vista não só, dizermos que é "meio complexo", mas, também, porque ainda há o que ser revelado (parágrafo anterior), pois atualmente está obscuro.
Quando o Senhor voltar, dons de línguas, de profecia, ciência, distribuição dos bens pessoais, entrega da própria vida para ser queimada, se verdadeiramente aplicados por nós, nada representariam, nada significariam sem o AMOR.
Então, esses dons, não serão mais necessários [serão aniquilados], pois o Rei Jesus estará presente, restando para viver, com Ele, e diante d’Ele: "esperança", "fé" e, principalmente, "Amor" [Amor de Deus, Amor Ágape, que é perfeito, puro e bom], por isso a referência a "o maior destes".
Assim, finalizando: esperança, fé e amor estiveram presentes no passado (Hebreus 11), sem o que não teriam chegado aos dias atuais [embora imperfeitos], são necessários hoje, sem o que ninguém os terá no futuro, pois excluídos serão da presença de Jesus na sua volta (Mateus 25. 31-46), em que Ele separará as ovelhas dos cabritos.
Assim, prezado leitor, se você já é cristão [seguidor de Jesus], com esperança, fé e amor, compartilhe com os que ainda não se decidiram [e que a mão esquerda não saiba o que faz a direita - Mateus 6. 2 - isto é, não nos vangloriemos disso], pois deixar de compartilhar com quem não conhece Jesus é falta de amor ao próximo, e como poderemos "dizer que amamos a Deus, a quem não vemos, se não amamos ao próximo a quem vemos"? (I João 4. 20)
E você, prezado leitor que ainda não entregou a sua vida nas mãos de Jesus, reflita nas inúmeras devocionais publicadas neste espaço, leia a Bíblia, procure orientação com os cristãos, passe a participar de uma igreja cristã, e receba Jesus como seu único e suficiente Salvador e Senhor, para poder passar a fazer parte da Família de Deus (João 1. 12).
"Estas são as características da vida cristã, que somos exortados a viver: buscar a Deus pela fé, esperar por Cristo com esperança, e encorajar uns aos outros em amor. Trata-se do conhecido trio que une a fé, a esperança e o amor" (John Stott).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém o maior destes é o amor" (I Coríntios 13. 13).
A conclusão de Stott está bem colocada, e é o nosso "ideal" em termos bíblicos: fé, esperança e o amor, conforme conclui a Palavra de Deus, na primeira carta aos coríntios 13. 1 a 13, isso depois de falar em dons espirituais, fator preponderante para a participação na obra de Deus.
O capítulo anterior (12), após descrever e esclarecer sobre os dons espirituais, termina dizendo: "entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons" (31), e na Bíblia que usamos, no dia-a-dia, apontamos com uma seta desse versículo 31 para o último versículo do capítulo 13, acima descrito, indicando para:
"entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons (...) agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém o maior deste é o amor".
Com a seta tencionamos mostrar que a procura, com zelo, pelos melhores dons para servir a Deus, deve culminar, sem sombra de dúvida, em fé, esperança e amor.
O nosso frágil entendimento é que há "dons" [do Espírito Santo], há diversidade de "serviços" [do Senhor Jesus], e há diversidade de "realizações" [de Deus], conforme respectivamente versículos 12, 13, e 14 do capítulo 12, o que nos é concedido [distribuído], a cada um, individualmente, conforme lhe apraz, ao Espírito Santo (v.11), para um fim proveitoso (v. 7).
O fim proveitoso, entendemos, é realizar a vontade de Deus "de que nenhum se perca", e cada um de nós tem a sua função, dada por Deus [através do Seu Santo Espírito], para que o evangelho seja pregado, conhecido, vivido por todos, a partir de nós.
E é feita uma comparação com o corpo humano, em que cada membro, cada órgão, tem a sua função específica, no sentido de que o "todo" funcione harmonicamente.
Agora, pode ficar a dúvida: isso é passado, é presente ou é futuro?
Foi o passado [quando foi ensinado], que tornou possível o presente [que deveríamos estar vivendo], e levará ao futuro [que almejamos], que é estarmos face a face com Deus.
Vamos voltar a dar uma olhada no capítulo 13, no qual começou todo o desenvolvimento do raciocínio, no sentido de entender o contexto, até porque "palavra fora do contexto é pretexto".
O versículo 10 assim se expressa: "Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado".
- O quê que é perfeito, e que virá?
- No nosso parco entendimento, o "que virá", "o que é perfeito", o que todos os cristãos aguardam, é o Senhor Jesus, na sua segunda vinda, quando deixaremos de "ver como em espelho, obscuramente, para passar a ver face a face; porque agora conhecemos em parte, e, então conheceremos como também somos conhecidos" (v. 12).
É um assunto que grande parte de nós, os cristãos, nele não nos detemos, tendo em vista não só, dizermos que é "meio complexo", mas, também, porque ainda há o que ser revelado (parágrafo anterior), pois atualmente está obscuro.
Quando o Senhor voltar, dons de línguas, de profecia, ciência, distribuição dos bens pessoais, entrega da própria vida para ser queimada, se verdadeiramente aplicados por nós, nada representariam, nada significariam sem o AMOR.
Então, esses dons, não serão mais necessários [serão aniquilados], pois o Rei Jesus estará presente, restando para viver, com Ele, e diante d’Ele: "esperança", "fé" e, principalmente, "Amor" [Amor de Deus, Amor Ágape, que é perfeito, puro e bom], por isso a referência a "o maior destes".
Assim, finalizando: esperança, fé e amor estiveram presentes no passado (Hebreus 11), sem o que não teriam chegado aos dias atuais [embora imperfeitos], são necessários hoje, sem o que ninguém os terá no futuro, pois excluídos serão da presença de Jesus na sua volta (Mateus 25. 31-46), em que Ele separará as ovelhas dos cabritos.
Assim, prezado leitor, se você já é cristão [seguidor de Jesus], com esperança, fé e amor, compartilhe com os que ainda não se decidiram [e que a mão esquerda não saiba o que faz a direita - Mateus 6. 2 - isto é, não nos vangloriemos disso], pois deixar de compartilhar com quem não conhece Jesus é falta de amor ao próximo, e como poderemos "dizer que amamos a Deus, a quem não vemos, se não amamos ao próximo a quem vemos"? (I João 4. 20)
E você, prezado leitor que ainda não entregou a sua vida nas mãos de Jesus, reflita nas inúmeras devocionais publicadas neste espaço, leia a Bíblia, procure orientação com os cristãos, passe a participar de uma igreja cristã, e receba Jesus como seu único e suficiente Salvador e Senhor, para poder passar a fazer parte da Família de Deus (João 1. 12).
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