FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

DEFINIÇÃO DE DEUS POR ELE MESMO.


Os laboratórios da ciência estão sendo cada vez mais visitados, inflamados, instigados. Não é para menos já que o homem tem a capacidade de se superar, questionar seus paradigmas, desafiar as leis e manipular a vida.

Na prancheta do cientificismo tudo deve ser analisado e categorizado; tudo meticulosamente estudado, testado, aprovado, carimbado e fichado. À era do conhecimento nem Deus escapa!

Não são poucos os que teimam colocar Deus num tubo de ensaio ou reduzi-lo a uma fórmula matemática; que insistem sistematizar o Criador, seus atributos, suas ações e sentimentos como se Ele fosse um corpo inerte na cama de um laboratório encharcado de formol pronto para ser dissecado.

Porque é necessário um discurso forte, cartesiano vale tudo em nome das convicções impressas, verdades exatas redigidas. Até fazer Deus menor!

Os discursos sobre Deus são consistentes, cheios de certezas, passionais, tendenciosos, bem fundamentados na ortodoxia imutável, com todas as referências bíblicas possíveis para emudecer o ouvinte. Um verdadeiro comício do partido divino.

Tudo isso me leva a pensar que vivemos em nossos dias uma fé aos avessos – é a fé nas certezas, irmã mais nova da incredulidade!

Fé na cartilha centenária (encíclicas?), nos teólogos intocáveis, nas liturgias convencionais, nas crenças enlatadas, nos dogmas reverenciados, fé nas definições divinas analisadas na bíblia e filtradas para a denominação.

E pensar que Deus já se definiu...

Quem melhor definiu Deus não foi a teologia A ou a teologia B. Quem melhor definiu Deus foi o próprio Deus. E sua melhor definição é Jesus – o Deus encarnado!

Deus não se definiu num conceito, num termo; Ele se expressou em gente: Cristo. Deus não é uma ideologia, uma crença. É uma pessoa! (a verdade é Cristo). Deus não é arminiano, calvinista, liberal; não é religioso, cristão, Deus é Jesus Cristo (Cristo é o caminho)! Deus não é homem, mulher, grego, judeu, brasileiro, negro, branco, amarelo, vermelho, Ele é Jesus!

Deus não é amor, bondade, paz, força, como se alguém fosse reduzido a um atributo; Ele é a plenitude em Cristo Jesus!

Tudo o que precisamos saber de Deus está em Jesus e o que passar disso é idolatria. “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude.”(Cl 2.9)

“Jesus Cristo é a imagem do Deus invisível...” (Cl 1.15), é aquele que nos socorre de uma imagem platônica, metafísica, idolátrica de Deus. Cristo Jesus é a melhor definição de Deus.

Mas cá para nós: que definição paradoxal, livre, indomável, incompreendida é essa auto definição de Deus! Se formos honestos não dá para fichá-la, escrevê-la, prendê-la à letra.

Deus se definindo em Jesus é o verbo vivo (Jo 1.1), dinâmico, enjaulável, infichável (por que me chamas Bom?).

Deus falando em Jesus é palavra viva, subversiva, que reler as Leis e os profetas (ouvi o que foi dito... eu, porém vos digo...), que diz mais do que fala, que diz nas entrelinhas e nas pausas (para que ouvindo não ouçam e vendo não vejam).

Deus vivendo em Cristo é o artista que paraboliza a vida (o jeito de viver é em si uma mensagem); que tem sermão com riquezas literárias que dribla o teólogo-cientista preso à letra (a letra mata, o espírito vivifica).

O Deus encarnado é o profeta que prega aquilo que eu não quero ouvir; que tem preferências que me incomoda, que me lembra que a espiritualidade começa no coração e não nas liturgias (esse povo me hora com os lábios, mas o seu coração está longe de mim).

Deus sentindo em Cristo é o coração que ampara os pobres e oprimidos, classes que em muitos ambientes cristãos não são bem vindos ou se quer percebidos e assistidos (lembremos da religião de Tiago (1.27): “A religião que Deus nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e manter-se incontaminado pelo mundo”).

O Filho de Deus salvando é um escândalo! Como pode falar com uma mulher, e mais ainda, mulher samaritana; falar com Cornélio, o gentil, com Zaqueu, o cobrador de impostos; como pode admirar a fé do centurião, um não judeu? Como pode o Messias comer e beber com pecadores? Como elaborar um Deus fora dos nossos arraiais?

Deus vivendo encarnado é aquele que improvisa diante da contingência da vida; é aquele que tem a mensagem conectada à vida; que tem a Boa Palavra no espírito e não nas palavras que usou; que tem a Voz no timbre e não no modo como proferiu; que tem a Verdade no coração e não no grego ou hebraico.

Quem poderá definir a Definição que Deus faz de si? É possível?

Quem poderá catalogar a mensagem do Verbo de Deus? Seria imutável?

Quem porá limites nas tendas do Reino dos céus? É razoável?

Portanto, o que terá de mais relevante do que encarnar a vida do Deus Encarnado?

Quem tem ouvidos para ouvir ouça! Paz e bem

POESIAS DE DEUS.


Faço parte de uma geração pós-moderna. Sou fruto de uma nova realidade existencial. Como participante ativo desse novo mundo, colho os benefícios que ele me proporciona.

Vivo uma realidade jamais imaginada por gerações anteriores. Os frutos tecnológicos e científicos que começamos a colher, como geração pós-moderna, nossos antepassados sequer ousaram sonhar.

Mas preciso reconhecer que tenho colhido, com a contemporaneidade da minha geração, frutos amargos e indigestos.

Vivo um contexto de crise relacional e perda de identidade. Parece que minha geração se perdeu na "exuberância do novo", na "complexidade das invenções".

Olho para a história e percebo que talvez não tenha havido época semelhante onde se enfatizou tanto o número em detrimento da pessoa – com nome e identidade próprios.

Sou mais um no meio de milhões... Sujeito a uma descaracterização cada vez maior. Quase uma simples prosa, marginalizada por uma sociedade sem poema algum.

Quem sou eu?

A dúvida me faz buscar respostas na Palavra de Deus. Quando me aproximo dela, percebo que há outra definição de quem sou e de meu valor.

Ela me diz que “sou poesia de Deus” (a palavra no texto em grego é “poiema” – traduzida por poesia ou obra de arte). A Palavra de Deus me diz que sou obra de arte do Criador.

A definição de quem sou e do meu valor resgata à minha memória algumas percepções, ofuscadas pela convivência no mundo pós-moderno, que são essenciais à manutenção de minha existência como pessoa.

Primeiramente percebo, como “poesia de Deus”, que sou único e especial.

O salmista entendeu sua importância e “unicidade” no processo criativo de Deus, quando escreveu: “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável... e todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro, antes de qualquer deles existir” (139.14 e 16).

Não sou mais um número, como num processo de produção em série, mas criado e planejado como um ser único, com identidade própria – “obra de arte para honra e glória do Grande Artesão!”.

Percebo também, como “poesia de Deus”, que minha criação revela o sentimento do Grande Poeta.

Na narrativa do Gênesis, a expressão usada na criação do ser humano é diferenciada do restante da criação, quando diz: “Viu Deus o que havia feito e eis que era muito bom” (1.31).

Dizem que os poetas não criam se não há algum sentimento forte em sua alma. Por isso, as poesias vêm acompanhadas de sentimentos de grande alegria ou tristeza.

O coração do Grande Poeta se encheu de alegria e contentamento ao escrever sua poesia mais importante – a criação do ser humano. Minha existência é fruto da satisfação do Criador!

Percebo ainda, como “poesia de Deus”, que a minha criação revela o Próprio Poeta.

Ao criar o ser humano, Deus disse: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança” (Gn 1.26).

Como obra de arte, expresso o caráter do Grande Artesão, como sua imagem, seu reflexo.

Os grandes poetas são facilmente reconhecidos pelas suas criações literárias. Não preciso fazer muito esforço para reconhecer e apreciar um texto de Fernando Pessoa (“tudo vale a pena quando a alma não é pequena”) ou Vinícius de Moraes (“que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”). Suas identidades estão marcadas e expostas em seus escritos.

Como obra de arte de Deus, sou um reflexo – deveria ser – do Grande Poeta.

A teologia chama esse reflexo (imago dei) de “atributo relativo” – características próprias que o Criador repartiu com sua criação. Sou imagem e semelhança do Criador!

Por fim, percebo, como “poesia de Deus”, que sou criado para ser lido e apreciado pelos outros.

Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes e tantos outros só se tornaram grandes e conhecidos por “repartirem” seus escritos com os outros, por revelarem às claras o que haviam produzido na privacidade.

A poesia não pode jamais ser engavetada – ela perde seu valor, por mais nobre e artesanal que seja.

Sou assim, escrito pelo Criador, para a leitura e apreciação daqueles que convivem ao meu redor. Se a minha vida não pode ser lida, então ela perde o seu significado, como que num processo de “engavetamento existencial”.

Sou criado para as boas obras – para influenciar os outros com os versos da minha existência...

É bom trazer à memória todos os dias, enquanto cercado pela superficialidade “prosal” desse mundo pós-moderno, meu valor e identidade – SOU POESIA DE DEUS!

A PALAVRA DE DEUS, UM CAMINHO DE ESPERANÇA.


Os dias em que estamos vivendo estão cada vez mais surreais. É um escândalo atrás do outro, tragédias indescritíveis, futilidades inomináveis, etc. Os homens parecem cada dia mais distantes da mensagem da cruz e, nós, cristãos, mais afastados de padrões que nos identifiquem como verdadeiros discípulos de Cristo Jesus nas trevas destes tempos finais.
Mas, diante de tanta insensatez e iniqüidade; diante de tanto conformismo e farisaísmo disfarçados pelo verniz da religiosidade, ainda posso encontrar um caminho em meio às turbulentas procelas desta existência: A Bíblia.

É nela que encontro um lenitivo verdadeiro para minha alma e um alento para o meu coração perplexo. Através de suas páginas se descortina o novo, a possibilidade, a esperança, a virtude e outras maravilhosas dádivas de Deus aos que sedentos buscam suas páginas douradas de fé.

Em que pesem os argumentos contrários daqueles que ignoram o sacro livro, nós, cristãos, permanecemos incólumes empunhando o estandarte da fé em um mundo que deixou de lado as verdades eternas. Como crentes que somos, permanecemos crendo incondicionalmente quando todos os demais ao nosso redor já se tornaram incrédulos.

Em nossa mente as palavras de hebreus 11.3: “Pela fé entendemos" soa como um ecoante grito de despertamento para que nos voltemos à crença no livro que ao longo dos séculos revolucionou a própria história dos homens sobre esta terra de peregrinos.

Se a igreja moderna perdeu o seu viço e muitos crentes já naufragaram na onda dos modismos e seduções do Diabo, sempre haverá uma certeza: O Senhor sempre terá um remanescente fiel, como nos dias de Elias, que não se prostrará diante de baal e nunca transigirá com os valores deste mundo de miséria e pecado.

Embora muitos estejam prosseguindo pelo caminho de Caim, ou seja, rejeitando o plano divino pelo qual somos reconciliados com Deus, nunca os verdadeiros servos de Cristo seguirão tais exemplos, porque as suas vidas estão escondidas com Cristo em Deus. Uma vez estando em Cristo, o alvo a ser alcançado é os céus. Para tanto, todos os dias nos afadigamos e lutamos contra nós mesmos, afim de que não sejamos reprovados nesta peleja.

Paulo escrevendo aos Coríntios declara: " todo atleta em tudo se domina. Aqueles para alcançar uma coroa corruptível ( coroa de louros) nós, porém, a incorruptível ( I Co 9.25). Ele quer dizer com isso que nós devemos exercitar a nossa autodisciplina cristã no afã de galgarmos o prêmio mais excelente, ou seja, o sumum Bonum, o galardão eterno.

O apóstolo tinha o coração em Deus e em suas promessas. Ele não estava preso ao efêmero. Perceberemos em muitos outros versículos o seu desejo de partir e estar com Cristo, o que em suas próprias palavras é bem melhor. Sobre esta mesma esperança, Pedro declara: “Ora, logo, que o supremo pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa de glória" (I Pe 5.4) . Mais uma vez Pedro Contrasta a coroa que murcha (marcescível), com a coroa de glória (imarcescível). Isto porque a coroa de louros dos atletas gregos sofria ação do tempo e murchava, mas a coroa de glória que Deus dará aos santos, jamais sofrerá ação do tempo.

Em Apocalipse 2.10, encontramos uma promessa aos que perseveram na fé: “se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Esta promessa foi feita a cristãos que estavam sofrendo grandes pressões e perseguições. Mas, ela é tão atual que devemos meditar nela todos os dias. Afinal de contas todos nós enfrentamos algum tipo de pressão e temos relatos de irmãos nossos que estão sendo perseguidos por causa de sua fé em países que não toleram a fé cristã ou a demonstração da mesma. Assim como os cristãos do primeiro e segundo século de nossa era cristã, esta mensagem continua tendo o mesmo peso de verdade para nós. Paz e bem

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

DESCULPE NÃO PRETENDIA.....

Nos relacionamentos tem uns desencontros danados. Palavras e gestos abrem feridas, incendiando dores e traumas, que se não corrigidas em tempo, transformam-se em chagas, que doem por toda vida.

É assim nas relações. No trabalho, na família, e com as mais diversas pessoas, tipos e situações.

Acontece com todo mundo, comigo e com você. Porque pode acontecer com qualquer um. Tanto com o algoz a serviço da mágoa. Quanto, com a vítima, a serviço da dor. Ambos, personagens do dissabor, apenas se distanciam, e não contribuem com o amor. Porque para se constranger alguém, não precisa de um talento especial.

Basta ser humano. Um humor mal colocado, uma palavra má, e uma inadequada recepção. Pronto. E, o que poderia ser até engraçado, torna-se um desastre, fere, desarmoniza, ofende, adoece.

A ofensa, mesmo quando não foi desferida, encontra acolhimento num coração que a construa. Daí, em diante, tudo desanda. Um “não tem de quê”, some e surge uma cólera ensandecida, que cega e ensurdece os clamores do discernimento. Pequenas palavras, como que por um maldito encanto, erguem imensos gigantes que infeccionam nossos corações. Nossas mentes geralmente adoecem se defendendo dum nada, construindo muros de distâncias.

Todos já vimos isso. E, como se faz? Como será? Por que isso acontece? E quando não sabemos se dissemos algo impróprio?

Bem. Todos já ouvimos algo desagradável. Afinal, vivemos em grupo e já experimentamos “línguas envenenadas”.

E, também já açoitamos pessoas, sob a égide da desculpa, do veneno da tal franqueza. Os “francos” batem no peito exclamando “falei mesmo, sou autêntico, sou autêntica”.

Parabéns, e daí? O que ganhou?

Deveríamos imitar Aquele que disse “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”, como descreve o Evangelista Mateus, cap. 11, versos 28 a 30.

E, muitas vezes, mesmo quando a consciência nos sinaliza a necessidade de reparar uma possível pequena falta, não o fazemos, apenas por julgarmos, ser tão pequena, que nem ligamos. E esquecemos que tudo que é grande, um dia nasceu do nada. Por isso, é desde cedo que se corrige o pequeno limoeiro que enverga. A escora, o reparo são como o pedido de perdão, um remédio para a mágoa tola que se instala.

A humildade é a profilaxia contra a arrogância, o antídoto pra loucura. Ao dispersarmos o orgulho, evitamos a calamidade, encontramos o caminho do pedido de perdão.

A vida que sempre nos surpreende, deve ser surpreendida, assustada, por movimentos generosos de amor.

Deixar para amanhã o que deve e pode ser feito ainda hoje, é de uma tolice sem limites. Afinal de contas, a morte é quem surpreende a vida. E nunca o contrário. Declarações de afeto devem ser feitas hoje, agora, pessoalmente, por telefone, por escrito, de qualquer jeito, não importa. Mas, sempre imitando o Mestre.

Sempre é muito tempo. Ontem, já faz é tempo. Amanhã tá muito longe. Faça do hoje um dia diferente. Não se permita como eu e muitas outras pessoas tolas já fizemos e algumas que ainda fazem, não se arrependendo em tempo de pedirem perdão.

Sempre há com quem se reconciliar. Dizer a palavra DESCULPE, é assinalar NÃO PRETENDI lhe magoar.

Ainda continua sendo aquela palavrinha mágica que nossos pais nos ensinaram um dia, junto com “por favor” e “muito obrigado”. As coisas simples e bonitas são fáceis como a infância, com disputas, mas sem brigas. Não é vergonhoso. Além do que você não é nem nunca será uma perfeição imaculada.

O Ser Perfeito, o Único que esteve nesta terra, não teve este tipo de temor e assim nos disse JESUS DE NAZARÉ:

“Amai-vos, uns aos outros, como eu vos amei” . Paz e bem

RECICLAGEM

Muitas vezes nossa falta de experiência empurra-nos para uma dificuldade de percepção, um verdadeiro desvio da realidade, oferecendo-nos uma visão distorcida e parcializada das coisas que nos rodeiam. Às vezes, sufocados, em um beco sem saída, sem termos para onde correr, exclamamos um "meu Deus", extrato de nosso desespero inconfessado.

Infelizmente, esquecemos que esse nome tem poder. Tem poder de nos fazer entender a precariedade de nossas condições humanas, normais, porém transitórias, que muitas vezes nos coloca como donos da verdade. Brigamos por idéias, impondo nossas convicções como se elas fossem leis, sem pensarmos que talvez, amanhã, já as temos modificado.

Há uma palavra muito em moda hoje em dia: Reciclagem. Estamos aprendendo a usá-la em seu verdadeiro sentido, na agricultura, no meio ambiente e até em discussões e congressos internacionais. Aprendemos a usá-la porque isto é uma necessidade, que está aí, batendo em nossas portas como "Katrinas" e "tsunamis"e não porque estamos interessados em enriquecer nosso vocabulário. Estamos sentindo na própria pele o efeito do aquecimento global. No entanto, esquecemos de usar esse importantíssimo conceito em nossas próprias vidas, que internamente lutam com toda espécie de "furacões" e "terremotos" existenciais. O conceito amplo de reciclar é fazer passar por um novo ciclo; tratamento de resíduo, ou de material usado, de forma a possibilitar a sua reutilização.

Quando utilizamos esse conceito em nossa vida pessoal experienciando, pensando, reagindo, reciclando vamos percebendo ângulos diferentes nos quais nosso raciocínio se abre para horizontes maiores.

Isso é reciclar, fazer do velho conceito, um novo conceito, da velha criatura, uma nova criatura, deixar de alimentar a ilusão de ser o dono da verdade, juiz duro e severo que baseado em idéias transitórias se torna a palmatória do mundo. Como bem nos mostra Jesus em os sinais dos tempos, quando disse às multidões: Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: Lá vem chuva, e assim sucede. E, quando assopra o sul, dizeis: Haverá calma; e assim sucede.

Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo?

E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo? Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho; para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te encerre na prisão.

Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o derradeiro centavo’’ (Lucas 12:54-59).

Portanto, liberte-se do seu juiz. Recicle suas idéias e atitudes e deixe sua alma se sentir livre porque Deus cuida de tudo com amor, e a vida trabalha no melhor. Paz e bem

AINDA AMO A MENSAGEM DA CRUZ

"O teu sangue foi vertido
Expiraste, ó meu Jesus
E ficou por ti cumprido
Meu resgate sobre a cruz!"

O impacto desta letra sobre a minha alma é devastador; nela percebo ainda que tênuemente, a dimensão do amor de Jesus Cristo por mim, e nada pode se comparar ao amor de Deus morrendo na cruz, tomando um lugar que era meu. A cruz. Não pretendo fundar a "Legião do Calvário", a "Irmandade da Cruz" ou qualquer outra coisa de nome pomposo e objetivos dúbios; mas permaneço sem entender a aversão pela cruz, a resistência, o afastamento da mensagem da cruz promovido pela igreja.

Deixando as minhas referências, fingindo me esquecer de onde fui tirado pelo poder do Evangelho é que me apresentei reprovável. A igreja insiste em exibir símbolos estranhos ao Cristianismo; entre a cruz e o castiçal, qual a escolha? Não necessitamos de símbolos judeus, não somos judeus, nem devemos acatar as sandices judaizantes das igrejas "neo - um monte de coisas". Uma parafernália sem fim atropelando o culto.

Satanás gosta de confusão, beneficia-se dela, consegue entre os da igreja os melhores auxiliares para desviar os próprios santos; confusão é a palavra de ordem, ou de desordem na igreja "pós-moderna".

Sem a mensagem de vergonha e sangue quem encontrará a salvação?

Na epístola aos gálatas S. Paulo diz sem rodeios: “Fui morto na cruz com Cristo.” Gl 2: 20b – (edição pastoral, Ed. Paulus.) E em meio a ensinamentos concernentes a uma vida dominada pelo Espírito Santo, encontramos mais afirmações sobre a cruz: "Os que pertencem a Cristo crucificaram os instintos egoístas junto com as suas paixões e desejos." Gl 5: 24 – (idem). A cruz nos rodeia e faz sombra.

Certamente as duas afirmações bastam para definir nossa real condição: CRUCIFICADOS! – (dirijo-me aos crentes) As expectativas de um crucificado não são lá muito animadoras; li tempos atrás alguns artigos sobre a crucificação; invenção dos persas que os romanos aprenderam em Cartago. Sei dizer que pelo que entendi é pior que o pior dos pesadelos. Todas as torturas às quais fui submetido como ladrão, cobrador e cão de guarda parece afago de mãe quando comparadas às dores da cruz, nada equivale em agonia de tempo e dor!

De acordo com a segunda citação bíblica eu, crente, crucifiquei todas as afeições e intentos, todos os sonhos e planos e passei a pensar com a mente de Cristo. De que me serve na cruz o egoísmo diário? Exatamente o que faço com desejos e paixões quando me mudo de mala e cuia pro calvário? De lá vem a vitória sobre os males e sobre o pecado que assombram a minha existência. É na cruz que encontro as respostas que não encontrei em lugar algum e de lá irradia a esperança viva e nova de morar com Ele na glória; não tenho nem quero outro endereço, sou da cruz de Cristo.

Negar minha vontade é renegar o que prezo, literalmente trair aquilo que por precioso tenho, abandonar os caminhos que jurei seguir em troca de outro caminho, O Caminho. Seguir Jesus é pisar cada um dos passos pisados por Ele, acordar sempre com o mesmo e ambicioso projeto: MORRER HOJE NOVAMENTE. Ser crucificado antes do desjejum; pensar, sentir, falar, reagir e viver como crucificado.

Tomar posse da cruz e quando me perguntarem o meu endereço responder prontamente: Gólgota! Apossar-me do vexame dos cravos sem precisar de mais nada, de mais posses. Tenho a cruz, a cruz me basta!

Seguir Jesus, ir logo em seguida andar a Via Dolorosa “A fim de que não se torne inútil a cruz de Cristo, que é poder de Deus para aqueles que se salvam, nós.” I co 1: 17, 18.Submetendo-me à cruz anulo meus direitos, todos eles; cancelo a minha agenda, toda ela pela vida toda. Estar crucificado e viver assim, crucificado e sem grandes sonhos relacionados com o presente século; amar Jesus a ponto de apresentar regularmente o coração agradecido pela cruz diária, constante. Não “descemos da cruz”. Nenhum compromisso ou assunto desviam-me do calvário, “descer da cruz” está fora de questão. Sequer tragédias podem fazer-me considerar estapafúrdia hipótese.

Optei pela cruz, optei eternamente; eternamente aqui, porvir também.

“Cristo vive em mim!” Habita-me o crucificado.

O CAMINHO DA FOLHA E O CAMINHO DO SANGUE

Adão e Eva, tão puros, tão decentes, tão crentes, existiam numa profunda e doce paz com Deus. Ali no jardim sonhado pelo Criador, estavam ambus nus, sem sentir qualquer tipo de vergonha, constrangimento, plenamente satisfeitos amavam e eram amados.

Ate que resolvendo seguir seus instintos mais do que sua fé obediente, eles trocaram a simplicidade pela vergonha, o amor pelo medo, deram ouvidos a voz da serpente e fecharam e mente para a doce voz do Pai.

Os olhos foram abertos para uma maldade desconhecida, sentiram vergonha um do outro, e sentindo vergonha por estarem nus, fizeram para si roupas de folhas...

Esta foi a primeira tentativa de se auto protegerem, e este mal se alastra até nossos dias, quando o homem de si para si mesmo diz.... Eu posso providenciar tudo o que na vida preciso.

Deixando de lado esta qualidade do Pai como o Deus Provedor, que se agrada em prover para seus filhos tudo que lhes é fundamental para sua existencia.

Foi tambem a tentativa de se auto justificarem.

Quando ele diz de si para si mesmo, posso cobrir minha nudez existencial com os meios que eu mesmo invento. Assim neste raciocino, o homem busca se vestir de uma bondade que não possui , de uma piedade que não passa de trapo de imundicia, ele pega a religião e se veste dela, ele se cobre o máximo afim de que não seja descoberto o quão sujo ele se encontra, mas ele nem nota que este cobertor está completamente estragado, perfurado, mofo. Este cobertor de folhas de religião, não o aquece do frio da existencia.

Então o caminho das folhas, é o caminho da inutilidade, da falta de proposito existencial, onde o ser humano por mais que tenha não tem coisa alguma, pos mais que faça não fez absolutamente nada, por mais que tente, não volta ao Paraiso.

O caminho das folhas, é pura aperencia, é o ego agindo, é o ego vivendo, é o ego traçando seus planos, alvos e caminhos...

O caminho do sangue.

Diz a Biblia que Deus vestiu a ambos com pele de animal, que Ele mesmo o Senhor providenciou...

Aqui Deus ama e cobre com ternura.

Aqui se revela a luz do sacrificio do Cordeiro, que foi morto antes da fundação do mundo.

Pois sem derramamento de sangue não ha remissão de pecados...

Aqui não é Adão fazendo, é Deus fazendo.

Aqui não vem da terra o livramento, vem do Pai das luzes.

Não nasce na mente humana a salvação, nasce no coração de um Deus que amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigenito para que todo aquele que nele cre não pereça mas tenha a vida eterna...

O caminho do sangue é um caminho de renuncia, um caminho de sacrificio, um caminho de humildade, de um cordeiro mudo que foi levado ao matadouro...

O caminho do sangue é o caminho da santidade conquistada pela morte de Um inocente... Do Agnus Dei . Paz e bem