FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sábado, 7 de fevereiro de 2009

COMO EU PARTICIPO DA SANTA MISSA.


O sacrifício de Cristo foi suficiente para pagar por nossas dívidas com Deus, pois como ensina São Paulo: “Foi em virtude desta vontade de Deus que temos sido santificados uma vez para sempre, pela oblação do corpo de Jesus Cristo. (…) Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício… (…) Por uma só oblação ele realizou a perfeição definitiva daqueles que recebem a santificação.” (Hb 10,10.12a.14) Se o próprio Deus morre, o valor de Seu sacrifício há de ser infinito, suficiente para saldar qualquer dívida!

Na Última Ceia Jesus antecipou Seu sacrifício, instituindo-o como perpétuo, através do oferecimento de Seu Corpo e Seu Sangue. O mesmo Corpo morto na Cruz e o mesmo Sangue derramado foram distribuídos aos Seus Apóstolos, numa verdadeira antecipação do sacrifício. Além disso, Nosso Senhor tornou-o perpétuo, quando mandou: “fazei isto em memória de mim.” (Lc 22,19) Assim, os Apóstolos e seus sucessores devem obedecer o mandamento de Jesus e fazer o que Ele ordenou: realizar o sacrifício! Se o sacrifício pôde ser antecipado, pode também, por ter-se tornado perpétuo, ser oferecido continuamente. Não se trata de um novo sacrifício, eis que o de Cristo foi definitivo e suficiente, mas do mesmo novamente tornado presente pelos Apóstolos, seus sucessores e os colaboradores destes.

O sacrifício de Jesus Cristo foi oferecido na Cruz, antecipado na Última Ceia, e é tornado novamente presente em cada Missa celebrada. Ceia, Cruz e Missa são o mesmo e único sacrifício de Cristo!

Esse o significado, portanto da Santa Missa: é o mesmo, único e suficiente sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido de uma vez por todas, ao Pai, na Cruz do Calvário, pelo perdão de nossos pecados, tornado real e novamente presente, ainda que de outro modo, incruento, no altar da igreja pelas mãos do sacerdote validamente ordenado.

Mesmo, único e suficiente: a Missa não é um novo sacrifício para saldar nossa dívida para com Deus. Oferecido de uma vez por todas, ao Pai, na Cruz do Calvário: a Missa é o mesmo sacrifício da Cruz, não um outro. Pelo perdão de nossos pecados: como a Cruz foi a causa de nosso perdão, merecendo-nos a graça de Deus, assim também é a Missa. Tornado real e novamente presente: a mesma Cruz é tornada presente diante de nós, pois para Deus não há limite de espaço ou tempo. Ainda que de outro modo, incruento: na Cruz, Cristo derramou Seu Preciosíssimo Sangue; na Santa Missa, a Cruz é tornada novamente presente, mas de outro modo, sem derramamento de Sangue – não é, repetimos, uma nova morte de Cristo, mas a mesma e única, porém de modo incruento. No altar da igreja: todo sacrifício precisa de um altar; a Cruz foi o altar onde Cristo ofereceu o sacrifício de Seu Corpo Santíssimo; na Missa não há uma Cruz física onde Cristo deva morrer, mas um altar onde é celebrado o sacrifício e os dons são oferecidos. Pelas mãos do sacerdote: num sacrifício, além do altar, é preciso uma vítima e um sacerdote, i.e., um sacrificador; quando o altar foi a Cruz, Jesus Cristo foi a Vítima, mas também o Sacerdote, pois ninguém O matou, antes Ele mesmo Se entregou à morte por nós; na Santa Missa, se o altar é o da igreja, e a vítima é Cristo, eis que o sacrifício é o mesmo, também há identidade quanto ao sacerdote, o sacrificador. Validamente ordenado: Jesus mandou que os Apóstolos realizassem o sacrifício feito na Cruz e antecipado na última Ceia, e eles passaram o mandato a seus sucessores e aos colaboradores destes; os sucessores dos Apóstolos são os Bispos, e os colaboradores os padres, unidos a Cristo pelo sacramento da Ordem.

O fiel participa da Santa Missa assistindo-a com toda a vontade de unir-se aos sentimentos de Cristo. Se não pode, como o padre, ser o próprio Jesus oferecendo-Se na Cruz, deve, então, assistir o maravilhoso espetáculo do sacrifício de um Deus-homem que morre por nossos pecados com a disposição de alma de quem aspira imitar aqueles santos que estiveram aos pés do Calvário. A Cruz torna-se presente na Missa, e porquanto naquela estavam presentes a Santíssima Virgem e o discípulo amado, São João, o Apóstolo e Evangelista, quando estamos assistindo o Santo Sacrifício devemos ter as mesmas atitudes de ambos. Certamente, não estavam Nossa Senhora nem São João batendo palmas: sua alegria pela salvação que se operava era interna, e se misturava com uma viva dor pelos pecados da humanidade, cometidos de tal forma que fizeram Deus sofrer e derramar Seu Sangue por nós. Imitando os sentimentos e atitudes de São João e da Virgem Maria aos pés da Cruz, estamos participando da Missa de um modo santo e salutar.

São Leonardo de Porto Maurício, ardoroso apóstolo da Santa Missa, nos dá seu ensino, ainda bastante atual: “Eis o meio mais adequado para assistir com fruto a Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício. Tesouro Oculto)

SENSACIONALISMO ENVOLVENDO A BIBLIA


Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Está difundida na internet uma reportagem que revela o sensacionalismo com que certos temas são abordados. No caso se trata da Bíblia. Eis alguns tópicos do referido texto: “Livros bíblicos podem ter autoria “falsa”, afirmam especialistas. [...] Escritores usavam nome de antigos profetas e apóstolos para se legitimar. [...] Três Isaías, dois Zacarias? Dois Pedros, vários Paulos?” É lógico que para as pessoas que não aprofundaram seus estudos sobre a Sagrada Escritura tais afirmativas simplistas causam enorme confusão. Todas as questões acima referidas já foram há muito tempo respondidas pelos hermeneutas. Nas Bíblias há no início de cada um dos livros amplas explicações. Cumpre, em primeiro lugar, observar que o Autor principal da Bíblia é Deus.

Os escritores humanos foram instrumentos inspirados pelo Ser Supremo. É de se notar que todos os originais da Bíblia desapareceram. Isto se deu por causa da precariedade do material então utilizado. Como Deus não costuma multiplicar milagres, só restaram cópias. Como sói acontecer, os copistas cometeram erros, pois apenas uma cadeia de prodígios excepcionais impediria os equívocos. Entretanto, a mensagem divina foi transmitida integralmente. A comparação dos diversos manuscritos comprovam ter havido modificações acidentais que não deturparam nunca o núcleo básico da revelação. A integridade do escrito foi preservada. Descobertas de traslados antigos levam também a esta conclusão. Diversos os motivos das falhas. Houve confusão dos caracteres então empregados os quais eram muito semelhantes entre si. No caso do hebraico, este não possuía vogais e a vocalização, que foi feita pelos rabinos, ditos massoretas, não é necessariamente a do original.

Aditem-se a distração, a negligência e a ignorância de quem copiava. Note-se que há hoje cerca de quatro mil cópias manuscritas do Novo Testamento, sendo a maior parte incompleta. As mais antigas remontam ao século quarto. Os livros da Bíblia são atribuídos a determinados autores humanos inspirados, mas sempre há uma explicação plausível quanto tal autoria. Assim, por exemplo, no caso do Pentateuco, os cinco primeiros livros são ditos de Moisés por que a personalidade de Moisés os marcou. Foi ele o iniciador religioso do povo e seu primeiro legislador. Pouco importa que não se possa atribui-lhe com certeza a redação de nenhum dos textos do Pentateuco. Moisés, porém, é a figura central e tradição judaica tinha razão de chamar o Pentateuco de livro da Lei de Moisés. O mesmo se diga quanto aos Livros de Isaías, Zacarias, as Cartas de Pedro e de Paulo ou acerca de outros livros das Escrituras. Cumpre um estudo sério sobre a questão e os biblistas sempre foram claros em elucidar tudo. No caso de Isaías, por exemplo, a Teologia do Segundo Isaías, o Dêutero-Isaías (Is 40-55) fixa as idéias deste profeta atinentes ao processo criador e soteriológico e o pensamento do Terceiro Isaías (Is 56-66) vinca a preocupação da infidelidade como óbice à recepção da redenção divina.

Todos estes textos estão diretamente ligados à pregação do notável profeta. O Trito-Isaías deixa, portanto, advertências oportunas advindas do que ele pregava. No caso se São Paulo, as treze cartas que trazem o nome deste Apóstolo são geralmente atribuídas a ele, havendo controvérsia maior quanto à autoria da epístola aos Hebreus. Quanto a esta, boa parte dos biblistas afirma tenha existido uma orientação paulina indireta, pois foi o Apóstolo das Gentes quem a direcionou. Segundo Dattler, são incontestavelmente da autoria de São Paulo: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1 Tessalonicenses e Filêmon.

Ballarini subdivide nestes grupos as cartas paulinas: “as duas epístolas dos Tessalonicenses ligadas entre si pela data de composição e a afinidade do conteúdo, as quatro grandes cartas (1 e 2 Coríntios, Gálatas e Romanos), as quatro da prisão (Filipenses, Colossenses, Filêmon, Efésios), as Pastorais (1 e 2 Timóteo, Tito). E fora de qualquer grupo se coloca a epístola aos Hebreus”. O mesmo se diga das Cartas de São Pedro, nas quais se pinça a orientação clara deste apóstolo. Como foi dito há necessidade de um estudo criterioso da Bíblia e, em hipótese alguma, há falsidade ideológica. Adite-se que a Bíblia é uma revelação de Deus e, portanto, só tem valor para quem tem fé. A Bíblia relata exatíssimamente a mensagem divina e esta chegou até os dias de hoje em toda sua prístina pureza, apesar das peripécias pelas quais passou a redação do texto que conhecemos.

Professor no Seminário de Mariana - MG

MENSAGEM DO DIA


O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma.
Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.
Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo.
Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos.
Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.

Salmo 22


Palavra do Padre:

Aquele que está com Jesus, ainda que atravesse o “vale escuro”, não tem o que temer.
Por quê? Porque o Senhor é nossa defesa!

Neste sábado, “formiguinha de Jesus” ou “saúva de Jesus”: Evangelize!

Tenha certeza: bênçãos Deus derramará em sua vida!

Paz e bem!

Não esqueça: amanhã é dia do Senhor!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

ETAPAS IMPORTANTES NA EDUCAÇÃO


Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*

O primeiro passo é levar o educando a identificar o que realmente sente. Se é rejeição, fazer aflorar o motivo, indo fundo até mesmo antes de seu nascimento, no período de gestação, e desbloquear aquele obstáculo que pode ser desastroso e que ficou registrado lá no inconsciente. Os próprios pais podem perfeitamente exercer um trabalho psiquiátrico de grande valia ao reconhecerem que erros passados podem ser a causa de distúrbios ou desvios comportamentais dos filhos. O segundo passo é tornar o jovem confiante, analisando suas qualidades inatas. Assim se dirigiu, com rara sabedoria, o Professor Edgard de Vasconcelos a jovens técnicos agrícolas da Escola Superior de Agricultura de Viçosa, nos idos de 1950: “Legião de soberbos combatentes / Armados para o prélio, para a luta, / Como vos vejo, agora, sorridentes, / Nesta expressão de audácia resoluta”! O terceiro passo: é mostrar que se deve viver em compartimentos estanques. Há jovens que vão estudar e estão pensando nos esportes ou em outros afazeres. Na hora do lazer ficam atormentados com a pesquisa escolar a ser feita. Não vivem o momento presente e estão sempre agitados, malbaratando o tempo e executando mal as obrigações. É de bom alvitre lhe dar o mesmo conselho que Sêneca passava a Lucílio: “Dependerás menos do amanhã se fizeres hoje bem feito o que tem de ser feito”. O quarto passo é ter a perspicácia de agir, sabendo que males se cortam pela raiz todos os erros precisam ser logo corrigidos, pois amanhã será tarde demais. Mostrar, deste modo, como reagir na vida e nos estudos, quando surge qualquer obstáculo. Diante do tédio, impaciência, aflição é mudar a maneira de pensar, proclamando que a vida é bela, que é gratificante ser um cidadão prestante, como fazia o mestre Edgard de Vasconcelos:“Porém, no fim de vossa trajetória, /Haveis de ouvir da Pátria os grandes vates / Cantando os vossos hinos de vitória. Diante do medo é aconselhável controlar a imaginação e mostrar que para tudo há soluções, desde que se queira triunfar na vida. É a maravilhosa filosofia do “Eu posso” que deve ser incutida. Poder é uma das palavras mais positivas em todas as línguas, sendo sua irmã gêmea a vontade. Querer e poder conseguem qualquer coisa! Felizes os educandos que possuem pais e mestres que lhes ensinam que podem fazer tudo dentro do limite do possível. Problemas difíceis requerem soluções que nunca faltam aos corajosos. A um jovem temeroso nada melhor do que fazê-lo repetir as palavras de Paulo: “Eu tudo posso naquele que é a minha fortaleza” (Fl 4,13). Como são confortadoras as palavras do Salmo 22: “O Senhor é meu Pastor nada me há de faltar”! Diante da mágoa ou do rancor colocar em prática os seguintes versos do douto autor supracitado: “Mostrai que é vão e inútil o rancor / Votado ao seu vizinho, ao seu irmão,/ Que o ódio não dá fruto, não dá flor,/ E que o progresso nasce da união ... / Pregai, por toda parte, esta Verdade,/ Como mesmo ardor com que pregou Jesus / O Evangelho de Amor e de Bondade”. É preciso também, no instante de ira, deixar que o jovem desabafe e reveja a situação, pois, às vezes, o fato que gerou a instabilidade emocional nem aconteceu. Nada como atinar com o que realmente está havendo. Há jovens que vivem fora da realidade e por isto se entregam a sentimentos negativos. Diante da frustração será conveniente reavaliar e planejar com mais eficácia o que está sendo causa de desânimo e ansiedade e não deixar que isto se torne obstáculo, mas aconselhar com o Dr. Edgard de Vasconcelos:“Voltados para as bandas do futuro / Tendo n’alma a luzir uma esperança,/Haveis de navegar, rumo seguro, / Em direção ao porto da Bonança ...” Diante do sentimento de culpa fazer com que o jovem assuma o erro e formule propósitos para o futuro sem remoer o passado. Dizer a eles com o citado poeta pedagogo: “Vede: o Porvir é vosso, a vós se lança / Corrigindo o Passado, negro e escuro,/ Pois fica estacionário, não avança, / Quem tem a tradição de Palinuro...” Espera-se, portanto, que pais e mestres nunca se esqueçam destas normas fundamentais aqui exaradas.

* Professor no Seminário de Mariana de 1964 a 2008.






Última Alteração: 09:21:00

Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG)

DIREITOS HUMANOS CADA VEZ MENOS UNIVERSAIS


Conclui-se hoje a visita do secretário de Estado, Card. Tarcisio Bertone, à Espanha.



O Card. Tarcisio Bertone realizou hoje em Madri, na sede da Conferência Episcopal Espanhola, uma conferência sobre "Os direitos humanos no magistério de Bento XVI", nos 60 anos da "Declaração Universal", aprovada pela ONU em 10 de dezembro de 1948.



O Card. Bertone destacou que "os direitos humanos nascem da cultura européia ocidental, de matriz cristã. Portanto, não se trata de uma casualidade. Esses direitos se baseiam na convicção, herdada do judaísmo, de que o ser humano é imagem de Deus".



Todavia, hoje, passados 60 anos, segundo o cardeal se assiste a uma nova definição radical dos direitos humanos individuais, que, atacados por concepções relativistas, estão se transformando em direitos sempre mais frágeis e sempre menos universais e invioláveis.



Mas – como afirma Bento XVI – os direitos humanos, sendo o primeiro deles o direito à vida, estão inseridos no homem enquanto tal e pertencem, portanto, a todos os seres humanos desde a concepção até a morte natural, e não podem depender nem de decisões de uma maioria, nem das culturas nem das condições de saúde da pessoa.



No respeito do direito de todos, continuou o Card. Bertone, se funda a liberdade, a paz e a justiça no mundo. E se um Estado é incapaz de garantir o respeito desses direitos para a própria população, é necessário que esta responsabilidade seja assumida pela comunidade internacional.



O cardeal falou ainda dos direitos da família, célula fundamental da sociedade, e dos direitos da mulher, que ainda é discriminada por motivos religiosos, culturais e sociais. Outro tema tratado pelo secretário Estado foi a laicidade do Estado e sua relação com a Igreja.



Ele afirmou que não se trata de ingerência indevida quando a Igreja assume uma posição diante de questões morais e sociais que dizem respeito à pessoa e à sua dignidade, tentando, assim, marginalizar a presença cristã na vida civil de um país. "A Igreja não quer privilégios, pede somente o respeito da liberdade religiosa" – reiterou.



Por fim, o secretário de Estado lançou um apelo por uma ação mais solidária para com todos os homens, mulheres e crianças que têm seus direitos fundamentais negados por uma distribuição injusta dos bens da Terra.



Em três dias de visita, o cardeal encontrou o Rei Juan Carlos, o Premiê José Luis Rodríguez Zapatero e o presidente do Partido Popular e líder da oposição, Mariano Rajoy.







Conclui-se hoje a visita do secretário de Estado, Card. Tarcisio Bertone, à Espanha.



O Card. Tarcisio Bertone realizou hoje em Madri, na sede da Conferência Episcopal Espanhola, uma conferência sobre "Os direitos humanos no magistério de Bento XVI", nos 60 anos da "Declaração Universal", aprovada pela ONU em 10 de dezembro de 1948.



O Card. Bertone destacou que "os direitos humanos nascem da cultura européia ocidental, de matriz cristã. Portanto, não se trata de uma casualidade. Esses direitos se baseiam na convicção, herdada do judaísmo, de que o ser humano é imagem de Deus".



Todavia, hoje, passados 60 anos, segundo o cardeal se assiste a uma nova definição radical dos direitos humanos individuais, que, atacados por concepções relativistas, estão se transformando em direitos sempre mais frágeis e sempre menos universais e invioláveis.



Mas – como afirma Bento XVI – os direitos humanos, sendo o primeiro deles o direito à vida, estão inseridos no homem enquanto tal e pertencem, portanto, a todos os seres humanos desde a concepção até a morte natural, e não podem depender nem de decisões de uma maioria, nem das culturas nem das condições de saúde da pessoa.



No respeito do direito de todos, continuou o Card. Bertone, se funda a liberdade, a paz e a justiça no mundo. E se um Estado é incapaz de garantir o respeito desses direitos para a própria população, é necessário que esta responsabilidade seja assumida pela comunidade internacional.



O cardeal falou ainda dos direitos da família, célula fundamental da sociedade, e dos direitos da mulher, que ainda é discriminada por motivos religiosos, culturais e sociais. Outro tema tratado pelo secretário Estado foi a laicidade do Estado e sua relação com a Igreja.



Ele afirmou que não se trata de ingerência indevida quando a Igreja assume uma posição diante de questões morais e sociais que dizem respeito à pessoa e à sua dignidade, tentando, assim, marginalizar a presença cristã na vida civil de um país. "A Igreja não quer privilégios, pede somente o respeito da liberdade religiosa" – reiterou.



Por fim, o secretário de Estado lançou um apelo por uma ação mais solidária para com todos os homens, mulheres e crianças que têm seus direitos fundamentais negados por uma distribuição injusta dos bens da Terra.



Em três dias de visita, o cardeal encontrou o Rei Juan Carlos, o Premiê José Luis Rodríguez Zapatero e o presidente do Partido Popular e líder da oposição, Mariano Rajoy.






Última Alteração: 15:01:00

Fonte: CNBB
Local:Madri (Espanha)

MENSAGEIROS DA PAZ


Melhor ainda: Os que promovem a paz ( Mt 5,9 )
Não se trata apenas de ser tranqüilo e pacífico por temperamento.
Trata-se de atitude dinâmica: Promover a Paz.
Seria um pouco aquilo que cantamos:
“Onde houver ódio, que eu leve o amor”.
Procurar os caminhos para criar relações de paz entre os homens.
Não atirar mais lenha onde estiver ardendo o fogo do ódio, dos ressentimentos.
Procurar, em vez disso, ajudar a superar os problemas
que impedem a paz, como seriam a injustiça,
os mal-entendidos, as suspeitas.
Na palavra de Jesus adquire nova força a proclamação de Isaías:
“Como são belos os passos dos que transpõem as montanhas
para anunciar a paz (Is 52,7).

HOMENAGEM AO "PROFÉTA DA PAZ", NO CENTENARIO DE SEU NASCIMENTO.


Uma das grandes personalidades do século XX, homem de Deus, que tinha uma visão singular sobre o povo pobre brasileiro”. É assim que o arcebispo de Manaus (AM) e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Luiz Soares Vieira define dom Helder Câmara, que faria cem anos no dia 7 de fevereiro, se estivesse vivo. O arcebispo faleceu em 27 de agosto de 1999.



“Eu o conheci em 1984, quando me tornei bispo. Dom Helder era um profeta que falava empolgadamente, não dizia palavras de um intelectual, mas você percebia que era algo profundo, de alguém que tinha intimidade com Deus”, conta emocionado o arcebispo de Manaus. “Lembro-me de quando ele se hospedava em minha casa, por volta de 4h da manhã lá estava ele fazendo suas orações. Foi realmente um homem de oração, austero, de uma intelectualidade muito profunda”, sublinha dom Luiz.



O arcebispo de Manaus fala de dom Helder emocionado e relata que, quando vivo, o arcebispo de Olinda e Recife (PE) sempre foi um homem de coragem e de convicções fortes que “enfrentou e apontou caminhos para o Brasil”. Se perguntado sobre uma frase que resumiria dom Helder, logo o vice-presidente da CNBB responde: “Um profeta, homem que viu o mundo com os olhos de Deus”.



Para o arcebispo de Manaus, dom Helder realizou três grandes projetos na Igreja, “Ele foi totalmente comprometido com a Igreja, a serviço do povo pobre; da colegialidade episcopal, pois foi ele quem fundou a CNBB; e com o seu profetismo”. Dom Luiz, ao falar sobre o “Profeta da Paz”, como ficou conhecido dom Helder Câmara por seus trabalhos a serviço da justiça e de causas sociais, afirma que não o conheceu em seu “vigor de seu trabalho pastoral”, embora tenha conhecido um homem que tinha a essência de Deus na maturidade.



Apesar de dom Helder ter sido um bispo bastante querido no Brasil e no exterior, dom Luiz revela que havia pessoas que não aceitavam suas ideias: “Eu conheci pessoas extremamente contrárias a dom Helder e seus ideais. Elas não suportavam as ideias dele, mas, quando o conheciam pessoalmente se encantavam com seu modo de falar, seu carisma e até paravam para ouvi-lo. Creio que isso ocorria porque ele tinha uma fé profunda, que vinha do coração”. O arcebispo destaca ainda que “dom Helder é um modelo que a história da humanidade precisa conservar. Sua história e sua memória fazem ponte com a história do Brasil”.



Questionado sobre os trabalhos que dom Helder mais se preocupou em desenvolver, dom Luiz não hesita em dizer: “Seus escritos são espetaculares; sua eloquência é fabulosa, foi um homem de muita fé que vinha de uma espiritualidade que preservava um amor a Deus e ao próximo. Enfim, ele foi alguém que acreditou numa causa e lutou por ela até o fim”.



Dom Hélder Câmara nasceu em Fortaleza (CE) em 7 de fevereiro de 1909. Foi ordenado bispo, aos 43 anos de idade, no dia 20 de abril de 1952, pelas mãos de dom Jaime Cardeal de Barros Câmara, dom Rosalvo Costa Rego e dom Jorge Marcos de Oliveira, e nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro no dia 3 de março de 1952. Em 12 de março de 1964 foi designado para ser arcebispo de Olinda e Recife (PE). Dom Helder ficou conhecido no mundo por suas pregações em favor de uma Igreja simples voltada para os pobres e a não-violência. Por sua atuação, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi o único brasileiro indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz.



Comemorações
Amanhã a Câmara dos Deputados vai realizar sessão solene em homenagem ao centenário de nascimento de dom Helder Câmara, no plenário Ulisses Guimarães, às 15h. No sábado, 7, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, preside missa solene em Recife (PE). A missa acontece às 16h, em frente à Igreja das Fronteiras, e será concelebrada por dezenas de bispos e padres, com a presença de fiéis.



Os Correios lançarão um selo que homenageia o centenário do arcebispo. O estampilho foi criado pela artista, Silvania Branco, por meio de um concurso dos Correios, ela venceu ao retratar a imagem do bispo, a silhueta da Igreja das Fronteiras ao fundo e dos pobres que sempre estavam por ali esperando a palavra e a ajuda do “bispo da justiça”.



Ainda no sábado, 7, as igrejas de Olinda e Recife tocarão seus sinos às 6h, 12h e 18h para homenagear dom Helder, e logo após a missa, será inaugurada no pátio das fronteiras, uma escultura do bispo.



Os eventos do centenário são organizados pelo Regional Nordeste 2 (Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco) da CNBB, Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), arquidiocese de Olinda e Recife, Instituto



Dom Helder Câmara (IDHEC), Governo do estado e Prefeitura do Recife, além de outras entidades.
Países como Alemanha, França e Canadá também prestam suas homenagens ao centenário de dom Helder. Na Alemanha, os tributos são coordenados pela Adveniat; na França, quem assume a organização é a Associação Dom Helder – Memória e Atualidade. No Canadá, por sua vez, o clero local é o responsável pelas homenagens.








Última Alteração: 14:20:00

Fonte: CNBB
Local:Manaus (AM