FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quinta-feira, 10 de julho de 2008

SEJA FONTE


Fonte de água pura e cristalina. Seja água abundante para quem tem sede de amor, de carinho. De força, de apoio de diretriz. Se você não tem nenhum motivo para ser feliz, seja feliz por ser fonte. Por ser procurado por aqueles que precisam de você. Seja Porto!!! Porto de chegada de almas cansadas, seja porto para aqueles que andam perdidos pelo mundo, e que precisam de um lugar tranqïilo para descansar o fardo que carregam. Para ser porto de chegada, abrace, afague, receba, dê boas vindas. Seja porto de saída, saída para quem precisar partir, despedindo-se das ilusões, das dores, dos fracassos e decepções. Partindo para um vida melhor, para isso, ajude, apóie, converse, estenda as mãos, ouça, oriente. Seja também porto seguro, para quem lhe ama e precisa de você. Porto seguro para os amigos, para a família, para quem precisar. Para ser porto seguro, esqueça o ego e pense no próximo, esqueça suas dores e amenize as dores do próximo. Se você não tem motivos para ser feliz, seja feliz por ser porto, Para receber aqueles que procuram por você. Seja ponte!!! Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu. Para ser ponte, compreenda, perdoe e deixe as pessoas passarem por você. Para ser ponte, esteja no fim da estrada daqueles que não encontram o caminho de volta. Seja a passagem e não o atalho, seja o caminho livre e não o pedágio. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser ponte. Ponte significa união, ligação, laços de afeição. Seja estrada!!! Estrada longa, gostosa de passear, Estrada iluminada de dia pelo sol e de noite pelo luar. Estrada que conduz a outros caminhos. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser estrada, estrada dos peregrinos da vida, estes plantarão flores aos seus pés. Seja estrada para os caminhantes do tempo, esses regarão suas flores. Seja estrada para os andarilhos do mundo, esses poderão colhê-las, e sentir seu perfume. Seja estrela!!! Seja a estrela que mais brilha no firmamento. Seja a estrela inspiradora dos poetas, Dos românticos e apaixonados. Para ser estrela, ilumine os que cercam, Distribua luz gratuitamente. Seja estrela guia, estrela da sorte. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser estrela, Porque as estrelas estão sempre no alto, São soberanas porque guiam os navegantes. Seja chuva!!! Chuva que molha os corações secos, vazios de amor, de esperança, de paz. Seja chuva que inunda os campos áridos, que molham os jardins, que dá vida a toda vegetação, e que faz transbordar os rios. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser chuva... A chuva é sempre esperada, Por que dela depende a continuidade de toda a humanidade. Seja árvore!!! Árvore que dá frutos para quem tem fome. Que dá sombra e refresca o árduo calor dos caminhantes que seguem pela vida. Seja árvore que aninha, que acolhe os passarinhos, que enfeitam os quintais. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser árvore. Por que ser árvore é ter raízes sólidas e profundas. É ter braços que se alongam, que se estendem... É produzir flores para enfeitar a alma de alguém, É ser forte e enfrentar temporais. É ter suas folhas embaladas pelo vento, É ser molhada pela chuva E acalentada pelo sol, é fazer parte da criação Como um ser único. SER FONTE, SER PORTO, SER PONTE, SER ESTRADA, SER CHUVA OU SER ÁRVORE... É SERVIR A DEUS!

DEUS ESTA CONTIGO


Ao homem cabe sonhar... O homem consegue Fazer lindas pinturas, Mas não consegue Segurar o ego. O homem consegue Ir até a lua, Mas não consegue Travar a própria língua. O homem consegue Fazer enormes construções Mas não consegue Construir uma vida abundante. O homem consegue Fazer outros seres Mas não consegue Ser O Criador de todas as coisas. O homem consegue Fazer belíssimas músicas Mas não consegue Mudar os dias, ou o tempo. O homem consegue Fazer lindos jardins Mas não consegue Fazer com que a chuva desça. O homem consegue Comprar tudo que quiser, Mas não consegue Por si mesmo, lavar a sua alma. Ao homem Cabe sonhar, Mas só Deus Pode Realizar...

VOE,VOE E SEJA FELIZ........


Voe, voe e seja feliz... De tudo o que existe, O mais importante está dentro de você. São as suas qualidades de coragem, Confiança e amor que querem brilhar, Produzir resultados, dar-lhe saúde e paz. Ponha-as em uso, visando realização, Melhoria e pacificação, E verá fluírem de dentro Como um pássaro restituído à liberdade. Renove-se. Trabalhe com confiança. Aja com fé no dia de hoje e no de amanhã. Confie nas suas qualidades , Porque são de Deus. Tudo melhora por fora Para quem melhora por dentro. Você é um pássaro preso Quando prende as suas qualidades. Por isso, voe, mas voe bem alto E verá do que você é capaz... PAZ !!!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O MISTÉRIO DA CRUZ



Antônio Mesquita Galvão *Geralmente, quando se anda por aí, em contato com o povo, diversas questões sobre Doutrina, Bíblia e Teologia costumam ser levantadas. Num desses encontros, uma pessoa me perguntou: "Onde e na pele de quem Jesus, hoje, é traído, injustiçado, vitimado por violência de toda ordem, injustamente condenado?". Jesus é traído onde o plano do Pai é pervertido pelo egoísmo e pelo desleixo à dignidade do ser humano. Jesus é condenado todas as vezes que deixamos de alimentar quem tem fome, de vestir os nus e postular a defesa dos que sofrem injustiças. Nosso modelo de sociedade ocidental, capitalista-liberal, consumista e mercantilista formou um modelo nitidamente excludente. Aí o deus é o mercado, a capacidade de comprar e vender. Quem é despojado de bens e recursos, não pode aproximar-se do mercado. Ora, na visão desse segmento, quem não compra deve ser excluído, uma vez que o mercado tornou-se a única forma de vida.
É por esta razão que nossa sociedade elitista vira as costas aos despojados, já que eles nada têm a oferecer - em termos econômicos - ao modelo de consumo e produção ora em vigência. Nós crucificamos Jesus cada vez que um irmão nosso tomba, derrubado pela ganância, pela falta de sensibilidade social, pela indiferença.
De outra feita, indagaram: "Onde e na pele de quem é aplaudido um dia, levando tapinhas nas costas (claro, com interesses imediatistas e egoístas), e, no dia seguinte, rejeitado só porque não correspondeu às expectativas de algum grupo?". Os sistemas de exploração, acumulação injusta e indiferença mantêm vivos e atuantes alguns esquemas de defesa e sustentação, representados por alguns segmentos de políticos, empresários e profissionais que fazem os pactos mais sinistros visando a acumulação e a perenização no poder. Não podemos esquecer nesse meio aquele tipo de mídia que rejeita o pleito dos humildes, condena os movimentos de organização popular, e faz o jogo dos governos e dos poderosos. Muitos se dizem cristãos para manter uma fachada de credibilidade (tapinhas nas costas), mas, logo depois revelam a rapina que existe em seus projetos e seus corações.
É o caso de muitos que saem de uma atividade religiosa, um retiro, encontro ou coisa parecida, confessando-se "convertidos", e no dia seguinte voltam a refocilar-se na mesma lama das faltas da semana anterior. Ao invés de "criados à imagem de Deus", muitos querem um Deus criado à imagem de seus projetos, nem sempre éticos, nem sempre solidários.
Alguns falam em Jesus, mas não o testemunham em seus atos do dia-a-dia. Nós somos, sempre um argumento, a favor ou contra Cristo. A morte de Jesus na cruz fez brotar uma vida nova e abundante para todos. O mistério da cruz, embora rico em pistas para reflexão, torna-se incompreensível na medida em que nos distanciamos de uma visão essencialmente mística, iluminada com a luz da fé. A cruz, nos ensina São Paulo, para os judeus é escândalo, para os pagãos loucura, mas para nós motivo de salvação. Mais do que um ritual de condenação, a cruz traz consigo um mistério, do sofrimento, da humilhação e da morte de um Deus, que fez tudo isto, aceitou uma aparente desonra para nos salvar, nos redimir e nos libertar.
Sobre o mistério da cruz existem diversos estágios de entendimento: a) o comum, que é a análise dos fatos como eles vêm narrados nos evangelhos; b) o histórico, que é o estudo da crucifixão, da maneira como é contada em antigos manuscritos romanos, isto é, como uma medida preventiva da pax romana e de seus sistema judiciário; c) o exegético-salvífico que parte das expressões "abrir os céus" e "descer aos infernos", para sintetizar a aliança definitiva após a cruz, como marco fundamental da salvação. É possível descobrir-se, nesta fase, ligações com o mistério pascal, com o êxodo, com a síntese do evangelho (cf. Jo 3, 16) e a vida da fé; e, por último, d) o axiológico-mnemônico que tem no gesto libertador do pecado e da morte, seu ponto alto.
O culto à morte de Jesus na cruz traz consigo um mistério e, ao mesmo tempo, uma revelação. Trata-se da lembrança do sacrifício voluntário de Cristo, para interposição de novos valores (ninguém tem maior amor que aquele que dá a vida por seus amigos...) às formulações da história da vida do homem. Tudo revela um gesto de serviço à vida abundante que ele veio trazer.
Por não se deixar enquadrar em nada, a cruz é a morte de todos os sistemas. A cruz é o ódio destruído pelo amor que assume a cruz-ódio. Por isso liberta. Longe de significar a derrota que abateu os discípulos na primeira hora, a cruz reflete a vitória libertadora de Cristo sobre todas as estruturas. Ela mostra o fracasso do poder militar dos romanos, a queda do poder religioso dos fariseus, a caducidade da sabedoria dos filósofos.
Resta apenas uma sabedoria: a da cruz. Ora, se a libertação vem da cruz, é preciso que aquele que quer se libertar viva integralmente este mistério em sua vida. Jesus, obediente até a morte (e morte de cruz!), é o arquétipo do homem novo, liberto e salvo, quando o filho de Deus torna-se o odós (o caminho) que conduz a humanidade ao Reino dos céus. A cruz dá pistas para a libertação integral do ser humano, apontando para cima e para os lados. Por isso, nos dias de hoje, viver a mística da cruz, continua sendo um escândalo e, sobretudo, um desafio. Na cruz, a morte torna-se vida, destrói o egoísmo e o pecado, e conduz o povo liberto à ressurreição.
De outro lado, os "sinais da ressurreição" se tornam claros na caminhada do povo de Deus, que se organiza para render culto a Jesus, um culto em "espírito e verdade", na simplicidade dos que buscam a Deus enquanto ele ainda se deixa encontrar, na devoção dos que celebram para agradecer os dons e para buscar o ser-Igreja, para enraizar a fé e o respeito à vida. A ressurreição está presente onde há perdão, unidade, acolhida, solidariedade, misericórdia e conversão. Trata-se do caminhar na direção da casa do Pai, unidos como irmãos, iluminados pelo Espírito Santo.
As diversas atividades promocionais da Igreja, como as "campanhas da fraternidade", por exemplo, privilegiam a cada ano, um estudo social, político e religioso sobre diversos assuntos de interesse religioso e sócio-político. Uma das grandes preocupações mundiais se volta para a Amazônia. Ali vem enfatizada a necessidade de uma preocupação com o meio-ambiente, e também com as populações daquela região, um povo esquecido e discriminado. Cuidar da natureza também é ser zelador do projeto de Deus.
O poder público, o extrativismo da madeira e das demais riquezas do Amazônia, o coronelismo e a grilagem que por lá se verifica, isto somado à insalubridade ocorrente naquela biodiversidade, bem como a carência de recursos, escolas, estradas, hospitais, tudo contribui para um quadro de extrema pobreza e marginalização, revelando um povo sofrido, excluído, crucificado. Os poderosos voltam seus olhos para as riquezas, mas desprezam a população da região. Onde o povo sofre e a natureza é degradada, os sinais da ressurreição se mostram tênues, dando, lugar a uma cultura de morte, escravidão e cruz.
Jeremias foi um profeta, como tantos outros, que sofreu ameaças, agressões, prisão e até morte, porque suas denúncias "incomodavam" os que praticavam o mal ou queriam manter sua duvidosas posições de autoridade, civil ou religiosa. Igualmente os primeiros cristãos preferiam ser mortos a abandonar sua fé. Hoje, talvez não haja o perigo de sermos condenados à morte, como faziam antigamente, mas a perseguição perdura e nos é pedida, cada vez, a firmeza da fé. Mesmo atordoado pela tragédia do exílio babilônico, Jeremias adquire a certeza de quem o Senhor o acompanha sempre, orando para que aqueles que confiam em Deus não se decepcionem (cf. Jr 20, 10-13).
Não era fácil na Antigüidade, como não é hoje, levantar a voz e denunciar a injustiça, o abuso do poder econômico e mostrar que as coisas vão bem. O número dos que aderem aos projetos de morte é maior que o dos que discordam. A verdade e os direitos humanos, no entanto, somente serão respeitados quando surgirem pessoas como Jeremias, e quando o opressor tiver medo de sua coragem e de suas denúncias.
Os que condenaram Jesus, denuncia Paulo (cf. Rm 5, 12-15) procederam como os que perseguiram os profetas, opondo-se à verdade. Deus, em suas sabedoria, utilizou-os como instrumento de sua glória, porque transformou a morte de Cristo em vitória e fonte de salvação e regeneração para toda a humanidade. Em seu discurso sobre a vocação cristã (cf. Mt 10, 26-33), Jesus nos revela a necessidade de sermos corajosos, pois segui-lo pode implicar em igual sorte à que ele teve. Hoje não matam, mas boicotam, tiram espaços, fazem pressões para calar certas vozes proféticas.
Testemunhar a fé em Cristo custa iguais perseguições. Os dois últimos versículos, no entanto, nos dão uma grande esperança: "Quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho a seu favor dele diante do Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar na frente dos homens, também eu o negarei na frente do Pai". Ao exortar seus discípulos de todos os tempos à coragem, Jesus pede que não temam as perseguições, pois Deus não deixa sem recompensa quem se manifesta a seu favor. Quem perder sua vida terrena por causa do evangelho, haverá de recuperá-la plenamente na intimidade do Pai.
Esta é a promessa de Jesus àqueles que o anunciam e testemunham no mundo, como os antigos profetas do tempo do exílio. Quem testemunha em favor de Cristo nada tem a temer. Sua retribuição é certa, iminente, plena. O cristão não pode se intimidar ou ficar com medo de ficar malvisto ou malquisto. Ser cristão é não ter medo das injúrias, das perseguições ou das ameaças daqueles que obstaculizam a instauração do Reino no meio do povo. Por causa do medo, do respeito-humano ou do materialismo, hoje, um ponderável segmento do nosso povo deturpou do sentido da Ressurreição. Na Páscoa muitos deixam de interiorizar a mensagem da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Preferem aproveitar o "feriadão" para o lazer, o descanso e a gastronomia. Eu aprecio muito a celebração da páscoa dos gregos. Diferente de nós, eles se saúdam com "Xristós anesti", Cristo se elevou (ressuscitou). E o outro responde: "Alithós anesti" (verdadeiramente ressuscitou). Diz tudo.
Aqui dizemos "Feliz Páscoa", que suscita em muita gente a idéia de uma felicidade no recebimento de presentes, chocolates, viagens, etc. Se sairmos à rua e perguntarmos "o que é uma feliz páscoa?", escutamos menções às coisas materiais que fazem o entorno da festa religiosa. É preciso banir a conotação materialista da páscoa, ligando seus festejos à ressurreição e à instauração daquela "vida nova" (cf. Jo 10,10) que Jesus veio trazer.
Em conseqüência da distorção materialista esvazia-se o culto à cruz e à ressurreição, caindo tudo no descompromisso e na futilidade. Enquanto os judeus celebram tão-somente a páscoa mosaica, outros tentam descaracterizar a ressurreição de Jesus, colocando em seu lugar a reencarnação e outros sistemas esotéricos afins. Há pessoas que chegam afirmar a existência de "provas científicas" da reencarnação, como se coisas de fé pudessem caber dentro da estreita ótica da ciência mundana. Não existe cristianismo sem a fé na ressurreição.
A cada ano, a festa da Páscoa nos suscita novas e ricas reflexões sobre o mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo. Um homem foi morto e levado à sepultura. Aparentemente, a história acabou e o sistema injusto que o condenou, coisa comum até hoje, está satisfeito. Achando-se a pedra do sepulcro removida, e nele não sendo encontrando o corpo de Jesus, as mulheres entraram em pânico. O corpo do rabi havia desaparecido. Um anjo tratou de tranqüilizá-las: "Por que vocês procuram entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou!".
Naquele momento, para toda a comunidade apostólica, o fato de encontrarem o sepulcro vazio era ainda uma ponderável incógnita. A descoberta do sepulcro vazio traz consigo diversos fatos capazes de confundir a comunidade apostólica. Tanto assim que Pedro não entendeu. Muitos acharam que o corpo havia sido roubado. Madalena não reconheceu Jesus, confundindo-o com o jardineiro. No primeiro momento, nem os demais acreditaram no testemunho dela. As mulheres entraram em pânico. Os inimigos subornaram os guardas para que contassem outra história. Somente João acreditou. A Escritura diz que "...ele viu e creu" (cf. Jo 20. 8b). Começava a formar-se ali a fé na ressurreição.
Para a apologética cristã do primeiro século, o sepulcro vazio é um elemento importante para a credibilidade do anúncio da ressurreição. É um milagre-sinal. A ressurreição (e sua idéia-chave é o sepulcro vazio) é o ponto de partida da instauração da Igreja e da pregação do evangelho. Não haveria Igreja, e o evangelho perderia sua consistência sem a ressurreição de Cristo. A fé na vitória de Cristo sobre a morte é o centro axial do cristianismo. Fé aqui não retrata apenas a adesão a um conjunto de verdades reveladas, mas subentende vigorosamente um processo de conversão do ser humano ao projeto amoroso de Deus.
A constatação do sepulcro vazio é um fato concreto, a partir do qual as perspectivas do Reino passam a assumir caráter de realização. Até então, o Reino era uma idéia, fruto da pregação, com o suporte de alguns milagres. A partir da ressurreição, as promessas passam a se tornar realidade, quando as angústias e buscas do ser humano passam a ter respostas completas, na dinâmica da vitória da vida sobre a morte.
Como nos ensina São Paulo, "... se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, acreditamos também que aqueles que morreram em Jesus serão levados por Deus em sua companhia" (1Ts 4, 14). A vitória de Cristo mostra que a vida continua, e que a chegada do Reino demonstra que as promessas tornam-se realidade. É preciso intuir essa revelação, ouvindo a voz de Deus, sem endurecer o coração. Nesse particular, a ressurreição só tem sentido se revela o futuro dos que esperam em Jesus a passagem para a vida nova. Essa passagem é visível em nós? É a reflexão que proponho a partir deste momento.* Doutor em Teologia Moral

Última Alteração: 09:20:00
Fonte: Adital/Antônio Mesquita Galvão Local:Brasil

CATÓLICA NET SEXUALIDADE. ( FORMAÇÃO)



O Catecismo da Igreja Católica, ao falar do sexto mandamento da lei de Deus, que propõe castidade e pureza de intenção no uso da sexualidade aos casados e aos não casados, define o sexo como um ato de ternura. Ternura é a virtude de quem é terno, suave, delicado, respeitador, gentil e capaz de ver a vida do ponto de vista do outro. O contrário é ser durão, violento, bruto, sem fineza e sem classe.
O que a Igreja afirma aos que praticam sexo é muito claro. O encontro sexual deve ser responsável, fruto de carinho e respeito na entrega e no acolhimento, doação, diálogo de corpo e de mente. Que um não force nem engane o outro. Ele não diga nunca: “Tenho uma mulher”, sem dizer também: “Sou dela”. Ela nunca diga que tem um homem sem dizer também: “Sou dele”.
O sexo não significa posse. É, sim, doação e entrega serena e respeitosa das potencialidades de um de outro no prazer mais bonito que puderem se dar. Que seja físico, mas também espiritual. Não seja apenas um encontro de carne e, sim, de pessoas que se admiram, e um não imagina a sua vida sem o outro.
A doutrina da Igreja, trocadas em miúdos, seria mais ou menos assim: conseguir o corpo de alguém sem a pessoa e a ternura desse alguém não chega nem mesmo a ser um ato sexual, é um desatino sexual; não é laço, é nó cego; não é dialogo, é monólogo. O corpo do homem e o da mulher foram criados para um ajuste e um encaixe, como peças de uma engrenagem maravilhosa que gera afeto, paz e, se souberem o que querem, filhos do jeito certo e no tempo certo. Mas, por isso, é necessário educar o corpo e a alma.
O sexo começa e morre na cabeça. Os órgãos genitais apenas executam a tarefa. Se a cabeça for suja, o ato também será. Se for serena e tranqüila e tranqüila, o ato será cheio de paz. Para milhões de casais, é um magnífico ato espiritual que passa pelos corpos em festa. Quem disse que a Igreja é contra o sexo nunca leu direito os seus escritos. Ela abomina a grosseria, o erotismo burro, a pornografia sem-vergonha, a brutalidade, a leviandade, o desrespeito e o egoísmo.
Para os cristãos, sexo tem que ter nexo e anexo. Se não tiver, fica cada dia mais complexo e perplexo. Na poesia da vida, deixa de ser verso porque se fez perverso.

Última Alteração: 12:09:00
Fonte: Pe. Zezinho, scj Local:São Paulo

terça-feira, 8 de julho de 2008

QUEM SOU EU?


Não venha me falar de razão, Não me cobre lógica Não me peça coerência, Eu sou pura emoção, Tenho razões e motivações próprias, Movimento-me por paixão, Essa é minha religião e minha ciência. Não meça meus sentimentos, Nem tente compará-los a nada, Deles sei eu, Eu e meus fantasmas, Eu e meus medos, Eu e minha alma. Sua incerteza me fere, Mas não me mata. Suas dúvidas me açoitam, Mas não deixam cicatrizes. Não me fale de nuvens, Eu sou Sol e Lua, Não conte as poças, Eu sou mar, Profundo, intenso, passional. Não exija prazos e datas, Eu sou eternidade e atemporal. Não imponha condições, Eu sou absolutamente incondicional. Não espere explicações, Não as tenho, apenas aconteço, Sem hora, local ou ordem. Vivo Em cada molécula, Sou um todo e às vezes sou nada, Você não me vê, Mas me sente, Estou tanto na sua solidão, Quanto no seu sorriso. Vive-se por mim, Morre-se por mim, Sobrevive-se sem mim, Eu sou começo e fim, E todo o meio. Sou seu objetivo, Sua razão que a razão Ignora e desconhece, Tenho milhões de definições, Todas certas, Todas imperfeitas, Todas lógicas apenas Em motivações pessoais, Todas corretas, Todas erradas, Sou tudo, Sem mim, tudo é nada. Sou amanhecer, Sou Fênix, Renasço das cinzas, Sei quando tenho que morrer, Sei que sempre irei renascer, Mudo protagonista, Nunca a história. Mudo de cenário, Mas não de roteiro. Sou música, Ecôo, reverbero, sacudo. Sou fogo, Queimo, destruo, incinero. Sou vento, Arrasto, balanço, carrego. Sou tempo, Sem medidas, sem marcações. Sou furacão, Destruo, devasto, arraso. Sou água, Afogo, inundo, invado. Sou clima, Proporcional a minha fase. Mas sou tijolo, Construo, recomeço ... Sou cada estação, No seu apogeu e glória. Sou seu problema E sua solução. Sou seu veneno E seu antídoto Sou sua memória E seu esquecimento. Eu sou seu reino, seu altar E seu trono. Sou sua prisão, Sou seu abandono e Sou sua liberdade. Sua luz, Sua escuridão E seu desejo de ambas, Velo seu sono ... Poderia continuar me descrevendo Mas já te dei uma idéia de quem sou... Muito prazer, tenho vários nomes, Mas aqui, na sua terra, Chamam-me de.. AMOR Que aqueles que te consideram, e que não são poucos, celebrem este dia com paixão, alegria e principalmente com o que você mais merece: Amor.

QUANDO FALAR DE AMOR


Quando falar sobre amor, finja nada conhecer, para absorver cada frase que brote do coração. Quando falar sobre a dor, deixe abertas as janelas da alma para compreender que amor e dor são tão parecidos que até os confundimos, ao vê-los bem de pertinho. Quando falar sobre a paz, faça-o no rumor da guerra, para ser ouvido na mais alta voz. Quando falar sobre sonhos, acorde, para vivê-los na melhor lucidez do seu dia. Quando falar de amizade, estenda a mão aos seus inimigos, para que possa provar a si mesmo aquilo que gosta de dizer aos outros. Quando falar de fome, faça um minuto de jejum, para lembrar daqueles que jejuam todos os dias, mesmo sem querer. Quando falar de frio, abrace alguém. Quando falar de calor, estenda a mão. Quando estender a mão, sustenha o braço para que perdure. Quando falar de felicidade, acredite nela. Quando falar de fé, cerre os olhos para encontrar a razão daquilo em que crê. Quando falar de Deus, faça-o pelo silêncio de sua fé. Quando falar de si mesmo, aprenda a calar, para entender o amor, a dor, a paz, os sonhos.... Ah quando tudo isso acontecer..... será estupendo Quão bom e quão suave é que sejamos contemplados pelo amor Por isso quando falar de amor.... fale de coração.