FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
sexta-feira, 25 de março de 2022
Eis que se aproxima a pascoa do Senhor, vamos repensar nossa forma de falar e amar o próximo. ( Ainda da tempo )
A Maledicência e o Triplo Filtro de Sócrates
A famigerada maledicência, também conhecida popularmente como fofoca, é um dos problemas interpessoais e relacionais mais antigos que se tem conhecimento, sendo uma postura anti-ética e irresponsável.
Por este motivo, é uma atitude que pode promover consequências funestas ou mesmo desagradáveis. A fofoca pode estar relacionada com a falsidade e a inveja e deste modo ser geradora de intrigas, conflitos e discórdia.
A fofoca existe desde tempos imemoráveis, quando o homem desenvolveu a linguagem, provavelmente no paleolítico. Sendo assim, o processo de comunicação não é só uma inclinação natural do ser humano, mas faz parte da sua natureza intrinseca. Somos dotados de linguagem e esta obviamente nos permite estar sempre em comunicação, em interação, em socialização, em troca de informações, tendo como objetivo facilitar a nossa vida. Mas, até que ponto esta comunicação ultrapassa os limites da ética e do relacionamento saudável com os demais, chegando mesmo a desrespeitar os limites da integridade e da moralidade nos nossos relacionamentos?
Sócrates, um filósofo grego, explicitou em um diálogo, com um amigo, como podemos lidar de maneira inteligente com a maledicência. Neste discurso ele explica que toda e qualquer informação que nos chega deve passar criteriosamente pelos filtros da VERDADE, BONDADE E UTILIDADE, para que desta forma possa ser propagada.
Em outras palavras, a informação a ser passada adiante para outras pessoas deve:
• 1- Ser absolutamente um fato verídico, sem alterações ou deturpações ou interpretações subjetivas da realidade;
• 2- Deve ter como objetivo precípuo um ato de bondade, com o propósito de ajudar e servir o proximo, ou seja, que não almeje prejudicar ou manchar a imagem de pessoas, grupos, sociedades ou organizações;
• 3- E por último, que seja sempre uma informação obrigatoriamente útil para favorecer as pessoas e a comunidade;
A fofoca surge por motivos diversos: porque queremos ser aceitos em um grupo, porque queremos chamar atenção dos outros, por vingança, ciúme, ou simplesmente porque queremos “passar o tempo”. No entanto, o motivo principal é o de não termos objetivos definidos, ou seja, além de estarmos nos espelhando nos outros, estamos desocupados.
Então, quando estamos desocupados e insatisfeitos, sem objetivos e propósitos de vida, nossa auto-estima baixa e percebemos a vida do outro como mais interessante, dando espaço a sentimentos como a inveja e o ressentimento.
Como já relatei em outro texto, todos nós somos únicos e especiais. Ao observar a vida do outro, nossa vida fica esquecida, trava, não se desenvolve e nem prospera, já que não estamos focando nos nossos propósitos. Faça sua vida mais interessante, mais fascinante, pois você também possui muitas qualidades e recursos. Desenvolva-os.
A fofoca também tem outro ponto negativo: torna qualquer ambiente hostil, seja na vida pessoal ou social, pois ela fere o direito das pessoas, trazendo consequências negativas, algumas vezes irreparáveis. Todo mundo sabe como uma fofoca começa, dai ela vai se distorcendo, tal qual na brincadeira do telefone sem fio; com sedimentações de informações adicionais e distorções. No final de tudo, ninguém sabe como se chegou a uma estória totalmente diferente e cheia de criatividade; Muito menos se sabe quem disse, quem inventou e propagou. A fofoca não tem identidade. Porém, certamente existem pessoas prejudicadas e com imagens manchadas, sendo difícil contornar a situação ou até mesmo revertê-la. Então, para que se envolver em situações infrutíferas ou danosas? Que tal ocuparmos o nosso tempo com algo que nos beneficie?
Devemos rever nossas posturas e valores, nos posicionarmos como pessoas de bem e para o bem, semeando sempre a concórdia e a paz, sendo instrumento de crescimento e bem-estar comum. Para este fim, precisamos filtrar os boatos, as informações que nos chegam, não interagindo com as fofocas e nem fazendo julgamentos precipitados. Utilizar sempre o filtro da verdade, bondade e utilidade. Se assim o fizermos, nos absteremos dos julgamentos precipitados, das antipatias infundadas e das aversões interpessoais sem critérios. (…)porque os outros disseram…(…)porque o outro fez isto ou aquilo, nesse “disse-me-disse” que não leva a nada de bom.
Acredito que devemos discutir idéias, propósitos, situações. Discutir sobre questões politicas e sociais, e não discutir sobre o comportamento direto das pessoas; pior, opinar sobre a vida delas sem ter consentimento das mesmas e sem acrescentar nada que as beneficiem. O mundo necessita de pensadores, de questionadores, de avaliadores, de pessoas que façam a diferença, que se preocupem com coisas essenciais, que promovam mudanças e que se preocupem com os outros de forma positiva e responsável.
PARA REFLETIR:
Como disse Freud: “Quando eu falo do outro, na realidade eu estou falando mais de mim que do outro.” Não esqueça: é de uma pequena fagulha que se provoca um incêndio. Portanto, quando for emitir ou receber alguma informação não esqueça se você está utilizando os três filtros: VERDADE, BONDADE E UTILIDADE.
Paz e bem
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
NESTA QUARESMA CREIA E FAÇA DE SUA FÉ UMA FLEXA DE AMOR LANÇADA PELO ARCO DO EVANGELHO DE CRISTO.
Ainda me lembro de como fiquei surpreso quando recebi a mensagem de um colega de comunidade— totalmente diferente de mim, principalmente no sentido religioso —, dizendo que me admirava e que eu tinha alguma coisa especial, uma “energia diferente”, como ele descreveu. Também desejou que todos os meus sonhos se realizassem, pois admirava muito minha postura. Naquele dia eu soube que tinha cumprido a famosa frase franciscana: “pregue e, se necessário, use as palavras”.
Essa experiência me veio à mente quando me deparei com uma discussão nas redes sociais sobre o lugar do jovem cristão nos ambientes escolares e comunitários. O debate surgiu graças a um meme onde uma menina ironiza seu professor de ciências dizendo que crê na Bíblia e por isso não precisava prestar atenção nas aulas dele. Como alguém que nasceu e foi criado em berço não cristão, conheço bem esse discurso dualista, pois já vivi muitas situações que ensinam isso aos jovens.
“O mundo nos odeia”, “a ciência quer destruir nossa fé” e “as universidades são antros de perdição, locais criados para destruir a família e os princípios cristãos”. Esse é o cenário apresentado por lideranças que, ainda marcadas pelo espírito anti-evangélico dos anos 60 e 70 — quando cristãos eram chamados de “os bíblias” e sofriam até mesmo agressões físicas só por terem sua fé —, fazem com que muitos jovens entrem nesses ambientes com uma postura extremamente combativa.
Fugir da aparência do mal e evitar tentações não é errado, ao contrário, isso se chama prudência e revela maturidade espiritual de alguém que conhece suas fraquezas, entretanto, muitos confundem o cuidado com arrogância. A atitude “bélica” com que alguns jovens chegam às salas de aula e em seus ambientes comunitarios, crendo que devem rebater seus professores, familiares e criticar seus colegas constantemente revela uma profunda falta de capacidade de dialogar que mais atrapalha do que ajuda o Reino de Deus.
Sem querer tomar minha experiência como padrão para todas as outras, creio que a universidade, comunidade, ambiente familiar e a escola são locais como qualquer outro, e apresentam desafios, mas também muitas oportunidades. Sempre tive isso em mente quando entrava em qualquer ambiente ou situação, pois sei que vivemos em um tempo onde já esperam o pior de nós, então ao invés de agir com indiferença, eu preferi seguir os ensinamentos dos meus pais que me criaram ( não meus pais biológicos )de que o verdadeiro cristão não se identifica por seu discurso religioso, mas por suas obras.
Eu sabia que ouviria piadas sobre querer ser um cristão ativo e participativo, mas preferi mostrar com o meu testemunho que elas eram equivocadas. Alguns podem dizer que essa postura é covarde, afinal somos ensinados a combater, mas quando leio as mensagens que me mandam ou vejo colegas que nem possuem religião curtindo minhas postagens relacionadas ao cristianismo, me alegro, pois sei que ali foi plantada uma semente do Evangelho. Sei que agora sou aquela importante exceção ao que eles entendiam por “crente”.
Creio que essa deve a postura de jovens sedentos por levar a Palavra de Deus a todos os lugares e que reconhecem que evangelizar é antes de tudo um ato de amor de um pecador para outro. A frase “Jesus te ama” não é um simples slogan, e deve ser representada de forma verdadeira por nós, os seguidores de Cristo. Por isso, evite os combates, viva o Evangelho e peça direcionamento ao Espírito Santo, pois logo todos vão conseguir enxergá-lo através de você.
Paz e bem
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
Só unidos ao Cristo seremos capazes de viver pela fé...
Antes que viesse essa fé, estávamos sob a custódia da Lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse
revelada. — Gálatas 3.23
A graça está presente quando um coração é restaurado pela promessa da misericórdia voluntária de Deus. Então, este coração, junto com o autor do Salmo 42, pode dizer:
— Ó minha alma, porque estás tão angustiada e agitada? Tu vês somente lei, pecado, terror, tristeza, desespero,
morte, inferno e Diabo? Não estão presentes também graça, perdão de pecados, justiça, conforto, alegria, paz,
céu, Cristo e Deus? Pares de perturbar-te, minha alma. O que é a lei, o pecado e todo o mal? Confies em Deus.
Ele não poupou seu próprio Filho, mas ofereceu-o por meio de uma morte na cruz pelos teus pecados.
Assim, quando estiver amedrontado pela lei, você pode dizer: “Senhora Lei, você não está sozinha e você não é
tudo. Existem outros que são maiores e melhores, especificamente a graça, a fé e a bênção. Elas não me
acusam, amedrontam ou condenam. Pelo contrário, confortam-me, dizem-me para esperar o melhor e asseguram-
me da vitória certa e da salvação em Cristo. Assim, não há razão para que eu me desespere”.
Quem quer que realmente compreenda isso pode ser chamado de teólogo. Certos líderes que estão sempre se
vangloriando a respeito do Espírito pensam entender a vida pela fé extremamente bem. Entretanto, eu e
outros como eu sabemos que mal possuímos o fundamental. Nós somos estudantes diligentes na escola onde a
arte da fé é ensinada. Não importa quão bem ela é ensinada. Enquanto permanecermos nestes corpos
pecaminosos, não deixaremos de aprender.
Paz e bem
quarta-feira, 25 de agosto de 2021
Deus proverá...
Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? (Mt 6.26)
Embora não fosse médico, Paulo deveria, já em seu tempo, saber que a ansiedade não pode fazer bem à saúde, além de ser uma fraqueza de espírito. Ele sugere um esforço da parte do cristão para eliminar a ansiedade: “Não andeis ansiosos de coisa alguma”. Também se refere ao método a ser empregado: “Em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça” (o desabafo ou derramamento da ansiedade diante de Deus pela oração – método adotado por Ana, a mulher estéril, em 1 Samuel 1.9-18). E, em seguida, o apóstolo apresenta o resultado: “E a paz de Deus – que excede todo o entendimento – guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus”. Paulo acrescenta que, em vez de pensar nos problemas que produzem ansiedade, os cristãos deveriam selecionar em que pensar: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4.8). O ensinamento é reforçado com o testemunho pessoal do apóstolo: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.6-13).
Jesus também dedicou algum tempo ao problema da ansiedade no Sermão da Montanha, à preocupação demasiada quanto às necessidades básicas da vida: comida, bebida e vestuário (Mt 6.25-34).
Paz e Bem
Não cobiçais as coisa do mundo, mais sim as coisas do céu....
Busquem, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. (Mateus 6.33)
Jesus agora contrasta aquilo que os pagãos buscam e aquilo que os cristãos deveriam buscar primeiramente. Aquilo que buscamos é o que está colocado diante de nós como supremo bem para o qual dedicamos a nossa vida. Ele é a nossa preocupação, a nossa ambição. Jesus reduz as opções a duas. Os pagãos são obcecados por seu próprio bem-estar material (comida, bebida e vestimenta), enquanto os cristãos devem estar preocupados acima de tudo com o reino e a justiça de Deus e com a sua propagação por todo o mundo.
Jesus começa com a negativa. Três vezes ele repete sua proibição de não nos preocuparmos com as coisas materiais. Ele não está proibindo nem o pensamento nem a prevenção, mas a ansiedade, pois ela é incompatível com a fé cristã. Se Deus realmente cuida da nossa vida e do nosso corpo, será que não podemos confiar que ele cuidará de nossa alimentação e vestimenta? De novo, se Deus alimenta passarinhos e veste os lírios do campo, será que não podemos confiar nele para nos alimentar e vestir?
Ao mesmo tempo, não podemos interpretar erroneamente o ensino de Jesus. Primeiro, confiar em Deus não nos isenta de trabalhar para ganharmos o nosso sustento. Os passarinhos nos ensinam essa lição. Como Deus os alimenta? A resposta é que ele não os alimenta! Jesus era um observador perspicaz da natureza. Ele sabia perfeitamente bem que passarinhos alimentam a si mesmos. Deus só os alimenta indiretamente, ao fornecer os recursos com os quais se alimentem. Segundo, confiar em Deus não nos isenta da calamidade. Realmente, nenhum pardal cai ao chão sem a permissão de nosso Pai; mas pardais caem e são mortos. Do mesmo modo acontece aos seres humanos. Da mesma maneira ocorre com os aviões.
Em vez de se preocuparem com coisas materiais, os seguidores de Jesus devem buscar primeiro o reino de Deus e a justiça de Deus. Buscar o reino de Deus é proclamar Cristo como Rei, para que as pessoas se submetam à sua soberania. Buscar a justiça de Deus é lembrar que ele ama a justiça e odeia o mal, de modo que, mesmo fora do círculo do reino, a justiça agrada mais a Deus que a injustiça; a liberdade, mais que a opressão; a paz, mais que a violência ou a guerra. Nessa dupla ambição nossas responsabilidades evangelísticas e sociais se combinam, e a glória de Deus se torna o nosso interesse supremo.
Para saber mais: Mateus 6.25-34.
Paz e bem
sexta-feira, 22 de janeiro de 2021
JESUS É A PESSOA QUE MAIS PRECISAMOS...
Não procurem atalho para Deus. O mercado está transbordando de fórmulas fáceis e infalíveis para uma vida bem-sucedida que podem ser aplicadas em seu tempo livre. Não caiam nesse golpe, ainda que multidões o recomendem. O caminho para a vida – para Deus! – é difícil e requer dedicação total. (Mt 7.13-14)
Ele não veio ao mundo para julgar, mas para salvar (Jo 3.17).
Ele não veio para os sãos, mas para os doentes. Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes. Ele não veio chamar justos, mas pecadores ao arrependimento. Os justos não necessitam de arrependimento e, sim, os pecadores ainda distantes do perdão (Lc 5.31-32).
Ele veio localizar, buscar e salvar o perdido, seja quem for: o marido desonesto, a mulher prostituta, o amante do dinheiro, o jovem dependente de álcool, a moça dependente de drogas, os cansados e oprimidos da vida, os que estão carregados de tédio, os que têm medo, os que não querem mais viver (Lc 19.10).
Ele não veio para roubar, matar e destruir, mas para transmitir vida e vida em abundância (Jo 10.10). Ele não veio para torná-lo rico, mas para dar-lhe paz de espírito, alegria interior, certeza de perdão, purificação de pecados, esperança de vida eterna e plena restauração (Mt 7.13-14).
Não tenha medo de Jesus. Deixe-o aproximar-se de você. Ele é a pessoa de que você precisa neste exato momento. Em Jesus você pode confiar.
Paz e bem.
SERÁ QUE ESTAMOS ACORDANDO...?
Será que estamos acordando…?
Desde que eu me lembre, a virada de ano foi tão desejada na história da minha existência. Entramos em 2021 com um longo suspiro de alívio ao deixar pra trás o pior ano de nossas vidas. Acredito que é uma sensação universal de entender 2020 como uma longa e desgastante noite de vigília e 2021 como o amanhecer tão esperado.
Bom, a verdade é que ainda não vimos nenhum feixe de luz raiar nesse céu escuro. A pandemia não terminou, ainda estamos no meio de um caos político, econômico e social. Mas, estamos sentindo que no mundo espiritual algo mudou completamente e é só o começo.
Li uma fala esses dias de um celebre escritor cristão, que resume bem o que está acontecendo: “Deus está abalando sistemas para ser a nossa única esperança”. E ainda lembrou: “Todo mundo parece estar esperando por avivamento achando que é uma experiência prazerosa e agradável. Mas ser avivado é ser sacudido de um estado de sono é ser alarmado, acordado e assustado”.
A 1° Lei de Newton, chamada de “Lei da Inércia”, diz que todo corpo em inércia se mantém em repouso a menos que se aplique uma força sobre ele. Pois bem, o Deus que criou as leis da física nos deu um empurrão bem forte em 2020, nos forçando a sair de nossa inércia espiritual. Nós, da igreja ocidental, tão acostumados à vida comum e terrena, fomos inundados pelas questões mais significativas na jornada de um cristão. Nos lembramos da oração não como último recurso, mas como disciplina espiritual inegociável. Nos lembramos da leitura diária da Palavra de Deus, nosso único refúgio seguro. Nos lembramos do exercício prático da fé e da realidade inevitável do sofrimento na vida cristã.
Não falo do que ouço, tenho visto esta mudança com meus próprios olhos. Nas missas em que toco como Ministro de musica, no ápice da pandemia, filhos pródigos voltavam para a casa do Pai. Quebrantamento, arrependimento e olhos voltados para o próximo era o que mais se via no meio da comunidade. Todos comentavam que o que estava acontecendo era um grande mistério de um Deus que tem o seu caminho na tormenta e na tempestade.
A juventude das varias comunidades paroquiais, foi despertada para se enganjar nas varia frentes de pastorais e evangelização.
2021 já começou como o ano de hábitos em transformação. O devocional está valorizado. Muitos estão gerenciando seu tempo com sabedoria como um bom mordomo de Cristo, observando os dias maus em que vivemos. Despertados do sono espiritual, estamos parando de justificar nossa inércia espiritual com a desculpa da falta de tempo. Em vez disso, diminuímos nosso tempo rolando o feed no Instagram e maratonando séries na Netflix, a fim de priorizarmos aquilo que importa; estar aos pés do Senhor.
Enfim, estamos começando a deixar a ansiedade do desempenho de lado, como fez Maria, para dar atenção ao nosso principal propósito: conhecer a Deus. O terrível ano da pandemia nos alertou que o momento de sermos salvos está mais perto agora do que quando começamos a crer. E que a noite está terminando e o dia vem chegando. Chegou a hora de acordar e entrar em movimento.
Paz e bem.
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