FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

domingo, 18 de março de 2018

Conhecendo o meu EU desconhecido....


No mundo das relações humanas, a base fundamental é conhecer-se e, conhecendo, estabelecer relacionamentos verdadeiros. Muitas vezes, prevalece o medo de entrar em nosso interior e tomar posse do que realmente somos e cremos, sem criar máscaras de proteção, que escondem nossa verdadeira imagem. A busca de conhecimento do outro, passa necessariamente pelo conhecimento de nós mesmos. O desconhecido em nós, faz com que não tenhamos a força suficiente para ir ao encontro do outro, como somos. Tomar posse do meu eu, para possuir o eu do outro. Anselm Grün, monge escritor alemão afirma: “Quanto mais o medo me leva a evitar um olhar para o meu interior, mais forte torna-se o medo do desconhecido em mim. Jesus fala desse medo do desconhecido quando dirige suas palavras aos doze que escolhera: “Não tenhais medo deles, porque não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem escondido que não venha a ser conhecido. Dizei à luz do dia o que vos digo na escuridão e proclamai de cima dos telhados o que vos digo ao pé do ouvido””(MT 10,26). Certamente, Jesus estava falando aos seus colaboradores em circunstências bem diferentes à nossa, porém, penso que essas palavras podem ser referidas ao medo que existe em nós. A capacidade de parar e encarar o positivo e o negativo que existe em nós, muitas vezes é abafada pelo medo de nos surpreender com uma explosão do que realmente somos. O medo é fruto de uma atitude muito pessimista em relação a nós mesmos. Na medida em que revelamos, a nós, o nosso interior e assumimos a realidade pessoal do jeito que ela é, passamos a viver uma liberdade jamais vivida. Não temos nada a esconder e muito menos a guardar sob sete chaves. A transparência é o espelho da alma que acredita ser o que ela é para conhecer e amar o outro como ele é. Vivemos tão pouco, porque não estabelecer relacionamentos sinceros e verdadeiros sem medo de nós e do outro? Na medida que amo em mim, a riqueza e a pobreza com que Deus me fez, serei capaz de amar a riqueza e a pobreza do outro. “Para Deus nada fica no escuro. Já o Salmo 139, assim se expressa: “ Se eu disser: As trevas, ao menos, vão me envolver e a luz, à minha volta, se fará noite, nem sequer as trevas são bastante escuras para ti, e a noite é tão clara como o dia, tanto faz a luz como as trevas. Pois tu plasmaste meus rins, tu me tecestes no seio de minha mãe. Graças te dou pela maneira espantosa como fui feito tão maravilhosamente”(Sl 139,11-14). A escuridão não é o lugar do afastamento de Deus, mas de sua especial proximidade. Lá ele fala ao meu coração e ilumina tudo em mim com a luz de seu amor. Ele sabe o que existe dentro de mim. Ele o desvenda para mim. Por isso não preciso mais encobri-lo de mim nem dos outros. Tudo o que há em mim é perpassado pela luz de Jesus. O próprio Jesus desceu para esta escuridão a fim de iluminá-la com sua luz”.(Anselm Gün). No caminho da realização pessoal, o passo fundamental para ser feliz está no abandono do medo de nós mesmos, para mergulhar no nosso interior conhecendo o mais profundo de nossos sentimentos e emoções, iluminados pela luz de Jesus. Assim seremos capazes de mergulhar no conhecimento dos outros e estabelecer relacionamentos verdadeiros, sem preconceitos ou julgamentos indevidos. Nossa convivência em casa, no trabalho, no lazer, na comunidade será agradavelmente prazerosa, quando amarmos o que conhecemos em nós, para poder amar o que conhecemos no outro. Paz e bem

sexta-feira, 2 de março de 2018

O reencontro do amor é uma conversão profunda...


Muitos dos conflitos conjugais surgem quando cada uma das partes busca a satisfação de seus interesses individuais e não encontra ressonância do outro na mesma direção, ou seja, quando eu desejo muito a realização de algo e o outro pensa de forma distinta ou não está de acordo com o que desejo/penso. A partir da leitura do Genesis (a gênese da criação de todas as coisas) verificamos que homem e mulher, juntos, descobrem a maravilha da intimidade. Durante o sono Deus retira um osso e um pedaço de carne próximo ao coração do homem transformando-o no corpo da mulher (Gen. 2: 21-23). Conforme o psiquiatra argentino Carlos Hernandéz, a formação desse novo corpo modificaria para sempre o estímulo que faz funcionar o coração do homem (da mesma forma que o estímulo do coração da mulher, que tem sua origem na carne do homem), tornando tal estímulo assimétrico – essa assimetria na condução do estímulo cardíaco, milênios depois se conheceria como “emoção”. A emoção é a vivencia mais profunda que a atração do outro provoca em mim e que é inexprimível em palavras – às vezes se expressa em um suspiro – que nos toma e nos encanta. No livro de Gênesis esta emoção transforma-se na primeira expressão da fala humana registrada: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada” (Gen. 2:23). Esta fala se refere ao reconhecimento da mulher como ser complementário e a consequente passagem do “eu-auto-centrado” para o relacional e a demarcação do início do desfrutar da intimidade. Uma intimidade relacional que tem na transparência plena (Gen. 2:25) o símbolo de sua essência. Neste contexto a mulher torna-se propulsora do amor incondicional, pois sem a presença desta mulher o homem seria incapaz de vivenciar a dimensão relacional e o mistério do amor incondicional: ser amado pelo outro em toda a minha torpeza. Intimidade que algumas vezes só pode ser expressa de forma metacomunicacional, através do toque – tocar o outro para comunicar algo que não se pode exprimir em palavras. Esse toque que, para expressar a ternura, precisa de uma RE-organização neurofisiológica: do movimento retensivo/possessivo para o movimento distensivo/de entrega. O movimento retensivo (aquele que flexiona o antebraço sobre o braço e faz os dedos da mão se fecharem) é uma construção neurológica codificada desde os tempos mais remotos da humanidade caída (do “homo coletor”, que juntava alimentos no chão – hoje “homo consumidor” que junta alimentos nas prateleiras dos mercados). Para que esse movimento retensivo (em minha direção) se torne um movimento distensivo (em direção ao outro) é preciso uma conversão profunda – que vai contra todos os paradigmas da sociedade do consumo. Enquanto foco no que o eu-auto-centrado desejo e penso, mantenho o condicionamento retensivo/possessivo, que é um movimento gerador de tensão. Somente quando passo ao movimento distensivo/ de entrega é que produzo relaxamento e promovo o relacional. E é somente assim que comunico a verdadeira emoção da ternura, “permitindo que a pele do outro direcione o meu toque” (Carlos Hernandez). Assim a resolução da maioria dos conflitos conjugais passa por essa conversão “mais profunda”, de nossa organização neurológica, transformando o movimento de retensão em movimento de distensão, a tensão em relaxamento, o eu-auto-centrado no relacional! Paz e bem

Somos escravos do senhor mundo virtual....


Numa manhã destas estava tomando meu café em um restaurante e na mesa ao lado sentou-se uma família – casal com dois filhos adolescentes. Como sou um observador, reparei que rapidamente todos se assentaram e cada qual puxou do bolso um smartphone e começou a teclar. Só se deram conta de ler o cardápio muito tempo depois e, logo que fizeram os pedidos, voltaram a seus aparelhos, permanecendo envoltos em seus próprios mundos virtuais durante toda a refeição. Essa cena me fez pensar muito sobre o impacto da mídia – e aqui me refiro a todas as expressões midiáticas: redes sociais, internet, televisão, etc. – nos relacionamentos familiares. Não são poucas as queixas que nos chegam a respeito de filhos que já não interagem com a família em nenhum momento do dia, pois aos chegarem da escola, logo se envolvem com seus eletrônicos e ficam absortos nos mesmos, algumas vezes madrugada adentro. Também há queixas de cônjuges que veem o companheiro(a) disperso em um mundo virtual ou televisivo e resumem o diálogo conjugal a expressões monossilábicas. Esta era eletrônica é, sem sombra de dúvidas, muito sedutora, pois veicula a informação em uma velocidade espantosa. Aguça a curiosidade das pessoas em quererem saber sempre mais e em mais detalhes da vida dos outros. Se posta uma informação ou foto e em poucos minutos a rede social – algumas vezes pessoas até desconhecidas – está se manifestando com um “curtir” ou comentários na novíssima gramática ‘internética’: blz; wow; d+; etc. De que forma esse modelo interacional virtual pós-moderno afeta os relacionamentos familiares? Qual a necessidade de tanta informação superficial em tempos quase instantâneos? Qual a necessidade de exposição de detalhes da vida pessoal para um público cada vez mais impessoal? Creio que essa necessidade de tornar público cada detalhe da própria vida, tirando ‘selfies’ a cada momento ou postando fotos do que está comendo, traz em si o desejo de se sentir amado. Afinal se as pessoas ‘curtem’ o que estou fazendo, é porque elas gostam de mim! Um dos maiores desesperos das pessoas hoje em dia é quando alguém as bloqueia de uma rede social – pois no fundo não se sentem mais amados por aquela pessoa. A necessidade de informação vem da fantasia de que informação é sinônimo de poder! Em alguns âmbitos, como na política, essa premissa é verdadeira, mas no cotidiano, ter muita informação, especialmente a superficial, não empodera ninguém, apenas leva facilmente ao estresse por sobrecarga mental. Definitivamente não precisamos saber tudo da vida de todos, antes o importante é saber menos e com maior qualidade da vida daqueles a quem realmente amamos. Por fim, o maior impacto deste modelo interacional dentro da família é que o mesmo leva os membros da família a um ensimesmamento, um mundo paradoxalmente tão fechado aos que estão próximos e tão aberto ao público em geral. Esta superexposição da vida de forma tão superficial também traz consigo o descompromisso com o outro – se um amigo postar uma foto embriagado, eu posso apenas curtir ou dizer WOW! Mas não tenho o compromisso do diálogo sério e profundo a respeito das consequências daquela conduta para a vida dele, afinal no modelo individualista, cada um é autossuficiente e não existe a ideia de COMUNIDADE! De forma alguma sou contra a tecnologia, mas penso que a moderação em todas as coisas é padrão de saúde. Pais devem, desde cedo, estimular os filhos a um processo familiar interativo, suplantando seus cansaços diários e brincando com os filhos e nesse brincar promover o diálogo; de igual forma cônjuges devem aprender a ‘relaxar’ no acolhimento da intimidade com o outro e não diante da enxurrada de informações vazias dos eletrônicos. É preciso resistir à proposta sedutora midiática, que nos isola e egocentriza, aprendendo a usar a tecnologia com sabedoria e prudência, lembrando que o DOMÍNIO PRÓPRIO é fruto do Espírito Santo (Gal. 5:22). Paz e bem

A serpente que nos espreita dia a dia .....


A proposta da serpente a Eva, relatada em Gênesis, não está restrita àquele momento específico. A proposta da serpente é um eco que nos visita diariamente. É muito difícil ajustar nossa alma à Palavra de Deus, às suas promessas, à vontade Dele pra nós. No Éden começou um desajuste, onde Adão e Eva deram ouvidos à proposta e desde então uma disparidade se faz constante. Uma vontade alinhada entre Deus e Homem se fazia uníssona, mas a partir daquele momento se fez o conflito, a divergência. Autonomia, rebeldia e o protagonismo da vontade do ser ganharam espaço no coração humano. O drama do Éden é diário em nossas vidas. Todas as manhãs a serpente vem nos visitar insistindo na velha e conhecida proposta. E é fácil subestimá-la, confiando na nossa capacidade, mas caímos da mesma forma na velha e conhecida história. Quando nos voltamos para nós mesmos, egoístas, mundanos, buscando felicidade no bem estar pessoal, já estamos lambendo as nódoas do fruto amaldiçoador. Precisamos tomar as armas citadas em Efésios, pautar nossa vida na Palavra, de verdade, nos entregar sem rédeas, até o auto protagonismo recuar. A carne sofrerá, mas esta é a intenção. Não há outro lugar seguro. Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? – Jeremias 17:9 Nossa luta será contra nossos esforços sensoriais obstinados à atração da voz da serpente. Por isso é tão importante dispor de tempo para a palavra, meditação e oração. Nessas manhãs em que somos visitados pela serpente, devemos dar uma resposta a ela. Não subestimemos este momento. As vitrines do mundo estão aí, cada vez mais sofisticadas, e nós cada vez mais atraídos por seus produtos medíocres. Que possamos nos desiludir delas! A desilusão é um instrumento muito utilizado por Deus quando Ele quer nos chamar pra perto. Sansão foi atraído por uma destas vitrines e perdeu sua força quando deixou seu desejo ser maior que a sabedoria, quando se envolveu com uma mulher que não era do seu povo. Flertou com o mundo e cedeu à proposta da serpente. A serpente nos oferece uma realidade paralela, na qual nossos sentidos são imediata e facilmente requisitados. Mas precisamos resistir no dia mal e buscar a realidade do Reino de Deus, que é mais profunda e não ligada somente às superficialidades sensoriais. Por isso nos foi dada a fé. Porque sem fé é impossível agradar a Deus. Paz e bem

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Sempre haverá tempo para um novo começar....


Queridos leitores, enquanto estamos vivos temos a oportunidade de começar de novo, enquanto vivemos temos a possibilidade de refletir sobre o que temos feito com a nossa vida e o que pode ser feito para que ela não seja refém do desânimo, da angústia e de tantos outros males. Enquanto estamos vivos podemos aprender a superar dificuldades, podemos ser pessoas alegres sem esconder nossas lágrimas, podemos não desperdiçar nossos dias e o novo que se aproxima. Enquanto estamos vivos não precisamos e nem devemos ser objeto de esculhambação ou de degradação moral e física. Também não precisamos viver destroçados, enganando a nós mesmos ou sendo enganados por quem quer que seja, e, muito menos nos tornarmos bonecos controlados por uma sociedade que celebra ilusões e que exalta a anarquia, o desiquilíbrio, a desordem e todo tipo de promiscuidade e desconstrução familiar, social, política e econômica. Por isso, se você deseja viver um novo ano sem fantasias, lembre-se: não brinque com o mal, mas vença o mal com o bem. Não brinque com o pecado, não se renda a um modo de viver que estimule a transgressão pessoal ou coletiva. Não subestime realidades corruptas, malignas e pecaminosas, mas, também, não as superestime, imaginando que elas são invencíveis, mas, viva diante delas com o Jesus vivo, vivo em você. Ele capacita todo aquele que nele crê a mudar a maneira de pensar e viver. Ele nos liberta de todo transe e de tudo que nos entorpece. Ele nos ensina a andarmos humildemente na Sua presença e a sermos pessoas amorosas, sábias, solidárias, sóbrias e prudentes. Queridos leitores, ainda há tempo para recomeçar. Entretanto, recomeçar com Cristo não é zerar a vida, pois não somos computadores, não somos máquinas que simplesmente deletam informações e memórias, somos pessoas com mente, alma, coração, história, razão e sentimentos. Recomeçar com Cristo é aprender com os erros do passado para que o presente não se perca, é saber que o perdão de Jesus demonstrado na cruz é total e é para todos que se arrependem do mal que já praticaram, todos que creem que não vale a pena viver errando o alvo, mas buscando acertá-lo. Finalmente, recomeçar com Jesus e permanecer nele é o Caminho mais excelente para quem deseja viver a vida mais fascinante e saudável que existe. Por meio de Jesus compreendemos a origem e o sentido da vida. Dele recebemos toda direção e nele toda confusão se dissipa, todo engano é desfeito e toda mentira é desmascarada, pois Ele é a verdade que derrama luz sobre nossas trevas. E então, quer celebrar e recomeçar a vida com novidade de vida em 2018 e por toda a vida? Paz e bem

Nossa fidelidade ao Deus da vida não se mede por tempo de oração , mas sim pela pratica de sua Palavra.


‘’Vivemos uma época, pelo qual muitos acreditam num evangelho semelhante a patinar, sempre rápido, por uma fina camada de gelo, porque, como não dispõe de profundidade e solidez, caso permaneça, ali, e tente se enraizar, fatalmente, aquela fina camada ruirá e o levará a um vazio de significado e sentido. ‘’ Somos a geração sobre a influência das leis do mercado, de tudo se resumir ao modo como devemos ser avaliados e aprovados, numa espécie de sistema de consumo e reconhecimento. Sem sombra de dúvida, embora tenhamos todo um arsenal de benefícios de uma vida, ao qual deveria nos proporcionar amplas vias de equilíbrio, de justiça, de prioridade as relações humanas, como uma máxima e norma capital vital, não podemos dizer isso de fato e verdade. E tristemente incorremos no engano das redes sociais, como fim em si mesmo, para uma irreal conexão com a vida. Por tal modo, observo o quanto o universo da fé, das crenças, dos idealismos, das adorações, do místico, do sobrenatural, das instituições religiosas incorporam as práticas do imediato, do já, por oferecer uma suposta relação ou encontro com, vamos, aqui, dizer, Deus, sem a questão da permanência, do vínculo, do compromisso, de se comprometer com o outro, de ir a busca da dignidade, como valor ideal e absoluto, mormente não alcançado, neste plano de imperfeições, mas indispensável para os demais anseios por liberdade, por solidariedade, por fraternidade, por respeito e decência. Aliás, aproveito a oportunidade e observo o quanto os, agora, os mais recentes chamativos adotados, por muitos horizontes evangélicos, com o titulo de ‘’doze dias de clamor, de oração, de busca, e sei lá mais o que, para doze meses de bênçãos. Pronto, de imediato, percebe – se o deslocamento de pessoas, tão somente, a procura da minha benção, da minha resposta, da minha virada de mesa, da minha vitória e, depois disso, retomam suas dimensões de anônimos e crédulos ao individualismo e a convicção de qualquer traço ligado a tradição se configura como uma perda de tempo. O interessante desses cultos sempre passa e perpassa por levar as pessoas a uma espécie de jogo das escolhas, porque pode optar por qual culto participará e o tema. Agora, observei como apreciam o texto de Gênesis 12. 1 – 3 e se esquecem de que a trajetória de Abraão visualizou atingir outras pessoas e não permanecer restrito a atender suas demandas. Lamentavelmente, doze dias disso, daquilo e acolá, como se a presença da Graça, simplesmente, tivesse serventia, em tal ciclo, e, após seu consumar, se retira de cena, porque há muito a fazer no cotidiano e já basta as tensões, as ambiguidades, as oposições, os dissabores, as perdas e as negativas dessa vida. Para piorar a situação, os enredos de um ser mais parecido com um distribuidor de favores, sem nenhuma exigência, como a exigência feita a Abraão de respeito ao outro e não ir a direção das práticas de uma religiosidade, de uma magia, de ritualismos, de cerimoniais, de oferendas a deuses, hoje, lideranças personalistas carismáticas, tem sido sua tônica. Seja no denominado meio pentecostal ou neopentecostal, eis uma enxurrada de profecias, de promessas, de uma redução da Cruz de vida e esperança, como se fosse um amuleto e com prazo de validade. Quão bons e benéficos serião, se arriscássemos, doze meses de maior entrega, em favor do outro, em favor da vida, em favor da humanidade; doze meses de maior e mais efetiva abertura ao diálogo, a comunicação, ao encontro, ao ouvir, ao sentar e permitir ao Espírito Santo interceder, por nós; em favor de antes de se falar e defender princípios (como da honra, de uma igreja com propósitos, de orações de fogo, de arrebatamentos), assumir nosso papel de respeito, de um amor prático e coerente, a começar, com relação aos da família da fé, segundo Gálatas 06.10b; em favor de uma leitura simples e séria da palavra, ao qual vise a justiça e o direito, a misericórdia e a compaixão, a esperança e a tolerância. Sinceramente, talvez essas palavras não agradarão a muitos, entretanto, sejamos transparentes, honestos, limpos e sem sublimações, refinações, enfeites e encarar a verdade de os resultados desses doze dias para doze meses não tem provocado um dos pontos de expressão do evangelho, ou seja, vidas mais humanas, mais voltadas a vivenciar o chamado de Cristo. Paz e bem

Aprendendo com Jesus....


Seres humanos brigam. Famílias discutem. Irmãos lutam uns com os outros. Sim, é bem provável que isso também tenha acontecido com você. Nós somos especialistas em proferir palavras que machucam o coração e nosso instinto às vezes — para alguns, sempre — gosta de assistir uma boa briga. O ser humano é competente o suficiente para alimentar todos os tipos de rivalidades, e se você é uma pessoa que nunca passou por nenhum conflito, aí vai uma novidade não muito interessante: você terá que enfrentar muitos conflitos pela frente. Jesus disse que seria assim. Ao ordenar a Pedro que perdoasse o próximo 490 vezes, ele não estava traçando um limite fechado para o perdão, estava ordenando a Pedro que perdoasse sempre. E por que perdoar sempre? Pelo simples fato de que os seres humanos sempre vivem brigando por algo. Mas isso não é necessariamente um grande problema, pois os humanos geralmente reconhecem que são problemáticos. O grande problema mesmo é a forma como tentamos resolver esses conflitos. A tentação da fuga Em nossa sociedade apressada e consumista, o padrão de resolução de conflitos é a fuga. Se temos problemas com alguém, tendemos a achar que o jeito é ignorar a situação e colocá-la debaixo dos tapetes. Respeitando cada caso em particular, o divórcio é visto por muitos como o segredo de resolver conflitos no casamento. Pedir transferência de uma igreja para outra ou simplesmente deixar de congregar é a regra de ouro que alguns aplicam para solucionar crises entre irmãos da fé. Em outras palavras, ao invés de resolvermos nossas pendências, preferimos “deixar o barco” na ilusão de que assim tudo ficará bem. No entanto, Jesus nos ensinou um caminho bem diferente, no texto de Mateus 18.15-18. Ele não foi favorável ao isolamento ou à fuga, jamais encorajou a estocar porções de rancor na alma ou cultivar o insulto. Ao invés disso, nessa clássica passagem há uma metodologia da reconciliação que realmente funciona. Fugir dos problemas parece, a priori, ser uma solução rápida, mas é tão somente uma forma de adiar as consequências ruins que são inevitáveis. Jesus nos ensinou a “peitar os nossos conflitos”. Pode ser uma solução mais demorada a princípio, mas é a única que abre janelas de paz para o futuro. O passo a passo de Jesus Primeiro, tome iniciativa para resolver o problema de forma particular. Isso é o oposto do afastamento, sem jogar nada debaixo dos tapetes, é como tirar a sujeira do quarto de uma vez. Sejam específicos, conversem olhando olhos nos olhos e se acertem. Não espalhem para ninguém, não falem com outras pessoas, fale só você e quem te ofendeu ou quem foi ofendido por você. Isso é um sinal de grande maturidade. Se resolveu, acabou o conflito. Porém, se o conflito persistir, tente novamente com uma ou duas pessoas que são testemunhas do que aconteceu. Isso pressionará a pessoa a ver o seu erro, e o quanto ele tem afetado a vida dos demais. Assim, a verdade virá à tona. Tente resolver o problema de uma vez por todas. Se resolver, acabou o conflito. Porém, se o conflito persistir mesmo diante das testemunhas, leve o assunto para a igreja, liderança, pais ou autoridades. Aqui está o passo no qual a maioria das pessoas erram. Geralmente o assunto é levado para a liderança da igreja ou demais autoridades antes dos anteriores serem seguidos. Se isso acontecer, é um sinal de grande imaturidade de nossa parte, sem falar de desobediência aos mandamentos do nosso Salvador. Portanto, diante de instâncias superiores, se a pessoa te ouviu, acabou o conflito — demorou, mas acabou! E se não ouvir — e somente na terceira tentativa — é que Jesus nos dá a opção de quebrarmos os laços de amizade. Ainda assim, se posteriormente tal pessoa vier até você novamente, perdoe e reate a amizade. O vírus da rebelião e a nossa salvação Alguém poderia perguntar: “Por que temos que resolver nossos conflitos assim?”. Jesus ensinou assim porque ele fez exatamente assim. Nós o ofendemos. Nós decidimos viver sem Deus, à nossa maneira. Todo ser humano, ao nascer, vem ao mundo em conflito com Deus. Nós começamos a briga e não queremos voltar atrás. Merecíamos a morte, pois ofendemos o caráter santo do Deus eterno. Cuspimos em seu rosto, demos as costas para o seu amor. Portanto, o vírus dessa rebelião se espalhou por todo o nosso ser e a humanidade toda hoje está infectada e destinada à morte. Contudo, o ofendido veio até nós em busca de reconciliação. Deus veio até nós mesmo nós estando em inimizade com ele. E muito mais do que isso, ele decidiu nos perdoar por tudo o que fizemos contra ele. Não apenas com palavras, ele deu uma prova visível de que realmente nos ama e nos perdoa, oferecendo seu único Filho para morrer a morte que era nossa. Essa é a metodologia de Deus para resolver conflitos. Deus não se afasta, não guarda rancor de nós, não fala mal de nós, não se torna nosso inimigo e não quer nos matar. Antes, deu o seu Filho para morrer por nós. Se você se arrepender totalmente dos seus pecados, chorar por eles e voltar-se para Deus, entregando a ele sua vida de todo seu coração, então você estará em paz com Deus. É assim que se resolve conflitos, não com a metodologia da fuga, mas por meio de reconciliação. Precisamos tratar os nossos problemas de frente, com coragem. Oro para que você e eu aprendamos com Deus a solucionar os problemas que temos uns com os outros. Paz e bem