FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
segunda-feira, 23 de março de 2015
Deus responde as nossas orações ?
(por Marilyn Adamson, revisado por Natália Póvoas)
Você conhece alguém que realmente confia em Deus? Quando era atéia, uma grande amiga minha costumava me contar toda semana algo específico pelo que ela estava orando, na certeza de que Deus iria tomar providências. E toda semana eu costumava contemplar Deus agindo de maneira incomum para responder suas orações. Você sabe como é difícil para uma atéia observar fatos como esses, semana após semana? Depois de um certo tempo, dizer que não passava de “coincidências” se tornou um argumento muito fraco.
Então, por que Deus respondia as orações da minha amiga? A maior razão para isso é porque ela tinha um relacionamento íntimo com Ele, desejava segui-lo e, realmente ouvia o que Ele tinha a dizer. Em sua mente, Deus tinha o direito de dirigir sua vida e ela o fazia se sentir bem-vindo para fazer justamente isso! Quando ela orava por determinada coisa, era porque, de certa forma, se sentia muito confortável ao se achegar a Deus com suas necessidades, suas preocupações, ou qualquer assunto referente a sua vida. Além disso, estava convencida, pelo que lia na Bíblia, que Deus queria mesmo que ela descansasse nele assim.
Ela basicamente colocava em prática o que esta frase bíblica diz: “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5:14 ) “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas a face do Senhor está contra os que praticam o mal.” (1 Pedro 3:12 )
Então, por que Deus nem sempre responde às orações de todos?
Pode ser porque nem todos tenham um relacionamento com Ele. Eles devem saber que Deus existe, devem até adorar a Deus de vez em quando. Mas esses que nunca parecem ter suas orações respondidas, provavelmente não desenvolveram um relacionamento com Deus. Além disso, eles nunca devem ter recebido de Deus perdão completo de seus pecados. “O que uma coisa tem a ver com a outra?”, você deve estar se perguntando. Aqui está a explicação: “Certamente, o braço do Senhor não está encolhido para salvar, nem seu ouvido fechado para ouvir. Mas suas iniqüidades separaram vocês de Deus. Seus pecados esconderam a face dele de vocês, então ele não os irá ouvir.” (Isaías 59:12)
É muito natural sentir essa separação de Deus. Quando as pessoas se voltam para Ele a fim de colocá-lo a par de algo, ou para pedir algo, o que geralmente elas fazem? Começam dizendo: “Deus, eu realmente preciso da tua ajuda neste problema…”. E aí há uma pausa, seguida de: “Eu sei que não sou uma pessoa perfeita, que realmente não tenho direito nenhum de te pedir isso…”. Existe um conhecimento pessoal de pecados e fracassos. E a pessoa sabe que Deus está ciente disso também. Há uma noção de: “Com quem penso que estou brincando?”. O que eles não devem saber é como podem receber o perdão de Deus por todos os seus pecados e como podem desenvolver um relacionamento pessoal com Deus, para que então Ele possa ouvi-los. Este é o fundamento básico para que Deus responda suas orações.
Como Orar: O Fundamento Básico
Primeiro você deve começar um relacionamento com Deus. Imagine que um rapaz chamado Marcos decide pedir ao reitor da Universidade de Federal do Rio de Janeiro (alguém que ele nem ao menos conhece) que autorize o empréstimo de um carro para ele. Marcos teria chance nula de conseguir ser atendido. (Estamos presumindo que o reitor da UFRJ não seja idiota). Por outro lado, se a filha deste mesmo reitor pedisse a seu pai que autorizasse um empréstimo de carro para ela, não haveria problema algum. Um relacionamento pessoal conta muito.
Com Deus, quando alguém é verdadeiramente seu filho, quando alguém pertence a Ele, Ele o conhece e ouve suas orações. Jesus disse: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão.” (João 10:14, 27-28)
Quando o assunto é Deus, você realmente o conhece? E Ele conhece você? Você tem um relacionamento com Ele que garanta a resposta de suas orações? Ou Deus está bem distante, sendo apenas um conceito em sua vida? Se Deus está distante, ou você não tem certeza de que o conhece, aqui está uma maneira de começar a se relacionar com Ele agora mesmo: Conhecendo Deus pessoalmente.
Será que Deus vai responder sua oração definitivamente?
Para aqueles que realmente o conhecem e descansam nele, Jesus parece ser muito generoso em sua oferta: “Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido.” (João 17:7 ) “Permanecer” em Cristo e ter as palavras dele dentro de nós significa que conduzimos nossas vidas sob o comando dele, descansando nele, ouvindo o que Ele tem a dizer. Assim, estaremos aptos a pedir a Deus qualquer coisa que desejarmos e Ele responderá. Aqui está outra vantagem: “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dele pedimos.” (1 João 5:14-15) Deus responde nossas orações de acordo com a sua vontade (e de acordo com a sua sabedoria, seu amor por nós, sua santidade…).
Nós erramos ao assumirmos que sabemos qual é a vontade de Deus, quando somente alguma coisa faz sentido para nós! Nós assumimos que há somente uma “resposta” correta para cada oração específica, tendo a certeza de que AQUELA é a vontade de Deus. E é aí que fica mais difícil. Nós vivemos dentro dos limites do tempo e do conhecimento. Temos apenas informações limitadas sobre cada situação e sabemos algumas implicações de ações futuras nessas determinadas situações. O entendimento de Deus é ilimitado. Como um evento ocorre no curso da vida ou da história é apenas algo que Ele já sabe. E Ele deve ter propósitos muito além daqueles que podemos imaginar. Logo, Deus não fará algo simplesmente porque determinamos que essa deveria ser a sua vontade.
O que é preciso? O que Deus está inclinado a fazer?
Páginas e páginas poderiam ser preenchidas com as intenções de Deus para nós. A Bíblia inteira é uma descrição do tipo de relacionamento que Deus quer que experimentemos com Ele e do tipo de vida que Ele quer nos dar.
Aqui estão alguns exemplos:“…o Senhor espera o momento de ser bondoso com vocês; ele ainda se levantará para mostrar-lhes compaixão. Pois o Senhor é Deus de justiça. Como são felizes todos os que nele esperam!” (Isaías 30:18 ) Você captou isso? Como alguém que se levanta de sua cadeira para oferecer ajuda, “Ele se levanta para lhe mostrar compaixão”. “Este é o Deus cujo caminho é perfeito; a palavra do Senhor é comprovadamente genuína. Ele é um escudo para todos os que nele se refugiam.” (Salmo 18:30) “O Senhor se deleita naqueles que o temem [reverenciam], que colocam sua esperança em seu leal amor.” (Salmo 147:14)
De qualquer maneira, a maior demonstração do amor e da compaixão de Deus por você é expressa pelas seguintes palavras de Jesus: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13 ), que nada mais é do que o que Cristo fez por nós. Então, “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará, juntamente com ele, gratuitamente todas as coisas?” (Romanos 8:32)
E o que dizer das orações “não respondidas”?
Certamente as pessoas ficam doentes e até morrem; problemas financeiros são reais, e toda sorte de situações difíceis é passível de acontecer na vida de qualquer um. O que fazer então?
Deus nos diz para levar todas as nossas preocupações a Ele. Mesmo quando a situação parecer irremediável, “Lancem sobre ele toda ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.” (1 Pedro 5:7) As circunstâncias podem parecer estar fora de controle, mas não estão. Quando o mundo inteiro estiver desabando, Deus ainda pode e sempre poderá segurá-lo em suas mãos. É aí que uma pessoa pode se sentir muito agradecida por ter o privilégio de conhecer a Deus. “Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:5-7) Deus pode providenciar soluções para os seus problemas além do que você considera ser possível. Provavelmente, qualquer cristão pode listar exemplos como esse em suas próprias vidas. Mas se as circunstâncias não melhorarem, Deus ainda pode nos dar a sua paz em meio a tudo isso. Jesus disse: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo.” (João 14:27)
É neste ponto (quando as circunstâncias ainda estiverem difíceis) que Deus nos pede para continuar a confiar nele – para “andar pela fé, não pela visão”, diz a Bíblia. Mas não é uma fé cega; é baseada no caráter de Deus. Um carro viajando pela ponte Rio-Niterói é totalmente sustentado pela integridade da ponte. Não importa o que o motorista possa estar sentindo, ou pensando, ou discutindo com o passageiro do outro assento. O que faz o carro chegar seguramente ao outro lado da ponte é a integridade dela, na qual o motorista resolveu confiar. Do mesmo modo, Deus nos pede para confiarmos em sua integridade, seu caráter, sua compaixão, amor, sabedoria, retidão e justiça em nossa defesa. Ele diz: “Eu tenho amado com amor eterno; com amor leal a atraí.” (Jeremias 31:3 ) “Confie nele todo o tempo, ó povo. Coloque diante dele o coração, pois ele é o nosso refúgio.” (Salmo 62:8)
Em Resumo…Como Orar
Deus se ofereceu para responder as orações de seus filhos (aqueles que receberam Jesus em suas vidas e buscam segui-lo). Ele nos pede para levar qualquer preocupação até Ele em oração, pois Ele agirá por nós de acordo com a sua vontade. Enquanto lidamos com dificuldades, temos de lançar sobre Ele nossas aflições e receber dele a paz que desafia as circunstâncias. A base da nossa esperança e fé é a pessoa de Deus. Quanto mais o conhecermos, mais aptos estaremos a confiar nele.
Para saber mais sobre o caráter de Deus, por favor leia o artigo “Quem é Deus?” ou outros artigos neste site. A razão das nossas orações é o caráter de Deus. A primeira oração que Deus responde é a oração em que você expressa o seu desejo de começar um relacionamento com Ele.
Paz e bem
Como um leitor deve se comportar na Missa ?
Um momento importante da celebração Eucarística é a Liturgia da Palavra, aqui é quando se proclamam as leituras Bíblica, o Salmo Responsorial e o Santo Evangelho, ainda tem lugar a homilia; mas como se deve comportar um leitor durante a Missa?
De acordo com Enrico Finotti, liturgista italiano, “a Palavra de Deus na celebração litúrgica deve ser proclamada com simplicidade e autenticidade. O leitor deve ser ele mesmo e proclamar a Palavra sem artifícios inúteis (…) Uma regra importante para a dignidade mesma da liturgia é a da verdade do sinal, que afeta a todos: os mesmo, os símbolos, os gestos, os ornamentos o ambiente”.
O que se deve ter em conta o leitor da Missa, segundo o especialista liturgista, é sua formação, a qual deve ser realizada tendo em conta três aspectos fundamentais: a formação bíblico-litúrgica, uma preparação técnica e sua formação espiritual.
Quanto ao primeiro aspecto diz que “o leitor deve ter ao menos um conhecimento mínimo da Sagrada Escritura: estrutura, composição, número e nome dos livros sagrados do Antigo e Novo Testamento, seus principais gêneros literários (…) que sobe o ambão deve saber o que irá fazer e que tipo de texto irá proclamar”. Além disso, o leitor “deve ter uma suficiente preparação litúrgica, distinguindo os ritos e suas partes e sabendo o significado da preparação litúrgica, distinguindo os ritos e suas partes e sabendo o significado do próprio papel ministerial no contexto da liturgia da palavra”.
Sobre a preparação técnica Finotti diz que é necessário que o leitor conheça como deve acessar e estar diante do ambão, como utilizar o microfone, como utilizar o lecionário e de que maneira pronunciar os nomes e termos bíblicos; além de fazer uso da entonação para que a leitura não seja muito apagada.
Já na formação espiritual -como prossegue o liturgista italiano-, o leitor “deve procurar cuidar da vida interior da graça e predispor-se com espírito de oração”. Além disso, deve cuidar a propriedade de seus gestos, seu olhar, a maneira em que veste e se apresenta, já que o ministério do leitor implica também uma vida pública.
O que diz a Instrução Geral do Missal Romano
Segundo refere a Instrução Geral do Missal Romano, “a parte principal da Liturgia da Palavra a constituem as leituras tomadas da Sagrada Escritura, junto com os cânticos que se intercalam entre elas e a homilia, a profissão de Fé e a oração universal ou oração dos fiéis, a desenvolvem e a concluem”, já que -como prossegue- “Deus fala ao seu povo, lhe revela os mistérios da redenção e da salvação, e lhe oferece alimento espiritual (…) O povo faz sua esta palavra divina pelo silêncio e pelos cantos; se adere a ela pela profissão de Fé; e nutrido por ela, expressa suas súplicas com a oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação de todo o mundo”.
Mais adiante, a instrução também diz: “é necessário que o diácono, os leitores, o salmista, o cantor, o comentarista e o coro, antes da celebração, cada um por sua parte, saiba bem que textos lhe correspondem e não se deixe nada para improvisação. Com efeito, a harmônica sucessão e execução dos ritos contribui muito para dispor o espírito dos fiéis para participar na Eucaristia”.
Por: Catholicus
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Senhor quero pedir.....
Perdão por não conseguir em muitos casos, neutralizar meus impulsos agindo e falando em nome de minhas vãs filosofias e idealizações.
Perdão por ser insubmisso, quando deveria colocar em prática tudo aquilo que aprendo com as instruções e manifestações divinas direcionadas a mim.
Perdão por não querer morrer e insistir em viver para tentar inutilmente mudar pessoas e situações com a força do meu medíocre intelecto e códigos de conduta exterior, esquecendo que o homem só é transformado quando nasce de novo e isso vem de dentro para fora.
Perdão por ser mesquinho e achar que posso reter em minhas mãos reservas de garantia para eventualidades, perdendo-me na dúvida de que tenho um Deus que sabe de tudo que necessito e provê minhas necessidades enquanto durmo.
Perdão por estar em constante ansiedade sobre o amanhã que nem foi desembrulhado, mas me tira o sono tentando descobrir o que está reservado para um tempo que nem sei se existirá.
Perdão por ser incrédulo e tentar colocar escoras em construções divinas e neutralizar os desafios que apontam para conquistas que não possuem nenhuma chance de dar certo, perdendo-me no fato de que Aquele que começou a boa obra em minha vida, não precisa me provar nada, pois Ele é DEUS.
Paz e bem.
Aprender a sofrer como cristão...
A disposição ao sofrimento não é só para missionários e os que vivem em campos difíceis, a Bíblia mostra que é uma marca de todo o sincero seguidor de Jesus.
Pedro ensina que o sofrimento deve ser esperado como reação ao testemunho cristão, e que isso não deveria causar medo ou autopiedade, mas alegria, por causa de sua identificação com Cristo e porque esse sofrimento é controlado quanto ao tempo e à extensão. (1 Pedro 4.12-19)
Cristãos não devem ficar surpresos diante de ardentes tribulações. Pedro usa várias palavras com a mesma raiz: “xenizeste” não fiquem surpresos ou chocados pela estranheza de alguma coisa, do verbo “xenizô” – passivo, ficar chocado. Ele também usa “xenos” – uma coisa surpreendente, uma coisa estranha.
Pedro declarou nosso privilégio e a vitória de Cristo sobre os poderes das trevas e da morte. Por que então ainda deveríamos sofrer? Se compreendermos por que o sofrimento vem, não apenas vamos aceitá-lo, mas nos alegrar no mesmo. Jesus sofreu por nós, agora nós participamos dos seus sofrimentos, e um dia vamos compartilhar da sua glória. Porque ele sofreu por nós, podemos nos alegrar quando somos considerados dignos de sofrer por ele. A realidade do nosso sofrimento por Jesus é a garantia de que pertencemos a ele. Isso nos traz força e esperança. Quando os crentes sofrem como cristãos, Deus é glorificado. E exalamos o perfume de Cristo que atrai outros ao Senhor.
A experiência do isolamento cultural e da hostilidade não é o que estes cristãos esperavam como bênçãos de Deus. Pedro mostra que a perseguição está de acordo com as predições de Jesus (Mt 10:34; Mc 13:9-13; Jo 15:18-20). Eles, e os fiéis seguidores de Jesus hoje, sofrem o mesmo tipo de reações que Cristo recebeu. Podemos entender o nosso sofrimento como identificação com o sofrimento de Cristo, que nos levará a participar de sua glória. Assim podemos nos alegrar pela evidência de pertencermos a ele. A perseguição é sinal de sermos abençoadores abençoados (Mt 5:11-12).
Se formos insultados por causa do nome de Cristo, e rejeitados pela sociedade por causa do nosso estilo de vida cristão e por causa de nossa confissão cristã, somos abençoados porque o Espírito repousa sobre nós. Jesus prometeu o Espírito, num contexto de perseguições e tribulações. Aqueles que sofrem por Cristo, através do Espírito já experimentam a glória prometida para o futuro.
Deus não é visto como quem causa o sofrimento. O sofrimento é causado pelo mundo influenciado pelo diabo e por pessoas más. Mas Deus o permite e transforma para o nosso benefício. Mostra que os que sofrem por sua fé tem um grande motivo para se alegrar. Os cristãos compartilham dos sofrimentos injustos de Cristo. Esse destino comum nos leva a sofrer e traz a garantia de compartilharmos da sua glória. Os verbos no v.14 estão no tempo presente, e falam de uma expe-riência contínua (Se pelo nome de Cristo sois injuriados, bem-aventurados sois).
Só os que sofrem como cristãos são abençoados, não os que sofrem por agirem mal. Se sofremos por causa do nosso testemunho cristão, ou porque defendemos a justiça, não há motivo para ficarmos envergonhados. Deveríamos nos lembrar das palavras de Jesus a Pedro em João 21:13 (Deus seria glorificado através do sofrimento dele). Não devemos nos envergonhar de ser condenados por juízes corruptos, podemos manter as cabeças erguidas e dar glória a Deus. Nossa disposição ao sofrimento e o fato de que nosso compromisso com Cristo é a única acusação, traz honra a Deus.
Cristãos que sofrem de acordo com a vontade de Deus devem confiar nele. Pedro se refere ao sofrimento como resultado de uma escolha para viver de acordo com Sua vontade. Deveríamos nos entregar tão inteiramente, quanto Cristo fez no Getsêmane. Deveríamos ver o sofrimento como meio de graça, para nos moldar de acordo com a imagem de Cristo.
Missão no Terceiro Milênio implica em disposição a pagar o preço, não procurando o sofrimento, nem fugindo do mesmo. E esse custo não é apenas para os enviados, eles só poderão pagá-lo se houver um apoio compreensivo de suas igrejas. Que Deus nos ajude como igreja brasileira a sermos canais de suas bênçãos para os lugares mais áridos da terra, trabalhando e orando pelos nossos missionários, sempre antenados com a dor e sofrimento que há no mundo.
• Antonia Leonora van der Meer, a Tonica, é missionária e professor experiente de missiologia.
Espiritualidade: contra ou a favor do corpo ???
“Desapareceu a doença, e ele ficou limpo”. (Marcos 1.40-45)
A discussão de hoje refere-se à integridade espiritual do cristão. Paulo discutirá com os cristãos coríntios o bom emprego da palavra “espiritualidade”. Quase sempre nos referimos a esta palavra pensando como os filósofos gregos, que imaginavam possível um estado de perfeição do espírito somente quando o corpo não interfere na abstração espiritual, fora do corpo e das realidades humanas. Quer dizer, o melhor estado espiritual é aquele alcançado pela mortificação do corpo.
Os monges gregos, ainda no começo da Idade Média, já diziam: “o espírito é para Deus, o corpo é para o imperador” (espírito é “nous”, e “soma” é corpo, no grego). Mas isto não corresponde ao pensamento bíblico e paulino original, por exemplo1. Nenhuma escola rabínica, no tempo bíblico apostólico, ensinaria tal coisa. Paulo foi instruído na concepção judaica, embora fosse inevitável a influência e pressões culturais do mundo helênico. O modelo de espiritualidade religiosa que prevaleceu não tem a ver com a revelação bíblica, mas sim com uma religião pagã do século 7º a.C., “Religião Órfica da Trácia”. Desde os primeiros séculos da era cristã essa concepção se tornou dominante no cristianismo, informa Renold Blank. Até para as pessoas mais simples: “o espírito é tudo, o corpo não vale nada; o espírito valoriza o corpo e a matéria degrada o espírito”. A depreciação do corpo prossegue. Equivocadamente!
Sem fugir do foco da discussão, precisamos insistir que o modelo antropológico dualista (espírito e corpo separados) tem suas raízes numa cultura alheia à do povo bíblico original, conforme refletido no Primeiro Testamento. Uma discussão mais habilitada da teologia nos levará à coragem para refinar conceitos que versam sobre o poder e a vida, e sobre o próprio corpo. A Bíblia, por sua vez, não absorve essas razões culturais e ideológicas de um cristianismo aculturado já distante das fontes apostólicas.
Não há nada mais universal que o corpo. Ele cria o mundo e tudo quanto existe se organiza a partir dele. Tudo quanto o homem criou, seus instrumentos de trabalho, sua sociedade, seus valores, suas aspirações, suas esperanças, seus mitos, sua linguagem, sua religião, suas ideologias, sua ciência, e qualquer outra coisa que se possa inventariar como surgida do homem – ficou engendrado em meio à luta pela sobrevivência do corpo. É justamente no centro, como fonte e razão de ser e existir, que está o corpo do homem. O corpo é a origem do imperativo categórico de agir. “O corpo é o lugar fantástico onde mora, adormecido, um universo inteiro”2.
Temos uma página bastante comum no evangelho de Marcos (1.40-45): Jesus não somente prega a respeito do corpo, mas também, de fato, o cura. Jesus associa palavras e atos. Suas ações trazem libertação, porém libertação integral, espiritual e corporal. Seu modo de expressar a religião professa solidariedade, compaixão, misericórdia, cuidado, amor libertador. São valores espirituais elevados muito acima da religiosidade sem sentimentos, catártica, regulamentar, desencarnada. Jesus não pratica essa religião. Ao contrário, combate o legalismo que impede a abertura para o outro, seu corpo ou a comunidade em si mesma. Para ele, amar é libertar.
Essa, pois, é a economia do corpo saudável ou doente em questão, seguramente ligada a uma determinada forma de capital, própria vida comercializada na medicina pública e privada. Sob a sensibilidade de instrumentos especiais, uma espécie de GPS que perscruta as recentes visitas médicas ou farmacológicas ao corpo dos homens, mulheres, crianças, idosos, em meio a uma paisagem social devastada pela desigualdade. Especialmente no tratamento do corpo doente. Remodelando os contornos da medicina, da cidadania da saúde, das raças e de outras formações políticas, não temos mais que decidir entre uma interpretação materialista ou espiritualista desses desenvolvimentos3. Poucas atividades são tão transparentes nas injustiças e desigualdades na sociedade moderna.
A ética somática e o capital têm se unido desde o nascimento. Com efeito, podendo a medicina e a seguridade colocar-se a serviço da saúde e da vida, onde a vida mesma atingiu tal importância ética; onde as tecnologias para manter a vida e incrementá-la, podem representar a si mesmas. Muito mais destacada que a corrupta corrida por lucro e ganho individual. Seria possível ao “biocapital” alcançar nossas economias de esperança, de imaginação e de cuidado com o homem e a sociedade? Nesse sentido, podemos afirmar que a ética pragmática ou positiva, enquanto consente na capitalização da vida, estando intrinsecamente ligada ao “espírito do biocapital”, expressa tanto na medicina pública quanto na medicina privada, distancia-se do evangelho do Reino de Deus.
A concepção bíblica refere-se ao ser total, que é corpo, é alma e é espírito, finalmente. E isso no Segundo Testamento, porque no Primeiro os exegetas do século 19 já haviam descoberto que a palavra “Espírito” (“pneuma”, na Septuaginta) refere-se somente ao Espírito de Deus. O hebreu não conhece outra forma de identificar o ser humano senão através do “corpo que é alma e da alma que é corpo” (“nephesh”). Para ele, corpo e alma são indissociáveis.
O ser humano é o centro da pregação de Jesus, e isto se demonstra na ordem do mundo a partir do ponto de vista daqueles que não têm o poder. Eles são o centro da vida. Por isso, quando descubro que “sou eu o centro”, homem indivisível, ser humano, desautorizo-os, e passo a ser um perigo para os comandantes do mundo. Não existe objetividade no poder. Se houvesse, não haveria problemas em permitir falar da “realidade com realismo”. Somos o que somos porque somos um corpo. Meu corpo é parte de outros corpos, na igreja, na comunidade, na sociedade, ensinou Rubem Alves.
Paulo prossegue nesta linha: “quer comam ou bebam, ou que façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. Não só as atividades religiosas tradicionais têm a ver com a espiritualidade concreta do corpo, mas o comum do cotidiano de cada um e de todos: “...porque nós, embora muitos, somos um só corpo” (1 Co 10.17; 10.31-11). Esse acréscimo identifica outros aspectos, como os que envolvem a comunidade, a sociedade e o cristão.
Derval Dasilio
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Qual é o teu perfil ???????
Quem aguenta essa cara religiosa?
Quem aguenta essa gente com essa cara?
Sim, somos cristãos, somos católicos, mas pra que essa cara de santo piedoso?
Quem foi que ensinou essa cara de gente boazinha que tantos insistem em usar?
Quem disse que "os de fora", os ímpios, são atraídos por essa suposta cara de santidade?
Não, ninguém aguenta essa cara de gente religiosa, como se santidade tivesse a ver só com a aparência exterior, ou fosse determinada só pelo que se parece ser.
A cara reflete o que se traz no espírito, claro que sim. Mas ninguém pode fingir ser o que não é _ pelo menos não todo o tempo, não para todo mundo.
Quem imagina que JESUS usava máscara de crente ainda não entendeu como convém.
JESUS era sobretudo um homem na mais alta integridade, e isso passa também pelo SEU semblante de homem em paz com seu ser, sem, portanto, ter de forjar o que quer que seja. O que somos é indisfarçável, todo mundo vê, seja falso ou verdadeiro.
Mas muitos religiosos insistem em viver sua vida dupla, como se ninguém percebesse.
Maldito espírito religioso esse, que gruda na face, no corpo, na alma de tanta gente, e não sai mais, como se esse fosse um valor a ser preservado.
E depois não sabem por que "os de fora" tanto criticam e têm verdadeira ojeriza da Igreja tal como ela se encontra representada por tanta gente equivocada.
Lastimável que vendamos um suposto evangelho, e de forma barata, como se tivesse alguma relação com DEUS.
Ah, não fosse a infinda misericórdia e paciência divinas...
Paz e bem
domingo, 23 de novembro de 2014
Ser fiel difícil, mas não impossível....
A fidelidade de Deus é incomensurável, inesgotável. Ela se mostra eterna na promessa universal da salvação daqueles que creem (João 3:10). Um Deus que embasa seu relacionamento com o homem a partir de alianças não poderia requerer do homem outra coisa se não também fidelidade, mesmo sabendo que o homem nunca poderá alcançar sozinho o padrão ideal deste seu desejo (Gênesis 9:9; 17:2; 17:11).
Contudo, Deus convida o homem a traçar uma estrada de intimidade que é baseada na verdade de um amor capaz do ato de arrependimento, este convite, quando respondido de maneira afirmativa, permite ao homem em sua fidelidade imperfeita tornar-se a carta do convite de Deus, pois ele aplica ao seu coração o entendimento de sua lei ( Hebreus 9:15; 10:16).
Elias no capítulo 18 de 1 Reis é um exemplo do convite de Deus à fidelidade através de nosso relacionamento com Ele. A passagem descreve uma Israel distante de Deus, sua política era corrupta, seu povo apostatava da fé genuína e a terra mantinha-se seca em desgraça, eram tempos difíceis; contudo, como profeta, Elias mantinha um relacionamento de intimidade genuína com Deus e a partir desta intimidade, Deus fez da fidelidade dele um convite ao povo de Israel para voltar a viver um relacionamento fidedigno com Ele.
Diante das circunstâncias políticas de Israel, Elias foi chamado de perturbador por Acabe (1 Reis 18:17), mas diante da declaração não desvaneceu, ao contrário, mostrou o adultério espiritual dos governantes e se colocou como diferente daqueles que feriam à Deus. A fidelidade do profeta, mesmo imperfeita para com Deus - afinal, ele era humano, mostrou-se como um princípio de diferença em meio a devassidão da sociedade israelita.
Em outro trecho do capítulo, ao desafiar os profetas de Baal na oferta de um sacrifício(1 Reis 19: 22-38), Elias continuou demonstrando sua convicção e intimidade com Deus. Com a falha dos profetas de Baal, sua fidelidade, manifesta na sua fé e nos seus atos, é usada novamente por Deus, agora para aquecer o coração de Israel ao ponto de que a nação abandone as moletas espirituais e se volte ao único capaz de sustê-los.
Por fim, em meio ao problema de seca que assolava todo o território, a fé e a fidelidade de Elias foram usadas por Deus como farol de esperança para o povo e para terra. A fidelidade imperfeita e sua intimidade com Deus, foram respondidas com milagre e perfeição, as maravilhas do Senhor tocaram todos os personagens desta história, revelando o poder redentor de Deus.
Podemos não ter a capacidade de nos mantermos sem pecar, entretanto, isso não deve ser barreira para uma vida de fidelidade, aquele que nos ama também é o que nos sustém e assim como ele agiu com Elias, pode agir conosco. A grande questão é se estamos fazendo tudo aquilo que podemos diante de Deus ou se estamos retendo parte do nosso coração e vivendo assim a infidelidade de uma intimidade falsa. Deus nos chama para sermos representantes da ação de sua fidelidade, sermos diferença, sermos convite à fé e farol de esperança, contudo, para isso, ele nos pede disposição de permanecermos fiéis, mesmo que imperfeitamente, e isso só é possível em verdade, intimidade, amor e generosidade. Oremos para que Deus aplique em nosso coração a sua vontade. Paz e bem
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