FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pessoas no Trabalho: Preparando-se para Ser a Igreja Global ( É muito importante ler )


“Observação do Editor: Este documento Avançando Cape Town 2010 foi escrito por Willy Kotiuga para dar um panorama geral do tópico a ser discutido na Sessão Multiplex sobre “Preparando Seu Local de Trabalho para a Jornada de Fé”. Resumo Um dos maiores grupos de pessoas ”não-ativadas” em todas as nações e continentes são aqueles presentes no local de trabalho, lugar onde a maioria da população do mundo está ativamente engajada no ganho do seu salário para sustentar suas famílias. Dentro de todos os segmentos do local de trabalho, há crentes que têm um relacionamento pessoal com Deus. Alguns são extremamente eficazes para convidar pessoas com quem trabalham para juntar-se à sua jornada; enquanto outros, o trabalho é um lugar onde a fé deles molda suas atitudes, mas não muito. Os campos estão maduros e prontos para a colheita, e no local de trabalho há muitos trabalhadores, mas apenas uma pequena porcentagem está inteiramente engajada na proclamação da esperança para um mundo em busca de esperança. Embora exista pouca discordância sobre a teologia de ser sal e luz onde somos plantados, a realidade é que não temos a paixão para viver nossa responsabilidade de declarar Jesus Cristo como Salvador. Neste documento, exploramos a questão de onde estamos hoje, destacamos vários exemplos de progressos evidentes do ministério no local de trabalho, e enfocamos as barreiras que existem para não estarmos onde Deus quer que estejamos, a fim de que haja um desenvolvimento sustentável que capacite os crentes a fazer o que Deus os chamou para fazer no local de trabalho. 1. O Contexto (Base Bíblica) Somos chamados para ir a todo mundo, e isso inclui o mundo no qual Deus nos colocou. Não importa até onde vá nossa esfera de influência, devemos ser sal e luz visível neste mundo. Este chamado não faz distinção entre trabalhadores, profissionais liberais, cristãos em igrejas ou agências cristãs, ou aqueles que têm ocupações comuns. O próprio Jesus exerceu Sua vocação como carpinteiro até chegar a hora de viver dez por cento da Sua vida trabalhando em tempo integral para anunciar o Reino às massas. Na Bíblia, vários exemplos de heróis mostram como a fé era parte integral na condução de seus negócios no local de trabalho. O elemento comum em todas as histórias é que a jornada de fé e a profissional eram uma só. Fé e trabalho funcionando em mutualidade e interdependência, sem diferença entre trabalho e espiritualidade, uma vez que eles viviam sua fé 24 horas por dias, sete dias por semana (24/7). A fé de José o sustentou durante as quatro diferentes funções que exerceu (negócios da família, gerente doméstico, administrador de presídio e do serviço público), e também foi um elemento chave para sua ascenção em cada posição que ocupou. Paulo usou sua habilidade como fazedor de tendas para seu sustento missionário e como um meio de alcançar um público que não se dava ao luxo de participar de discussões públicas sobre assuntos relacionados à fé. Daniel atingiu a mais alta hierarquia possível do seu tempo por causa da sabedoria que Deus lhe deu e do seu compromisso firme com os princípios de Deus, mesmo colocando sua própria vida em risco. Todos os aspectos do trabalho destes homens eram ofertas de excelência para Deus. 2. Nossa Situação Atual Os exemplos bíblicos têm inspirado a criação de várias organizações de alcance diversificado em comunidades em todo o mundo. A habilidade de fazer tentas de Paulo inspirou uma geração de fazedores de tenda que usaram suas habilidades profissionais como ponto de entrada em culturas que normalmente estariam fechadas para o trabalho missionário “formal”. O movimento Business as Mission (BAM – Negócios como Missão) deu um passo à frente ao estimular e preparar empresários para estabelecer negócios legítimos e autossustentáveis em todo o mundo. Estes negócios são exemplos vivos do trabalho de Deus através de indivíduos determinados a viver o Evangelho usando as habilidades dadas por Deus. Em todo o mundo, homens e mulheres de fé, usando a criatividade e meios vários, têm levado a igreja aos seus locais de trabalho. Existem Estudos Bíblicos que acontecem em locais de trabalho em pequenas empresas e em grandes corporações. Estes estudos são fontes de encorajamento para os que deles participam, e também um lembrete de que viver a fé é uma responsabilidade 24/7 que se estende além dos limites das congregações locais. Muitos destes Estudos Bíblicos foram a porta de entrada para trabalhadores que buscavam a Deus e que O encontraram quando descobriram a importância da fé no dia a dia. Grupos ou sociedades cristãos com base profissional reúnem pessoas da mesma categoria para serem fonte de encorajamento mútuo e para explorarem os usos efetivos de suas experiências profissionais na construção do Reino de Deus aqui na Terra. Mas, nem sempre é possível viver a fé alinhada à profissão. Vivemos um paradigma secular-sagrado que separa a Igreja do que acontece no local de trabalho. Neste paradigma, a fé é expressa principalmente dentro das paredes da igreja, ou em igrejas formais e funções organizadas, mas a mesma fé não se estende necessariamente para o local de trabalho, onde os indivíduos passam 40 horas por semana, ombro a ombro com pessoas que vivem em mundos desconhecedores do Evangelho. Existem muitos “trabalhadores da seara” em local de trabalho que não vivem todo seu potencial na divulgação das Boas Novas. Viver a fé vai além de ser bom exemplo no trabalho. O chamado para fazer discípulos clama para que vivamos a fé deliberadamente, convidando outras pessoas para se unirem a nós, na nossa jornada cristã. A desconexão entre teologia e práxis tem deixado muita gente com o chamado “incompleto”. Trabalhamos porque fomos designados e instruídos por Deus para obedecer ao Seu mandamento original e para declarar as Boas Novas. 3. Sérias Questões O que aconteceu para nos tornamos tão ineficientes em alcançar bilhões de pessoas que trabalham conosco, que temos um relacionamento pessoal e vivo com Deus? Em ambientes profissionais no Mundo Ocidental, cada vez mais multiétnico, penetrar no local de trabalho representa uma oportunidade sem precedentes para entrar na vida de pessoas de todas as nações do mundo. Na igreja, fomos ensinados a ir por todo o mundo e, mesmo assim, a igreja é ineficiente na preparação de crentes, no fornecimento de ferramentas e entendimento de como Deus vê o local de trabalho. A maneira como nós vemos o trabalho influencia a maneira como agimos nele. Você vê o trabalho como um mal necessário ou como uma incrível oportunidade? Se o vê como um mal necessário, qualquer coisa relacionada a ele será vista como menos santa. A fé e o ensinamento que recebemos na igreja moldam nossas atitudes e valores. Mas, infelizmente, numa sociedade cada vez mais pluralista, ser “bonzinho” não é o suficiente. Nós conhecemos o coração dos nossos colegas de trabalho? Será que vemos nossos colegas de trabalho da mesma maneira que Jesus os vê? A sua paixão na igreja alcança sua responsabilidade de convidar pessoas do trabalho para se unirem à sua jornada de fé? O compromisso de nos reunirmos em nossas congregações estende-se ao amor prático pelos nossos colegas e clientes, enquanto nos espalhamos como povo de Deus? Muito da importância estratégica do local de trabalho flui da realidade de que estamos constantemente rodeados de colegas, concorrentes, clientes e consumidores. Diariamente, a maioria de nós tem se engajado em uma conversa com algum incrédulo. Ensinamento, treinamento e ferramentas são necessários, mas não são suficientes para produzir a colheita que esperamos. Nosso entendimento e nosso coração têm que estar abertos para ver o “secular” como algo que Deus deseja tornar santo. Cada um de nós tem a responsabilidade de fazer isso acontecer, não através da nossa força, mas através do poder do Espírito Santo. Não podemos fazer isso sozinhos, mas podemos fazê-lo em parceria com Deus. Um entendimento sadio de como trabalhar em parceira com Deus no local de trabalho tem um grande efeito para levar a Igreja até ele. 4. Onde Queremos Estar Num ambiente de trabalho sagrado, existe uma proclamação vibrante de fé alimentada pelo movimento do Espírito Santo. Todos são sustentados pelas orações revigorantes, dinâmicas e alimentadoras da igreja local. O local de trabalho é um dos poucos ambientes nos quais os crentes têm acesso a uma audiência durante 48 horas por semana. O local de trabalho é ideal para incorporar o Evangelho de forma que reflita graça e verdade. Existem poucos locais evangelísticos onde isso seria possível. Repensar em como nos relacionamos com a igreja tornou-se uma “frase chavão”. Mas, grande parte dos esforços têm sido dirigidos para melhorar o desenvolvimento de programas já existentes, sem tocar em questões fundamentais que abririam portas para ver Deus de maneira poderosa. Existem histórias incríveis de como Deus tem se movido nas igrejas abertas para repensar as Boas Novas. Repensar a preparação de pessoas que vivem e proclamam sua fé no trabalho ajudaria a mudarmos de estarmos simplesmente no trabalho, para vivermos nossa fé no trabalho. Devidamente preparados com a visão holística de Deus sobre o local de trabalho, os trabalhadores da seara irão se tornar supermotivados. O envolvimento completo do mundo acontecerá quando os trabalhores estiverem completamente envolvidos onde exercer seus ofícios. Entretanto, este envolvimento completo dos trabalhadores da seara no local de trabalho vai exigir uma mudança da mentalidade na igreja para aceitar os trabalhadores como servos de Cristo em tempo integral. A distinção e a consequente parcialidade existente entre os trabalhadores cristãos em tempo integral, assalariados e laicos, tem de desaparecer com o entendimento do chamado para o ministério. O maior potencial para crescimento da igreja na próxima geração vem de pessoas que têm fome de relacionamentos significativos no local de trabalho. Nossos trabalhadores estão num campo pronto para a colheita, mas ainda não aprenderam como se envolver efetivamente. 5. Como Chegamos Lá Infelizmente não existe uma receita universal para chegar onde gostaríamos, mas existem alguns passos fundamentais que podemos tomar para nos aproximarmos daquilo que Deus pretende para nós. Durante anos, a igreja e o mundo secular têm se mantido em esferas separadas. Cada um tem sua própria cultura que separa local de trabalho e igreja. As pessoas não reagem até que sejam motivadas a responder. Na igreja, ouvimos sobre as Boas Novas e sobre como Deus quer trazer esperança para o mundo. Mas, quando no mundo, na segunda-feira, ninguém convida o colega de trabalho para descobrir a graça de Deus, o perdão e a esperança. Existe falta de paixão pelo bem-estar espiritual dos nossos colegas de profissão. Isso acontece semana após semana, e logo esta dissociação da igreja e trabalho se torna “normal”. A lacuna entre teologia e práxis cresce, criando um paradigma em que a igreja se torna cada vez mais irrelevante para o local de trabalho, e o local de trabalho irrelevante para a igreja. A dinâmica do domingo e dos dias da semana é a de dois mundos distantes, e não deveria ser. Na maioria das vezes, trabalhadores e pastores vivem paradigmas diferentes. Muitos pastores passam a maior parte de sua vida profissional como pastores em tempo integral e não entendem plenamente a dinâmica do trabalho. Por sua vez, os trabalhadores não fazem o pastor entender como eles passam a semana no local de trabalho. O resultado é que cada um permanece no seu respectivo mundo, encontrando-se apenas nas obrigações da igreja. Os trabalhadores têm a responsabilidade de levar seus pastores para um “tour” ao lugar onde exercem suas profissões, e os pastores precisam se tornar mais proativos para entender o coração e o contexto da cultura do trabalho dos seus membros. O Evangelho não é apenas teologia; é também compartilhar exemplos vivos do que funciona e do que não funciona. Estudos bíblicos no trabalho, na hora do almoço, oração de segunda de manhã com crentes amigos, discussão no corredor são parte da solução. Conferências no local de trabalho, alguns livros e estudos sobre os ofícios exercidos são ferramentas muito úteis e podem ajudar a começar. Entretando, o problema é que, em geral, as pessoas não integram trabalho e ministério. Não temos exemplos significativos para dar de trabalhadores cristãos que sabem integrar bem sua fé de domingo com o emprego durante a semana. A fé de muitas pessoas tende a ser bem dividida. Poucos crentes fazem constribuições importantes no trabalho, percebidas ou celebradas na igreja aos domingos. A igreja tem que se tornar viva onde os crentes atuam como profissionais, tornando sagrado aquele lugar. O trabalho tem que ser visto como uma parte integral e essencial do campo missionário de cada um. Duas coisas precisam acontecer para que haja a ponte entre trabalho e igreja: precisamos repensar globalmente o papel da igreja ajudando nossos emissários em locais de trabalho, e repensar o papel do trabalho como motivador do emissário. Sem este repensar deliberado e ações concretas, perpetuaremos o paradigma atual de trabalhadores, fazendo muito pouco pela colheita que está à espera da nossa atenção. O movimento Business as Mission (BAM – Negócios como Missão) tem demonstrado como precisamos ser muito mais intencionais a respeito de penetrar no local de trabalho. O seu foco no aspecto prático, equipando empresários para que prosperem em seus negócios precisa tornar-se parte da cultura da igreja. Uma característica comum dos integrantes do BAM é que eles são superapaixonados por sua missão e estão prontos a arriscar tudo para conseguir seus objetivos. O trabalho precisa ser visto como uma oportunidade para missões, um lugar onde podemos levar o dom do amor de Deus para pessoas com quem normalmente não teríamos contato. Para transformar o atual paradigma secular de “trabalhar para viver” em “soprar a vida de Deus no trabalho”, a igreja precisa se tornar mais do que simplesmente adoração e ensino. 6. O Que Precisamos Fazer Agora Não precisamos elaborar planos e estratégias. Só precisamos começar. Mas, para começar, precisamos desenvolver planos simples que funcionem, e construir sobre a experiência que já temos. Já temos um bom número de bons livros de motivação, estudos e exemplos, e suficiente culpa por não fazer o que é preciso. Isso está bom para começar. O que nos falta é massa crítica para construir e criar o momento para fazer o processo sustentável. Construir uma ponte entre o secular e o sagrado começa com uma ponte entre a igreja e o local de trabalho. Importantes envolvimentos da laicidade no desenvolvimento de estratégias, como o que está acontecendo no Congresso Cape Town 2010, é um bom começo. Apesar de os pastores estarem ombro a ombro com a laicidade no contexto da igreja, as conversas enfocam os negócios da igreja e não a missão nos locais de trabalho. Muitos pastores não têm a experiência nem o conhecimento para se envolver em uma discussão prática de missão voltada para ambientes profisisonais. Educar a laicidade no sentido de trazer questões do local de trabalho para a agenda de missões da igreja é importante, mas isso deve ser feito em paralelo, para ajudar o clero ver as possibilidades de missões nestes lugares. Tudo o que fazemos é um dom de Deus, quer seja pregar, ensinar, projetar, cozinhar, limpar, criar uma planilha ou operar uma máquina. E tudo o que fazermos deve refletir excelência, uma oferta digna e aceitável a Deus. Todo treinamento e todas as melhores ferramentas vão acumular pó nas prateleiras se não houver uma renovação da paixão, que vem somente através da oração e do mover do Espírito de Deus. O púlpito é um instrumento poderoso, mas apenas se for relevante. Regurgitar velhos clichês sem entender a dinâmica do trabalho apenas aumen ta a divisão entre o secular e o sagrado. Esta é a hora de colocar de lado velhos paradigmas e começar a transformar o local de trabalho em um terreno santo, onde Deus seja convidado a mover-Se através de nossas vidas. Começar é importante, mas sem sustentabilidade como parte integral de um projeto, a missão no local de trabalho se tornará um modismo e não uma realidade. Precisamos pedir a Deus que levante campeões que liderem o processo. Precisamos destes campeões para trabalhar com crentes de todas as vocações e chamados, para construir uma comunidade prática, para promover a excelência e para manter o momento vivo. Temos ferramentas como a Internet e o Skype que podem facilitar a troca de conhecimento através de comunidades virtuais. Tais ferramentas podem causar um impacto real. Através da tecnologia podemos compartilhar e vivenciar o mover de Deus em tempo real. Precisamos colocar em funcionamento rodas que nos levarão a lugares que não imaginávamos possíveis. 7. Como é um ambiente de trabalho sagrado? – Modelo de José Discutir conceitos sobre “o que é” e “o que deveria ser” cria conscientização e motiva as pessoas a agirem. Mas, se não soubermos para onde estamos indo, estaremos crescendo no escuro. Todos nós esperamos que nossos esforços produzam o início da jornada de fé nas pessoas, e que elas passem a ter um relacionamento cada vez mais firme com Deus. Mas sair de onde estamos e ir para onde queremos estar não acontece da noite para o dia. Não temos uma fórmula mágica nem manuais de instrução que garantam resultados perfeitos, mas temos uma lista de exemplos do que é possível. Deus me abençoou com um local de trabalho sagrado onde sirvo-O como consultor profissional de engenharia. Chamo este exemplo de “Modelo de José” em homenagem ao homem que transformou cada um dos seus ambientes de trabalho de condições adversas. O caminho para a fé é uma jornada cujo ponto da virada é alcançado quando a busca dá lugar ao comprometimento e à transformação constante, através de um andar diário com Deus, em um ambiente que foi reclamado por Ele. Entretanto, no processo de plantar a semente, existem muitas variáveis que fogem do nosso controle, impedindo o crescimento e a maturidade. Depois de anos tentando convidar colegas de trabalho para se juntarem à jornada de fé, percebi que sem um ambiente propício, palavras e exemplos pessoais não eram suficientes. Para superar alguns impedimentos e alcançar a fase de compromisso, comecei o processo de discipulado a partir do momento em que a pessoa entrava na minha esfera de influência. Embora eu tenha o privilégio de ser diretor da empresa na qual trabalho, também tenho a responsabilidade de tentar usar tudo o que estiver em meu alcance para criar um ambiente altamente propício à excelência do produto que fornecemos, e de ajuda, para que as pessoas alcancem seu mais alto potencial. Lidero um grupo de engenheiros profissionais altamente qualificados com projetos ativos em mais de 20 países. Nosso principal produto são relatórios de consultoria de alto nível para governos, agências de fundos internacionais e executivos de empresas de eletricidade. Os valores que conduzem nosso ambiente de trabalho incluem prestação de contas, responsabilidade, excelência, trabalho em equipe, discussões em um ambiente de aprendizado, riscos, perdão, apoio e celebração. Embora todos estes itens sejam muito desejáveis do ponto de vista profissional, eles também podem ser importantes para ajudar pessoas a embarcar em uma saudável jornada de fé, antes de assumirem qualquer compromisso com o Senhor. Estes itens se tornaram diretrizes para se obter execelência profissional, e também parte integrante do processo de fazer bons discípulos. Prestação de contas lembra as pessoas que devem responder a uma autoridade superior em qualquer área da vida. A responsabilidade reforça o princípio de trabalhar em meio à dificuldade de cumprir obrigações e compromissos. O valor da excelência motiva as pessoas a fazerem melhor do que faziam antes e melhor do que outros estão acostumados a fazer. Um ambiente de aprendizado estimula a discussão e encoraja a busca do conhecimento atual e a descoberta de coisas novas sobre a vida. Encorajar a equipe a correr riscos ajuda a sair da zona de conforto para um novo território, enquanto o perdão é oferecido aos que cometem erros ou àqueles cujas iniciativas não foram bem sucedidos como seu otimismo inicial indicava. O apoio ajuda as pessoas a prosseguirem com confiança para o nível seguinte de entendimento e conhecimento, com celebração pelos sucessos. Não existe divisão entre secular e sagrado no desenvolvimento destes valores. Este é um ambiente santo, uma vez que todos os valores acima são fundamentais para andar em fé. Tal ambiente não é apenas para excelência profissional, mas também para colegas de trabalho serem discipulados muito antes de assumirem um compromisso de fé. Cada um dos valores destaca um aspecto da fé e é praticado no local de trabalho diariamente, dando aos envolvidos no trabalho a experiência de andar em fé, o que é o objetivo das Boas Novas. Portanto, quando eles conhecem Jesus atravessando a ponte para a vida de fé, estão num estilo de vida que já lhes é familiar, porque já tinham passado por um curso intensivo de discipulado antes da sua conversão, que agora os ajuda a crescer rapidamente no seu relacionamento com Deus. Este é o ambiente sagrado no qual eu vivo no meu local de trabalho. Para aqueles que não estão em posições de gerência, o terreno santo pode ser limitado para sua área compartilhada de trabalho, sua mesa ou sua bancada. Para alguns, o local santo de trabalho é o estudo bíblico semanal na hora do almoço. Para outros, podem ser os intervalos para o cafezinho ou para o almoço com conversas, não monólogos, sobre coisas da vida. Por último, o que transforma o secular em sagrado é a presença de Deus. E quando Deus está presente, mudanças acontecem. Somos chamados para ser agentes de mudança. Se José pôde fazer isso como escravo e prisioneiro, não existe razão por que nós não possamos transformar em um terreno santo o que está dentro da nossa esfera de influência. 8. Mapa para o Futuro O futuro está repleto de possibilidades para alcançar bilhões de pessoas ativas, que ganham a vida no local de trabalho. Para onde esta estrada nos levará, depende da construção de pontes sobre a divisão entre o secular e sagrado. O Congresso Cape Town 2010 trará a laicidade para o contato direto com líderes da igreja. Podemos traçar um programa, mas o que precisamos mesmo é ampliar nossa visão com liderança eficaz, e isso virá somente através da oração. Todos os movimentos precisam de liderança. A liderança no local de trabalho é necessária tanto quanto a liderança em agências missionárias e nas igrejas. Muitos profissionais são líderes, mas outros, não. Os poucos que falam em público ou escrevem, recebem atenção, principalmente se forem CEO’s ou algum dignatário. Precisamos energizar, treinar e equipar homens e mulheres leigas para levarem o Evangelho a todos os cantos onde trabalham. Como treinamos líderes para serem catalisadores no contexto em que vivem e para mobilizarem outras pessoas? Muitos profissionais crentes querem realmente alcançar pessoas e causar impacto onde trabalham. Mas, como em outros contextos, eles precisam de liderança. Quase todos pensam em liderança no contexto secular e no contexto de igreja organizada. As pessoas leem livros sobre gerenciamento e liderança, sobre como liderar melhor no trabalho ou no “ministério”, mas, o que é preciso para liderar no local de trabalho e causar impacto para o Evangelho? Certamente é mais do que organizar um estudo bíblico ao meio dia ou uma palestra especial. Como é este líder na linha de montagem ou à frente de uma corporação? O que ele precisa para desenvolver a capacidade de liderança de fé no local que exerce sua profissão? Será que basta gerenciar bem o seu trabalho? Que no Congresso Cape Town 2010, Deus abra nossos olhos e derrube barreiras que criamos, para que todos possamos preparar o local de trabalho para uma incrível jornada de fé. © The Lausanne Movement 2010 Português Translation by: LGC_Translation Willy Kotiuga Author: Willy Kotiuga Date: 08.06.2010 Category: Workplace Ministry

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ser vontade de Deus.


‘’Ser cristão, sem a decisão por ser envolver ao Corpo de Cristo, sem sombra de dúvida, espelha as facetas de um discurso, devo até reconhecer, enredado de justificativas ponderáveis, mas, lá no fundo, demonstra a indiferença por professar o Cristo Ressuscitado, diante das vicissitudes, das ambiguidades e das tensões do cotidiano.’’ Afinal de contas, inicio com o título dessa delimitada reflexão, qual é a vontade de Deus para o ser humano? Não são poucas as respostas a serem enfocadas, caso fizéssemos uma pesquisa. Quantas pessoas, correm pra lá e cá, atrás de encontrar a vontade de Deus, como se estivessem num labirinto a procura da saída e da resposta. As vezes, ao atentar para determinadas pessoas, a vontade retratar um Criador com requintes de crueldade e remorso, em função de formar o ser humano. Aliás, em momento algum rejeito toda e qualquer via mística do evangelho, agora me deparo com uma pletora de pessoas em busca de vias rápidas, expedientes imediatos de obter a intervenção e a vontade de Deus ou, sinceramente, objetivam amoldá – ló a sua vontade egoísta e manipuladora. Então, com quem namorar?, qual o curso a seguir?, qual comunidade me filiar?, com quem devo firmar vínculos de amizade?, como devo me envolver e me comprometer nas boas – novas?, qual carro comprar?, que horas chegar em casa?, como perdoar? e uma lista incomensurável de itinerários que pressupõe nos levar a vontade de Deus. Para muitos, com traços megalomaníacos, a vontade de Deus perpassa por eu ser um líder de impacto personalista, por ser um missionário num país longínquo, por ser um pregador eloquente e de uma mega – igreja, por ser um predestinado para triunfar na terra. Sem sombra de dúvida, se pararmos e ponderarmos nas miríades de enfoques e abordagens sobre a vontade de Deus, indiscutivelmente, chegamos a conclusão de mexer num vespeiro. Indo ao texto de Marcos 16: 15, as palavras narradas abrem os enredos de ide e fazei discípulo. Vale dizer, aqui implica o comprometer – se e o aprofundar – se numa relação de intimidade, de abertura, de acessibilidade a Graça Jesus. Digo isso, em decorrência de enfrentarmos os efeitos, os resultados e as consequências nefastas de um evangelho regido pelos ideais de uma cultura pragmática utilitária, do sucesso da prosperidade (como prova da existência de Deus), do individualismo submergido no ajuntamento fomentado por uma retórica psicológica de massas e por ai vai. Evidentemente, a vontade de Deus pode nos direcionar para influenciarmos e irradiarmos o viver, Cristo, nos mais diversos nichos sociais e culturais; entretanto, a sua vontade configura a aceitação de nos incluirmos no discipulado, nos tornarmos em discípulos e em discipuladores. Todas as demais questão, categoricamente, são secundárias e caso venhamos soerguê – las, com prioridade, temerárias. Eis o desafio de uma cristandade, a qual precisa parar e reconhecer o óbvio, fomos chamados para o ‘’siga – me’’, o ‘’fazei’’ e o ‘’formai’’. Deveras, correspondente matéria pode incomodar, acarretar as mais ferrenhas negações e teses contrárias. Mesmo assim, somos e fomos chamados para sermos discípulos e não cantores, para sermos discipuladores e não pregadores, para sermos discipulados e não catequizadores, para sermos compromissados com a palavra e comprometidos com a ética chamada Jesus. Abro um parênteses, não um ideal ou um compêndio de ideais sobre uma ética veraz, profícua e eficiente, com suas regras e regramentos; mas sim, ser plasmado ou formado pelo Cristo Ressuscitado e isso desencadeia toda uma alteração de postura e proceder, diante deste oikos. Em suma, a vontade nos chama para ser discípulo, entrar em campo, participar da partida, receber a bola, passá – la e contribuir para as propostas da reconciliação, entre o Senhor Criador e a humanidade. Paz e bem

Em defesa da Fé.


Um deles feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. Mas Jesus acudiu, dizendo: Deixai, basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou. Lc 22.50,51 Vamos colocar em evidência apenas os versículos 50 e 51, porém a ideia central do texto completo visualiza Jesus sendo preso para depois o crucificarem. Os versículos 50 e 51 registram duas reações que merecem grande consideração. A primeira vou nomeá-la de defesa da fé, e a segunda, de perdão incondicional. 1. Defesa da fé Créditos para Pedro, que não suportou a interferência da multidão e de religiosos da linha sacerdotal levantando a mão contra Jesus. Essa reação de Pedro, ao cortar a orelha do servo do sumo sacerdote, me faz repensar a maneira de levar a vida cristã, o testemunho que é dado quando digo que sou servo do Senhor Jesus. É bom notar que Pedro era seguidor de Jesus e ensinado a não revidar a violência. Provavelmente ele estava presente no sermão do monte quando Jesus ensinou a tolerância ao agressor: “Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; Mt 5.39”. A reação de Pedro foi mesmo agressiva e cruel, ao cortar a orelha do servo do sumo sacerdote, porém ele estava em defesa da sua fé no Salvador. Também Davi um dia expressou ódio contra os inimigos de Deus e ficou registrada a sua reação no salmo 139.19-22: “Tomara, ó Deus, desses cabo do perverso; apartai-vos, pois, de mim, homens de sangue. Eles se rebelam insidiosamente contra ti e como teus inimigos falam malícia. Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? E não abomino os que contra ti se levantam? Aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato”. Pedro e Davi se posicionaram em defesa da fé no Jesus Salvador e no Deus Criador. 2. Perdão Incondicional Créditos para Jesus, que sempre ensinou a amar e a perdoar, e, mesmo no momento em que estava sendo traído e torturado, foi capaz de reagir, exercendo misericórdia e colando a orelha do servo do sumo sacerdote. O sumo sacerdote exercia função alta e representativa do templo, entretanto esse, desviando-se de seu ministério, preparava o Salvador e Filho de Deus para ser torturado e crucificado com a ajuda de Judas, o traidor. O fato de Jesus reconstituir a orelha decepada demonstra que ele tanto é capaz de fazer grandes milagres como de oferecer perdão a grandes pecadores. Diante das reações anotadas como defesa da fé e perdão incondicional, o que vemos em nosso tempo? Será que alguns representantes do templo não estão expondo Jesus ao ridículo, com risco de ser acionada a espada decepadora pelos defensores da fé? Será que o milagre de cura física garante salvação da alma? A suficiência do amor de Deus é capaz de salvar homens de má índole, mas requer o arrependimento e a confissão de que Jesus é o seu salvador. Os defensores da fé odeiam ações erradas de representantes do templo, mas admiram os milagres feitos por Jesus, que perdoa e restabelece a orelha para ouvir melhor. Paz e bem

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Criança alegra a vida !


Eu vou ser avô! O nome do meu neto é Arthur. Acompanhar a gestação da Caroline e do Marcell, contar as semanas de gravidez, enfrentar tenso a possibilidade de perder o nascimento do bebê por causa de uma viagem de trabalho — são fatos que estão entrando com força na agenda do meu coração. Estou mudando, e não é só porque vou ser avô. É que espiritualidade e relacionalidade andam juntas; e quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perto chegamos do outro e da própria criança. Assim, quero priorizar o meu neto porque espero que, no decorrer dos anos, eu tenha me tornado um pouco mais íntimo de Deus. Mesmo que o conheça há muitos anos, reconheço que a minha relação com ele era muito mais “operacional e ativista” do que marcada por uma “cativante presença”. Mas assim era também a minha relação humana... e disso Deus vem tentando me converter faz um bom tempo. Deus gosta de gente. Ele se relaciona com as pessoas a partir de quem elas são e a partir de suas histórias de vida. Os Evangelhos estão repletos dessa relacionalidade de Jesus. Ele dedicava tempo e atenção às pessoas, especialmente aos pequenos. Jesus gostava de crianças. Quando elas chegavam, sempre havia algazarra, para grande agonia dos discípulos, que com isso não conseguiam cumprir a agenda nem colocar ordem na caravana do Mestre. Mas ele deixava clara sua prioridade: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas” (Lc 18.16). Essa relação entre a criança e o reino de Deus não é, definitivamente, coisa para adulto decifrar. É coisa para criança nos ajudar a entender. Assim, como Jesus, nós também precisamos priorizar a criança na agenda de nossas famílias, comunidades e sociedades. O quarto Objetivo do Milênio reflete isso: Reduzir a mortalidade infantil. Isso significa que até o ano 2015 a taxa de mortalidade de crianças de 0 a 5 anos deverá ser reduzida em dois terços. Em outubro de 2006, Carol Bellany, diretora executiva do UNICEF, afirmou em seu relatório: “O direito à sobrevivência é a primeira medida de igualdade, oportunidade e liberdade para uma criança. É inacreditável que nesta era de maravilhas da medicina e tecnologia a sobrevivência de crianças seja tão frágil em tantos lugares, especialmente para os pobres e marginalizados. Nós podemos fazer melhor.” Não só podemos, como precisamos fazer melhor. E isso os cristãos, em particular, deveriam saber. Em recente e inédita participação na conferência da Associação Nacional dos Evangélicos, nos EUA, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou os Objetivos do Milênio dizendo que “os cristãos evangélicos têm tido um chamado similar por bem mais tempo do que os anos de existência das Nações Unidas”. O que este quarto Objetivo do Milênio pretende alcançar, faz tempo que está no coração de Deus. Um dos belos textos apocalípticos de Isaías diz que Deus criará um mundo no qual “nunca mais haverá uma criança que viva poucos dias” (Is 65.20). Haveria melhor motivação que esta para os cristãos? Afinal, a boa escatologia bíblica é um convite para se modelar a vida hoje, em meio à realidade cotidiana e numa esperançosa antecipação dos sinais do reino de Deus. É bom ver Deus querendo concretizar entre nós este Objetivo do Milênio, ao anunciar o seu compromisso com um reino futuro onde as crianças viverão muitos dias! A Visão Mundial Internacional, ao colocar este sonho na sua Declaração de Visão, inspirou-se na palavra de Jesus quando disse que veio “para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância” (Jo 10.10). A declaração ficou assim: “Nossa visão para todas as crianças — vida em abundância. Nossa oração para todos os corações — a vontade para tornar isso uma realidade”. Mas este não é um mero desejo e oração de uma organização; deveria ser a visão, o sonho e o compromisso de todos nós. O Brasil caminha bem no cumprimento deste Objetivo do Milênio, embora ainda precisemos diminuir a desigualdade em que vivemos e à qual nos acomodamos. Desde 1990, o ritmo de redução da mortalidade na primeira infância vem diminuindo 4,3% ao ano. Até 2015 o país deve conseguir reduzir a taxa de mortalidade dos menores de cinco anos para vinte por mil nascidos vivos. Mas o nosso desafio real é reduzir a distância entre as regiões Nordeste, onde a taxa é de 59,9 por mil nascidos, e Sul, onde a média é de 22 por mil. Precisamos atingir juntos o objetivo de vivermos num mundo onde “a criança não viva poucos dias”. Os objetivos maiores para a redução da mortalidade de crianças de 0 a 5 anos não são difíceis de alcançar: a vacinação deve ser ampla e a amamentação da criança, assegurada; o atendimento pré-natal da gestante deve ser adequado e o parto, bem cuidado; a criança deve viver num ambiente adequado, com bom saneamento... Coisas básicas, que eu quero para o meu neto. E Deus me diz que as deseja para todos e que todos nós devemos empenhar-nos por construir uma sociedade que busque exatamente isso. Não somos nós, membros do Corpo de Cristo, chamados a querer o que Deus deseja? Tornemo-nos arautos e praticantes daquilo que ele quer. Esse é um bom mutirão. Um mutirão no qual haverá muita algazarra de criança. Objetivos do Milênio 1. Acabar com a fome e a miséria 2. Educação básica e de qualidade para todos 3. Igualdade entre sexos e valorização da mulher 4. Reduzir a mortalidade infantil 5. Melhorar a saúde das gestantes 6. Combater a aids, a malária e outras doenças 7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente 8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento • Valdir Steuernagel

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Devemos sempre buscar a amizade de Deus.


O livro de Gênesis relata a essência da nossa criação e a forma como trocamos um relacionamento íntimo e tenro com Deus pelo relacionamento da inimizade e do medo. Fomos criados a sua imagem e semelhança (Gênesis 1.27) e assim que desobedecemos e fizemos a única coisa que Deus disse para que não fizéssemos - segundo Bíblia: comer o fruto que nos dava o conhecimento do bem e do mal -, desde então temos tentado fugir por causa do medo, desculpar nossa culpa e religar-nos com Deus. Religião, do latim religare, é exatamente querer religar-nos a Deus. Gênesis diz que logo que pecamos, o primeiro pecado da humanidade, nosso sentimento foi de medo e inimizade - o que sociologicamente é um princípio da religião. Antes, Deus e homem eram amigos, agora são dois diferentes e Deus tem ficado cada vez mais distante. E se não somos amigos, somos inimigos e do inimigo sempre temos medo, com mais ou menos intensidade. Quando pecaram, descobriram também que estavam nus, embora Adão e Eva sempre estivessem nus. E disseram a Deus: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. (Gênesis 3.10) Ele ouviu a voz de Deus, mas teve medo, ao invés de querer estar com ele. E temeu, porque estava nu - porque tinha descoberto que estava nu. E se escondeu, fugiu. Estando nus, se cobriram com folhas. A primeira religião, tentativa de religar, foi a da “Folha de Figo”, na tentativa de cobrir a culpa. Contudo, a religião do homem não foi, nem é capaz de religar homem e Deus. O muçulmano, o hinduísta, o espírita, o cristão não é capaz de se religar com Deus. A verdadeira religião partiu de Deus: Deus matou animais (a primeira morte, o primeiro sangue) e os cobriu com roupas de pele de animais (Gênesis 3.21). Isaías 61.10 diz: Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas joias. Só Deus pode nos vestir de salvação. Só Deus pode nos chamar: Adão onde está você? (Gênesis 3.9). Você sente medo e culpa? Está certo, porque você peca. Mas não adianta dizer que foi mulher, ou o homem, ou a serpente. Deus chama: Mulher, onde está você? Homem, onde está você? Qual tem sido sua resposta? Fugir? Temer? Tentar desculpar-se? A verdadeira religião, a que vem de Deus, o religar de Deus, lança fora todo o medo e toda a culpa e chama-se Jesus. Foi o sangue de Jesus que nos cobriu de salvação. E mais: Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1.8-9) Agora que você sabe a má notícia, ei a boa: Pois assim como por uma só ofensa [a de Adão e Eva, a primeira] veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça [o derramamento do sangue de Jesus] veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. (Romanos 5.18-19) Religare. Religião. É apenas o ato de se tornar novamente amigo de Deus. Este caminho, foi ele que definiu: Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14.6). Nada mais, inventado ou não, pode fazer este caminho. Só existe um e ele está aberto. Paz e bem

A Graça Jesus e a Lei Jesus.


‘’Os nossos atos e atitudes não apenas definem a forma do nosso passado, do nosso presente e do nosso futuro, além disso, constroem a maneira dessa formação; por isso, ouvir e ponderar, em meio a confissão, serve de apoio e orientação fundamental para evitarmos resultados trágicos e desastrosos.’’ Os textos de Romanos 05. 17 a 20 e 06. 14 nos levam a direção da Graça. Aliás, não uma mera graça, não uma proposta de santidade que nos retira das alternâncias e tensões, que muda nossa rota de uma realidade marcada pelo pecado, ou pela alienação, ou pela perda de esperança e respeito pela vida. Sem sombra de dúvida, as palavras do Apóstolo Paulo são categóricas e pontuais, ou seja, com relação a uma verdade inquestionável e ao qual parece esquecida, por muitos cristãos. Em outras palavras, onde abundou o pecado, superabundou a Graça ou, melhor dito, a Graça Jesus e não a Lei Jesus. Aproveito o ensejo e enfoco dois episódios exemplificativos, narrados nos enredos da revelação – viva ou da palavra de Deus. O primeiro nos remete a mulher Cananéia e a postura de reconhecer a via a fim de conceber a cura de sua filha, por meio de Jesus. Na mesma linha, deparamo-nos com o centurião romano e a cura de seu servo. Ambos acarretaram a admiração de Jesus e uníssona frase: - Tamanha fé! Ora, as duas personalidades, comumente as peculiaridades e diferenças, enfocam o Jesus sem os modelos da lei, as categorias e itens de como identificar um profeta, um messias, um predestinado. Simplesmente, submergiram suas incertezas, suas inseguranças, suas dúvidas, suas angústias, suas frustrações, suas descrenças e tantas outras inquietudes, em Jesus Cristo, no Cristo Ressuscitado. Vale dizer também, a mulher Cananéia e o centurião romano não se moveram, segundo um estilo ou um modelo de fé. Nada mais e nada menos, clamaram por Jesus. Lamentavelmente, quantos cristãos procedem, como os habitantes da terra natal de Jesus, por onde não pode estabelecer e realizar muitos milagres. Acredito, piamente, os habitantes daquele local possuíam uma definição e uma interpretação da ação vivificante, através de categorias, de itens, de critérios, de se enquadrava ou não dentro de um compêndio de boas ações e regramentos. Retomando o fio da meada, o Apóstolo Paulo enfocou que a Graça Jesus se espraia superabundantemente, em cenários arraigados no pecado, caso contrário, qual o sentido e o motivo da salvação? Infelizmente, aspiramos uma Graça sobre a ilusão de que não vamos nos defrontar com as manchas do pecado, ou seja, da alienação do próximo, da vida e de si mesmo. Vamos adiante, as cartas de Paulo aos Romanos relatam a expressão ‘’reinar em vida’’. Evidentemente, o soar dessa frase pode assustar, causar repulsas e decepções, por causa das ufanias e delírios de ministérios triunfalistas. Mesmo assim, verdadeiramente, reinar em vida, em uma sociedade corrompida, por meio do discipulado, do serviço e da confissão, do aceitar o chamado de seguir a Graça Jesus. Não por menos, reinar em vida e, por consequência, ir a nascente das águas purificadoras de Ezequiel 47.12 para tornar as pessoas livres, restauradas e voltadas para o próximo. Quantos de nós traçamos limites para o fluir dessa superabundante Graça Jesus? Tristemente, preferimos acionar nossos modelos, nossas categorias, nossos critérios, nossas estruturas e nossos sistemas para encaixar as pessoas em moldes de condutas e princípios. Eis o resultado de ministrações de como ser bom, ser justo, ser espiritual, ser obediente e ser e ser e ser. Opostamente, a Graça Jesus não questiona ser o centurião tinha sido circuncidado, se a mulher Cananéia cumpria os ritos da tora, se a mulher que derramou o perfume aos pés de Jesus havia deixado a velha vida e outros casos verídicos. Abro um parêntese e digo: - Não venho aqui defender o pecado, mas rejeito, veementemente, a ilusão de colocar Jesus na lei de categorias, de fazer isso para ser aceito, de atender aquilo para ser ouvido, de seguir isso para ser alcançado! Não e não, a Graça Jesus nos chama, como estamos e todas as defesas, tanto a favor quanto contra, são anuladas. A Graça Jesus pergunta e nos oferece a vida, a comunhão e o partilhar de seu corpo, por onde somos acolhidos e passamos a acolher, por onde fomos aceitos, por onde fomos incluídos, por onde servirmos como a decisão por reinar em vida (nos relacionamentos, nos sonhos e empreendimentos, nas conquistas e vitórias, no aprendizado e no discipulado, na confissão e no serviço, na disseminação dos dons, não porque fulano ou sicrano ou beltrano é honesto, é integro, é justo, é adequado e se amolda as nossas cartilhas do que é certo). Digo isso, em função de ser, tão somente, por meio da Graça Jesus que experimentaremos o viver, uma vida resolvida (não perfeita e nem imune aos reveses) consigo mesmo e com o próximo. Paz e bem

Ver,ouvir,refletir e praticar.


Referência: Mateus 13.9 A paz de Cristo. Ouvir é uma dádiva, em especial quando se trata da palavra do Senhor. Deus sempre buscou manter um diálogo com o homem, além do que, sempre deu orientações para que o homem guardasse os seus mandamentos. Salomão nos diz que é melhor chegar-se para ouvir do que ser precipitado no falar (Ec 5:1-2). Já Tiago vai dizer que todo homem seja pronto para ouvir e tardio para falar (Tg 1:19). Certa ocasião, o Senhor Deus deu um alerta por meio do profeta Amós e disse: Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor (Am 8:11). A Escritura Sagrada nos orienta a ouvirmos e darmos ouvido. OUVIR É UMA COISA E DAR OUVIDOS É TOTALMENTE DIFERENTE. Essa problemática aparece na Bíblia pela primeira vez no livro de Gênesis. Deus havia colocado o homem no Jardim do Éden e lhe dado uma ordem (Adão ouviu esta ordem): De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn 2:16-17). Depois Eva dá relatório à serpente daquilo que havia ouvido em algum momento: ... Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus (Eva ouviu a ordem assim como Adão): Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais (Gn 3:2-3). Mas mesmo assim Eva e Adão comeram o fruto da árvore (Gn 3:6). Eles tinham ouvido, mas não deram ouvidos, tanto que após comerem do fruto, assim que eles ouviram a voz do Senhor, tiveram medo e esconderam-se de Deus. Eles deram mais ouvido para a voz da serpente que representa Satanás do que à voz de Deus. Eu quero perguntar-lhe nesta palavra, a quem você tem dado ouvidos na sua vida, a Deus ou ao Diabo? Você tem ouvido palavras que geram vida ou palavras que geram morte e condenação? O salmista como boca de Deus disse: Mas o meu povo não me quis escutar a voz (dar ouvidos), e Israel não me atendeu. Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos (Sl 81:11-12). Se você ouvir a palavra de Deus e der ouvidos, entre as muitas bênçãos que alcançarão a sua vida, quero destacar ao menos três: Fé, Obediência e Santidade. Comecemos falando da fé. 1. Fé E assim, a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Cristo. (Rm 10:17) a) A fé não vem por meio da audição de qualquer palavra, mas sim pela palavra de Cristo. Selecione com discernimento espiritual aquilo que você ouve. b) Ouvir a palavra de Deus é uma questão de sobrevivência espiritual e fortalecimento da fé. Jesus no confronto com o Diabo disse: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Mt 4:4). c) A condição da fé e da geração de frutos está diretamente ligada ao ouvir e dar ouvidos. Na parábola do semeador Jesus disse: Mas o que foi semeado em boa terra é o que OUVE a palavra e compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um (Mt 13:23). 2. Obediência Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? (Lc 6:46) a) Deus não nos chamou para sermos crentes nominais, que apenas se intitulam cristãos, mas não o são de fato. Deus nos chamou para sermos crentes que vivem a Sua palavra. Precisamos ouvir as ordenanças de Jesus e obedecer, dar ouvido. Como disse o Salmista: Bastou-lhe ouvir-me a voz, logo me obedeceu (Sl 18:44a). b) É melhor obedecer a palavra de Deus do que sacrificar. Deus não quer sacrifícios, Deus quer obediência. Sacrifício sem obediência é um sacrifício de tolo (Ec 5:1). 3. Santidade Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (Jo 17:17) a) A palavra de Deus nos santifica. Se não ouvirmos a palavra como seremos santificados? b) A palavra de Deus quando é ouvida corretamente nos ajuda a combater e vencer o pecado. O Salmista disse: Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti (Sl 119:11). Precisamos ouvir a palavra e dar ouvidos imediatamente. Numa conta rápida, um crente que vai aos cultos duas vezes por semana e participa de mais alguma programação da igreja, ele ouve por ano cerca de 100 SERMÕES. Mas infelizmente, em muitos casos, assim que acaba o culto, ele já nem se lembra o que foi pregado. Na Carta endereçada à Igreja de Laodiceia e por que não dizer à Igreja Contemporânea, Jesus disse: Eis que estou à porta e bato; se alguém OUVIR a minha VOZ e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito Santo diz às igrejas (Ap 3:20-22). Paz e bem