FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
terça-feira, 17 de setembro de 2013
A felicidade caiu no esquecimento ?
''A igreja tem abdicado de ser um espaço para a cura da realidade humana e, tristemente, tem se tornado num encontro de interesses voltados a atender as demandas de uma cultura do sucesso, ao qual Cruz de Cristo não passa de uma intervenção necessária, diante das contingências e tensões da vida.''
Os discursos preponderantes nos denominados âmbitos evangélicos, ou protestantes, ou pentecostais, ou ortodoxos e por ai vai abordam a questão de ser feliz, como uma figura de retórica.
Presumidamente, muito embora uma expressão apetecível aos ouvidos, a princípio, mas parece acarretar dissonâncias, principalmente, quando nos deparamos com uma realidade desafeita aos valores inclinados ao próximo, ao ser, a profundidade de nossa existência.
Tudo, ao folhear as páginas da pós-modernidade, nos remete a um estado de conformismo, de aceitar as regras do jogo e se há algo sublime no porvir, caberá a cada um viver.
Sem sombra de dúvida, o homem sobrepujou e erradicou com as mais diversas inclemências. Aliás, negar as conquistas regidas pelo expoente crescimento do conhecimento e da ciência, seria uma estupidez e um engodo.
Mesmo assim, a ganância e a cobiça prosseguem a desaguar a sandice de sistemas políticos despóticos que anulam os opositores, com armas químicas e outras atrocidades.
Evidentemente, as articulações engendradas pela mantença da influência mundial ou da geopolítica dão um verniz de um pretenso humanismo em prol dos vitimados por tais caudilhos ditatoriais.
Não por menos, os ecos de insatisfações pulam como pipocas, aqui em nosso país, devido a inserção de recursos avultantes no soerguer de estadios, ao qual, lá no fim de tudo, permanecerão como elefantes brancos.
As marcas de impunidade e de uma farra do boi prossegue a infestar as decisões de nossas representantes públicos, caso, mais recentemente, do parlamentar, mormente condenado pelo Supremo Tribunal Federal, não teve sua cassação determinada por seus parceiros, na Câmara Federal.
Damos mais alguns toques, a violência se desdobra, em todos os âmbitos sociais e atinge a todos, tanto a brancos quanto a negros, tanto a afortunados quanto a desafortunados.
Devo reconhecer, torna - me -ia pedante, chatíssimo, caso desfiasse todo esse vendaval de celeumas.
Verdadeiramente, como ser feliz, será ainda possível e essa pergunta não deveria ser enterrada de vez. A guisa essas colocações, ao esmiuçar muitos pensadores da igreja, pouco se nota uma temática sobre ser feliz.
De notar, muitos adentram na dimensão evangélica e não vislumbram ser feliz.
Vou adiante, não conseguimos acreditar na trajetória de uma relação com o Cristo Ressuscitado feliz, carregamos os fardos de uma alma de culpas e condenações, tentamos compensar nosso passado (com uma esperança que não nos torna mais humanos, mais amigos, mais sensíveis a amizade, mais solidários, mais alinhados pelo amor de renuncia e doação).
Lamentavelmente, vivemos numa guerra interminável com nossos rancores e ressentimentos, quando deveríamos aceitar o recomeçar do Senhor, conforme se encontra no Salmo 37.07.
Quantas vezes desfiamos anos de nossa vida com discussões vãs, colisões de convicções que não nos levam a lugar nenhum, de atribuir as falanges demoníacas e aos outros todas as mazelas de nossa vida, de conceber nosso irmão como um opositor e etcere.
Ora, ser feliz envolve rever as agendas de uma vida cosificada, de não interpretar a relação com o próximo, como uma questão de subjugar e prevalecer, de não fazer do sucesso o ponto cardeal de nossa vida, de não se martirizar (por coisas não conquistadas).
É bem verdade, tais palavras são dificieis de serem digeridas e discernidas, basta atentarmos para os princípios mandamentais de uma ética do sucesso, da imagem, de ser reconhecido (independemente da maneira) e aceito.
Faz-se pontuar, ser feliz não se constitui em que todos serão a foto do mês, a pessoa do momento, mas conseguem ver a vida, com menos peso.
Eis o vrs. 07, descansa no Senhor, ou seja, um estado de equilíbrio interior, pelo qual nos relacionamos com o próximo, com a vida e conosco mesmo. Paz e bem
Um encontro visual com Senhor.
Em nossa caminhada cristã, cada um de nós tem uma visão a respeito de quem é Deus, uma maneira como o vemos, como cremos que ele é e age. Uma visão que foi formada ao longo dos anos, fruto das experiências da nossa vida, da nossa criação, do ambiente, da cultura, das mensagens que ouvimos e lemos, sejam positivas ou negativas, bíblicas ou não.
O profeta Isaías nos falou acerca de uma experiência que ele teve no início do seu ministério, que certamente mudou a história da sua vida (Isaías 6.1-5). Nas palavras do próprio profeta, ele viu o Senhor, e não apenas isso, Isaías o viu com toda a sua glória, assentado no seu trono, alto e sublime. Talvez poucos homens ao longo da história tenham tido uma visão assim.
Diante da glória e majestade do Senhor, ninguém pode ficar indiferente e Isaías não ficou. A visão que ele teve o fez reconhecer sua pequenez, sua limitação como ser humano, sua fragilidade e seu pecado. Quando se deu conta de sua situação, foi tocado por um anjo do Senhor e experimentou o perdão que Deus nos dá. Desse ponto em diante, Isaías se relacionava com Deus não mais baseado no conhecimento intelectual, mas na revelação que teve.
Todos nós precisamos ver Deus como ele realmente é. Deixe-me explicar. A Palavra nos fala de muitas características de Deus, que ele é amor, é bondoso, misericordioso, perdoador, cheio de graça, justo, verdadeiro, fiel e muito mais. Mas há uma diferença entre saber disso racionalmente e crer nisso de verdade. Em outras palavras, há uma diferença entre crer apenas com a mente e crer com o espírito.
Nossa fé tem que estar baseada unicamente no que a Palavra diz sobre Deus. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes somos levados por nossos sentimentos, pelas sensações, pelas circunstâncias ou por pensamentos contrários à Palavra. Até mesmo pregadores podem transmitir mensagens que distorcem a visão a respeito de quem é Deus se basearem suas mensagens em experiências pessoais e não na Palavra.
Nosso relacionamento com Deus sempre estará ligado à visão que temos dele, ainda que não tenhamos consciência disso. Por essa razão é tão importante buscarmos a ele, através da Palavra e da oração, desejando conhecê-lo como ele verdadeiramente é. O profeta Oséias nos diz: “Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo”, e, “Pois desejo misericórdia, e não sacrifícios; conhecimento de Deus em vez de holocaustos.” (Oséias 6.3 e 6)
Às vezes nos questionamos por que algumas de nossas orações não são respondidas. Creio que Deus quer primeiro se revelar a nós como ele é, para então nos responder. Do contrário, é bem provável que nossa visão sobre ele continue distorcida. Jó passou por uma experiência difícil, através da qual ele conheceu Deus de uma forma muito mais profunda, pois ele mesmo disse ao final: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram.” (Jó 42.5)
Não deixemos que uma visão distorcida sobre Deus afete nosso crescimento na fé. A única coisa que pode nos impedir de termos uma visão verdadeira é o pecado. Mas uma vez confessado e perdoado, não há mais barreiras, pois Jesus já pagou o preço por todos os nossos pecados, de uma vez para sempre.
Que a oração de Paulo pelos Efésios seja também a nossa, para que possamos: “juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus.” (Efésios 3.18-19)
A Deus seja toda a glória! Paz e bem
domingo, 8 de setembro de 2013
Deixarei que o Senhor seja o condutor da embarcação.
A mudança do tempo foi repentina. A brisa transformou-se em rajadas de vento. A temperatura caiu bruscamente. O mar agitava-se naquele começo de noite. As ondas começaram a crescer rapidamente. A minha experiência concedia-me autoridade para afirmar que seria uma grande tempestade como nunca experimentara.
O primeiro pensamento que veio à minha mente era de que talvez não retornasse à terra firme. Lembro-me de que, naquela noite, causou-me admiração a serenidade com que dormia o Mestre. Cansado, sentou-se próximo a popa do barco, descansando sua cabeça sobre um travesseiro emprestado. Ele estava sossegado, como que tivesse todas as coisas ao seu controle. Seria possível ele não ter se apercebido de tal tormenta?
Talvez estivesse em sono profundo. Olhei para os demais companheiros, todos pescadores experientes e conhecedores dos sustos das repentinas tempestades naquela região. Crescemos ouvindo histórias dos nossos pais, das tormentas ocorridas naqueles meses. Ouvimos falar de muitos naufrágios e vidas perdidas. Sem dúvida, tornar-nos-íamos figurantes das tragédias contadas de pais para filhos.
Alguns barcos próximos ao nosso eram varridos pela colossal tormenta. Em seus interiores, expressões aterrorizadas. As ondas começaram a invadir os barcos, dando a prova cabal da nossa sentença de morte exarada. Um dos companheiros começou desesperadamente retirar o aguaceiro com um balde. Olhei novamente o Mestre.
Continuava em seu sono profundo. Não me contive. Com toda delicadeza, que se contrapôs a violência da tempestade, toquei-o em seu ombro esquerdo. Ele abriu seus olhos que miraram diretamente os meus. Sem susto algum, perguntou-me: - O que foi Pedro? - Mestre, estamos quase morrendo devido a tempestade.
O final você já sabe. Está tudo escrito. Mas o que foi registrado com tinta nunca vai retratar a forma com que ele ordenou o mar e vento para que se acalmassem. Todos os exércitos e generais da história da humanidade, do passado, presente e futuro, juntos, não poderiam igualar-se a tal poder. As palavras de ordem saídas de seus lábios foram suaves, porém carregadas de autoridade. Em um instante, o vento e o mar obedeceram-no como se fossem duas crianças bem educadas.
Neste instante, tive um vislumbre da fé que agrada a Deus: Nunca colocar a minha confiança nos meus sentidos e acreditar que Deus está no controle de tudo mesmo que eu esteja num barquinho de papel em meio à tempestade. Então não tive dúvidas: Aquele pobre e pequeno barco levava o Rei dos céus e mares. O que mais eu poderia temer? Paz e bem
Porque nossa Igreja nos decepciona ?
As igrejas no Brasil têm um percentual alarmante de rotatividade entre os membros. É com muita freqüência e, pode-se dizer que já se tornou comum, isto é, aceitável entre os freqüentadores de templos a idéia de pertencer ou não a uma determinada “igreja local” não tem tanta importância. Talvez seja por causa da influência pós-modernista que banaliza tudo que antes se tinha algum apreço. Mas se os motivos parasse somente por ai, nossos problemas seriam consideravelmente bem menores.
Há relatos de diferentes motivos pelo qual se comete o êxodo constante. Não há uma preocupação em se migrar para outro templo ou de experimentar algo novo em uma nova denominação deixando lacunas para trás.
Queixam-se os líderes que seus membros não têm carinho suficiente para se doar em prol do Evangelho, abrindo mão de seus afazeres como: trabalho, família, lazer e finanças e algo mais que se possa explorar. Queixam-se os membros que seus líderes não lhes dão atenção suficiente ou que os resultados por seus esforços não lhes renderam retornos esperados.
Nesta briga entre o martelo e a bigorna está a Igreja Verdadeira, Ela tem sofrido com ataques de saqueadores ideológicos por conta de líderes inescrupulosos que não pregam, mas martelam só pensando em resultados a qualquer custo. Para eles a igreja tem que crescer numericamente em pouco tempo, mesmo que a verdade tenha que ser ocultada ou distorcida. E recebendo o impacto, como se fosse uma bigorna insensível, estão os membros, decepcionados com o sistema religioso, devolvem com a mesma energia - em forma de criticas e abandono - os impactos sofridos nesta batalha cruel que só resulta em morte espiritual.
A atual perspectiva do evangelho tem o foco muito diferenciado do que Jesus ensinou a seus discípulos. Esta é a causa de muito sofrimento e decepção no ceio da Igreja. A simplicidade foi envolvida pela sofisticação. Muitos membros se portam como mariposas em vôos circulantes em torno de uma luz que tende se apagar, porque seu brilho não é eterno.
A prova disto é que a maioria dos membros decepcionados, é ou foram líderes em algum momento. Ou ainda pessoas que mantiveram contato estreito com algum líder. A escalada da fé deve ser feita de Glória em Glória e não de cargo em cargo. A fama, por menor que seja, pode infra o homem. E a maioria das pessoas não está preparada para suportar tamanho apelo do próprio ego. Facilitando as decepções e frustrações e somando-as, resultam em aflições.
Jesus disse que no mundo teríamos aflições, e quando o mundo entra na Igreja, as aflições vêm com ele. Não se pode desvincular o mundo das aflições, onde o mundo estiver estará também as aflições. É fato que a Igreja está no mundo, o por isso teremos aflições imposta pelo mundo. Mas quando o mundo entra na Igreja, as aflições são impostas pelos os que se dizem igreja. É ai que a Igreja se torna decepcionante. Ovelhas são afligidas dentro do aprisco por lobos transvertidos de pastores. Pastores são afligidos – mordidos – dentro do aprisco por lobos transvertidos de ovelhas.
Será que já não está na hora de revermos nosso modelo de cultuarmos a Deus? Toda está infra-estrutura se faz necessária para alguém gritar com maior ímpeto que Jesus é o Senhor para a Glória do Deus Pai? Ou estamos gritando com tanta veemência que Jesus é o Senhor para a glória da nossa denominação?
A igreja decepciona por deixar de ser o que deveria ser. Não só como lideres, mas também como membros. A verdade é que os líderes que decepcionam são porque estão decepcionados. Seus esforços para galgarem cargos “maiores” parecem ter criado barreiras impedindo a verdadeira devoção. A intimidade com Deus. São trabalhadores dignos de salário, mas que estão recebendo sua recompensa por aqui mesmo. Não sendo capazes de fazer menção da coroa incorruptível que os aguardam na eternidade. E isto é decepcionante por não satisfazer a alma e nem aplacar o desejo de ser bem aceito pela igreja.
Os membros que estão decepcionados são os que colocaram suas expectativas em recursos de estruturas terrenas que ruem com o tempo. Objetivando seus anseios pessoais e não buscando o que é dos outros, para oferecer alívios e compaixão com os demais.
Por que a igreja tem a tendência de ser decepcionante? Porque temos a tendência de esquecermos que a Bíblia nos ensina a não buscar nossos próprios interesses, mas sim o de outrem; a não ser pedra de tropeço, mas sendo agradável para que muitos sejam salvos(ICor.10:23 a 33). Paz e bem
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Ai de mim se não Evangelizar .
A igreja é desafiada e convocada por Deus para proclamar o evangelho do reino durante a sua peregrinação no mundo. Há uma carência e uma sede de Deus no mundo e a responsabilidade da igreja de Cristo é suprir a carência e saciar a sede das pessoas, levando Jesus ao conhecimento de todos (Marcos 16.15). Entendamos que a igreja é o indivíduo, ou seja, eu e você. A igreja não é o templo mas sim as novas criaturas que foram alcançadas pela palavra e se reúnem no templo para adorar. E esse conglomerado de pessoas que se chama igreja tem a missão de ir e proclamar o evangelho do reino a todas as pessoas.
A igreja precisa ter um relacionamento com Deus, e esse relacionamento deve refletir no relacionamento com as pessoas. Primeiro a igreja precisa amar a Deus, se esse amor não existir, é impossível existir amor ao próximo. Dessa forma a missão (IDE) está principalmente ligada ao amor. A demonstração desse amor é quando renunciamos ao nosso conforto para promover o conforto de outros, é quando não nos preocupamos apenas com o nosso bem-estar, mas também com o bem-estar dos outros, não apenas na nossa alegria, mas também na alegria dos outros, não apenas com as nossas necessidades, mas ajudar a suprir as necessidades dos outros. Essa é uma característica de uma igreja que cumpre o IDE. A igreja precisa sair das quatro paredes do templo, avançar no resgate dos perdidos, proclamando as boas-novas de salvação, ela deve ser o canal de Deus para transformação da comunidade, promovendo a conservação dos valores morais e éticos que formam uma sociedade nos padrões estabelecidos por Deus. A igreja dever ser relevante na sociedade. O negócio da igreja é gente. A igreja é gente cuidando de gente.
Servir aos outros deve ser a motivação central da igreja. O IDE de Jesus implica em sair da inércia, do comodismo e avançar, ir por todo mundo, e o propósito do IDE é pregar o evangelho. Foi concedida à igreja a missão de proclamar as boas novas do reino. Quando ainda não éramos igreja alguém que era igreja se dispôs a cumprir o IDE, e apresentou a nós o evangelho, nos transformado através dele em novas criaturas, em igreja. E nós que agora somos igreja temos a responsabilidade e o dever de demonstrar a nossa gratidão a Deus pela provisão da sua palavra e proclamar as boas novas. O nosso papel não é apenas falar, pregar, anunciar, mas também ensinar. O difícil não é falar, o difícil não é apresentar Cristo, o difícil é fazer com que permaneçam em Cristo. A palavra precisa ser proclamada e ensinada para que seja firmada e promova a transformação do indivíduo, para que ele se torne um membro e fortaleça o Corpo de Cristo, ou seja, se torne igreja. A proclamação da palavra não deve ser apenas no falar, mas principalmente no testemunho. O testemunho da igreja deve ser contundente, incontestável, que promova transformação em quem vê. A igreja deve ser um referencial para a sociedade, um fator diferenciador. Deve ser o sal e a luz. (Mt. 5.13-16). É chamada a fazer a diferença. Na qualidade de discípulos de Jesus, não devemos esconder a verdade que conhecemos. Tudo o que fazemos seja por palavras ou ações, fazemos para a gloria de Deus, (Cl 3.17) isso é a verdadeira igreja.
A proclamação do evangelho deve ser feita a todas as pessoas. Esse é o ponto máximo da missão, que considero o mais importante. Nossa missão é ir e pregar a todas as pessoas (At 1.8). É possível alguém sozinho pregar em Jerusalém, Judeia, Samaria e até aos confins da Terra? Sim. Vamos a explicação da resposta: a missão ele é feita indo, orando, e contribuindo. Se eu não posso ir para outro estado ou país, eu posso ir até o meu vizinho, meu parente, meus colegas, meus amigos etc. Dessa forma Jerusalém (nossa cidade) está sendo alcançada. Posso orar e contribuir com os missionários que estão em outras cidades do nosso estado, dessa forma, Judéia (nosso estado) está sendo alcançada, da mesma forma com os missionários de outros estados alcançando Samaria (nosso país), e com os missionários de outras nações alcançando os confins da terra. Assim cada um de nós conseguimos fazer a missão de forma integral.
Mas devemos entender que cada um tem um chamado especifico para a obra missionária. Somos chamados a fazer a obra localmente em nosso cotidiano, mas também o chamado para fazer a obra nos confins da terra. Precisamos pedir a Deus que nos mostre o chamado. Não podemos ter medo da resposta. Se temos medo da resposta de Deus para o chamado é porque ainda não somos igreja. Ainda não entendemos a missão.
Percebemos então que se somos igreja de verdade, não há como fugir do chamado, da missão, da tarefa que foi designada a nós. A missão está presente em todos os momentos da igreja. O mundo tem sede de Deus, é preciso haver paixão pelas almas para que a igreja cumpra a missão. É tempo de avivamento, de despertamento da igreja para a missão. A seara é grande, os ceifeiros são poucos (Mt 9.37). São poucos os que se dispõem para a obra. Que haja despertamento! Paz e bem
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Deus: Seria possível muda-lo ?
"Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim". Salmos 102:25-27
A maioria de nós, cristãos, afirmamos que Deus é imutável. No nosso discurso quando vamos evangelizar, pregar, ou até mesmo para validar nossas afirmações, dizemos que Deus é imutável, fiel em suas promessas. Mas na vida prática, cremos em um Deus imutável?
Ser imutável é não estar sujeito à mudança. E a imutabilidade é um atributo de Deus. Grudem define a imutabilidade afirmando que Ele é imutável no seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas promessas.
A definição correta dos atributos de Deus nos faz entender melhor as Escrituras e a vontade de Deus para as nossas vidas. Conhecer os atributos de Deus nos torna mais próximos dele e consequentemente nos traz uma maturidade espiritual que aplicamos à nossa vida prática e a tornamos melhor.
Entendendo os propósitos de um Deus imutável, conseguimos administrar melhor as coisas mutáveis. Conseguimos entender melhor o contexto em que estamos inseridos e aplicarmos a nossa fé de uma forma que responda às nossas expectativas.
Quando nós entendemos que Deus é um ser imutável, que um dos seus atributos é a imutabilidade, nós entendemos também que todos os demais atributos de Deus não sofrem alteração, e aí podemos confiar plenamente nele, no seu amor, na sua bondade, na sua misericórdia, no seu zelo, na sua onipotência, na sua perfeição, na sua beleza, e em todos os demais atributos, plenamente convictos de que nem sequer um deles pode ser transformado.
"Deus não se corrompe; se os seus atributos podem ser alterados, Ele passa a sofrer corrupção".
Se não entendemos e não cremos na imutabilidade, também não poderemos crer que Ele será imutável em seus atributos. Não conseguiremos crer que Deus é firme em seus propósitos, em suas promessas, em suas palavras.
Se Ele diz que nos amou, Ele continuará a nos amar, e não nos deixará de amar por causa das nossas ações; se Ele diz que cuidará de nós, com certeza Ele cuidará, se Ele prometeu, Ele de fato cumprirá. Se Deus não é imutável, Ele se torna corruptível e todos os seus atributos também. E a palavra de Deus em Tiago 1:17 diz: "Em Deus não pode existir variação nem sombra de mudança".
Infelizmente, o mundo por não entender corretamente a imutabilidade de Deus tem proposto uma teologia deficiente, onde apresenta-se o Deus Soberano, Criador e Sustentador de todas as coisas, como um Deus sujeito ao tempo e a história, ou seja, um Deus sujeito aos homens e suas vontades. E através desse pensamento propagado, surgem as heresias, os erros doutrinários... erros que muitas vezes tentamos aplicar a nossa vida prática na "ilusão" de que pode dar certo. Se Deus não muda em seu caráter, nos seus propósitos e nas suas promessas, por que sempre tentamos mudar Deus e a sua palavra conforme as mudanças temporais? Por que os valores anteriormente bíblicos, hoje sofrem tantas alterações? Por que sujeitamos Deus ao tempo a a história? A resposta é simples: Deixamos de crer em um Deus imutável. E nessa onda, tudo se inverte: o homem já não exerce mais o seu papel de homem, a mulher quer ocupar o espaço do homem, os filhos querem ser como os pais, os pais se igualam aos filhos e assim por diante. E tudo sofre inversão. Porque se Deus muda, tudo pode ser mudado. E aí, aqueles princípios e valores bíblicos que são inalteráveis sofrem a ação do relativismo. E aí, mata-se a teologia. Se partimos do princípio que Teologia é o estudo acerca das coisas de Deus e O tornamos como um de nós, matamos a teologia.
Deus é imutável, e Ele se revela a nós nos mostrando a Sua vontade. Que cada um de nós tenha consciência do nosso papel nessa jornada, como homem, como mulher, como cristão. Tendo convicção de que os mandamentos de Deus são para serem cumpridos hoje, agora e sempre. E com certeza, seremos recompensados por esse Deus maravilhoso que não muda, não mente, e que nos diz que trabalha em nosso favor.
Crer na imutabilidade de Deus nos faz confiar em suas promessas, nos faz perseverar em meio às tempestades, nos faz lutar em meio as adversidades da vida.
O Deus que curou ontem, continua curando hoje, o Deus que salvou ontem, continua salvando hoje. Ele é o mesmo Deus todo poderoso que pode executar todas as coisas em nosso favor. Portanto, creiamos, mesmo em meio as dificuldades, que Ele está próximo e que, ainda que nos faltem forças, Ele sonda os nossos corações, e a palavra não dita, a dor não expressada, a angustia ou a aflição que limita a nossa voz nunca poderá limitar a ação de um Deus Soberano que não muda. Paz e bem
Cruz, sofrimento e espiritualidade.
“...Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.” (1Co 1.23).
Vivemos numa sociedade que abomina a realidade do sofrimento. Por todos os meios tenta negar a sua existência. Muitos são os meios empregados, desde a alienação das drogas lícitas e ilícitas, às técnicas psicológicas e às indústrias do cosmético e entretenimento. Também religiões tradicionais falam do absurdo do sofrimento como uma contradição da existência humana em face de seu propósito em ser feliz.
A cultura contemporânea acusa o Cristianismo de ter glorificado o sofrimento, dizem que não faz bem para a alma ser confrontada, por meio da cruz, com os lados desagradáveis da vida. Por isso, infelizmente, no contexto cristão, ou pelo menos, que se faz passar por cristão, não poucas expressões eclesiásticas também anatematizam o sofrimento e a imagem da cruz. Reputam o sofrimento sempre como uma ação demoníaca, ou na maioria das vezes, oprimem os fieis reputando à falta de fé e de obediência à Deus o sofrimento experimentado. Claro, os demônios tem poder limitado e limitada liberdade para impingir certos tipos de sofrimentos. A incredulidade e a desobediência também trazem consigo os sofrimentos que lhes são próprios. Mas, o fato é que, o sofrimento faz parte da contingência humana.
Todos seremos acometidos pelo “absurdo” do sofrimento, da contradição unilateral dos elementos desta existência que escapam à nossa vontade ou controle. Se o sofrimento fosse apenas uma simples questão de falta de fé ou desobediência, o que teríamos a dizer de Paulo, Estêvão, Pedro e todos os mártires que regaram o chão da Igreja com o seu sangue?
Precisamos redescobrir a espiritualidade da cruz como linguagem para entender e integrar o sofrimento como parte essencial na formação de nosso caráter, mas também como marca de genuinidade de nossa fé vivida na contramão dos valores e das medidas deste mundo. Os cristãos antigos perguntavam menos pela razão do sofrimento. Para eles, fazia parte de sua existência no mundo. Mas eles viam na cruz uma ajuda para passar pelo sofrimento sem perecer. A cruz os fortalecia e lhes dava a esperança de que não haveria sofrimento definitivo.
Ainda que a cruz termine na morte, ela aponta para a ressurreição, para a transformação do pior sofrimento possível em nova vida, em vida indestrutível. Assim entendemos que o sofrimento entendido na perspectiva da cruz de Cristo é a realidade que cruza e contraria diariamente nosso caminho e nossa vida para quebrar as ideias erradas que construímos em relação a nós mesmos, corroborando assim para a nossa maior identificação com Cristo. É aquela nova criação para a qual valem outras medidas, que não as de uma existência puramente mundana, que precisa se orientar pelas leis desumanas deste mundo caído.
O mundo, com suas medidas e seus parâmetros de desempenho, reconhecimento e felicidade, já não tem poder sobre nós. O sofrimento recebido na sabedoria da cruz é um sinal da graça de Deus e um protesto contra as nossas tentativas de redimir-nos a nós mesmos e de comprar a nossa salvação com o desempenho próprio. O sofrimento nos coloca em nosso lugar: criaturas incapazes que dependem da Graça de Deus. Se não fossem as contradições da vida e se tudo fosse só sucesso, facilmente nos idolatraríamos a nós mesmos, como tantos fazem por aí, como “Narcisos” incensando a própria vaidade.
Por mais absurdo que possa soar aos nossos ouvidos aburguesados, a espiritualidade da cruz é a chave para a verdadeira vida. Longe de nós desejarmos o sofrimento, ou atraí-lo, ou produzi-lo gratuitamente (isto seria uma blasfêmia e negaria a própria verdade e utilidade da cruz no gracioso plano redentor do Pai). Mas longe de nós também negar ou não acolher a realidade do sofrimento, categorizando-o como absurdo.
Aprendamos dos antigos cristãos:
“Teu Senhor não foi pregado no poste da cruz? Tu deves imitar o teu Senhor! Se amas teu Senhor, então morre a mesma morte que ele e faze o caminho do apóstolo: ‘O mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.’ (Gl 6.4). Por mundo entenda: elogio humano, poder e sucesso exterior, fama, riqueza, luxúria, bebedices e glutonerias, fofocas e maledicências...Crucifica-te para estas coisas” (João Crisóstomo).
“E, assim, quando sofrer, que seja por fazer o bem, ou, para te fazer bem” (Tertuliano).
Não existe Cristo sem crucificação. Não existe cristão sem Cruz!
Nos laços da cruz gloriosa,
_______
Rev. Luiz Fernando dos Santos
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