FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Deus: Seria possível muda-lo ?


"Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim". Salmos 102:25-27 A maioria de nós, cristãos, afirmamos que Deus é imutável. No nosso discurso quando vamos evangelizar, pregar, ou até mesmo para validar nossas afirmações, dizemos que Deus é imutável, fiel em suas promessas. Mas na vida prática, cremos em um Deus imutável? Ser imutável é não estar sujeito à mudança. E a imutabilidade é um atributo de Deus. Grudem define a imutabilidade afirmando que Ele é imutável no seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas promessas. A definição correta dos atributos de Deus nos faz entender melhor as Escrituras e a vontade de Deus para as nossas vidas. Conhecer os atributos de Deus nos torna mais próximos dele e consequentemente nos traz uma maturidade espiritual que aplicamos à nossa vida prática e a tornamos melhor. Entendendo os propósitos de um Deus imutável, conseguimos administrar melhor as coisas mutáveis. Conseguimos entender melhor o contexto em que estamos inseridos e aplicarmos a nossa fé de uma forma que responda às nossas expectativas. Quando nós entendemos que Deus é um ser imutável, que um dos seus atributos é a imutabilidade, nós entendemos também que todos os demais atributos de Deus não sofrem alteração, e aí podemos confiar plenamente nele, no seu amor, na sua bondade, na sua misericórdia, no seu zelo, na sua onipotência, na sua perfeição, na sua beleza, e em todos os demais atributos, plenamente convictos de que nem sequer um deles pode ser transformado. "Deus não se corrompe; se os seus atributos podem ser alterados, Ele passa a sofrer corrupção". Se não entendemos e não cremos na imutabilidade, também não poderemos crer que Ele será imutável em seus atributos. Não conseguiremos crer que Deus é firme em seus propósitos, em suas promessas, em suas palavras. Se Ele diz que nos amou, Ele continuará a nos amar, e não nos deixará de amar por causa das nossas ações; se Ele diz que cuidará de nós, com certeza Ele cuidará, se Ele prometeu, Ele de fato cumprirá. Se Deus não é imutável, Ele se torna corruptível e todos os seus atributos também. E a palavra de Deus em Tiago 1:17 diz: "Em Deus não pode existir variação nem sombra de mudança". Infelizmente, o mundo por não entender corretamente a imutabilidade de Deus tem proposto uma teologia deficiente, onde apresenta-se o Deus Soberano, Criador e Sustentador de todas as coisas, como um Deus sujeito ao tempo e a história, ou seja, um Deus sujeito aos homens e suas vontades. E através desse pensamento propagado, surgem as heresias, os erros doutrinários... erros que muitas vezes tentamos aplicar a nossa vida prática na "ilusão" de que pode dar certo. Se Deus não muda em seu caráter, nos seus propósitos e nas suas promessas, por que sempre tentamos mudar Deus e a sua palavra conforme as mudanças temporais? Por que os valores anteriormente bíblicos, hoje sofrem tantas alterações? Por que sujeitamos Deus ao tempo a a história? A resposta é simples: Deixamos de crer em um Deus imutável. E nessa onda, tudo se inverte: o homem já não exerce mais o seu papel de homem, a mulher quer ocupar o espaço do homem, os filhos querem ser como os pais, os pais se igualam aos filhos e assim por diante. E tudo sofre inversão. Porque se Deus muda, tudo pode ser mudado. E aí, aqueles princípios e valores bíblicos que são inalteráveis sofrem a ação do relativismo. E aí, mata-se a teologia. Se partimos do princípio que Teologia é o estudo acerca das coisas de Deus e O tornamos como um de nós, matamos a teologia. Deus é imutável, e Ele se revela a nós nos mostrando a Sua vontade. Que cada um de nós tenha consciência do nosso papel nessa jornada, como homem, como mulher, como cristão. Tendo convicção de que os mandamentos de Deus são para serem cumpridos hoje, agora e sempre. E com certeza, seremos recompensados por esse Deus maravilhoso que não muda, não mente, e que nos diz que trabalha em nosso favor. Crer na imutabilidade de Deus nos faz confiar em suas promessas, nos faz perseverar em meio às tempestades, nos faz lutar em meio as adversidades da vida. O Deus que curou ontem, continua curando hoje, o Deus que salvou ontem, continua salvando hoje. Ele é o mesmo Deus todo poderoso que pode executar todas as coisas em nosso favor. Portanto, creiamos, mesmo em meio as dificuldades, que Ele está próximo e que, ainda que nos faltem forças, Ele sonda os nossos corações, e a palavra não dita, a dor não expressada, a angustia ou a aflição que limita a nossa voz nunca poderá limitar a ação de um Deus Soberano que não muda. Paz e bem

Cruz, sofrimento e espiritualidade.


“...Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.” (1Co 1.23). Vivemos numa sociedade que abomina a realidade do sofrimento. Por todos os meios tenta negar a sua existência. Muitos são os meios empregados, desde a alienação das drogas lícitas e ilícitas, às técnicas psicológicas e às indústrias do cosmético e entretenimento. Também religiões tradicionais falam do absurdo do sofrimento como uma contradição da existência humana em face de seu propósito em ser feliz. A cultura contemporânea acusa o Cristianismo de ter glorificado o sofrimento, dizem que não faz bem para a alma ser confrontada, por meio da cruz, com os lados desagradáveis da vida. Por isso, infelizmente, no contexto cristão, ou pelo menos, que se faz passar por cristão, não poucas expressões eclesiásticas também anatematizam o sofrimento e a imagem da cruz. Reputam o sofrimento sempre como uma ação demoníaca, ou na maioria das vezes, oprimem os fieis reputando à falta de fé e de obediência à Deus o sofrimento experimentado. Claro, os demônios tem poder limitado e limitada liberdade para impingir certos tipos de sofrimentos. A incredulidade e a desobediência também trazem consigo os sofrimentos que lhes são próprios. Mas, o fato é que, o sofrimento faz parte da contingência humana. Todos seremos acometidos pelo “absurdo” do sofrimento, da contradição unilateral dos elementos desta existência que escapam à nossa vontade ou controle. Se o sofrimento fosse apenas uma simples questão de falta de fé ou desobediência, o que teríamos a dizer de Paulo, Estêvão, Pedro e todos os mártires que regaram o chão da Igreja com o seu sangue? Precisamos redescobrir a espiritualidade da cruz como linguagem para entender e integrar o sofrimento como parte essencial na formação de nosso caráter, mas também como marca de genuinidade de nossa fé vivida na contramão dos valores e das medidas deste mundo. Os cristãos antigos perguntavam menos pela razão do sofrimento. Para eles, fazia parte de sua existência no mundo. Mas eles viam na cruz uma ajuda para passar pelo sofrimento sem perecer. A cruz os fortalecia e lhes dava a esperança de que não haveria sofrimento definitivo. Ainda que a cruz termine na morte, ela aponta para a ressurreição, para a transformação do pior sofrimento possível em nova vida, em vida indestrutível. Assim entendemos que o sofrimento entendido na perspectiva da cruz de Cristo é a realidade que cruza e contraria diariamente nosso caminho e nossa vida para quebrar as ideias erradas que construímos em relação a nós mesmos, corroborando assim para a nossa maior identificação com Cristo. É aquela nova criação para a qual valem outras medidas, que não as de uma existência puramente mundana, que precisa se orientar pelas leis desumanas deste mundo caído. O mundo, com suas medidas e seus parâmetros de desempenho, reconhecimento e felicidade, já não tem poder sobre nós. O sofrimento recebido na sabedoria da cruz é um sinal da graça de Deus e um protesto contra as nossas tentativas de redimir-nos a nós mesmos e de comprar a nossa salvação com o desempenho próprio. O sofrimento nos coloca em nosso lugar: criaturas incapazes que dependem da Graça de Deus. Se não fossem as contradições da vida e se tudo fosse só sucesso, facilmente nos idolatraríamos a nós mesmos, como tantos fazem por aí, como “Narcisos” incensando a própria vaidade. Por mais absurdo que possa soar aos nossos ouvidos aburguesados, a espiritualidade da cruz é a chave para a verdadeira vida. Longe de nós desejarmos o sofrimento, ou atraí-lo, ou produzi-lo gratuitamente (isto seria uma blasfêmia e negaria a própria verdade e utilidade da cruz no gracioso plano redentor do Pai). Mas longe de nós também negar ou não acolher a realidade do sofrimento, categorizando-o como absurdo. Aprendamos dos antigos cristãos: “Teu Senhor não foi pregado no poste da cruz? Tu deves imitar o teu Senhor! Se amas teu Senhor, então morre a mesma morte que ele e faze o caminho do apóstolo: ‘O mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.’ (Gl 6.4). Por mundo entenda: elogio humano, poder e sucesso exterior, fama, riqueza, luxúria, bebedices e glutonerias, fofocas e maledicências...Crucifica-te para estas coisas” (João Crisóstomo). “E, assim, quando sofrer, que seja por fazer o bem, ou, para te fazer bem” (Tertuliano). Não existe Cristo sem crucificação. Não existe cristão sem Cruz! Nos laços da cruz gloriosa, _______ Rev. Luiz Fernando dos Santos

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O Pai desconhecido.


É verdade que Deus é Rei dos reis, Senhor dos senhores, Todo-poderoso, Altíssimo, três vezes Santo, sobremodo tremendo (Sl 111.9) e Deus zeloso que visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem (Êx 20.5). Mas Ele é Pai também e deve ser tratado como tal. Por que não consideramos Deus Pai? Por que não nos relacionamos com Ele como filhos? Por que não o buscamos como nosso Pai? Talvez seja por falta de informação ou por informação equivocada – talvez nos tenham comunicado apenas a santidade de Deus, e não a sua misericórdia; talvez só a sua severidade, e não a sua bondade; talvez só o seu castigo, e não o seu perdão. Nesse caso, é necessário romper com a informação incompleta e abraçar novos conceitos, embora tão antigos quanto os primeiros conceitos. A reviravolta pode ser difícil, mas é a única saída. Jesus fez um esforço constante para nos passar a ideia da paternidade de Deus. Muitas vezes, Ele se dirigia aos discípulos referindo-se sempre a Deus como “o vosso Pai” ou “o teu Pai”. Só no Sermão da Montanha, essa curta expressão aparece quinze vezes, especialmente no capítulo 6 de Mateus (versos 1, 4, 6, 8, 14, 15, 18, 26 e 32). A palavra mais direta e encorajadora está no modelo de oração que Jesus oferece: “Portanto, orem assim: ‘Pai nosso, que estás no céu...’” (Mt 6.9, NTLH). Quase sempre, principalmente na introdução de cada Epístola (Rm 1.7; 1 Co 1.3; 2 Co 1.2; Gl 1.3-4; Ef 1.2; Cl 1.2; 1 Ts 1.3; 2 Ts 1.1), Paulo se refere a Deus chamando-o de “nosso Pai”, tanto Pai dele próprio como dos irmãos em Cristo. O apóstolo garante que Deus é “nosso Pai” e “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Co 1.2-3). Isso abre caminho para ele declarar com toda ênfase: “Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rm 8.17). A questão é de vital importância, tanto na doutrina como na prática. Nosso relacionamento com Deus não é uma relação com uma força impessoal, não é com um Deus distante, não é com um Deus inclemente – é com um Deus que nos permite chamá-lo de Aba (Rm 8.15), que em aramaico quer dizer Pai. Para que não haja nenhuma dúvida, nenhuma hesitação, nenhum receio e nenhum acanhamento, as Escrituras ensinam que “o próprio Espírito [o Espírito de Deus] se une a nosso espírito, atestando [ou assegurando, ou afirmando, ou testemunhando, como aparece em outras versões] que somos filhos de Deus” (Rm 8.16, CNBB). Se Deus é nosso Pai, então podemos chorar na presença dele, podemos confessar pecados e pedir perdão, podemos abrir nossa alma e derramar perante Ele nossos sustos e medos, podemos pedir-lhe conselho e orientação, podemos segurar a sua mão e nos colocar a caminho. O grande desafio de Paulo no areópago era apresentar o Deus Desconhecido aos atenienses (At 17.23) e nas cartas é apresentar o Pai Desconhecido aos crentes. Elben M. Lenz César

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Já olhou para dentro de seu coração ?


Em minhas observações sempre procurei enfatizar a importância do amor externado em laços de fraternidade; penso ainda ser a igreja o lugar ideal para que estes mesmos laços sejam cada vez mais fortalecidos. A igreja promove a união, o amor, a solidariedade e a compreensão da fraqueza humana, nos fazendo enxergar no próximo nossas próprias limitações. No artigo que escrevi a respeito dos "desigrejados", ressaltei a importância da igreja institucionalizada e o privilégio de ser membro ativo do corpo, com todas as suas implicações, pois através da igreja nos fortalecemos, através dela aprendemos, crescemos, acertamos e erramos, como humanos que somos. Mas, penso que é importante ressaltar não apenas as responsabilidades do cristão como um membro comum, mas, principalmente, ressaltar as responsabilidades atribuídas à liderança, pois a mesma deve conduzir o rebanho com amor, respeito, paciência e fé. Estas virtudes são essenciais para que a sabedoria seja aplicada de forma eficaz em momentos de conflito. Para que não haja julgamentos precipitados. Conhecendo a palavra, sabemos que temos o direito de julgar baseado em obras presentes, atuais, pois a própria escritura nos diz que os bons frutos procedem de uma boa árvore, e o fruto ruim, de uma árvore má. Porém temos que ter cautela ao proferir juízo sobre alguém, pois a flecha lançada não volta atrás. Nós vemos o mundo como nós somos. Quando julgamos alguém, geralmente julgamos a partir de nós mesmos, a partir da nossa experiência e das nossas suposições; na verdade, a partir daquilo que somos capazes de ser e fazer. O nosso juízo baseado em achismos é pura hipocrisia e fere a Deus. A palavra de Deus afirma que só Ele conhece o coração do homem, portanto, aquele que julga, ultrapassa a palavra de Deus. Julguemos sim, as obras, mas não o coração, não o interior e muito menos o passado. Pois se Deus olhasse para o passado de qualquer homem, todos estariam sujeitos à condenação. Quem julga o passado, não acredita na restauração que se obtém através de Cristo no presente. Portanto, quem olha para atrás não é digno de Deus. A igreja é fundamental para o desenvolvimento sadio do cristão, portanto, a liderança deve antes de emitir juízo sobre alguém, olhar para si mesma, procurando responder se está de fato, exercendo seu papel acolhedor e transformador na sociedade. Paz e bem

domingo, 4 de agosto de 2013

Quando o amor restaura.


Quando Jesus Cristo foi ao encontro de João Batista; este disse: Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o qual eu não sou digno de desabotoar as sandálias. No entanto Jesus humildemente deixou-se ser batizado; ou seja Ele olhou para João com olhos de misericórdia. Não foi o mesmo que Ele fez com a mulher adúltera? E quando ele lavou os pés dos discípulos? Não demonstrou Ele ter grande humildade? Estas passagens nos faz refletir sobre a verdadeira essência do evangelho. Será que estamos olhando o nosso irmão com olhos de misericórdia? Será que estamos servindo? Ou estamos deixando outras preocupações interferir nesta tarefa? Jesus disse: Amai-vos uns aos outros. O amor implica em servir, cuidar, honrar, respeitar, perdoar. Quando amamos automaticamente vemos o próximo como a nós mesmos. Fazemos da vitória do irmão a nossa vitória. Somos um corpo e um dia estaremos juntos com o Mestre no céu. Enquanto este dia não chega, cumpramos o mandamento que Ele nos deixou: Amemos uns aos outros, ajudando na fraqueza, fortalecendo a esperança, perdoando as faltas. Sabendo que quando fazemos pelo próximo fazemos por nós mesmos; pois isto em algum momento se refletirá na sociedade e na igreja. Olhemos sempre o lado positivo, Pois cristo nunca permitiu que o negativo falasse mais alto. Tanto que Ele disse: Onde abundou o pecado super abundou a graça. Homens inteligentes como Thomas Alva Edson usaram o negativo em favor da sociedade. Com o negativo ele inventou a energia elétrica que é fundamental nos dias atuais. E nós o que estamos fazendo com o negativo para o bem da sociedade e da igreja? Pensemos nisto e creiamos que o Senhor nos capacita para efetuar a transformação do negativo para positivo. Pois com Ele tudo é possível, com Ele saltamos muralhas, vencemos desafios, superamos fraquezas e somos mais que vencedores. Jesus abençoe a todos. Paz e bem

Inunda-me.


..Incomode-nos ao tentarmos desviar o olhar de Ti, mesmo que por um momento, incomode-nos quando nosso orgulho, arrogância e soberba quiserem se sobressair e quando precipitadamente começarmos a julgar nosso irmão (Mt 7.1-5), advirta-nos ao criarmos conceitos precoces e nos desarme de qualquer julgamento (Is 64.6). Brade em nosso íntimo, quando estivermos indiferentes e insensíveis ao sofrimento do próximo, um pequenino que pode não nos oferecer nenhuma vantagem, mas que para Ti tem um valor inestimável (Mt 26.35-40). Ah Espírito de Deus, perdoa-nos e incomode-nos quando temos a oportunidade de compartilhar alimento para o corpo e para a alma e em nosso egoísmo e orgulho somos terrivelmente omissos “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado’ (Tg 4.17), perdoe-nos, advirta-nos e nos ensine a nos amarmos uns aos outros (1 Jo 4.9-11). Incomode-nos quando surgirem ofertas que não provém de Ti, e estivermos a um passo de lhe entristecer (Ef 4.30); Sussurre dentro de nós, quando estivermos dispersos da Tua Palavra (Jo 14.26) e nos distanciarmos dela, advirta-nos quando estivermos sendo somente ouvintes da Palavra de Deus e não cumpridores dela. Sussurre quando sutilmente deixamos que a duplicidade em nosso coração nos contamine (Tiago 1.8), quando loucamente achamos que não tem problema servirmos ao Senhor um pouco e servirmos a nós mesmos, nossas próprias concupiscências carnais (Pv 27.20; 1Jo 2.16). Incomode-nos quando presumirmos ainda que remotamente que sabemos de tudo, e que os outros é que estão sempre errados e desta forma nos esqueçamos de nossas misérias. Incomode-nos quando tratarmos a Tua Palavra como um simples livro histórico, poético ou de autoajuda e nos esqueçamos de que ela é viva e eficaz, é poderosa para nos confrontar e desvendar nossas mentiras, a nossa verdadeira condição. Incomode-nos ao cairmos no erro da mesmice, da oração medíocre, mecânica e sem sentido, e da religiosidade hipócrita e louca, incomode-nos ao pensarmos que as máscaras que usamos ocultarão quem realmente somos, desperte-nos para a Verdade! Ah querido Espírito, nos chacoalhe e incomode-nos principalmente pelas almas abatidas e sedentas de Ti, faça-nos entender a urgência de ajudá-las, sensibilizando-nos aos seus clamores. Incomode-nos, pra que intercedamos a favor de nossos vizinhos e familiares, pelos indivíduos que desconhecemos e até por aqueles que nos fazem mal (Rm 12.17-21). Faça arder em nossos corações amor genuíno pelo próximo. Brade em meu ser neste exato momento, enquanto escrevo estas palavras, enquanto algum leitor percorre os olhos em cada letra, peço para que toque profundamente em nosso íntimo. Me advirta veementemente quando começar a sucumbir a hipocrisia da aparência cristã e me distancie do verdadeiro evangelho libertador. Me advirta Espírito Santo quando eu estiver indo por caminhos da mesmice, do convencimento que não preciso mais aprender nada da Palavra, que não preciso mais de um conselho sábio e ache que sou imune a minha própria carne e as setas do maligno (Ef 6.16) me inquiete quando achar que sou sábia a meus próprios olhos e deixe de temer ao Senhor da minha vida (Pv 3.7). Querido Espírito Santo, me advirta quando a ambição por possuir bens quiser ser o maior objetivo da minha vida e deixe de buscar a Tua presença. Me incomode e corrija quando meu coração estiver se voltando para a incerteza das riquezas que é tão passageira e corruptível (Sl 49.6,7; 11, 13-14,17; 1 Tm 6.17-19), me corrija quando começar a cobiçar a riqueza e prosperidade do ímpio (Sl 49. 16,17). Santifica meus lábios para que não falem enganosamente, que destes lábios só saiam palavras agradáveis e edificantes (Cl 4.6) e rendam louvor a Ti (Sl 63.3), faça uso destes lábios para “[...] dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado [...]” (Is 50.4). Me ajude querido Espírito a afirmar e viver a integridade de Jó: “Não falarão os meus lábios iniqüidade, nem a minha língua pronunciará engano” (Jó 27.4). A medida que vou estreitando meu relacionamento contigo, me ensine a não querer classificar meus erros, a seriedade do pecado que cometo, considerando que posso selecioná-lo. Junto minhas forças pra implorar e gritar bem alto: NÃO ME LANCES FORA DA TUA PRESENÇA (SL 51.11), NÃO SE RETIRE, NÃO SE AFASTE, ME CORRIJA QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO MAS NÃO ME PRIVE DE SUA PRESENÇA, DE SUA HABITAÇÃO AQUI DENTRO DE MIM, NA MINHA MENTE, NO MEU CORAÇÃO, NO MEU SER, NO MEU ÍNTIMO, NEM POR UM SEGUNDO. EU NÃO SUPORTARIA. POIS A TUA AUSÊNCIA,É AUSÊNCIA DE VIDA, DE AMOR PLENO, DE ALEGRIA, DE RELACIONAMENTO SINCERO! Então meu Querido Amigo fique, habite aqui dentro de mim pra nunca, nunca, nunca mais sair (1 Co 3.16).Não desista de nós, de mim, fique, fique, aqui dentro, permaneça aqui QUERIDO E DOCE ESPÍRITO SANTO e Incomode-nos! Paz e bem

Um Papa entre nós.


Francisco I já voltou para Roma, depois de uma semana histórica no Brasil com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Sua presença aqui se liga ao seu primeiro gesto político civilizador, a ida ao porto italiano de Lampeduza, Itália, por onde tentam chegar, e ficam confinados, fugitivos de guerras e de fomes africanas. Lá, como cá, Francisco I condenou a indiferença global para com os pobres, sempre humilhados, e lhes deu acolhida fraterna, pastoral, prometendo-lhes o engajamento da igreja. Ai começou a dar forma concreta o que era a promessa de seu nome papal, Francisco, que nos remete ao santo reformador do séc XIII, herói dos pobres e enfermos e defensor dos animais, elos frágeis da criação. Surpreendeu-nos a presença marcante e transparente de autenticidade humana, plena de novidades benignas do evangelho eterno que Bergoglio encarna com ternura. A Jornada da Juventude transcendeu idades e alcançou igualmente pessoas de todas gerações. O foco das mensagens foi centrada nos mais pobres, nos deficientes e nos sem-poder e nos afastados da igreja. Com o poder penetrante da poética, ele falou da esperança que chega por meio da juventude; juventude que deve valorizar e receber algo da sabedoria dos idosos. Foi cuidadoso no contato com políticos, cumprindo com eles compromissos protocolares indispensáveis. Bem humorado, capaz de gestos espontâneos, vivamente pessoal, tão diferente dos pomposos, distantes, narcisistas e frios personagens religiosos, acadêmicos ou políticos amantes de si mesmos. Moradores de favelas, enfermos, deficientes, crianças, dependentes químicos receberam seu carinho, orações, bênçãos e encorajamento pastoral. Quando falou da vocação da igreja em levar as Boas Novas para as periferias existenciais, não negou a dimensão geográfica, sociológica e econômica da organização social que precisa incluir a todos e todas, mas incluiu e valorizou igualmente a dimensão subjetiva, a interioridade, a vida anímica. Pois o evangelho de Cristo é doador de sentido e esperança à vida. Veio no espírito de Elias e de João Batista, contestando podres poderes políticos e religiosos, falando com autoridade espiritual. Seus gestos e falas animam-nos a memória das firmes palavras proféticas de Maria em seu cântico do anuncio do Salvador. Tem algo do carisma do papa que veio da sofrida Polônia, João Paulo II, e parece que mais determinado ou bem posicionado que aquele para promover as indispensáveis reformas na bimilenar igreja, o que incomoda os corruptos burocratas da Cúria Romana. Na sua primeira entrevista a um jornalista, o brasileiro Camarotti, não se esquivou de responder, sem nenhum script, sobre assuntos incômodos e que causaram perplexidade e condenação de todo o mundo e vergonha à Igreja, admitindo que a igreja pecou, que sacerdotes pecaram gravemente e que já estão sendo disciplinados. A igreja romana se arrepende e irá levar à sério a santidade, a justiça e a ética. Em pleno voo, o papa conversou com diversos jornalistas, surpreendendo a todos pela clareza, franqueza e amorosidade ao ser confrontado com perguntas espinhosas. “Quem sou eu para julgar alguém”? Na mais polêmica questão, aclarou de pronto a diferença entre a pessoa gay, que deve ser acolhida e integrada na igreja, sem julgamento condenatório, e o lobby. Tal postura do papa é um convite, agora indesculpável, para que outras confissões cristãs também reconheçam o quanto de nefasto, corruptível, antibíblico e diabólico mesmo ocorre em seu próprio meio, deixando a postura farisaica de só ver defeito nos campos alheios. A JMJ aconteceu enquanto as fogueiras dos protestos de milhões nas ruas brasileiras entravam num recesso, mas não suas causas. Os detentores dos três poderes, sempre blindados e alienados da nação, ganharam um intervalo para reflexão. Quem sabe ganharão juízo e, no precedente aberto pelo papa, façam corajosa autocrítica, saiam da projeção defensiva, punam os criminosos de seus partidos e entidades de classe, cumpram as leis e vereditos da justiça e renunciem aos injustos privilégios legais? Pois se não o fizerem, o “gigante” que descobriu sua força poderá se agitar novamente, e de modo imprevisível. Das maiores mobilizações de protesto ocorridas na história brasileira bem como das pacíficas expressões da JMJ vieram demandas reprimidas por justiça e ética que exigem mudanças na agenda governamental e da cultura brasileira. Com certeza, fomos atingidos até mesmo em nosso extrato inconsciente coletivo. O que exige urgentes modificações na concepção do bem público, na determinação das prioridades nacionais, e na operação da política; ou a boa semente será morta pela rotina sistêmica, pelo entretenimento midiático alienante, imoral e consumista? Os peregrinos deram uma impressionante demonstração de civilidade, autodomínio e protagonismo construtivo. Nada quebraram em suas caminhadas, mesmo sofrendo um deslocamento imprevisto de 50 km devido ao lamaçal no Campo da Fé na zona oeste da cidade. Conquistaram o respeito da população, foram solidários, limpos de drogas e palavrões. Não revidaram algumas dezenas de provocadores que num ponto da praia pisaram, quebraram e profanaram crucifixos enquanto outros os agrediam moralmente com simulação sexual. Afetuosos, em várias línguas desconstruíram o mito de que religião e juventude são coisas antagônicas ou que espiritualidade seja fruto de repressão religiosa, inimiga da alegria e da consciência política. Quando poderia ser conseguido quatro, cinco minutos de profundo silêncio de quatro milhões de pessoas aglomeradas numa praia, para introspecção, confissão e oração? Multidão que acampou por mais de 24 horas em dias gelados e chuvosos, com disciplina, sem vandalismos? Um milagre? Acaso? Lavagem cerebral? Basta imaginar se outro fosse o motivo do ajuntamento! Foi uma amostra do fruto do Espírito de Cristo e de que, de fato, outro mundo é possível, o Reino de Amor segundo Cristo. O papa foi embora. Que se mantenha disponível para abraçar a gente das ruas, praias, favelas, universidades e fábricas de outros continentes. Com certeza, milhões de jovens em todo o mundo, não apenas os católicos, retomarão a fé cristã com renovado entusiasmo. É sempre previsível que pessoas de outras confissões cristãs reajam com reserva. Alguns com ceticismo, desdém e até feroz criticismo ao que correu nestes dias. Levantando antigas disputas hermenêuticas, apontando a super ênfase católica em Maria que quase ofusca Jesus. A oração de Jesus pela unidade dos que creem é mandamento permanente, como também é constante a tendência sectária na religião, como na política e na academia. Fico feliz por constatar muitas manifestações de interesse e simpatia de evangélicos comuns e de pastores às palavras do papa. O mundo tão carente de lideranças confiáveis, éticas, visionárias e mobilizadoras as agradece. Não é cooptação religiosa ou fascínio por figura carismática. É que aprendemos que podemos ser cobeligerantes em muitas causas e identificados no amor de Cristo que integrou zelotes, essênios, fariseus e gente de fora destes grupos em seu círculo. Lembro-me do salmo “Companheiro sou dos que amam ao Senhor e à sua Palavra” (Sl 119.63). Que a JMJ não fique apenas como memorável evento magnífico, espetáculo de fraternidade e terapia coletiva. Oro para que os corações lá despertados continuem animados, santificados e fortalecidos através da intimidade com os textos bíblicos. Como o poeta Wolô registrou numa canção, “Cristo chama, não apague!”. _______ Ageu Heringer Lisboa é psicólogo