FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Já olhou para dentro de seu coração ?


Em minhas observações sempre procurei enfatizar a importância do amor externado em laços de fraternidade; penso ainda ser a igreja o lugar ideal para que estes mesmos laços sejam cada vez mais fortalecidos. A igreja promove a união, o amor, a solidariedade e a compreensão da fraqueza humana, nos fazendo enxergar no próximo nossas próprias limitações. No artigo que escrevi a respeito dos "desigrejados", ressaltei a importância da igreja institucionalizada e o privilégio de ser membro ativo do corpo, com todas as suas implicações, pois através da igreja nos fortalecemos, através dela aprendemos, crescemos, acertamos e erramos, como humanos que somos. Mas, penso que é importante ressaltar não apenas as responsabilidades do cristão como um membro comum, mas, principalmente, ressaltar as responsabilidades atribuídas à liderança, pois a mesma deve conduzir o rebanho com amor, respeito, paciência e fé. Estas virtudes são essenciais para que a sabedoria seja aplicada de forma eficaz em momentos de conflito. Para que não haja julgamentos precipitados. Conhecendo a palavra, sabemos que temos o direito de julgar baseado em obras presentes, atuais, pois a própria escritura nos diz que os bons frutos procedem de uma boa árvore, e o fruto ruim, de uma árvore má. Porém temos que ter cautela ao proferir juízo sobre alguém, pois a flecha lançada não volta atrás. Nós vemos o mundo como nós somos. Quando julgamos alguém, geralmente julgamos a partir de nós mesmos, a partir da nossa experiência e das nossas suposições; na verdade, a partir daquilo que somos capazes de ser e fazer. O nosso juízo baseado em achismos é pura hipocrisia e fere a Deus. A palavra de Deus afirma que só Ele conhece o coração do homem, portanto, aquele que julga, ultrapassa a palavra de Deus. Julguemos sim, as obras, mas não o coração, não o interior e muito menos o passado. Pois se Deus olhasse para o passado de qualquer homem, todos estariam sujeitos à condenação. Quem julga o passado, não acredita na restauração que se obtém através de Cristo no presente. Portanto, quem olha para atrás não é digno de Deus. A igreja é fundamental para o desenvolvimento sadio do cristão, portanto, a liderança deve antes de emitir juízo sobre alguém, olhar para si mesma, procurando responder se está de fato, exercendo seu papel acolhedor e transformador na sociedade. Paz e bem

domingo, 4 de agosto de 2013

Quando o amor restaura.


Quando Jesus Cristo foi ao encontro de João Batista; este disse: Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o qual eu não sou digno de desabotoar as sandálias. No entanto Jesus humildemente deixou-se ser batizado; ou seja Ele olhou para João com olhos de misericórdia. Não foi o mesmo que Ele fez com a mulher adúltera? E quando ele lavou os pés dos discípulos? Não demonstrou Ele ter grande humildade? Estas passagens nos faz refletir sobre a verdadeira essência do evangelho. Será que estamos olhando o nosso irmão com olhos de misericórdia? Será que estamos servindo? Ou estamos deixando outras preocupações interferir nesta tarefa? Jesus disse: Amai-vos uns aos outros. O amor implica em servir, cuidar, honrar, respeitar, perdoar. Quando amamos automaticamente vemos o próximo como a nós mesmos. Fazemos da vitória do irmão a nossa vitória. Somos um corpo e um dia estaremos juntos com o Mestre no céu. Enquanto este dia não chega, cumpramos o mandamento que Ele nos deixou: Amemos uns aos outros, ajudando na fraqueza, fortalecendo a esperança, perdoando as faltas. Sabendo que quando fazemos pelo próximo fazemos por nós mesmos; pois isto em algum momento se refletirá na sociedade e na igreja. Olhemos sempre o lado positivo, Pois cristo nunca permitiu que o negativo falasse mais alto. Tanto que Ele disse: Onde abundou o pecado super abundou a graça. Homens inteligentes como Thomas Alva Edson usaram o negativo em favor da sociedade. Com o negativo ele inventou a energia elétrica que é fundamental nos dias atuais. E nós o que estamos fazendo com o negativo para o bem da sociedade e da igreja? Pensemos nisto e creiamos que o Senhor nos capacita para efetuar a transformação do negativo para positivo. Pois com Ele tudo é possível, com Ele saltamos muralhas, vencemos desafios, superamos fraquezas e somos mais que vencedores. Jesus abençoe a todos. Paz e bem

Inunda-me.


..Incomode-nos ao tentarmos desviar o olhar de Ti, mesmo que por um momento, incomode-nos quando nosso orgulho, arrogância e soberba quiserem se sobressair e quando precipitadamente começarmos a julgar nosso irmão (Mt 7.1-5), advirta-nos ao criarmos conceitos precoces e nos desarme de qualquer julgamento (Is 64.6). Brade em nosso íntimo, quando estivermos indiferentes e insensíveis ao sofrimento do próximo, um pequenino que pode não nos oferecer nenhuma vantagem, mas que para Ti tem um valor inestimável (Mt 26.35-40). Ah Espírito de Deus, perdoa-nos e incomode-nos quando temos a oportunidade de compartilhar alimento para o corpo e para a alma e em nosso egoísmo e orgulho somos terrivelmente omissos “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado’ (Tg 4.17), perdoe-nos, advirta-nos e nos ensine a nos amarmos uns aos outros (1 Jo 4.9-11). Incomode-nos quando surgirem ofertas que não provém de Ti, e estivermos a um passo de lhe entristecer (Ef 4.30); Sussurre dentro de nós, quando estivermos dispersos da Tua Palavra (Jo 14.26) e nos distanciarmos dela, advirta-nos quando estivermos sendo somente ouvintes da Palavra de Deus e não cumpridores dela. Sussurre quando sutilmente deixamos que a duplicidade em nosso coração nos contamine (Tiago 1.8), quando loucamente achamos que não tem problema servirmos ao Senhor um pouco e servirmos a nós mesmos, nossas próprias concupiscências carnais (Pv 27.20; 1Jo 2.16). Incomode-nos quando presumirmos ainda que remotamente que sabemos de tudo, e que os outros é que estão sempre errados e desta forma nos esqueçamos de nossas misérias. Incomode-nos quando tratarmos a Tua Palavra como um simples livro histórico, poético ou de autoajuda e nos esqueçamos de que ela é viva e eficaz, é poderosa para nos confrontar e desvendar nossas mentiras, a nossa verdadeira condição. Incomode-nos ao cairmos no erro da mesmice, da oração medíocre, mecânica e sem sentido, e da religiosidade hipócrita e louca, incomode-nos ao pensarmos que as máscaras que usamos ocultarão quem realmente somos, desperte-nos para a Verdade! Ah querido Espírito, nos chacoalhe e incomode-nos principalmente pelas almas abatidas e sedentas de Ti, faça-nos entender a urgência de ajudá-las, sensibilizando-nos aos seus clamores. Incomode-nos, pra que intercedamos a favor de nossos vizinhos e familiares, pelos indivíduos que desconhecemos e até por aqueles que nos fazem mal (Rm 12.17-21). Faça arder em nossos corações amor genuíno pelo próximo. Brade em meu ser neste exato momento, enquanto escrevo estas palavras, enquanto algum leitor percorre os olhos em cada letra, peço para que toque profundamente em nosso íntimo. Me advirta veementemente quando começar a sucumbir a hipocrisia da aparência cristã e me distancie do verdadeiro evangelho libertador. Me advirta Espírito Santo quando eu estiver indo por caminhos da mesmice, do convencimento que não preciso mais aprender nada da Palavra, que não preciso mais de um conselho sábio e ache que sou imune a minha própria carne e as setas do maligno (Ef 6.16) me inquiete quando achar que sou sábia a meus próprios olhos e deixe de temer ao Senhor da minha vida (Pv 3.7). Querido Espírito Santo, me advirta quando a ambição por possuir bens quiser ser o maior objetivo da minha vida e deixe de buscar a Tua presença. Me incomode e corrija quando meu coração estiver se voltando para a incerteza das riquezas que é tão passageira e corruptível (Sl 49.6,7; 11, 13-14,17; 1 Tm 6.17-19), me corrija quando começar a cobiçar a riqueza e prosperidade do ímpio (Sl 49. 16,17). Santifica meus lábios para que não falem enganosamente, que destes lábios só saiam palavras agradáveis e edificantes (Cl 4.6) e rendam louvor a Ti (Sl 63.3), faça uso destes lábios para “[...] dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado [...]” (Is 50.4). Me ajude querido Espírito a afirmar e viver a integridade de Jó: “Não falarão os meus lábios iniqüidade, nem a minha língua pronunciará engano” (Jó 27.4). A medida que vou estreitando meu relacionamento contigo, me ensine a não querer classificar meus erros, a seriedade do pecado que cometo, considerando que posso selecioná-lo. Junto minhas forças pra implorar e gritar bem alto: NÃO ME LANCES FORA DA TUA PRESENÇA (SL 51.11), NÃO SE RETIRE, NÃO SE AFASTE, ME CORRIJA QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO MAS NÃO ME PRIVE DE SUA PRESENÇA, DE SUA HABITAÇÃO AQUI DENTRO DE MIM, NA MINHA MENTE, NO MEU CORAÇÃO, NO MEU SER, NO MEU ÍNTIMO, NEM POR UM SEGUNDO. EU NÃO SUPORTARIA. POIS A TUA AUSÊNCIA,É AUSÊNCIA DE VIDA, DE AMOR PLENO, DE ALEGRIA, DE RELACIONAMENTO SINCERO! Então meu Querido Amigo fique, habite aqui dentro de mim pra nunca, nunca, nunca mais sair (1 Co 3.16).Não desista de nós, de mim, fique, fique, aqui dentro, permaneça aqui QUERIDO E DOCE ESPÍRITO SANTO e Incomode-nos! Paz e bem

Um Papa entre nós.


Francisco I já voltou para Roma, depois de uma semana histórica no Brasil com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Sua presença aqui se liga ao seu primeiro gesto político civilizador, a ida ao porto italiano de Lampeduza, Itália, por onde tentam chegar, e ficam confinados, fugitivos de guerras e de fomes africanas. Lá, como cá, Francisco I condenou a indiferença global para com os pobres, sempre humilhados, e lhes deu acolhida fraterna, pastoral, prometendo-lhes o engajamento da igreja. Ai começou a dar forma concreta o que era a promessa de seu nome papal, Francisco, que nos remete ao santo reformador do séc XIII, herói dos pobres e enfermos e defensor dos animais, elos frágeis da criação. Surpreendeu-nos a presença marcante e transparente de autenticidade humana, plena de novidades benignas do evangelho eterno que Bergoglio encarna com ternura. A Jornada da Juventude transcendeu idades e alcançou igualmente pessoas de todas gerações. O foco das mensagens foi centrada nos mais pobres, nos deficientes e nos sem-poder e nos afastados da igreja. Com o poder penetrante da poética, ele falou da esperança que chega por meio da juventude; juventude que deve valorizar e receber algo da sabedoria dos idosos. Foi cuidadoso no contato com políticos, cumprindo com eles compromissos protocolares indispensáveis. Bem humorado, capaz de gestos espontâneos, vivamente pessoal, tão diferente dos pomposos, distantes, narcisistas e frios personagens religiosos, acadêmicos ou políticos amantes de si mesmos. Moradores de favelas, enfermos, deficientes, crianças, dependentes químicos receberam seu carinho, orações, bênçãos e encorajamento pastoral. Quando falou da vocação da igreja em levar as Boas Novas para as periferias existenciais, não negou a dimensão geográfica, sociológica e econômica da organização social que precisa incluir a todos e todas, mas incluiu e valorizou igualmente a dimensão subjetiva, a interioridade, a vida anímica. Pois o evangelho de Cristo é doador de sentido e esperança à vida. Veio no espírito de Elias e de João Batista, contestando podres poderes políticos e religiosos, falando com autoridade espiritual. Seus gestos e falas animam-nos a memória das firmes palavras proféticas de Maria em seu cântico do anuncio do Salvador. Tem algo do carisma do papa que veio da sofrida Polônia, João Paulo II, e parece que mais determinado ou bem posicionado que aquele para promover as indispensáveis reformas na bimilenar igreja, o que incomoda os corruptos burocratas da Cúria Romana. Na sua primeira entrevista a um jornalista, o brasileiro Camarotti, não se esquivou de responder, sem nenhum script, sobre assuntos incômodos e que causaram perplexidade e condenação de todo o mundo e vergonha à Igreja, admitindo que a igreja pecou, que sacerdotes pecaram gravemente e que já estão sendo disciplinados. A igreja romana se arrepende e irá levar à sério a santidade, a justiça e a ética. Em pleno voo, o papa conversou com diversos jornalistas, surpreendendo a todos pela clareza, franqueza e amorosidade ao ser confrontado com perguntas espinhosas. “Quem sou eu para julgar alguém”? Na mais polêmica questão, aclarou de pronto a diferença entre a pessoa gay, que deve ser acolhida e integrada na igreja, sem julgamento condenatório, e o lobby. Tal postura do papa é um convite, agora indesculpável, para que outras confissões cristãs também reconheçam o quanto de nefasto, corruptível, antibíblico e diabólico mesmo ocorre em seu próprio meio, deixando a postura farisaica de só ver defeito nos campos alheios. A JMJ aconteceu enquanto as fogueiras dos protestos de milhões nas ruas brasileiras entravam num recesso, mas não suas causas. Os detentores dos três poderes, sempre blindados e alienados da nação, ganharam um intervalo para reflexão. Quem sabe ganharão juízo e, no precedente aberto pelo papa, façam corajosa autocrítica, saiam da projeção defensiva, punam os criminosos de seus partidos e entidades de classe, cumpram as leis e vereditos da justiça e renunciem aos injustos privilégios legais? Pois se não o fizerem, o “gigante” que descobriu sua força poderá se agitar novamente, e de modo imprevisível. Das maiores mobilizações de protesto ocorridas na história brasileira bem como das pacíficas expressões da JMJ vieram demandas reprimidas por justiça e ética que exigem mudanças na agenda governamental e da cultura brasileira. Com certeza, fomos atingidos até mesmo em nosso extrato inconsciente coletivo. O que exige urgentes modificações na concepção do bem público, na determinação das prioridades nacionais, e na operação da política; ou a boa semente será morta pela rotina sistêmica, pelo entretenimento midiático alienante, imoral e consumista? Os peregrinos deram uma impressionante demonstração de civilidade, autodomínio e protagonismo construtivo. Nada quebraram em suas caminhadas, mesmo sofrendo um deslocamento imprevisto de 50 km devido ao lamaçal no Campo da Fé na zona oeste da cidade. Conquistaram o respeito da população, foram solidários, limpos de drogas e palavrões. Não revidaram algumas dezenas de provocadores que num ponto da praia pisaram, quebraram e profanaram crucifixos enquanto outros os agrediam moralmente com simulação sexual. Afetuosos, em várias línguas desconstruíram o mito de que religião e juventude são coisas antagônicas ou que espiritualidade seja fruto de repressão religiosa, inimiga da alegria e da consciência política. Quando poderia ser conseguido quatro, cinco minutos de profundo silêncio de quatro milhões de pessoas aglomeradas numa praia, para introspecção, confissão e oração? Multidão que acampou por mais de 24 horas em dias gelados e chuvosos, com disciplina, sem vandalismos? Um milagre? Acaso? Lavagem cerebral? Basta imaginar se outro fosse o motivo do ajuntamento! Foi uma amostra do fruto do Espírito de Cristo e de que, de fato, outro mundo é possível, o Reino de Amor segundo Cristo. O papa foi embora. Que se mantenha disponível para abraçar a gente das ruas, praias, favelas, universidades e fábricas de outros continentes. Com certeza, milhões de jovens em todo o mundo, não apenas os católicos, retomarão a fé cristã com renovado entusiasmo. É sempre previsível que pessoas de outras confissões cristãs reajam com reserva. Alguns com ceticismo, desdém e até feroz criticismo ao que correu nestes dias. Levantando antigas disputas hermenêuticas, apontando a super ênfase católica em Maria que quase ofusca Jesus. A oração de Jesus pela unidade dos que creem é mandamento permanente, como também é constante a tendência sectária na religião, como na política e na academia. Fico feliz por constatar muitas manifestações de interesse e simpatia de evangélicos comuns e de pastores às palavras do papa. O mundo tão carente de lideranças confiáveis, éticas, visionárias e mobilizadoras as agradece. Não é cooptação religiosa ou fascínio por figura carismática. É que aprendemos que podemos ser cobeligerantes em muitas causas e identificados no amor de Cristo que integrou zelotes, essênios, fariseus e gente de fora destes grupos em seu círculo. Lembro-me do salmo “Companheiro sou dos que amam ao Senhor e à sua Palavra” (Sl 119.63). Que a JMJ não fique apenas como memorável evento magnífico, espetáculo de fraternidade e terapia coletiva. Oro para que os corações lá despertados continuem animados, santificados e fortalecidos através da intimidade com os textos bíblicos. Como o poeta Wolô registrou numa canção, “Cristo chama, não apague!”. _______ Ageu Heringer Lisboa é psicólogo

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Outra história.


É... Eu amo gente. Amo a ponto de gastar meus melhores dias e o melhor de mim com gente e não com coisas; aprendi, na caminhada cristã na qual muita gente boa protagonizou a figura de mestre, que, se devo me gastar, que seja com quem queira ser ajudado; não há outra forma de fazer as coisas por aqui. Outro dia encontrei um vídeo com uma pregação do Pr. Wildo e foi boa surpresa, afinal, mesmo servindo ao Reino de Deus sob sua liderança, raramente tenho oportunidade de ouvi-lo, (sendo missionário demais à vezes me torno ovelha de menos; coisas do campo, ou coisas da minha desfaçatez religiosa). Eu amo gente e meu “negócio” aqui na Terra é recuperar mendigos, anunciar a salvação que só Jesus pode dar; servir a cada morador de rua sob nossos cuidados como quem serve ao próprio Cristo; aprendo assim aqui e antes daqui também. Ouvindo a pregação eu pude deixar de me sentir culpado por algumas ideias e sentimentos que me atormentavam de quando em vez, pois que amar gente não significa amar os hábitos ruins e os entortamentos de caráter das mesmas; amar gente é empenhar-me e trabalhar com excelência para promover as pessoas à outra percepção de consciência, de si mesmas, de Deus; acompanhá-las a outro lugar social, amplo e com chances concretas de real recuperação. Fácil? Nunca é fácil. Após ouvir as palavras do pastor eu estou livre pra dizer que me gasto no programa de recuperação de mendigos da Missão Vida aqui em Brasília competentemente, a qualquer hora posso ser encontrado e não encolho as mãos que o Cristo me ensinou a estender; mas que tenho sérios problemas com o meu olfato e sempre que entrevisto, revisto e ajudo no banho ou corto as unhas de algum morador de rua é com imensa dificuldade que o faço, todas as vezes que faço ou troco um curativo nas feridas, muitas vezes horrorosas deles, sofro; ainda que ao final eu sempre me encontre feliz com o resultado. Não consigo nem posso entender como normal o comportamento de pessoas que saem da condição de detestáveis para a condição de “irmãos”, mas continuam mentindo, ludibriando, criando caso por ninharias e anulando a graça de Deus em troca de nada, ou quase; dias ruins não são nossa marca, mas acontecem e os atuais tem sido assim. Aprendo que os internos que se recuperam (e estes são muitos) compensam as frustrações doloridas de ver gente a quem nos apegamos preferir voltar pras ruas por sentir saudades da droga do crack e da droga de vida que levava, gente que aprendo a amar, mas que ama e sente inveja do mal. Não gaste seu tempo deixando um comentário solidário/enternecedor sobre o assunto, o couro de um missionário vai engrossando com o tempo, o desencanto e o desalento momentâneos não chegam a tomar o lugar da esperança, uma vez que a esperança que nasce em Cristo sempre é nova; se renova e sustenta a alma abatida pelos tais dias ruins. Libertar-me da culpa pela indignação com os resultados pífios alcançados por alguns é uma saudável e importante vitória que me faz lembrar de certo texto bíblico muito apreciado pelo Pr. Wildo: “Logo ao alvorecer semeia a tua semente e à tarde não repouses a mão, pois não sabes qual das tuas obras vai prosperar, se esta ou aquela, ou ambas serão boas”. Eclesiastes 11:6. Continuo a serviço e disposto a me gastar e me frustrar quantas vezes forem necessárias para ver gente restaurada. O convívio diário e prolongado com meus irmãos internos me traz sempre à lembrança meu próprio trajeto até aqui, das inúmeras segundas chances que precisei; nessas horas de lembranças entendo o que faço aqui em meio ao cheiro ruim do início, aos ludíbrios do meio e vitórias ou não do final; eu reproduzo a graça de Deus, prossigo conhecendo e fazendo-O conhecido, nem tanto pelas palavras que prego, pois minha vida, toda ela é derivação relacional e espelho cotidiano. Fazer parte da caminhada de alguém é um preço alto, porém justo quando olho lá adiante e entendo que minha vocação é semear; fazer germinar, fazer crescer já é outra história, outra patente. Magno Aquino é diretor do Centro de Recuperação de Mendigos – Missão Vida de Brasília Alexandre Magno Aquino Duarte Brasília - DF

Espiritualidade e casamento.




Espiritualidade é quando rompemos com o natural, o material, os sentidos, o intelectual e o emocional e transcendemos, entendendo que matéria, sentidos, razão e emoção são limitados. Na verdade, nossa vida está além daquilo que percebemos pelos sentidos, tocamos, entendemos ou sentimos. Conquanto rompamos, isso não implica que anulemos o natural, na verdade este é afetado por aquele; é o que acontece no rompimento. Temos na Bíblia exemplos de tal verdade: MT 17:3 - Jesus falando com Moisés e Elias acerca de uma realidade espiritual que estava regendo acontecimentos no mundo natural. LC 22:31-32 - Jesus diz que Satanás quis peneirar Pedro, mas Ele orou por este (prova de que nossas orações podem estar nestes bastidores espirituais e fazer toda a diferença). 2 Reis 6:17 - O profeta Eliseu pede para Deus abrir a visão espiritual do seu assistente, frente a uma dificuldade no natural. Mais sobre o assunto também pode ser visto em Jó 1 e Daniel 10; além de outras passagens. Em Efésios temos um exemplo deste irromper do sobrenatural no natural. A partir do capítulo 5, Paulo começa a dar direções sobre a vida humana, em várias esferas. Ele vem tratando sobre os papéis do marido e da esposa, dos pais, dos filhos, modo de proceder socialmente, profissionalmente... porém em Ef 6:10 ele para o seu discurso e diz: EFÉSIOS 6 10 Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. 11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; 12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. 13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Algumas traduções iniciam o v. 10 assim: “Finalmente...”. Ou seja: façam tudo o que cabe a vocês fazerem para viver, mas, por fim, finalmente, além disso, saibam que há uma realidade espiritual que não pode ser vista, porém igualmente não pode ser desprezada na existência de vocês. A vida de um casal não é só uma boa consciência de seus papéis (embora sejam IMPORTANTES, tanto que foram parar nas páginas da Bíblia), há mais coisas para lidarmos, e o uso da fé, a certeza do transcendente, não é apenas para a salvação. Quando refiro-me a "fé apenas para a salvação" não estou usando num sentido reducionista, simplesmente não estou limitando-a. Penso ser interessante, ainda, que essa passagem que revela mais do mundo espiritual e do nosso relacionamento com tal realidade, apareça num contexto tão próximo sobre o assunto família e relacionamentos. O comentarista bíblico William MacDonald diz o seguinte acerca desse trecho das Escrituras: Paulo está chegando ao fim de sua epístola. Agora ele faz um apelo emocionado a toda a família de Deus como soldados de Cristo. Todo verdadeiro filho de Deus aprende depressa que a vida cristã é uma guerra. As hostes de Satanás tentam impedir e obstruir a obra de Cristo e querem colocar cada crente fora do combate. [...] Portanto, a primeira admoestação é que devemos ser sempre fortalecidos no Senhor e nos abundantes recursos da Sua força. Os melhores soldados são os que estão cientes da sua própria fraqueza e ineficácia e, por isso, se apoiam somente nEle¹. Eu não estou propondo que você passe o dia gritando com o demônio. Mas estou afirmando que não podemos desprezar a situação. É claro que quem está em Cristo foi unido com Ele e goza das mesmas prerrogativas que Ele tem. Strong, em sua Teologia Sistemática, diz o seguinte: “A união com Cristo dá àquele que crê a posição legal e os direitos de Cristo” ². Isso envolve, para nós, proteção e autoridade espiritual. 1 João 5:18 diz: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca.” Porém se Cristo encarnado foi tentado, você também será, e isso tem implicações no natural, e, no assunto em comento, isso pode tanger o seu casamento. E as tentações serão para valer. O maligno não pode nos tocar, porém vai tentar nos fazer cair. A Bíblia de Estudo de Genebra comenta o seguinte sobre o v.10: “As forças das trevas estão derrotadas, mas ainda podem nos causar dano”³. Por isso precisamos continuar confiando somente na força do poder de Deus sempre que identificarmos essa ocorrência em alguma área da vida. Entretanto, precisamos andar em santidade, para andar com Ele. Ele não anda fora da luz. São forças que nós não vemos, mas Deus vê e nos dá uma revelação sobre isso. A Sua Palavra, a Bíblia, não revela só Deus, ela nos revela ESPIRITUALIDADE também. Novamente, por "só" não utilizo a expressão no sentido reducionista; apenas, não limito.A Bíblia não divide a vida matrimonial da vida cristã, como se a vida cristã fosse algo isolado. A família faz parte da vida cristã, o casamento é parte da sua vida com Jesus, tal experiência humana chega a ser comparada com nossa relação com o SENHOR. É forte demais, a linguagem usada para as coisas espirituais do Reino da Luz é: casamento e família. E, quanto a não separação da vida espiritual e natural, saiba que o reino das trevas também não separa isso na hora de trabalhar nas vidas humanas. Mas nem Deus, aleluia! O casamento de um homem e uma mulher que são convertidos ao Evangelho de Jesus Cristo, tem todas as chances de ser bem sucedido diante das batalhas. Casais que vençam desafios, e não desafios que destruam casamentos. Se ambos arrependeram-se por seus pecados cometidos contra Deus, podem agora arrependerem-se dos seus erros e pecados cometidos dentro do casamento. Assim começa o trabalho de espiritualidade num matrimônio. Seguido por uma busca de Jesus, do Espírito Santo e da Palavra. Portanto, não é só guerrear, mas desfrutar de bençãos espirituais no matrimônio, gerando reflexo na família. Urge entendermos que temos que aplicar o Evangelho a todas as áreas da nossa vida, porque o pecado, a influência do mundo e o diabo aplicam-se a todas elas também, em função da Queda. Bom, tudo isso é muito bom e bonito, mas precisa ser transformado em prática. Homem e mulher têm cada um a sua parte no empreendimento "espiritualidade e casamento", o que exige humildade diante de Deus. Entretanto, para encerrar, quero dar uma 'cutucada' nos homens. Para se chegar ao sucesso de qualquer projeto, é necessário que se trabalhe o cabeça de uma instituição, assim é numa empresa, numa ONG, numa igreja. A família é uma instituição e o cabeça é o homem. O trabalho, na prática (essa busca pela espiritualidade), começa com o homem; entrementes, isso é assunto para uma outra conversa. Leandro Hüttl Dias

Poder ser luz eis nosso primeiro dever.


Tantas qualidades podemos atribuir a Jesus quando venho ao mundo, atitudes que comprovam que Ele realmente era (e continua sendo) perfeito. Jesus mesmo sendo filho de Deus, passou por diversas situações que nós também passamos, pois o nosso Senhor queria nos dar exemplo para que possamos fazer da mesma maneira, como diz em (João 13:15): “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” Entre essas qualidades podemos citar: Amou: “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim. (1João 13.1) Mesmo quando alguns de seus seguidores o traíram (Judas), o abandonaram (quando foi preso) e o negou (Pedro), Ele foi até o fim para que através de seu sofrimento os seus seguidores e todos os o que, como nós ,iriam crer Nele fossem salvos.Nós, assim como Ele devemos amar aos outros e demonstrar o amor de Cristo a todos. Manso: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mateus11:29) Apesar de toda humilhação que Ele passou Jesus não respondia ou agredia os seus acusadores. Não podemos responder, aos nos agredirem ou nos humilharem, da mesma forma, devemos entregar tudo a Deus pois Ele vai nos dar a paz necessária para esses momentos. Atento a necessidade dos outros: “Jesus, pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor vem, e vê. Jesus chorou.” (João 11:33-35) Assim como Cristo, nós também precisamos estar sensíveis as necessidades e dificuldades dos outros e os ajudar a vencer cada uma delas e falar do amor de Deus. Resistiu às tentações: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.” (Hebreus 4:15 e 5:2) Mesmo sendo tentado no deserto pelo Diabo Ele foi permaneceu firme e a sua arma contra o inimigo foi a palavra de Deus, a qual nós também devemos conhecer para que resistamos as tentações que passamos. Obediente: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.” (Hebreus 5:8) Mesmo sabendo de toda a humilhação e sofrimento, Jesus foi obediente a Deus independente de sua própria vontade (Marcos 14:36). Precisamos obedecer a Deus independente das lutas que possam vir, pois Ele sabe o que é melhor para nós e nos ajudará a vencer cada uma delas. Temos sido espelhos de Cristo, ou algumas manchas em nós têm distorcido o a imagem de Jesus em nossas vidas? Temos feito a diferença para os outros ou nos tornamos espelhos do mundo? Qual é sua decisão? "aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou." (1 João 1:26) Paz bem