FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Entregues à vontade de Deus

"Entregue suas preocupações ao Senhor, e Ele o susterá; jamais permitirá que o justo venha a cair." (Salmos 55:22)

Hoje vamos falar de duas pessoas comuns, como nós, porém muito especiais para Deus. Eles disseram sim ao Senhor para que os planos maiores de Deus fossem cumpridos em suas vidas.


José e Maria viram seus planos e sonhos de recém-casados serem mudados pelo Senhor, tudo isso para que se cumprissem os planos de Deus e viesse ao mundo (Jesus Cristo) àquele que desde o início fora prometido para esmagar a cabeça da serpente (Satanás) e nos reconciliar com Deus.

Questiono-me se temos esta mesma predisposição, se realmente estamos preparados para mudar todos os planos que traçamos para nossa vida, ouvir a voz de Deus e obedecer-lhe sem restrições, como fizeram José e Maria. Imaginem este casal, nos primeiros momentos, vendo seus sonhos “indo por água abaixo” com esta notícia!


Um verdadeiro caos, não!?

Podemos observar no relato bíblico que, apesar dos seus temores, José ouviu a voz de Deus e se dispôs a obedecer. Ele não havia tido nenhum tipo de intimidade com Maria, não teria o privilégio do primeiro filho e ainda corria o risco de se envolver em um grande mal entendido com a família da sua noiva, no entanto aguardou com sabedoria o cumprimento dos dias para que Jesus viesse ao mundo, ele assumiu, protegeu e amparou Maria. Colocou-se inteiramente à disposição dos desígnios de Deus. Com toda humildade, eles obedeceram a Deus, amaram e cuidaram de Jesus.


A palavra de Deus nos diz que: “O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade.” (Provérbios 15:33)


Muitas vezes queremos ser honrados, mas não queremos obedecer, este casal foi citado nas escrituras e honrado porque foi obediente e dedicado aos propósitos do Senhor. Em Lucas 1:48 Maria diz em seu cântico: “...desde agora todas as gerações me chamarão *bem aventurada.” *Merecedora do amor, do cuidado, da presença constante e da graça de Deus.


Será que hoje, Deus encontraria disposição em mim e em você para entregar a Ele nossa vida, sonhos, planos, tempo... Nossos “momentos especiais”? Será que vivemos: “... abro mão dos meus sonhos, abro mão dos planos, abro mão da minha vida por ti...” Vivemos isto?

Queremos viver isto?

Que possamos passar de ouvintes à praticantes da palavra de Deus.


“Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais.” (Apóstolo Paulo)


O nosso progresso de cada dia acontece quando agradamos a Deus e andamos com Ele.

DIVINA PESPECTIVA

O fracasso muitas vezes nos visitará em algumas tentativas de sucesso e elevação, mas isso não é motivo para auto piedade e desgosto, porque muitas vezes o ''fracasso de nossos anseios significa uma ordem do alto para mudanças de rumo ou de foco. As portas se fecham ou se ''mostram fechadas'' à nossa necessária renovação. Deus é hiperbolicamente inteligente e sabe disso; erros passados, lágrimas choradas, tristezas contraídas são desajustes crônicos que nos tornam egoístas, onde o centro do nosso universo é o nosso EU, coitadinho de mim.

A verdade é que esse egoísmo nos torna desatentos diante dos outros, cultivamos indiferença ou ingratidão e raras vezes esquecemos que é possível refazer atitudes e iniciar de novo, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam. Efetivamente, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na obra do Senhor voltamos tarde a fim de reassumi-las, para alguns pode ser tarde demais, para outros, uma nova chance, mas para Deus nunca é tarde demais.

Fé e firmeza é o que o Eterno espera de nós. O resto é consequência. Só teremos convicção dos mandamentos de Deus provando-os, experimentando-os e tomando atitudes. Falhamos quando não fazemos isto; falhamos quando enfrentamos o mundo com um visão negativa e limitada. Falhamos quando em nosso dia a dia, usando verbos no imperativo, damos ordem a Deus: ''cuida da minha casa, proteja meus negócios, olha meus filhos, me dê um casamento feliz, etc, etc. Raras são as vezes que chegamos a Ele em adoração e submissão, queremos o que é nosso por direito. Exigimos. Agimos como se estivéssemos dizendo para Deus: ''me dá licença, sou eu que estou no comando e não o Senhor''.

Quando alimentamos essa imaturidade espiritual fracassamos. Esquecemos que a própria sabedoria divina determina que para conhecermos a Deus é necessária uma experiência diária com Ele em todas as dimensões. Essa comunhão nos ajudará a aceitar os fracassos que estamos vivendo e que muitas vezes não conseguimos entender para que e o porquê deles. Assim, aprendemos a ver as circunstâncias através de uma perspectiva divina e não negativa, limitada e humana.

Ao interagir com Deus, vem o entendimento a disposição do saber que Deus fala com o Espírito e que ''o homem terreno não aceita o que vem do Espírito de Deus, pois é uma loucura para ele. Não o pode compreender, pois só de modo espiritual pode ser avaliado'' (1 Cor 2: 14). Portanto, é nessa ótica que somos levados a refletir que as coisas espirituais são discernidas e não entendidas.

Ultimas palvras

Ainda era de manhã. Cristo na cruz em agonia contempla a linda Jerusalém, certamente lembrando-se de tudo que viveu. A expulsão dos cambiadores, ele batizando, cura do paralítico no Tanque de Betesda, a cura de um cego de nascença, ele sendo ungido por Maria, as parábolas contadas, lavando os pés dos discípulos, ele no Getsêmani, preso e arrastado, o inquérito preliminar, a condenação pelo Sinédrio, perante Pilatos, diante de Herodes Antipas, de novo Pilatos, na cruz; a lembrança da entrada triunfal deve ter arrancado um sorriso de seus lábios...

De repente Ele clama: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” Ainda ora pelos inimigos, mostrando um amor incondicional pelos pecadores. Ainda se preocupa com eles. Não há nenhum ódio, nenhum ressentimento por parte de Cristo, ciente de seu trabalho que mudaria o mundo e revolucionaria toda a História da humanidade.

Cada vez que Ele diz uma frase faz um enorme esforço para falar. Ele precisa apoiar o seu corpo em cima dos pregos, sentindo uma dor tremenda. Um pouco de ar entra nos seus pulmões e ele consegue dizer isso. Mas enquanto Ele apoia os pés nos dois pregos, suas mãos são rasgadas, senti uma dor insuportável. Ele se move de novo e diz: “ Em verdade, em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso.” Foi o que Ele falou para um ladrão, sofrendo a mesma pena, com a diferença de que Ele era pecador, Cristo, um santo, impecável, a Raiz de Jessé. Foi perdoado e teve a vida mudada.

Sua mãe estava por lá observando tudo. Sabia que estava só, precisando de companhia. Foi então que disse para João cuidar dela. Outro esforço lacinante. Outra dor atroz atravessando seu corpo.

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” O sofrimento psicológico não teve paralelo na História. Era muito desamparo para Cristo. A dor do desprezo de Deus por causa do pecado de toda a humanidade. Isaías já previra isso no capítulo 53. Estava sofrendo conscientemente. E o tremendo esforço para fazer isso. Todas aquelas dores.

Na parte da tarde, ele disse: “Tenho sede!” A angústia física estava incomodando demais aquela hora. Algo que já estava predito no Salmo 69. 21. Sua sede foi “satisfeita” por um “piedoso” soldado. Mais sofrimento ainda. Dizer essas frases era esforço demais. Enquanto isso Ele olhava para Jerusalém e se lembrava de tudo que viveu até ali. A infância em Nazaré, a juventude na Galileia, a escolha dos discípulos...

Agora Ele disse algo que encerrou tudo o que tinha feito. “Está consumado!” Resumia tudo que havia feito. A obra perfeita. Todo o plano concluído com sucesso. Os pecadores seriam salvos e o plano da salvação estaria realizado. Toda a profecia cumprida desde Gênese. Todas as promessas realizadas até ali. A justiça da Lei cumprida, o Império da Morte sofreu uma derrota impressionante, sem paralelo na sua história. Levou cativo o Cativeiro e deu dons aos homens (Ef 4.8).

“Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito!” O final perfeito. Agora começou de fato o que desde a Eternidade estava planejado. “O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Não foi um acidente nem uma fatalidade. Não foi um líder revolucionário que foi morto por um sistema ou uma elite medrosa de perder o poder vigente que o matou.

Foi o Filho do Homem que entregou sua vida, o Filho de Deus. O Cordeiro imaculado e incontaminado, o Cordeiro Pascoal, o Bode Expiatório, a Raiz de Davi, A resplandecente Estrela da Manhã, o Emanuel, a Luz do Mundo, o Tema da Bíblia, o Alfa e Ômega, o Criador do Universo, o Resgatador, o Bispo das Almas, o mais Valente, o Todo-poderoso, o IAHWEH, JAVÉ, EL OLAM, IEHOSHUA, o Renovo, O Nazareno, o Galileu, o Quarto Homem, o Que Veste Finos Linhos, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, o Que Venceu para Abrir O Livro, O Que Julga As Nações, O Humilde de Coração, A Posteridade, Siló, A Estrela de Jacó, o Abençoador, O Dono da Sabedoria, O Rei no jumentinho, O Desejado das Nações, o Recompensador, O Intercessor, Consolador, Advogado Fiel, O Parácleto, O Justo, A Fonte da Verdade e da Justiça...

Foi Ele que morreu por todos, por cada um, para formar um novo povo onde não há nem judeu, nem grego, nenhum gentio, mas só a igreja por todos os séculos... Amém.

Uma familia muito cruel

Uma familia super unida que não mede esforços, mas trabalha diuturnamente no afã de desestabilizar e destruir a sociedade.Sua ação deletéria se faz sentir em todas as camadas sociais. Ela vem em tom de brincadeira e assume o seu posto, impregnada de fantasias e boas intenções.Acena com facilidades, ganhos e sucesso rápido e assim atrai milhões de incautos prendendo-os em sua teia perigosa e multicor. Passado esse estágio, vem a realidade sempre amarga, cruel e impiedosa.

Fumo, álcool e drogas - não necessariamente nesta órdem - formam esta familia sádica e desumana. Todos os componentes atuam em conjunto minando a saúde, afetando o caráter e tornando os seus dependentes reféns, que aos poucos vão sendo acorrentados e algemados sob promessas de auto-afirmação e muito sucesso. Uma brincadeira (na verdade, um pesadelo) que por fim toma conta da pessoa e tem um desdobramento de extremo sofrimento.

Tudo é possível e acontece pouco a pouco de forma programada e crescente. A primeira experiência, em geral, é dolorosa e causa náuseas e repugnação. Aos poucos, entretanto, a pessoa vai se acostumando, gostando e por fim se viciando.Muitos começam a fumar por brincadeira ou simples passatempo, sem imaginar a realidade que os espera. Com o álcool acontece a mesma coisa, ou seja, a pessoa começa a beber doses socialmente, como se diz. Com o tempo, o organismo pede doses maiores e eis que em pouco tempo está pronto um novo alcoólatra, um doente muitas vezes incurável.Tanto num caso como no outro, o ideal é não começar.Todavia, se você já começou talvez ainda haja tempo de parar.

O fumo mata, reduz o usuário a um monte de ossos afetado pelo cancer ou outra doença fatal.No Brasil, morrem mais de 200 mil pessoas por ano, segundo dados do Miistério da Saúde, por doenças provocadas pelo fumo. No mundo, morrem mais de 3 milhões de pessoas por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. O que o leitor acha destes números? O alcoolismo mata diariamente, principalmente em acidentes de transito ou em brigas de bar ou entre vizinhos. Sabe-se que a pessoa alcoolizada perde a coordenação e a noção do perigo ou da razão e se torna um matador em potencial. O que dizer das outras drogas que praticamente tem dominado o mundo?Elas se transformaram no maior pesadelo do mundo e tem subjugado milhões com uma ação destruidora sem paralelos na história da humanidade. Os governos promovem cruzadas antidrogas, instauram CPIs do narcotráfico, entretanto esa peste se alastra em todos os segmentos da sociedade, principalmente entre os mais jovens. Este é o maior desafio deste século.

Amigo leitor, quando esta familia bater à sua porta, diga não. Deixe-a para fora da sua casa. Não atenda, não receba, não ouça as suas insinuações. Fumo, álcool e drogas não devem fazer parte de nossa familia, afinal, somos uma familia cristã, consciente, saudável e feliz.

Diga não a esses impostores. Diga sim à liberdade e à vida.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Não se perca somos filhos

A criação original descrita no capítulo um de Gênesis aponta para um homem feito á imagem de Deus, conforme a sua semelhança. Essa é a verdade sobre o homem. A esse homem espiritual criado por Deus, foi dado o domínio e também autoridade sobre serpentes e escorpiões. Esse homem é Jesus. Quando nos unimos a Cristo e nos tornamos um Espírito com Ele, esse homem também somos nós, eu e você. Assim, eu e você em Cristo somos esse homem.

Em Cristo, o amor de Deus foi revelado, e sua graça, derramada na carne mortal.

A pessoa na qual vivemos e pela qual nos movemos e temos nossa vida nele, é o perfeito, amado e esperado filho de Deus. Quando ele se manifestar, seremos manifestados com ele. Isso é a graça na qual repousa a esperança de boa parte dos Cristãos.

Porém, uma vida de contínua expectação na graça de Deus depende do grau de percepção dessas verdades que jamais serão compreendidas a não ser pela fé. E fé não é tão facilmente encontrada no mundo dos homens. Não estou falando de qualquer tipo de fé, pelo menos não da maneira como a maioria entende. Me refiro à fé mencionada por Jesus em seus evangelhos, aquele dom que recebemos diretamente do reino de Deus, como a menor das sementes, mas que pode se tornar tão grande a ponto de mover montanhas de humanidade em nosso coração corrupto; tragando a mortalidade aos poucos, mudando nosso coração de uma glória para outra glória, a fim de vivermos não mais nós, mas Cristo em nós. Isso é algo que se concretiza apenas de fé em fé.


Esse tipo de fé está intimamente relacionado com uma espontânea e progressiva perda de esperança em nós mesmos, no mundo, e nas soluções apresentadas pela religião e inteligência humanas. Esse tipo de fé tem a ver com estar vazio de si mesmo aguardando ser preenchido com a verdade de Deus, sua vida e seu Espírito.


Em dias de velocidade alucinante no progresso do mundo dos homens, toda essa torrente de provisões para a carne nada mais é que mera distração para nos afastar da vida pela fé, da vitória pela fé, o que subseqüentemente, nos afastará também da identidade real de filhos de Deus em troca das bolotas servidas pelo diabo em seu reino distante.


O conforto e facilidades da vida moderna fornecem ao homem uma sensação de preenchimento quando na verdade as pessoas estão cada vez mais vazias do Espírito. Até mesmo a grande efusão religiosa e popularidade do evangelho, são indícios muito sérios da grande apostasia que se estabelece imediatamente antes do retorno do filho de Deus.


Ele afirmou que o evangelho seria conhecido em todo mundo e mesmo assim duvidou que encontrasse fé na terra quando voltasse para arrebatar sua igreja.


O grande desafio de nossa era é exatamente manter sagrado o nosso relacionamento com Deus e seu Cristo nesses termos: avançando para a esperança que nos foi proposta, sem jamais duvidar, sem se importar com a multidão dos que se distanciam dela. Sem desejar nada e ao mesmo tempo possuindo tudo cada vez mais.

Quem bate ?

O Novo Testamento começa com Deus fora do Templo e termina com Jesus fora da Igreja.
 

João Batista começa o seu ministério anunciando que era a voz daquele que clamava do deserto. E quem clamava do deserto era Deus.
 
Jesus, em sua última carta, está à porta da igreja em Laodicéia, na expectativa de alguém o ouça e lhe abra a porta de sua casa.
 
Isto significa que, desde o início, estamos a lutar pela Igreja.
 
É assim que vejo a Aliança Evangélica (ACEB), como um esforço para que o Cristo não perca a esperança para com a Igreja que está no Brasil, como parece ter perdido com a que estava em Laodicéia.

O apóstolo Paulo disse que sofria o que restava dos sofrimentos de Cristo pela Igreja. Não se referia a qualquer participação no sacrifício vicário, mas, certamente, a essa postura desobediente que se manifestou em Laodicéia e na história da Igreja, de modo geral.

Teimosamente, insistimos na ruptura, na divisão, no cisma.

A Igreja dos laodicenses estava encantada com o poder econômico, interpretando-o como benesse divina, enquanto o Senhor denunciava o seu isolamento.

A cada geração parece que nos encantamos com algo que acaba por nos apartar do Cristo, julgando estar sob suas bençãos.
 
Então, os bispos da Igreja precisam encontrar-se sistematicamente, estar em permanente concílio, para não ser traído ou atraído pelo espírito de cada época, que é sempre espírito de rebelião.
 
Manter um estado permanente de concílio entre iguais mantém-nos atentos a nós mesmos e, mais, ao movimento da sociedade e de seu inspirador. A luta por manter a catolicidade, a santidade, a unidade e indivisibilidade da Igreja é hercúlea e necessária.

Não podemos cair no equívoco da Igreja que estava em Corinto, que segundo Paulo, havia partido o Corpo do Cristo ou, ao menos, agido como se isso fosse possível.
 
Alguém já disse que a “praia” protestante não é a unidade, mas a verdade. Acho que foi assim, durante séculos, mas houve e há a era moderna das perseguições aos cristãos, levada a cabo por ideologias e por religiões com vocação hegemônica e, mais recentemente, pelo secularismo; e a questão já não é se o sujeito assina embaixo de todas as minhas convicções, mas se ele vai morrer comigo por Cristo. E se ele vai morrer comigo, comigo poderia viver, ainda que estivéssemos sempre nos amolando, como o ferro afia o ferro.
 
A questão que afasta Jesus de Laodicéia é uma crise de valores, de perda de identidade; não há menção de desvio confessional, há uma crise de coerência. É, guardadas as devidas proporções, o que vemos no Brasil: provavelmente, a maioria dos protestantes e evangélicos subscrevem confissões de fé muito semelhantes, mas vivemos em meio a uma crise de identidade quanto aos valores que devemos sustentar nesse momento da história. E como os devemos sustentar.
 
Não entendo a Aliança como uma questão de mera representatividade frente ao Estado, mas como uma aglutinadora da Igreja frente ao novo Estado que se anuncia no país - marcado pelo crescimento econômico, pelo estertor da luta ideológica, pela necessidade de parecer moderno, pela tentativa de deixar de ser uma sociedade que, principalmente, luta por sua sobrevivência, para tornar-se uma sociedade global, moderna, capaz de reinventar costumes e propor caminhos, mesmo tendo de conviver com o analfabetismo funcional e com o remanescente da cosmovisão feudal, quando não, medieval.
 
A Igreja que está no Brasil tem uma tarefa nova: por estar crescendo a olhos vistos, se torna a nova fonte de insumos para a construção da ética da nova Nação que se avizinha, fruto de sua inserção nessa transformação global, que ameaça redefinir a ordem do poder econômico e político no mundo.
 
Como reduzir nosso papel a de mero espectador se, gostando ou não, somos agentes na sociedade como sal e como luz, com a demanda de construir uma cidade sobre uma montanha de forma a ser vista por todos em todos os cantos?
 
Jesus está do lado de fora de Laodicéia, tentando chamar a atenção da Igreja. O que há do lado de fora da Igreja? Que lugar ele encontrou? E de onde chama a Igreja? Ele chama quem o ouve para assentarem-se juntos no seu trono. Se não for dentro da Igreja, de onde Jesus reinará? Quem é idôneo para responder tais questões? Acho que o grande desafio de uma Aliança é esse, o de perceber o movimento de Jesus na história, para que a Igreja continue sua relevância na sinalização da presença do Reino entre e em nós.

A religião e seus destinos

A paráfrase com o título freudiano sobre os destinos das pulsões não é acidental - mas tem um percurso que passa em Zurique, pelo gabinete do pastor e psicanalista Pfister.
 
Em 1914, o pastor e psicanalista Pfister publica “O método psicanalítico”, prefaciado por Freud - e lá defende um conceito de pulsão que difere de Freud. Para Pfister, a pulsão não é, como para Freud, uma energia sexual na sua origem - é uma energia que se manifesta em várias formas - sexualidade é uma delas, mas espiritualidade também é uma forma de manifestação desta energia vital.
 
Para Pfister, pulsão é um coletivo - sob o qual se expressam desde a força da sexualidade, com a busca do prazer sensorial, a descarga motora, passando pela agressividade, com sua pulsão de morder, de triturar, - estas seriam a forma "toupeira" de expressão da pulsão.
 
Mas, na outra ponta, a pulsão tem a forma “águia”, não como sublimação da pulsão originária, mas como expressão direta deste feixe pulsional - que nas alturas congrega expressões da busca da liberdade, da estética, da cultura, e da religião.
 
A religião, para Pfister, é uma pulsão - e a partir desta ótica gostaria de tecer alguns pensamentos. Como pulsão, pode ter vários destinos:
 
- pode ser reprimida – simplesmente desalojada da superfície da consciência, e alojar-se em profundidades do inconsciente. Pode ficar ali, bem segura pelos núcleos já abrigados no inconsciente. Mas, também pode haver o retorno do reprimido. E, sabemos por Freud que este retorno pode assumir formas bizarras.

- retornar na forma histérica - como em alguns cultos que sobrevalorizam transes e êxtases, paralisias e sensações corporais.
 
- retornar na forma obsessiva- e temos comportamentos e pensamentos obsessivos transformados em rituais cúlticos - privados ou públicos.

- retornar na forma fóbica - certos objetos de culto, divindades ou inimigos da divindade são demonizados - despertam temor, pânico - lá estão projetados os impulsos inaceitáveis - quase sempre na forma de sexualidade ou agressividade.
 
E, se não houve repressão, a religiosidade pode assumir a forma perversa - como tristemente assistimos à prisão de líderes religiosos que castravam meninos para suas oferendas.
 
A religião também pode retornar associada com outras pulsões - como a agressiva - e então assistimos a caça aos hereges, agressividade legitimada e até recompensada por um ser divino.
 
Graças a Freud, podemos desmascarar o neurótico, o perverso e o psicótico presente na religiosidade. Mas, será que temos de, com nossas interpretações, promover a varredura da pulsão religiosa da cultura e do imaginário humano?
 
O pastor e psicanalista Pfister agradecia a Deus pela genialidade de Freud, que lhe possibilitava retirar os ídolos dos átrios dos templos. [2]
 
Qual então pode ser o futuro da religião?
 
Gostaria de fazer uma associação com outra expressão pulsional - a do amor. Ele também surge de formas tão neuróticas, perversas e doentes, mas nunca houve tentativa séria de erradicá-lo, só porque se mostra doente. Antes, a tentativa da humanidade tem sido no sentido de aprimorar nossa capacidade de amar.
 
Pfister labutava no mesmo sentido, para a religião - que a psicanálise fosse a "humilde lavadora dos pés da verdade" - limpando as sujeiras que a conflitiva humana aglutinou nas suas devoções. Por isso, a psicanálise tem de continuar varrendo ídolos, sendo iconoclasta, retirando amuletos e rezas fortes e fracas, pilotos automáticos da devoção. Mas, aí cessa seu papel. Pfister defendia junto a Freud, e neste artigo publicado na própria revista de Freud - que uma religiosidade purificada e purificadora poderia se ligar ao amor - debaixo do conceito cristão de graça. O imperativo do amor poderia substituir o imperativo do dever - gênese da obsessão, do recalcamento.
 
Não cessamos de amar depois que nos analisamos - antes amamos mais e melhor. Não precisamos parar de crer depois que descobrimos a neurose incrustada em nossas crenças. Podemos amar mais e melhor, aceitar mais nossa humanidade com suas ambivalências e falhas - a tolerância para conosco e para com os outros.
 
A religião mais perigosa, e que deve merecer o controle e a denúncia das autoridades - é aquela que mescla a pulsão agressiva à pulsão religiosa. Esta mescla pulsional gera morte - e não estamos mais nos tempos de Comte ou Darwin para acreditar que haja uma progressão da humanidade rumo à perfeição. O caos pulsional sempre está à espreita por baixo da casca da cultura, e pode se combinar em formas tão destrutivas como o fanatismo religioso.
 
É a combinação da pulsão religiosa com a amorosa que transforma até a pulsão agressiva. Desta forma podemos entender os depoimentos daqueles criminosos que se tornam doces ao se converterem a uma fé religiosa.
 
Pfister, ironicamente, está mais próximo do conceito judaico de pulsão - ao menos como colocado na voz do rabino Halévy na fábula sobre as religiões, escrita por Shafique Keshavjee:
 
“A pulsão sexual e a pulsão espiritual são as duas faces de uma mesma moeda. E essa moeda é aquela que o próprio Deus cunhou. Na carne do ser humano está inscrita uma pulsão biológica e afetiva que o faz sair de si mesmo para acolher um outro, uma outra. No espírito do ser humano está inscrita uma pulsão metafísica e espiritual que o faz sair de seu ego para descobrir o Outro por excelência, Deus. Da mesmo forma que uma mulher pode ficar obcecada pelo rosto de um homem e um homem pelo de uma mulher, Deus é o grande Sedutor que obceca a alma humana. Sem essas duas pulsões que se encontram interligadas, a vida seria aborrecida, centrada sobre si mesma.”
 
Enquanto os cristãos matavam os mouros em nome de Deus, viveu o cristão Francisco de Assis que, depois de tentar impedir a realização de mais uma mortífera cruzada, foi pessoalmente ao califa muçulmano. Chegando lá, foi agredido sem revidar, permaneceu preso até que sua conduta chamou tanta atenção que o califa o recebeu. Depois de muitos dias em conversas amistosas, acontece a despedida e a bênção que até hoje perdura entre muçulmanos e franciscanos. Francisco era admirado por Freud e Pfister.
 
Exceção entre todos? Quantos anônimos religiosos, de muitas confissões e credos, associaram sua pulsão religiosa com a amorosa, e geraram vida e não morte? Talvez, a única morte, neste nível, seja a do próprio Eu, e até do próprio corpo.
 
Esta religião tem futuro e gera futuro, porque gera vida. A religião que mais prefere morrer - desde a dimensão simbólica até, se for preciso, na dimensão concreta - esta gera vida. A parábola do grão de trigo - agregada à história da tensão do joio – ensina a aguentarmos o diferente, a tensão das interfaces.
 
Como expressão desta religiosidade, me comovo cada vez que relembro o exemplo do casal judeu messiânico que, em função da sua fé, abriu uma casa para cuidar de órfãos... palestinos. Fizeram-no em nome de Deus.
 
 
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Karin Hellen Kepler Wondracek é psicóloga e psicanalista, e mestra em teologia. É tradutora de Cartas entre Freud e Pfister, autora de Caminhos da Graça e uma das autoras de Uma Criança os Guiará.