FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

DESCONFIE


Viver numa sociedade não emancipada é um sacrifício pra qualquer ser humano que possui um pequeno indício de racionalidade. A autonomia roubada rouba-nos o direito de prescindir do pensamento do outro e seguir mediante o pensamento que construímos no percurso da nossa própria existência. Vivemos uma crise no mundo contemporâneo entre a individualidade e a coletividade, esta, insiste em privar o individuo em suas ações e escolhas. A coletividade em suas referências e convenções sociais sempre tem uma forma desumana de inibir a iniciativa individual.

Os mecanismos de inibição produzem o sentimento de culpa e de medo que eternizam ainda mais o status de dependência do sujeito. Na ausência de um mínimo de reflexão critica não resta ao manipulado escolher apenas o que lhe foi proposto ou induzido. Assim, a vida vai sendo esticada nessa estranha dialética entre opressor e oprimido, entre senhores e escravos. A mídia, por exemplo, com seus aparatos sensoriais manipula ao máximo o poder de compra das pessoas, ditando o produto que se deve comprar, sem, na maioria dos casos, a devida necessidade de compra. O que acontece é um processo de sedução do qual o comprador se vê impossibilitado de fazer alguma escolha diferente.

Na religião acontece o mesmo. Existe um fascínio de espiritualidade onde o indivíduo é levado a ser como a maioria. Todos passam pelo mesmo processo. Não dá pra ser diferente do coletivo. Se a pessoa esboçar qualquer tipo de reação não será aceita no grupo. Há uma mesma língua, um só pensamento, uma só prática, não de uma espiritualidade sincera, mas de uma pseudo-espiritualidade que não se estabelece nem pela lógica dos fatos. Por exemplo, dar dízimo em muitos ambientes evangélicos é sinal de obediência a Deus, mas, mais do que isso, é uma forma de se dar bem na vida. Espera-se que Deus retribua inúmeras vezes mais aquele valor ofertado. Assim, não é lógico imaginar que Deus seja comparado ao baú da felicidade ou coisa parecida. Dar dízimo não é jogar na loteria.

Por isso que é difícil viver sem autonomia racional. Sem capacidade de pensar escolhas. Nem o sistema educacional brasileiro nos ensina a pensar. Apenas engolimos idéias antiquadas e vomitamos pensamentos obsoletos. Não progredimos nunca. Não criamos, não inventamos, apenas mantemos com muita precariedade o que está posto. O lema positivista de Auguste Comte na Bandeira do Brasil é balela. Não há progresso no Brasil. Olhe para o Senado, são os mesmos autocratas de sempre. Enfim, faço um apelo para quem lê, desconfie. Desconfie de tudo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PARA REFLEXÃO, NATAL


Você já foi a alguma festa na qual o aniversariante não estava presente, ou que não havia sido convidado por seus amigos nem por seus pais que organizaram a comemoração? Acredito que sua resposta seja não, aliás, uma pergunta desta estirpe soa no mínimo estranha tendo em vista que a pessoa homenageada da festa é o aniversariante. E quem teria tamanha falta de consideração em deixa–lo de fora? Porém por mais ilógica que uma situação dessa possa parecer, ela se repete todo final de ano no natal, dia 25 de dezembro, data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Basta ligar o nosso aparelho de televisão, sintonizar o rádio, ou acessarmos a Internet e tão logo iremos perceber que a maior festa da cristandade perdera toda sua essência e espiritualidade. Se antes, tinha por finalidade relembrar o nascimento do príncipe da paz, atualmente tem sido uma boa época para a industria marketeira lançar seus produtos, atrair clientela (e como sempre, o maior alvo são as crianças) e ganhar dinheiro e convenhamos, muito dinheiro!

Por isso não é de se admirar que embora seja uma festa cristã ela atenda o interesse até mesmo do ateu mais convicto em sua filosofia antagônica a qualquer tipo de religião. Logo, tem sido mais plausível falar do bom velhinho do que até mesmo de Jesus. E embora o Papai Noel seja uma figura lendária e fictícia tem roubado cena, sendo querido e idolatrado por crianças de várias etnias e de todo tipo de crença, e isso mesmo sem existir e sem ser o homenageado da ocasião.

Em razão destes desvirtuamentos, a festa natalina tem assumido um caráter um tanto quanto sincrético, ou seja, embora ela tenha raízes cristãs, não envolvem mais somente cristãos. Porém, isso não seria de todo ruim se todos entendessem o seu real significado. Sendo assim, ao se desviar de seu cerne tem sido uma festividade mais humanista do que propriamente cristã, mais materialista do que espiritual, substancialmente pragmática e relativamente filantrópica.

O problema disso tudo se encontra no fato de que a maioria das pessoas se reúnem diante de mesas fartas e bem adornadas para comemorar o nascimento de Jesus, sem antes conhecê–lo e sem que ele faça parte de suas vidas. Convidam parentes, vizinhos, crianças carentes para fazerem parte daquele momento, mas Cristo onde está ?

O natal sem Jesus é semelhante àquela manjedoura que reservaram para José e Maria, esta, grávida e já ás vésperas do parto para passarem a noite. Aquele lugar não passava de um estábulo velho (não sei se era velho, mas suponhamos que fosse...) cheio de palha e cheirando animais. Porém quando Maria deu a luz ao Salvador, aquele lugar passou a ser então um dos lugares mais importantes e privilegiados de toda história.

Que nesta data tão sublime não haja simplesmente um comer e beber acompanhado de blateração e festejo, mas que venha ter também uma reflexão em cima do que este dia simboliza. Que o natal não termine nas primeiras horas do dia 26 de dezembro, mas que ele se estenda até a volta de Cristo, e que em cada momento lembremos que ele nasceu para morrer por cada um de nós. Todo dia é propício para estender a mão ao necessitado, a dar lugar ao amor, ao perdão e a fraternidade.

Neste natal, que estejamos comemorando também nosso novo nascimento, e que ofereçamos a Deus este dia racionalmente, nos desvencilhando de todas projeções feitas em relação ao natal pelo mercado consumista, ou das deturpações causadas por fábulas infundas e oriundas da imaginação humana. Um Feliz natal com Cristo a todos.

ACHEI JESUS, O CRISTO !

Sei que ainda estamos um pouquinho distante do natal, onde neste período, sempre aparece um tal espírito natalino, ouve-se que as pessoas se tornam boazinhas, ajudadoras, compadecidas das misérias alheias, enfim, durante todo o ano, com seus trezentos e sessenta e cincos dias, destes, apenas sete, são utilizados para a caridade, num total de 1,91% do ano, utilizado para a bondade, pouquíssimo não é?

Mas como dizia, não é tempo de natal, entretanto, salta-me ao coração uma situação narrada nas páginas da Bíblia: E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra. Ora, sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. (Mateus 2:11 e 12).

Esta narrativa, conta de três homens sábios, que através dos livros proféticos do Antigo Testamento, tomaram conhecimento que dentre os judeus nasceria o messias. Chegando o tempo oportuno, vieram até Israel em busca de tal feito. Sem saber da localização da casa onde estava Jesus, buscaram informações. Sabendo disso, Herodes, rei em Israel, chama secretamente os três sábios, e diz-lhes que quando acharem o menino deveriam avisá-lo, pois também queria oferecer seus presentes ao pequeno Rei.

Bem, quem procura sempre acha. Acharam o menino, juntamente com sua mãe, ofereceram seus presentes, e por um sentimento nada humano, sobrenatural, voltaram por outro caminho, não pelo caminho de volta ao palácio de Herodes, pois certamente morreriam.

Isso tudo, é uma grande realidade em nossos dias. Todos nós, sem exceção, nascemos com um vazio em nosso ser, uma sede desesperada, uma inquietação nos sentimentos, que quando não suprida, leva-nos a experimentar os Herodes da vida. Estes Herodes são tudo aquilo que devoram nossas preciosas vidas, alcoolismo, drogas, corrupção, medo, ansiedade, vergonha, religiosidade, traumas, e uma infinita lista de situações que nos impedem de viver plenamente.

O desejo daqueles sábios era conhecer Jesus Cristo. Eis aí o grande segredo, conhecer a Jesus Cristo! Não mais um Jesus menino, deitado estático numa manjedoura, ou ainda, pendurado numa cruz, mas alguém vivo, completamente vivo.

Note, que o trio de magos após conhecerem o Messias, não voltaram pelo mesmo caminho, pois seria uma rota de morte. Depois que alguém deparar-se com a amada pessoa de Jesus Cristo, não tem como ser a mesma pessoa. Nossos caminhos mudam, os conceitos e preconceitos caem, a vida se torna algo fascinante, há sentido no que fazemos.

Esta história tão remota é uma grande verdade para nossos dias. Pare de andar pelos caminhos de Herodes, pois levaram você até a morte. Ache Jesus Cristo, vivo, eterno, completamente apaixonado por você. Isso mesmo, do jeito que você é, sem máscaras, machucado, saudável, feliz, preso, livre, ache Ele agora mesmo.

Jesus Cristo te ama do jeitinho que você é, mas fará de tudo para te deixar jeito que Ele é.Paz e bem

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

CEGUEIRA


Há poucos dias atrás assisti em DVD "Ensaio sobre a cegueira", filme dirigido por Fernando Meirelles, baseado numa obra de autoria do escritor português José Saramago.
Achei o filme bom, apesar de complexo em sua temática.

Todo o elenco esteve bem integrado, destaque para as interpretações de Mark Ruffalo e Julianne Moore, esta numa performance ao menos digna de uma indicação ao Oscar.

O filme trata sobre uma inédita e inexplicável epidemia de uma "cegueira branca", uma vez que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa. Os afetados pela doença são colocados em quarentena e, quando os serviços ofertados pelo Governo começam a falhar, as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos mais primários.

Tentando analisar o comportamento dos personagens do filme, fui ao dicionário Wikipédia, buscando relembrar alguns conceitos da psicologia, já esquecidos por mim, quando fui aluno da disciplina de Introdução à Psicologia, em 1985. Vejam o que encontrei:

"ID – O id é a fonte da energia psíquica (libido). É de origem orgânica e hereditária. Apresenta a forma de instintos que impulsionam o organismo. Está relacionado a todos os impulsos não civilizados, de tipo animal, que o indivíduo experimenta. . Não tolera tensão". "EGO – Significa "eu" em latim. E responsável pelo contato do psiquismo com o mundo objetivo da realidade. O Ego atua de acordo com o princípio da realidade. Estabelece o equilíbrio entre as reinvindicações do Id e as exigências do superego com as do mundo externo". "SUPEREGO – Atua como censor do Ego. É o representante interno das normas e valores sociais que foram transmitidos pelos pais através do sistema de castigos e recompensas impostos à criança". "São nossos conceitos do que é certo e do que é errado. O Superego procura inibir os impulsos do Id, uma vez que este não conhece a moralidade. É o componente social da personalidade. As principais funções do Superego são: inibir os impulsos do id (principalmente os de natureza agressiva e sexual) e lutar pela perfeição".

Do que tenho visto no mundo, e analisando de forma mais apurada o comportamento dos personagens do filme, o que realmente acho é que, à luz do conhecimento emanado da psicologia, o “Superego” parece não vir mais cumprindo adequadamente o seu papel, em face do afrouxamento dos valores morais e éticos que temos observado na sociedade.

Assim, o Superego vem inibindo cada vez menos os impulsos do Id, e o que resta é uma flagrante e desenfreada prática das obras da carne, “...as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:19-21)

O fato é que a psicologia não consegue oferecer uma solução para o dilema do pecado, mas o Evangelho de Cristo garante a gratuíta salvação ao pecador, que, se arrependido, e convertido ao Evangelho de Cristo, é regenerado em seu ser, obtém o completo perdão dos pecados, e recebe uma capacitação vinda do Espírito Santo para ir moldando as próprias ações pessoais à vontade de Deus (explicitada na Bíblia), a que a teologia chama de Santificação.

Com isto, não quero afirmar que somente os cristãos sejam capacitados às práticas morais e éticas para uma boa convivência social, mas certamente a falta de temor a Deus, e a descrença nos ensinos da Bíblia (fato bastante comum nos dias de hoje), levam as pessoas bem mais facilmente a certas atitudes pecaminosas.

Embora sejamos salvos unicamente pela fé em Jesus, como cristãos, precisamos nos deixar guiar inteiramente pela Palavra do Senhor, para que vivamos nesta terra de uma maneira que glorifica a Deus e para não experimentarmos as conseqüências dos pecados que praticamos, pois “Não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado” (Provérbios 29:18).

É certo que continuaremos pecando enquanto estivermos vivendo nesta terra, pois há uma luta constante entre a carne e o espírito. Entretanto, como já foi dito antes, uma das principais funções do Superego é lutar pela perfeição (algo que se estende pela vida inteira), e as possibilidades de êxito serão sempre maiores quando conhecermos a Palavra de Deus e praticarmos os Seus mandamentos, pois assim escreveu um Salmista:

“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Salmos 119:11)

É tempo de debruçarmos cada vez mais o nosso olhar sobre a Palavra de Deus, pois assim nos afirmou o Apóstolo Paulo:

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16)

Meditem nisto!

QUANDO CONHECEMOS O PROXIMO


Ei.. Você! Poderia me dar uma informação?

- Sim!

- Sabes se é por aqui o caminho que segue para Gramado?

- Sim eu sei! Mas primeiro quero que saiba uma coisa!

- Surpreso respondo: Opa! O que seria?

- Quero que saiba o meu nome, muito prazer eu sou o "João"!

- Com muita vergonha respondo: Ola, Muito prazer João!

- Bem agora que sabe quem sou, vou te dizer o caminho que deves seguir para Gramado...

Esta foi uma lição que recebi em um breve dialogo sem pretensão com um senhor de idade avançada, aparentando cerca de 90 anos, que residia em uma estrada de terra situada em uma cidade do interior do RS. Ele com a maior gentileza me ensinou algo revelador e precioso sobre mim, com apenas uma resposta. Creio que realmente foi uma resposta sem intenção, e sim um impulso empático, resultado de sua experiente sabedoria e grande simpatia. Com uma simples frase ele mostrou-me a forma superficial a qual nós costumeiramente nos utilizamos uns dos outros.

Enquanto eu seguía para gramado cruzando por são José dos Ausentes, fui assombrado por aquele breve e revelador encontro, onde percebi que estamos acostumados com a síndrome da "solidão em grupo", onde cruzamos por pessoas, mas não as percebemos. Fui conduzido a analisar a força deste espírito, que posso chamar de "Espírito capitalista" onde valorizamos as pessoas não por sua identidade, e sim por sua produção, não buscamos conhecer e sim obter, não queremos relacionamentos, sim contratos de compra e venda.

Este espírito capitalista ronda nossa sociedade a manipulando, tornando todos os sentimentos que cercam os seres humanos, em apenas objetos de compra e venda. O “espírito capitalista” não ama o individuo, ele ama sim o advogado, o médico, ou o administrador. Para este espírito Somos apenas meros “objetos” e não ” indivíduos”. Passamos a analisar as pessoas pelo bem ou prazer possível que possam nos produzir deixando de lado a responsabilidade do amar o próximo como a nós mesmos.

Este mesmo sentimento, influencia diretamente a igreja contemporânea, e para entender é só ter uma breve percepção realista da forma como o evangelho tem se posicionado nestes últimos anos. O resultado concreto que vemos é uma avalanche de Igrejas de teor triunfalista, onde o sinônimo de benção é definido pelo que possuímos, ou por seus números produzidos, onde na verdade a benção virou Cifras.

Não queremos mais perceber as pessoas ao derredor, muito menos saber os seus nomes ou problemas, é uma distancia proposta pelo “espírito capitalista”, é confortável, e nos livra da responsabilidade do compartir para integrar.

Se pensarmos, quantos “Joões e Marias” cruzam por nosso caminho todos os dias e não notamos, perceberá que fazemos uso constante desta insensibilidade gerada por este sentimento parasita que nos assedia. Quantas vezes nós buscamos pessoas apenas por algum interesse comum ou beneficio ao qual elas nos propõem? Quantas vezes não nos sentimos usados por pessoas que eram originalmente perfeitos representantes deste “espírito capitalista”? Por uma questão de sobrevivência precisamos urgentemente desincorporar esta teologia, onde se excluí um simples “Muito prazer”, substituindo por um “o que pode me oferecer?”.

Com urgência, temos de trocar nossas influencias e leituras, pois se percebermos grande maioria dos livros evangélicos é de origem norte-americana, onde seguramente podemos afirmar que grandes parcelas destas teologias propostas são resultado de uma cultura religiosa que é diretamente influenciada por um pensamento de consumo.

Assim como os EUA é o berço do capitalismo no mundo, grande maioria dos seus teólogos são resultados desta sociedade de consumo. Precisamos ter maior atenção ao que estamos consumindo como informação pratica e influência para nossas liturgias, pois estas futuramente irão formar nossas percepções da vida, e religião.

Precisamos valorizar mais o “ser - humano” ressuscitando em nossas comunidades a vida comunitária, e com isso valorizando a vida cristã na Práxis, não somente a nominalidade. Abandonemos as hipocrisias e sejamos mais amigos ,empáticos e despretensiosos, batalhando por substituir o “o que pode me oferecer?” Por um “muito Prazer!” Paz e bem

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CURAR ENFERMOS.....................


É muito bom ver como Deus vai moldando e nutrindo a nossa vida no decorrer dos anos. Sempre de novo, vamos descobrindo que sua despensa é muito farta e nunca iremos “consumir tudo” o que ele reserva para nós. Como bem posso testemunhar, ele nunca se cansa de caminhar conosco nessa vereda do discernimento e da maturidade.

Esta série sobre o chamado dos discípulos vem considerando cada uma das dimensões e significados da vocação cristã. Vimos que Jesus chama os discípulos “para estarem com ele”, num claro convite para o estabelecimento de sólidos laços de relação com o seu Mestre. Ao deter-nos no chamado “para pregar o evangelho”, vimos como a palavra de Deus nos alcança de forma redentora nos becos mais escondidos da vida.

A vocação “para curar enfermos”, para a qual olhamos hoje, não consta no texto de Marcos. Porém foi uma marca inquestionável da vocação dos discípulos, assim como do ministério de Jesus. Em Mateus 10.1ss, Jesus envia os doze discípulos e dá-lhes autoridade “para expulsar espíritos imundos e curar todas as doenças e enfermidades”. Marcos, num texto paralelo (Mc 6.7-12), diz que Jesus, “chamando os Doze para junto de si, enviou-os” (v. 7), e “eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse. Expulsavam muitos demônios e ungiam muitos doentes com óleo, e os curavam” (v. 12-13). Os relatos de Lucas evidenciam uma unidade clara entre o que Jesus manda os discípulos fazerem e o que ele mesmo faz. Depois de passar a noite orando no monte e então escolher os doze discípulos, ele desce do monte para encontrar-se com uma multidão, “que vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças”. E o texto continua: “Os que eram perturbados por espíritos imundos ficaram curados, e todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava todos” (Lc 6.12-19).

Os diferentes momentos em que Jesus enviou os discípulos, ou exerceu o seu próprio ministério, deixam claras as marcas da nossa vocação: “pregar o evangelho, curar os enfermos e expulsar os demônios”. São três dimensões ministeriais -- “salvação, restauração e libertação” -- e nenhuma delas deve ser exercida isoladamente; na verdade, uma caminha para dentro da outra. Juntas, elas se constituem em expressão do reino de Deus a irromper na vida cansada, destroçada e perdida do ser humano.

Curar enfermos... tem certeza?
O meu ancoradouro espiritual foi um movimento muito piedoso e rígido; havia muita coisa que um cristão não fazia e com que não se envolvia. Enfatizava-se a conversão, a comunhão cristã e o crescimento na fé, e o instrumento-chave para que isso acontecesse era a pregação do evangelho e o ensino da Palavra. Quanto aos enfermos, devia-se orar com eles e por eles; mas qualquer ênfase ou “espetáculo público” neste sentido era descartado. Orava-se por cura e esperava-se a resposta, mas isso era feito com gratidão, silêncio e discrição.

Quando fui estudar teologia -- e esta era de caráter liberal --, a coisa ficou difícil e tensa. Mesmo querendo apegar-me aos princípios e fundamentos da minha fé, fui confrontado com uma teologia que queria desconstruir essa fé “pietista e infantil”. Sair por aí dizendo que na caminhada da fé os enfermos são curados era algo incabível no universo desta teologia, pois uma das suas maiores dificuldades era lidar com milagres e qualquer coisa que fugisse a processos de racionalização. Milagre tinha de ser explicado e não experimentado.

Porém o convite-desafio a curar os enfermos continuava lá, assim como Deus continuava lá, insistindo em mostrar-me que esta dimensão da cura era importante para ele, para os enfermos e para mim mesmo. Afinal, há tantos doentes ao nosso redor e tanta enfermidade dentro de nós que é impossível imaginar que Deus não se preocupe com os doentes e suas mazelas.

Revisando minha caminhada, percebo duas vertentes que me levaram a agradecer a Deus por querer curar as pessoas. A primeira é o próprio Deus. Eu continuo a ver nas Escrituras que ele se importa com os doentes, e ele insistia em dizer que eu também deveria me importar. Eu percebia que não poderia abraçar uma das expectativas de Jesus -- pregar o evangelho --, enquanto ignorava a outra -- curar os enfermos. Aliás, fui percebendo mais e mais como um dos mandatos de Jesus se encaixa no outro e como precisamos de todos eles se queremos anunciar e experimentar salvação:

Estar com Jesus
Pregar o evangelho
Curar os enfermos
Expulsar os demônios

A segunda vertente é a enorme quantidade de doenças e pessoas enfermas ao nosso redor, sem ignorar o peso que a enfermidade tem na nossa vida e na vida dos que nos são próximos. Basta ver quanto das nossas conversas giram em torno de doenças, quantos remédios temos em casa, quantas vezes nos automedicamos, quantos pedidos de oração por pessoas doentes na igreja. Somos pessoas doentes vivendo numa sociedade doente -- e Deus se importa com isso! Por isso Jesus diz aos discípulos: “Quando entrarem numa cidade... curem os doentes que ali houver e digam-lhes: O reino de Deus está próximo de vocês” (Lc 10.8-9). Agradeço a Deus por ele tocar os doentes com o seu toque restaurador, e nós sabemos que isto pode tomar muitas direções na vida de muitas pessoas. Porém sempre que ele nos toca o reino de Deus está próximo. Paz e bem

E VOCÊ, O QUANTO AMA O MUNDO ?


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito...”
João 3.16

Imagino que haja muitas objeções a este raciocínio. A primeira se baseia em 1 João 2.15: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”. A solução é fácil. Apesar de os dois textos usarem a mesma palavra, “kosmos” (mundo), em João 3.16 ela se refere ao mundo físico ou humano, enquanto em 1 João 2.15 se refere aos valores negativos de um “mundo” pecaminoso. Voltando à pergunta do título, se Deus amou o mundo a ponto de dar seu único Filho, qual é a medida do nosso amor pelo mundo? Surge então a segunda objeção: Será que João não está se referindo ao mundo de pessoas em vez de se referir ao mundo físico?

Ele está falando do mundo de pessoas sim. Aqui, “mundo” claramente se refere aos dois aspectos do mundo criado por Deus: humano e não-humano. Basta ler João 1.9-10. Talvez a conexão entre os dois fique mais clara se considerarmos Romanos 8.18-25, em que a salvação da humanidade e do mundo não-humanos é interligada.

Toda a criação um dia será “salva”, isto é, renovada e recuperada. Porém, de acordo com Romanos 8, esta redenção da criação só acontece depois da salvação dos seguidores de Cristo. E o motivo é que, embora a redenção venha sempre e unicamente de Deus, ele próprio incumbe o seu povo de ser instrumento para anunciar tal redenção. Por isso, o povo de Deus, a igreja, tem um papel importantíssimo na redenção da criação. Certamente, entre outras coisas, isso implica num compromisso ativo que os ecologistas chamam de “conservação”. A palavra preferida das Escrituras parece ser “redenção” ou “renovação”. Basicamente, o que Paulo descreve em Romanos 8 é o que o visionário João fala em Apocalipse quando descreve o novo céu e a nova terra.

Agora talvez já tenha surgido uma terceira objeção à ideia de “amarmos este mundo como Deus amou”.

Afinal, a Bíblia não afirma que este mundo físico, antes do fim dos tempos, se desfará? Então, por que tanto esforço para conservá-lo? Será que a Bíblia ensina que o mundo físico que conhecemos um dia não mais existirá? Vejamos 1 Pedro 3.7 e 12. Ambos os versículos falam da “destruição” por meio do “fogo”, tanto na maioria das nossas traduções quanto no original. Lendo esses versículos isoladamente e fora do seu contexto, só podemos concluir que o mundo físico aguarda, de fato, uma destruição futura total, uma aniquilação e o desaparecimento, assim como o fogo transforma a madeira em cinzas. Porém, o versículo 6 muda esta leitura. Os céus e a terra, isto é, o mundo físico, serão destruídos, consumidos pelo fogo, “da mesma forma” que o mundo físico anteriormente foi destruído pelas águas. Que tipo de “destruição” é essa? Por um lado, tal destruição certamente não é aniquilação, obliteração, e extinção total. Pois, depois do dilúvio, o mundo continuou a existir. Porém, tal destruição não ocorreu sem dor e sem estrago substancial. Portanto, a destruição do dilúvio e do mundo futuro “envolve grande dano, mas não a inexistência”. Outros usos desta linguagem nas escrituras apontam para a ideia de purificação e transformação, um processo doloroso e abrangente (Ml 3.1-4; 1Co 3.12-15).

Isto significa que “novos céus” e “nova terra” não são “outros céus” e “outra terra”, mas céus e terra renovados, da mesma forma que Cristo nos transforma em novos homens e novas mulheres, isto é, não fisicamente em outras pessoas, mas em pessoas renovadas, e assim, em outras pessoas interiormente.

Voltamos à pergunta inicial: Quanto nós amamos este mundo? Quanto amamos a criação de Deus, que ele próprio pretende renovar? Qual é a nossa ação atual de manifestação deste amor?