FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

À BEIRA DO CAMINHO


Cantarolando uma música de Roberto Carlos (dos meus tempos), composição dele e Erasmo Carlos intitulada "Sentado à Beira do Caminho". A letra exprime a desalento de um humem fadigado e solitário, tal qual o episódio bíblico que narra (em tres dos quatros Evangelhos), a história de um cego que estava sentado à beira do caminho, mas com fé. Este possivelmente em piores condições físicas que o personagem da música, visto que, era cego e pedia esmola.

A Bíblia conta (Lc. 18: 35-43), que em Gericó havia um homem cego pedindo esmola e que ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. Disseram-lhe que Jesus Nazareno passava por ali. Então o cego gritou: "Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!". As pessoas que iam à frente mandavam que ele ficasse quieto. Mas ele gritava mais ainda:"Filho de Davi, tem piedade de mim!"

Pela letra da música agora posso imaginar com detalhe o sofrimento e a fé daquele solitario e conhecido cego de Gericó que o fezera gritar com tanta insistência.

O pobre cego sozinho sobre chuva e sol, durante o dia ou a noite, em frio intenso e as vezes no calor escaldante, podia está falando consigo mesmo; mais ou menos como a letra da música de Roberto:

Eu não posso mais ficar aqui a esperar que um dia de repente Você (Jesus) volte para mim... Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim... Meu olhar (de fé), se perde na poeira dessa estrada triste onde a tristeza e a saudade de Você ainda existe... Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança de ao menos ver de perto o seu olhar que eu trago na lembrança... (fé, saudosa fé). Preciso acabar logo com isso. Preciso lembrar que eu existo, que eu existo, que eu existo... Vem a chuva, molha o meu rosto e então eu choro tanto. Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com o meu pranto... (súplica de fé). Olho prá mim mesmo e procuro e não encontro nada. Sou um pobre resto de esperança (ainda havia fé), à beira de uma estrada... Preciso acabar logo com isso. Preciso lembrar que eu existo.

E foi então, em meio a esses pensamentos sofridos, mas de fé que ele ouvi a multidão passar, e perguntou o que estava acontecendo. E, portanto gritou, gritou, gritou... daquele jeito com fé!

E para sua felicidade, Jesus parou, e mandou que o levassem até ele. Quando chegou perto, Jesus perguntou: “O que quer que eu faça por você?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero ver de novo.” Jesus disse: “Veja. A sua fé curou você.” No mesmo instante, o cego começou a ver e seguia Jesus, glorificando a Deus.

O final da música do Roberto, fecha o contexto da história bíblica quando diz: Só você, não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho esperando a vida inteira por você, sentado à beira do caminho... por isso ele gritou.

Deus (Jesus), sempre visita o seu povo. Não perca a sua fé. Faça seu apelo. Jesus vira abrir os seus olhos e restaurar a sua visão.

A SÍNDROME DO PECADO OCULTO


2 Samuel 11.26-27 e 12.1-15

O que é o pecado?

Começaremos nossa definição de pecado através da melhor ferramenta que temos: as Escrituras. A teologia do pecado no Antigo Testamento não enfatiza uma pecaminosidade global; mas sim, o pecado cometido por cada indivíduo , conforme o texto que lemos. Isto é óbvio, pois assim como a salvação é individual, o pecado também o é. No Antigo Testamento há 85 ocorrências da palavra: (awen), se referindo ao pecado. Em Isaias 10.1 e no Salmo 7.14, awen é o sofrimento causado pelo pecado; no Salmo 140.10, awen são palavras enganosas; em Jó 36.21, awen é a aflição causada pelo pecado; em Isaías 66.3, Awen é um rótulo para a idolatria. Na maioria das vezes que a palavra awen aparece na Bíblia, quase sempre se refere ao "mal", "iniquidade" ou "maldade". A palavra awen também é usada no Salmo 51.2, quando Davi confessa seu pecado ao Senhor.

Os teólogos e estudiosos da Bíblica dão pouca ou nenhuma atenção a esta palavra nas Escrituras, para definir o que seja pecado. Todavia, o estudo desta palavra deveria mais enfatizado. No Novo Testamento, a palavra mais usada para definir pecado é hamartia, que ocorre 173 vezes, e cujo sentido principal é “um pecado humano dirigido contra Deus-Uma ofensa a Deus”- Um ato individual, assim como no AT.

O pecado, portanto, pode ser definido como uma palavra, um pensamento, um ato, um desejo ou uma omissão, contrários ao plano de felicidade que Deus tem para o homem.

O texto de 2 Samuel 11.26-27 e 12.1-15 é um dos textos mais impressionantes da Bíblia: O pecado de Davi revelado pelo Profeta Natã. O local é o palácio do rei Davi, e o profeta que o aborda, é um vidente profissional, acostumado às regalias de uma vida confortável na corte. Aparentemente, o profeta Natã não teria motivos para se arriscar, para se comprometer – afinal de contas, quem desagradava ao rei, corria o risco de perder a vida. Mas ele parecia não temer tal circunstância. O texto diz que Natã é enviado pelo Senhor a Davi, para entregar-lhe uma mensagem, uma parábola. A parábola diz respeito a dois homens. O primeiro era rico e possuía muitas ovelhas e gado, o segundo possuía apenas uma cordeirinha domesticada. O homem rico recebeu um peregrino em sua casa, mas não quis alimentá-lo com a sua riqueza, e preferiu lançar mão da cordeirinha do homem pobre.

Antes que a história fosse concluída por Natã, Davi se precipita e o interrompe, sentenciando o homem rico a morte, e obrigando-o a restituir pela cordeirinha tomada, quatro vezes mais. Natã, com autoridade de um profeta profissional, mas acima de tudo, de um profeta de Deus, declara ao rei: “Tu és o homem”. Davi era rei de Israel, livre das mãos de Saul, de quem recebeu como herança riquezas, mulheres, e tudo o que ele quisesse, mas todo este poder não foi suficiente: Davi precisava de mais. Davi precisava do que não era seu, e com isto quebrou o sucessivamente o décimo, o sexto e o sétimo mandamentos; e pior, não confessou seus crimes e nem se arrependeu deles.

O Pecado oculto de Davi foi sua ruína; e é por causa deste pecado que meditaremos sobre o tema: A Síndrome do Pecado Oculto.

1. O Pecado Oculto Cega
Nos versículos 5 e 6 do texto lido, Davi sentencia o homem rico da parábola a morte e a pagar 4 vezes mais pela cordeirinha apanhada.

De que forma o pecado cega? O pecado cega através do moralismo. O moralismo é Manifestação por meio de palavras ou atos que demonstra exagerada preocupação com questões de moral e tendência para a intolerância e preconceito em relação aos outros. Davi foi moralista ao sentenciar o homem rico da parábola de Natã.

O pecado cega através do falso senso de imunidade: Davi subestimou o seu pecado, talvez, pela sua autoridade como ungido de Deus, como rei de Israel. Quando pecamos contra Deus e não confessamos os nossos pecados, nos tornamos cegos pelo moralismo e pelo falso senso de imunidade. Este é um dos grandes sintomas do pecado oculto.

2. O Pecado Oculto Provoca a Ira de Deus
Nos versículos 9-12, percebemos que a ira de Deus se ascendeu contra Davi: O Senhor chamou Davi de ganancioso, por querer mais do que tudo aquilo que ele já tinha; o Senhor prometeu que enviaria a violência sobre a casa de Davi para sempre; o adultério da própria casa de Davi o envergonharia; e os pecados da casa de Davi seriam expostos a todo o povo de Israel. Sim meus irmãos! Deus se ira!

O mesmo Deus que é amor também é fogo consumidor para com aqueles que o desobedecem e ocultam seus pecados.

3. O Pecado Oculto é Vencido pela Confissão, mas deixa Sérias Consequências: vv. 13-15.
Após a confissão de Davi, o profeta anuncia-lhe o perdão de Deus: “Não morrerás”. Ali, o pecado é vencido; mas o preço pelo seu erro foi alto: O texto de 2 Samuel 12.15-19; diz que Davi perdera seu primeiro filho, fruto de seu pecado com Batseba, mesmo diante de suas orações e jejuns.Se o pecado oculto não deixasse consequências, poderíamos pecar deliberadamente, sem o temor de pagarmos o preço pelos nossos erros. Isto conduziria a humanidade ao caos.

É preciso haver o temor (fobos), para que haja obediência.

Por que será que em apenas um mês do estabelecimento da Lei Seca, os acidentes de trânsito foram reduzidos notavelmente? O que faz com que um aluno se prepare com tanto afinco para um teste final na escola, ou na faculdade?

Com certeza é o temor das consequências.

Quem teme fica paralisado...E isto não é de todo mal!

Diante do pecado, ou corremos como José da mulher de Potifar; ou ficamos paralisados pelo temor de pecar contra um Deus que é zeloso. Deus tenha piedade de nós!

ADUBANDO O JOIO


Às vezes nos vemos lutando contra circunstâncias sem avaliarmos quais as vantagens em fazê-lo. Por que há tantas questões urgentes que preferimos convenientemente não abordar, enquanto insistimos em levantar bandeiras contra outras?

Algumas realidades que estão próximas, como por exemplo a proibição de manifestações de idéias que sejam contrárias ao homossexualismo, soam no mínimo interessantes em meu ponto de vista. Nossa conduta enquanto cristãos está tão manchada, que a sociedade simplesmente prefere ignorar nossas opiniões. E está difícil não dar razão à sociedade sobre os que se dizem cristãos.

Desobediência civil era uma prática comum nos anos 60, onde principalmente os hippies, demonstravam suas insatisfações com os valores estabelecidos. Ficava explícito quem era verdadeiro (true) e quem não era. Mas depois do mundo dar tantas voltas, em pleno século XXI, preferimos aceitar totalmente o "programa" instalado na mentalidade coletiva. Parece razoável acreditar que só há dois tipos de pessoas: os justos e os criminosos.

Naturalmente concluo que algumas destas pressões sociais para criação de leis que vão contra a genuína fé cristã serão muito produtivas, embora pouco agradáveis. Funcionarão como adubo para joio. Não importa se o joio irá crescer mais que o trigo. Importante mesmo é que no final seja possível separar perfeitamente quem é o que. Inevitavelmente será facílimo descobrir onde estarão os verdadeiros cristãos. Aqueles que quiserem ouvir a palavra de Deus, deixarão de ir às igrejas e se dirigirão às penitenciárias.

Quem sabe através da reavaliação individual e coletiva de nossas motivações, seremos capazes de influenciar o mundo através de nossas práticas. Curiosamente preferimos trabalhar ao contrário na maioria das vezes. Se a conduta de alguém está alinhada com os preceitos moralmente aceitáveis, então tal pessoa é dita “sem problemas”. As demais questões, referentes aos pensamentos, à fé e demais convicções pessoais, preferimos que sejam sufocadas. O que importa mesmo no final é a conduta. E assim criamos uma geração de seguidores da “nova lei”. Esta nova lei, embora baseada superficialmente nos mesmos textos bíblicos que fundamentam a graça, está mais para DESGRAÇA.

Analisando a vida dos grandes homens da bíblia, curiosamente não há um sequer (com excessão de Cristo), que seria considerado apto para o ministério pastoral segundo os critérios explicitamente desejáveis nos dias de hoje. Os grandes heróis bíblicos possuem manchas enormes em seus currículos. E Deus, em seu incrível senso de humor, enfatiza cada um dos defeitos de conduta no texto. Porém, todos os justificados, possuem uma mente, uma fé e todas as demais convicções pessoais apontando para a eternidade.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

LUTHER KING " FORÇA PARA AMAR "


Esta passagem de Martin Luther King pode ajudar: "Não devemos confundir o significado do amor com desabafo sentimental; o amor é algo de mais profundo do que verbosidade emocional. Talvez o idioma grego nos possa esclarecer sobre este ponto. Há no Novo Testamento grego três palavras que definem o amor. A palavra eros traduz uma espécie de amor estético ou romântico. Nos diálogos de Platão, eros significa um anseio de alma dirigido à esfera divina. A segunda palavra é philia, amor recíproco e afeição íntima, ou amizade entre amigos. Amamos aqueles de quem gostamos e amamos porque somos amados. A terceira palavra é agape, boa vontade compreensiva e criadora, redentora para todos os homens. Amor transbordante, que nada espera em troca, agape é o amor de Deus agindo no coração do homem. A esse nível, não amamos os homens porque gostamos deles, nem porque os seus caminhos nos atraem, nem mesmo porque possuem qualquer centelha divina; amamo-los porque Deus os ama. Nesta medida, amamos a pessoa que pratica a má ação, embora detestemos a ação que ela praticou.

Podemos compreender agora o que Jesus pretendia quando disse: ‘Amai os vossos inimigos’. Devíamos sentir-nos felizes por ele não ter dito ‘Gostai dos vossos inimigos’. É quase impossível gostar de certas pessoas; ‘gostar’ é uma palavra sentimental e afetuosa. Como podemos sentir afeição por alguém cujo intento confessado é esmagar-nos ou colocar inúmeros e perigosos obstáculos em nosso caminho? Como podemos gostar de quem ameaça nossos filhos ou assalta as nossas casas? É completamente impossível. Jesus reconhecia, porém, que o amar era mais do que o gostar. Quando Jesus nos convida a amar os nossos inimigos, não é ao eros nem à philia que se refere, mas ao agape, compreensiva e fecunda boa vontade redentora para com todos os homens. Só quando seguimos esse caminho e correspondemos a este tipo de amor, ficamos aptos a ser filhos de nosso Pai que está nos céus."
Martin Luther King , “Amar os Inimigos” em “Força para Amar”, Livraria Morais Editora, Lisboa, 1966.

FIDELIDADE, OBEDIÊNCIA, OU......?


Não sabem que dependência não é obediência conveniente, pois em Jesus obediência não é um meio, e sim um jeito de confessar amor a Deus.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas na realidade aquilo que chamam de dependência não passa de uma relação utilitarista ou de consumo, pois o Deus de quem confessam depender nada mais é para eles do que um SERVIDOR FIEL OU UM PROVEDOR EFICIENTE a quem dirigem as suas preces, certos de que serão atendidos.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas o que chamam de dependência nada mais é, do que seguir a risca os sete segredos para o milagre, o caminho para a vitória ou a oração que move a mão de Deus. Sendo assim, o Deus de quem eles dizem depender se chama CONVENIÊNCIA. Não sabem que dependência não é obediência conveniente, pois em Jesus obediência não é um meio, e sim um jeito de confessar amor a Deus.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas o que eles chamam de dependência não passa de uma crença em um DEUS PREVISIVÉL, que faz tudo ao jeito deles e por crerem e viverem assim, eu os chamo de seguidores de Naamã, que por comandar soldados e estabelecer diretrizes de guerra, pensava que poderia comandar a Deus, sem saber ele que no reino de Deus não há espaço para filosofia de comandante.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas aquilo que eles chamam de dependência não passa de frequência assídua na MISSA DE DOMINGO do milagre urgente. Sendo assim, a dependência deles acontece no DOMINGO do milagre urgente, pois o DEUS deles se chama JÁ.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas aquilo que eles chamam de dependência, eles manifestam quando oram pelo favor de Deus. Neste caso, eles definem oração como O CLAMOR DOS NECESSITADOS, e a Deus eles chamam de O DEUS QUE RESPONDE, por isso a única reação previsível de Deus quanto a eles é: Digam, o que vocês querem?

Concluo dizendo, se quiserem que continuem chamando Deus de:

O servidor fiel
O provedor eficiente
O Deus conveniência
O Deus previsível
O Deus de já
O Deus que responde

MAS EU CONTINUAREI O CHAMANDO DE SENHOR. PAZ E BEM

sexta-feira, 31 de julho de 2009

AMOR NÃO SE IMPÕE, MAS É UMA ATITUDE


Essa palavra é especialmente para os que amam. Para os inconformados e os que têm o coração inquieto.

Cansado de testemunhar conformismo e indiferença, e de pregar o amor para corações endurecidos, fui tomado por um profundo e incomum desânimo. Prostrado, com a cabeça baixa, literalmente murcho, entrei em completo silencio. Nenhum pensamento, nenhuma oração.

Em meio ao mais absoluto vazio e a mais absoluta ausência, uma mensagem foi sussurrada em meus sentimentos:

"Não procure colocar amor nas pessoas porque você não conseguirá. Amor não se impõe, ou se tem ou não se tem."

Confesso que não consigo discernir a espiritualidade dessas palavras. As evidencias não deixam dúvida que muitos corações esfriaram, mas sei que é preciso refletir a luz que ilumina o caminho.

É confortante saber que nossas dividas de amor foram pagas por Jesus, mas compreendo que essa consciência nos compromete ainda mais com a dor e a solidão do próximo.

Conheço as angústias e as aflições de todo aquele que ama e peço aos irmãos que reflitam sobre essa questão.

Deus abençoe a todos.

COMUNIDADE DE AMIGOS


A idéia de Jesus nunca foi criar uma religião organizada. Jesus não tinha em mente plantar uma igreja com uma placa denominacional e nem (pasmem alguns!) criar o Cristianismo. Aliás, Jesus nasceu judeu com direito a rituais judaicos e morreu judeu.

Se a pretensão de Jesus fosse inaugurar mais uma religião, penso que ele teria agido de maneira diferente nos seus últimos encontros com os discípulos antes de subir para o Pai. Teria dado mil recomendações, métodos e dogmas.

Os profissionais da publicidade devem ter se indignado com Jesus porque se ele queria "dar certo" deveria ter agido de outra maneira!

Um marketeiro diria que se Jesus quisesse "vender seu peixe" deveria ter se apresentado ressurreto no templo, por exemplo, e não a um grupo de pescadores frustrados numa praia.

Um publicitário teria pedido a Jesus pelo menos um slogan, uma frase de efeito ou o nome da igreja, além da nobre comissão “... ide por todo mundo ensinando a obedecer a tudo que eu vos tenho ordenado”.

Os teólogos de plantão queriam uma teologia sistemática para dar conta de todas as palavras e atos de Jesus, mas Jesus na sua última conversa antes de subir para o Pai fala simplesmente de amor: “Pedro, tu me amas?”.

Um profissional da fé pediria para Jesus divulgar a sua ressurreição na praça com direito a louvorzão ao invés de aparecer a Maria que lhe confundiu com um jardineiro.
A igreja institucionalizada foi uma idéia bem intencionada do homem para que a paixão não esfriasse, para que os ensinamentos do Mestre não caíssem no esquecimento. Mas junto com essa instituição vieram alguns males que a história registra. Obviamente porque a instituição é composta de homens e mulheres!

Desde então, o grande desafio da igreja organizada é, em sendo uma instituição não pretender ser a porta dos céus; tendo sua teologia não esquecer a doçura, a gentileza, a inclusão, o perdão; sendo uma religião se inspirar no estilo de vida de Jesus.

O desejo de Cristo era bem mais modesto, todavia profundo, assim como plantar sementes! Jesus pensava numa comunidade de amigos a quem ele pudesse ensinar um jeito bom de viver com base no amor! Uma comunidade que incluísse a todos, que convidasse a todos para o banquete da amizade.

Jesus é o Homem-Deus cheio dos gestos de afetos que lhe acompanham desde as suas mensagens e milagres até aos banquetes e festas.

Jesus inclui com doçura no seu grupo aquele que foi declarado pecador pela instituição religiosa; Jesus recebe no seu colo aquele que foi declarado e convencido pela sociedade de impuro; Jesus toca com saliva divina os olhos do cego que aprendeu pela religião que foi amaldiçoado por Deus.

Numa sociedade fria, de relacionamentos virtuais, consumista, capitalista, utilitária onde as pessoas se esbarram, mas não se tocam, onde cada um olha para o seu umbigo precisamos espalhar o jeito de viver do Mestre, exercitar os gestos modestos, despretensiosos e afetuosos de Jesus de Nazaré.

A Terra carece de gente de pele e nervo que exercitam os gestos da graça: um abraço, um sorriso, um aceno, um cumprimento, uma orientação, uma homenagem, dar a vez no trânsito, um ombro amigo, um ouvir atencioso, um olhar reverente. Nós precisamos de calor humano!

Lembro aqui do filme Wall-E. No enredo, devido às péssimas condições de vida na Terra, a humanidade tem que viver no espaço numa enorme nave. Ali eles dão um jeito de sobreviver. Obeso de tanta comida e sedentarismo, cada um vive deitado numa poltrona voadora que o leva para qualquer lugar, tem à sua frente um pequeno monitor de onde não tira os olhos, de onde faz todos os comandos e vê a vida. Esses seres humanos do futuro (ou será da atualidade?) conseguem conversar sem se notarem. Até que um dia dois indivíduos se percebem, trocam olhares por causa de um acidente: um toca na mão do outro! (recomendo o filme que para mim é profético!).

Já diria Carlos Drummond de Andrade que “amar se aprende amando”. Inspirados pele espírito da frase podemos dizer que os gestos de Jesus nós aprendemos fazendo e esquecemos se deixamos de fazer.

É assim que eu gosto de olhar para minha comunidade de fé: uma comunidade de amigos onde estamos aprendendo com Jesus um jeito melhor de viver!