FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 18 de março de 2009

O PERIGO DA IDÉIA FIXA


Casquete é a peça do uniforme que se coloca sobre a cabeça e o verbo encasquetar tanto significa cobrir com casquete a cabeça como colocar dentro dela alguma cousa. O Novo Dicionário Aurélio cita o seguinte exemplo: “Quando encasqueta determinada idéia, dela não abre mão”. Este último sentido aparece nas palavras de Jonadabe dirigidas a Davi, quando chegou a Jerusalém a notícia errada de que Absalão havia ferido a todos os filhos do rei: “Não meta na cabeça tal cousa, supondo que morreram todos os filhos do rei, porque só morreu Amnom” (2 Sm 13.33).

É preciso tomar muito cuidado com aquilo que a gente encasqueta. Porque podemos ser vítimas da má informação, da distorção, da mentira, da ilusão, do romantismo e até da insinuação malévola. Uma vez dentro da mente, estas cousas alteram a sensibilidade, provocam decisões nem sempre oportunas e acertadas, mexem com o comportamento e desgastam as energias.

Há diferença entre o pensamento que entra e sai e o pensamento que entra para ficar, para fazer ninho e chocar ovos. Aqueles não são importantes, não deixam marcas, não se proliferam. Mas os outros devem ser vigiados e peneirados, porque podem afetar a vida inteira. Por esta razão Paulo sugere o controle e filtragem dos pensamentos: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4.8).

Como se vê, a providência indicada não é deixar de encasquetar, mas encasquetar cousas certas, positivas, elevadas, nobres, sempre relacionadas com o reino de Deus. A experiência ensina que há idéias firmes e fulgurantes que foram sugeridas ou aprovadas pelo Senhor. Aliás, a maneira de Deus revelar a sua vontade a nós, muitas vezes, começa com uma idéia que vai se avolumando e tomando conta da pessoa. Os mais notáveis servos de Deus são homens encasquetados e que ouvem atrás de si as palavras: “Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21).

O DEBATE SOBRE CIÊNCIA E RELIGIÃO


Ciência e teologia têm coisas a dizer uma à outra, uma vez que ambas se preocupam com a busca da verdade, alcançada por meio da crença fundamentada. Entre os tópicos importantes para tal diálogo estão a teologia natural, a criação, a providência divina e os milagres. Este artigo apresenta um breve panorama do estado atual do diálogo.

Os participantes do debate entre ciência e religião empregam diversas estratégias, dependendo do que procuram -- confronto ou harmonia. Para uma introdução ao assunto, a primeira tarefa é resumir a agenda de discussão.

O parceiro natural para o diálogo com a ciência é a teologia, a disciplina intelectual que descreve a experiência religiosa, da mesma forma como a ciência descreve a investigação humana do universo físico. Tanto a ciência como a teologia reivindicam explorar a natureza da realidade, mas claramente o fazem em níveis diferentes. O objeto de estudo das ciências naturais é o mundo físico e os seres vivos que nele habitam. As ciências tratam seus assuntos objetivamente, por meio de um modo impessoal de encontro, que emprega a ferramenta investigativa da interrogação experimental. A natureza é submetida a testes, baseados em experimentos passíveis de repetição, tantas vezes quantas o pesquisador quiser. Mesmo as ciências históricas como a cosmologia física ou a biologia evolucionária apoiam muito de seu poder explanatório nas descobertas das ciências diretamente experimentais, como a física e a genética. O propósito da ciência é obter uma compreensão precisa de como as coisas acontecem. Sua preocupação é com os processos que ocorrem no mundo.

A preocupação da teologia é com a questão da verdade sobre a natureza de Deus, daquele ao qual é próprio se aproximar com reverência e obediência, o qual não está disponível para ser posto sob teste experimental. Como ocorre em todas as formas de relacionamento, o encontro com a realidade transpessoal do divino tem de ser baseado na confiança, e seu caráter é intrinsecamente individual e único. Experiências religiosas não podem simplesmente ser provocadas pela manipulação humana. Em vez disso, a teologia se baseia nos atos revelatórios de autodesvelamento divino. Em particular, todas as tradições religiosas olham para o passado, para os eventos primordiais nos quais elas tiveram a sua origem, e que desempenham um papel único na constituição de sua compreensão da divindade. Em relação à história cósmica, o objetivo central da teologia é lidar com a questão de por que os eventos ocorreram. Sua preocupação é com temas de significado e propósito. A crença em Deus como Criador traz a implicação de que uma mente e vontade divinas existem por trás do que acontece no universo.

segunda-feira, 16 de março de 2009

ME DA UM MINUTO PAI !


Pe Zezinho scj



Oi, pai! Vou roubar um minuto do seu descanso. Senta aí, e me ouve. Vou dizer o que eu penso de você e você vai ter que me ouvir, como eu às vezes tenho que ouvir os seus sermões, que às vezes eu acho que não mereço e às vezes até acho que poderiam ser mais pesados! Vou dizer que pai você tem sido nesta casa, mas não se preocupe. Vou pegar leve!



Sei de muitos filhos que gostariam que os pais lhes dessem mais tempo e chegassem mais perto deles.
Não se sentem amados nem compreendidos e há uma certa mágoa no coração, quando falam dos seus pais.
Alguma coisa não deu certo entre os dois e ele foi embora viver com outra.
Em muitos casos, ela, com outro.
.
Não é o meu caso. Vocês dois se entendem, se querem, me aceitam e eu compreendo que nem sempre você pode me dar tudo o que eu peço, quero ou preciso. Sei da sua luta por nos fazer felizes e sei que você não é um super homem.
É meu pai e cuida muito bem de mim. Você é um homem que sabe amar muito bem!



Sabe aquele espermatozóide que encontrou aquele óvulo da mulher que você amava
e ama até hoje? Pois é, pai, ele se fez pessoa e hoje tem treze anos.

Ontem a vó me falou da alegria que foi para a mamãe e para você a notícia de que eu
tinha acontecido. O vô disse que, quando soube que eu nasceria, você abraçou a minha mãe e a levantou até o teto, correu para o quintal e deu três cambalhotas. Não perguntou se seria homem ou mulher. Telefonou para seus pais e amigos e gritava que agora já era pai e Deus lhe dera a graça de se multiplicar. Exagerado como sempre!



Pois é, pai. Eu também tenho vontade de dar umas cambalhotas e gritar que tenho mãe maravilhosa e pai espetacular. Tenho o maior orgulho de vocês dois. Vocês são bons. Vivem um pelo outro e pelos seus dois filhos: seu guri e sua guria. Vocês são pai e mãe nota dez!



É claro que às vezes a gente não se entende, eu levanto minha voz, discuto e grito que vocês não me entendem, você faz aquela cara de pai chateado que não vai aceitar desrespeito, depois eu peço desculpas porque meu temperamento às vezes me vence. Eu quero mostrar quem sou e você tem quer mostrar quem manda em casa. Você vence e eu perco. Fazer o quê, se ainda não cheguei à sua maturidade? Mas eu chego lá, pai! Sou lutador como você!



Apesar das nossas brigas porque eu quero e você não quer; apesar dos meus que-é-que-tem-pai? eu quero que saiba que entendo e quero sua autoridade. Eu sei que às vezes você é exigente porque quer me formar para a vida que eu aind anão saquei como é. Tenho treze anos, né pai. Sei muita coisa, mas é claro que não sei o que você sabe! Tenho colegas que fazem o que querem e agem como se o pai não significasse nada para eles e para elas. Eu não posso dizer o esmo. Seria mentira. Você se importa comigo e eu como você. Você me quer bem e eu quero você bem!



Amo você e amo a minha mãe que você, brincando comigo, diz que, primeiro ela é sua. Eu deixo, pai! Eu preciso dela e você também precisa. E acho que ela também precisa de nós três quando se aninha no seu peito e puxa a gente para o colo dela.



Pensando bem, eu entendo você, pai! Você sempre quis ser pai e, pelo visto, sempre vai querer. E nós realizamos seu sonho. Mas a recíproca também é verdadeira. Do ano passado para cá, depois que o Juliano morreu com um tiro no rosto, disparado por um bandido na porta da escola e o pai dele deu aquele show de paternidade, eu entendi melhor o que é criar e chorar por um filho. Admirei o pai dele. Homem forte, pai!



Não sei se isso lhe fará bem, mas quero que saiba: -Depois de ver você em ação, ficou bem mais claro para mim a existência de Deus e o fato de ele ser Pai de tudo e de todos. Quero sempre repetir a palavra “pai!”, quando falar sobre você ou com você.



Ter nascido de você e de mamãe e crescido com você por perto, me faz um bem enorme! Às vezes eu rezo por meus amigos que não tiveram a mesma sorte que eu tive. Espero que, do jeito deles, acabem perdoando e reencontrando seus pais, e ou alguém que os trate como filhos.



Quando a nós aqui em casa: que seja assim por toda a nossa vida..!



´Tá aí o meu discurso, pai! Passei do minuto que lhe pedi, mas acho que valeu a pena. No dia dos pais, eu, que já virei adolescente, e adolescente não gosta muito de nhem nhem nhem e abraço de pai ou de mãe na frente dos amigos, vou vencer minha resistência e te fazer um carinho. -Ave César, tua prole te saúda! Toca aqui, pai! Você é super-mega-utlra-plus-hiperdemais!



E que Deus te abençoe muito, viu?



Última Alteração: 10:21:00

Fonte: Pe. Zezinho, scj
Local:São Paulo (SP)

A ORAÇÃO TEM UMA FORMULA ?


Até agora falamos da oração, sem apresentar nenhuma fórmula de oração. Falamos da necessidade de rezar, da humildade e da perseverança na oração, nos referimos à oração particular e à coletiva, dissemos que a oração de agradecimento e de louvor é mais perfeita do que a do peditório....
Acrescentamos ainda: A oração não deve ser enquadrada em um formulário, de tal sorte que tire a liberdade de quem reza. A oração é como a respiração da alma. E' espírito e vida. E' liberdade de falar com Deus, na simplicidade do coração e na espontaneidade das palavras. Falamos a Deus em espírito de amizade, de confiança, de amor. Portanto não podemos ficar limitados e escravizados a determinados termos.
A palavra oração tem também um sentido mais amplo. Não é só um conjunto de palavras prescritas por um ritual. Quem toma o Evangelho e lê, sozinho ou com outras pessoas, está fazendo uma oração, porque coloca-se na presença de Deus e com Ele troca pensamento ou mesmo palavras. Quem, ao passar diante de um crucifixo, pára um momento e olha com amor, mesmo sem dizer palavras, está fazendo uma oração. Quem, de manhã, diz: «Senhor, eu Vos ofereço todo meu trabalho, e, por amor, aceito tudo o que é de vossa vontade no decorrer deste dia», essa pessoa transformou em oração o seu dia de trabalho. Quando estamos numa aula de religião como esta, não só foi oração o pai-nosso que rezamos no início ou no fim, mas toda a aula é uma oração, porque estamos reunidos em nome do Senhor.
O QUE DISSE JESUS



A origem do «Pai-Nosso» está nisto, que lemos no Evangelho: «Estando Jesus a orar, em certo lugar, quando acabou a oração, um dos discípulos foi e disse-lhe: -Senhor, ensina-nos a rezar, como João ensinou os discípulos dele. Então Jesus respondeu-lhe: -Pai nosso...»
Estas palavras são tiradas do evangelista São Lucas, do início do capítulo onze. Mas vamos agora à narração de São Mateus (6,5-13), Porque aí encontramos uma introdução maior. Disse Jesus:
-«E quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nos cantos da praça, para serem vistos pelos homens. Em verdade Vos digo que já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai, que está presente em lugar secreto. E teu Pai, que vê o que é secreto, te recompensará. E na oração não ajunteis palavrórios como fazem os gentios, que pensam que hão de ser ouvidos por força de sua verbosidade. Não sejais como eles, porque vosso Pai sabe o que é necessário, até antes de lho pedirdes. Vós, portanto, orai assim :
Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome.
Venha o teu reino.
Seja feita a tua vontade,
assim na terra, como no céu.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia
e perdoa-nos as nossas ofensas
como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.



SITUAÇÃO HISTÔRICA



E' preciso entender o motivo daquela introdução feita por Jesus, dizendo até para entrar no quarto e fechar a porta quando se trata de rezar. Sabemos que os judeus rezavam duas vezes por dia: às nove horas, hora em que oferecia o sacrifício matutino, e às 15 horas, quando se oferecia o sacrifício vespertino. Depois do segundo século tornou-se obrigatória também a oração da noite. E quando chegava aquela hora, eles rezavam onde quer que se encontrassem, sempre com o rosto voltado para Jerusalém, sendo que os que se achavam em Jerusalém rezavam com o rosto voltado para o templo. Para muitos judeus, especialmente para os escribas e fariseus, essa oração da praça havia-se tornado ensejo de vã ostentação e orgulho.
E' por isso que Cristo fala: «Entra no teu quarto.» Trata-se de uma reforma. De uma correção de algo que vinha errado. A oração dos fariseus era muitas vezes da boca para fora. Tinha-se reduzido a um ritual vazio. Sem alma. Sem fé. Sem sinceridade. Era mais para orgulho dos homens que para o louvor de Deus. Faltava-lhes o amor, a justiça, a caridade, não só deles para com Deus, mas também entre eles mesmos. Então, é como se Cristo dissesse: Se for para fazer da oração pública um espetáculo ridículo de vaidade humana, é melhor que rezem particularmente, em silêncio, no seu quarto. Nota-se que o que Jesus combate aqui não é o fato de a oração ser pública, mas de ser falsa, fingida.
Esse «entrar no quarto e fechar a porta» significa mais o recolhimento do espírito e a profundeza da fé, que o afastamento dos outros e da solenidade das palavras.
Quando Jesus diz para não ajuntar «palavrório» na oração, Ele não está condenando a oração oral, mas o exagero a que havia chegado o ritualismo dos gentios e dos judeus, acumulando palavra sobre palavra para falar com Deus, como se Deus pudesse ser tapeado pelo linguajar fácil e bajulador dos hipócritas. Havia uma espécie de crendice na magia das palavras, com longas e sonoras repetições. Os gentios são os que adotavam falsas divindades e. criam no poder de seus idolos. À maneira do ritual deles estavam rezando certos judeus, fazem de um palavreado inútil ao invocar a Deus, como lemos neste formulário de oração antiqüissimo: «Bendito e louvado e glorificado e sublimado e exaltado e honrado e venerado e festejado seja o nome do Santo Deus»
.
SIMPLICIDADE DO "PAI-NOSSO"



Portanto a oração do «Pai-nosso» não vem prender o homem a determinadas palavras. Compreendida na situação em que viveu Jesus, ela vem quebrar os formulários. Vem romper com o enbolado de palavras. E' maravilhosa pela sua simplicidade. Fala tudo o que deve ser dito, em tão pouco tempo e com tão poucas palavras. Pode ser rezada pelo homem culto e pelo homem mais simples do mundo, pela criança que ainda não entrou na escola e pelo ancião.
E' uma fala de filho para pai. De amigo que confia no amigo. E' para ser rezada com o coração: E' espírito e vida. E' vida dos homens e vida de Deus. E' pão para o corpo e mensagem para o espírito. Jamais os escribas e fariseus seriam capazes de inventar uma oração como o Pai-nosso. Ela não começa dizendo: Senhor Deus. ..Senhor Juiz. ..Majestade infinita. ..Onipotência criadora. ..Senhor santo. .. Não é mais aquele Deus que aparecia ao clarão dos relâmpagos sobre o Sinai, fazendo tremer os filhos de Israel, aquele Deus soberano a quem o povo eleito não podia contemplar mas devia inclinar-se com a face tocando a terra.



SENTIDO DE ALGUMAS PALAVRAS



Agora a palavra que fica melhor para invocarmos o nome de Deus é exatamente esta: «Pai». Nada mais. Nem é preciso elogiá-lo. Uma coisa é necessária: a sinceridade, a fé, a confiança.
Antigamente nós rezávamos o Pai-nosso dizendo: «Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores». Agora dizemos: Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Isto não deve impressionar ninguém, porque agora a Igreja traduziu segundo o sentido das palavras de Jesus. Nossas ofensas ou nossos pecados são realmente «dívidas» que contraímos perante a justiça. E essas dívidas nós devemos pagar, ou aqui ou na outra vida.
Por isso é que precisamos nos penitenciar diante de Deus pelos pecados feitos diretamente contra Ele, e nos reconciliarmos com os nossos irmãos quando o pecado ofendeu diretamente o próximo. No sentido bíblico, todo pecado é sempre uma dívida.



UMA OBSERVAÇÃO



Para o Pai-nosso tomamos ao mesmo tempo o evangelho de São Lucas e de São Mateus, porque um completa o outro. Isto acontece freqüentemente entre os quatro evangelistas, sem que haja contradição ou erro. Um conta um fato mais pormenorizadamente, outro mais resumidamente. E' como se quatro pessoas fossem fazer a ata de uma mesma reunião. Uma a faria mais curta, outra mais comprida; uma destacaria mais um aspecto, outra destacaria outro, sem haver contradição.



O EXAGERO DA PRECE



E' uma lenda muito antiga, de tempos imemoráveis. Conta-se que havia um rei notavelmente piedoso.
Interrompia seu expediente mais de vinte vezes ao dia para prestar honras ao Deus Altissimo. Isto havia-se tornado um hábito e era feito rotineiramente. O rei sentia satisfação e até orgulho de sua piedade, invocando a Deus com palavreados sonoros. Certo dia, chamou um de seus conselheiros, que vivia dentro do palácio e tido como o mais famoso filósofo do país. E perguntou-lhe: -«Dize-me, grande sábio: que acha de minhas orações ? Não são ornadas das mais belas palavras e da mais elevada honra?» O sábio respondeu calmamente: -«Majestade, Vossas preces são exageradas. Não há necessidade de tantas orações. Elas se tornam vazias e vãs». O rei ficou furioso. Tomou a decisão de não aceitar o conselho do filósofo. Este calou-se, e no dia seguinte, ao entrar na sala do rei, fez esta saudação: «Salve, ó rei, soberano e justo, dominador dos povos e mestre incomparável. Que vosso nome, nunca assaz exaltado, seja mais conhecido e honrado pelos vossos súditos». O rei gostou daquelas palavras. Sorriu e continuou seu trabalho satisfeito. Passados alguns minutos, o sábio levantou-se e repetiu a mesma saudação. O rei deu atenção mais uma vez. Depois de mais cinco minutos, o sábio levantou-se outra vez e repetiu tudo: «Salve, ó rei, soberano e justo, dominador dos povos e mestre incomparável. Que vosso nome, nunca assaz exaltado, seja mais conhecido e honrado pelos vossos súditos».
E assim foi até ao meio-dia. Quando chegou à tarde o rei disse ao filósofo: -«Basta. Já estou cansado de receber esses louvores. Senta- te no teu lugar, trabalha. Fazes o que deves. Ficarei satisfeito se me saudares apenas na entrada e na saída, todos os dias». E daquele dia em diante o rei tornou-se mais simples e passou a rezar e no fim de seu trabalho, pois também a Deus interessa um cumpra o seu dever e que lhe fale poucas vezes, ma cidade.



I. O PAI NOSSO: O PERFUME DA ORAÇÃO QUE ENCHE A CASA DA COMUNIDADE.



Hoje, cada vez mais, em todo canto, surgem grupos de oração. Jesus também rezava. E muito! Rezava com o povo, rezava em particular. Passava noites em oração. Chegou a resumir toda a sua mensagem numa oração que é o Pai-Nosso.
O Pai-Nosso é o salmo que Jesus fez para nós e no qual resume toda a mensagem do seu Evangelho. A oração do Pai-Nosso tem sete pedidos.. Vamos ver, um por um, quais são estes sete pedidos.



II. PARA ENTENDER MELHOR O TEXTO



Mt 6,9-13: O Pai-Nosso



Introdução: Pai-Nosso que estais no céu!
1. O Pai-Nosso é uma cartilha em forma de oração. De maneira didática, Jesus resume todo o seu ensinamento em sete pedidos dirigidos ao Pai.
2. Nestes sete pedidos, Ele retoma as grandes promessas do Antigo Testamento e pede que o Pai nos ajude a realizá-las.
3. Os três primeiros dizem respeito ao relacionamento com nosso Deus. Os outros quatro dizem respeito ao relacionamento entre nós.
1° Pedido: Santificação do NOME
2° Pedido: Vinda do REINO
3° Pedido: Realização da VONTADE
4° Pedido: PÃO de cada dia
5º Pedido: PERDÃO das dívidas
6º Pedido: Não cair nas TENTAÇÕES
7° Pedido: Libertação do MALIGNO
Conclusao:Amém! Assim seja! Apoiado!



OS SETE PEDIDOS DO PAI-NOSSO



O Pai-Nosso resume tudo o que foi ensinado por Jesus.
Foi o próprio Jesus que nos ensinou a rezá-lo.
Todo o Pai-Nosso é de uma mensagem muito rica.
Conta-se que Santa Terezinha, quando rezava o Pai-Nosso, não passava das primeiras palavras. Dizia: Pai nosso e aí parava...
Vinha tanta coisa à sua cabeça que ela ficava uma porção de tempo empolgada com tudo que via dentro desta invocação.



O Pai-Nosso possui sete pedidos:
1- Santificado seja o vosso nome;
2- Venha a nós o vosso reino;
3- Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu;
4- O pão nosso de cada dia nos daí hoje;
5- Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
6- Não nos deixeis cair em tentação;
7- Mas livrai-nos do mal.
Nos quatro primeiros pedidos, pedimos a Deus o bem.
Nas três últimas, pedimos a Deus que nos livre do mal.



A ORAÇÃO É UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL



Os sete pedidos do Pai Nosso são um pequeno tratado sobre a vida de oração. Diz-nos o que devemos pedir, com que palavras devemos pedir e nos fala da força da oração e da confiança com que devemos rezar.
A lição é dada pelo próprio Jesus no momento em que ele mesmo estava rezando. Embora os Evangelhos falem muitas vezes de Jesus em oração, não é muito o que sabemos dele como orante. A oração verdadeira é coisa tão íntima e pessoal que ninguém consegue penetrar na oração de um santo.
Como Jesus, os santos deixam a certeza de que a oração é essencial, mostram-nos alguns princípios e modelos, fornecem-nos textos mas tudo isso é pouco se não fizermos a experiência pessoal de nossa oração, isto é, se não juntarmos nossa inteligência, nossa vontade, nossos sentimentos nosso ser inteiro e com ele dialogarmos com Deus, na humildade de criaturas e na confiança de filhos. Não há santo que não tenha sido homem de oração. Tanto o cristão individualmente quanto a comunidade são, por definição, orantes. Quando Paulo escrevia aos Tessalonicenses (1Ts 5,17): "Orai sem interrupção", ou aos Romanos (12,12): "Sede perseverantes na oração", estava falando do estado normal dos cristãos.



TODA A ORAÇÃO É FAMILIAR E CHEIA DE CONFIANÇA.
Encontramos Jesus orando em particular, em lugares desertos (Lc 6,12; Mt 14,23; 11,25-26) e em público (Lc 23,34; Jo 17,1; Jo 11,41-42).
Reza na intimidade com o Pai; reza por si mesmo (Mc 14,35-36;); reza pelos apóstolos (Lc 22,32; Jo 17,15).
O Papa João Paulo II, numa homilia pronunciada em 13/01/81 sobre a oração, lembrou que foi durante a oração que se manifestou o amor do Pai e se revelou o mistério da comunhão da santíssima trindade, duas verdades centrais do Cristianismo.
Os apóstolos aprenderam a rezar tanto pelo exemplo pessoal do Mestre quanto pela fórmula ensinada do Pai-Nosso.
Desta oração temos duas versões a de Mateus (6,9-13) e a de Lucas.
A de Mateus é mais solene, mais comprida e contém sete pedidos; a de Lucas é mais curta (5 pedidos) e singela.
Provavelmente nos primeiros tempos algumas comunidades rezavam por uma fórmula, e outras rezavam por outra razões práticas, para se poder rezar em comum, as terão levado a usar uma única fórmula, a de Mateus.
Deus é chamado de pai. Nenhuma oração do Antigo Testamento ousava chamar a Deus por este nome familiar.
Mas: O vocábulo Abbá se traduziria melhor por paizinho, Pai querido, com gosto de linguagem de criança. Com isso, Jesus está dizendo-nos que toda a oração é familiar e cheia de confiança.



A ORAÇÃO MOSTRA UM HOMEM À PROCURA
Ensinado o Pai Nosso, Jesus conta uma parábola, isto é, uma história inventada na hora para dela tirar uma lição. Como naquele tempo, na Palestina, todos dormiam em esteiras, no chão e na mesma sala, procurar alguma coisa no escuro significava incomodar a todos.
Na parábola de Jesus, há duas lições. A primeira nos diz que devemos insistir na oração, isto é, perseverar, rezar sempre.
A Segunda nos lembra que, se um amigo importunado atende outro para não ser incomodado mais, o Pai do céu, que sempre está pronto para receber os pedidos e sempre à espera do filho, atenderá com alegria e rapidez.
No Pai Nosso é nos dito o que devemos pedir. Aqui é nos ensinado como devemos pedir. Cada um desses verbos tem seu sentido. O verbo pedir, por exemplo, pressupõe o reconhecimento de que somos pobres necessitados.
O verbo procurar marca um dos temas que volta todas as vezes que o homem se coloca diante de deus e do destino eterno que o espera.
Poderíamos dizer que o homem é um ser à procura. Jesus sabe disso e diz que a procura não é vã para os que crêem.
Há, no fim da procura, o ser procurado, e ele é alcançável; é possível a reconquista da divindade perdida, a participação do homem mas coisas divinas, a convivência do homem com Deus numa só família.



UMA MENSAGEM PARA A VIDA
O PAI-NOSSO Todos conhecemos o Pai Nosso. Rezamos de cor, todos os dias. Muitas vezes, rezamos sem prestar atenção. Já teve alguma vez que você, rezando o Pai Nosso, de repente se deu conta?
Perdoai as nossas ofensas. Antigamente se rezava "Perdoai as nossas dívidas". O que é mais difícil: Perdoar ofensas ou perdoar dívidas? Por que?
PAI NOSSO:
Exprime o novo relacionamento com Deus (Pai) e o novo
fundamento da fraternidade (Nosso Pai). No AT a palavra Pai para Deus ocorre só 15 vezes. No NT, 245 vezes!!! A origem desta novidade é a experiência que Jesus teve de Deus como Pai e da qual nós podemos participar.



SANTIFICAR O NOME:
O nome é Javé. Neste nome Deus se deu a conhecer (Ex 3, 15). O nome é santificado quando é usado com fé e não com magia, quando é usado conforme o seu verdadeiro objetivo, isto é, não para a opressão, mas sim para a libertação do povo e para a construção do Reino.



VINDA DO REINO
O único dono da vida humana é Deus. A vinda do Reino é a realização de todas as esperanças e promessas. É a vida plena, a superação das frustrações sofridas com os reis e os governos humanos. Este Reino acontecerá, quando a vontade de Deus for plenamente realizada.



FAZER A VONTADE
A vontade de Deus se expressa através da sua lei. Que a vontade de Deus se faça na terra assim como no céu. No céu o sol e as estrelas obedecem à lei de Deus e criam a ordem do universo. Assim, a observância da Lei de Deus será fonte de ordem e de bem-estar para a vida humana.



PÃO DE CADA DIA
No êxodo, cada dia, o povo recebia o maná no deserto. A providência Divina passava pela organização fraterna, pela partilha. Jesus nos convida para realizar um novo êxodo, uma nova maneira de convivência fraterna que garante o pão para todos.



PERDÃO DAS DÍVIDAS:
Cada 50 anos, o Ano Jubilar obrigava todos a perdoar as dívidas. Era um novo começo (Lev 25,8-55). Jesus anuncia um novo Ano Jubilar, " um ano da graça da parte do Senhor"(Lc 4,19). O Evangelho quer recomeçar tudo de novo! Hoje, a dívida externa não é perdoada!



NÃO CAIR NA TENTAÇÃO:
No êxodo, o povo foi tentando e caiu (Dt 9,12). Murmurou e quis voltar atrás (Ex 16,3; 17,3). No Novo Êxodo, a tentação será superada pela força que o povo recebe de Deus.



LIBERTAÇÃO DO MALÍGNO
O Maligno é Satanás. Ele afasta de Deus e é motivo de escândalo. Chegou a entrar em Pedro (Mt 16,23) e tentou Jesus no deserto. Jesus o venceu (Mt 4,1-11).



AMÉM:
Aprova os pedidos e diz estar de acordo com este programa.



QUANDO NÃO POSSO REZAR O PAI-NOSSO



Não posso dizer "Pai nosso", se não considero todos os homens como irmãos meus!
Não posso dizer "que estais no céus", se me preocupo apenas com meus bens na terra!
Não posso dizer "santificado seja o vosso nome", se minha vida é imagem do cristão falso!
Não posso dizer "venha a nós o vosso reino", se não vejo o amor fraterno crescer dentro de mim!
Não posso dizer "seja feita a vossa vontade", se valorizo as minhas vontades, se o que me importa é o meu interesse!
Não posso dizer "o pão nosso de cada dia nos daí hoje", se não sou capaz de repartir o meu pão com os injustiçados!
Não posso dizer "perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido", se não sei perdoar de verdade e pagar o mal com o bem!
Não posso dizer "e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal", se fecho os olhos à exploração existente, se fecho os olhos aos apelos da justiça e se eu fujo da minha responsabilidade de transformar o mundo na casa do Pai.
Não posso dizer "amém", se não aceito com a minha vida que "o Pai é nosso", que "o pão é nosso" e que todos nós somos iguais e verdadeiros irmãos.



REZANDO, JESUS ENSINA A REZAR
Existe no calendário litúrgico uma seqüência de Evangelhos que nos mostram Jesus rezando, e com isso nos ensina a reza. Primeiro Jesus ensinou o que é a caridade verdadeira (ação), contando a história do BOM SAMARITANO.
Depois nos lembra que a condição essencial de qualquer caridade é a ESCUTA DA PALAVRA DE DEUS, contando a história de Marta e Maria. Finalmente nos fala O QUE É COMO DEVEMOS REZAR, ensinando a rezar o PAI NOSSO.
Três pilastras do cristão, que nunca se sabe se acabam sendo uma só ou se é possível distingui-las: A ORAÇÃO, A ESCUTA DA PALAVRA DE DEUS E A AÇÃO. Porque elas são simultâneas e se condicionam. Quem diz que não tem tempo para rezar, na verdade, está-se acusando de desequilíbrio. Santa Tereza, mulher de oração intensa, dizia que assim como não se levanta um edifício sem que se prendam os tijolos com cimento, assim também uma vida construída sem oração é falsa. Jesus foi um orante e ensinou os Apóstolos a rezar. Embora tenha ensinado uma fórmula, não está na fórmula a oração. Porque a oração é uma atitude do ser humano em conversa com Deus.



OS SETE PEDIDOS DO PAI-NOSSO
O Pai-Nosso resume tudo o que foi ensinado por Jesus.
Foi o próprio Jesus que nos ensinou a rezá-lo.
Todo o Pai-Nosso é de uma mensagem muito rica.
Conta-se que Santa Terezinha, quando rezava o Pai-Nosso, não passava das primeiras palavras. Dizia: Pai nosso e aí parava...
Vinha tanta coisa à sua cabeça que ela ficava uma porção de tempo empolgada com tudo que via dentro desta invocação.
O Pai-Nosso possui sete pedidos:
1- Santificado seja o vosso nome;
2- Venha a nós o vosso reino;
3- Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu;
4- O pão nosso de cada dia nos daí hoje;
5- Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
6- Não nos deixeis cair em tentação;
7- Mas livrai-nos do mal.
Nos quatro primeiros pedidos, pedimos a Deus o bem.
Nas três últimas, pedimos a Deus que nos livre do mal.

O MILAGRE DE 25 DE MARÇO


Não, o título não tem nada a ver com a famosa rua paulistana, símbolo do consumismo e do capitalismo sem peias. Mais que uma data, 25 de março é um marco para a humanidade. Deveria ser – e aqui fica a sugestão – o Dia Internacional contra o Aborto. Afinal, o que nos lembra essa data? O milagre da concepção. O dia da anunciação do anjo Gabriel “enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José. O nome da virgem era Maria” (Lc 1, 26-27). Dia fértil, de graças e bênçãos celestiais, o pequeno Natal, o anúncio de uma vida nova a caminho, a concepção divina sem a intervenção humana... Ah, se pudéssemos penetrar a fundo nos mistérios e ensinamentos desse dia!
Primeiro deles: a concepção é prenúncio de vida. Tão belo e radiante que é anunciado pelo mensageiro de Deus, para que nada possa interferir na evolução embrionária daquela criança, que se tornaria a maior das dádivas divinas à humanidade. Aborto ou rejeição materna nunca foram cogitações para aquela mãe-menina, a virgem de Nazaré. Por que então gastarmos tanta saliva com prós e contras um assunto que originou a mais poética e radical história de amor de que temos hoje ciência? No ato da concepção anunciada pelas forças celestes Jesus iniciou sua jornada terrena. Fecundar, engravidar são os verbos que bem conhecemos para denominar esse sublime momento da geração humana. Não há como negar: a vida começa na fecundação e ponto final.
Segundo: qualquer concepção, com consentimento ou fruto de uma violência sexual, sob interferência ou não das tecnologias humanas, qualquer concepção é um milagre, o milagre da criação, da vida. Esta nos foi dada pela generosidade do Criador, nunca apenas pela fertilidade dos pais (sejam eles dignos ou indignos do merecimento desse privilégio), pois que a vida de um embrião não pertence aos pais, mas ao novo ser cuja missão está determinada por Deus. A forma como a concepção se dá é outra história, pela qual muitos hão de prestar contas no tribunal divino. Quantos e quantos seres humanos, rejeitados familiar e socialmente pelas circunstâncias de seu nascimento, foram pessoas extraordinárias, seres maravilhosos! Maria, por exemplo, tinha todas as razões para rejeitar sua gravidez e não o fez. Se o fizesse, não teríamos o Salvador.
Terceiro e último ponto: mulheres gritam hoje pelo direito de administrar o próprio corpo. Levantam em uníssono suas vozes com o timbre angustiado da exploração de que são vítimas e fazem tremular a bandeira da liberdade, como se donas fossem da sagrada função de dar ou não a vida. A função é delas, mas a vida nova que geram, não. “Bendito é o fruto do teu ventre”, diria o anjo a Maria, deixando claro que em seu ventre há algo mais, diferente do próprio corpo, ou seja: um novo ser, um fruto divino. Esse corpo estranho tem vida, luz própria, corpo e alma: um fruto novo, bendito por Deus e purificado de qualquer mácula do pecado original. Do pecado da própria origem, muitas vezes... Então, eis a razão da Igreja ser tão veementemente contrária ao aborto, pois o ventre materno é um sacrário perfeito, purificador, um receptáculo para os embriões de outra vida, com características pessoais próprias, alma, identidade.
Se você ainda não se deu conta da importância da vida, saiba que ela é um milagre. Você é um milagre! Dê graças a Deus por não lhe terem abortado. Nove meses separam 25 de março do Natal. Da concepção à redenção. Faça de conta que hoje você está iniciando uma jornada em direção à luz. A viagem parece longa. Não se preocupe com o que virá pela frente, pois que sua gestação será normal, dia a dia, mês a mês. Seu corpo trará consigo uma alma e esta buscará sempre a plenitude do espírito. Lute pela vida, nunca pela indiferença a ela. No centro dos mandamentos que Deus nos deixou está escrito: “Não matarás”. Só encontraremos a perfeição da vida entre as palhas de um berço improvisado de Belém, o milagre de 25 de março.

JESUS VIDA E LUZ


Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*

O Filho de Deus vindo a este mundo se manifestou como vida e luz. Disse claramente “A luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más” (Jo 3, 19). Ele também afirmou: "Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede" (Jo 6,35). Ele, é portanto, vida e luz do seu verdadeiro seguidor. Diante de um mundo no qual os descrentes lançam maldosamente as sementes da morte e da escuridão cumpre aprofundar este aspecto fundamental de Cristo na existência do cristão. Ele mesmo mostrou a importância destas facetas ao proclamar: “Eu sou a luz do mundo. Aquele que me segue terá a luz da vida e não caminhará na obscuridade” (Jo 8,12). Luz da luz, Jesus é a vida e o amor de Deus que são oferecidos a todos que têm fé para vencer os poderes da morte. O acontecimento da Páscoa cintila como luz da vida eterna. Eis suas palavras textuais: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá" (Jo 11,25). Se assim é, cumpre viver em função do divino Redentor porque Ele é Deus e Deus é luz e tal a sorte final dos justos na vida eterna: "Já não haverá noite, nem se precisará da luz de lâmpada ou do sol, porque o Senhor Deus a iluminará, e hão de reinar pelos séculos dos séculos" (Ap 22,5). A luz é sinônimo do Ser Supremo. Jesus quer vivificar os sentimentos do coração, as atitudes, todas as ações iluminando aquele que dele se aproxima. O cristão é verdadeiramente filho da luz e sua conduta é que qualifica o domínio de Deus e de Cristo como sendo a vitória do bem sobre o mal, a justiça sobre a injustiça, a luminosidade sobre a tenebrosidade. O que se esquece muitas vezes é que o ser racional, quer queira, quer não, ou é filho da luz ou das trevas, pertence a Deus ou a satanás. São Pedro esclarece isto admiravelmente ao falar dos batizados: “Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa” (1 Pd 2,9). Eis porque aconselha São Paulo: “Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz.. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados (Cl 12-14). Deste modo o cristão é um iluminado, como assevera o mesmo Apóstolo: “Outrora éramos trevas, agora, luz no Senhor (Ef 5,8). Para isto mister se faz produzir os frutos da luz, ou seja, praticando tudo que é bom, justo e verdadeiro, dado que as obras das trevas são os pecados que se multiplicam no mundo dominado pelo maligno. Andar na luz é estar em comunhão íntima com o Ser Supremo. Depositário da luz divina, tal a missão do batizado nesta terra: clarificar este mundo com seu exemplo, com seu testemunho de vida. Luminoso é o cristão que, abrindo-se à graça de Cristo e, seguindo docilmente a ação do Espírito Santo, se deixa conquistar pelo amor de Deus e pela caridade para com o próximo. Apesar de suas fraquezas e dos erros humanos quem é de Cristo se conforma a Ele, aos seus critérios e à sua doutrina. Unido a Cristo, vive fazendo em todas as coisas o que agrada ao Pai, acolhendo amorosamente seus planos e projetos os quais têm a finalidade de formar em cada um aquele membro do Corpo místico que se torna um clarão num mundo de trevas. Este mostra a fisionomia espiritual do Redentor e a beleza do Evangelho. Eis por que em vista de tudo isso, os bons cristãos se deixam animar em toda a sua vida e em qualquer atividade pelo Espírito de Cristo, participando de sua graça, completam a obra salvífica, tornando visível aos outros em suas pessoas, nas circunstâncias concretas do ambiente e do mundo no qual vive a felicidade de estar no reino da luz. Todo aquele que assim vive na órbita do Filho de Deus irradia tal fulgor que o esplendor de sua existência faz ver a amabilidade do Salvador nas circunstâncias nas quais se encontra. Deste modo atrai os outros para Cristo. Nos bons cristãos Deus manifesta o seu rosto (LG 50). É deste modo que Jesus, mediante o exemplo concreto e vivo dos que se dão a Ele incondicionalmente, continua fazer os homens e as mulheres de todos os tempos ver formas novas e estilos autênticos de vida cristã, modos práticos de concretizar o ideal de união e conformidade a Ele. Cristo prossegue mostrando que toda pessoa, onde quer que esteja, pode e deve deixá-lo viver em si, a fim de que tudo o que é autenticamente humano seja elevado e santificado por Ele para a maior glória de Deus, É assim que o mundo fica então, de fato, iluminado por Cristo, Luz que veio a este mundo. Ele diz a cada batizado: “Se és cristão, tens o mundo nas mãos. Ilumina-o. Eu conto contigo”! *Professor no Seminário de Mariana de 1964 a 2008.

A MENINA DE ALAGOINHA e nós......


Nem sabemos o nome “da menina de Alagoinha”..., que aos nove anos ficou grávida após ter sido abusada pelo padrasto e fez um aborto, e muitos, nesses dias, nem se preocuparam em pensar que ela é a primeira que, nestes tempos tristes, precisaria de uma carícia, da carícia do Nazareno.

A menina de Alagoinha e nós – que estamos nas fábricas, nos escritórios, nas escolas, no planalto ou escrevendo nos jornais – precisamos de uma ternura tal que nos envolva até despertar uma afeição por nós mesmos. Porque sem isso, o sentimento que prevalece é somente o cansaço: basta que as dificuldades do viver, ou melhor, o mistério por meio do qual a vida nos desafia, seja um pouquinho maior do que a nossa medida, e nos sentimos esmagados. E, então, nos defendemos, tornando evidente a nossa resistência, ou mesmo o nosso escândalo, diante de algo que não entendemos.

Mas diante de um fato tão dramático, essas palavras parecem inúteis. Será que a vida é um engano? Podemos dar sentido à vida quando nos encontramos diante de fatos como esse? Podemos suportar tal sofrimento? Sozinhos não conseguimos. É preciso que nos deparemos com a presença de alguém que faça a experiência de uma plenitude na vida, de modo que possamos ver e recuperar a esperança de que tudo não acaba em um vazio devastador.

Nem Cristo foi poupado da angústia diante da dor e do mal, até a morte. Mas o que fez a diferença n’Ele? Ter sido uma pessoa mais valente do que nós? Não! Tanto que no momento mais terrível de provação, Ele pediu que a cruz lhe fosse poupada. Em Cristo, foi derrotada a suspeita de que a vida, em última instância, seria um fracasso: o que venceu foi o seu vínculo com o Pai.

Bento XVI lembrou-nos que “a verdadeira resposta consiste em dar testemunho do amor que ajuda a enfrentar a dor e a agonia de modo humano. Estejamos certos disto: nenhuma lágrima, nem de quem sofre, nem de quem lhe está próximo, se perderá diante de Deus” (Angelus, 1.fev.09).

Por isso, estamos com a menina de Alagoinha, e com a Igreja, que não se cansa de nos indicar, dentro dos acontecimentos da história, que não se pode pagar o mal com o mal. Entendemos o aborto como uma segunda agressão à menina. Um gesto assim deixa marcas profundas por toda a vida, e uma menina que já havia sofrido tanto não merecia receber mais esta violência. A vida é dom de Deus, e em nome de quem o homem decide quando ela será dada ou retirada?

A presença de Cristo é o único fato que pode dar sentido à dor e à injustiça. Reconhecer a positividade que vence qualquer solidão e qualquer violência só é possível graças ao encontro com pessoas que testemunham que a vida vale mais do que a doença e a morte. Como aconteceu com Vicky, retratada no documentário vencedor de Cannes de 2008: uma mulher soropositivo da Uganda, que aceitou este olhar sobre si, redescobriu a própria dignidade e, hoje, ajuda centenas de outras pessoas em uma ONG do seu país. Esta é a vida nova como todos nós esperamos, mesmo diante do mal do mundo e nosso. Esta é a vida que a menina de Alagoinha espera agora.