A arquidiocese de Florianópolis (SC) redigiu nota em solidariedade às vítimas da chuva que atinge Santa Catarina desde o fim de semana. Já são 1,5 milhão de pessoas atingidas. Dessas, já se somam 69 mortos. O número foi divulgado hoje pela Defesa Civil do estado. O número de desabrigados já ultrapassa os 53 mil habitantes. Em nota, a arquidicecese pede ajuda em favor dos desabrigados. Veja o texto na íntegra, abaixo.
ARQUIDIOCESE DE FLORIANÓPOLIS ASA (Ação Social Arquidiocesana)Fui atingido pelas enchentes e me socorreste!
Prezados Irmãos e Irmãs,
Milhares de pessoas em nosso Estado estão sendo duramente atingidas pelas enchentes, principalmente em nosso litoral e no Vale do Itajaí. Inúmeras famílias choram seus mortos. Não poucas perderam tudo. Sabemos que, quando as águas baixarem, os problemas não só continuarão, como se agravarão. Mais do que nunca, é necessário escutarmos a voz do Senhor, que nos lembrava, domingo passado, na Solenidade de Cristo Rei, como será nosso julgamento: “Eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber... eu estava nu e me vestistes... Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mateus 25,35-36.40).Queremos manifestar nossa solidariedade com as famílias enlutadas. Que sua dor atraia os olhares do Bom Pastor e seja Ele próprio a fortalecê-las. Incentivamos as Paróquias que em suas dependências acolhem milhares de desabrigados a renovarem sua atenção e dedicação em favor dos que sofrem. Pedimos que as Ações Sociais Paroquiais, especialmente as das regiões não afetadas, se unam à ASA – Ação Social Arquidiocesana, na campanha em favor dos desabrigados. A participação nessa Campanha poderá ser feita levando-se em conta o seguinte: 1ª) Doação de roupas (agasalhos, roupa de cama, roupa de banho etc.). Maneira de doá-las: lave-as, se for o caso, pois os desabrigados não terão condições de fazê-lo; coloque-as numa sacola ou pacote e escreva, por fora: (1) o que há dentro, (2) se é para homem ou mulher, e (3) para que idade servirá. 2ª) Doação de alimentos: não perecíveis. 3ª) Doação em dinheiro: depositar no BANCO DO BRASIL, Agência 3174-7, Conta 17611-7, em nome de Ação Social Arquidiocesana/Flagelados SC 2008. Favor comunicar sua doação por e-mail asa@arquifln.org.br ou por fax: (48) 3224.8776.
O que nos for entregue será repassado pela ASA e pelas Ações Sociais das Paróquias aos necessitados. Locais para a entrega de roupas e alimentos: Secretarias das Paróquias da Arquidiocese de Florianópolis (horário de expediente).
Duração desta Campanha: até o dia 15/12/08.Florianópolis, 25 de novembro de 2008 – Dia de Santa Catarina de Alexandria, Padroeira Arquidiocesana e do Estado de Santa Catarina.
+Dom Murilo S.R. Krieger, scjArcebispo de Florianópolis ePresidente da ASA
FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
RITIMO SINODAL

No mês de outubro tivemos um sínodo, cujas repercussões ainda continuam. Seu tema era atraente. Tratava-se da Bíblia, com tudo o que envolve este vasto assunto de dimensões religiosas e culturais muito importantes para a humanidade. Daí o interesse, não só da Igreja Católica, e de outras Igrejas, mas também de outras religiões.
Basta ver a repercussão da presença de um rabino judeu, convidado a falar diante do papa e dos bispos, ocasião que ele aproveitou para reiterar uma queixa dos judeus sobre a atuação de Pio XII. Na opinião deles poderia ter feito mais do que fez para evitar o holocausto contra os judeus praticado pelo regime nazista.
Foi notável também a presença do patriarca de Constantinopla, Bartolomeu Primeiro, sinalizando a lenta mas persistente reaproximação entre Católicos e Ortodoxos, incentivada pelo atual papa.
Mas isto mostra também que o sínodo, e os sínodos em geral, se tornaram o melhor palco para a Igreja fazer suas propostas, administrar suas estratégias, e apresentar seus objetivos.
Existe um fato mais amplo e mais consistente. Os sínodos, na maneira como são realizados atualmente, nasceram do concílio. Foram instituídos por Paulo VI com a declarada intenção de prolongar o processo conciliar. Com isto, vai sendo retomada uma dimensão eclesial fundamental e indispensável para a vivência da unidade e da missão da Igreja, que é o seu caráter sinodal. A Igreja necessita cultivar a postura de quem se reúne, para refletir, para escutar o que os outros têm a dizer, e buscar saídas para os impasses existentes. A Igreja não tem todas as respostas prontas. Ela precisa se perguntar o que Deus lhe pede nas circunstâncias históricas que vão mudando, e perguntar aos outros, de onde vêm, com freqüência, as melhoras observações.
Este caráter sinodal não é expresso só pela realização eventual de algum sínodo, ou durante o tempo em que se realiza determinado sínodo. Os sínodos são manifestações de uma realidade que tem caráter de permanência e de constituição.
Prova disto é a continuidade que a Igreja procura dar aos diversos sínodos já realizados. Nesta semana, por exemplo, se reuniu a Comissão do Sínodo da América. Ora, ele foi realizado ainda em 1997. Mas ele continua como referência para a “Igreja na América”, como diz o título do documento que resultou dele. Não só pelas recomendações que ele fez. Mas também para lembrar que a Igreja tem necessidade permanente de conferir os acontecimentos, e ver quanto eles repercutem na sua vida.
Em vista da celebração do solene jubileu do milênio, a Igreja realizou “sínodos continentais”, nos cinco continentes. Pois bem, todos estes sínodos continuam com os seus “conselhos pós sinodais”, como se chamam oficialmente as comissões eleitas no final de cada sínodo para levar adiante o seu processo.
Estes “conselhos” se reúnem cada ano. Para o continente africano já está decidido que em breve será feito outro “sínodo para a Igreja na África”. Pode ser que se decida realizar também um outro sínodo para a América. Motivos não faltariam, se olhamos as significativas transformações políticas ocorridas ultimamente, não só nos Estados Unidos com a crise de agora e com a eleição de Barak Obama, mas também na maioria dos países latino americanos, onde estão em curso, com muita evidência, grandes transformações que a Igreja não pode ignorar.
Mas me parece que a Igreja tem um interesse especial com sua presença na América. Nosso continente traz marcas profundas da Europa. Pois bem., a Igreja se dá conta que o Evangelho tem a vocação de se encarnar nas culturas de cada continente, continuando a dinâmica da encarnação do Filho de Deus. A experiência americana, com sua dose européia e com sua criatividade própria, serve de ponte para a presença da Igreja em outros continentes, onde ainda ela precisa abrir os caminhos de sua inserção. A Igreja na América precisa se dar conta deste seu compromisso.
(http://www.diocesedejales.org.br/)
Última Alteração: 09:05:00
Fonte: Dom Demétrio Valentini - Bispo de Jales Local:Jales (SP)
PERDIDA A UNIDADE NA IGREJA ?
Padre Elílio de Faria Matos Júnior No Credo professamos: Credo unam sanctam catholicam et apostolicam Ecclesiam. Sim, a Igreja de Cristo é una, santa, católica e apostólica, e os grandes tratados de eclesiologia têm procurado comentar essas quatro notas, uma a uma. Na verdade, não pode faltar à Igreja nenhuma dessas notas sem que sua essência mesma seja destruída. Mas a Igreja, conforme a promessa do Senhor (cf. Mt 16), não pode ser destruída[1], o que significa que as notas que a constituem hão de permanecer para sempre.
Infelizmente, porém, aparecem, aqui e ali, certos teólogos que se prontificam a deturpar ou mesmo negar uma ou mais das referidas notas, o que os coloca fora do âmbito da fé divina e católica. As heresias sempre existiram ao longo da história da Igreja, e já nos tempos apostólicos temos testemunhos de que não estiveram ausentes. Entretanto, guiada pelo Espírito prometido por Jesus, a Igreja as venceu todas, iluminando com a luz da Verdade as mentes de todos os que se submetem ao doce domínio de Cristo e condenando com clareza os impiedosos erros a respeito do desígnio salvífico de Deus.
Nos últimos tempos, contudo, criou-se um novo clima na vida da Igreja, ninguém poderá negá-lo. Infelizmente, muitos na Igreja, inclusive alguns pastores de almas, já não mostram o zelo necessário no combate ao erro e na promoção da Verdade. Tal postura tem facilitado enormemente a difusão de heresias e de distorções da doutrina entre os fiéis.
Nesse sentido, deparei-me recentemente com um texto de um conhecido teólogo brasileiro[2], texto que nega abertamente uma das notas essenciais da Igreja, a sua unidade e conseqüente unicidade. Quando professamos Credo unam Ecclesiam, estamos afirmando que a Igreja de Cristo não está dividida em várias igrejas ou denominações cristãs, e que, portanto, ela é una e única. Mas vamos ao texto que nega a unidade da Igreja; eis o que está dito expressamente:
A Igreja de Cristo aparece na história como um espelho quebrado em muitos pedaços. Em cada um deles se reflete algo do mistério da Igreja. Mas não conseguimos em cada pedaço divisar, no tempo da peregrinação, o mistério na sua totalidade. Esse passo é graça de Deus que não merecemos, mas que devemos buscar a cada dia, na fidelidade ao Espírito do Senhor, para retomar o caminho da unidade perdida (o negrito é meu).[3]
E ainda:
O importante é que todos nos disponhamos a aprender o caminho das “realizações deficientes” da Igreja de Cristo em cada uma de nossas igrejas em direção ao projeto de Deus, para que o Espírito Santo, em sua ação eficaz, possa recompor o ‘espelho quebrado’ numa unidade articulada (o negrito é meu).
Vejamos bem o teor dessas afirmações. Está dito que: a) a Igreja una de Cristo não existe no tempo presente; b) as diversas igrejas refletem, cada qual a seu modo, algo do mistério da Igreja una, mas nunca mostram a Igreja em sua integralidade; c) a Igreja una, que ainda não existe, deve ser, sob a ação do Espírito, objeto de nossa busca.
Ora, todas e cada uma dessas afirmações estão em contradição aberta com o autorizado ensinamento da Igreja católica. É de fé divina e católica a doutrina segundo a qual a Igreja de Cristo já existe neste mundo em sua unidade e integralidade (enriquecida de todos os meios necessários à salvação), e que ela se identifica com a Igreja católica entregue a Pedro e a seus sucessores, embora fora de seus quadros visíveis haja elementa Ecclesiae, de modo que resulta absurda a afirmação de que a Igreja de Cristo é ainda um sonho a se realizar no futuro através de uma espécie de articulação de todas as igrejas hoje existentes.
Pio XI, em 1928, já condenava a absurda opinião apresentada por nosso teólogo. Veja as palavras pontifícias sobre os hereges de antanho, que parecem ter sido mesmo escritas justamente para combater as descabidas idéias acima referidas:
Pois opinam: a unidade de fé e de regime, distintivo da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu até hoje e nem hoje existe; que ela pode, sem dúvida, ser desejada e talvez realizar-se alguma vez, por uma inclinação comum das vontades; mas que, entrementes, deve existir apenas uma fictícia unidade.
Acrescentam que a Igreja é, por si mesma, por natureza, dividida em partes, isto é, que ela consta de muitas igreja ou comunidades particulares, as quais, ainda separadas, embora possuam alguns capítulos comuns de doutrina, discordam todavia nos demais. Que cada uma delas possui os mesmos direitos, que, no máximo, a Igreja foi única e una, da época apostólica até os primeiros concílios ecumênicos.
Assim, dizem, é necessário colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiqüíssimas variedades de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão e, quanto às outras doutrinas, elaborar e propor uma certa lei comum de crer, em cuja profissão de fé todos se conheçam e se sintam como irmãos, pois, se as múltiplas igrejas e comunidades forem unidas por um certo pacto, existiria já a condição para que os progressos da impiedade fossem futuramente impedidos de modo sólido e frutuoso.[4]
Ora, é fato que, ao longo de 2000 anos de história do Cristianismo, houve inúmeras divisões. Muitos grupos se separaram da Igreja católica, constituindo comunidades permanentes, que, inclusive, reclamam para si a autêntica herança de Cristo. O caso mais patente de divisão, tanto pelo fato de estar mais próximo de nós como pelas suas conseqüências de maior amplitude e atualidade, foi a Reforma Protestante, ocorrida no séc. XVI.
Entretanto cabe-nos uma pergunta: Com as divisões, a Igreja perdeu sua unidade, ficou também dividida? Muitos pretendem que sim; a Igreja teria, depois das divisões, perdido sua unidade. Essa é a tese defendida pelo teólogo a que nos referimos. A Igreja una ter-se-ia cindido em muitas partes como um espelho quebrado em muitos pedaços, de modo que cada parte do espelho – cada denominação cristã, inclusive a Igreja católica – já não poderia sozinho refletir a totalidade da imagem, isto é, do mistério da Igreja.
A Igreja católica, a bom título, não concorda com essa posição. A doutrina católica sempre sustentou que a unidade, da qual a Igreja foi dotada por vontade divina, tem subsistido e subsistirá para sempre. Mesmo as divisões ocorridas ao longo da história do Cristianismo não a destruíram e jamais poderão fazê-lo. A unidade, com todas e cada uma das notas essenciais da Igreja, permanece para sempre, pois é o Senhor que guia e sustenta a sua obra.
O Concílio do Vaticano II reafirmou a doutrina tradicional segundo a qual a Igreja de Cristo perdura ao longo da história e realiza, já neste mundo, a nota da unidade. A Constituição Lumem gentium, ao falar sobre a Igreja de Cristo, ensina:
Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como sociedade, subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em união com ele, embora, fora da sua comunidade, se encontrem muitos elementos de santificação e de verdade, os quais, por serem dons pertencentes à Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica.[5]
Esse texto, ao declarar que a Igreja de Cristo existe neste mundo como sociedade visível subsistente na Igreja católica entregue a Pedro e a seus sucessores, afirma que unidade e unicidade da Igreja também existem atualmente, pois que a Igreja de Cristo é una e única. O texto conciliar rejeita toda afirmação que pretenda sustentar que a Igreja una e única é uma realidade ainda a ser construída no futuro, ou que se dará somente na escatologia. A Igreja de Cristo já existe atualmente provida de todos os elementos necessários à salvação.
Verdade é que o concílio não usou o verbo “ser” (est) para falar da identificação da Igreja de Cristo com a Igreja católica, mas preferiu a expressão “subsistir em” (subsistit in). Muitos, a partir disso, pretenderam que o concílio tivesse abrido mão da identificação da Igreja de Cristo com a católica, e até sustentaram que a Igreja de Cristo pudesse subsistir também em comunidades eclesiais não-católicas. Mas assim se interpreta mal o Concílio. O Concílio não mudou a doutrina sobre a Igreja, nem poderia fazê-lo, mas tão somente a aprofundou, realçando-lhe certos aspectos. Se usou a expressão subsistit in (subsiste em) em vez do verbo est (é) para falar da relação entre a noção de Igreja de Cristo e de Igreja católica confiada a Pedro, não foi com a intenção de negar a identificação entre ambas, mas de, professando firmemente a doutrina tradicional, abrir-se ao reconhecimento de que fora dos quadros visíveis da mesma Igreja católica há verdadeiros elementos eclesiais, embora não em sua plenitude.
Em outras palavras, há uma única subsistência da verdadeira Igreja de Cristo. A unicidade da Igreja o exige. Mas fora dessa única subsistência visível não há o vazio eclesial; há elementos da verdadeira Igreja fora da Igreja católica, em maior ou menor número conforme a Comunidade eclesial, elementos esses que, por pertencerem à Igreja de Cristo subsistente na Igreja católica, impelem à unidade católica (cf. LG 8).
Recentemente, Bento XVI, ao discursar para os membros da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, fez questão de enfatizar a indefectibilidade da Igreja nos seguintes termos:
Em particular a Congregação para a Doutrina da Fé publicou no ano passado dois Documentos importantes, que ofereceram alguns esclarecimentos doutrinais sobre aspectos fundamentais da doutrina sobre a Igreja e sobre a Evangelização. São esclarecimentos necessários para o desenvolvimento correto do diálogo ecumênico e do diálogo com as religiões e culturas do mundo. O primeiro Documento tem o título "Respostas a questões relativas a alguns aspectos sobre a doutrina da Igreja" e repropõe também nas formulações e na linguagem os ensinamentos do Concílio Vaticano II, em plena continuidade com a doutrina da Tradição católica. Deste modo é confirmado que a Igreja de Cristo, una e única, tem a sua subsistência, permanência e estabilidade na Igreja Católica e que por conseguinte a unidade, a indivisibilidade e a indestrutibilidade da Igreja de Cristo não são anuladas pelas separações e divisões dos cristãos. Paralelamente a este esclarecimento doutrinal fundamental, o Documento repropõe o uso lingüístico correto de certas expressões eclesiológicas, que correm o risco de ser mal compreendidas, e chama para esta finalidade a atenção sobre a diferença que ainda permanece entre as diversas Confissões cristãs em relação à compreensão do ser Igreja, em sentido propriamente teológico (o negrito é meu).[6]
Desse modo, fica evidenciado que o ensinamento autorizado da Igreja, sustentado pela Tradição, é o de que a Igreja de Cristo, malgrado todas as divisões que se deram no interior do Cristianismo, não está dividida neste mundo em muitos pedaços, como sugere o texto do teólogo que citamos, mas subsiste (perdura integralmente, em sua unidade e unicidade) na Igreja católica governada pelo sucessor do Apóstolo Pedro, o Papa. A permanência da Igreja neste mundo em sua integralidade é dom do Senhor, que devemos humildemente reconhecer. Isso não significa, porém, que não devamos trabalhar para que os batizados em sua totalidade, atualmente divididos, estejam um dia em plena comunhão pela mesma fé, mesmos sacramentos e mesmo governo. Não significa também que a Igreja já mostre neste mundo todo o seu esplendor, o que fica reservado para a escatologia.
[1] A indefectibilidade da Igreja foi recentemente inculcada por Bento XVI no discurso feito aos Bispos do Brasil na Catedral da Sé em São Paulo, aos 11 de maio de 2007. O Papa vale-se das palavras de Santo Agostinho. Eis o texto: “Mas tende confiança: a Igreja é santa e incorruptível (cf. Ef 5,27). Dizia Santo Agostinho: ‘Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos’ (Enarrationes in Psalmos, 103,2,5; PL, 37, 1353.)”.
[2] Trata-se do Pe. Cleto Caliman, que reside atualmente em Belo Horizonte.
[3] CALIMAN, Cleto. Creio na Igreja Católica. São Paulo: Paulus, 2007 (Col. “Por que creio”), p. 49ss.
[4] Encíclica Mortalium animos, n.9. Cf.:http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19280106_mortalium-animos_po.html
[5] Constituição dogmatica Lumem gentium sobre a Igreja, do Concílio do Vaticano II, n. 8.
[6] Discurso do Papa Bento XVI à Congregação para a Doutrina da Fé reunida em Sessão plenária (31/1/08); cf.: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/january/documents/hf_ben-xvi_spe_20080131_dottrina-fede_po.html.
Última Alteração: 09:11:00
Fonte: Padre Elílio de Faria Matos Júnior Local:Minas Gerais
Infelizmente, porém, aparecem, aqui e ali, certos teólogos que se prontificam a deturpar ou mesmo negar uma ou mais das referidas notas, o que os coloca fora do âmbito da fé divina e católica. As heresias sempre existiram ao longo da história da Igreja, e já nos tempos apostólicos temos testemunhos de que não estiveram ausentes. Entretanto, guiada pelo Espírito prometido por Jesus, a Igreja as venceu todas, iluminando com a luz da Verdade as mentes de todos os que se submetem ao doce domínio de Cristo e condenando com clareza os impiedosos erros a respeito do desígnio salvífico de Deus.
Nos últimos tempos, contudo, criou-se um novo clima na vida da Igreja, ninguém poderá negá-lo. Infelizmente, muitos na Igreja, inclusive alguns pastores de almas, já não mostram o zelo necessário no combate ao erro e na promoção da Verdade. Tal postura tem facilitado enormemente a difusão de heresias e de distorções da doutrina entre os fiéis.
Nesse sentido, deparei-me recentemente com um texto de um conhecido teólogo brasileiro[2], texto que nega abertamente uma das notas essenciais da Igreja, a sua unidade e conseqüente unicidade. Quando professamos Credo unam Ecclesiam, estamos afirmando que a Igreja de Cristo não está dividida em várias igrejas ou denominações cristãs, e que, portanto, ela é una e única. Mas vamos ao texto que nega a unidade da Igreja; eis o que está dito expressamente:
A Igreja de Cristo aparece na história como um espelho quebrado em muitos pedaços. Em cada um deles se reflete algo do mistério da Igreja. Mas não conseguimos em cada pedaço divisar, no tempo da peregrinação, o mistério na sua totalidade. Esse passo é graça de Deus que não merecemos, mas que devemos buscar a cada dia, na fidelidade ao Espírito do Senhor, para retomar o caminho da unidade perdida (o negrito é meu).[3]
E ainda:
O importante é que todos nos disponhamos a aprender o caminho das “realizações deficientes” da Igreja de Cristo em cada uma de nossas igrejas em direção ao projeto de Deus, para que o Espírito Santo, em sua ação eficaz, possa recompor o ‘espelho quebrado’ numa unidade articulada (o negrito é meu).
Vejamos bem o teor dessas afirmações. Está dito que: a) a Igreja una de Cristo não existe no tempo presente; b) as diversas igrejas refletem, cada qual a seu modo, algo do mistério da Igreja una, mas nunca mostram a Igreja em sua integralidade; c) a Igreja una, que ainda não existe, deve ser, sob a ação do Espírito, objeto de nossa busca.
Ora, todas e cada uma dessas afirmações estão em contradição aberta com o autorizado ensinamento da Igreja católica. É de fé divina e católica a doutrina segundo a qual a Igreja de Cristo já existe neste mundo em sua unidade e integralidade (enriquecida de todos os meios necessários à salvação), e que ela se identifica com a Igreja católica entregue a Pedro e a seus sucessores, embora fora de seus quadros visíveis haja elementa Ecclesiae, de modo que resulta absurda a afirmação de que a Igreja de Cristo é ainda um sonho a se realizar no futuro através de uma espécie de articulação de todas as igrejas hoje existentes.
Pio XI, em 1928, já condenava a absurda opinião apresentada por nosso teólogo. Veja as palavras pontifícias sobre os hereges de antanho, que parecem ter sido mesmo escritas justamente para combater as descabidas idéias acima referidas:
Pois opinam: a unidade de fé e de regime, distintivo da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu até hoje e nem hoje existe; que ela pode, sem dúvida, ser desejada e talvez realizar-se alguma vez, por uma inclinação comum das vontades; mas que, entrementes, deve existir apenas uma fictícia unidade.
Acrescentam que a Igreja é, por si mesma, por natureza, dividida em partes, isto é, que ela consta de muitas igreja ou comunidades particulares, as quais, ainda separadas, embora possuam alguns capítulos comuns de doutrina, discordam todavia nos demais. Que cada uma delas possui os mesmos direitos, que, no máximo, a Igreja foi única e una, da época apostólica até os primeiros concílios ecumênicos.
Assim, dizem, é necessário colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiqüíssimas variedades de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão e, quanto às outras doutrinas, elaborar e propor uma certa lei comum de crer, em cuja profissão de fé todos se conheçam e se sintam como irmãos, pois, se as múltiplas igrejas e comunidades forem unidas por um certo pacto, existiria já a condição para que os progressos da impiedade fossem futuramente impedidos de modo sólido e frutuoso.[4]
Ora, é fato que, ao longo de 2000 anos de história do Cristianismo, houve inúmeras divisões. Muitos grupos se separaram da Igreja católica, constituindo comunidades permanentes, que, inclusive, reclamam para si a autêntica herança de Cristo. O caso mais patente de divisão, tanto pelo fato de estar mais próximo de nós como pelas suas conseqüências de maior amplitude e atualidade, foi a Reforma Protestante, ocorrida no séc. XVI.
Entretanto cabe-nos uma pergunta: Com as divisões, a Igreja perdeu sua unidade, ficou também dividida? Muitos pretendem que sim; a Igreja teria, depois das divisões, perdido sua unidade. Essa é a tese defendida pelo teólogo a que nos referimos. A Igreja una ter-se-ia cindido em muitas partes como um espelho quebrado em muitos pedaços, de modo que cada parte do espelho – cada denominação cristã, inclusive a Igreja católica – já não poderia sozinho refletir a totalidade da imagem, isto é, do mistério da Igreja.
A Igreja católica, a bom título, não concorda com essa posição. A doutrina católica sempre sustentou que a unidade, da qual a Igreja foi dotada por vontade divina, tem subsistido e subsistirá para sempre. Mesmo as divisões ocorridas ao longo da história do Cristianismo não a destruíram e jamais poderão fazê-lo. A unidade, com todas e cada uma das notas essenciais da Igreja, permanece para sempre, pois é o Senhor que guia e sustenta a sua obra.
O Concílio do Vaticano II reafirmou a doutrina tradicional segundo a qual a Igreja de Cristo perdura ao longo da história e realiza, já neste mundo, a nota da unidade. A Constituição Lumem gentium, ao falar sobre a Igreja de Cristo, ensina:
Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como sociedade, subsiste na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em união com ele, embora, fora da sua comunidade, se encontrem muitos elementos de santificação e de verdade, os quais, por serem dons pertencentes à Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica.[5]
Esse texto, ao declarar que a Igreja de Cristo existe neste mundo como sociedade visível subsistente na Igreja católica entregue a Pedro e a seus sucessores, afirma que unidade e unicidade da Igreja também existem atualmente, pois que a Igreja de Cristo é una e única. O texto conciliar rejeita toda afirmação que pretenda sustentar que a Igreja una e única é uma realidade ainda a ser construída no futuro, ou que se dará somente na escatologia. A Igreja de Cristo já existe atualmente provida de todos os elementos necessários à salvação.
Verdade é que o concílio não usou o verbo “ser” (est) para falar da identificação da Igreja de Cristo com a Igreja católica, mas preferiu a expressão “subsistir em” (subsistit in). Muitos, a partir disso, pretenderam que o concílio tivesse abrido mão da identificação da Igreja de Cristo com a católica, e até sustentaram que a Igreja de Cristo pudesse subsistir também em comunidades eclesiais não-católicas. Mas assim se interpreta mal o Concílio. O Concílio não mudou a doutrina sobre a Igreja, nem poderia fazê-lo, mas tão somente a aprofundou, realçando-lhe certos aspectos. Se usou a expressão subsistit in (subsiste em) em vez do verbo est (é) para falar da relação entre a noção de Igreja de Cristo e de Igreja católica confiada a Pedro, não foi com a intenção de negar a identificação entre ambas, mas de, professando firmemente a doutrina tradicional, abrir-se ao reconhecimento de que fora dos quadros visíveis da mesma Igreja católica há verdadeiros elementos eclesiais, embora não em sua plenitude.
Em outras palavras, há uma única subsistência da verdadeira Igreja de Cristo. A unicidade da Igreja o exige. Mas fora dessa única subsistência visível não há o vazio eclesial; há elementos da verdadeira Igreja fora da Igreja católica, em maior ou menor número conforme a Comunidade eclesial, elementos esses que, por pertencerem à Igreja de Cristo subsistente na Igreja católica, impelem à unidade católica (cf. LG 8).
Recentemente, Bento XVI, ao discursar para os membros da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, fez questão de enfatizar a indefectibilidade da Igreja nos seguintes termos:
Em particular a Congregação para a Doutrina da Fé publicou no ano passado dois Documentos importantes, que ofereceram alguns esclarecimentos doutrinais sobre aspectos fundamentais da doutrina sobre a Igreja e sobre a Evangelização. São esclarecimentos necessários para o desenvolvimento correto do diálogo ecumênico e do diálogo com as religiões e culturas do mundo. O primeiro Documento tem o título "Respostas a questões relativas a alguns aspectos sobre a doutrina da Igreja" e repropõe também nas formulações e na linguagem os ensinamentos do Concílio Vaticano II, em plena continuidade com a doutrina da Tradição católica. Deste modo é confirmado que a Igreja de Cristo, una e única, tem a sua subsistência, permanência e estabilidade na Igreja Católica e que por conseguinte a unidade, a indivisibilidade e a indestrutibilidade da Igreja de Cristo não são anuladas pelas separações e divisões dos cristãos. Paralelamente a este esclarecimento doutrinal fundamental, o Documento repropõe o uso lingüístico correto de certas expressões eclesiológicas, que correm o risco de ser mal compreendidas, e chama para esta finalidade a atenção sobre a diferença que ainda permanece entre as diversas Confissões cristãs em relação à compreensão do ser Igreja, em sentido propriamente teológico (o negrito é meu).[6]
Desse modo, fica evidenciado que o ensinamento autorizado da Igreja, sustentado pela Tradição, é o de que a Igreja de Cristo, malgrado todas as divisões que se deram no interior do Cristianismo, não está dividida neste mundo em muitos pedaços, como sugere o texto do teólogo que citamos, mas subsiste (perdura integralmente, em sua unidade e unicidade) na Igreja católica governada pelo sucessor do Apóstolo Pedro, o Papa. A permanência da Igreja neste mundo em sua integralidade é dom do Senhor, que devemos humildemente reconhecer. Isso não significa, porém, que não devamos trabalhar para que os batizados em sua totalidade, atualmente divididos, estejam um dia em plena comunhão pela mesma fé, mesmos sacramentos e mesmo governo. Não significa também que a Igreja já mostre neste mundo todo o seu esplendor, o que fica reservado para a escatologia.
[1] A indefectibilidade da Igreja foi recentemente inculcada por Bento XVI no discurso feito aos Bispos do Brasil na Catedral da Sé em São Paulo, aos 11 de maio de 2007. O Papa vale-se das palavras de Santo Agostinho. Eis o texto: “Mas tende confiança: a Igreja é santa e incorruptível (cf. Ef 5,27). Dizia Santo Agostinho: ‘Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos’ (Enarrationes in Psalmos, 103,2,5; PL, 37, 1353.)”.
[2] Trata-se do Pe. Cleto Caliman, que reside atualmente em Belo Horizonte.
[3] CALIMAN, Cleto. Creio na Igreja Católica. São Paulo: Paulus, 2007 (Col. “Por que creio”), p. 49ss.
[4] Encíclica Mortalium animos, n.9. Cf.:http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19280106_mortalium-animos_po.html
[5] Constituição dogmatica Lumem gentium sobre a Igreja, do Concílio do Vaticano II, n. 8.
[6] Discurso do Papa Bento XVI à Congregação para a Doutrina da Fé reunida em Sessão plenária (31/1/08); cf.: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/january/documents/hf_ben-xvi_spe_20080131_dottrina-fede_po.html.
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Fonte: Padre Elílio de Faria Matos Júnior Local:Minas Gerais
NOVO ANO LITURGICO
Com o primeiro domingo do Advento começa um novo Ano Litúrgico. Advento é um termo latino que designa o ato de chegar. Os poetas romanos falaram da “chegada do dia”. O que a Igreja celebra é o advento de Jesus por ocasião de seu Natal, festa que deve ser, piedosa e cuidadosamente, preparada. O ciclo litúrgico terminou com a solenidade de Cristo Rei e começa com uma meditação sobre o segundo advento do Redentor na parusia, ou seja, na sua volta gloriosa, no final dos tempos, para estar presente ao Juízo Final. Por isto cumpre uma atenção especial à vigilância. Todo o Antigo Testamento foi uma preparação para o instante da Encarnação do Verbo Divino. Eis por que aparecem no Advento as leituras sobretudo dos Profetas Isaías, Miquéias e Malaquias atinentes à chegada do Messias. Surgem a figura de João Batista que preparou os caminhos do Senhor e de Maria, a mãe de Deus, Imaculada em sua Conceição. Apesar da cor roxa própria do Advento, domina, porém, uma atenta alegria tanto que no terceiro domingo deste tempo se podem usar paramentos róseos. Isto porque se trata de um período no qual borbulha nos corações dos fiéis a esperança, atitude fundamental de todos os que crêem na redenção da humanidade. Cumpre então ao batizado ser irrepreensível, mas na mais total confiança em Deus que quer a salvação de todos. No horizonte da História refulgiu a Luz que “ilumina todo homem que vem a este mundo”(Jo 1,9). Aí o fundamento que a expectativa do Natal oferece. Trata-se de se mergulhar nesta realidade sublime: Deus, Amor infinito, Pai misericordioso, tanto amou o mundo que lhe deu o seu Filho único (Jo 3,16) para que todos tenham a vida em abundância (Jo 10,10). Não se trata de algo ilusório, mas de um fato histórico que é visível no nascimento de Cristo. É preciso, contudo, celebrar esta vinda do Messias em Belém e, depois, no fim dos tempos, numa contínua vigilância, isto é, em estado de sentinela, estado de alerta, velando atentamente para que Cristo possa encontrar preparados os corações para O acolher. Thomas Merton escreveu: "A vida espiritual é antes de tudo uma questão de se manter acordados”. Abre-se novamente então o espaço para uma revisão de vida. Mudança para melhor no relacionamento na família, no local de trabalho, em todas as circunstâncias da vida social. As horas passam e muitos levam mecanicamente os muitos contactos de cada hora sem uma abertura para Cristo presente no próximo com quem Jesus se identificou. É preciso, de fato, uma vida alimentada pela justiça do Reino de Deus, ajustando cada um sua fé com uma existência na qual há coerência entre o que se crê o comportamento pessoal e social. Mister se faz sair de uma desconstrução interior e exterior para a busca da unidade que é o cerne da conversão para Deus e para Sua presença em todos os acontecimentos. Todas as ações impregnadas de um amor sempre mais intenso e transbordante para com os irmãos e irmãs, sobretudo os mais sofredores. Renovação do julgamento interior para compreender a própria história à luz dos ensinamentos do Mestre divino e não segundo nossas categorias de pensamentos egoístas e parciais. Se é verdade que a cicatriz do pecado original desfigura o mundo e lança penumbras no coração este é o contexto do ano que oferece a luminosidade que brilhou em torno de um Presépio. Ecoa neste tempo do Advento o grande clamor: “Vinde Senhor Jesus”! Este anseio deve significar que Ele renovará todos os sentimentos, corrigirá todos os erros. A maneira com que cada um viver o Advento condicionará todas as grandes graças que a data do Natal reserva para os que se renovarem nestes dias abençoados. Deve também estar viva o sinal da presença divina em cada ato que se praticar. Jesus é o Emanuel, o Deus conosco. A aliança entre o homem e o Ser Supremo flui da promessa de salvação que os anjos anunciam no Natal: "Hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor" (Lc 2,11). Daí esta renovação radical que possibilite os efeitos desta vinda do Verbo Eterno a este mundo, trazendo a verdadeira liberdade e a total cura interior. À generosidade divina é necessário que a resposta humana seja sincera e abrangente, deixando o campo livre para a atuação do poder de Deus que vence toda paralisia espiritual, toda indolência nos caminhos da santidade pessoal. * Professor no Seminário de Mariana - MG
Última Alteração: 09:17:00
Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho Local:Mariana (MG)
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Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho Local:Mariana (MG)
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
A IMPORTÂNCIA DA LEI NO ANTIGO TESTAMENTO.

A LEI SEM A GRAÇA NÃO SALVA
MAS NOS LIVRA DO PECADO MORTAL ______________________________________________________________
Pergunta :
Se os cristãos afirmam que apenas com a Lei de Deus, a salvação não é possível , e que a Lei necessita do complemento da graça oferecida a todos , de modo vicário , com o sacrifício salvífico do Cristo na cruz , como pode o catolicismo afirmar que os condenados que viveram antes da vinda do Cristo foram levados ao inferno de onde não sairão?
Se a Lei não era suficiente para redimir o homem , o mesmo deveria valer para os pecadores.Todos deveriam aguardar no limbo a vinda do Cristo e a redenção operada com a sua morte e ressurreição , para serem julgados plenamente , não é correto ?
Resposta :
O homem vivia em um estado de paz e amizade com Deus no paraíso ; conhecia a vontade divina , e a necessidade de obedecê-Lo. Contudo , o homem transgrediu esse limite , violou a Lei de Deus e foi expulso desse estado de plenitude.
Deus não o abandonou totalmente ; deu-lhe a Lei e a promessa da redenção em Cristo.
Portanto , a Lei foi ,ao mesmo tempo, expressão do amor divino e manifestação da punição de Deus.
A Lei não salva, mas nos revela a pessoa de Deus e do Messias.
O apóstolo Paulo afirma que "pela lei , vem o pleno conhecimento do pecado", Romanos 3:20.
É pela lei e seus preceitos que podemos perceber que nossa vida não se harmoniza com a vontade de Deus.
A lei nos indica Jesus, a fim de que recebamos a salvação.
Paulo chamou a lei de "aio" (educador) para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé (Cfr Galátas 3:24)
Os homens santos e justos do Antigo Testamento , por terem feito a contrição perfeita e crido no messias , aguardavam no Cheol , o limbo dos patriarcas , o momento de serem levados a Deus.
Portanto , aqueles que além do pecado original , ainda perseveraram no pecado grave e mortal , o fizeram por livre escolha ; conheciam o poder da misericórdia divina e não a aceitaram ; foram por isso condenados .
O amor de Deus , mesmo antes da vinda do Cristo , deveria ser acolhido por todos ; e o pecado repudiado.
Seria injusto da parte de Deus , assegurar ao homem , mergulhado no pecado mortal , uma possibilidade infinita de redenção , se ele mesmo fechou a porta para qualquer ato de arrependimento para com Deus.E como se sentiriam aqueles que tudo fizeram para encontrar a salvação em meio tão adverso ?
De nada adiantaria que os pecadores réprobos aguardassem , no limbo , a comunicação definitiva dos méritos alcançados por Jesus com sua morte e ressurreição - sacrificio que aplacou a ira divina e superou as obras antigas da lei , ainda imperfeitas , para permitir a salvação , mas suficientes para tirar os homens da condenação eterna - pois nada de bom restava nessas almas .
Esse é o mérito da Lei e das obras da Lei , salvar o homem do inferno e dár-lhes , posteriormente , a salvação pela graça de Deus , através de Seu Filho.
A Graça não é , rigorosamente, incompatível com a Lei (Rm. 3:31; Mt. 5:17).
A Lei não era suficiente para salvar sem a complementação da graça , mas era suficiente para impedir a condenação eterna ; opção escolhida pela humanidade em Adão.
Sem a Lei , sem a preparação do caminho , não seria possível a realização do sacrifício vicário do Cristo na cruz.
Os homens já estariam , todos , condenados ; e a graça não poderia ser comunicada retroativamente.
Autor: Prof Everton Jobim
MAS NOS LIVRA DO PECADO MORTAL ______________________________________________________________
Pergunta :
Se os cristãos afirmam que apenas com a Lei de Deus, a salvação não é possível , e que a Lei necessita do complemento da graça oferecida a todos , de modo vicário , com o sacrifício salvífico do Cristo na cruz , como pode o catolicismo afirmar que os condenados que viveram antes da vinda do Cristo foram levados ao inferno de onde não sairão?
Se a Lei não era suficiente para redimir o homem , o mesmo deveria valer para os pecadores.Todos deveriam aguardar no limbo a vinda do Cristo e a redenção operada com a sua morte e ressurreição , para serem julgados plenamente , não é correto ?
Resposta :
O homem vivia em um estado de paz e amizade com Deus no paraíso ; conhecia a vontade divina , e a necessidade de obedecê-Lo. Contudo , o homem transgrediu esse limite , violou a Lei de Deus e foi expulso desse estado de plenitude.
Deus não o abandonou totalmente ; deu-lhe a Lei e a promessa da redenção em Cristo.
Portanto , a Lei foi ,ao mesmo tempo, expressão do amor divino e manifestação da punição de Deus.
A Lei não salva, mas nos revela a pessoa de Deus e do Messias.
O apóstolo Paulo afirma que "pela lei , vem o pleno conhecimento do pecado", Romanos 3:20.
É pela lei e seus preceitos que podemos perceber que nossa vida não se harmoniza com a vontade de Deus.
A lei nos indica Jesus, a fim de que recebamos a salvação.
Paulo chamou a lei de "aio" (educador) para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé (Cfr Galátas 3:24)
Os homens santos e justos do Antigo Testamento , por terem feito a contrição perfeita e crido no messias , aguardavam no Cheol , o limbo dos patriarcas , o momento de serem levados a Deus.
Portanto , aqueles que além do pecado original , ainda perseveraram no pecado grave e mortal , o fizeram por livre escolha ; conheciam o poder da misericórdia divina e não a aceitaram ; foram por isso condenados .
O amor de Deus , mesmo antes da vinda do Cristo , deveria ser acolhido por todos ; e o pecado repudiado.
Seria injusto da parte de Deus , assegurar ao homem , mergulhado no pecado mortal , uma possibilidade infinita de redenção , se ele mesmo fechou a porta para qualquer ato de arrependimento para com Deus.E como se sentiriam aqueles que tudo fizeram para encontrar a salvação em meio tão adverso ?
De nada adiantaria que os pecadores réprobos aguardassem , no limbo , a comunicação definitiva dos méritos alcançados por Jesus com sua morte e ressurreição - sacrificio que aplacou a ira divina e superou as obras antigas da lei , ainda imperfeitas , para permitir a salvação , mas suficientes para tirar os homens da condenação eterna - pois nada de bom restava nessas almas .
Esse é o mérito da Lei e das obras da Lei , salvar o homem do inferno e dár-lhes , posteriormente , a salvação pela graça de Deus , através de Seu Filho.
A Graça não é , rigorosamente, incompatível com a Lei (Rm. 3:31; Mt. 5:17).
A Lei não era suficiente para salvar sem a complementação da graça , mas era suficiente para impedir a condenação eterna ; opção escolhida pela humanidade em Adão.
Sem a Lei , sem a preparação do caminho , não seria possível a realização do sacrifício vicário do Cristo na cruz.
Os homens já estariam , todos , condenados ; e a graça não poderia ser comunicada retroativamente.
Autor: Prof Everton Jobim
A PESSOA DIVINA DE CRISTO
O Paráclito que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito de Verdade que procede do Pai, dará testemunho de mim" (Jo 15,26).____________________________________________________________
Na maravilhosa Pessoa de NS Jesus Cristo , a natureza humana não se torna divina , nem tampouco a essência divina se torna humana. Cristo possui , sim , duas naturezas , duas vontades e duas inteligências ; unidas , mas imiscíveis. Este erro é muito frequente , porque tudo em Cristo é atribuído à Sua Pessoa divina.
Deus é um ser incriado , indiviso , uno , substância simples , Espírito puro . Soberano , independente , Ser supremo , ilimitado e eterno - possuidor de inteligência e justiça infinitas .
O IV Concílio de Latrão e o I Concílio Vaticano - com base nas Sagradas Escrituras - atribuem a Deus a eternidade.
Deus é amor , é vida e fonte eterna de vida e santidade . Deus é um ser incondicionado , onipotente , onipresente e onisciente , transcendência absoluta . Deus não nasce , nem morre . É um ser perfeito e imutável.
Os seres criados , por definição , não possuem estas características ; portanto , em Cristo , Deus se une ao homem , mas não se torna homem , nem o homem se torna Deus . Em Cristo , o Deus inivisível , incondicionado e eterno , une-Se à natureza humana , corporal , visível e finita , para a redenção da obra da criação . Essa união é eterna , mas a distinção entre o humano e o divino é mantida. Deus não nasce e nem morre . Contudo , há dois mil anos , encarnou-Se para redimir o homem , na Pessoa do Deus Filho -- o Verbo eterno que viveu a paixão , morte e ressurreição , para redenção do homem e para a glória suprema de Deus. __________________________________________
Dogmas católicos sobre a Pessoa Divina de Jesus ___________________________________________
* É dogma que NS Jesus Cristo é Deus e é homem . O Cristo é plenamente Deus e plenamente homem (I Conc. Nicéia )
* É dogma que existem três Pessoas em Deus , não três substâncias , nem três deuses ; mas um Deus e três Pessoas ( I Conc. Nicéia )
*Em Cristo ocorre a união hipostática entre a substância divina e a substância humana. O Cristo possui a mesma natureza divina ( homousios), ele é a inteligência de Deus encarnada , o Logos divino.
* Cristo é o Verbo divino, unindo-se livremente à substância humana e assumindo livremente a paixão redentora.
* É dogma da Igreja que a Virgem Maria é a mãe de Deus , porque , ao nascer , Jesus já possuia as duas naturezas (Cf. Concílio de Éfeso)
* É dogma católico que Deus é o Pai natural de Cristo , porque Jesus não teve nenhum homem como pai.
* Da mesma forma como uniu-se à substância humana , Nosso Senhor Jesus Cristo também decidiu fazer-se presente no pão e no vinho consagrados , na celebração da eucaristia.
* São dogmas a Ressurreição ao terceiro dia , a Segunda Vinda e o Juízo Final , para a conclusão da obra da redenção. _____________________________________________________
Concílios da Igreja e dogmas sobre Jesus Cristo _____________________________________________________
A Santíssima Trindade _______________________________
Em Deus há três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; e cada uma delas possui a essência divina que é numericamente a mesma - Concílio de Latrão (1215), sob Inocêncio III (1198-1216).
Jesus Cristo é Verdadeiro Deus e Filho de Deus por essência -declarado no Símbolo "Quicumque" do Concílio de Toledo (400-447).
Jesus Cristo possui duas naturezas que não se transformam nem se confundem. Afirma o Papa São Leão I Magno (440-461) em sua epístola dogmática de 13 de Junho de 449: "Ficando então a salvo a propriedade de uma e outra natureza... natureza íntegra e perfeita de verdadeiro homem, nasceu Deus Verdadeiro, inteiro no seu, inteiro no nosso" (Dz. 143 ss.)
Também diz o Concílio de Calcedônia (451, IV Ecumênico):" Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma vontade física e uma própria operação física. "
A heresia que negava a divindade de Cristo era o arianismo , refutada no I Concílio de Nicéia . A heresia que negava a humanidade de Cristo era o monofismo ; o monofisismo e o monotelismo (variação mitigada do monofisismo) foram refutados , respectivamente , nos concílios de Calcedônia e no III de Constantinopla.
Provas da existência das duas vontades de Cristo , nas Sagradas Escrituras:
"Não seja como Eu quero, mas sim como Tu queres..." (Mt 26,39) "Não seja feita Minha vontade, mas sim a Tua..." (Lc 22,42) "Desci do céu para fazer não a Minha vontade, mas sim a vontade de Quem Me enviou..." (Jn. 6,38) "Ninguém Me tira, Eu a doei voluntariamente, tenho o poder para concedê-la e o poder de recobrá-la novamente..." (Jo 10,18) Verdade também declarada pelo III Concílio de Constantinopla (680-681), sob Santo Agatão (678-681) Jesus Cristo é Filho Natural de Deus Concílio de Trento (1545-1563), na sessão IV de 13 de Janeiro de 1547 (sob Paulo III; 1534-1549). ____________________________________________________________
Essa união do divino no humano é um mistério da fé , porque não plenamente entendida pelos limites da inteligência humana , é uma verdade prefigurada no Livro do Gênesis quando se diz que Deus criou o homem "à sua imagem e semelhança". Está profetizada também no Antigo Testamento , em Isaías com a expressão "Deus Forte" e nas demais referências ao Salvador que nasceria de uma mulher jovem.
Deus se une efetivamente à humanidade na Pessoa do Cristo , que é , toda ela , divina ; apesar das distinção entre a dimensão natural e a dimensão divina. Cristo se subordina a Deus e isso expressa essa distinção . Cristo, na obra da mediação , age de conformidade com as suas duas naturezas , fazendo cada natureza o que lhe é próprio. Porém, devido à unidade da pessoa, o que é próprio de uma natureza é , às vezes , na Escritura, atribuído à pessoa denominada pela outra natureza ( João 10:17-l8; I Ped. 3:18; Heb. 9:14; At. 20:28; João3:13 )
Tudo que NS Jesus Cristo é , e tudo o que faz , se atribui à Sua Pessoa que é divina. Como homem , Cristo viveu e sentiu com todas as restrições experimentadas pelos homens. Mas em sua Pessoa , o divino sempre esteve presente e unido à dimensão humana . Após a sua morte , ao subir , em definitivo , ao céu , Cristo assumiu a forma corpórea gloriosa. Todos os homens justificados pelo Cristo, serão ressuscitados em um corpo glorioso no fim dos tempos .
Quando esteve presente entre os homens , na forma humana , o Deus Filho nunca deixou de estar no céu. E nunca deixou de ser onipresente . O Cristo é o 'arché' , o princípio através do qual tudo foi feito e que sustenta a realidade criada. O Cristo é a inteligência divina , a sabedoria divina.
Deus conhece toda a realidade criada , e está igualmente presente por toda a parte. Decidiu , livreamente , unir-Se ao homem para regenerar a realidade criada ; para expressar Seu amor pelas criaturas e para a Sua Glória. O Deus Filho é , portanto, o modo como Deus conhece a Si próprio e conhece a realidade criada.
As limitações da natureza humana de Cristo , nos seus tempos da carne , não diminuiram ou limitaram , em nada , os Seus atributos divinos. Deus quis unir-se ao Homem , em Cristo , porque decidiu , soberanamente , fazê-lo . Em Deus , nada é imposto como necessário , exceto a Sua Vontade e o Seu Amor por Si mesmo .
Em Cristo , mesmo na paixão e morte , Deus foi glorificado , porque essa paixão foi assumida voluntariamente pelo Deus Filho , para o cumprimento da Sua missão. A missão de derramar seu sangue perfeito para derrotar o pecado e a morte, definitivamente. ____________________________________________________________
TRINDADE IMANENTE (AD INTRA ) E ECONÔMICA ( AD EXTRA ) ____________________________________________________________
Ao discutir a doutrina da Santíssima Trindade, temos que distinguir o que é doutrinariamente conhecido como Trindade imanente e Trindade econômica , ou Trindade "ad intra" , e Trindade "ad extra" , respectivamente. A existência da Trindade imanente não implica em divisões , evolução , ou em algum tipo de fenômeno de causação no interior da divindade. Deus é sempre uno e indiviso , absoluto e incontrastável . Não possui causa externa a Ele.
A patrística distingue entre a "Theologia" e a "Oikonomia"; sendo o primeiro termo o mistério da vida íntima da Trindade , e o segundo as obras de Deus através das quais Ele Se revela e comunica a Sua vida. É através da "Oikonomia" que nos é revelada a "Theologia"; mas, é a "Theologia", que ilumina toda a "Oikonomia". As obras de Deus revelam quem Ele é em Si mesmo; e inversamente, o mistério do seu Ser ilumina a compreensão de suas obras. __________________________________________________________
Processão intelectiva e volitiva __________________________________
O Deus Filho é assim a processão intelectiva , o modo como Deus se conhece ; o Deus Espírito Santo é a processão volitiva , o modo como Deus se Ama e quer a Si próprio.
O Deus Filho procede do Deus Pai , o Deus Espírito-Santo procede do Deus Pai e do Deus Filho , sendo adorado com igual glória. Somente o Deus Pai não procede de ninguém.
Não há distinção entre as Pessoas divinas que desejam enviar o Espírito Santo . A Expiração é comum ao Deus Pai e ao Deus Filho , por essa razão , o Espírito Santo procede de ambos .
As Pessoas do Pai (Deus que conhece) e do Filho (Deus conhecido) estabelecem-se na relação de processão intelectiva ; as Pessoas de Deus (Deus que ama) e do Espírito Santo (Deus amado) constituem uma relação de volição , trata-se do amor de Deus por Ele mesmo .
Em cada Pessoa da Trindade , as outras duas estão presentes e assim está presente Deus , em Sua totalidade.
Em Deus não existe o tempo e o espaço -- um antes e um depois . Não há um momento em que Deus começa a Se conhecer , nem um momento em que começa a Se amar . Tudo ocorre simultaneamente . Apenas é feita a distinção em termos de relação real , porque desse modo foi revelado por Cristo , como carcaterística imanente da natureza divina . Deus é um ser racional e deseja , dessa forma , Se fazer conhecer aos homens. ______________________________________________
'Proceder' não é sinônimo de criar ou de causar , as Três Pessoas não são criadas , nem causadas ; procedem , eternamente , em Deus. A Santíssima Trindade 'ad extra' expressa o modo como Deus se manifesta no mundo. _________________________________________________________
As Obras feitas pelas Pessoas da Trindade _________________________________________________________
Existem três obras, que são atribuídas à Trindade ; a criação, a redenção e a santificação.
Ao Deus Pai atribui-se a obra da criação. Ao Deus Filho atribui-se a obra da redenção, para o cumprimento da qual se encarnou, tomando a natureza humana, assumindo a culpa do seu pecado, para resgatar a todos da morte , de modo sacrificial. Ao Espírito Santo são atribuídas as obras de regeneração e de santificação,na ministração dos sacramentos. A redenção é um assunto da graça divina , planejada antes da fundação do mundo , apresentada na forma de um pacto (de livre aceitação). É uma ação que envolve toda a Pessoa da Trindade , expressão da misericórdia infinita de Deus pelos homens.
O Deus Filho encarnou na forma humana , Ele salva e julga os homens; o Espírito Santo foi enviado em Pentecostes , Ele guia , auxilia , e defende a Igreja , contra o erro. Espírito Santo que atua em todos os sacramentos , transmitindo a graça santificante. O Espírito Santo passa a habitar com o homem após o recebimento do batismo ; batismo que apagou a culpa original , a culpa de Adão , que fechou o céu aos homens .
Com o recebimento da graça justificadora do batismo , passamos a integrar a família divina. Aptos a fazer as obras de valor sobrenatural.
Em todas as suas ações , Deus atua como uma unidade , ou seja , ainda que se atribua uma obra específica a uma das Pessoas da Trindade , todas as três Pessoas atuam conjuntamente , em substância.
A Santíssima Trindade foi uma revelação feita aos homens pelo Cristo , antes da vinda de Jesus essa verdade não era conhecida. Trata-se de um mistério da fé ; mistério em que nosso entendimento não pode , plenamente , penetrar ; mas que deve reverenciar. No fim dos tempos a revelação sobre a Trindade será completa. __________________________________________
SOBRE A SANTÍSSIMA TRINDADE__________________________________________
Disse São Tomas de Aquino:
"Quando falamos de Santíssima Trindade, temos que fugir dos erros opostos e caminhar com precaução entre ambos: Um é o de Ario, que afirma a trindade de substâncias com a trindade de pessoas ; e o outro o de Sabelio, que afirma a unidade de pessoas com a unidade de essência.
Para não cair no erro de Ario, é necessário que ao falar de Deus nos guardemos de usar os vocábulos "diversidade" e "diferença", por temor de alterar o conceito da unidade de essência, bem que para expressar a oposição relativa podemos empregar a palavra "distinção". Por isso, quando em qualquer escrito ortodoxo falemos as palavras diversidade ou diferença das Pessoas, devemos entender distinção. Do próprio modo, si se quer não alterar o conceito da simplicidade divina, devemos guardarmos de usar as palavras "separação" e "divisão", as quais significam divisão de um todo em diversas partes. Assim também, para não alterar o conceito da igualdade das pessoas divinas, devemos evitar a palavra "disparidade"; e por último para não alterar o conceito da semelhança entre as mesmas pessoas, não podemos dizer de nenhumas que seja dessemelhante e estranha a outra, porque, como disse Santo Ambrósio (De Fide, lib. II), entre o Padre e o Filho nada tem que seja dessemelhante, pois neles tem uma mesma e só divindade. Ao qual acrescenta Santo Hilário, que em Deus nada tem de separável. (De Trinitate, VII).
Enquanto ao erro de Salesio, para não cair nele, devemos abstermos de empregar a palavra "singular", por ser oposta ao conceito da comunicabilidade da essência divina. Porque como disse Santo Hilário em seu mesmo citado livro: Chamar Deus singular ao Padre e ao Filho, é um sacrilégio. Pela mesma razão não devemos tampouco usar a palavra "único", se não queremos adulterar o conceito de pluralidade de pessoas, pois, como disse também Santo Hilário, em Deus cabe a singularidade nem o sentido que implica a palavra "único". Dizemos certamente Filho único, por quanto, em efeito, Deus não tem vários; mas está mal dito Deus único, por quanto, a divindade é comum à várias pessoas. Tampouco devemos usar a palavra "confundido" por não tergiversar a ordem da processão das pessoas divinas, pois como disse Santo Ambrósio: O que é uno, não é confuso, assim como também tampouco é múltiplo ou que não contém diferença alguma. Evidente também, por último a palavra "solitário" , como oposta ao conceito da união entre as pessoas divinas, porque como disse Santo Hilário (IV, De Trinit.): O Deus à quem adorar devemos, não é um Deus solitário nem um Deus em quem se ache fale diversidade alguma."(Sum. Theol., I, q. XXXI, 2)."______________________________________________________
Autor: Prof Everton Jobim
Na maravilhosa Pessoa de NS Jesus Cristo , a natureza humana não se torna divina , nem tampouco a essência divina se torna humana. Cristo possui , sim , duas naturezas , duas vontades e duas inteligências ; unidas , mas imiscíveis. Este erro é muito frequente , porque tudo em Cristo é atribuído à Sua Pessoa divina.
Deus é um ser incriado , indiviso , uno , substância simples , Espírito puro . Soberano , independente , Ser supremo , ilimitado e eterno - possuidor de inteligência e justiça infinitas .
O IV Concílio de Latrão e o I Concílio Vaticano - com base nas Sagradas Escrituras - atribuem a Deus a eternidade.
Deus é amor , é vida e fonte eterna de vida e santidade . Deus é um ser incondicionado , onipotente , onipresente e onisciente , transcendência absoluta . Deus não nasce , nem morre . É um ser perfeito e imutável.
Os seres criados , por definição , não possuem estas características ; portanto , em Cristo , Deus se une ao homem , mas não se torna homem , nem o homem se torna Deus . Em Cristo , o Deus inivisível , incondicionado e eterno , une-Se à natureza humana , corporal , visível e finita , para a redenção da obra da criação . Essa união é eterna , mas a distinção entre o humano e o divino é mantida. Deus não nasce e nem morre . Contudo , há dois mil anos , encarnou-Se para redimir o homem , na Pessoa do Deus Filho -- o Verbo eterno que viveu a paixão , morte e ressurreição , para redenção do homem e para a glória suprema de Deus. __________________________________________
Dogmas católicos sobre a Pessoa Divina de Jesus ___________________________________________
* É dogma que NS Jesus Cristo é Deus e é homem . O Cristo é plenamente Deus e plenamente homem (I Conc. Nicéia )
* É dogma que existem três Pessoas em Deus , não três substâncias , nem três deuses ; mas um Deus e três Pessoas ( I Conc. Nicéia )
*Em Cristo ocorre a união hipostática entre a substância divina e a substância humana. O Cristo possui a mesma natureza divina ( homousios), ele é a inteligência de Deus encarnada , o Logos divino.
* Cristo é o Verbo divino, unindo-se livremente à substância humana e assumindo livremente a paixão redentora.
* É dogma da Igreja que a Virgem Maria é a mãe de Deus , porque , ao nascer , Jesus já possuia as duas naturezas (Cf. Concílio de Éfeso)
* É dogma católico que Deus é o Pai natural de Cristo , porque Jesus não teve nenhum homem como pai.
* Da mesma forma como uniu-se à substância humana , Nosso Senhor Jesus Cristo também decidiu fazer-se presente no pão e no vinho consagrados , na celebração da eucaristia.
* São dogmas a Ressurreição ao terceiro dia , a Segunda Vinda e o Juízo Final , para a conclusão da obra da redenção. _____________________________________________________
Concílios da Igreja e dogmas sobre Jesus Cristo _____________________________________________________
A Santíssima Trindade _______________________________
Em Deus há três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; e cada uma delas possui a essência divina que é numericamente a mesma - Concílio de Latrão (1215), sob Inocêncio III (1198-1216).
Jesus Cristo é Verdadeiro Deus e Filho de Deus por essência -declarado no Símbolo "Quicumque" do Concílio de Toledo (400-447).
Jesus Cristo possui duas naturezas que não se transformam nem se confundem. Afirma o Papa São Leão I Magno (440-461) em sua epístola dogmática de 13 de Junho de 449: "Ficando então a salvo a propriedade de uma e outra natureza... natureza íntegra e perfeita de verdadeiro homem, nasceu Deus Verdadeiro, inteiro no seu, inteiro no nosso" (Dz. 143 ss.)
Também diz o Concílio de Calcedônia (451, IV Ecumênico):" Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma vontade física e uma própria operação física. "
A heresia que negava a divindade de Cristo era o arianismo , refutada no I Concílio de Nicéia . A heresia que negava a humanidade de Cristo era o monofismo ; o monofisismo e o monotelismo (variação mitigada do monofisismo) foram refutados , respectivamente , nos concílios de Calcedônia e no III de Constantinopla.
Provas da existência das duas vontades de Cristo , nas Sagradas Escrituras:
"Não seja como Eu quero, mas sim como Tu queres..." (Mt 26,39) "Não seja feita Minha vontade, mas sim a Tua..." (Lc 22,42) "Desci do céu para fazer não a Minha vontade, mas sim a vontade de Quem Me enviou..." (Jn. 6,38) "Ninguém Me tira, Eu a doei voluntariamente, tenho o poder para concedê-la e o poder de recobrá-la novamente..." (Jo 10,18) Verdade também declarada pelo III Concílio de Constantinopla (680-681), sob Santo Agatão (678-681) Jesus Cristo é Filho Natural de Deus Concílio de Trento (1545-1563), na sessão IV de 13 de Janeiro de 1547 (sob Paulo III; 1534-1549). ____________________________________________________________
Essa união do divino no humano é um mistério da fé , porque não plenamente entendida pelos limites da inteligência humana , é uma verdade prefigurada no Livro do Gênesis quando se diz que Deus criou o homem "à sua imagem e semelhança". Está profetizada também no Antigo Testamento , em Isaías com a expressão "Deus Forte" e nas demais referências ao Salvador que nasceria de uma mulher jovem.
Deus se une efetivamente à humanidade na Pessoa do Cristo , que é , toda ela , divina ; apesar das distinção entre a dimensão natural e a dimensão divina. Cristo se subordina a Deus e isso expressa essa distinção . Cristo, na obra da mediação , age de conformidade com as suas duas naturezas , fazendo cada natureza o que lhe é próprio. Porém, devido à unidade da pessoa, o que é próprio de uma natureza é , às vezes , na Escritura, atribuído à pessoa denominada pela outra natureza ( João 10:17-l8; I Ped. 3:18; Heb. 9:14; At. 20:28; João3:13 )
Tudo que NS Jesus Cristo é , e tudo o que faz , se atribui à Sua Pessoa que é divina. Como homem , Cristo viveu e sentiu com todas as restrições experimentadas pelos homens. Mas em sua Pessoa , o divino sempre esteve presente e unido à dimensão humana . Após a sua morte , ao subir , em definitivo , ao céu , Cristo assumiu a forma corpórea gloriosa. Todos os homens justificados pelo Cristo, serão ressuscitados em um corpo glorioso no fim dos tempos .
Quando esteve presente entre os homens , na forma humana , o Deus Filho nunca deixou de estar no céu. E nunca deixou de ser onipresente . O Cristo é o 'arché' , o princípio através do qual tudo foi feito e que sustenta a realidade criada. O Cristo é a inteligência divina , a sabedoria divina.
Deus conhece toda a realidade criada , e está igualmente presente por toda a parte. Decidiu , livreamente , unir-Se ao homem para regenerar a realidade criada ; para expressar Seu amor pelas criaturas e para a Sua Glória. O Deus Filho é , portanto, o modo como Deus conhece a Si próprio e conhece a realidade criada.
As limitações da natureza humana de Cristo , nos seus tempos da carne , não diminuiram ou limitaram , em nada , os Seus atributos divinos. Deus quis unir-se ao Homem , em Cristo , porque decidiu , soberanamente , fazê-lo . Em Deus , nada é imposto como necessário , exceto a Sua Vontade e o Seu Amor por Si mesmo .
Em Cristo , mesmo na paixão e morte , Deus foi glorificado , porque essa paixão foi assumida voluntariamente pelo Deus Filho , para o cumprimento da Sua missão. A missão de derramar seu sangue perfeito para derrotar o pecado e a morte, definitivamente. ____________________________________________________________
TRINDADE IMANENTE (AD INTRA ) E ECONÔMICA ( AD EXTRA ) ____________________________________________________________
Ao discutir a doutrina da Santíssima Trindade, temos que distinguir o que é doutrinariamente conhecido como Trindade imanente e Trindade econômica , ou Trindade "ad intra" , e Trindade "ad extra" , respectivamente. A existência da Trindade imanente não implica em divisões , evolução , ou em algum tipo de fenômeno de causação no interior da divindade. Deus é sempre uno e indiviso , absoluto e incontrastável . Não possui causa externa a Ele.
A patrística distingue entre a "Theologia" e a "Oikonomia"; sendo o primeiro termo o mistério da vida íntima da Trindade , e o segundo as obras de Deus através das quais Ele Se revela e comunica a Sua vida. É através da "Oikonomia" que nos é revelada a "Theologia"; mas, é a "Theologia", que ilumina toda a "Oikonomia". As obras de Deus revelam quem Ele é em Si mesmo; e inversamente, o mistério do seu Ser ilumina a compreensão de suas obras. __________________________________________________________
Processão intelectiva e volitiva __________________________________
O Deus Filho é assim a processão intelectiva , o modo como Deus se conhece ; o Deus Espírito Santo é a processão volitiva , o modo como Deus se Ama e quer a Si próprio.
O Deus Filho procede do Deus Pai , o Deus Espírito-Santo procede do Deus Pai e do Deus Filho , sendo adorado com igual glória. Somente o Deus Pai não procede de ninguém.
Não há distinção entre as Pessoas divinas que desejam enviar o Espírito Santo . A Expiração é comum ao Deus Pai e ao Deus Filho , por essa razão , o Espírito Santo procede de ambos .
As Pessoas do Pai (Deus que conhece) e do Filho (Deus conhecido) estabelecem-se na relação de processão intelectiva ; as Pessoas de Deus (Deus que ama) e do Espírito Santo (Deus amado) constituem uma relação de volição , trata-se do amor de Deus por Ele mesmo .
Em cada Pessoa da Trindade , as outras duas estão presentes e assim está presente Deus , em Sua totalidade.
Em Deus não existe o tempo e o espaço -- um antes e um depois . Não há um momento em que Deus começa a Se conhecer , nem um momento em que começa a Se amar . Tudo ocorre simultaneamente . Apenas é feita a distinção em termos de relação real , porque desse modo foi revelado por Cristo , como carcaterística imanente da natureza divina . Deus é um ser racional e deseja , dessa forma , Se fazer conhecer aos homens. ______________________________________________
'Proceder' não é sinônimo de criar ou de causar , as Três Pessoas não são criadas , nem causadas ; procedem , eternamente , em Deus. A Santíssima Trindade 'ad extra' expressa o modo como Deus se manifesta no mundo. _________________________________________________________
As Obras feitas pelas Pessoas da Trindade _________________________________________________________
Existem três obras, que são atribuídas à Trindade ; a criação, a redenção e a santificação.
Ao Deus Pai atribui-se a obra da criação. Ao Deus Filho atribui-se a obra da redenção, para o cumprimento da qual se encarnou, tomando a natureza humana, assumindo a culpa do seu pecado, para resgatar a todos da morte , de modo sacrificial. Ao Espírito Santo são atribuídas as obras de regeneração e de santificação,na ministração dos sacramentos. A redenção é um assunto da graça divina , planejada antes da fundação do mundo , apresentada na forma de um pacto (de livre aceitação). É uma ação que envolve toda a Pessoa da Trindade , expressão da misericórdia infinita de Deus pelos homens.
O Deus Filho encarnou na forma humana , Ele salva e julga os homens; o Espírito Santo foi enviado em Pentecostes , Ele guia , auxilia , e defende a Igreja , contra o erro. Espírito Santo que atua em todos os sacramentos , transmitindo a graça santificante. O Espírito Santo passa a habitar com o homem após o recebimento do batismo ; batismo que apagou a culpa original , a culpa de Adão , que fechou o céu aos homens .
Com o recebimento da graça justificadora do batismo , passamos a integrar a família divina. Aptos a fazer as obras de valor sobrenatural.
Em todas as suas ações , Deus atua como uma unidade , ou seja , ainda que se atribua uma obra específica a uma das Pessoas da Trindade , todas as três Pessoas atuam conjuntamente , em substância.
A Santíssima Trindade foi uma revelação feita aos homens pelo Cristo , antes da vinda de Jesus essa verdade não era conhecida. Trata-se de um mistério da fé ; mistério em que nosso entendimento não pode , plenamente , penetrar ; mas que deve reverenciar. No fim dos tempos a revelação sobre a Trindade será completa. __________________________________________
SOBRE A SANTÍSSIMA TRINDADE__________________________________________
Disse São Tomas de Aquino:
"Quando falamos de Santíssima Trindade, temos que fugir dos erros opostos e caminhar com precaução entre ambos: Um é o de Ario, que afirma a trindade de substâncias com a trindade de pessoas ; e o outro o de Sabelio, que afirma a unidade de pessoas com a unidade de essência.
Para não cair no erro de Ario, é necessário que ao falar de Deus nos guardemos de usar os vocábulos "diversidade" e "diferença", por temor de alterar o conceito da unidade de essência, bem que para expressar a oposição relativa podemos empregar a palavra "distinção". Por isso, quando em qualquer escrito ortodoxo falemos as palavras diversidade ou diferença das Pessoas, devemos entender distinção. Do próprio modo, si se quer não alterar o conceito da simplicidade divina, devemos guardarmos de usar as palavras "separação" e "divisão", as quais significam divisão de um todo em diversas partes. Assim também, para não alterar o conceito da igualdade das pessoas divinas, devemos evitar a palavra "disparidade"; e por último para não alterar o conceito da semelhança entre as mesmas pessoas, não podemos dizer de nenhumas que seja dessemelhante e estranha a outra, porque, como disse Santo Ambrósio (De Fide, lib. II), entre o Padre e o Filho nada tem que seja dessemelhante, pois neles tem uma mesma e só divindade. Ao qual acrescenta Santo Hilário, que em Deus nada tem de separável. (De Trinitate, VII).
Enquanto ao erro de Salesio, para não cair nele, devemos abstermos de empregar a palavra "singular", por ser oposta ao conceito da comunicabilidade da essência divina. Porque como disse Santo Hilário em seu mesmo citado livro: Chamar Deus singular ao Padre e ao Filho, é um sacrilégio. Pela mesma razão não devemos tampouco usar a palavra "único", se não queremos adulterar o conceito de pluralidade de pessoas, pois, como disse também Santo Hilário, em Deus cabe a singularidade nem o sentido que implica a palavra "único". Dizemos certamente Filho único, por quanto, em efeito, Deus não tem vários; mas está mal dito Deus único, por quanto, a divindade é comum à várias pessoas. Tampouco devemos usar a palavra "confundido" por não tergiversar a ordem da processão das pessoas divinas, pois como disse Santo Ambrósio: O que é uno, não é confuso, assim como também tampouco é múltiplo ou que não contém diferença alguma. Evidente também, por último a palavra "solitário" , como oposta ao conceito da união entre as pessoas divinas, porque como disse Santo Hilário (IV, De Trinit.): O Deus à quem adorar devemos, não é um Deus solitário nem um Deus em quem se ache fale diversidade alguma."(Sum. Theol., I, q. XXXI, 2)."______________________________________________________
Autor: Prof Everton Jobim
A TEOLOGIA DOGMATICA
" Quem crer e for batizado será salvo , quem não crer não será ! " ( Marcos 16:16 )
O Papa João Paulo II _____________________________________________________________
Diz a Enciclopédia Católica ( v. Dogma ) :
" O Católico serve a Deus , honra a Trindade , ama o Cristo , obedece a Igreja , frequenta os sacramentos , assiste à Missa , observa os Mandamentos , porque ele acredita em Deus , na Trindade , na divindade de Cristo , na Igreja , nos sacramentos e no sacrificio da missa ; no dever de respeitar os Mandamentos e acredita neles como verdades imutáveis e objetivas . "
__________________________________________________
"(...) Existem verdades , tais como a Trindade , a Ressurreição de Cristo , Sua Ascensão , que são fatos objetivos absolutos , poderiam ser cridos mesmo que suas consequências práticas fossem ignoradas ou julgadas de pequeno valor.
Os dogmas da Igreja tais como a existência de Deus , a Trindade , a Encarnação , a Ressurreição de Cristo , os sacramentos , o Juízo futuro têm uma realidade objetiva e são fatos tão reais e tão verdadeiros , quanto o fato de Augusto ter sido imperador de Roma e George Washington o primeiro presidente dos EUA ."
__________________________________________________
" ...Verdades formalmente e explicitamente reveladas por Deus , são certamente dogmas em sentido estrito , quando propostas ou definidas pela Igreja . Como os artigos do Credo dos Apóstolos . Similarmente , verdades reveladas por Deus , formalmente , mas implicitamente , são dogmas em sentido estrito , quando propostas ou definidas pela Igreja . Como por exemplo : a doutrina da transubstanciação , a infalibilidade papal , a Imaculada Conceição , alguns ensinamentos da Igreja sobre o Salvador , os sacramentos e etc..." _____________________________________________________________
A Teologia , em sentido geral , é a ciência que estuda a natureza de Deus , a obra da criação e seu o relacionamento com a sua origem transcendente . Coadjuvada pela graça , sob a luz da razão , a teologia estuda os dados positivamente presentes na doutrina sobrenatural revelada.
A Revelação é a ação pela qual Deus livremente permite às criaturas que participem do Seu próprio conhecimento .
A teologia dogmática , por seu turno , é aquela dimensão da teologia que trata de matérias doutrinárias definidas como dogma pela Igreja. Isto é , verdades reveladas por Deus , de crença obrigatória para todos os cristãos.
Dogmas são verdades que Deus revelou , e que a Igreja confirma como reveladas , obrigando-nos a crer nelas , porque Deus não erra , nem nos engana. Constituem a expressão verbal da Revelação. São verdades irrefutáveis , inquestionáveis ; verdades de fé .
Dogmas são verdades eternas que subsistem na mente divina e são reveladas aos homens , intrinsecamente , como definitivas . São desse modo , fatos objetivos , proposições sobre a ordem natural , sobre a realidade sobrenatural e preceitos morais que constituem o corpo da doutrina revelada.
Existem nas Sagradas Escrituras os dogmas formais e explícitos , que são aqueles dogmas que estão expressamente definidos nas Escrituras , e existem os dogmas implícitos que não estão plenamente definidos , pois alguma parte de sua definição ainda não é completamente inteligível ao entendimento humano . Os dogmas implícitos requerem alguma elaboração filosófica por parte da Igreja , sob a assistência do Espírito Santo . Em ambos os casos são verdades reveladas por Deus , confirmadas pela Igreja , como eternas e imutáveis .
A teologia dogmática , portanto , diferencia-se da teologia que aborda questões especulativas e de toda teologia que não versa matérias seladas - isto é - fechadas com dogma pela Igreja .
A Teologia dogmática trata , sistematicamente , das verdades fundamentais da Revelação divina e da forma como o sagrado magistério elaborou seu ensinamento em relação a essas verdades.
Um bom caminho para se conhecer os dogmas da Igreja , é estudar os documentos dos concílios ecumênicos principalmente os documentos do Concílio de Trento , com seus diversos cânones dogmáticos na forma de anátema. São dogmas sobre Deus , sobre a lei moral , sobre Nosso Senhor Jesus Cristo e as leis evangélicas ; sobre Maria Santíssima , sobre a Igreja , sobre os sacramentos , sobre o homem , sobre o destino do mundo , sobre a Parusia e o Juízo Final , entre outros temas teológicos da mais alta importância.
Prof.Everton Jobim
O Papa João Paulo II _____________________________________________________________
Diz a Enciclopédia Católica ( v. Dogma ) :
" O Católico serve a Deus , honra a Trindade , ama o Cristo , obedece a Igreja , frequenta os sacramentos , assiste à Missa , observa os Mandamentos , porque ele acredita em Deus , na Trindade , na divindade de Cristo , na Igreja , nos sacramentos e no sacrificio da missa ; no dever de respeitar os Mandamentos e acredita neles como verdades imutáveis e objetivas . "
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"(...) Existem verdades , tais como a Trindade , a Ressurreição de Cristo , Sua Ascensão , que são fatos objetivos absolutos , poderiam ser cridos mesmo que suas consequências práticas fossem ignoradas ou julgadas de pequeno valor.
Os dogmas da Igreja tais como a existência de Deus , a Trindade , a Encarnação , a Ressurreição de Cristo , os sacramentos , o Juízo futuro têm uma realidade objetiva e são fatos tão reais e tão verdadeiros , quanto o fato de Augusto ter sido imperador de Roma e George Washington o primeiro presidente dos EUA ."
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" ...Verdades formalmente e explicitamente reveladas por Deus , são certamente dogmas em sentido estrito , quando propostas ou definidas pela Igreja . Como os artigos do Credo dos Apóstolos . Similarmente , verdades reveladas por Deus , formalmente , mas implicitamente , são dogmas em sentido estrito , quando propostas ou definidas pela Igreja . Como por exemplo : a doutrina da transubstanciação , a infalibilidade papal , a Imaculada Conceição , alguns ensinamentos da Igreja sobre o Salvador , os sacramentos e etc..." _____________________________________________________________
A Teologia , em sentido geral , é a ciência que estuda a natureza de Deus , a obra da criação e seu o relacionamento com a sua origem transcendente . Coadjuvada pela graça , sob a luz da razão , a teologia estuda os dados positivamente presentes na doutrina sobrenatural revelada.
A Revelação é a ação pela qual Deus livremente permite às criaturas que participem do Seu próprio conhecimento .
A teologia dogmática , por seu turno , é aquela dimensão da teologia que trata de matérias doutrinárias definidas como dogma pela Igreja. Isto é , verdades reveladas por Deus , de crença obrigatória para todos os cristãos.
Dogmas são verdades que Deus revelou , e que a Igreja confirma como reveladas , obrigando-nos a crer nelas , porque Deus não erra , nem nos engana. Constituem a expressão verbal da Revelação. São verdades irrefutáveis , inquestionáveis ; verdades de fé .
Dogmas são verdades eternas que subsistem na mente divina e são reveladas aos homens , intrinsecamente , como definitivas . São desse modo , fatos objetivos , proposições sobre a ordem natural , sobre a realidade sobrenatural e preceitos morais que constituem o corpo da doutrina revelada.
Existem nas Sagradas Escrituras os dogmas formais e explícitos , que são aqueles dogmas que estão expressamente definidos nas Escrituras , e existem os dogmas implícitos que não estão plenamente definidos , pois alguma parte de sua definição ainda não é completamente inteligível ao entendimento humano . Os dogmas implícitos requerem alguma elaboração filosófica por parte da Igreja , sob a assistência do Espírito Santo . Em ambos os casos são verdades reveladas por Deus , confirmadas pela Igreja , como eternas e imutáveis .
A teologia dogmática , portanto , diferencia-se da teologia que aborda questões especulativas e de toda teologia que não versa matérias seladas - isto é - fechadas com dogma pela Igreja .
A Teologia dogmática trata , sistematicamente , das verdades fundamentais da Revelação divina e da forma como o sagrado magistério elaborou seu ensinamento em relação a essas verdades.
Um bom caminho para se conhecer os dogmas da Igreja , é estudar os documentos dos concílios ecumênicos principalmente os documentos do Concílio de Trento , com seus diversos cânones dogmáticos na forma de anátema. São dogmas sobre Deus , sobre a lei moral , sobre Nosso Senhor Jesus Cristo e as leis evangélicas ; sobre Maria Santíssima , sobre a Igreja , sobre os sacramentos , sobre o homem , sobre o destino do mundo , sobre a Parusia e o Juízo Final , entre outros temas teológicos da mais alta importância.
Prof.Everton Jobim
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