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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Vaidade, virtude, pecado, defeito.....


Taí um tema árido, meio ingrato de abordar. Dependendo do ângulo que se aborde, pode parecer fútil, se olhar de forma mais severa, vira pecado mortal. E ninguém é mais sábio que Eclesiastes para abordá-lo – sugiro até uma lida, sem pressa, entre o 5.1 e 6.1, principalmente quando a vaidade se soma ao dinheiro. Mas, se enveredar pela política, a vaidade salta aos olhos, navegando no poder, se enlameando na Lava Jato, e finalmente se incorpora na personalidade absolutamente doentia e narcisística do já folclórico presidente Trump. No famoso filme “O Advogado do Diabo”, o excepcional ator Al Pacino termina dizendo, no seu papel demoníaco: “Não é à toa que acho a vaidade o mais fascinante dos pecados!”. No entanto, desconfie de quem afirme que é desprovido de vaidades. Afinal, ela é matreira, dissimulada. Do tipo que nos invade silenciosamente, se instalando nos porões da mente, nos sótãos do inconsciente, até se instalar na suíte principal. Meu falecido pai já ensinava que a falsa modéstia é o requinte da vaidade. Cuidado com os ministros de eucaristia que falam mal nas alcovas, com os irmãos de fé que sussurram no pé do ouvido, no bonzinho de plantão. Lobos mais ferozes habitam os mais humildes cordeirinhos. Prefiro lidar com os vaidosos de vitrine, exagerados e explícitos. Aqueles que omitem ou mentem a idade descaradamente. Os homens que pintam cabelo de acaju ou azul petróleo. As mulheres que se ornamentam de joias, bijuterias ou badulaques. Adoram ser vistas e pronto. Mesmo porque vaidade tem algo de feminino, meio que combina. Talvez pelo fato das meninas terem desenvolvido um olhar detalhista, atento a forma, ao estético, quase esteta. Ornamentar é atrair e quem sabe o flertar seria seguido pela dança do acasalamento do macho sedento. Sem machismo, mesmo porque homem vaidoso costuma ser exagerado, assim como quando homem gosta de cozinhar, costumar fazê-lo de forma excepcional. Sim, vaidade pode ser sinônimo de cuidar-se, preparar-se para quem o circunda. Sendo, dessa forma, algo virtuoso, que ajuda a preservar, manter, ter uma autoestima no lugar. Mas... O vaidoso imaturo é aquele sem noção do ridículo, sem a menor capacidade de autocrítica, com imensa dificuldade de assumir erros, falhas. Não aceita a idade, exagera em plástica, botox, implantes. Adora colunas sociais, quer cargos, poder, riqueza, exibir, ostentar. O pior é que odeiam o sucesso alheio. Hipercríticos, sempre se comparam. Sabe a multidão que foi na posse do Obama? Menor que a do Trump? Ele afirma e pronto! Os votos que a Hilary teve a mais? Fraude! O discurso que fez? O melhor de todos os tempos... Me lembra muito da alma mais honesta do mundo, do brasileiro mais rico do mundo, do melhor escritor do mundo... O grande problema de cultivar a vaidade é o fato dela ser casada com o narcisismo, e dessa união advir filho único que é o próprio ego. Que nasce, cresce e morre prisioneiro do espelho, condenado a envelhecer, testemunhando sua decadência. Ter que conviver com a angústia da insatisfação, dia após dia. Invejar e maldizer os que habitarão seu universo, desfilando maior beleza ou riqueza ou poder. Na minha luta diária contra a vaidade, a alegria de constatar minha finitude, imperfeição, meu constante e inexorável envelhecimento. A montanha de erros cometidos, e o tanto que me permitiram aprender. Os muitos acertos e feitos e o quanto sementes que caíram em terreno fértil frutificaram. A alegria de pedir e aceitar o perdão. O entendimento de que minha matéria se desfaz na mesma proporção que minha mente serena e paz toma minha alma. Que o fim da minha materialidade se aproxima me preparando para minha convicta fé na eternidade. E, sendo assim, devo abandonar pesos mortos nesta caminhada, tais como vaidade, inveja, culpas, medos, ciúmes, inseguranças, poder, e tantas outras emoções negativas que erradamente cultivamos sem percebermos. Como diz Eclesiastes: “tudo é vaidade e tempo que passa...”. Paz e bem Por: EDUARDO AQUINO
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