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segunda-feira, 14 de abril de 2014

As alegrias da pascoa.


O júbilo estala nos corações dos cristãos . Como canta a Liturgia: “Cristo imolado, a morte vencida, foram abertas as portas do Paraíso”. É Páscoa, “dia que fez o Senhor; alegremo-nos nele”! O entusiasmo toma conta dos batizados , pois “o Cordeiro Imaculado redimiu as ovelhas. Cristo inocente reconciliou o pecador com o Pai”. Maria Madalena surge e proclama a eloqüência de um sepulcro vazio. Hinos de vitória então percorrem os ares, dado que “sabemos que Cristo ressuscitou verdadeiramente dentre os mortos”. Sobe uma súplica fervorosa: “Ó Rei vencedor, tende piedade de nós”. É a humanidade que se curva agradecida e confiante perante o seu Salvador glorioso. Um duelo admirável se deu: a morte lutou com a vida e o Autor da vida se levantou triunfante da morte. Terminou o combate da luz contra as trevas, pugna histórica de Jesus com os fariseus e batalha mística de Cristo contra Satã na alma cristã. Já se pode cantar o cântico novo, o hino da pátria verdadeira, o poema da libertação: Tudo em Jesus é graça de vida e de verdade. Nele está a esperança da virtude e da imortalidade. As praias de Jerusalém, urbe símbolo da Igreja, estão cobertas de ouro puro. Nelas se pode entoar o aleluia festivo. Nas suas ruas se dirá com gozo que o Filho de Deus é o grande soberano. Resplandecente com luz sem mancha e todos os confins da terra honrarão a cidade santa de Deus. A esposa mística do Cordeiro, luzindo com jóias deslumbrantes, rebrilha na História. Agora este gáudio pascal vai se prolongar até o dia de Pentecostes. Festa continuada na qual os fiéis não se cansarão de admirar as maravilhas da terra prometida que será dada em herança aos que forem autênticos epígonos do Mestre vencedor. Para prados ubertosos e jardins floridos guia o Pastor as ovelhas dóceis a suas diretrizes, mas Ele irá, também, em busca das tresmalhadas. Por tudo isto, a alegria pascal tem matizes maravilhosos. A Ressurreição de Jesus fala vivamente da ressurreição dos que nele crêem. Anuncia a nova vida vinda do batismo no qual, sepultados com Cristo, os batizadas saem luminosamente revestidos da graça para uma vida nova. Todos, entretanto, alimentados pelo Pão do Céu, dado que o Cristo que, depois, se mandará para junto do Pai no dia da Ascensão, ficou entre os seus na divina Eucaristia. Tais, então, são os discípulos do Ressuscitado: brancos como a neve, luminosos como o sol, rubros como o marfim antigo. Sabedor, porém, cada um que tanta grandeza pode ser perdida na lama dos vícios e daí a razão pela qual a luta contra o mal deve continuar firme, sem jamais esmorecer aquele que confia no seu Senhor. Deste modo os clarões do dia da Páscoa envolvem não apenas os dias subseqüentes, como todas as atividades futuras do cristão. O triunfo de Cristo associa a todos os filhos da Igreja no duplo sentimento de felicidade e cautela perante o Maligno. A Páscoa é, outrossim, um valioso lembrete de que o Novo Adão que se tornou o centro da História, regenerando da primeira derrota o gênero humano, exige a participação destemida de todos que anseiam participar de sua conquista. Esta realidade religiosa precisa marcar fundo as consciências dos regenerados. Envoltos na luz divina, os cristãos, contudo, são ainda viajantes nesta terra de exílio numa caminhada para a beatitude eterna. O Resssuscitado ilumina as almas com esplendores de seu triunfo sobre as forças infernais, mas exige o esforço de cada um no emprego responsável de sua liberdade, dom sublime sempre respeitado por Deus. Cumpre que cada batizado se torne também triunfador do mundo e da carne para poder ter parte nos troféus conquistados pelo Mestre divino. Jesus está ao lado de cada um que o ama e segue, pedindo, não obstante, a cooperação humana às graças superabundantes que jorram de suas chagas resplandecentes. A antevisão da glória que, um dia, será a recompensa da prática das virtudes oferece ânimo para a correspondência aos favores celestiais. Apenas desta maneira, o cristão expressará continuamente em sua existência o mistério da Ressurreição. Eis por que por toda parte se verá sempre o Crucifixo para uma lembrança viva de que o triunfo final supõe o passar pelo Calvário, dado que Aquele que nos criou sem nós, como bem doutrinou Santo Agostinho, não nos salvará sem nós. Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos
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