FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Sucesso ou fracasso? É você que escolhe.....
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade”. (Deuteronômio 30,19).
A vida de qualquer pessoa depende, exclusivamente, das escolhas que ela faz. Nosso sucesso ou fracasso está diretamente ligado às escolhas que fazemos. Se as fizermos acertadamente, alcançaremos o pódio como vencedores. Mas se as escolhas forem infelizes, também é certo que amargaremos a derrota. Nossa vida espiritual também depende, exclusivamente, de nossas escolhas. É certo que o pecado está a nossa frente, mas somos nós que decidimos cometê-lo ou não. A escolha é nossa. Se eu pecar, pecarei por decisão própria.
Posso até ter sido induzido a tal, mas terei escolhido aceitar a indução. E, é claro, sofrerei as consequências. Escolha! Essa pequena palavra pode levar o homem do inferno ao céu ou do céu ao inferno num piscar de olhos. Escolher bem é o anseio de todos, mas por que nem sempre escolhemos bem? Por que, frequentemente, optamos pela escolha errada? Talvez a escolha não venha a agradar seu pai ou sua mãe, sua mulher, a seus filhos ou seus colegas, mas você sempre terá de pautar suas escolhas na Palavra de Deus.
Nossas escolhas exercem influência sobre nossa família. Quando escolhemos corretamente, Deus honra nossa escolha. As escolhas dos pais sempre exercem influência em todos dentro de casa. E se você fizer uma escolha carnal, uma escolha que não glorifica a Deus, isso trará uma influência negativa sobre seus filhos. Porém, quando você faz a escolha certa, todos são beneficiados. Quando você declara: “Na minha casa todos nós vamos à igreja, na minha casa todos serviremos ao Senhor”, seus filhos começam a ir com você. Pode até acontecer de, nas primeiras vezes, eles irem chateados. Podem até ir à igreja emburrados, mas dentro de pouco tempo, eles amarão estar na casa do Senhor.
“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína”. (Mateus 7,24-27).
Salomão fez uma escolha muito importante quando tomou posse do reinado no lugar de seu pai Davi. E quando ele orou suplicando a Deus, fez um pedido muito singular: “Dá, pois, ao teu servo um coração compreensivo para julgar o teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal” (1Reis 3,9). Salomão pediu a Deus apenas uma coisa: que lhe concedesse sabedoria para escolher e para julgar. E o que Deus lhe concedeu? Sabedoria. Tudo é uma questão de escolha.
Este é o tempo de Deus para você. Esta é a hora de Deus para o seu coração. Escolha andar de mãos dadas com o Senhor e na presença dele. “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o Senhor, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la”. (Deuteronômio 30,15).
Paz e bem
Aquieta teu coração porque no Senhor há descanso..
Não deixe que as inquietações do tempo presente tirem seu foco do que é realmente importante
Você já percebeu que, quando ficamos inquietos por alguma coisa, não conseguimos pensar em mais nada? Pois é, deixamos aquela preocupação tomar conta do que somos, e por incrível que pareça, ela se alastra, tomando conta do nosso tempo. Tempo que perdemos ao qual poderíamos estar nos dedicando às coisas de Deus.
Em Filipenses, Paulo escreveu claramente: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças”, ele está dizendo que não devemos deixar as inquietações do tempo presente nos tirar do foco, porque tudo que nos tira do foco nos afasta da presença de Deus, e tudo que se torna mais importante que Deus é idolatria.
Paulo nos aconselha a tornar tudo conhecido pelo Senhor através de nossas orações. Pois, quando deixamos Deus a par de tudo que está acontecendo – mesmo que Ele já saiba, sempre prefere ouvir de nós, para assim agir–, nosso coração encontra descanso, e nossa alma, antes aflita e preocupada, passa a descansar no Senhor.
É assim que demonstramos nossa fé e confiança nAquele que pode fazer o que o homem não faz, e faz infinitamente mais do que possamos pedir a Ele.
“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mateus 6,34)
Paz e bem
A hospitalidade é sobre os outros, não sobre você....
Entretenimento e hospitalidade podem parecer semelhantes, mas são duas coisas completamente diferentes
Alguns anos atrás, toda vez que eu entrava em um frenesi de limpeza, meus filhos perguntavam: “quem está vindo?”.
Eles perguntavam isso porque eu só limpava assim quando eu ia receber alguma visita. Eu pegava algumas meias perdidas ou limpava um balcão, mas quando alguma pessoa ia chegar, eu mudava completamente meu comportamento em relação à limpeza.
Claro, o resultado direto disso é que eu nunca convidava as pessoas no último minuto, e eu certamente não abria minha porta e convidava um amigo para um café ou para o jantar quando eles vinham para dizer oi. Ou eu abria e saia para conversar, fechando a porta atrás de mim, esperando que eles não percebessem as pilhas de roupa e as crianças bagunceiras que estavam atrás.
Mas se você tivesse me perguntado se eu praticava hospitalidade, eu teria dito que sim. Afinal, fiz refeições elaboradas para os hóspedes, cuidadosamente acompanhadas com vinho! Coloquei as melhores louças e a melhor toalha de mesa e ofereci dois tipos de sobremesas e café depois do jantar! E eu sempre me certificava de que a casa inteira, até o chuveiro, estivesse impecável antes que os hóspedes chegassem. O que poderia ser mais hospitaleiro do que isso?
Qualquer coisa. Esse tipo de preparação não é hospitalidade, é entretenimento. E os dois podem parecer semelhantes, mas como este artigo da Gospel Coalition me lembrou, a hospitalidade e o entretenimento são duas coisas completamente diferentes.
Entretenimento foca a atenção em si mesmo
A hospitalidade envolve a configuração de uma mesa que faz com que todos se sintam confortáveis. Ela escolhe um menu que permite você ficar e conversar com os hóspedes em vez de ficar acorrentado ao fogão. Ela torna as coisas agradáveis, mas não sente a necessidade de ocultar evidências da vida cotidiana. Às vezes, senta para jantar com farinha no cabelo. Permite que a reunião seja moldada pela qualidade da conversa ao invés da qualidade da comida. A hospitalidade mostra interesse nos pensamentos, sentimentos, sonhos e preferências de seus convidados. É bom fazer perguntas e ouvir atentamente as respostas. A hospitalidade concentra a atenção sobre os outros.
Aprendi a diferença passando mais tempo nas casas de outras pessoas. Aprendi que havia pessoas cujas casas parecem sempre prontas para o entretenimento, porque é assim que elas mantêm suas casas. Aprendi que há pessoas cujas casas se parecem mais com a minha, porém elas não deixam que os brinquedos e as cestas de roupa suja impeçam um café com alguém inesperado. E eu aprendi que a hospitalidade não está apresentando um rosto perfeito para que as pessoas pensem bem de você – está convidando uma pessoa para entrar em sua casa porque você gosta dela.
Nós fazemos as tarefas domésticas aos sábados agora. Meus filhos não perguntam se alguém está chegando quando limpamos a casa, porque tentamos manter a casa limpa para nós mesmos. Às vezes a vida fica louca e isso reflete na casa, mas eu tento não me desculpar por isso quando alguém chega. Eu os convido para entrar, limpo um espaço na mesa, faço um café e aproveito a companhia.
Às vezes eu até deixo as pessoas usarem o banheiro – e como a hospitalidade caminha nos dois sentidos, ninguém comentou sobre o grau de limpeza da área de banho.
Fonte: Aleteia
domingo, 10 de setembro de 2017
Chorar não me faz menos homem.....Também preciso de colo...
O homem também chora, embora muitas vezes não assuma o seu choro e tente disfarçar as suas lágrimas e o seu pesar. O homem chora muitas vezes escondido, perdido em seus assombros e penúria, triste, amargurado ou com fúria, mas ele chora convulsivamente e se descabela, soluçando e se esvaindo em lágrimas. Jesus chorou, Pedro chorou e tantos outros heróis choraram ao longo do tempo, ao longo da história. Mas mesmo assim fica um ponto de interrogação: Por que o homem chora? Sabemos que crianças e adolescentes choram e, principalmente, mulher chora, mas para o homem ainda há um tabu e uma "certa" vergonha em ser pego chorando. Apesar de tudo, o homem também chora.
Peguei-me pensando nesse tema porque não faz muitos dias chorei, depois de tanto tempo tentando me provar que "homem não chora". O motivo foi justo, pois decorre de algo muito íntimo e pessoal. Percebi que não sou mais forte do que ninguém e também tenho os meus momentos de fraqueza, ou de grandeza, pois não há nada vergonhoso ou negativo quando alguém sente algo e, sem querer, se derrama em lágrimas copiosas que parecem nunca se estancar. A vida nos ensina que, acima da razão, existe a emoção, a comoção e o sentimento que vem de repente e nos leva na sua corrente, nos domina, nos fragiliza e nos deixa em pedaços. Chorei sim, chorei de amor, por amor, me lavei por dentro ao lembrar-me do que passei e recordar fatos que se referem ou se remetem a mais de 30 anos passados,e que me trouxeram ao momento que hoje vivo . Não tenho vergonha de confessar: chorei.
Quando eu era pré-adolescente eu chorava muito, não porque apanhava, mas porque já sentia a dor das pessoas, dos animais e até da Natureza. E nunca, até então, eu tinha visto um adulto chorar. Imaginava que choro era só para crianças birrentas ou muito sentimentais como eu. O dia que eu vi um adulto chorar aquilo mexeu muito comigo, tanto que eu não esqueci. Depois vi outros e outros e até o meu pai – o homem mais forte que eu conheci – o meu herói, amigo, companheiro, conselheiro, exemplo, espelho... Aí então eu desabei, percebi que o choro era muito mais comum do que eu pensava e também aprendi que "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã". (Salmos 30.5b). Aquela imagem ficou na minha mente, depois vieram as poesias, caí de cabeça nos versos e ali encontrei respostas para muitas de minhas perguntas. Resolvi me dedicar á escrita e mercê disto me tornei Bloguista.
Existe um mistério no choro. Existem muitos motivos para chorar e eu não devo enumerá-los aqui. A idéia não é discutir a técnica, mas os efeitos, as razões e, principalmente, a essência do choro. Durante décadas pensei nesse assunto e evitei escrever sobre ele, mas ele é muito real e comum na vida da maioria das pessoas. O homem também chora, disfarça, mas chora, inventa desculpas, finge, lava o rosto, se penteia, mas quando o coração amolece a lágrima desce e não tem como segurar. Posso afirmar que Jesus se abraça a quem chora. Ele chorou no túmulo do seu amigo Lázaro (João 11.35) e ainda hoje chora ao ver a humanidade perdida e despercebida como está. Jesus chorou comigo, me abraçou, me consolou. Eu senti o seu toque e o calor de suas mãos. Ele me restituiu a alegria e me deu forças para caminhar e inspiração para escrever o que você acabou de ler. Jesus nunca nos abandona.
Réu confesso....
‘’A adoração se manifesta como a forma expressa de Cristo, em inspiração e criação, pelo qual nos ajuda a caminhar pela Graça, sem a opressão da perfeição e das farsas para espelhar algo assim, como se o mundo fosse a monstruosidade e, nós, resistentes, em algum gueto moralista, legalista, religioso e distante da vida. ’’
Ao acordar as 08h35min, de mais um 10 de setembro, sento-me na cama, com o corpo um pouco curvado e sinto uma enxurrada de situações vivenciadas e experimentadas. Em meio a essa constatação, sem rodeios, chego a conclusão de, diante do espelho, no banheiro, agora, como se estivesse em um confessionário, o quanto sou um poço de inveja e não há como negar e como sou levado a esconder essa verdade inquestionável de que a raiva passou avassaladora, desejos de ver o outro subjugado para afirmar e reafirmar minhas convicções bateu e causou uma sonoridade estridente. Não sei quanto a vocês, aquela sensação de vitimização, de se conceber acima do bem e mal, de ser palco de injustiças e traições, de que queria mais e muito mais, de uma necessidade de provar, de comprovar, de demonstrar e de expor todas minhas potencialidades. Querer ser lembrado, importante, notado, visto e clicado, até para aliviar essa doentia e, ao mesmo tempo, gostosa necessidade de ser aplaudido.
Ora, é bem verdade, há um fluir e confluir caudaloso da teimosia, de desejar o que é do outro, de não se conformar com a ascensão de quem está ao lado, de uma peleja para minhas considerações serem aceitas, registradas, publicadas e cumpridas. Sem sombra de dúvida, tornemos celebres, sereis como Deus e como sou pego, com a boca na botija, em tais anseios, mesmo sem perceber, ao qual, para isso, valho – me das farsas, das máscaras e maquiagens de uma pessoa boa, cordial, prestativa, justa, honesta e por ai vai. Lá no fundo, abro as portas e encaro essa loucura de querer ter o do outro, de suas ilusões, como Caim, que se esqueceu de si mesmo, de suas potencialidades, de sua história, de sua identidade, semelhante ao irmão do filho pródigo. Vamos prosseguir, neste confessionário, acalento, nas gavetas da minha alma, uma desforra de acolher a morte do outro, de uma satisfação pelo erradicar dos marginalizados presos nas penitenciárias, porque são um peso para sociedade e, evidentemente, camuflo com os discursos de uma tolerância zero, em face da criminalidade. De observar, o aparente silêncio diante de questões intricadas, como o aborto, a eutanásia, a homossexualidade e outros são evitados, por meio de uma narrativa bíblica fechada ou de defesas mais assemelhadas com o receio de encarar o evangelho de Cristo, sem cabresto, sem cordas que impedem a navegação, sem encarar a Cruz dos recomeços abertamente.
Aliás, chego a conclusão de que não acredito, já faz algum tempo, em revelações, em profecias, em forças místicas e sobrenaturais em um púlpito, mas prefiro a quietude, até para não me indispor com ninguém. De certo, a pornografia atrai, o dinheiro fácil - atrai, o não fazer o que é certo me - atrai, olhar para mulher do outro - atrai, a verdade em pontos de vista – atrai, a descrença com relação bíblia – atrai, a oração como uma espécie de meditação ou reduto para não lidarmos com nossa transitoriedade e pequenez – atrai, desejar a morte de todos os políticos corruptos – atrai, de desconfiar da igreja – atrai e a lista seria interminável. Agora, tudo isso e muito mais, escondo e adoeço no conformismo de uma vida restrita ao tempo sem fim ou a eternidade, como uma aposta (se houver, tudo bem; caso oposto, terminaremos como fagulhas pulverizadas, no cosmo). Não paro por aqui, escondo e me adoeço com uma visão de um Deus que nos deixou, aqui, neste mundo, de egoísmo, de individualismo, de pessoas submetendo pessoas como meios e objetos.
Chego a conclusão de arriscar, semelhante a Soren Kierkgard e saltar, ao meandros ou enredos de II Coríntios 12.09 para encontrar uma esperança que não nos tira das contradições, das contrariedades, de respostas que não vem e, talvez, não virão, de perdas e rupturas inesperadas, de vasos que se espatifaram e não encontramos animo para pegá – los, de todo um emaranho de questões que nos abalam e, mesmo assim, essa Graça não nos tira de cena, coloca – se a disposição, sem nenhum passe de mágica, senta, ao nosso lado, nada fala, simplesmente, ouve e ouve, sem o retrucar, sem a réplica, sem a minha vez de falar e defender; ouve e ouve, para, então, levantar a face e se dispor a ir, longe de nos alienar, longe de nos deformar, longe de nos desumanizar, longe de nos enganar, longe de nos distanciar do compromisso e do comprometer com a vida, com o próximo e com a nossa história e com uma eternidade que se forma, a cada dia.
Paz e bem
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Igreja Viva, comunhão em comunidade...
“Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro, sem movimento, sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar-se indestrutível, impenetrável, irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e perturbações do amor é o inferno”.
[C. S. Lewis em Os Quatro Amores]
Onde existem pessoas, estamos sujeitos ao sofrimento
Cresci no ambiente de comunhão da comunidade cristã. Ali, aprendi, fui desafiado, encorajado, nutrido e também ferido e decepcionado. Conheci o gosto da tristeza, da traição, da indiferença. Onde existem pessoas e relacionamentos, estamos sujeitos ao sofrimento das relações. Por isso me aproximo do tema de maneira realista, como quem experimentou da ambiguidade deste contexto, mas também experimenta o amor e esperança viva do potencial curador da comunidade cristã através da presença transformadora do Cristo em nós.
Depois de experimentar a dor na comunidade, este trecho em Os quatro amores me relembrou a tentação e os riscos da estagnação neste lugar de dor e isolamento, e me encorajou a caminhar na direção da reconciliação e da renovação do amor pela comunidade. Lembrei que também sou parte da comunidade com potencial de agregar ou ferir. Fui relembrada da aridez da vida quando nos isolamos e dos riscos que isto representa à saúde emocional e espiritual. Meu trajeto de cura também foi em comunidade, experimentando o potencial reconciliador e restaurador que o Espírito Santo promove em nosso meio. Estou falando do corpo de Cristo, família que nos foi dada e que encontramos espalhada ao redor do mundo. Esta expressão visível de Deus que nos identifica para além de traços culturais e idiomas, este corpo de Cristo que se norteia pela Palavra e busca viver essa dinâmica comunitária sob este paradigma.
A fé cristã é relacional, comunitária. É pessoal, porém não é privada. Precisamos uns dos outros para crescer. É desejo de Deus que estejamos todos reunidos em nossa diversidade, promovendo unidade, sendo instrumento e um sinal visível com a missão de levar a luz de Cristo a todos os homens.
Apesar da natureza espiritual da comunidade cristã, precisamos lembrar de que consiste em um agrupamento de seres humanos feridos que necessitam ser resgatados, redimidos e que caminham num constante processo de transformação e conversão de seu próprio coração ao coração de Deus. Os conflitos relacionais serão frequentes, as dores serão inevitáveis, mas somos o povo da reconciliação e isso precisa ser praticado em nosso meio. Mas como entendemos o conceito de comunidade e quais são nossas expectativas e frustrações?
Entender o conceito e a dinâmica da comunidade minimiza a possibilidade de frustrações
A comunidade é comumente descrita como um lugar ou local, e a maioria das pessoas se refere a ele como algo que não permanece com eles uma vez que eles deixam esse espaço particular. É preciso ampliar esta percepção, inserindo o aspecto relacional, pessoas reunidas com um interesse comum, visão, missão ou direção. Embora a comunidade geralmente seja um termo descrito para se referir a um lugar em que ocorre a interação social em torno de laços comuns, a conexão e o sentido de pertença não são necessariamente presentes ou experimentados. É preciso atentar para essa dinâmica relacional.
Em comunidade sabemos que o espaço é compartilhado e que temos limites e possibilidades na interação, mas construímos um espaço de confiança e liberdade para caminhar na direção um do outro. Isso transcende a noção de lugar, mas pode incluir a localização como uma referência para onde esses relacionamentos são desenvolvidos. Buscamos um sentimento de pertencimento e compromisso uns com os outros. Estas expectativas por si só, podem gerar frustração.
Expandindo o conceito de comunidade para a realidade da vida cristã, vemos através deste paradigma que o pecado e a independência criaram nossa alienação de Deus e uns dos outros e que Deus deseja restaurar-nos através do seu Espírito. Nosso modelo para desenvolvimento de relacionamentos deve ser a compreensão do Deus Trino, a Trindade, como uma comunidade relacional própria, vivida em interdependência e em reciprocidade amorosa.
Um chamado à amizade
O cristianismo pode ser descrito como um chamado à amizade. Como seguidores de Cristo, somos convidados a um relacionamento com Ele, em que não somos mais chamados de servos, mas amigos. É de grande importância reconhecer a necessidade de integrar o mandamento de Deus para amar a Deus com todo o nosso coração e também amarmos nosso próximo. A consciência de que a amizade de Deus para nós é um presente define a prerrogativa de todas as outras relações a serem estabelecidas em comunidade. Assim como a amizade de Deus para nós é graça, as pessoas que Ele nos dá em amizade também são graça para nós. Essa integração é fundamental para a vida cristã e estabelece o paradigma relacional em que devemos viver.
O modelo de interdependência é retratado na vida da Trindade e foi vivido por Jesus no mundo como ele encontrou pessoas. Como Jesus vivia entre amigos e em comunidade, e quando se encontrou com pessoas, ele mostrou a graça presente na interdependência. Em nosso relacionamento com o Cristo a consciência de nossas vulnerabilidades nos confronta com a necessidade de uma vida de humildade e reconhecimento de que somos seres dependentes que precisam da graça de Deus e essa relação nos ensina a deixar nosso isolamento. Uma vida de amizade com Deus presume uma aliança e nossas amizades espirituais também devem ser cultivadas como uma aliança de quem assume um compromisso alegre de uma vida compartilhada à medida que somos moldados à imagem de Cristo.
Sobre a tensão entre dependência e independência,devemos abordar o tema ao lembrar aos cristãos que, na pessoa de Cristo, Deus nos ensinou que a dependência tem uma dimensão que precisa ser abraçada e que não afeta nosso estado de dignidade como pessoas:
"A recusa de depender dos outros não é uma marca de maturidade, mas de imaturidade (...) Nós chegamos ao mundo totalmente dependentes do amor, cuidado e proteção dos outros. Passamos por uma fase de vida quando outras pessoas dependem de nós. E a maioria de nós vai sair deste mundo totalmente dependente do amor e dos cuidados dos outros ".
A importância do equilíbrio entre autonomia e independência
Fomos criados para a interdependência. Existe uma estreita conexão entre nosso aprendizado e crescimento, e a maneira como desenvolvemos relacionamentos. O que caracteriza uma aliança, um relacionamento, é "conhecer com" ou "na presença de" e isso é algo integral e essencial para aprender e conhecer. Em todas as nossas experiências formativas, percebemos que nossos encontros com a realidade são mediados e interpretados neste contexto de relacionamento, na presença de outro.
Uma das principais dificuldades no estabelecimento de relações autênticas, transparentes e significativas é a presença de pecado em nossos corações, que conduz ao desejo de independência e que nos leva ao individualismo radical. Nossa constante luta entre viver a partir do medo ou a partir do amor é o que prejudica nossa capacidade de abrir nossos corações a Deus e aos outros, pois nos limitamos ao nosso próprio conhecimento sobre quem somos e quem é Deus sem a perspectiva mais ampla que o outro pode oferecer e trazer para nossas vidas.
A cultura também fala contra a dedicação a relacionamentos profundos e significativos. Somos ensinados a viver vidas autônomas e independentes e, em vez de compartilhar nossas vulnerabilidades e fraquezas para um processo de crescimento e cura e estimulados a aprender a gerir sozinhos essas características da melhor maneira possível na tentativa frustrada de impedir novas interferências em outras áreas de nossas vidas. Através do nosso desenvolvimento como pessoas, aprendemos a temer o desconhecido, e ao fazê-lo, ignoramos as contribuições e as perspectivas que os relacionamentos podem nos trazer ou de como ele nos desafiará para mudanças e crescimento.
Como base para a interdependência saudável, existe o contributo fundamental do autoconhecimento, que proporciona benefícios à comunidade como um todo. Em seu poema "Cura", Wendell Berry afirma que “quanto mais coerente alguém se torna em relação a si mesmo como criatura à luz do Criador, mais plenamente adentra na comunhão com todas as criaturas”. Quando a autoconsciência e o autoconhecimento são nutridos, as pessoas entram em comunidade com expectativas mais equilibradas, além de uma noção mais realista de suas limitações e possibilidades. O equilíbrio entre a solicitude que traz crescimento e a vida em comunidade é essencial. Extremos são perigosos.
Afinal, o que esperar da comunidade?
Essa noção de limitações e possibilidades é o que dá o tom para o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis. As pessoas vão ao encontro da comunidade sobrecarregadas de expectativas e culpa por não ser o que deveriam ser. Embora uma comunidade ideal não exista, uma comunidade deve ser onde as pessoas entendem que são aceitas, apesar de suas fraquezas e limitações existentes. Onde seus dons e possibilidades são incentivados e ativamente envolvidos. Onde oferecemos oportunidades de recomeço e reconciliação.
Ao nos aproximarmos como comunidade cristã, é importante perguntar o que posso ser em comunidade, o que posso oferecer e como posso caminhar. A grande dificuldade dos nossos dias é o caminho inverso, o questionamento do que a comunidade pode me oferecer e como pode satisfazer minhas necessidades e contribuir para a minha vida. Quando foco em Deus e no outro, o Espírito Santo trabalha nas minhas fragilidades enquanto ofereço o que posso e quem sou à comunidade, enquanto sirvo as pessoas ao meu redor e isso é tratado no coração de outros da mesma forma. Quando adentro a comunidade com esta perspectiva, administrar expectativas, tolerar frustrações e permanecer em unidade torna-se um caminho mais viável.
Na comunidade cristã, com nossas práticas espirituais, temos o espaço para celebração, oração, confissão, perdão, transformação. Precisamos uns dos outros, precisamos de Deus em nós e entre nós. Que nas diferentes fases da vida e momentos de nossa caminhada com Deus, possamos encontrar esperança de nutrir, recomeçar e reencontrar a beleza da comunhão com Ele e uns com os outros. Quanto a mim, sugiro: comece ao redor da mesa, nutrindo a fé e compartilhando a vida. Não despreze o potencial dos pequenos encontros, transformadores, que se expandem para toda a comunidade.
Paz e bem
A centralidade da Cruz...
Porque, quando estive com vocês, resolvi esquecer tudo, a não ser Jesus Cristo e principalmente a sua morte na cruz. (1 Coríntios 2.2, NTLH)
Qualquer pessoa que estude o cristianismo pela primeira vez logo ficará impressionada com sua ênfase na morte de Jesus e, como já vimos, particularmente com o espaço desproporcional que os evangelistas dedicam à sua última semana de vida.
Os autores dos Evangelhos haviam aprendido essa ênfase com o próprio Jesus. Em três ocasiões distintas e solenes Jesus predisse sua morte dizendo: “Era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas… e… fosse morto” (Mc 8.31). Era necessário que isso acontecesse — ele insistiu — porque havia sido predito nas Escrituras do Antigo Testamento. Jesus também se referiu à sua morte como a sua “hora”, a hora para a qual ele viera ao mundo. No começo, ele repetiu que ela ainda “não havia chegado”, mas finalmente pôde dizer que “sua hora chegara”.
Talvez o mais impressionante de tudo isso seja o fato de Jesus ter determinado, de modo deliberado, como gostaria de ser lembrado. Ele instruiu seus discípulos a tomar, partir e comer o pão em memória de seu corpo, que seria partido por eles, e a tomar, derramar e beber o vinho em memória de seu sangue, que seria derramado em favor deles. A morte era representada por ambos os elementos. Nenhum simbolismo poderia ser mais claro. Como ele queria ser lembrado? Não por seu exemplo ou seu ensino, não por suas palavras ou obras, nem mesmo por seu corpo vivo ou pelo sangue que corria em suas veias, mas por seu corpo entregue e seu sangue derramado no sacrifício da cruz.
Assim, a igreja acertou na escolha do símbolo do cristianismo. Ela poderia ter escolhido qualquer outra entre muitas opções — por exemplo, a manjedoura, simbolizando a encarnação; a carpintaria, que comunica a dignidade do trabalho manual; ou a toalha, símbolo do serviço humilde. No entanto esses símbolos foram ignorados em favor da cruz.
A escolha da cruz como o símbolo supremo do cristianismo foi totalmente extraordinária porque na cultura greco-romana a cruz era objeto de vergonha. Como, então, o apóstolo Paulo pôde dizer que se gloriava nela? Esta é uma pergunta cuja resposta buscaremos esta semana.
Para saber mais: 1 Coríntios 1.17-25
Paz e bem
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