FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Se crer veras milagres autênticos acontecer .. Pode ser agora..
Antes de tudo, quero deixar claro que eu creio em milagres. Estou convicto de que os milagres bíblicos foram reais, tal como descritos na Palavra de Deus. Também creio na contemporaneidade dos milagres como expressão da graça e da providência divinas. Contudo, é bom frisar que, a imutabilidade divina não significa mesmice. O ser de Deus é imutável, a Sua maneira de agir, não. Hoje, muitos confundem milagres com os “sinais”, mencionados por Jesus em Mc 16.17,18: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem...".
No grego neo-testamentário, a palavra usada para “sinais” é "sêmeion", que significa um sinal mediante o qual se reconhece uma pessoa, ou coisa específica, uma “marca” ou “prova” confirmatória, corroborativa e autenticadora. O sinal era algo realizado de maneira sobrenatural por Jesus Cristo e, posteriormente pelos apóstolos, a fim de comprovar a sua comissão divina. Por isso, das 77 vezes que aparece esta palavra no Novo Testamento, 48 vezes acontece nos Evangelhos e 13 vezes em Atos dos Apóstolos – livros que relatam a vida de Jesus e o início da Igreja.
A palavra grega mais usada para “milagres” no Novo Testamento é dynamis, que significa “poder”. Assim, biblicamente, milagre é uma demonstração do poder de Deus, salvando, restaurando, curando, etc. Outra palavra usada para “milagres” é teras, que significa “prodígio”. Geralmente esta palavra é usada no plural e em combinação com sêmeion, a fim de diferenciar as duas intervenções. A palavra teras ocorre, na maioria das vezes, em Atos dos Apóstolos.
Entendamos, portanto, que: Os sinais ficaram limitados ao período apostólico – com a finalidade da confirmação da pregação tantos de Jesus, quanto à dos apóstolos. Já os milagres, são intervenções sobrenaturais de Deus, alterando a estrutura e a vida humana, bem como o curso da natureza, não com o propósito revelador, uma vez que já temos a Revelação bíblica completa e fechada. Seu propósito é a glória de Deus e não a Sua revelação ou confirmação da Sua presença ou aprovação.
Os milagres são intervenções soberanas de Deus e, ainda que Ele use homens para a sua operação, estes nunca podem ser agendados eles. Deus é livre para realizar milagres e também para retê-los. Até podemos cantar “hoje o meu milagre vai chegar, eu vou crer, não vou duvidar”, como uma declaração da nossa esperança em Cristo. Porém, caso o milagre não venha, não devemos deixar de crer e nem nos sentirmos culpados por uma suposta falta de fé. Lembremos sempre: Milagres são intervenções divinas e não humanas. O crente deve estar preparado para receber ou não, o milagre.
Não devemos cair no erro de entendermos que palavras do tipo “se creres verás a glória de Deus” (Jo 11.40), estão ligadas diretamente às nossas causas pessoais. É claro que devemos crer que o milagre pode acontecer, mas entendamos que a palavra final é de Deus e não nossa ou de algum “curandeiro da fé”. A boa hermenêutica ensina que textos bíblicos que mostram relatos históricos específicos não devem ser usados para formulação de doutrinas e práticas da Igreja.
Hoje em dia, influenciados pelo neopentecostalismo e, no afã de verem seus rebanhos crescerem, muitos pastores de Igrejas históricas tem apelado para os chamados “culto de milagres”, “culto da vitória” e “tarde da bênção”. Outros chegam ao absurdo de divulgar tais reuniões com a presença do “homem de Deus”, do “profeta”, “apóstolo”, e coisas do tipo. O problema não está nas orações clamando a Deus por milagres, mas no apelo ao misticismo e o pragmatismo, além da ilusão de poder “agendar” a ação divina. Tudo isto gera diversos problemas e vícios na Igreja. E o que dizer se o milagre não chegar? Faltou fé? Da parte de quem?
Cremos que os milagres são reais e contemporâneos, mas as extravagâncias evangelicais e pseudo-evangelicais têm feito muita gente desacreditar deles. Quando eles supostamente acontecem, as pessoas são convidadas a gritar, a “testemunhar”, a “glorificar de pé” e a contribuir com quantias determinadas para que “a obra conti-nue”. Mas quando eles não acontecem... Nesse meio, a sobrenaturalidade dos milagres perdeu seu peso e característica, afinal de contas, eles são tão corriqueiros e normais. É digno de observação que a maioria dos “milagres” atuais (especialmente os televisivos) são demasiadamente simples para representar o significado do termo: É a dor no dedão que passou; a dor de cabeça que parou; o caroço que sumiu, e por aí vai. Além disso, não descartamos a charlatanice.
Creio em milagres como expressão da graça e da soberania de Deus sobre tudo e todos. Creio que Ele age quando, onde, como e em quem quer – independentemente de qualquer coisa ou de qualquer pessoa. Hoje o seu milagre pode chegar. Mas, se porventura não acontecer como queres, lembre-se: Deus sabe exatamente o que de fato precisamos. Por isso, não se desespere. Reveja seus conceitos. Estude muito as Escrituras e continue crendo, mesmo que você tenha que esperar um pouco mais.
Paz e bem
Nosso Cristianismo carente de viver o Cristo...
‘’A ausência do Espírito Santo, entre os cristãos, tem nos levado a expressar um evangelho cheio de tendências, de estilos, de posições, de vertentes, mas vazio com relação à renúncia e à aceitação. ’’
As narrativas descritas e gravadas nas escrituras sagradas vêm acompanhadas com uma pletora de eventos estupendos, acontecimentos fantásticos e ao qual sobrepujam uma analise cética.
Para muitos, inclusive cristãos, os feitos considerados extraordinários devem ser ponderados e abordados de uma maneira a demonstrar sua veracidade. Em outras palavras, tudo tem uma construção enredada aos meandros de uma interpretação literária imaginária e num período carente dos instrumentos disponibilizados pela ciência.
Por enquanto, atenho – me a elucubrar sobre o quanto os milagres, os sinais e os prodígios, independentemente de quem os aceita ou não, não servem de parâmetro e muito menos acarretam o efeito na formação decisiva nas gerações vindouras.
Deixo ser mais específico, na ótica da trajetória do povo hebreu, por suas andanças pelo mundo da época bíblica, nem sempre a tese – ‘’filho de peixinho, peixinho é’’ prevaleceu.
Afinal de contas, ao atentar para a desintegração do povo de Israel, pós-período da liderança exercida por Josué, ao qual se debruçaram, num piscar de olhos, nas práticas pagãs e abomináveis; do período pós Gideão que seguiram uma estola; do período pós Davídico e por ai encontraremos, em cada folhear, as idas e vindas, os encontros, os desencontros e reencontros entre Deus e o seu povo.
Atentemos que no cenário vivenciado por Jesus, tínhamos uma pletora de tendências, de estilos, de posições e vertentes, ou seja, a ala dos fariseus, dos sauduceus, dos essênios, dos zelotes, dos discípulo andarilhos no deserto de João, dos seguidores de outros lideranças personalistas messiânicas que antecederam a Cristo.
Em tudo isso, chego a redundante conclusão:
- Se não vivermos o cristianismo, com a coragem e a humildade, do discipulado, da confissão e do serviço, a começar no oikos de nossa intimidade, ou seja, com nossos entes queridos, com nossos amigos, com nossos vizinhos, com nossos próximos, fatalmente, a geração vindoura nem sequer verá a relevância de questionar sobre se vale a pena!
Presumidamente, as histórias do mar vermelho aberto, das pragas, das intervenções oriundas do céu, quando o povo estava no deserto, dos milagres perpetrados por Jesus e tantas fatos de pessoas curadas não deveriam, então, ser o fiel da balança na perpetuação da fé cristã?
Ultimamente, observamos, cada vez mais, o esparramar de uma fé adequada a uma mentalidade de consumo, do aqui e do agora, secularizada, autárquica e do eu me basto.
Não por menos, mesmo diante de um discurso messiânico triunfalista e apto a alterar as mais improváveis situações, ainda assim, nota – se um contingente de pessoas aversivas a qualquer vínculo com as boas novas de Cristo.
Quantas pessoas, embora tivessem a nascente de suas histórias nos considerados lares cristãos, professam crenças a léguas de distancia do Cristo Ressurrecto. Nessa linha de raciocínio, devemos perguntar:
- A mensagem do evangelho os levou a uma decisão séria, sincera e honesta ou a permanecerem num estado de faz de conta, de empurrar com a barriga, até onde não desse mais?
Sem hesitar, procuro não enfatizar um caudilho ditatorial e subjugador, ao qual impõe uma corte marcial da fé, ou seja, ou aceita ou aceita e ponto final.
Diametralmente oposto, trago a baila a fé com os ouvidos inclinados aos ecos do homem do cotidiano, de suas inquietudes, de suas incertezas, de suas inseguranças, de suas insurreições.
Eis aqui um dos sinais mais notórios da irrelevância de fé cristã para os adeptos do pós – cristianismos, no denominado continente europeu, mormente o tenham como peça insubstituível dentro de sua história e cultura.
Lamentavelmente, muitos se ocuparam, nos púlpitos, com discussões acadêmicas, ideológicas e a mantença de seus idealismos e se esqueceram da simplicidade do evangelho que permeia o ser humano com o viver, com o chamado a renúncia para não se conceber como a origem e não fazer disso algo de inferioridade, como também da aceitação para participar do Reino de Deus, ser parceiro e partilhar do mesmo.
Aliás, vale dizer, não de um Reino maluco beleza, com promessas megalomaníacas, com o quadro de um Deus que vai arremedar os meus galhos quebrados, mas sim o Reino de ir ao próximo e com atos e práticas efetivas demonstrar o efeito do valor do Cristo Ressurrecto, em cada instante de vida, quando erramos, quando acertamos, quando duvidamos, quando avançamos, quando abraçamos, quando subimos e descemos as escadas de cada dia, quando choramos, quando cedemos, quando abrimos mão, sem nenhuma mutilação, para acolher o irmão caído.
Paz e bem
Para mudar o mundo é preciso ser pão na ceia do Senhor.....
Recebi um texto pela internet, com o título acima, no qual uma senhora lamenta a degradação de nossa sociedade. Entre outras coisas, ela diz:
Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões. Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Confiávamos nos adultos; tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror [...]. O que aconteceu conosco? Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos. Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas! [...] Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo que meus netos um dia temerão. Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos. [...] Quero de volta a minha dignidade, a minha paz. Quero de volta a lei e a ordem. Quero a esperança, a alegria; quero voltar a ser gente.
Prezada senhora, quero fazer a minha parte. A propósito, quero ser gente ao meu modo: aquela gente solidária a que a senhora se refere.
Nesse momento, penso em nossa Santa Ceia, momento em que comemos o pão e bebemos o vinho, “alimentando-nos” do gesto solidário de Jesus e fortalecendo nossa identidade de seguidores seus; de gente que se liga aos outros, que se oferece em sacrifício, que perdoa, que ouve, que se humilha.
A Ceia sempre me traz de volta à porta estreita e ao caminho pedregoso do discipulado de Jesus, na busca de ser como ele foi; tentando, com o auxílio do Espírito Santo, viver a aliança que ele nos legou.
Ali eu busco discernimento para não me tornar incoerente em relação a esse memorial cristão; para não comer e beber juízo de Deus sobre mim. Isso acontece se minto, ao celebrar o que não sou nem quero ser. Se não me disponho a lutar contra essa podridão que me quer escravo submisso.
Sim, senhora, quero ser gente solidária porque fui alvo da solidariedade de Deus; gente da aliança, porque fui objeto de uma aliança sacrifical, que culminou na morte de seu filho.
Quero ser gente ética, porque fui surpreendido pela ética que nasce do amor ativo; que busca fazer o bem, que odeia o mal, que aborrece a mentira, o engano, a falsidade, a arrogância, o orgulho e a soberba, conhecidas raízes de comportamento antiético. Quero ser gente de moral, porque fui salvo do engano e da mentira em que vivia, e tive uma consciência lavada, para viver na luz, onde Deus está, buscando comunhão com gente boa, para construirmos um mundo melhor.
Há um problema: não sou capaz dessas coisas. Pisco o olho e estrago tudo. Mas se Deus me ajudar a celebrar continuamente sua Ceia, quando tudo parecer perdido, um milagre há de acontecer cá no meu coração: a graça da Ceia. Graça da contrição, que pede perdão; graça do perdão que perdoa; graça da misericórdia, que dá e recebe; graça da humildade que nos iguala ao pior de todos. Graças essas que atestam a presença e o poder do Espírito entre nós. E esse Espírito faz toda a diferença, pois é capaz de mudar meu ser. Se eu não cresse nisso, estaria desanimado, pois seria como tentar me levantar pelos cabelos. Para esse tipo de mudança, não há neurolinguística que funcione nem autoajuda que resolva. Só o poder de Deus.
Sim, senhora, também quero voltar a ser feliz; quero atender à sua convocação, ao meu modo. E gostaria de começar a mudar o mundo a partir de mim mesmo, como a senhora sugere. Comendo o pão e bebendo o vinho.
Paz e bem
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Das trevas para luz...
"Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galiléia. Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: 'Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios; o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz'. Daí em diante Jesus começou a pregar: 'Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo'".
Mateus 4:12-17
O início do ministério terreno de Jesus foi na Galiléia; local onde pregou arrependimento porque o Reino de Deus está próximo. ( Reino=Basiléia em grego, da idéia de domínio de Deus ).
Galiléia era uma região desprezada pelos outros judeus que viviam no sul porque tinha uma população mista, em sua maioria gentílica, com poucos judeus, por isso o termo Galiléia dos gentios. O termo "dos gentios" em grego é "Ethnos"; dá idéia de povos não judeus, pagãos, desconhecedores de Deus. Ali Jesus cumpriu a profecia de Isaías 9, onde diz:
Contudo, não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galiléia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz.
Isaías 9:1-2
No original em hebraico que foi escrito o Antigo Testamento, a palavra "escuridão" é "muaph", dá idéia de penumbra, tristeza, melancolia negra. Essa penumbra é o descaso ou ignorância sobre Deus; mas ali brilhou a Luz de Cristo. Ao observar a história da Galiléia, vemos que pertenceu às tribos de Issacar, Zebulom, Aser e Naftali no A.T. O nome vem de Galil que na língua dos judeus significa pequeno círculo. Em Gn 49.13-21, vemos Jacó abençoar seus filhos com palavras futuras, e com relação a estas 4 tribos, diz-se que elas seriam prósperas, habitariam em portos de navios, mas se renderiam à trabalhos forçados; o que se cumpriu mais tarde nos 2 seguintes trechos:
1-Quando Salomão tentou presentear com 20 cidades da Galiléia a Hirão rei de Tiro ( 1 Rs 9.11-13 ). Porém o Rei de Tiro desprezou-as e mais tarde devolveu-as para Salomão. ( 2 Cr 8.2 ).
2-Em ( 2 Rs 15.29 ); vemos que algumas regiões junto com a Galiléia foram as primeiras a sofrerem o ataque da Assíria sob o reinado de Tiglate-Pileser (732 a.c). E depois o povo destas regiões foram deportados para a Assíria.
Isso faz entender como aquela região tinha caído em seu pecado e futuramente na escuridão do afastamento de Deus.
A história diz que em períodos mais modernos, a Galiléia foi pertencente provavelmente à Fenícia e com isso o culto naquela região se tornou mais pagão e místico ainda; depois foi conquistada pelos Macabeus. Mais tarde na época de Jesus foi governada por Herodes e depois por Agripa também. E na época de Jesus, aquele local de escuridão da ausência de Deus por causa do pecado daquele povo misto, e que provavelmente tinha uma falsa luz da prosperidade de seus portos. Foi justamente ali que a Misericórdia de Deus brilhou em Cristo, depois a notícia desta Luz chegou na Síria, e hoje aqui estamos nós pecadores alcançados pela luz de Cristo no Brasil. Esta luz de Cristo derrotou o Diabo, a morte, nossos pecados, a melancolia, a depressão e a ilusão dos prazeres transitórios dos portos dos prazeres desta vida. Por isso, como o salmista rendemos graças: "Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre" (leia Salmos 107:1-43).
Em Isaías 60.3 vemos a luz de Cristo que nos deixa radiantes de alegria, pois o pecado de todos os povos é escuridão. Em Mateus 5.14 Cristo diz que nós somos a luz do mundo; nosso testemunho, nossa pregação, nossa vida nele. E mesmo que tenhamos provações, insultos e perseguição; existe uma recompensa:
"Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão. Eles verão a sua face, e o seu nome estará em suas testas. Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre."
Apocalipse 22:3-6
"Por essa razão, desde o dia em que o ouvimos, não deixamos de orar por vocês e de pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual. E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus e sendo fortalecidos com todo o poder, de acordo com a força da sua glória, para que tenham toda a perseverança e paciência com alegria, dando graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz.
Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados."
Colossenses 1:9-14
Paz e bem
Investir na vida de outros...
1. Investir na vida de outros é arriscado, mas vale a pena (e é a coisa certa a fazer)
Ainda que pudéssemos pensar em vários possíveis benefícios sobre trabalhar com outras pessoas, sabemos que dá trabalho, a gente se desgasta e muitas vezes o resultado é frustrante.
Mas discípulos de Jesus não se dedicam às vidas de outros (ou não deveriam fazê-lo) devido ao que ganharão com isso. Eles o fazem por uma questão simples: a obediência. Não nos envolvemos nisso “para agradar pessoas, mas a Deus”1.
Ananias foi ao encontro de Paulo, mesmo sendo muito arriscado. Barnabé decidiu investir em João Marcos apesar da frustração prévia, com o risco de estar desperdiçando seu tempo. Na vida cristã não existe isso de fazer algo pelo suposto benefício que se vá receber, ou pela promessa de fruto que virá daquele esforço. Investimos nas vidas de outros porque sempre será a coisa correta a fazer. Por isso vamos em direção ao outro, com o risco de que não haja o fruto que esperamos, sem garantias, mas cumprindo com o que somos chamados a fazer com as nossas vidas.
2. Investir na vida de outros leva tempo
Parece que Paulo foi aprendendo isso ao longo de sua vida e ministério, quando passou a permanecer por mais tempo nas cidades que visitava. Ele levava em conta a necessidade de dedicar mais tempo na formação de pessoas. Quando era impelido pelo Senhor a mover-se ou era forçado a deixar um lugar, logo Paulo enviava algum companheiro de equipe, muitas vezes munido de uma carta, para que a obra pudesse ser continuada.
Quantas vezes desistimos antes da hora? Claro, Paulo também errou nesse ponto, ao desistir de João Marcos. Mas Barnabé, que não havia desistido antes do terrível Saulo, lhe deu uma lição importante nesse tema. Por que será que muitas vezes desistimos dizendo que já investimos o suficiente na vida de alguém? Quanto é suficiente? Sete chances? Sete vezes sete? A verdade é que para investir em outros, em uma perspectiva da fé cristã, não dá pra contar os anos, as chances, as oportunidades.
Não acredito nisso de “desisti de fulano”. Você pode até reconhecer suas limitações e buscar ajuda, abrir espaço para que sejam outros os instrumentos de Deus na vida de alguém. Mas nesse caso então não é desistência. Segue a intercessão, a busca de outros caminhos, pessoas e recursos, confiando que é o Senhor quem continuará a fazer a obra que é dele.
3. Investir na vida de outros demanda intimidade, relacionamento.
Paulo foi mais especialmente formado, ou de maneira mais intensiva formou a outros, quando passou tempo com essas pessoas, por exemplo, viajando juntos, ou quando passava um tempo maior em alguma cidade, em meio a suas muitas viagens.
Por isso as expressões como de um pai e mãe com relação aos seus “filhos”2, por isso o profundo afeto e a necessidade que expressava da presença do outro, “vem pronto ao meu encontro”3.
Intimidade e relacionamento não caem do céu, prontos. Requerem cultivo, um processo, estar disposto a abrir sua vida para abençoar e também abrir-se para receber as bênçãos que vem do outro. Com frequência, esses benefícios vêm por meio das perguntas difíceis, aquelas que nos incomodam e nos custam responder.
Uma das coisas mais entediantes da vida é ter amigos e irmãos na fé que só concordam com você em tudo. Peça a esses mais chegados que te façam perguntas incômodas sobre sua vida pessoal. É uma das melhores iniciativas que você poderá tomar para o bem de sua saúde espiritual.
4. Investir na vida de outros implica em levá-los até Jesus
Creio que muitas vezes a ideia de investir na vida de outros nos assusta porque imaginamos que a responsabilidade esteja em nossas mãos. Talvez a chave seja entender que não sou eu a pessoa mais importante na vida do outro. Mas Jesus sim é, ou deveria sê-lo. Então qualquer “intervenção” minha na vida do outro deve se dar no sentido de levá-la para mais perto de Jesus, não de mim mesmo.
Ternura - Óleo sobre tela, Col. Fundación Guayasamin - Quito, Ecuador 1989Assim, nessa perspectiva correta, alguém pode até parecer mais ousado, como Paulo o foi, ao pedir que o imitassem. Claro, Paulo poderia dizê-lo porque à exortação “sejam meus imitadores”, adicionava “assim como eu sou de Cristo”4.
Se nossa vida faz com que outros fujam para longe de Cristo, então estamos errando feio o alvo. Mas atento a esse detalhe importante: claro que devemos rejeitar influências nocivas de falsos piedosos cristãos. Mas nunca podemos usar essa realidade da debilidade humana (de um líder que nos defrauda e nos decepciona) como uma desculpa para deixar de se aproximar de quem é mais importante, o próprio Jesus.
5. Investir na vida de outros é transformador, para todos
Para Paulo, essa era uma jornada de transformação, de ir crescendo, renunciando e abraçando nova fidelidade5, cada vez mais rumo a Cristo6, com a ajuda de outros, através do Espírito do Senhor operando na comunidade e através da comunidade.
Também Guayasamin nos inspira nessa jornada. Esse artista do choro, da ira, mas também da ternura, que de maneira tão eloquente retrata mãos que tocam, que suplicam ajuda, que amparam, que cuidam e que estão estendidas para receber auxílio e socorro. Essas mãos que nos revelam uma necessidade e o acolhimento que vem do toque, do abraço, do compromisso com o outro.
Elas, junto com as lições que nos vêm do apóstolo de coração missionário, tanto nos encorajam no caminho possível de alcançar uns aos outros, com compromisso mútuo e com ternura. Assim, quem não se anima a investir em outros? Quem não se dispõe a abraçar e a ser abraçado?
Notas:
1. 1 Tessalonicenses 2:4b.
2. 1 Tessalonicenses 2:7,11,19-20.
3. 2 Timóteo 4:9,21.
4. 1 Coríntios 11:1; 1 Tessalonicenses 1:6.
5. 1 Tessalonicenses 1:9; 4:1-2.
6. Filipenses 3:13-14.
Ricardo Wesley Morais Borges
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Será que conhecemos o amor...
O amor acabou. Ainda pode se sentir seu perfume deixado pelo caminho que percorreu, pelas vidas que perfumou. Suas pétalas murchas ainda repousam nas mãos de poucos que ainda teimam em segurá-las. Jesus, profeta maior deste mundo mau, já havia dito que seria assim. Corações gelados, entorpecidos pela indiferença. De dentro dos salões enfeitados, das casas iluminadas, ruídos e gargalhadas sem vida, sem amor. Sepultaram-no e poucos choram em seu túmulo. Mas ficou-nos seu pobre e infeliz bastardo, parido por nós. Príncipe dos insolentes, o afeto. Por afeto abraçamos e beijamos, mas só o amor pode dar o braço para aquele que não tem. Só pelo amor podemos doar nossa voz pelos mudos. Por afeto sorrimos e aconselhamos, mas só amor é capaz de nos fazer doar nossos dentes e língua. Por amor, e só por ele, somos capazes de carregar no colo aqueles que não tem mais pés para andar. Pelo caminho encontramos a nudez de um ninguém, por afeto nos dispusemos a chorá-lo, mas somente pelo amor somos capazes de nos despir por tal. Na chuva gelada de inverno vemos um infante sem sapatos, o afeto nos move os olhos e uma prece em seu favor nos abre os lábios, mas somente o amor pode arrancar de nossos pés aquecidos aquilo que pode aquecer até a alma do pequenino.
Pelos quatro cantos de nossas cidades, amontoam-se cadáveres vivos, ainda respiram, mas se movimentam como marionetes da sociedade purulenta. Em lugares escuros escondem-se pobres almas, olhos perdidos na imensidão de suas dores. Corações quebrados, partidos, esperando não um bocado de pão. Não apenas um copo d'água. Não um sorriso forçado ou uma admoestação retórica vazia. Suas almas almejam não mais que uma palavra simples e tão tumular como suas próprias almas, amor. O amor que nos deixa nu para que outros possam se vestir. O amor que nos deixa a boca vazia para que outros possam enchê-la. O amor que nos faz perder o emprego para que outros possam se sentir empregados, assalariados em nossos corações. Este amor mais belo que a própria natureza. Que nos faz galgar quilômetros sob sol escaldante, com nossos pés descalços, consumidos pelos calos de um chão pedregoso em favor de uma única e mais importante vida que a nossa própria. Pelo amor somos capazes de escalar penhascos, de subir montanhas abismais, de mergulhar em profundezas sem fim. Pelo amor de uma única e mais valiosa pedra preciosa lapidada por Deus, o homem. O homem que mata e odeia, o homem que ama a criatura e despreza o Criador. Homem que faz de seu braço e de sua sabedoria sua força. O mesmo homem que lhe fere o rosto, este homem lhe pede o outro lado, mas ninguém jamais lhe dará.
Pois por amor o bom pastor deixou suas ovelhas protegidas entre muradas, e descendo penhascos e lacerando sua carne foi através de desfiladeiros em busca não de cem, mas de uma única e perdida ovelha. Sua branca lã manchada de carmesim, deitada sobre suas dores, sobre si mesma aguardando o seu fim. Pois em sua mente, quem poderia percorrer tal caminho por sua inútil vida? Mas eis que o bom homem, aquele que espelha o desejo em nós, surge. Seus ferimentos além do que sua ovelha poderia supor. Em seu rosto não um semblante de desagrado, repreensivo. Um sorriso, pois aquele que havia se partido e entre cardos repousava foi achado. Não são necessárias palavras, o amor não se escora em falatório. Não flerta com dialética forçada e insossa. Em seu rosto olhos lacrimejantes, em ambos a saudade que se finda. Desce a cortina, fim do espetáculo? Não, apenas o primeiro ato. Apenas o diretor demarcando as marcas no piso arroxeado pelo tempo, tempo perdido por nós. No palco centenas de ovelhas não em seu seguro aprisco, mas amontoadas como lixo que se chuta pelas ruas enlameadas e frias. O afeto tem esse poder, de nos fazer amontoar a beira do penhasco milhares de almas. Como produto de nossos grandes feitos! Almas jogadas, todos os dias solapadas pelo nosso afeto... afinal o amor está morto. Jaz aqui diante de nós, e o afeto ri de si mesmo, em profuso brado de vitória, ele usa nossa garganta para alçar ao céu seu contentamento. O amor não grita, não fere ouvidos alheios, pois o amor não ressoa, ele age. Porquanto o afeto canta, o amor geme. Se o afeto se torna um sentimento estático e substantivo, o amor se eleva em ação e vivacidade. O amor não repousa, não se enche de delícias e reclinado sobre seus feitos acaba por adormecer como o afeto. O amor está correndo, enquanto o afeto caminha apoiado em muletas de vergonha. Pois Deus ama, não “afeta”. O bom samaritano amou, não “afetou”. O verbo que se fez carne, nos deixou o maior de todos os verbos. Aquele que habitava a eternidade nãos se substanciou, mas verbalizou em nossos ouvidos com sussurros doces como o barulho de águas caindo de altas pedras. Nos declarou seu amor que age, que anda, que se despe, que passa fome para outros comerem, que sente frio para outros se aquecerem. Amor que eleva um simples e pequeno animal que o mundo chama de racional para as alturas infinitas de Deus.
Paz e bem
A tentação de ser Pop Star...
O populismo é a marca registrada de quem quer agradar a todos de todos os modos possíveis com o fim de ser aceito por todos. Normalmente quem adere ao populismo jamais poderá ser uma pessoa autêntica e defender princípios e valores que acredita. Em tese, um cristão jamais deveria ser alguém popular, bem como o cristianismo também não deveria ser uma religião popular, que se rende aos gostos de quem a adere. Os princípios, valores e mandamentos contidos nos evangelhos e em toda a bíblia não podem estar à mercê da manipulação de quem decide viver por eles. O apocalipse começa e termina com advertências sérias a esse respeito: "Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro testifico: Se alguém lhe fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida..." (Ap. 22.18,19). O próprio Jesus teve que resistir a tentação da popularidade: O diabo, no começo de seu ministério público o tentou com a possibilidade de já começar "fazendo sucesso" ( MT 4.1-11) e seus irmãos consangüíneos lhe fizeram proposta semelhante no decorre de seu ministério: "Dirigiram-se a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa esse lugar(Galiléia) e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e, contudo, realize os seus feitos em oculto.Se fazes estas coisas(sinais e milagres) manifesta-te ao mundo"(João 7.3,4). A resposta de Jesus tanto ao diabo quanto aos seus irmãos foi "não"! Jesus não veio para se tornar popular. Há muitas pessoas no mundo que confessam conhecer a Jesus , entretanto, o negam pelo simples fato de o conhecerem e não acreditarem nele, assim como os seus irmãos consangüíneos no episódio narrado por João em seu evangelho: " Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele" ( Jô 7.5). Jesus Cristo e o Cristianismo não devem ser apenas conhecidos de todo o mundo, mas, acima de tudo, cridos. Nestes tempos de uma busca desenfreada pela fama e pelo sucesso, muita gente tem encontrado no meio "evangélico" a possibilidade de se dar bem. Não duvido da conversão sincera de muita gente de bom testemunho no meio artístico, entretanto, é grande o número dauqles que encontraram entre nós apenas a oportunidade de "fazer sucesso" : vendendo discos, músicas e ganhando popularidade, vendendo a mensagem do evangelho por bagatela. Quero continuar a ser firme e a acreditar que "a nossa vida está escondida juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo,que é a nossa vida, se manifestar,então,nós também seremos manifestados com ele, em glória" ( Colossenses 3.1-3). Seja firme e resista a tentação da popularidade.Paz e bem
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