FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Uma igreja para a metrópole.



No artigo abaixo, Neuber Lourenço discute a relevância das comunidades cristãs em grandes centros urbanos. O texto foi publicado na revista Ultimato 336. Resgatando o senso de comunidade da missão para a cidade Nos últimos 70 anos, temos vivido em uma cultura narcisista. Tudo nela gira em torno do eu. A estratégia de marketing das empresas sacralizou a autonomia do indivíduo e podemos verificar isto em slogans do tipo: “Fazemos tudo isto por você”; “faça do seu jeito”; “você tem que pensar no que é melhor para você”. Isto nos levou a um beco sem saída. Vivemos em um tempo em que muitos “eus” se chocam e não compõem um todo. Antes, vivem em um permanente estado de estranhamento. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, no livro “Amor Líquido”, que aborda a fragilidade dos laços humanos na pós-modernidade, observa que o fato de sermos estranhos uns aos outros no contexto das cidades não é algo inédito; o ineditismo está em nos mantermos estranhos por um longo tempo e até mesmo perpetuamente. Isto tem nos conduzido a um sentimento de solidão sem precedentes em nossa história. Perdemos o senso de comunidade, mesmo vivendo em cidades com tantas pessoas ao nosso redor. O contexto urbano, apesar da super população, é espaço de solidão. A perda do senso de comunidade tem contribuído, entre outros fatores, para o despertamento espiritual no Brasil. Um país que dormiu rural e acordou urbano experimenta profundos sentimentos de nostalgia e desorientação. Ainda assim, o dilema está posto. Por um lado, precisamos dos outros como do ar que respiramos, por outro, temos medo de desenvolver relacionamentos mais profundos, que nos imobilizem em um mundo em permanente movimento.¹ A Igreja de Cristo tem um papel singular a desempenhar no ambiente cultural da super modernidade, especialmente nos contextos urbanos. Podemos ajudar as pessoas desvinculadas e desorientadas a ser comunidade. E isso pode ser feito ao sermos comunidade do reino para elas e com elas. Quando multiplicou os pães e os peixes (Lc 9.11-17), Jesus nos deixou algumas pistas para isto. Não tanto pela realização do milagre em si, mas por causa da ordem que deu aos discípulos: “Dai-lhes vós de comer”. Vejamos algumas dessas pistas: Sair da zona de conforto No Brasil, segundo dados do senso de 2010, 84% da população vive nas cidades. Isto faz com que o contexto urbano se constitua, predominantemente, no ambiente da missão para nós, com todos os seus riscos e oportunidades. Trata-se de um ambiente cultural que não reconhece fronteiras, o que nos obriga a discernir e assumir a dinâmica e as demandas do nosso tempo. Parte da nossa missão é fazer uma hermenêutica das nossas cidades. Diante disso, “dai-lhes vós de comer” significa pensar as demandas da missão de Deus a partir da lógica e da disponibilidade do Senhor Jesus. Isto implica para nós aprender a abrir mão da zona de conforto para assumir as demandas das pessoas em um ambiente que está em constante mudança. A Igreja do Senhor Jesus é a única organização no mundo que existe, prioritariamente, para quem está do lado de fora. Ser um lugar de refúgio Se quisermos continuar relevantes, precisamos ver as multidões das cidades como um rebanho sem pastor. Precisamos reaprender a molhar os nossos olhos, movidos por compaixão. As cidades venderam o sonho da ampla realização e se tornaram um ambiente da privação. Não basta uma palavra contra a fome, é preciso também multiplicar o pão. A ordem é: “Dai-lhes vós de comer”. Além da fome de pão, há outras fomes em nossas cidades. Há fome de segurança, identidade, sentido, cooperação e ética. Assim, “dai-lhes vós de comer” significa ser comunidade de fé, que está em permanente diálogo com o nosso tempo; comunidade de vida, na qual o compromisso em preservar, restaurar e proclamar a vida, em todos os contextos e em nome do Senhor Jesus, é sua obsessão; comunidade de serviço, na qual as necessidades, as dores e as perplexidades são acolhidas. Ser um agente de humanização Na modernidade, mecanicidade. Na pós-modernidade, virtualidade. Na comunidade do reino, humanidade. Nossas cidades estão cheias de pessoas que perderam o rosto. Quem consegue se inserir no mercado de consumo ganha certa visibilidade. Porém, quem fica à margem se torna massa amorfa. Jesus nos ensina o valor intrínseco do ser humano ao reconhecer o pão como um direito. Se há fome, seja do que for, nossa ação visa não apenas saciar um desejo, um capricho, mas atender um direito. Quando estendemos a mão para saciar a fome de uma criança, não o fazemos por benemerência, mas como comunidade do reino, que reconhece o direito que o ser humano tem ao pão. “Dai-lhes vós de comer” significa ser comunidade do reino -- um lugar para recuperar o significado de se ser humano e se realizar como humano: de dar e receber, crescer e construir humanidade à semelhança de Cristo. O corpo de Cristo é uma das metáforas encontradas nas Escrituras Sagradas para se referir à Igreja. Há tempos a igreja evangélica brasileira está com as mãos e os pés amputados, e tem sido apenas boca. Acredito na igreja como uma comunidade chamada não apenas para falar, mas para compartilhar, amar, ajudar, construir e lidar com questões como pobreza, violência, analfabetismo, abandono, doenças, violência, vazio espiritual. Estas mazelas estão engolindo a vida de muitas pessoas. Precisamos ser uma comunidade de muitos “eus” interdependentes, que são boca, mas também, mãos, pés, ouvidos, olhos e, principalmente, um coração que pulsa no ritmo da graça de Deus.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O amor pregado por Cristo não é uma Utopia


“E o meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei.” João 15:12 É fascinante perceber que Jesus quando ensinava as multidões, acerca da vontade de Deus, o fazia por meio de uma didática simples e acessível; fazia uso do ambiente e das coisas familiares às pessoas, para apresentá-las o Seu evangelho (Mc 4:1-2). Ele representava a própria verdade e realidade daquilo que ensinava. O Senhor ensinava com a autoridade dos céus, pois estava em plena harmonia com o Pai (Mt 7:28-29; Jo 7:45-46). Além de ensinar com singeleza, Ele não tocava em assuntos de complexidades ou questões inatingíveis aos seus ouvintes. Sua linguagem não era catedrática e voltada para os catedráticos, mas para todos (Mc 16:15). O modo como Jesus ensinava não é nada comparável ao que vemos em nossos dias, ou mesmo nas ultimas décadas. Os expositores atuais do evangelho, em sua grande parte o fazem com vaidade, aguardando os aplausos; o fazem com proselitismo, para aumentar o contingente de seus grupos; O fazem confiados em seu intelecto e em suas enciclopédias teológicas. Todos os recursos humanos são recrutados na ausência do Espírito e da dependência a Deus. Apela-se para a boa oratória, a comoção, a psicologia, o humor, e outras coisas mais que não convém nomear... O resultado daquilo que chamamos de pregação do evangelho, é lastimável. O que vemos é a reprodução nos ouvintes daquilo que os expositores são: Uma casa sem fundamentos (2ª Co 4:1 2,5; Cl 2:4, 8; 1ªCo 2:4-6; Fp 1:15-17; Rm 2:21-24; 2ª Co 11:3-4) . Nesse ambiente sequioso, devemos pedir ao Senhor que nos supra por meio do seu autêntico ministério da palavra, que trilha os mesmos passos de nosso amado Mestre que, sem firulas e pirotecnias instruía com simplicidade as sãs palavras. Tudo que Jesus falava tinha sua procedência no Pai, de modo que todas as coisas ditas eram ditas como resultado da comunhão inesgotável na Divindade (Jo 8:28-30). Deus em sua essência é amor. Em amor o Pai enviou o seu Filho, que em sua missão salvífica aqui na terra, nos permeou com seu amor através de sua vida e palavras, e o fez até o ultimo suspiro, quando enfim, consumou sua obra redentora a nosso favor (1ª Jo 4:7-8). O amor Divino não é como o amor humano, que é corrompido, mesquinho e limitado. O amor de Deus é sublime; não há como medi-lo ou esquadrilhá-lo. Daí, percebemos que todo o conteúdo dos ensinamentos de Jesus e das escrituras como um todo, tem como essência intrínseca o amor. Por isso Jesus definiu a vontade do Pai em: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos (Mt 22:34-40). Tudo o que diz respeito à vontade de Deus depende dessa compreensão e, vai além das palavras, é uma questão de vida. Esta vida nós foi concedida na ocasião em que foi derramado em nossos corações o amor de Deus, por seu Espírito que nos foi dado (Rm 5:5). Agora, precisamos por meio do exercício constante de nosso espírito (Na comunhão com Deus, por meio da palavra, da oração e da convivência fraterna) aperfeiçoar o amor de Deus que já temos, para que se expanda e desenvolva, desarticulando todo o efeito da queda em nosso ser. Por meio do fluir constante do amor de Deus em nós, o nosso amor humano será elevado e poderemos, progressivamente, expressá-lo com graciosidade em todos os seguimentos de nossas relações (1ª Jo 4:9-19). Em certa ocasião, o Filho de Deus disse que no final dos tempos o amor se esfriaria de quase todos, por conta do multiplicar da iniquidade que viria. Será que já percebemos que esses dias estão à nossa frente? Olhando para a condição da comunidade cristã, não vemos claramente um esfriamento acontecendo? Devemos levar mais a sério o nosso relacionamento com Deus e com os nossos irmãos. É hora de compromisso, de empenho e de abnegação. Portanto, quando Jesus disse “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, Ele nos deu um mandamento praticável, que nos faria conhecidos pelo mundo como seus seguidores (Jo 13:34-35; Jo 17:20-23; 1ª Jo 3:11, 16-18; 2ª Jo 1:4-6). Em nosso tempo, é também um antídoto contra o esfriamento e a apostasia tão ameaçadores, na noite sombria que se aproxima. Maranata! Ora vem Senhor Jesus! Paz e bem

Qual estrada que sigo ?


Os meios de comunicação estão sempre distorcendo valores, vemos isso através de filmes, novelas, opiniões formadas de alguns apresentadores entre outros, expressarem seus argumentos com voracidade. Jorram em nossa mente a todo instante: “Jamais perdoem o próximo, deem o troco, não se esqueçam da mágoa ou ofensa sofrida. Vinguem-se, planejem sua vingança, deixe aquele mal que lhe causaram crescer e ficar forte dentro de você, e então um dia execute seu intento. Sim, temos o ‘direito’ de vingança”. Mudou-se a estratégia, as formas de se expressar foram repaginadas, o ‘mocinho’ trocou de lugar com o vilão, mas isso foi aos poucos, pra não chocar tanto e espantar os expectadores. Através de uma dramaturgia distorcem tudo, narram a mais linda história de infidelidade, inofensiva e inocente, alguns casos são até engraçados, pra que aceitemos que isso não é errado dependendo da circunstância, defendem que existem exceções e que trair o esposo ou a esposa foi um momento irresistível, foi só um momento e nada mais. Criam um casal tradicional, unidos há anos, mas ignorantes, ruins, incompreensíveis, extremamente rígidos com os filhos, e até violentos. A esposa é amargurada e conformada com o casamento fracassado, o esposo é egoísta e infiel, mas continua o matrimônio pra manter as aparências. Com sua linguagem sedutora somos envolvidos, e se não concordamos ou realizamos o que nos é estimulado, somos omissos, e inconscientemente mesmo que não façamos, nós podemos pensar: “não tem problema, não é tão grave assim, já vi casos de infidelidade e não aconteceu nada, trair faz parte dos tempos modernos, é pra gente que tem um relacionamento aberto e maduro. A elite faz isso, grandes pensadores, personalidades famosas, eles devem estar certos, são pessoas que evoluíram, são intelectuais, vamos seguir o exemplo deles, temos mais é que viver o momento, pois a vida é curta”. Não deposito os conflitos familiares e demais problemas sociais nos meios de comunicação, mas creio que exista sim uma parcela de influência negativa. Vejam o que Isaías 5.20 nos diz: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal, que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!”. Distante de ser uma moralista hipócrita sei também de minhas fraquezas e inclinações ao erro, não estou dizendo pra não assistirem mais nada, mas se conseguirem assistir algo deste gênero e reter algo de bom, então boa sorte, mas vamos ter cuidado com o que está diante de nossos olhos (SALMOS 101.3). Quem nunca ouviu ou leu a frase que se escuta frequentemente e até com orgulho: "Quando sou boa, sou ótima. Quando sou má, sou melhor ainda!" do filme Santa Não Sou de 1933. Puxa, que maravilhosa sabedoria, uma pessoa é bem melhor quando é má, não deveria ser ao contrário? Não deveríamos perdoar as ofensas cometidas contra nós como Jesus nos aconselhou? “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;” (MATEUS 6.14). Ou somos tão perfeitos que não cometemos deslizes? Até Benjamin Franklin afirmou que "O esquecimento mata as injúrias. A vingança multiplica-as. Causar um dano coloca você abaixo do inimigo, vingar-se faz com que você se iguale a ele, perdoá-lo coloca você acima dele". Não seria muita presunção acharmos que nós sendo tão falhos somos mais justos do que Deus? Se Ele é perfeito e nos perdoa, esquecendo-se do que fizemos, porque eu não perdoaria? (SALMOS 130.4; ISAÍAS 44.22; EFÉSIOS 4.32; HEBREUS 8.12). Não posso deixar de falar sobre a influência do poderoso dinheiro, ele é muito bem vindo em nossas vidas, precisamos dele para sobreviver, e quem não o quer? Ele nos traz tantos benefícios, nos concede a oportunidade de possuirmos bens, desfrutar o que desejamos, ele é necessário. Mas sejamos cautelosos, “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 TIMÓTEO 6.10). No dia da morte que proveito terá o dinheiro, ele poderá nos salvar? (SALMOS 19.14; PROVÉRBIOS 1.4; ECLESIASTES 9.10; 1 TIMÓTEO 6.17-19). Sejamos influenciados por Cristo, eu prefiro não seguir os conselhos distorcidos, doentes e equivocados, eu escolho ficar aos pés de Cristo, aprendendo com Ele ainda mais, prefiro ouvir e cumprir os conselhos do Deus Altíssimo que não muda, não é instável, pois Nele não há “[...] mudança nem sombra de variação” (TIAGO 1.17), e a sua Palavra verdadeira subsiste eternamente (ISAÍAS 40:8). Prefiro não me conformar com este mundo (ROMANOS 12.2), (1 PEDRO 2.15), prefiro temer o Senhor, pois me ensinará o caminho que devo escolher (SALMOS 25.12), prefiro seguir o exemplo de Daniel que mesmo saindo o edito real proibindo orações ao Deus eterno, sob ameaça de ser lançado aos leões, foi ousado e preferiu permanecer buscando a face do Deus vivo, triplicando seus períodos de oração (DANIEL 6.7-10). E que escolha maravilhosa foi a de Daniel, e o que você escolhe? Paz e bem

No princípio era ouvir.


“Ouça, Ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor (...) que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.” (Dt 6.4 ss). Para Deus no princípio era a Palavra, o comando, a ordem dada. Para o homem, no entanto, o princípio era a escuta, o ouvir atentamente a Palavra de Deus. Assim como Deus criou tudo o que existe pelo simples comando de sua Palavra, assim também no homem a vida espiritual é criada pelo acolhimento da mesma Palavra de poder que criou o universo. Avivamento e santidade na Igreja são duas realidades que não podem ser, de maneira alguma, produzidas pelo homem. Não há como delegarmos poderes a uma comissão que organize e execute um tempo de avivamento e santidade. Estas coisas se pedem a Deus com fervorosa oração, com tempos de jejum, quebrantamento, confissão e abandono de pecados, busca de santificação, e claro, ouvindo e praticando a Palavra de Deus. Escutar a palavra de Deus é o mesmo que obedecê-la: “Quando tirei do Egito seus antepassados, nada lhes falei, nem lhes ordenei quanto a holocaustos e sacrifícios. Dei-lhes, entretanto, esta ordem: obedeçam-me e eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo.” (Jr 7.22-23) e ainda: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? A obediência é melhor que o sacrifício.” (1 Sm 15.22). Sem esta atitude de escuta e obediência não há como a vida espiritual se realizar e desenvolver em nossa caminhada espiritual, tanto pessoal quanto em comunidade. Para que haja este dinamismo do Espírito animando e santificando a Igreja, não podemos deixar de escutar a Palavra de Deus. Escutá-la na assembleia litúrgica, escutá-la na oração individual e no estudo diligente, escutá-la por meio dos hinos e ainda ressoando nas orações alçadas aos céus. O próprio Senhor Jesus era um homem que dava toda a primazia à Palavra de Deus: “Vocês não o conhecem, mas eu o conheço... mas eu o conheço [ o Pai ] e obedeço à sua palavra” (Jo 8.55). E em outro lugar: “...e digo ao mundo o que dele [ o Pai ] ouvi” (Jo 8.26), “tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido.” (Jo 15.15). Ora, se o próprio Senhor Jesus guardava e obedecia a Palavra de Deus e dela derivava sua autoridade e seu poder para ensinar e também enfrentar e vencer Satanás (Mt 4. 1-11), o que mais seria requerido de cada discípulo? Estas são as instruções de Paulo ao jovem pastor Timóteo: “Aplique-se na leitura, na exortação e no ensino” (1Tm 4.13 CNBB), ou seja, é a assiduidade na leitura e no estudo, na meditação e na escuta atenta da Palavra de Deus que permite ao Espírito Santo falar à Igreja e aplicar em cada coração as bênçãos e as graças de Deus que dá a vida e santifica o seu povo. Comecemos este tempo novo dando primazia à audição da Palavra de Deus. Sejamos afeitos, zelosos, diligentes, interessados, pelo estudo das Escrituras na comunidade e em casa. Convençamo-nos de que: “a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a Palavra de Cristo” (Rm 10.17). Oremos fervorosamente a Deus pedindo a bênção de vermos uma nova primavera de santidade em nossas igrejas: - Santidade nas famílias e nos lares como verdadeiros santuários e escolas de virtudes; - Santidade nos oficiais da igreja, para que sejam como ícones viventes do Cristo servidor do Pai e dos irmãos; - Santidade na vida e no ministério do pastor para que pregue e ensine com a autoridade de que crê e vive o que ensina. Oremos sem cessar para que nossas crianças cresçam amando a santidade de Deus e que nossos jovens e adolescentes se enfeitem com esta mesma santidade para não se deixar corromper pelo mundo. Oremos para que nosso culto tenha uma atmosfera espiritual que nos faça sentir a misteriosa e poderosa presença de Deus quando no reunimos para a adoração pública. Busquemos a Deus com sofreguidão, com ânsias de amor, com deleite na alma e vejamos assim serem realizados os desejos de nossos corações, desejos de paz, de mais vidas salvas e transformadas. Contudo, não haverá zelo pela santidade de Deus, da Igreja ou nossa; não haverá a iniciativa da oração fervorosa e nossos corações não arderão de amor; não teremos paixão pelos perdidos, se, no princípio de tudo, não estiver a escuta e a obediência à Palavra de Deus. Ouçamos o apóstolo Tiago: “Sejam praticantes da Palavra, e não simples ouvintes, enganando-se a si mesmos.” (Tg 1.22). __________ Rev. Luiz Fernando dos Santos já foi monge cisterciense e padre católico. Hoje é pastor-mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP).

sábado, 19 de janeiro de 2013

Porque sofro?


Por que a vida é tão injusta comigo? Trabalhei honestamente a vida inteira, usei bem o pouco dinheiro que ganhei, mas quando penso naqueles que ficaram ricos sem trabalhar, por meios injustos e vivem no bem-bom me pergunto: será que vale a pena ser honesto? Uma viúva chora ao lado do caixão do marido: não é justo! Por que o motorista embriagado não morreu no lugar do meu marido? Ele não fez nada de errado! O que dizer dos homens, mulheres e crianças inocentes que morrem ou ficam mutilados, vitimas de um atentado terrorista? O que dizer às crianças que perderam seus pais para a Aids? Ou aquelas crianças e adolescentes marcadas para morrer como vitimas do narcotráfico? Por que pessoas tão boas perdem a vida de maneira trágica ou de doenças incuráveis? Por que há tantas famílias sofrendo e sendo destruídas pelo alcoolismo e pelas drogas? Por que existe a fome, o ódio, a guerra, a doença e a morte? Por que Deus permite tudo isso, sendo Ele tão bom? Algumas pessoas escolheram negar a existência de Deus, porque não podem imaginar um Deus que permita o sofrimento. Outros acreditam que Deus é bom, mas perdeu o controle da situação do mundo. Mas, existem aqueles que põem toda a sua confiança num Deus sábio que usa o mal para o bem. Creio que Deus permite a dor e o sofrimento para nos alertar sobre o problema do pecado, para nos santificar e nos tornar mais semelhantes a Jesus e sermos solidários com aqueles que sofrem. Imagine um mundo sem dor! Como seria? Sem dores de cabeça, nas costas, na garganta, nos rins... Mas, não podemos esquecer que a dor é um aviso, um sinal de alerta, para nos chamar a atenção que alguma parte do nosso corpo corre perigo ou já está sendo atacada. Sem a dor de estômago não saberemos que uma úlcera está nos corroendo. A dor e o sofrimento da humanidade querem sempre nos alertar de que algo está errado com este mundo, com as criaturas de Deus ou comigo. A dor tem o seu valor de conquista e de vitória. Os treinadores atléticos gostam de usar a frase: "Sem dor, não há vencedor". Embora o sofrimento esteja ligado ao mal e ao pecado, é perigoso explicar e justificar todo sofrimento pela via do pecado. Na verdade, as causas do sofrimento podem ser diversas. O sofrimento pode ser causado pelos vícios contra a moral, dignidade e nossa saúde. As pessoas podem causar sofrimento às outras; o sofrimento pode ser causado por Satanás e seus demônios. Deus permitiu que o demônio infligisse um grande sofrimento a Jó para provar sua fidelidade. Paulo dizia: "para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade" (2ª Cor 12,7). Os amigos de Jó erraram ao julgar que o seu sofrimento era causado por algum pecado oculto. Os discípulos de Jesus erraram ao querer explicar a causa da cegueira pela via do pecado pessoal do cego ou dos seus pais (Jo 9,1-2). O sofrimento tem um sentido pedagógico em nossa vida. Nós sempre aprendemos com o nosso sofrimento e com o sofrimento dos outros. Diante e depois do seu sofrimento, como você passou a encarar a vida? Você se tornou melhor ou mais amargurado? Você cresceu na sua fé ou se afastou de Deus? Você se tornou mais semelhante a Jesus? Tornou-se mais egoísta ou mais solidário? Olhando para o sofrimento de Jesus percebemos que Deus não se afastou e parece que nem aliviou o sofrimento do seu Filho amado, mas enviou um anjo para confortá-lo ( Lc22,43), para dar-lhe forças e não desistir, e enfrentar aquele sofrimento necessário para a salvação da humanidade. Deus amou tanto o mundo que nos deu Jesus, para evitar o pior de todos os sofrimentos: a nossa separação definitiva de Deus. Com a paixão, morte e ressurreição de Jesus, o sofrimento humano ganhou um novo sentido. Acredite: Deus sofre quando você sofre. Ele é um Deus compassivo, de compaixão. Ele sabe por que você está sofrendo. Então, vamos olhar para o sofrimento como uma oportunidade de demonstrar nossa fé no poder de Deus e de glorificá-lo. Talvez ele responda a sua oração e te cure. Mas se Ele não te curar? Nada de se culpar, achando que você não mereça, ou que sua fé não seja suficiente. Ele não curou o Apóstolo Paulo do seu espinho na carne, mesmo orando com fé por três vezes (2ª Cor 12,8-9). Se Deus não te curar e te der a mesma resposta: "Basta a minha graça", diga: Amém! Deus tem razões para permitir nosso sofrimento: O sofrimento desfaz os planos de Satanás (Jó 1-2); dá oportunidade a Deus de ser glorificado em nossa vida (Jo 11,4); nos faz semelhantes a Cristo (Hb 2,10. Fl 3,10-11). O sofrimento produz verdadeira alegria (Mt 5,10ss; At 5,41; Rom 8,18; 2º Cor 4,17; 7,4; 8,2; Col1, 24 Tg 1,2; 1ª Pd 4,12-14) e nos dá recompensas (Mc 10,28-31; 2ª Tm 2,12; 1ª Pd 4,12-19). Paz e bem

A cura através do perdão.


Perdoar significa doar-se, dar o perdão por inteiro e de todo o coração. Perdoar é dar uma nova chance, uma oportunidade para quem caiu poder se levantar e recomeçar. O perdão que cura não é simplesmente fruto do desejo e da vontade, mas de uma decisão tomada de maneira livre e consciente por alguém que resolve colocar um fim no sofrimento causado pelas mágoas e ressentimentos guardados. Perdoar e ser curado não é um ato mágico, mas um processo que exige paciência e perseverança. O perdão é um remédio eficaz que atinge a raiz da mágoa e da culpa que nos faz adoecer. Para que o remédio do perdão chegue até à raiz do problema é necessário mexer na ferida para se chegar à causa mais profunda da mágoa e da culpa e, assim, conseguir perdoar e ser perdoado de todo o coração. Há pessoas que dizem: "eu não quero mais tocar nesse assunto; coloquei uma pedra sobre isso". Na verdade estão com medo de sofrer ao mexer na ferida. Preferem negar a enfrentar o problema. Um dia, Pedro perguntou a Jesus: "Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim?" (Mt 18, 21). A resposta do Mestre foi clara: "setenta vezes sete" (Mt 18, 22), que significa sempre e de todo coração! Mas, até quando? Até o coração ficar livre da mágoa e do ressentimento. Não se trata de esquecer, mas, sim, de lembrar sem sofrer. Quando for possível a reconciliação deve acompanhar o ato de dar ou receber o perdão, embora haja situações em que a reconciliação não seja mais possível. Por exemplo: uma amizade rompida, um casamento desfeito. Mas em qualquer circunstância o perdão é sempre necessário. Por experiência, posso afirmar, sem dúvida, que nós sofremos muito mais pelas conseqüências das culpas, mágoas e ressentimentos guardados, do que pelas ofensas recebidas. Muitos prejuízos podem se recuperados, mas os danos provocados diretamente pela mágoa só podem ser curados através de muita oração e exercícios de perdão. O tratamento e a cura para a mágoa é dar o perdão, é perdoar. É com o perdão ensinado e testemunhado por Jesus que se deve perdoar: "Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem" (Lc 23, 34). Graças a esse perdão conquistado por Jesus na cruz e no Calvário fomos curados, libertos e salvos. Para ser curado é necessário fazer o exercício e a oração do perdão pelo menos por 30 dias. Procure um lugar de silêncio e coloque-se na presença de Deus. Invoque o Espírito Santo... Imagine cada pessoa, viva ou falecida, que você precisa perdoar e reze com fé a oração a seguir, ou outra semelhante: "(o nome da pessoa) em nome de Jesus seja perdoado de todo o meu coração. Assim como eu fui perdoado pelo Senhor Jesus, eu te perdôo, porque você não sabia o que estava fazendo contra mim. Eu te declaro livre de toda culpa que possa estar no seu coração e que ainda faz você sofrer. Eu estou livre de toda mágoa e ressentimento que eu tinha contra você. Ofereço meu abraço de perdão e de reconciliação, e te desejo a paz de Jesus. Amém!" Nós não somos apenas ofendidos, mas ofendemos também. Por isso, quando tomamos consciência dos prejuízos que causamos aos outros, por aquilo que falamos ou fizemos de mal, é necessário pedir e receber o perdão, para sermos curados da culpa, da acusação e da condenação que pesam sobre nós. E, para nos sentirmos perdoados não basta apenas um simples pedido de perdão. Muitas vezes é necessário fazer a reparação do mal causado. Há muitos exemplos de reparação na Bíblia: Zaqueu, chefe dos cobradores de impostos, se arrependeu, pediu perdão e foi perdoado. Mas, para tomar posse da cura que vem do perdão, decidiu fazer reparação: "Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo" (Lc 19, 8). Paz e bem

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Criados para o amor


''Deus disse: 'Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.' Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus; criou o homem e a mulher" (Gênesis 1, 26-27). É interessante perceber que em dois versículos repete­-se por três vezes a mesma decisão divina de "criar o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança"! Mas, o que significa ser imagem e semelhança de Deus? Tenho certeza de que você não está pensando que nós fomos criados à imagem física de Deus, com um rosto igual ao rosto de Deus. Sabemos que Deus é Espírito puríssimo. Ele não tem um corpo físico como o nosso. Como, então, podemos compreender o que é ser imagem e semelhança de Deus? Primeiro precisamos saber "o que Deus é". Essa revelação está na Primeira Carta de São João (4, 8-16): Deus é amor. A definição parece vaga, mas, por ser amor, podemos pensar que Deus é uma família, formada pela Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Pois, observe no texto bíblico, o tempo verbal usado por Deus: façamos. A Igreja acredita que Deus é uno e trino, ou seja, são três pessoas numa só. É o mistério da Santíssima Trindade. Não podemos compreender esse grande mistério, mas podemos experimentá-lo através da fé. Ora, se a Santíssima Trindade, que é Deus, é amor, significa que e eu, você e todos os seres humanos, de todos os tempos, fomos criados à imagem e semelhança desse amor, de Deus. Então nós fomos criados por amor e para o amor! Deus não pode criar nada que não contenha Sua natureza amorosa. Por isso, também fomos criados para sermos amor! Quando declaro essa realidade não estou falando apenas de algo romântico, poético, emocionante. Estou declarando uma das verdades mais importantes, significativas e relevantes da vida do ser humano. Porque, se fomos criados para ser amor, só nos realizaremos na vida, só seremos realmente felizes, se nos realizarmos no amor. Essa é uma verdade fundamental, essencial para a nossa existência humana. Não é difícil compreendê-Ia ou até mesmo comprová-Ia. Alguém pode ser muito rico, mas se não se realizar no amor, não será feliz. Se a riqueza fizesse a felicidade, todos os ricos seriam felizes e os pobres, infelizes. Os bens materiais até podem auxiliar para o bem, para a realização da pessoa. Mas, por si só, não preenchem o coração humano. Não podem comprar a felicidade. São Paulo nos ensina: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, senão tiver amor, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens aos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada valeria! O amor é paciente e bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei adulto (a), eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. Por ora subsistem a fé, a esperança e o amor. Porém, o maior deles é o amor" (I Cor 13). Alguém pode ter muita cultura e títulos universitários, mas pode não ser feliz se não se realizar no amor. Se a cultura gerasse a felicidade, as pessoas cultas seriam felizes e os analfabetos infelizes. Sabemos, porém, que não é essa a realidade. Alguém pode ser famoso, mas não ser feliz. Lembremo-nos de tantos artistas e pessoas da vida pública, desportistas afamados, que não foram ou não são felizes porque não se realizaram no amor. O que realiza o ser humano é o amor e não a glória da fama humana! Alguém pode alcançar lugares de grande poder, pode tornar-se presidente do Brasil, dos EUA, da China, e não ser feliz, se não se realizar no amor. Portanto, se Deus nos criou à Sua imagem e semelhança para sermos amor, só nos realizaremos se, durante a caminhada de nossa vida, nós nos realizarmos no amor. É evidente que os bens materiais, a cultura, o poder e a fama, em certas circunstâncias, podem colaborar para que as pessoas se realizem e sejam felizes! Repito: podem colaborar! Mas a verdadeira fonte da felicidade, da realização, da plenitude do coração humano é o amor. Deus, que nos criou à Sua imagem e semelhança, sabia que, para sermos amor, precisaríamos de um lugar especial para viver esse amor, onde pudéssemos ser amados e também aprender a amar. É exatamente por meio desta troca de amor, por meio deste jogo, de sermos amados e amar, que chegaremos à maturidade do amor. E, quando atingirmos essa maturidade do coração é que nos sentiremos realizados e felizes. Esse lugar especial do amor é a FAMÍLIA. Foi para ser um ninho de amor que Deus a criou. Como Deus também forma uma família, na Trindade, Ele quis que tivéssemos a mesma experiência. E quando alguém tem a felicidade, a graça e a bênção de viver numa família, onde se vive o amor, essa pessoa tem muito mais chances de ser realizada e feliz. Mas, quando, ao contrário, um filho encontra em sua família um lar desajustado, pais separados, casal que briga com frequência, não dialoga e não educa, com certeza esse filho ficará marcado por traumas, recalques, carências afetivas e tantos outros problemas. Por causa desse desamor ele será portador de sofrimentos, de marcas dolorosas, que irão afetar a sua vida e a sua realização pessoal e familiar. E, para formar a família, esse ninho de amor, Deus criou os laços de sangue, que são aquela força existente no íntimo do ser humano, que liga fortemente o coração dos pais ao coração dos filhos, o coração dos filhos ao dos pais e que liga os corações entre os irmãos. Percebam a lógica da sabedoria do amor de Deus! Ele criou os laços de sangue para manter as pessoas unidas, a fim de formar a família para que haja a troca do amor. Portanto, os laços de sangue são uma grande maravilha criada por Deus Pai para o bem do ser humano. Mas é preciso compreender, ainda, que esses laços de sangue devem gerar os laços de amor. Os laços de sangue são um meio para que se criem os laços de amor. Às vezes, infelizmente, existem os laços de sangue, mas não se criaram os laços de amor, porque não houve convivência amorosa entre as pessoas. Existem pais que dão de tudo para os filhos, do bom e do melhor, mas não dão o principal, o essencial, que é o amor. A finalidade dos laços de sangue consiste em formar laços de amor que liguem fortemente as pessoas entre si, na família. Assim, unidas entre si, cada membro da família pode trocar amor, amadurecer no amor, aprender a amar e ser amado, se realizar e ser feliz. Para ser feliz é preciso viver o amor! Sem o amor a vida não tem sentido, exatamente porque fomos criados para o amor. Só o amor preenche, satisfaz e realiza o coração do ser humano. Portanto, o mais importante para você e sua família é, sem dúvida nenhuma, o amor. As outras coisas viram em consequência desse amor. Então, em sua família, não tenha medo de amar e ser amado (a). Por: Cássio Abreu