FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Senhor estara sempre nos avaliando, seja justo em sua alto avaliação.


Permitam-me apresentar-lhes meu ponto de vista, crescemos na maioria em lares que nos ensinam os valores básicos da vida, ética, moral, como respeitar o próximo, não se apoderar de nada que é do outro, não agredir, não proferir palavrões enfim, a lista é longa. Mas vejam, nossos pais nos ensinaram alguns princípios de convivência social e até princípios bíblicos, assim como os educadores nas salas de aula, os líderes religiosos em seus sermões e até lideres governamentais tentam nos moldar através de leis, dentre elas a Constituição Federal. Alguns cumprem outros não, alguns cumprem por medo de serem castigados ou advertidos, ou condenados, mas não quer dizer que acham que é errado, ou pior ainda, não se sentem mal de fazê-lo. Creio que não adianta nada fazermos o que nos é ensinado como correto, e no íntimo não entendermos e concordarmos, e só não cometemos algo contrário aos ensinamentos por medo de punição. Muitos se arriscam, se não os presídios de nosso país não estariam tão exageradamente lotados. Mas me refiro também a outros tipos de presídios, em que mentes ficam encarceradas, tornando-se escravos de si mesmos. Tudo que é imposto causa certo desconforto, então na primeira chance que o individuo tiver em uma situação apropriada, ou seja, numa circunstância em que estará longe de alguém que possa repreendê-lo, ele quebra alguma regra, aceitando uma oferta irresistível, uma proposta lucrativa e promissora, porém indevida. Ele cede, pois seu suposto bom comportamento era só uma casca, fácil de ser rompida, como não tem convicções sólidas é atraído pela oferta que aparentemente o fará bem-sucedido e no oculto comete o ato, pois só o que o impedia de fazê-lo era de ser notado. É perigoso não nos avaliarmos às vezes, vejam Judas, sempre andou na linha, talvez fosse o mais equilibrado dos apóstolos de Cristo, mas num momento de fraqueza e oportunidade, optou pelo momento conveniente, e a traição que cometeu ocultamente, mais tarde tornou-se clara como o dia (Mt 26.14-16; 27.3-4). Por isso insisto em dizer, que temos que nos examinar, pois do que adianta agradar os homens e não a Deus? Podemos realizar algo ocultamente distante de quem poderia nos repreender aqui na terra, mas tenhamos em mente que “[...] nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se” (Mt 10.26). E afinal de contas é impossível ocultar-se dos olhos de Deus que estão em todo lugar contemplando os bons e os maus, nossos caminhos estão perante Ele (Pv 5.51; 15.3), absolutamente tudo está evidente para Ele, visíveis e invisíveis, então não sejamos sábios a nossos próprios olhos, mas temamos ao Senhor e assim nos apartamos do mal (Pv 3.7). Cada vez mais tenho convicção de que a base de qualquer relacionamento é a sinceridade, a verdade, o diálogo sempre, e em especial com o Senhor que nos fez e nos ama tanto. Deus não é indiferente a nós, creio que Ele quer que nos aproximemos Dele para estabelecer uma amizade verdadeira, sem medo, mas com temor, que é bem diferente, pois sentir temor é ter respeito, reverência, consideração e amor por alguém, e quando se ama procura-se agradar e não entristecer. Não vejam Deus como um ser irado e que só quer nos punir, não o distancie, mas aproximem-se, através de Jesus Cristo temos acesso ao trono da graça (Rm 5.1-2), vamos conhecê-lo mais, buscá-lo para que seja íntimo, creem que isto é possível? Entendo que nem nós nos conhecemos, Jeremias 17.9,10 nos diz que o coração nos engana “[...] mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” mais adiante vem à resposta de que o Senhor é o único que esquadrinha o coração, ou seja, Ele examina com atenção e detalhadamente, nos investigando e nos provando para dar a cada um conforme procedemos e conforme o fruto de nossas ações. Crendo Nele ou não, é somente Deus que nos conhece profundamente, de nada adianta cuidarmos somente do exterior, sendo cautelosos do lado de fora, cumprindo as regras na luz do dia pra não ser punido ou por medo de críticas, medo de ser repreendido ou de não ser aceito. O cuidado principal é aqui dentro, e Deus já sabe os segredos de nossos corações (Sl 44.21). É do coração que se originam as coisas más e nos contaminam, em Mateus 15.11,19 está escrito: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. Sejamos cautelosos com a origem de nossos pensamentos, Provérbios 16.30 alerta: “O que fecha os olhos para imaginar coisas ruins, ao cerrar os lábios pratica o mal”, sejamos persistentes buscando auxílio do alto, pois não vamos aguentar a carga sozinhos, foi pra isso que Jesus veio, para nos aliviar (Mt 11.28). Tenhamos a ousadia do Rei Davi que desabafou com o Deus Poderoso pedindo a Ele para que sondasse o seu íntimo para desta forma o guiar e direcionar pelo caminho eterno (Sl 139. 23,24). Paz e bem

Chegou, para me transformar.


Destemida e incansável a Graça tem forçado as grossas e cadeadas portas de meu coração. Como o noivo no poema de Salomão tem estendido sua mão pela fresta da porta insolente, forçando-a até os batentes fraquejarem, as correntes folgarem, e com as pontas dos dedos tocar em minha alma. O que tenho vislumbrado, causado por seu toque, é a beleza onde antes via somente feiura. Pela graça as flores dizem-me olá, meu servo. O vento sopra folhas secas que bailam frente aos meus olhos como se ritimidas por um canção inaudível, celestial. O sol faz-me verter suor como lágrimas de alguém que um dia as derramou, em outra época, quase em uma outra vida. O canto dos pássaros já deixa de ser efêmero, neles escuto a voz da Graça. Ouço-a nas gotas da chuva, no latido dos cães, no soar da fruta madura caindo de seu galho de encontro a terra. Na doce e mágica metamorfose do corpo da mulher que irradia a Graça de seu ventre para o mundo, o espaço, os céus... A Graça arranha meu coração e me põe um sorriso no rosto. Sorrio quando a brisa leva para longe gotas de água que antes umedeciam o lençol no varal, quando um desconhecido me cumprimenta, quando a música soa, o filme roda, o livro é lido. Tentei, admito com certa vergonha, fugir loucamente das mãos da Graça. Fechei-me em meu quarto e no escuro, no toque artificial do vento produzido pelo ventilador, ali ela estava, refrescando minha alma. Quando corri para longe e decidi não ouvir nada além da música em meus fones de ouvido ali estava ela na disposição quase militar de um gari em varrer, amontoar e encher sua pá com areia da sargeta, que poucos se importam, que eu não me importava, ali ela me disse olá. Fui para debaixo de uma árvore longe dos homens e uma folha verde sendo levada por uma valorosa formiga me olhou nos olhos e me disse olá, eu sou a Graça. Ergui uma pedra para enterrar-me e minhocas me acenaram dizendo bem dita seja a Graça. Corri até meus músculos clamarem por paz e nos espasmos que se seguiram pude ouvir como que em código Morse eles gritando-me oi, eu sou a Graça. Para onde olho, o que ouço, o que vejo e leio, ali ela está, a Graça abrindo espaço entre as portas do meu coração, arrombando as trancas da porta de minha alma até que em definitivo possamos ser formalmente apresentados. Sou bem dito em minha pobreza de espírito, pois sendo pobre sempre me faltará a riqueza interior da Graça que almejarei sempre mais. Feliz porque a Graça, profundidade da riqueza como disse um certo Paulo, sempre estará um passo além de mim. E seguirei eternamente em seu encalço, certo de que sua plenitude, para minha surpresa, quando enfim tomá-la por completo, estará, como sempre esteve, no colo de Deus. Paz e bem

Tire seu Cérebro do sofa, faça ele caminhar.



‘’O que busca, encontra’’ diz o versículo. E como não encontrar se isto é uma condição natural do cérebro humano? Preencher os espaços vazios para nos dar ‘’claridade’’ nos momentos de dúvida ou incertezas diante do desconhecido. 

Mas ao buscar, realmente encontramos o que buscamos? Porque de acordo com alguns estudos científicos, nosso cérebro nos mostrará o que queremos ver, já que sempre partirá de um modelo limitado por nossa percepção, ou seja, sobre uma expectativa particular. Assim, em vez de buscar um mundo de possibilidades, busque o que quer, mas consciente disso.

Na verdade, nos acostumamos a esse exercicios de buscar e encotrar. Penso que está aí a decadência de nosso sistema educativo. Vamos à escola para sermos preenchidos de informações, como sacos vázios, que necessitam serem preenchidos e assim, nossa capacidade de maravilharmos e, ou surpreender falece. Literalmente nos matam a vontade de saber, pois se cria um exercício monótono e chato e esse exercicios nos segue por toda a vida.

Esse exercicio de buscar para encontrar em diversas situaçoes hoje em dia, necessita de um giro de 180º, necessista de um novo enfoque: ‘’deixar de buscar para encontrar e começar a buscar para descobrir’’

Encontrar não é o mesmo que descobri. Etimologicamente, encontrar significa ‘’ ir, sair ao encontro’’ e efetivamente isso não é o que fazemos, vamos em busca de algo que já sabemos, pelo menos, conscientemente. Por outra parte, descobrir, etimologicamente quer dizer ‘’ descobrir algo que estava oculto’’. Diante dessa perspectiva,vamos em busca de algo que não conhecemos e isso abre uma infinidade de possibilidades.

Como vê, existe uma grande diferença entre buscar para encontrar, que buscar para descobrir. Nesse enfoque de sua busca é onde mora o resultado. Por exemplo, se você está buscando ‘’encontrar’’ paz, harmonia e felicidade em sua vida, quano os encontra, verá que esses sentimentos são efêmeros e continuará buscando, se tornará um eterno ‘’buscador’’ encontrando-os e se dando conta que sempre está faltando algo a mais. Mas se ‘’descobre a paz, a harmonia e a felicidade essa busca acaba.

A grande maioria das coisas que conhecemos hoje em dia foram descobertas e não encontradas, caso duvide, pergunte a Cristovão Colombo (aquele que ‘’descobriu’’ a América…)

Abramos pois a nossa mente a novas possibilidades, a novas informações, sejamos flexiveis e aceitemos que ainda que não saibamos ou não creamos em algo, isto não quer dizer que algo não exista ou não pode ser possivel. O que busca para encontrar busca no lado de fora, o que busca para descobrir busca do lado de dentro, busca com sua alma. Então, não te limites a encontrar, melhor, abra-se para descobrir, porque assim, reforçará sua essência criadora. Se descobrir que ‘’a mundança é você’’ descobrirá que a vida esta plena de infinitas possibilidades.       Paz e bem

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ser ou não ser Santo ?



Todos nós enfrentamos nossas crises. Todo ser humano passa por crises. Na verdade, a crise nos traz diversas experiências e nos dá a oportunidade de sermos pessoas melhores.

Mas o que é "crise"? podemos definir crise como uma situação de conflito, anormal ou grave. Se crise é definida como uma situação de conflito, podemos também dizer que é a luta interior do homem entre aquilo que ele acha e aquilo que de fato é. Partindo desse princípio, e pautada nas minhas experiências e observações (o que pode ser verdadeiro apenas sob o meu ponto de vista), entendo que uma das crises mais comuns entre os cristãos de hoje, é manter a santidade. A santidade, não é um simples fato de "querer ser santo", o homem não acorda e decide:"hoje vou manter a santidade, ou melhor, hoje vou ser santo, não vou pecar, não vou errar, não vou fazer aquilo que os meus princípios, ou que a palavra diga para não fazer". Ele não consegue isso apenas pautado em uma decisão. A santidade implica em muitos fatores, entre eles, a submissão, a oração e a dedicação a Deus. e como os valores e conceitos mundanos andam na contramão dos conceitos e valores bíblicos, há sempre um choque, uma colisão; e toda colisão gera danos.

Há uma dificuldade, desde a liderança até ao membro comum em conseguir administrar a sua vida espiritual mediante às pressões impostas pela sociedade, pelos seus próximos, pelos seus próprios irmãos ou ovelhas, e principalmente, pelo seu próprio eu. O pluralismo e o relativismo entram como um "aval" para o erro, ou como uma resposta satisfatória que o habilite a agir segundo a sua própria vontade.

Acredito que esta seja uma das maiores dificuldades e geradoras de conflito: "O bem que desejo fazer não faço, o mal que não quero fazer, faço". Vejo que muitos encerram o assunto por aqui, e entram em crise, principalmente porque esquecem: "posso todas as coisas naquele que me fortalece". É a resposta de Deus nos dando a certeza de que somos habilitados a passar por crises e vencê-las, sem corromper nossos princípios.

O apóstolo Paulo diz: "porque no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Sabemos que somos pecadores e que a nossa carne guerreia o tempo inteiro com o nosso espírito, e por isso, devemos buscar a santidade, não como uma decisão (porque se fracassamos na nossa decisão, desfalecemos), mas como consequência de uma ação: a confiança em Jesus que nos santifica e a busca pela comunhão com Ele, ou seja, estar em comum acordo com Ele.
O apóstolo Paulo fecha dizendo: "Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.

Nesse conflito entre a carne e o espírito, muitos cedem a carne, porque não conseguem resistir as pressões do mundo, que relativizam e autenticam tudo. Mas sabemos que em Jesus Cristo encontramos força, conforto, consolo e abrigo para mortificarmos a cada dia o nosso eu. Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!



Paz e bem

E Jesus ?



Um irmão de nossa igreja, ao visitar um shopping próximo, deparou-se com uma bela decoração natalina. Cores, luzes, brilhos, tudo de muito bom gosto, mas percebeu que faltava algo. A principal referência da festa fora esquecida. Nenhuma menção ao Aniversariante. Segundo ele, “a omissão – injustificada - de qualquer imagem relativa ao nascimento de Jesus passa a impressão de que isso não é mais importante, e temos simplesmente mais uma data para comprar e dar presentes”.

Há alguns anos atrás, na cidade de Spokane, em Washington (EUA), em uma circular às famílias dos alunos do ensino fundamental de uma escola pública, a lista de datas mais importantes do ano não incluiu o Natal. “Foi absolutamente um erro de omissão. Na nossa tentativa de não discriminar, esquecemos do óbvio”, declarou o porta-voz da escola.

Tenho reparado que o verdadeiro e único sentido do Natal está sendo gradativamente esquecido e substituído. No lugar de Jesus entra Papai Noel; no lugar do Essencial entra o supérfluo; no lugar do Real e Verdadeiro entra a fantasia; no lugar da mais autêntica alegria entra o álcool e a falsa sensação de prazer; no lugar da doação e do repartir entra o consumismo desenfreado e desregrado; no lugar do amor e da fraternidade entra o egoísmo; no lugar da simplicidade entra o luxo, a vaidade e a ostentação. Sabemos que Cristo veio sem presunção alguma, que nasceu em um lar pobre e sem direito a uma casa decente. Se Jesus nascesse nos dias de hoje, provavelmente sua família seria beneficiada dos tantos auxílios previstos pelo Governo. Se fosse um líder cristão, como tantos que há na mídia, não seria visto nem sequer ouvido. 

Nessa estúpida inversão de valores, as diferenças reprimidas entre as pessoas vêm à tona e os desentendimentos ocorrem, daí aqueles que tem pouco ou nada tem, se acham incapazes de desfrutar da celebração na sua essência e plenitude. Vidas se desgastam, frustrações acontecem e sonhos são desperdiçados.

Creio ser ainda possível recuperarmos o significado desta comemoração tão importante. Neste Natal, não se esqueça de Jesus e deixe-O entrar em seu coração e em seu lar, para fazer neles morada permanente. Neste Natal, compartilhe Jesus, o Salvador, o Cristo, o Senhor. Neste Natal, convide Jesus para sentar à cabeceira da sua mesa e celebre com Ele, a principal razão e o dono da festa.

Paz e bem

O fim de qual mundo ?



Dizem que no próximo dia 21 de dezembro o mundo vai acabar. Esta coluna poderá ser a última escrita por mim! Mas será mesmo isto que acontecerá? Há daqueles que estão “preparados para o fim” até armazenando alimentos e construindo “bunkers” subterrâneos. A exploração na mídia e no cinema aponta para uma expectativa apocalíptica em torno da catástrofe iminente, embora pouco valorizada pela maioria.
 
A possível base para esta datação está no calendário maia que, pretensamente, aponta o ano de 2012 como o fim. No entanto, não há nada mais enganoso! Os maias nunca falaram em “fim do mundo”, mas sobre a conclusão de uma era ou o final de um ciclo, a partir de sua concepção cíclica do tempo, onde os acontecimentos voltam a se repetir. Os maias contavam o tempo de existência do mundo a partir do ano 3114 a. C. no calendário cristão, sendo que um ciclo total se encerraria 5126 anos depois da era inicial. A diferença dá exatamente 2012! O fato é que os maias não falaram nada do que viria depois, isto porque já o sabiam: tudo se repetiria.
 
Eles foram uma civilização extraordinária, misteriosa e complexa que encanta quem a estuda e conhece. Viveram nas regiões da América Central e Caribe, na península do Yucatán no México, em regiões da Guatemala, Belize, Honduras e El Salvador. Desenvolveram a civilização entre 2000 a. C. e 1519 d. C. (data da chegada dos espanhóis na América), possuem cerca de 3.500 anos de história!
 
No século VIII d. C. deu-se o apogeu da sua civilização com a construção de cidades-estado independentes, algumas com cerca de 100 mil habitantes, maiores que as europeias e talvez as maiores do mundo na época. Criaram sistemas urbanos de transportes, redes hidráulicas de captação da água da chuva, a prática de esportes, noções de higiene pública, a ciência da matemática e a escrita sofisticada. Era uma sociedade hierarquizada e dividida em camadas sociais voltadas para funções específicas como a administração pública, a produção e a distribuição de alimentos, a arte e a religião.
 
Junto com a escrita, os maias elaboraram um calendário completo a partir da observação dos astros que determinava a totalidade da vida social. Dois calendários interligados, o Lunar (de 260 dias) e o Cívico (de 18 meses de 20 dias, ou 360 dias), formavam a “Roda Calendárica”. Todas as atividades sociais, políticas, agrárias e religiosas eram definidas por este sistema de datação. O cotidiano e os acontecimentos estavam todos dentro de um possível equilíbrio cósmico a ser alcançado por meio dos sacrifícios às divindades.
 
A história registra, no entanto, o “fim do mundo” maia que se deu com a chegada dos espanhóis, num momento coincidente com a sua decadência civilizacional no séc. XVI. Profecias falavam da chegada de invasores que os dominariam, e, de fato, os espanhóis engendraram um domínio desumano, tal como aconteceu com as nações indígenas brasileiras com a invasão portuguesa. No entanto, os restos e os vestígios materiais, bem como os descendentes destes povos ainda vivem, resistindo há séculos ao processo de aculturação.
 
Existiram mundos que acabaram, mas que não deveriam acabar, enquanto outros não acabaram, mas deveriam. Assim é a história humana na sua ambiguidade e na sua contradição descritas no Apocalipse. Por um lado, a “Babilônia” com seu sistema iníquo e decaído, por outro, a “nova Jerusalém” com sua utopia de justiça e de amor. A narrativa de João afirma a hegemonia da primeira cidade (ordem) na maior parte do tempo, mas a resistência da segunda irromperá sem data previamente marcada, pois nem o Filho, que é o seu Senhor e Rei, sabe.
 
Agostinho se enganou ao tentar conciliar duas cidades, a divina e a humana: a ordem divina absorvendo a ordem humana ou uma ordem humana se impondo misticamente como divina. Tal foi o projeto da igreja romana medieval/moderna que legitimou o genocídio dos maias pelos espanhóis.
 
Aguardamos novos céus e nova terra. Maranata!
 
Fonte:
NAVARRO, Alexandre Guida. “A civilização maia: contextualização historiográfica e arqueológica”. In: Revista HISTÓRIA, São Paulo, 27 (1): 2008.
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Que valor temos para o nosso DEUS. ?


Como é possível avaliar o ser humano? Pelo “berço” em que nasceu? Pela cor de sua pele? Pelo nome de sua família? Pela instrução intelectual que recebeu? Como? Sim, é verdade que antes de pronunciar o nome de alguém que tenha algum título acadêmico ou oficial, é anunciado antes: o presidente, a ministra, o bispo, o médico, o advogado, a doutora, o psiquiatra, a terapeuta, entre outros. Por mera convenção e formalismo assim o fazem. E de fato, merecem esses títulos, pois dedicaram-se, esforçaram-se, aplicaram recursos humanos e materiais e abriram mão de certas coisas pra possuírem este título. E parabéns por isso! Porém, jamais o indivíduo que detém algum título pode subjugar o próximo, intitulando-se mais valioso. Jamais pode ser esquecido a origem das coisas, e de que por mais diferentes que possamos ser em certos aspectos, nós somos iguais. A constituição de 1988, art. 5º menciona que: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]. Entendo, que não seria necessário saber que ‘somos iguais’ somente por que a constituição brasileira afirmou. Mas devemos ter a convicção, de que independente das circunstâncias em que fomos concebidos, somos de igual valor. Um dia todos nós haveremos de prestar contas de nossos feitos nesta terra (RM 14.10). Jamais devemos nos esquecer que antes da nomenclatura acadêmica ou oficial dada a nós, somos criaturas originadas das Mãos de Deus, formadas e construídas com a sua Essência (SL 139). Nós somos a Shekinah, quer dizer que somos a casa, a morada, o templo, a habitação do Altíssimo, Shekinah, significa presença permanente de Deus. “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito santo, que habita em vós, [...]” (1CO 6.19). Não somos constituídos apenas desta estrutura, chamada corpo, mas somos seres espirituais como afirmou o apóstolo Paulo, “E o Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 TS 5.23). Percebe-se nesta sociedade que valoriza-se tantos títulos e posições que o “grande” subjuga o “pequeno”, muitas vezes o “doutor fulano de tal” não olha ou dirige a palavra a pessoa que está abaixo (na hierarquia) dele, pois considera-o insignificante e indigno de atenção. Parece exagero não é? Mas quem estiver lendo esta simples reflexão há de concordar comigo, pois é assim que as coisas funcionam. Claro que existem exceções, mas não são muitas. A bíblia diz que o rico e o pobre foram feitos pelo Senhor (PV 22.2) e que a riqueza granjeia muitos amigos (PV 19.4). Abaixei minha cabeça muitas vezes, e em algumas delas, não tinha coragem nem de olhar nos olhos de alguém “superior” a mim. Nós crescemos aprendendo qual é o nosso “lugar”, e isso fica fixado em nossa mente, até ao ponto de realmente acreditarmos que as coisas são assim. Em uma pregação escutei a frase impactante de que nós até podemos “estar”, mas não “somos”, entenderam? Podemos estar acorrentados e até sem aparente força como Sansão (JZ 16.28), podemos estar machucados e encerrados em uma prisão, como Paulo e Silas (AT 16.23,25-26), mas nós não somos prisioneiros. Nós somos livres, mesmo que queiram nos subjugar, e nos coloquem em uma posição desconfortável, é possível suportar certas afrontas desde que tenhamos em mente que temos um valor inestimável (1CO 2.16), independente do que possam afirmar sobre nós. A nossa esperança, a nossa expectativa supera as adversidades desta vida passageira (SL 90.9-12). Hoje podemos estar no anonimato, imperceptíveis, mais não importa, pois o Deus Poderoso já tem nos sondado desde o início de nossa existência, e se o homem mais poderoso do mundo não sabe quem somos, o GRANDE EU SOU (Êx 3.14), nos chama pelo nome e diz: "[...] Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (IS 43.1). Ele nos conhece antes que fôssemos formados no ventre de nossa mãe (JR 1.5). Não fiquemos mais cabisbaixos perante os homens, o valor de um homem não pode ser medido pelos títulos, bens, tradições, nome, mas o valor está no seu caráter e no que decidimos em nossos corações, que é de servir a Deus sem hipocrisia ou conveniência. Desprendidos de religiosidades, mas sinceros, apaixonados por Deus e dispostos a sacrifícios pra servi-lo em primeiro lugar. Certamente não expressei nesta reflexão tudo aquilo que é necessário, mas você leitor, tem a liberdade de prosseguir este pensamento, não duvide, assim como o Poderoso Deus fez o convite ao profeta Jeremias, Ele também nos convida a clamá-lo, pois nos responderá e anunciará coisas grandes e firmes, que não sabemos (JR 33.3). Você pode se surpreender com seu dom..... Paz e bem.