FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O mistério Litúrgico do Tempo de Natal
No tempo de Natal celebramos o nascimento e a manifestação de Jesus Cristo, luz do mundo, que vem para iluminar as nossas trevas.
Na solenidade do Natal o nascimento do Filho de Deus no meio de nós,”na humildade da natureza humana”e na pobreza da gruta de Belém, nos traz o dom de uma vida nova e divina.
A liturgia do domingo depois do Natal nos lembra que o amor com que Deus Pai amou o mundo- até mandar seu próprio Filho para salvá-lo – manifesta-se e se reflete no amor que deve reinar em toda família cristã.
A oitava do Natal celebra Maria, Mãe de Deus, e ao mesmo tempo glorifica o nome de Jesus; neste nome, que quer dizer “Deus salva”, se resume todo o significado do mistério da Encarnação.
No segundo domingo depois do Natal, tomamos consciência do sentido pleno do mistério da Encarnação: o nascimento do Filho de Deus,que vem viver a condição humana, inaugura o nascimento de todos os homens para a vida de “filhos de Deus” ; esta é a vida que Jesus nos deu no seu Natal.
Na solenidade da Epifania a luz de Cristo brilha e se manifesta aos olhos de todos. Os magos, que seguem o “sinal”da estrela, representam a humanidade inteira, chamada a reunir-se em torno de Jesus na fé.
O domingo depois da Epifania celebra particularmente o Batismo de Jesus: a voz do Pai e a força do Espírito Santo, que descem do céu, o investem oficialmente de sua missão de Salvador, analogamente, cada um de nós, no batismo,se torna participante da mesma missão.
Celebrar a eucaristia neste período de Natal, significa entrar em um novo estilo de vida: a vida dos filhos de Deus e participar sacramentalmente do”admirável comércio” que se realizou na pessoa de Cristo entre a natureza divina e a humana. A assembléia eucarística é sinal da unidade de todos os homens na única fé em Cristo Jesus e na vida nova que dele recebem.
Padre Gian Luigi Morgano
Natal, a festa que suscita esperança
Os meios de comunicação social divulgaram recentemente que “a origem do Universo está muito perto de ser desvendada”. Cientistas da Organização Europeia para Pesquisas Nucleares (Cern) anunciaram a descoberta dos primeiros sinais da existência do bóson de Higgs, apelidado de “partícula de Deus”, por, teoricamente, conferir massa a todas as demais. Depois de tanto tempo, Deus será aposentado? E nós nos preparamos mais uma vez para o Natal! Continuamos a dizer que este é o ano de dois mil e onze, data marcada pelo nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Provavelmente, os cientistas que apelidaram as possíveis e legítimas pesquisas de “partículas de Deus” também vão se encontrar em torno de uma mesa para uma ceia de Natal, ainda que muitos se declarem ateus!
Outras notícias dão conta de possíveis planetas com condições de vida semelhantes às do planeta Terra. E se houver habitantes vivos e mesmo inteligentes ou racionais em outras partes do universo? O que sabemos por revelação de Deus, na história da salvação, com a magnífica expectativa, cultivada nos séculos pelo povo da antiga aliança, ficará comprometido? Deixará Jesus Cristo de ser o Salvador?
A fé cristã não se opõe ao trabalho científico nem se abala diante de suas descobertas. Obviamente não chamará nenhuma delas de partículas de Deus ou de deuses eventuais extraterrestres. Continuaremos sabendo, por revelação do próprio Deus, que Ele é Deus Todo-poderoso e que Sua ação se encontra na mais ínfima ou na mais alta de todas as forças da natureza! Mais ainda: tendo-nos criado por amor, enviou Seu Filho unigênito, que veio entre nós, nascido de uma mulher. Veio entre os pobres e simples, assumiu nossa vida, morreu e ressuscitou – bendita fé que suscita esperança! – prometeu e enviou o Espírito Santo e um dia há de voltar em Sua glória. O Eterno veio habitar entre nós! A lição do presépio de Belém continuará atraindo e provocando a liberdade humana a se inclinar diante do mistério, que não quer se impor por provas científicas, mas se oferece amorosamente, para que a humanidade encontre seu sentido de vida. Ele continuará percorrendo nossas estradas, simplesmente amor, do tamanho da eternidade!
Uma das orações que a Igreja põe em nossos lábios no Natal dá conta de que Deus criou admiravelmente o ser humano e mais admiravelmente restabeleceu a sua dignidade. A Ele pedimos participar da divindade de Seu Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade. Na mesma comemoração do Natal cristão, pedimos que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado, resplandeça em nossas obras o que pela fé brilha em nossos corações. A infinita condescendência de Deus não deu apenas um “chute inicial” na grande partida da criação, mas se envolve com aquilo que é nosso, porque a Ele pertencemos e para Ele caminhamos! Seu amor se fez história, participou de todas as vicissitudes humanas, teve paciência para acompanhar um povo de cabeça dura (Cf. Ex 34, 9). Ele preparou com carinho a plenitude dos tempos, que desceu do céu, não numa nave envolvida em esplendores e raios, mas na simplicidade de uma família, tão humana quanto extraordinária!
O Natal é acontecimento que suscita e exige participação! Acorramos a Belém com a aparente ingenuidade dos pastores que cuidavam de rebanhos e com com a sadia inquietação dos sábios ou magos de chegaram de longe, pesquisando o movimento das estrelas! Estes eram “cientistas” daquele tempo e os rastros da ação de Deus não os deixaram indiferentes. Vamos a Belém com as muitas crises pessoais, ou levemos as crises políticas ou econômicas do tempo em que vivemos, tão necessitado da gratuidade da “Casa do Pão”. Deixemos que sua paz tão desarmada converta os corações violentos de nossas encruzilhadas. Sua presença aproxime os inimigos, abra sorrisos nos rostos raivosos, ensine a valorizar os que nos são diferentes ou contrários!
A nós cabe a tarefa de contribuir para que ninguém tenha medo de Jesus Cristo. Sejamos votos vivos de feliz Natal para todos, abrindo espaço para que Jesus Cristo entre em todas as casas e em todos os corações. Sabendo amar a todos, não teremos medo de qualquer situação humana, por mais desafiadora que seja. Este é o Natal cristão, de Jesus Cristo acolhido, amado e seguido! Feliz, verdadeiro e Santo Natal do ano de dois mil e onze do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA
domingo, 25 de novembro de 2012
É morrendo que ressurgiremos para vida.
Ser cristão em todos os tempos da história nunca foi tarefa fácil! Uma das afirmações mais contundentes de Jesus nos Evangelhos é esta: "Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto" (Jo 12,24). Portanto, de acordo com Jesus, é preciso morrer!
Mas alguém poderia indagar: "Mas Jesus não prometeu vida abundante?" Sim. Mas não antes da morte! Jesus ensinou que, no seu Reino, os valores são invertidos. Observe suas palavras: “Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará” (Mt 10,39). Sendo assim, todo aquele que deseja tornar-se cristão, deve está consciente desta verdade: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 16,23). No dizer de Jesus, ao sermos desafiados a segui-lo, temos que está preparados para o pior: para a anulação dos nossos desejos e vontades, a negação do “EU” e entrega de nossa vida à morte cada dia em posse da cruz. Isto é ser cristão. O resto é conveniência religiosa.
Os primeiros seguidores de Jesus e tantos outros no decorrer da história entenderam muito bem a mensagem. Anularam as suas vidas, abandonaram os prazeres e lucros mundanos, entregaram-se em sacrifícios os mais cruéis possíveis e marcaram o mundo com testemunhos autênticos, dignos de uma fé verdadeira e de um compromisso incondicional com o Senhorio de Jesus Cristo, razão maior de seu amor sacrificial. Eles, homens e mulheres que abraçaram com fervor o discipulado do Mestre, que apreciaram o seu ensino, que foram profundamente tocados por sua palavra e que se empenharam pelos ideais do seu Reino, entenderam o sentido da expressão "testemunha" de Jesus. Palavra de origem grega (mártys), que conhecemos como "mártir", indica aquele que está disposto a defender uma verdade mesmo que isto lhe custe a própria vida. Nesta concepção, "morrer" para os discípulos de Jesus não era algo ilógico. Eles defenderam a "Verdade". Defederam como verdadeiras testemunhas do que a própria "Verdade" pôde comunicar a eles. Eles o fizeram de tal maneira que por ela morreram, assegurando que Jesus Cristo é o Senhor.
Aceitar uma mensagem de morte não é fácil, pois muitas vezes somos levados a crer que ser cristão é sinônimo de prosperidade, de bem-estar, de vida sossegada e de sucesso a todo custo. A "verdade" que muitos hoje defendem não tem muito a ver com o caráter de Jesus no Evangelho. Forjamos a nossa própria verdade, que nos satisfaz, acomoda e que provoca em nós um estado de saciedade imediata. Mas só se engana com isso, quem fecha os olhos para a Bíblia. Jesus sempre foi verdadeiro em tudo o que afirmou, e os que o seguiram em verdade, experimentaram o preço do desafio.
Paulo foi um dos que pagaram o alto preço da entrega. Ele afirmou: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). É preciso morrer! E, quem viveu a experiência da morte, pode nos orientar na Palavra: “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria, (...) ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar” (Cl 3,5.8). Agora veja a razão: “Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). Veja o resultado disso: “Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória” (Cl 3,4). Vale a pena morrer!
Se somos o trigo da seara do Mestre, precisamos morrer urgentemente para que a vida dê muito fruto. Jesus não quer que sua valiosa semente, que somos nós, se perca sem finalidades eternas. Ele quer aproveitá-la em sua colheita que está próxima. Morramos nEle, germinemos nEle, vivamos nEle, demos frutos nEle.
Paz e bem
Sou Cristão do Repartir ?
Eu ajudo, tu ajudas, ele ajuda, nós ajudamos, vós ajudais e eles ajudam. Uma cooperação total precisa ser evidente a todos aqueles que se dizem Cristãos! Não estaria este sendo um discurso muito radical? Será que eu já não faço o bastante? Sou dizimista fiel e as minhas ofertas já não tem sido poucas, o que mais vocês querem de mim? Eu quase não tenho tempo pra nada! Meu tempo já está totalmente comprometido! Eu procuro fazer a minha parte! E você, o que tem feito? Muitos são os questionamentos e os argumentos propostos por nós. Estamos realmente comprometidos com Deus pelo simples fato de ir a igreja? Estamos comprometidos com Jesus ao se fazer presente em todas as reuniões? Estamos comprometidos com o Reino de Deus a medida que se faz presente em nós o rótulo eclesiástico de Cristão, diácono, Sacerdote, bispo, apóstolo, pai-apóstolo, patriarca ou sei lá mais o que se tem almejado?
Reparte comigo tem sido o clamor daqueles que estão do lado de fora. Daqueles que não possuem a oportunidade de exibir as suas mais sinceras vontades de estampar o figurino da moda e suas ostentações. Reparte comigo tem sido o gemido daqueles que passam fome, sede e frio. Reparte comigo tem sido o clamor das cracolândias que devastam as comunidades ao lado das nossas igrejas. Reparte comigo tem sido o clamor ignorado por nós que podemos todas as coisas Naquele que nos fortalece. Reparte comigo, grita o menino jogado no barraco da comunidade sem saber o que vai comer pois seu pai já morrera com um tiro de bala perdida e sua mãe está vendendo o corpo em troca de uma mísera pedra de crack para satisfação de um vício invencível e passageiro que consome corpo, alma e espírito. Reparte comigo, é o clamor de quem já não encontra no governo, na sociedade e nas igrejas uma mão estendida para que se possa alcançar algum tipo de ajuda. Reparte comigo presidenta, reparte comigo senhor governador, reparte comigo, senhor prefeito, reparte comigo Sacertote, reparte comigo meu irmão, reparte comigo…
Tomara Deus o reparte comigo possa encontrar contemporâneos como Madre Tereza, que decidira aceitar o chamado se disponibilizando como um simples lápis nas mãos de Deus, mesmo sem recursos, disposta a ser instrumento de uma nova história na vida dos mais pobres dos pobres. Reparte comigo é o clamor daqueles a quem JESUS se esconde em seus disfarces mais sórdidos, imundos e negligenciados. Reparte comigo, daquilo o que Jesus tem feito chegar as suas mãos. Reparte comigo a sinceridade do uso dos recursos que possam chegar ao propósito destinado por Deus. Reparte comigo um estilo de vida menos gorduroso, para que chegue até nós as migalhas que caem das mesa dos ricos. Reparte comigo, pelo amor de Deus Reparte comigo!
O agonizante grito do reparte comigo está aos poucos perdendo volume, chegando ao ponto de não conseguir mais definitivamente ser ouvido. Precisamos refletir como sal da terra e luz do mundo, se prestamos para temperar ou iluminar mais alguma coisa. Precisamos saber se é verdadeiro ou equivocado o rótulo de sermos chamados cristãos. Precisamos saber se sentados nos gabinetes das Dioceses, ou do luxuoso gabinete, ou nos faraônicos templos climatizados, ou dos bancos das igrejas, temos conseguido ouvir o reparte comigo…
Reparte comigo fora uma das máximas de Jesus, que fora repartido na cruz do calvário, por amor de todos os homens, procurando dar o exemplo de não se poupar por amor incondicional, obediência e temor ao Pai que insiste em nos amar acima das nossas omissões. Reparte comigo, diz Jesus, compartilhando de pães e peixes nas mãos dos discípulos, alimentando a fome de milhares de pessoas. Reparte comigo diz Jesus, os dons ministeriais para que possamos alcançar juntos a vida de todos os que clamam. Reparte comigo, nos convida Jesus, a continuar relembrando de forma prática e constante o memorial do partir do pão e tomar do cálice. Reparte comigo é o grito de Cristo por traz do seu disfarce mais sórdido, na vida daqueles que estão do lado de fora. Reparte comigo é a negligência daquele que está sendo usado por Deus para escrever estas fortes palavras, que se traduzem na realidade que insiste em ser ignorada por nós.
Reparte comigo….
A Paz de Cristo
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Como sobreviver ao Ministério ?
O ministério pastoral, tal qual o temos hoje, é uma atividade sobre-humana.
Espera-se dos pastores o que nem Deus, nem a Bíblia exige. Os ministros de Deus nos primeiros séculos da era cristã, sabiam exatamente o que se esperava deles e compreendiam que, servir à Deus pelo dom pastoral, não era uma carga, mas um privilégio. Com o passar dos anos, a igreja sofreu inumeráveis transformações, institucionalizou-se e acabou profissionalizando o "improfissionalizável" . Hoje, os Sacerdotes precisam ser empreendedores, administradores, cantores, músicos, conselheiros, visitadores, pregadores, professores, psicólogos, conhecedores de informática, engenheiros e (pasmem), bons comerciantes (!).
Além disso, se o Sacerdote anda bem arrumado, logo dizem: "tá ganhando muito". Se anda de modo simples, dizem: "sinto vergonha do meu Sacerdote". Se é inteligente, é carnal. Se ora muito, é mistico. Se ora pouco, é vagabundo. Se vê TV, é por que está ocioso. Se não assiste TV, é desinformado. Se o sermão foi curto, é porque não estudou. Se for longo, foi chato. Se fica à porta para cumprimentar, é inconveniente.
Se não fica, não tem interesse pelas ovelhas. Se prega sobre santidade, é muito exigente. Se não prega sobre santidade, é mundano. Além disso tudo, realizam batismos, funerais, casamentos, festas de 15 anos, bodas de prata e ouro, apresentação infantil, etc.
Sacerdotes queridos: o que fazer? A resposta talvez seja mais simples do que possamos imaginar.
1) Sacerdotes são seres humanos, limitados, e dependentes da graça de Deus. Jamais devem assumir diante da igreja o que não são e nunca serão.
2) Sacerdotes, antes de serem pastores, são cristãos. A identidade de filho de Deus deve ser fomentada diariamente pela meditação e oração.
3) Pastorear é influenciar e não determinar, dirigir, intervir, fazer no lugar dê, e coisas do tipo.
4) Pastorear é prestar contas à Deus em primeiro lugar. Ser servo de Deus e não de pessoas, muitas vezes mimadas, manhosas, carnais e até demonizadas.
5) Pastorear é ficar na presença de Deus o suficiente para poder falar em nome dele na hora certa e da forma certa.
6) Pastorear é apaixonar-se pelas Escrituras e crescer continuamente no conhecimento das mesmas e fazer notório a todos este desenvolvimento espiritual.
7) Pastorear é viver uma vida normal: comer , beber e dormir o suficiente. Observar o momento de lazer, de férias, de estar com a família e de cultivar hábitos saudáveis de relacionamento com amigos, cristãos e não cristãos, vivendo de modo íntegro entregando sua reputação ao Senhor.
Desta forma, sobreviveremos no ministério - sob críticas muitas vezes, sob aplausos, outras tantas. E o que fizeram com Cristo, farão conosco também: cruz.
Mar aberto.
Bom proveito!
Salomão e “Salomoa”
“Salomoa” não é a mulher de Salomão. Porém, ela pensa como ele. Depois de muitos anos de vivência e de consumismo, ambos chegaram à desoladora conclusão de que a vida é um eterno correr atrás do vento. A confissão de Salomão está no penúltimo livro poético do Antigo Testamento, chamado Eclesiastes. A confissão de “Salomoa” está no artigo “Se eu pudesse”, publicado na “Folha de São Paulo” do dia 1° de agosto de 2012 e assinado pela jornalista e escritora Danuza Leão.
Esta é a confissão de Salomão: “A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e, afinal, que vantagem leva em tudo isso?”; “Quando pensei em todas as coisas que havia feito e no trabalho que tinha tido para conseguir fazê-las, compreendi que tudo aquilo era ilusão, não tinha nenhum proveito”; “Tudo o que eu tinha e que havia conseguido com o meu trabalho não valia nada para mim”; “Nós trabalhamos e nos preocupamos a vida toda, e o que é que ganhamos com isso?”; “É melhor ter pouco numa das mãos, com paz de espírito, do que estar sempre com as duas mãos cheias de trabalho, tentando pegar o vento”; “É muito melhor ficar satisfeito com o que se tem do que estar sempre querendo mais” (Ec 1.3; 2.11, 18, 22; 4.6; 6.9).
Esta é a confissão de “Salomoa”: “Se eu pudesse, me desfaria de muitas coisas, da minha casa e de quase todas as roupas. Afinal, quem precisa de mais do que dois pares de sapatos, dois “jeans”, quatro camisetas e dois suéteres, sobretudo quando anda pensando em mudar de vida? [...]. Se eu pudesse, rasgava os talões de cheques, cortava os cartões de crédito com uma tesoura, fazia uma linda fogueira com os casacos de pele e ia saber como é que vivem os que não têm, nunca tiveram e nunca vão ter nada disso. Eu aproveitaria o embalo para cortar os fios dos telefones, jogar o celular na tela da televisão e o computador pela janela [...]. E jogava na lata de lixo meus lençóis, meus travesseiros de pluma, meu cobertor e engolia minhas pestanas postiças, só para aprender que a vida não é só isso. Se eu pudesse, esquecia o meu nome, o meu passado e a minha história e ia ser ninguém. Ninguém”.
Entre Salomão e “Salomoa” -- quase três milênios --, muitos homens e muitas mulheres morreram correndo a vida inteira atrás do vento. Um bando de infelizes que errou o caminho da realidade e da realização. Foram iludidos pelo apreço demasiado pelo ter e pelo desapreço exagerado pelo ser. Caíram na cilada do consumismo, não sabendo ou esquecendo as palavras de Jesus: “A verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas” (Lc 12.15).
Hoje a situação é mais difícil do que à época de Salomão, por causa do círculo vicioso do capitalismo (para haver lucro é preciso vender, para vender é preciso gastar e para gastar é preciso trabalhar e trabalhar...) e da máquina da propaganda, que nos incentiva a adquirir o que já temos em quantidade suficiente.1 Há um perfeito entrosamento entre o nosso desejo descontrolado de posse e a abundância de ofertas. Caímos todos juntos na ilusão do ter, sem o conhecimento ou a certeza de que isso nada mais é do que correr atrás do vento. Muitas vezes a religião, em vez de barrar, reforça a ilusão, pois ela também entra no mercado e ainda prega a atraente teologia da prosperidade.
Tudo isso acontece mesmo quando somos advertidos, não só pelo evangelho, mas também por estudiosos do assunto, como um dos pensadores mais influentes de nosso tempo, o polonês Zygmunt Bauman. No livro “A Arte da Vida” (Zahar, 2009), o professor emérito das universidades de Varsóvia e de Leeds afirma que, para a massa, “atingir a felicidade significa a aquisição de coisas que outras pessoas não têm chance nem perspectivas de adquirir, [pois] a felicidade exige que se pareça estar à frente dos competidores”.
O sonho de quem já é dono de uma boa casa ou apartamento é comprar o apartamento que tem “seis vagas por unidade, sendo uma delas no próprio andar do apartamento, acessada por elevador de veículos”.
Será que alguém dará importância às confissões de Salomão e “Salomoa” (Danuza Leão)?
Nota
1. 360 milhões de brasileiros passam anualmente pelos 430 templos de consumismo (“shoppings”) no país, movimentando 108 bilhões de reais.
Por: Eben Cesar
domingo, 18 de novembro de 2012
Sem questionar, ser obediente.
Diligência ao cumprir à vontade de Deus é um ato de sabedoria e amor para com o Reino e para o nosso próprio bem. A obediência tem que ser bem observada para que seja cumprida na íntegra, por completa. Temos no livro de I Reis 13 o caso de um homem de Deus, não citado o nome, que não obedeceu integralmente à ordem específica de levar uma mensagem de repreensão ao rei Jeroboão. O foco central da mensagem foi cumprido, mas ele pecou nos detalhes finais. Obediência parcial não é obediência. Aqui é chamada de rebeldia, e as conseqüências são desastrosas para aqueles que desdenham das minúcias. Eis uma forte lição dessa triste história de um anônimo e displicente servo do Senhor.
A nação de Israel acaba de ser dividida, ao sul, Judá, reinando Roboão, ao norte Jeroboão. O povo ir adorar em Jerusalém se torna um perigo à hegemonia de Jeroboão que logo cria centros de adoração a ídolos. A mensagem que foi levada pelo profeta desconhecido era: “Um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimaram sobre ti o incenso, e ossos humanos se queimarão sobre ti” - v. 2. Logo o rei, enfurecido, estendeu a mão sobre o altar dando ordens para pegá-lo, e sua mão se secou e o altar fendeu-se. Desesperado, pediu ao homem de Deus que orasse para que restituísse sua mão e ele assim o fez e Deus o ouviu. Na sua sagacidade o rei o convidou para um banquete e o homem negou, sendo advertido previamente por Deus: “Não comerás pão, nem beberás água, nem voltarás pelo mesmo caminho por onde fostes”. Rapidamente parece estar resolvida a missão. Até aí tudo perfeito. Parece ter cumprido cabalmente e com muita audácia sua ordem de encarar um corrupto rei. Esse evento poderia ter-se findado aí, mas a missão só acabava com o retorno até Judá e por outro caminho.
Surge na história agora outro anônimo, o “Profeta Velho”, que logo sabendo do ocorrido vai procurar o homem de Deus, e o encontra assentado debaixo de um carvalho. Este é o primeiro erro do nosso profeta “novo”: Parou no retorno da missão a fim de folgar. O texto não fala, mas conjecturando, porque parou? Estaria ele como Jonas depois de sua missão, insatisfeito? Ficou ponderando o convite do rei? Não voltaria para Judá? Achou que já estava de bom tamanho seu feito? Queria a glória para si e deixar de ser um anônimo? São muitas as possibilidades. Uma coisa é certa, ele fez como Davi quando tirou um tempo de folga no momento errado. Esse profeta velho entra em cena para o teste final do homem de Deus.
Às vezes somos intrépidos para enfrentar os poderosos, os corruptos, os ímpios, mas quando chega aquele nosso “igual”, um profeta, um irmão, ou, no caso de nosso texto, um religioso experiente, barganhamos a nossa incumbência por água e comida, lentilhas, e tememos o homem. Isso foi o que aconteceu com o nosso homem de Deus. Aceitou o convite e foi comer e beber na casa do profeta velho, um homem sagaz e mentiroso, igual ou pior que Jeroboão, que disse que foi o próprio Deus que o enviou. Usando de malícia desviou o profeta de sua missão. Temos que respeitar os anciões da fé, mas nem por isso deixar de observar na íntegra o que Deus nos orienta. Bom é o exemplo de Pedro: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” - At 5: 29. Não temer a políticos nem a religiosos.
O homem de Deus parou e aceitou o convite de água e pão. Temeu o profeta velho. Rebelou-se. Foi embora, e no caminho um leão o matou. Diz o texto que transeuntes viram o corpo estendido no chão, o leão e o jumento ao lado. Quando o profeta velho soube logo foi e contemplou a triste e irônica fotografia: O anônimo morto prematuramente estendido no caminho com muita estrada a percorrer a serviço de Deus; um leão que já não estava mais ao derredor, Satanás, mas que foi autorizado a matar o profeta; e o jumento, que fora da lógica, não foi despedaçado, mas estava perdido, ao lado do leão, sem saber a quem servir. Que essa imagem possa ser arquivada em nossa mente como o resumo dessa história e nos sirva de alerta ao nosso chamado.
Pequenos detalhes das ordens de Deus não executados podem trazer o fracasso à missão e até mesmo ceifar a nossa vida e serviço. Quando Deus fala sobre detalhes é porque Ele sabe de todas as possibilidades. Principalmente àqueles que são novos na caminhada, fica a lição: cumprir à risca às ordens do Senhor e não temer homens. Era só voltar para Judá por outro caminho, sem interrupção. Temos que ser diligentes, atentos, rápidos, tementes a Deus. Simples e prudentes. Tchau! Fui! Resolvido. Terminada a missão. Não olhe para direita ou esquerda, nem para trás, mas siga olhando para o alto, para cruz de Cristo.
Paz e bem.
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