FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Amadurecimento espiritual e humano.
A palavra maturidade vem do latim: maturus: que chegou a ser em tempo determinado.
No dicionário da Língua Portuguesa: maturidade significa: Estado das pessoas ou das coisas que atingiram completo desenvolvimento. Anselm Grün inicia seu livro afirmando que maduro é aquele que chegou a ser aquilo que deve ser e quer ser, de acordo com sua determinação e sua essência; Escolhemos crescer ou não crescer. Por isso cada um tem seu tempo, vive entre o Chronos e o Kairós, procurando tornar visível o que existe dentro dele em “termos de possibilidades e capacidades”; isto se dar quando percebemos em nós ou no outro os florescimentos e frutos. Talvez uma das grandes dificuldades que encontramos na vida religiosa seja de não perceber a graça do tempo oportuno. “Tudo tem seu tempo e há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu!” (Eclesiastes 3, 1ss). “a maturidade se mostra quando temos a capacidade de lhe dar com os nossos problemas e com os dos outros”; quando existe a capacidade de se relacionar bem no trabalho, ter espírito de cooperação e trabalhar em equipe, de contribuir , de fazer críticas construtivas, de aceitar as críticas do outro, de obedecer e se adaptar a novas situações.
“Decisivo para a maturidade de uma pessoa é que ela tenha se reconciliado com a vida e que seja capaz de dizer sim a si mesma, do jeito como é”, procurando ajustar o tempo cronológico com o tempo psicológico (psicoafetivo). Características da maturidade humana são “serenidade, paz interior, vivacidade e abertura, fecundidade (capacidade de produção) e criatividade”. Se compararmos a vida religiosa ou mesmo o religioso com uma árvore que tem por natureza a capacidade de produzir frutos e não produz devido a sua esterilidade estaríamos indo contra a nossa própria vocação. Os frutos que produzimos devem alimentar nossa comunidade, frutos de uma vinha que no tempo oportuno produz o bom vinho para alegrar os convivas e animá-los a fazer parte de nossa família e nossa história. Em Lc 13:6-9 o Evangelho nos apresenta a seguinte parábola para ilustra a paciência do agricultor. E dizia esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando, disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar. O Salmo 1,3 também nos lembra: "Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará". Ocupar a terra inultimente significa cumprir sua vocação até determinado momento, ser árvore, porém, depois, não ter a capacidade de gerar frutos.
Por isso, amadurecer no sentido espiritual “significa que cada pessoa leve à plenitude aquela imagem singular que Deus fez dela, que realize seu próprio ser, que encontre a forma a ela destinada por Deus”. Romano Guardini (sacerdote e escritor) disse certa vez que cada pessoa é uma palavra proferida por Deus apenas sobre esta pessoa singular e nossa tarefa consiste em torna perceptível neste mundo esta palavra singular de Deus que se tornou carne dentro de nós. No princípio Deus proferiu a palavra “faça-se” e a luz se fez; proferiu palavras escritas em pedras, mas para serem gravadas no coração (“Esta é a aliança que vou concluir com a casa de Israel: porei minhas leis em suas mentes e as imprimirei nos seus corações”. Hb 8,10); todas suas palavras indicavam ações. Provocou seus eleitos a provocar seu povo eleito; exigiu fidelidade e maturidade; manteve firme em sua Aliança até encontrar a Filha de Sião, filha capaz de assumir um projeto de salvação no qual exigia discernimento, escuta e maturidade. Maria proferiu seu FIAT e o verbo se fez carne. Assim, homens e mulheres, levaram à plenitude a imagem singular de Deus dando forma ao amor que até então esta adormecido em tábuas, faixas, altares e um simples cumprimento da lei. O Amor despertou, pois a humanidade começou a escutar a voz de Deus na voz de seu Filho (Dabhar). No princípio era a palavra (logos) e a palavra estava com Deus e a palavra era Deus (Jo 1,1). O Vocábulo palavra (logos) é empregado pelo evangelista João como um título de Cristo, um título no sentido mais vasto e mais profundo. Esta expressão logos (grego) é usada para traduzir o vocábulo hebraico Dabhar, que quando traduzida por “palavra” significa som compreensível. “somente através da voz de Deus em meu interior posso reconhecer a imagem que Deus fez de mim”. Escutar é algo precioso e está na raiz de nossa história. Sem a escuta não há discernimento, sem discernimento não há maturidade espiritual. O que foi preciso para que Francisco de Assis proferisse as palavras: “É isto que eu quero! É isto que eu procuro! É isto que eu desejo de todo coração!” (1 Cel 9,22). Foi necessário passar pelo processo da liberdade e da escuta. Nele havia um forte potencial, um coração vibrante e um desejo grande de viver.
Francisco buscou ideais que não envelhecem porque estes são necessários a todo coração humano: A liberdade e o amor livre. Nas grutas, nos lugares ermos e nos altos montes, entre Assis, Úmbria, Perugia, Gubbio, Greccio... Francisco aprendeu a escutar. A voz de Deus veio ao seu encontro no tormento da dor em uma prisão, nos dias intermináveis em um leito adoentado, escutando a sua voz interior, as vozes que sussurravam ao seu redor na expectativa de seu despertar (sua mãe, seu pai e seus amigos), e em meio a sentimentos e pensamentos, paixões e necessidades, Francisco desperta para um novo mundo. No balido (som emitido pelas ovelhas e cordeiros) de um sino de leproso em uma estrada única, sem desvios, Francisco experimenta um Deus que vai além das Catedrais, da palavra da Bíblia e da liturgia solene, pela realidade de seu corpo, palpável, verdadeiro, humano, em sua alma e no Espírito de Deus, em um abraço único, mas capaz de fazer florescer em sua vida um novo homem. Francisco encontra-se no ápice de sua maturidade espiritual. Anselm Grün chama este processo de espiritualidade “desde baixo”, ou seja, temporal em busca com uma espiritualidade “desde o alto”, ou seja, Transcendental. A maturidade espiritual permitiu-nos ligar o céu e a terra. Este processo não se faz em um único passo, mas são passos lentos, muitas vezes ha retrocesso. É preciso primeiro cair por terra, pois todos somos sementes, e esperar o tempo de morrer para nascer, pois sem a morte não há uma nova vida. Aparentemente, Francisco, árvore pequena e frágil que foi não se deixou minguar pelos obstáculos de seu crescimento. Sua folhagem e seu tronco poderiam até demonstrar ausência de grande vitalidade, mas suas raízes eram profundas, e nenhuma ventania , inverno ou árduo tempo de escassez o impediu de dar frutos necessários para alimentar a vinha que crescera à sua volta, os irmãos que dia após dia se ajuntavam, crescendo , florescendo e amadurecendo. Seu grande desafio foi ensinar aos seus irmãos a fazer um caminho de amadurecimento. Não basta somente dar sombra é preciso dar fruto.
A fraternidade deve efetivamente produzir frutos que sejam curadores. Mas, com certa frequência descobrimos que alguns irmãos ou nós mesmos somos apenas sombras ou folhas ao vento. Devemos esperar o tempo de Deus. O sabor do melhor fruto é aquele que no momento certo convida a ser colhido e degustado. A terra no seu silêncio acolhe a semente. Entre Terra e semente há um som compreensível assim como entre o humano e Deus também há de ser. Recordemos que “maduro é aquele que chegou a ser aquilo que deve ser e quer ser, de acordo com sua determinação e sua essência”. No alimento quotidiano de nossa vocação o que estamos escutando? Eis o nosso desafio pessoal e comunitário.
Fonte: *Anselm Grün; Christiane Sartorius (Dominicana). Amadurecimento espiritual e humano na vida religiosa. Paulinas: São Paulo. pp 07 a 12.
*Fontes Franciscanas. Tomás de Celano . Vida I. Ed. Mensageiro de Santo Antônio: Santo André.
* Frei Donil é formador dos frades estudantes em Teologia
A igreja e as redes sociais. Sociais ?
Há muito tempo o fenômeno das redes sociais tem chamado a atenção de pais, conselheiros familiares, educadores, psicólogos, sociólogos e teólogos ao redor do mundo inteiro. Expressões como Facebook, Twitter, MySpace, Linkedin, YouTube, Google+, por exemplo, e até o já "ultrapassado" Orkut, fazem parte não só do vocabulário, mas do cotidiano indispensável da vida de milhões de pessoas. Minha crítica não é concentrada nessas ferramentas em si, mas na maneira como elas estão sendo utilizadas, principalmente pelas crianças, adolescentes e jovens.
Na vanguarda de toda essa interatividade virtual está o Facebook. Segundo o site da revista Veja, a rede social criada em 2004 alcançou, em março deste ano, a marca de 901 milhões de usuários ativos (pessoas cadastradas que acessaram o serviço ao menos uma vez no mês) – um acréscimo de 41% em relação ao mesmo período de 2011 (680 milhões). O Facebook aproxima, assim, da marca de 1 bilhão de pessoas conectadas em todo o mundo e no Brasil, o número de cadastrados caminha para a casa dos 50 milhões.
De acordo com o pastor Sandro Baggio, em artigo para a revista Lar Cristão, "O principal atrativo que as redes sociais oferecem é a facilidade de conexão entre pessoas distantes e a reaproximação de amigos e conhecidos. Além disso, elas servem para troca de informações, opiniões, discussões, denúncias, propostas de namoro e emprego, mobilização para causas, protestos, promoção de eventos, álbuns fotográficos, músicas, vídeos, etc.". Algumas empresas norte-americanas vêm usando as redes sociais na seleção de seus funcionários e talvez essa prática dentro em breve chegará ao Brasil.Não há como negar as vantagens encontradas e as descobertas que são realizadas, mas também não há como negar a quantidade exagerada de lixo e futilidade que são produzidos instantaneamente.
Sabemos que nem todos curtem a ideia das redes sociais e há sérias justificativas para isso. Há muitos riscos que as pessoas enfrentam quando deixam-se envolver por esse fascínio impregnado na sociedade moderna. A demasiada exposição de dados pessoais e familiares; o acesso a conteúdos impróprios, presente em toda a internet; o abuso no uso da imagem alheia, através de denúncias infundadas e preconceituosas; o assédio on-line promovido pelos hackers sexuais; etc., são apenas alguns dos muitos perigos causados pelo mau uso das redes sociais. Elas podem promover como denegrir uma pessoa ou instituição em fração de segundos. O que se posta fica marcado para sempre. Já soube de casamentos sendo destruídos, pessoas e famílias inteiras sendo afastadas umas das outras, igrejas e pastores entrando em rota de colisão por causa do uso indiscrimidado e inconsequente das redes sociais. Geralmente quando uma mensagem,foto ou vídeo são publidados, imediatamente surgem comentários maliciosos e inconvenientes de alguem "anônimo", mas que na verdade não é tão anônimo assim. Muitos se camuflam e mostram quem realmente são quando agem dessa maneira.
Você sabe quais são as duas maiores preocupações da geração das redes sociais? Ficarem sem conexão ou não serem aceitas nem "curtidas". Todos buscam seguidores e anseiam por amizades imaginárias - pura ilusão. Milhões de pessoas perdem tempos preciosos conectadas ao mundo virtual e no entanto, no mundo real, permanecem distantes e isoladas umas das outras. É a epidemia da solidão que se desenvolve silenciosa e compulsivamente.
E o que a igreja tem a ver com isso? Como esperança para este mundo e seus anseios, precisamos resgatar e promover o encontro real em ambientes saudáveis e acolhedores, a começar dentro de casa, do lugar que chamamos de "lar" - da mesma raiz de "lareira" - lugar que aquece não só corpos, mas também corações e sentimentos. Igreja, seja em casa ou no templo, é lugar da família reunida. Igreja é lugar de vida, de comunhão, de abraço e de sorriso. Na igreja, Corpo de Cristo, somos aceitos e permanecemos conectados à Videira, que é Jesus, e o melhor: não corremos o risco de sermos deletados nem excluídos.
JosÉ Paulo Moura Antunes
Rio De Janeiro - RJ
Estar com Cristo as claras.
“Este foi ter de noite com Jesus,...” Jo 3; 2
“Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.” V 20
Em meio a seu ensino sobre a Salvação e o amor de Deus, de forma sutil, Jesus censurou Nicodemos por tê-lo buscado à noite, ocultando-se dos seus pares de Sinédrio.
O simples fato de carecermos ocultar algo, já é uma admissão interna que agimos mal. Moisés, certa vez, certificou-se da ausência de plateia antes de um feito, e cuidou para que ficasse oculto depois.
“E olhou a um e a outro lado e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia.” Ex 2; 12 Isso, teria custado sua vida, não tivesse ele fugido.
Alguém definiu essas ações de uma forma bem didática: “Queres saber se os conselhos da noite são bons, pratique-os durante o dia.” ( Z. Rossa)
O Salvador, por ocasião de seu interrogatório, reivindicou sua transparência; “...Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.” Jo 18; 20 Noutra palavras, qualquer um pode dizer o que ensinei, não há segredos.
Que diferença entre o nosso Advogado, e os desse mundo, que, se esforçam ao limite para ocultarem erros de seus clientes, antes, que buscarem a transparência, os fatos!
O cristianismo preceituado na bíblia, não pressupõe nada oculto, em termos de ensino, ainda que pleiteie uma separação, em se tratando de ações vergonhosas. “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.” II Cor 4; 2
Ora, só pode se recomendar à consciência alheia, aquele cuja própria, não censura. Quando há palavras que não podem ser ditas, atos que não podem ser apreciados, esse “não poder” em si só, é já admissão de culpa, peso na consciência.
Quando Estevão proferiu seu célebre sermão denunciando erros de seus compatriotas, foi censurado de forma peculiar; “Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele.” Atos 7; 57
É possível, pois, “sanar” externamente nossas culpas, inoculando em nossas almas seu veneno, mas, quem tem discernimento espiritual, rejeita tal depósito sabendo que, “... as boas obras são manifestas, e as que são de outra maneira não podem ocultar-se.” I Tim 5; 25
A longanimidade de Deus nos permite ocultar erros, enquanto tenta nos persuadir ao arrependimento, confissão e abandono, mas, não atingido isso, resta apenas Sua Justiça. “Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te arguirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos:” Sal 50; 21
Antes da arguição de Deus, pois, façamos uso sábio de nossa própria consciência. Essa opção, ainda que possa ser dolorosa, às vezes, define se nosso encontro será com a misericórdia, ou com a justiça divina. “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Paz e bem
Este nosso Brasil
LYA LUFT
REVISTA VEJA
Não gosto do meu ceticismo e assombro diante de muitas coisas, no que diz respeito ao Brasil, mas eles existem. Cada vez mais me espanto, e cada vez menos acredito. Não funciona, comigo, aquela conhecida frase dos mais velhos "a mim, nada mais me espanta". Pois a mim tudo ainda me choca, ou intriga, faz rir ou chorar ou me indignar como sempre, pois, vivendo mais, conheço mais as dores humanas, nossa responsabilidade, nossa miséria, nosso dever de solidariedade e trabalho, a necessidade de competência e honradez, de exemplo e seriedade. Seja como for, coisas bizarras acontecem neste Brasil nosso tão amado e tão negligenciado. Ao qual faltam, quem sabe, atenção, consciência, indignação, exigências junto dos que nos lideram ou governam, ou representam, educam ou deveriam educar, amparam ou deveriam amparar.
Outro dia escrevi sobre o tal livro com erros de português, metade aplaude, metade diz que a gente não entendeu nada, ou que é isso mesmo. Autoridades fazem as mais estapafúrdias afirmações. Logo apareceram outros livros escolares com erros crassos. Não são novidade livros didáticos com erros, e ninguém dava bola. Ninguém percebia, quem percebia ficou na moita, para que se incomodar? O mundo é assim, a vida é assim, o Brasil é assim. Aí eu protesto. O Brasil é bem melhor que isso, mas tem gente que gosta que ele pareça assim, alegrinho, divertido, hospitaleiro e alienado. Afasta preocupações e cobranças, e atrai turistas.
No governo, no Senado, na Câmara, pessoas altamente suspeitas, condenadas ou não, sendo processadas ou não, continuam em altos cargos ou voltam a eles, e são aplaudidas de pé enquanto nós, os que tentamos ser honestos e pagamos pelo circo todo trabalhando às vezes até o anoitecer da vida e das forças, se não cuidarmos levamos multa cuspida, advertência, punição, ainda que esta venha através de impostos cruéis.
Às vezes parece que nem sabemos direito quem nos governa, quem são os lideres, os grandes cuidadores do país. Saber causaria angústia, então fechamos os olhos. Desconhecidos, ou sabidamente ruins, alguns meras promessas, estão em altíssimos postos, parte de nosso destino depende deles.
Nas pesquisas, nas quais nunca acreditei muito, a opinião pública consagra tudo isso na maior naturalidade. E eu me pergunto se realmente observamos, refletimos, concluímos algumas coisas, disso que acontece e tanto nos diz respeito, como o pão, o café, o salário, a vida. Temos uma opinião formada e firme? Lutamos pela honra, pela melhor administração, pela segurança, pela decência, pela confiança que precisamos depositar nos líderes, nos governantes, nos nossos representantes ... ou nos entregamos ao fluxo das ondas, interessados muito mais no novo celular, no iPod, no iPad, no tablet, na fofoca da vizinhança, na troca da geladeira, na TV plana, no carrinho dos sonhos, pago em oitenta prestações impossíveis?
Acho que andamos otimistas demais, omissos demais, alienados demais. Devemos ser pacíficos e ordeiros, mas atentos. Aplaudir o erro é insensatez, valorizar o nebuloso é burrice, achar que tudo está ótimo é tiro no pé.
Logo não teremos mais pé para receber a bala, e vamos atirar na cabeça, não do erro, do desmando, da improvisação ou da incompetência, mas na nossa própria cabeça pouco pensante e, eu acho, nestes dias, otimista demais. Sofremos e torcemos pelo nosso país ou, ao primeiro trio elétrico que passa, ao primeiro show espetacular, esquecemos tudo (ser sério é tão chato ... ) e saímos nos requebrando, e aplaudindo, aprovando sempre, não importa o quê?
Começo a ter medo. Não o medo que temos diante de um cano de revólver, ou do barulho de um assaltante na casa, não o medo de que algum mal aconteça às pessoas amadas, mas um receio difuso, sombrio, de que estejamos bailando feito alucinados ou crianças inconscientes à beira de um abismo disfarçado por nuvenzinhas coloridas chamadas alienação, para dentro do qual vão escorregando, ou despencando, os nossos conceitos de patriotismo, decência, firmeza, lucidez, liderança, e uma esperança sem ufanismo tolo.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Nem só heróis, nem só governantes
Fui motivado por uma demanda dos estudantes universitários uruguaios, desejosos de entender como sua fé delineia a maneira como incidimos no espaço público. Entrei então no espinhoso desafio de buscar entender como incidimos na sociedade, os possíveis caminhos, mas também as penosas dificuldades. Compartilho aqui algumas ideias iniciais, dentro dos limites do espaço e escopo de um breve artigo.
Parece que muitas vezes imaginamos que as ideias mudam o mundo. Outras vezes pensamos que os atores principais das mudanças são os indivíduos, que, no exercício de sua autonomia e razão, em especial se são gênios carismáticos, produzirão grande impacto na sociedade. Esse tipo de idealismo e individualismo algumas vezes aparece na roupagem de um certo tipo de pietismo cristão expressado no conceito de que ao “mudar as mentes e os corações das pessoas” teremos uma nova nação e sociedade. Converter o indivíduo seria então suficiente, pois tudo o mais viria como consequência.
Confesso que minha própria ação missionária por toda a minha vida tenha sido nutrida desse tipo de expectativa. Ainda admiro líderes cristãos como os irmãos Wesley e também Wilberforce, que com suas ações missionárias foram agentes de profundas mudanças em seu tempo. Vejam o caso de Wiliam Wilberforce, que somente depois de 42 anos de lutas no parlamento britânico viu seu projeto de lei que abolia a escravidão ser aprovado.
Mas como se dão essas mudanças? E seria esse o caso de um herói que agiu sozinho? Não, pois houve uma rede de homens de negócios, das igrejas, das artes e da política que se juntaram com o propósito explícito de promover reformas sociais. Esse grupo, conhecido mais tarde como “Círculo de Clapham” (“Clapham Sect” ou ainda “Clapham Saints”) foi muito influente na Inglaterra do início do século XIX.
O exemplo do grupo de Clapham reforça a ideia de alguns sociólogos1 que defendem a tese de que não é pela força de uma ideia ou pela simples conversão de corações e mentes que chegaremos a ver mudanças nas estruturas de uma cultura e sociedade. Que na verdade essas mudanças são mais complexas, difíceis ou impossíveis de controlar e prever, mas que quando ocorrem frequentemente estão associadas a elites educadas, redes e instituições que se tornam centros de poder e influência.
Reconheço que tenho dificuldades com essa ideia, a de que as principais mudanças se dão normalmente de cima para baixo, ou do centro para fora. Penso em Jesus e seus discípulos, na periferia do mundo da época; também nas mulheres escravas que foram líderes de muitas daquelas primeiras comunidades. Mas provocado por algumas leituras, também presto atenção agora no argumento de que Paulo e a maioria dos pais da Igreja eram uma elite educada e altamente qualificada, que a fé se expandiu até atingir os centros de poder e que, desses centros de prestígio e influência, muitas vezes exercendo o poder de maneira ambígua, a fé se espalhou e se consolidou em diversas partes do mundo.
Isso me leva a outro ponto relacionado ao tema da incidência na sociedade. O que fazer com a aspiração de alguns por uma “nação cristã”? Seria possível ou mesmo desejável? Sem entrar no mérito da discussão se sequer já tivemos alguma “nação cristã” na história, sugiro que muitas vezes esse caminho está talhado pela ambição de que certos valores ou princípios sejam impostos pela coerção, imposição ou pela lei. É perigosa a ideia de que se pode mudar o comportamento das pessoas pela força de uma política de estado. Parece que muitos cristãos, seja à direita ou à esquerda, creem que a principal maneira de incidir na sociedade se dá através da mobilização política, do referendo, do voto ou da lei.
Ainda que leis ou políticas públicas mais justas sejam desejáveis, o ideal seria a ação de cristãos que defendam em todas as áreas de ação o bem comum de todos, em especial dos menos favorecidos e sem voz, e não simplesmente a defesa dos “seus direitos como cristãos”. Liberdade religiosa ou de expressão é um bem para todos; a defesa da vida digna também.
Mas como entrar nesse debate a partir de uma perspectiva da fé? Se adequadamente excluo a coerção e os interesses sectários, então surge o espaço para a investigação (não a arrogância de achar que já se tem a resposta para todos os problemas), o debate respeitoso (não o ataque com ânsias de destruir o outro), o diálogo (não a tergiversação a respeito do que crê o outro), a persuasão (com humildade e responsabilidade compartilhando o que se crê), levando a ações baseadas não só em valores abstratos, mas em uma presença cristã humilde, fiel e atuante nas diversas esferas da sociedade.
As cosmovisões e as matrizes de cada cultura, ainda que dinâmicas e sempre em mudança, não se transformam da noite para o dia, nem qualquer grupo deve acreditar ingenuamente que tenha em suas mãos as chaves para conduzir essas mudanças. Evangelismo, ações políticas, mobilizações sociais, todo tipo de produção cultural em várias esferas da sociedade, serão por si só positivos, mas não necessariamente ou separadamente a panaceia para desafios enfrentados ou os caminhos certos para as mudanças esperadas.
As ações mais significativas sempre serão as menos interessadas no poder e mais interessadas nos beneficiários de um almejado bem comum, menos enfocadas na dominação de uma agenda ou de “seus direitos” e mais dirigidas aos “direitos de todos”, em especial dos mais excluídos e à margem. No final das contas, muda-se uma sociedade (se é que chegamos a ver o final de certos processos) menos por estar interessado nessas mudanças como um fim em si mesmo do que por estar sacrificialmente comprometido com o serviço, a doação e preservação da vida.
Ricardo Wesley Morais Borges
É casado com Ruth e pai de Ana Júlia e Carolina. Eles são missionários brasileiros entre estudantes universitários no Uruguai.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Uma medalha que não acumula pó.
“Todos vocês já foram ao estádio e viram corridas. Vários atletas correm, mas apenas um vence. Correr para vencer: é para isso que bons atletas treinam duro. Eles fazem isso por uma medalha de ouro, que perde o brilho e o valor, mas vocês estão atrás da medalha que nunca envelhecerá...”1Coríntios 9.24,25(A Mensagem)
Aproveitando que estamos em época de jogos olímpicos, fui impelido a pensar sobre o paralelo que a Bíblia faz entre a vida do atleta e vida do cristão. Todo atleta treina horas e horas por dia , se abdica de muitas coisas em função de conseguir por meio de muito esforço índice para chegar às olimpíadas e consequentemente conquistar o ouro, afinal esse é objetivo maior de tudo, a medalha de ouro no peito, é incrível e louvável a dedicação desses heróis em busca do premio máximo do esporte, eles corrigem erros de postura durante as apresentações, são exaustivamente cobrados por seus respectivos técnicos e suportam toda a pressão da expectativa de uma nação inteira.
Pois bem, a Bíblia nos traz a ideia de que na caminhada cristã não deve ser diferente, devemos ser aplicados na busca de um prêmio maior ainda, a medalha da vida eterna, essa medalha nunca perderá o brilho nem o valor, pois é o viver eternamente na presença de Deus, por isso precisamos de igual modo construir uma disciplina de treino espiritual, de meditação na Palavra, leitura de bons livros, oração, e sobretudo a prática no viver diário daquilo que aprendemos por meio da Palavra, são várias as ações que podemos tomar para ganhar a mais valiosa medalha, o que não podemos é desanimar ao ponto de desistir, e quando estivermos à beira da desistência devemos pensar no valor desse prêmio que é a salvação eterna por meio de Jesus o Cristo, é fato que ao longo da caminhada tropeçamos em nossas próprias limitações, mais é aí que devemos tal qual como um atleta analisar a nossa postura e ver o que precisa ser corrigido para seguir em frente em busca do prêmio maior, devemos treinar e correr essa maratona da vida pensando em vencer assim como os atletas, afinal é absurdo pensar que por maior limitação que um atleta tenha em relação aos seus competidores ele entre na competição pensando em perder , ele quer ganhar, quer chegar na frente e garantir o seu prêmio e é assim que devemos nos portar uma vez que na vida cristã há prêmio pra todos que completarem a maratona guardando a fé no coração.
Que o Senhor nos leve até o fim de nossa jornada em busca da medalha que dura para sempre, que o nosso coração seja motivado pelo Espirito Santo como nosso treinador a seguir em frente sempre.
Paz e bem.
Seja radical mostre sua Cristandade com atitudes.
Desde o inicio dos tempos essa questão é indagada no coração do ser humano,mas que volta e meia acaba meio que por uma questão de tendência se envolvendo com o que não é bom e irresponsavel.
O sentido da coisa é esse, mas infelizmente usar é mais fácil do que assumir isso em um contexto geral. Essa afirmação responde a varias questões como por exemplo : o porque da corrupçao e pobreza mundial,o porque dos casamentos de hoje serem tão mal sucedidos,o porque de uma paternidade tão irresponsavel e etc.
A verdade é que na condição atual do ser humano que é pecaminosa o "usar" é muito mais comum do que o assumir. Os politicos preferem ver sua população morrer de fome,com um baixo salario para bancar o alto custo de vida,mentir e roubar os cofres publicos a tomar uma atitude filantrópica. O homem sem Deus prefere usar a garota como um simples objeto de prazer do que assumir seus sentimentos,assumir as suas vontades os seus desejos a sua vida.
A falta de amor tem feito varios efeitos que assolam a sociedade que prefere responder a falta de amor com mais ódio e fazer com que essa maldade se multiplique mais e mais. Assumir é muit mais dificil mais é a atitude certa a ser tomada e jesus em sua vida nos mostrou isso. Ele assumiu os nossos pecados e levou consigo a vossa dor,o pai nos dez mandamentos nos deu apenas dois deveres a zelar,pois o resto é uma serie de objeções,que são : amar a Deus e amar ao nosso próximo.
Deus não precisa ser assumido no sentido de proteçao,mas precisamos asumi lo como o nosso pastor ,salvador e Deus todo poderoso que ele é.mas quanto as pessoas que Deus colocou em nossas vidas elas sim precisam de nosso auxilio, proteção,cuidado e além de tudo : Amor. Paz e bem
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