FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sentimento de culpa

Existem culpas pequenas e grandes. As que permanecem por algumas horas e as que nos perseguem pelo resto de nossas vidas. As primeiras são os pecadinhos diários, as mentiras bobas, os pequenos deslizes que em algumas ocasiões até nos impedem de dormir...mas são passageiros e acabam se tornando banais, sem que nos déssemos conta. As segundas, são terrivelmente pesadas para carregar e podem destruir toda uma vida.

São raras as pessoas que ao sentir a condenação dos outros pelo que fizeram no passado, não procuram defender-se ou justificar-se, mas não há quem as condene pior que elas mesmas, procurando aliviar o sentimento de culpa com razões que desculpem esse sentimento. A questão não é os acontecimentos sem consequências que fazem parte das culpas nossas de todos os dias e nos perdoamos com essa mesma facilidade com que cometemos erros. A questão é pelas culpas que chegam sozinhas, os acidentes dos quais nos responsabilizam, as perdas e sofrimentos dos quais podíamos evitar se tivéssemos feito isto ou aquilo e acabamos nos condenando a cada instante.

Os auto castigos não resolvem nada. Eles afastam a felicidade, não corrigem os erros, não compensa as dores. O abandonar-se não nos faz seguir adiante. Dormir mais horas para não ver passar os dias e as noites não vai diminuir o tempo determinado por Deus para a vida de cada um; tentar encurtar esse tempo, dom de Deus, por meios próprios, apenas aumentará uma condenação eterna que ninguém merece.

Somos nós mesmos nossos próprios juízes mais severos e também nossos mais duros fiscais. Ainda que com todo o amor, com toda a compreensão e com toda a ajuda possível, não podemos liberar as culpas. Essa liberação não procede de nosso interior, de nosso eu, mas vem com ajuda daquele que sendo o TODO, nos prometeu também um novo coração.. 

Então... o anjo que o Senhor nos prometeu para nossa companhia, nos disse o seguinte: não importa em quantos pedaços se quebrou seu coração, Jesus pode restaurá-lo; não importa o que tens feito, por onde tens andado nem os caminhos que tens escolhido, Jesus te ama acima de suas escolhas; não importa quantas vezes tens caído e quantas vezes tens levantado, Jesus pode levantar-te de uma vez por todas; não importa qual foi seu pecado e se os homens te condenaram ou te absolveram, Deus te absolve e se Deus te absolve... creia: Você é livre!

Se é verdade que é suficiente a carga nossa de todo dia, por que então insistimos em levar para o dia seguinte nossas dores e transgressões? E há ainda quem queira carregá-las para a semana seguinte, mês seguinte e ano após anos... Se apegam ao sofrimento, ao ressentimento, como se apegam a essas coisinhas que guardam em suas gavetas, sabendo que elas são inúteis, mas não tem coragem de desfazer delas. Vivem com o lixo de suas existências, quando tudo seria mais claro e limpo com o coração renovado. 

As marcas e cicatrizes estão aí para lembrar da vida, do que fomos, do que fizemos e do que devemos evitar. Ainda que tenham inventado uma cirurgia plástica da alma, onde se pode tirar todas nossas vivências e deixarmos como nova nossas vidas. Menos mal. Não devemos esquecer de nosso passado, de onde viemos, de tudo o que fizemos, dos caminhos que atravessamos. Não podemos esquecer de nossas vitórias, nossas derrotas e nossas lutas. Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direcionam nossas vida, muitas vezes sem saber.

O que não podemos é carregar todos os dias o ódio, o rancor, as feridas e o sentimento de derrota. Crendo ou não, perdoar uma pessoa que nos feriu, doí mais a ela do que o ódio que possamos sentir toda uma vida. As velhas ofensas se refletem em nosso rosto e em nossos atos moldando nossa existência. 

Precisamos com muita ousadia abrir a gaveta de nosso coração dizendo: eu não necessito mais disto. Quando apenas recordamos das festas, do bem que nos fizeram, das rosas secas mas cheias de amor, haverá espaço para novas experiências, para novos encontros. Estaremos mais leves de sermos carregados por aqueles que nos amam.

Luz atrai beleza. Com o coração aberto e limpo nos tornaremos mais bonitos e atrativos, as coisas boas começarão a suceder

Fazer a vontade de Jesus é condição para salvação



Padre Roger Luís
Foto: Maria Andréa/cancaonova.com
“Naquele dia, cantarão este canto em Judá: 'Uma cidade fortificada é a nossa segurança; o Senhor cercou-a de muros e antemuro. Abri as suas portas, para que entre um povo justo, cumpridor da palavra, firme em seu propósito; e tu lhe conservarás a paz, porque confia em ti'” (Isaías 26,1-3).

Aquele que fez a opção de viver a verdade entrará pela porta a cidade do Senhor. Nesta cidade, que será implantada no fim dos tempos, a qual o profeta chama de “céus novos e uma terra nova”, haverá realização completa, pois lá o Senhor estará presente e será tudo para todos.

É esse povo justo, cumpridor da Palavra e firme no seu propósito, que entrará na terra de Deus. Isso chama nossa atenção, porque precisamos servir e viver na graça d'Ele.

Na Palavra, vemos o Senhor que traz a imagem de duas casas: uma construída sobre a rocha e outra sobre a areia. Exteriormente, não há diferença. São duas casas iguais, mas a diferença aparece quando vem a provação, a tempestade, a ventania. Diante das tribulações, a casa construída sobre a rocha permaneceu de pé; mas, na mesma tempestade, quando soprou o vento, a casa construída sobre a areia desabou.

No Evangelho, qual a revelação que o Senhor nos traz? “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha” (Mateus 7,24).

A casa que não cai diante da ventania, da provação, é daquele que faz a vontade do Senhor. Você é esse homem prudente? Hoje, Deus está lhe dando a oportunidade de edificar sua casa sobre a rocha. Não caia na bobeira de achar que caridade traz salvação. Não são as caridades que nos darão a certeza da salvação, mas aquele que põe em prática a vontade do Senhor que está no céu.

Existe uma condição de salvação: fazer a vontade de nosso Senhor Jesus Cristo. 
"Deus está lhe dando a oportunidade de edificar sua casa sobre a rocha."
Foto: Maria Andréa/cancaonova.com

Meus irmãos, nós estamos caminhando, porque para nós, povo de Deus, existiu um início em Gênesis. E vai existir um fim para nós, que se chama Parusia, a vinda do Senhor para aqueles que ouviram as palavras, fizeram a vontade do Pai.

Nada do que experimentarmos nesta terra será comparada ao dia da glória do Senhor. Deus alimentou o coração do povo com a esperança; e essa esperança alarga a nossa visão para as promessas do Pai. Nosso Deus é fiel e cumprirá todas as promessas que dirigiu a nós e à Igreja.

Neste tempo do Advento, temos de colocar nossa fé no Senhor. Ele é a rocha eterna e quer que entremos na terra nova.

Papa Bento XVI nos deu a encíclica “Salvos pela Esperança”. Ele está nos preparando para a vinda gloriosa do Senhor. Ele nos fala sobre a esperança que não nos decepciona, na esperança de que o mal não vai vencer. Em 2012, no mês de outubro, começará o Ano da Fé. Amor, caridade, esperança, fé. Que presente o Papa tem nos dado!

“Esperar, no sentido cristão, significa saber da existência do mal e, apesar disso, olhar com confiança para o futuro” (Papa Bento XVI quando ainda Cardeal Ratzinger).

Meus irmãos, não se deixem seduzir por este mundo, porque este não é o nosso mundo. “A vida eterna é o nosso futuro, portanto a força que marca a nossa história” (Papa Bento XVI).

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

Encontramos Cristo



A pessoa que tem um encontro com Jesus, faz o caminho de volta, pois, mesmo que esteja perdida entre os vícios da vida, ela é trazida de volta à casa do Pai, por causa desse amor.
Eliana Ribeiro e Thiago Tomé
Foto: Wesley Almeida

Muitas vezes, após termos nosso encontro com o Senhor, somos decepcionados por não ter nossas intenções atendidas. Diante de Deus apresentamos nossos sentimentos e não somos correspondidos. Com certeza, todos nós já tivemos nossos momentos de contestação, nos quais nos colocamos diante do Senhor questionando por que Ele não não ouve nem atende nossos mais profundos desejos.

Mas quem entra a serviço do Senhor deve estar disposto a abrir mão das suas vontades e dos seus desejos para que seja feita a vontade d'Ele.

E o esforço deve continuar nos acompanhando em toda nossa caminhada, pois as tentações vão surgir em todos os momentos e, infelizmente, vamos cair algumas vezes. Mas o que realmente importa não é quantas vezes caímos, e sim quantas somos capazes de levantar.

É muito mais importante o nosso segundo encontro com Cristo, pois o primeiro somos levados pela empolgação, mas o que realmente nos firma e fundamenta são os encontros [com o Senhor] seguintes. Quando confirmamos nossa fé e a nossa vontade de servir a Deus.

"A comunhão diária é a maior confirmação da nossa fé e do amor de Cristo em nossa vida."
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

A Palavra proclamada, com a abertura do nosso coração, tem o poder de restaurar e curar tudo, pois estamos falando das palavras do próprio Deus. São muitos os testemunhos de jovens que são libertos dos vícios por meio da Sagrada Escritura.

Encontre na Palavra de Deus a vitória de Deus, pois é com a ajuda dela que Ele nos convida para fazer uma experiência única, não uma experiência de momento, na qual somos conduzidos por algo passageiro, mas sim uma experiência permanente, por meio da qual somos guiados pelo caminho da santidade e confirmamos nossa vontade de seguir a Deus Pai.

Nós precisamos atualizar o nosso encontro pelos meios que a Igreja nos proporciona. A comunhão diária é a maior confirmação da nossa fé e do amor de Cristo em nossa vida. A oração do terço é uma arma fortíssima contra o mal, que ronda constantemente nossa vida, assim como a adoração ao Santíssimo Sacramento, na qual encontramos o Cristo exposto, diante de nós.

É na Igreja que encontramos Jesus diariamente, em nossa comunidade, pois não somos bons sozinhos. O apoio do irmão é essencial para nos fortalecer e fazer com que sejamos capazes de continuar nossa caminhada.

Portanto, Deus nos dá as armas necessárias para prosseguirmos na nossa caminhada: a Palavra, a Eucaristia e a comunidade são as principais, porque estamos sujeitos a passar pelas tribulações impostas pela vida. Mas com Cristo, que é vitorioso, somos capazes de proclamar que vale a pena ser de Deus.

O segredo da felicidade é o amor


A Palavra de Deus hoje para nós é maravilhosa porque fortifica nosso coração. O apóstolo Paulo nos transmite a mensagem de que o "jamais" [no versículo 8] significa que é eterno, porque, como é mencionado no Evangelho de São João: Deus é amor, por isso, o amor é eterno.

São Paulo, de forma maravilhosa, mostra o caminho para a comunidade Coríntios alcançar os dons elevados, o caminho do amor. Dessa forma, o apóstolo ensina também o segredo da felicidade e revela a importância do mais nobre dos sentimentos [amor] para aquela comunidade.

O apóstolo dos gentios prega sobre Jesus crucificado com receio e muito temor, mas também como uma demonstração do poder do Espírito Santo. E falar sobre Jesus crucificado era um escândalo para judeus e loucura para pagãos, mas para todo aquele que crê é poder de Deus.

Na passagem bíblica de hoje, esse grande santo da Igreja reflete sobre o amor que se manifesta no Crucificado e mostra um Deus apaixonado, que se manifesta em nosso meio por intermédio de Seu Filho Jesus. Podemos perceber claramente a paixão do apóstolo por Jesus Cristo. Façamos hoje uma reflexão sobre nossos relacionamentos e sobre a paixão e o amor.

Muitas vezes, nós nos equivocamos entre a paixão e o amor, pensamos que são duas coisas distintas, que a paixão é ruim e que só o amor é bom. Mas hoje Deus nos ensina, com a ajuda de Paulo, que a paixão está imbuída de amor.

O amor e a paixão são como uma maça envolta numa calda de caramelo, resultando numa maçã do amor encontrada em quermesses. Se lambermos somente a calda, vamos nos enjoar facilmente e não vamos comer a fruta. Para isso não acontecer é preciso morder a calda junto com a maça, que dará um ótimo sabor quando misturados. A paixão é como essa calda, e o amor é a maça.

É importante que o casal esteja apaixonado, e como no exemplo acima a paixão não é algo ruim, mas não podemos ficar somente nela, porque ela nos remete ao amor. As pessoas que vivem somente de paixão, de aventura em aventura, jamais fazem a experiência do amor.

O amor tudo crê, espera e suporta. Peçamos a Deus a graça de caminhar na fé e no amor. Esse é o remédio para muitos relacionamentos durarem: o amor, que desculpa tudo, crê em tudo, espera tudo e suporta tudo.

Alexandre Oliveira
Missionário da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ser feliz na simplicidade

Enquanto jovens, achamos que a felicidade está relacionada a uma vida de prazeres, riquezas e prestígio social. O tempo passa e a gente descobre que correu atrás do tesouro errado e acabou morrendo na praia. Por que? A felicidade é um estado de espírito que independe de estímulos externos percebidos por nossos instintos naturais. Um boa noção do que isso quer dizer está na cerimônia do "lava-pés", onde Cristo lavando, inclusive os pés de Judas, volta a vestir sua capa, retornando ao seu lugar na mesa e fazendo a seguinte pergunta: “E aí? Vocês entenderam o que lhes fiz?” O Mestre não espera nenhuma resposta e acrescenta: “Vocês falam a verdade quando dizem que eu sou Mestre e Senhor. Pois bem, se mesmo mantendo tão alta posição, me rebaixei a condição de escravo, vocês devem também se rebaixar e lavar os pés uns dos outros”. Isso era algo totalmente diferente do que eles esperavam de um líder como Jesus. Mas quem ousaria questioná-lo? “Agora que vocês sabem esta coisas, felizes serão se as praticarem”(vs. 17) . Sim, foi o que ele disse: "serão felizes se..."

O que o Mestre dos mestres quis dizer é que a tal da felicidade depende de um relacionamento correto com Ele mesmo, na condição de Mestre (didáskalós - professor) e de Senhor (kúriós - dono, proprietário). Quer ser feliz? Admita que você ainda não entendeu a vida: sua dinâmica, sua trajetória, suas nuances. Reconheça que precisa de um "kúriós", um Senhor, um mentor que te guie pelos caminhos tortuosos do ser e do saber.

O que Jesus quis dizer também é que a felicidade está relacionada a um estilo de vida simples, descomplicado, de serviço humilde ao próximo. Para Cristo matar a fome de uma multidão de cinco mil homens (fora mulheres e crianças) ou ser aclamado na entrada triunfal de Jerusalém, não eram eventos mais importantes que lavar os pés fedorentos de seus doze amigos. Ser feliz é ser simples e serviçal, relacionando-se corretamente com o Senhor do universo: Jesus. Entendeu?

Meu fardo é leve

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobre carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve." (Mt. 11:28-30)

O evangelho de Mateus foi escrito com o intuito de testificar que Jesus era o Messias prometido ao povo de Israel, e, que, Sua missão consistia em trazer o reino de Deus até os homens, isto é, proporcionar a plena reconciliação da humanidade com Deus.

Nesse contexto encontramos Jesus caminhando pelas cidades de Israel quando se depara com pessoas cansadas, sobre carregadas e necessitadas de alívio. Nesse ponto temos um contraste: de um lado encontramos Jesus, o filho unigênito de Deus e digno de toda glória, honra e louvor. Do outro lado temos o povo cansado, ferido e necessitado do alívio que só Jesus podia conferir. Cristo, demonstrando a graça de Deus, não espera que o povo clame por alívio, mas num gesto de pura bondade e humildade exclama "Vinde a mim!".

Mas por que o povo precisava ir até Jesus? Qual era o jugo que estava sobre carregando o Israel de Deus? No tempo de Jesus, os judeus iniciavam os estudos da palavra de Deus aos seis anos de idade. Apenas alguns poucos afortunados conseguiam prosseguir seus estudos aos pés de algum Rabino, isto é, mestre da lei. No entanto, esses mestres da lei determinavam que seus seguidores cumprissem algumas exigências que estavam além da lei de Deus. Por este motivo o povo estava sobre carregado. O ideal de justiça que os doutores da lei pregavam ser o necessário para a salvação era alto demais! O povo não conseguia cumprir essa exigência e sentia o peso do pecado sobre carregando suas costas.

Eis que surge Jesus, o Mestre dos mestres e oferece o jugo suave, afinal, os mandamentos de Deus não são um peso (1 Jo.5:3), pelo contrário, aquele que os pratica será como uma árvore plantada junto às correntes de águas, dará o fruto na estação correta e suas folhas nunca murcharão (Salmo 1). Jesus confronta o peso da religiosidade com a maravilhosa graça de Deus e convida o povo de Israel a aprender com ele, que é manso e humilde. Os mestres da lei não são mansos, eles cobram uma postura rígida demais e suprimem a liberdade em Cristo em detrimento do jugo de escravidão (Gl. 5:1). Também não são humildes, pois, elevam as suas interpretações do texto sagrado como a única verdade, negando a Verdade de Deus. Jesus sim é o único que pode nos conceder descanso, pois, ele é o bom caminho do qual falou Jeremias (Jr. 6:16) e quem anda pelo bom caminho acha descanso! E Jesus não é apenas o bom caminho, mas o único caminho para se chegar ao Pai (Jo. 14:6). Pensemos nisto e nos submetamos ao suave jugo de Jesus, pois, nele encontramos descanso para as vicissitudes da nossa alma. Paz e bem

Cruz loucura ou sabedoria ?

Não somos obrigados a entender tudo, mas devemos procurar entender muitas coisas. É complicado uma pessoa que deteste física e química compreender alguns fenômenos que existem na natureza. Esses fenômenos acabam se tornando loucura para quem não entende, porém sabedoria para quem estuda a respeito deles.

O interessante é que o
Cristianismo enxerga o mundo também dentro de um duelo entre sábios e ignorantes. A Bíblia faz uma distinção entre aquelas pessoas que conseguem entender as coisas espirituais e aquelas que não entendem. Não se preocupe, não é uma nova teoria, é uma realidade cristã.

Paulo diz que “certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem” (1ª Co. 1:18). Mas o que ele quis dizer com “os que se perdem”? De maneira simples, posso dizer que aqueles que estão “se perdendo” são pessoas que não têm Jesus Cristo como seu legítimo pastor (
Jo. 10), que não compreendem que necessitam da salvação e que não entendem porque precisam ser submissos a Deus.

A “palavra da cruz” realmente é uma loucura para os que não compreendem o significado da vinda, morte e
ressurreição de Cristo. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1ª Co. 2:14).

Tentar entender que Deus tem um único filho, o envia para a Terra, o faz sofrer, ser humilhado e crucificado não é tão fácil. E quando se sabe que este filho era ao mesmo tempo Deus (pois Deus é um só, mas manifestado em três pessoas: Pai, Filho e Espírito), é que a coisa complica... Como Deus desejaria ser humilhado por sua própria criação? Acaso algum rei ou grande líder desejou ser humilhado pelos seus servos? Se nenhum líder nunca desejou isso para si, por que Deus desejaria?


Quando Paulo diz que “nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para judeus, loucura para os gentios” (1ª Co. 1:23) ele quer afirmar que essa suposta loucura era na verdade a maior das sabedorias. Os gregos achavam graça num homem que se dizia Deus e não tinha poder o suficiente para sair da cruz. A grande questão é que estes gregos eram pessoas que estavam “se perdendo” e eram “homens naturais” (1ª Co. 2:14a), por isso não compreendiam o que Jesus estava fazendo naquela cruz.


Talvez, você leitor, também ache ridículo um Deus ser humilhado em uma cruz. Se assim você acha, saiba que você não consegue enxergar a sabedoria nesse sacrifício porque você não pode entender as coisas espirituais, por ser um homem natural. E o que significa ser natural? O homem natural é aquele que não foi lavado pelo sangue de Jesus, aquele que não consegue entender a “loucura” da cruz.


A verdade é que os homens são pecadores, mas Deus quis salvar alguns deles. A “loucura” da cruz consiste em Deus ter sacrificado seu filho, para que o sacrifício do filho (um alguém totalmente santo e sem pecados) pudesse aplacar a ira de Deus e fazê-lo aceitar a salvação de algumas pessoas. É isso mesmo: Deus é quem aceita, e não o contrário. Isso parece loucura, mas não é.


É algo complexo, mas não é difícil de entender. Só podemos chegar a Deus através de Jesus. Não poderíamos ter acesso ao Pai se Jesus não tivesse morrido na cruz. Não poderíamos ter esperança de salvação se Jesus não tivesse ressuscitado. Essa é a loucura da cruz. Deus não ouviria nossas orações se Jesus não tivesse existido e se sacrificado em uma cruz. Isso é o que significa “loucura” para os homens “naturais”.


Mas Paulo fala ainda mais. Depois que ele afirma que a “palavra da cruz é loucura para os que se perdem”, explica que “para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1ª Co. 1:18). Ainda assim, talvez você não tenha entendido... Mas saiba que a “palavra da cruz é poder”, pois é poderosa para transformar vidas e salvá-las. Eu espero sinceramente que você que não é crente e teve a curiosidade de ler o texto possa ter sua mente aberta pelo Espírito Santo para compreender esta “palavra da cruz”, que é mais sábia do que a sabedoria dos homens! Paz e bem.