FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ORAR É MUITO MAIS ESCUTAR A DEUS DO QUE FALAR

Quem já não ouviu a célebre definição Orar é falar com Deus? Quem já não ouviu a célebre definição Orar é falar com Deus? Conversando sobre o assunto com o Bispo Auxiliar Dom Wilson Tadeu, responsável pela formação dos seminaristas na Arquidiocese do Rio de Janeiro, ouvi, emocionada, o que ele acha ser o mais importante na prática da oração: “É preciso, primeiramente, ter sempre em mente que Deus se relaciona comigo e que eu tenho todas as condições de entendê-Lo e de falar com Ele”, disse. Além disso, destaca o Bispo, é necessário saber que neste relacionamento com Deus “eu sou criatura dEle e, por isso, relacionar-se com Ele não é escolha minha. Então, a presença de Deus na minha vida é necessária para eu me entender como pessoa, gostar da minha vida e estar bem comigo mesmo. E Deus sempre se antecipa a nós. Quando eu tenho vontade de fazer o bem, não é apenas uma coisa que simplesmente nasce de mim, é uma reação à iniciativa de Deus. Quando começo a olhar a realidade desta forma, vejo em tudo momento de orar e agradecer a Deus. Isso modifica a forma como me relaciono com todas as coisas”. Mas como fazer isso? Afinal, não existem escolas ou mestrados em oração. Ninguém recebe o diploma na arte de dialogar e amar a Deus sobre todas as coisas. De fato, este é um caminho que se faz ao longo de toda a vida, sempre com o perigo de voltar atrás. A oração, assim, é uma atividade fácil e difícil ao mesmo tempo. É preciso conscientizar-se de sua importância e levar a sério o exercício de rezar, não aleatoriamente, de vez em quando, quando se sente bem, ou se tem necessidade, mas sempre. É Jesus quem recorda estes princípios básicos: “Rezai sem cessar para não cairdes em tentação” (Mt 26,41). O apóstolo Paulo repete como um eco as mesmas palavras do Mestre: “Orai sem cessar” (1Ts 5,17). “Orar, para muitos, é difícil porque é necessário conciliar a rotina diária com a necessidade de se aprofundar na oração. Mas necessitamos encontrar, durante o nosso dia, tempo para as coisas importantes. Se orar é importante, e eu penso que é, então antes do trabalho tenho que reservar um momento do meu dia, e em todos os dias, para a oração. Quando eu tenho um momento de oração, ele vai perpassando toda a minha vida. Falo a partir de minha experiência pessoal: temos que ter um momento para oração, em que nos sirvamos de uma leitura espiritual, do terço, da Palavra de Deus. Proponho que se leia um trecho do Evangelho e se faça um momento de reflexão, para, depois, se iniciarem as tarefas do dia. Quem não faz isso não tem vida de oração; só se têm momentos de oração, e não é isso que a Igreja nos propõe”, ensina Dom Wilson. Uma determinada determinação Iniciar o caminho da oração é ter uma “determinada determinação”, como afirmou Santa Teresa de Ávila. Essa determinação não pode ser colocada em discussão por nada. Não importam os gostos, as consolações. “A minha única consolação é não ter consolação”, escreve Santa Teresinha do Menino Jesus. A oração não pode faltar na vida de um cristão. É ela que o levará a uma harmonia interior. “Não há jeito de ser cristão e não rezar, porque ser cristão é estar unido a Cristo, orientar a sua vida para Cristo. É desta forma que vou entender o que a vida humana é, no concreto. Se a dimensão oracional não existe, a minha vida é ‘qualquer coisa’. Então, o ser orante, o ser uma pessoa de oração é fundamental. A oração é justamente a expressão de agradecimento diante daquilo que Deus realiza”, pontuou o Bispo Auxiliar do Rio. A oração como caminho para Deus A oração não é, portanto, meta, é simplesmente caminho para se chegar a Deus. Não se pode transformar os meios em fins. A oração se faz necessária para poder dialogar com Deus e conhecê-Lo melhor. É pelo caminho da oração que se vai chegando à nascente. Santa Teresa de Ávila, mestra de oração, desde sua infância, em formas diferentes, coloca um ideal diante de si: “Quero ver Deus”. E será esta profunda convicção e desejo que vão orientar toda a sua vida. Tudo renuncia, de tudo se despoja, tudo abandona. Nada que possa ser obstáculo ao seu encontro com Deus teve direito de estar presente em sua vida. “Nunca somos tão completos, tão inteiros, tão humanos, em todas as dimensões, do que quando nos colocamos diante de Deus. Então, devemos nos dar por inteiro: dar nosso sofrimento e até mesmo a nossa dificuldade em rezar. Precisamos elevar tudo isso a Deus, que irá iluminar essa realidade. A oração a Deus não deve ser entendida como algo que nos tira do mundo, da vida”, frisou Dom Wilson O que não é orar? O principal erro cometido pelos leigos em relação à oração está relacionado com a forma com que conduzem o seu diálogo com Deus. Para evitar esse equívoco, segundo o Bispo, “é necessário que se tenha em mente que não somos deuses, mas sim criaturas de Deus. Às vezes queremos colocar Deus a nosso serviço. O papel da oração é nos colocar na perspectiva de Deus. Rezar para ganhar favores e privilégios não é orar. Quem faz isso não entendeu o que é oração. É como se pensassem que Deus é um grande Senhor, meio caprichoso, que precisa receber um agradozinho para soltar algum presentinho. Esta visão estraga tudo”. O relacionamento com Deus, pela oração, traz ao orante uma perspectiva nova. Afinal, Ele não desiste da humanidade, sua criatura, mesmo quando ela erra. “Quando damos uma abertura a Deus, Ele vem a nós e põe ordem na nossa vida. Isso constrói o ser humano, nos dá a razão de viver. Quando ficamos só pedindo coisas, ficamos parados em nós mesmos, no mesmo ponto”. Silêncio é escutar Deus E se queremos ter uma vida de oração, um aspecto se faz importantíssimo: o silêncio. “Ele é importante porque entra naquela perspectiva da disciplina, na qual eu tenho que dedicar um tempo para oração. No silêncio poderemos ouvir a Deus e poderemos ouvir a nós mesmos. A mística nos diz que aquele que quer encontrar Deus deve entrar dentro de si mesmo, e isso só será possível no silêncio”, esclareceu Dom Wilson. Para o Bispo, o silêncio hoje é uma das “pedras de toque” do homem moderno: uma das armas que ele tem para não ser engolido pelo mundo, que invade agressivamente a sua vida. “Não podemos perder a noção de que o silêncio mais importante é o interior. Por isso devemos nos colocar na presença de Deus sem aquela inquietação interior, sem as preocupações do dia-a-dia e sentimentos como raiva e apelos sexuais. Rezar é muito mais escutar Deus do que falar e isso só é possível pelo silêncio”, frisou.

DEUS NÃO NOS DEIXA SOZINHOS


A vida é uma grande emoção. Na vida, eu aprendi que existem caminhos mais curtos e mais longos, mas não existe caminho nenhum que não leve a Deus, ele está em todos os caminhos da sua vida.

Talvez você ache que está no pior caminho, o pior que já escolheu. Talvez você ache que alguns caminhos por onde você andou foram os piores, mas eu lhe digo: Deus não lhe deixou sozinho em nenhum deles, ele nunca abandona. O que ele quer fazer é tirar de você essa baixa auto-estima, que faz com que você não ame a si mesmo por ter escolhido um caminho mais longo.

Deus não deixou de lhe amar um segundo na vida, em nenhum momento. Em qualquer lugar por onde você tenha andado Deus lhe amou até aqui e lhe ama daqui em diante. Mas a gente tem mania de se condenar, de achar que escolheu errado, que não fez o melhor. Na verdade, nós tentamos fazer o melhor, mas tentar, às vezes, não é conseguir. Nós somos humanos e é por isso que Deus se entregou na cruz por nós. Se fôssemos perfeitos, ele não precisaria morrer por nós. Se nós não escolhêssemos caminhos mais longos, ele não teria precisado encurtar o caminho numa cruz. Se ele não soubesse que nós seríamos capazes de errar todos os dias, ele não morreria por nossos pecados.Ele morreria pela ignorância, por qualquer outra coisa, menos pelo pecado.

Se você pecou. Se um dia você errou o caminho, a culpa não é sua, porque Deus morreu pelos pecados. Ou a morte de Deus é em vão ou você é um injusto com você mesmo. Você não precisa, nunca mais, carregar um peso que não é seu. Você não precisa carregar uma opção que você não escolheu a melhor um dia.

Daqui em diante, Deus quer fazer uma história nova com você. Saiba que, em qualquer opção da sua vida, ele vai lhe amar. E se você não escolheu o melhor caminho, a misericórdia dele vai ser tão grande que vai abrir os seus olhos rapidamente, para que você enxergue a melhor opção: se é voltar por outro caminho ou sair rápido desse daqui.

Eu peço a Deus que restaure o coração dessa Igreja, que tire o peso do pecado que carregamos, que nos dê o prazer de sentir a redenção que é nossa. Que possamos tomar posse da cura que recebemos na cruz. Deus está aqui para transformar tudo isso que foi passado de dor em futuro de amor.

O nosso presente é feito de futuro e passado, somos nós que decidimos o quanto de cada um faz parte de nossas vidas. Deus propões que a gente diminua a carga de passado no nosso presente e aumente a dose de esperança do nosso futuro.

Te pedimos, Senhor: olha por esse povo e cura esses corações.

*pregação durante show do Anjos de Resgate em Franca (SP)



Eraldo Mattos

AMOR CONJUGAL

O grande rei dos persas, Ciro, durante uma de suas campanhas guerreiras, dominou o exército da Líbia e aprisionou um príncipe.

Levado à presença do conquistador ajoelhou-se perante ele o príncipe, e assim também os seus filhos e sua esposa. Os soldados vencedores, os generais da batalha, ministros e toda uma corte se juntou para tomar conhecimento da sentença real.

O rei persa coçou o queixo, olhou longamente para aquela família à sua frente, à espera de sua decisão e perguntou ao nobre pai de família:

Se eu te disser que te concederei a liberdade, o que poderias me oferecer em troca?

Rapidamente respondeu o prisioneiro:

Metade do meu reino.

Ciro continuou, paciente, a interrogar:

E se eu te oferecer a liberdade dos teus filhos, que me darás?

Ainda rápido, tornou a responder: A outra metade do meu reino.

Calmo, o conquistador lhe lançou a terceira pergunta:

E o que me darás, então, em troca da vida de tua esposa?

O príncipe sentiu o coração pulsar rapidamente no peito, parecendo arrebentar a musculatura. O sangue lhe subiu ao rosto, as pernas fraquejaram.

Reconhecia que, no anseio da liberdade dos seus, tinha oferecido tudo, sem se recordar da companheira de tantos anos, sua esposa e mãe dos seus filhos.

Foi só um momento mas, para todos, pareceu uma eternidade. Um sussurro crescente tomou conta do ambiente, pois cada qual ficou a imaginar o que faria agora o vencido.

Após aquele momento fugaz, ele tornou a erguer a cabeça e com voz firme, clara, que ressoou em todo o salão, disse:

Alteza, entrego a mim mesmo pela liberdade de minha esposa.

O grande rei ficou surpreso com a resposta e decidiu conceder a liberdade para toda a família.

De retorno para casa, o príncipe tomou da mão da esposa, beijou-a com carinho e lhe perguntou se ela havia observado como era serena e altiva a fisionomia do monarca persa.

Não, disse ela. Não observei. Durante todo o tempo os meus olhos ficaram fixos naquele que estava disposto a dar a sua própria vida pela minha liberdade.

Para quem ama, não há limites na doação. Quando dois seres se amam verdadeiramente dão origem a outras vidas e as alimentam, enquanto eles mesmos um ao outro sustentam, na jornada dos dissabores e das lutas.

O amor conjugal é, dentre as formas de amor, um dos exercícios do amor que requer respeito, paciência e dedicação. Solidifica-se através dos anos. E tanto mais se aprofunda quanto mais intensas se fazem as lutas e as conquistas de vitórias.

Para os que se amam profundamente não há lutas impossíveis, não existem batalhas que não possam ser vencidas.

Em todos os departamentos do Universo existe a mensagem do amor, que é o estágio mais elevado do sentimento.

O homem somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto procura ser amado, sofre infância emocional.

Por isso, o importante é amar, mesmo que não se receba a recíproca do ser amado. O que é essencial é amar, sem solicitação.

Paz e bem

Por : Luiz.C.Gomes

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ENRAIZADOS E DIFICADOS EM CRISTO, FIRMES NA FÉ

Um milhão e meio de jovens reunidos em Madri, na Espanha, em torno de um homem de oitenta e quatro anos, Bento XVI, Sucessor de São Pedro, junto com cerca de oitocentos bispos, vindos de todo o planeta para a vigésima sexta Jornada Mundial da Juventude (JMJ), ideia nascida do coração apostólico do Beato João Paulo II, que até hoje atrai pessoas de todas as idades.

A Igreja não tem idade! Ela é casa aberta para todas as nações e gerações, mãe que acolhe em seu regaço as diversas situações humanas. Ela será sempre jovem, renovada e embelezada pelo seu Esposo, que é o Cristo. Velhice é o pecado, não o abençoado acúmulo de anos e de experiência. Olhando para esta multidão de jovens que acorreram a Madri, pensei nos resultados das anteriores Jornadas Mundiais da Juventude. Nossa geração ficou marcada por este compromisso periódico, agenda da Igreja para os jovens cristãos do mundo inteiro. Quantas vocações ao matrimônio, ao sacerdócio ou à vida religiosa nasceram delas! Como a Igreja tem mostrado seu rosto jovem para o mundo, pois continua e será sempre atual o chamado de Jesus Cristo a uma vida santa, na medida do Evangelho!

O lema da JMJ, cujo conteúdo foi desenvolvido em sua preparação e nas catequeses feitas por nós Bispos em Madri, veio do texto de São Paulo aos Colossenses: “Continuai enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (Cf. Cl 2, 7). A carta, da qual é tirado este convite, foi escrita para responder a uma necessidade precisa dos cristãos de Colossos. Com efeito, aquela comunidade estava ameaçada pela influência de tendências culturais que afastavam os fiéis do Evangelho. O nosso contexto cultural tem muitas analogias com o tempo dos Colossenses. Há uma forte corrente de pensamento laicista que pretende marginalizar Deus da vida das pessoas e da sociedade, perspectivando e tentando criar um «paraíso» sem Ele. Mas a experiência ensina que o mundo sem Deus se torna um «inferno»: prevalecem os egoísmos, as divisões nas famílias, o ódio entre as pessoas e entre os povos, a falta de amor, de alegria e de esperança. Ao contrário, onde as pessoas e os povos acolhem a presença de Deus, O adoram na verdade e ouvem a Sua voz, constrói-se concretamente a civilização do amor, na qual todos são respeitados na sua dignidade, cresce a comunhão, com os frutos que ela dá (Cf. Mensagem do Papa Bento XVI para a XXVI Jornada Mundial da Juventude, 2-5).

Bento XVI trabalhou sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude em torno de três imagens: «enraizado» recorda a árvore e as raízes que a alimentam; «fundado» refere-se à construção de uma casa; «firme» evoca o crescimento da força física e moral. No texto original as três palavras, sob o ponto de vista gramatical, estão no passivo: isso significa que é o próprio Cristo quem toma a iniciativa de radicar, fundar e tornar firmes os que acreditam. No encontro com Cristo, a juventude do mundo, enraizada n'Ele e n'Ele alicerçada, encontra forças para permanecer firme na fé.

A experiência da JMJ nos remete à jovem de Nazaré, Maria, cuja Assunção do Céu nós celebramos. Ela foi saudada pelo anjo com uma expressão inusitada na Sagrada Escritura: “Ave, cheia de graça” (Cf. Lc 1, 28). É a inimizade com o pecado, sonhada e prometida no Livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela” (Gn 3, 15). A uma apenas adolescente, Deus pediu uma resposta de gente grande: “Eis a escrava do Senhor, fala-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Ela foi elevada ao Céu em corpo e alma, sem sofrer a corrupção do sepulcro após a morte. Nela já se realizou a promessa contida na palavra do Apóstolo: “Quando este ser corruptível estiver vestido de incorruptibilidade e este ser mortal estiver vestido de imortalidade, então estará cumprida a palavra da Escritura: a morte foi tragada pela vitória” (1 Cor 15, 54).


Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém - PA.

NÃO RECUE DIANTE DO MEDO

Não recue diante do medo

É preciso policiar a nossa mente; ela pode fabricar fantasmas
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O medo da desgraça é pior do que a desgraça. O medo de sofrer é pior do que o sofrimento. É natural ter medo; é algo humano, mas devemos enfrentá-lo para que ele não paralise a nossa vida. Há muitas formas de medo: temos medo do futuro incerto, da doença, da morte, do desemprego, do mundo... O medo nos paralisa e nos implode interiormente, perturba a alma, por isso é importante enfrentá-lo. Talvez seja ele uma das piores realidades de nossos dias.

Coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de alcançar metas, apesar do medo; caminhar para frente; enfrentar as adversidades, vencendo os medos. É isso que devemos fazer. Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa desse sentimento [medo].

A maioria das coisas que tememos acontecer conosco, acabam nos acontecendo. E esse medo antecipado nos faz sofrer muito, nos preocupar em demasia e perder horas de sono. E, muitas vezes, acaba acontecendo o que menos esperamos. Muitas vezes antecipadamente, sem nenhuma necessidade. Como me disse um amigo: “não podemos sangrar antes do tiro!”.

É preciso policiar a nossa mente; ela solta a si mesma e pode fabricar fantasmas assustadores, especialmente nas madrugadas. Os medos em geral são sombras imaginárias sem bases na realidade.

Há pessoas que se sentem ameaçadas por tudo e por todos: "Fulano não gosta de mim, veja como me olha!" Ou: "Sicrano me persegue; todos conjuram contra mim; meu trabalho não vai dar certo..." E assim vão dramatizando os fatos e fabricam tragédias.
É preciso acordar, deixar de se torturar com essas fantasias e pesadelos imaginários; o que assusta é irreal. Quando amanhece as trevas somem... para onde foram? Não foram para lugar algum, simplesmente desapareceram, não existiram; não eram reais. Quanto menor o medo, menor o perigo. As aflições imaginárias doem tanto quanto as outras.

Quando Jesus chamou Pedro para vir ao encontro d'Ele, andando sobre as águas do mar da Galileia, ele foi, mas permitiu que o medo tomasse conta do seu coração; então, comecou a afundar. Após salvá-lo, Jesus lhe pergunta: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mt 15,31).

Pedro sentiu medo porque olhou para o vento e para a fúria do mar em vez de manter os olhos fixos em Jesus. Esse também é o nosso grande erro, em vez de mantermos os olhos fixos em Deus, permitimos que as circunstâncias que nos envolvem nos amendrontam.

Não podemos, em hipótese alguma, abrigar o medo e o pânico na alma; não lhes permitir que “durmam” conosco. Não! Arranque-os pela fé, pela oração e por um ato de vontade, decididamente.

É claro que toda a fé em Deus não nos dispensa de fazer a nossa parte. Não basta rezar e confiar, cruzando em seguida os braços; o Senhor não fará a nossa parte. Ele está pronto a mover todo o céu para fazer aquilo que não podemos fazer, mas não faz nada que podemos fazer. Vivemos dizendo a Deus que temos confiança n'Ele, mas passamos o tempo todo provando o contrário, por nossas preocupações...

Quando você age com fé e confiança em Deus, Ele lhe dá equilíbrio e luzes para agir, guiando-o e abrindo portas para você resolver o problema que o angustia. Se temos um problema é porque ele tem solução, então vamos a ela; se o problema não tem solução, então não é mais um problema, é um fato consumado, que devemos aceitar.
Em vez de ficar pensando em suas fraquezas, deficiências, problemas e fracassos, reais ou imaginários, pense como o salmista: “ O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei” (Sl 26,1).
Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

DONS DE DEUS

O espetáculo da paternidade e da maternidade continue a ser dado a público!
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“Quem herda, não rouba”. Foram inúmeras as vezes em que ouvi de meu pai essa frase, referindo-se às marcas que se transmitem de geração a geração. Se somos únicos quanto à dignidade pessoal, dom irrevogável de Deus (Cf. Rm 11,29), o Senhor nos concedeu uma série de valores, transmitidos de geração em geração, a serem ciosamente guardados, conservados e passados adiante com fidelidade. No varejo dos contatos com as pessoas, tenho aprendido a respigar lições do cotidiano. Não dá para viver distraído, e aproveito o Dia dos Pais para comunicar algumas delas.

“Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio” (Mt 15, 21-28) é o grito de uma mãe dirigido a Jesus. “Minha filhinha está nas últimas” (Mc 5, 23), diz ao Senhor um dos chefes de sinagoga, chamado Jairo. Meu filho, minha filha! Nesta relação se encontra a comunicação positiva de uma imagem, a da paternidade e da maternidade. Ao cumprimentar nestes dias um casal amigo que faz festa pelo casamento da filha, faz-se presente em minhas orações o pedido de que o santo orgulho dos pais seja conservado em nossas famílias. Muitos casais possam ostentar, sim, com imensa alegria, um verdadeiro troféu que simboliza o amor vivido, a graça de passar adiante a vida recebida.

Outro casal esperava o filho que estuda fora e conversávamos no aeroporto. Orgulhosamente, ao apresentar-me o rebento, o pai dizia que já começam a referir-se a ele como “o pai” daquele filho médico. E não se sentia diminuído. Sua felicidade é ser pai, e o filho fica maior! E ninguém fica complexado ao mudar de status! É porque pai que se preze quer ver o filho crescer! Já se superou o conflito e a competição tantas vezes presentes quando os filhos são adolescentes. De fato, os pais se perpetuam no crescimento dos filhos, que são diferentes, mas não deixam de ser filhos.

Aproximam-se de mim um homem e uma mulher, ao final da Missa, numa de nossas paróquias. Repete-se um pedido que se faz, graças a Deus, muito frequente, de que toque e abençoe a linda e imensa barriga da mulher que estava para dar à luz nos dias seguintes. Não posso me omitir e faço festa pela vida! Sejam muitas as mulheres grávidas a pedir à Igreja a bênção antes do parto! Muitas vidas sejam preparadas, ainda no ventre materno, para o banho batismal, como expressa o rito desta bênção. Multipliquem-se o rumor, o sorriso e o choro das crianças em nossas igrejas! Vejam-se mulheres amamentando, homens quais marinheiros de primeira viagem, desajeitados com crianças no colo ou aprendendo a trocar fraldas. O espetáculo da paternidade e da maternidade continue a ser dado a público!

Um jovem casal, cujo matrimônio tive a alegria de abençoar, passou por momentos difíceis, pois os médicos previam dificuldades quanto à saúde da criança. Antes de vir à luz a desejada criança, vi os dois se desdobrando em atenções e cuidados. Houve apreensão, medo do futuro, alegria por ver que tudo agora está bem, enquanto aguardam o iminente nascimento da criança. O amor dos dois os faz prontos para enfrentar dificuldades. No correr da vida, serão muitas as surpresas, tantas as noites em claro, muito maiores as alegrias! Aprendizado inigualável, sinfonia executada pelos vários artistas da existência, na mais bonita das escolas, a do lar!

Faço propaganda do casamento! O matrimônio é um sacramento, canal que simboliza e comunica a graça de Deus para duas pessoas chamadas, por vocação, a oferecerem a Deus a capacidade de se amarem mutuamente como matéria a ser transformada em sinal do amor de Cristo e da Igreja. Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (Cf. Ef 5, 21-33), escolhendo a união exclusiva, fecunda e fiel de um homem e de uma mulher como sinal de tal amor. Não se trata de “morar juntos”, mas de transformar a vida dos dois que se casam, de forma a poderem dizer ao mundo: “vejam aqui a presença de Deus”!

A vida digna será sempre cultivada na família. Sonhamos juntos, Igreja e Casais, com a família segundo plano de Deus. Nossa geração seja digna a ponto de não desperdiçar seus valores, mas, antes, transmiti-los aos que vierem depois de nós. É assim que queremos viver a Semana Nacional da Família, que se celebra a partir do Dia dos Pais. E a todos os que receberam a graça da paternidade, o abraço e a bênção!
Foto Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém - PA.

SORRINDO PARA VIDA

A Palavra meditada hoje está em Jeremias 1, 4 – 8:

4. Veio a mim a palavra do SENHOR:

5. “Antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações”.
6. Eu respondi: “Ah! Senhor DEUS, não sei falar, sou uma criança”.
7. O SENHOR me respondeu: “Não digas: ‘Sou uma criança’, pois a quantos eu te enviar irás, e tudo o que eu te mandar dizer, dirás.
8. Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te” — oráculo do Senhor.

"A vitória vem em meio às lutas que acontecem no dia a dia", recorda Márcio
Foto: Wesley Almeida




A Palavra de Deus tem a força de cumprir em nós aquilo que ela anuncia, ela vem acompanhada de graças, bênçãos, unção e tem o poder de nos transformar quando a ouvimos com reverência.

Por vezes, quando seguimos os mandamentos de Deus ou quando nos colocamos no caminho de Jesus ou ainda quando começamos a ser fiéis a Deus, temos o mau costume de pensar que não seremos perseguidos, que não encontraremos tribulação e provações. Entretanto, podemos passar pelas tribulações e sair vitoriosos delas se fizermos a vontade de Deus e permanecermos fiéis a Ele. Deus é fiel a nós, mas nem sempre o somos a Ele..


Muitas bênçãos serão derramadas sobre você, mas as tribulações também vão fazer parte da sua vida. Muitas coisas poderão tentar fazê-lo desistir da caminhada, muitas coisas lhe serão tiradas, mas o Senhor lhe restituirá com cem vezes mais, Ele não o abandonará.


A vitória vem em meio às lutas que acontecem no dia a dia. Se você estiver passando por aflições ou por um vale de tribulações, acredite: você passará por tudo isso, basta continuar caminhando, pois Deus segura firme em suas mãos e caminha junto de você
.

Haverá na sua vida quem opere maldades a fim de desviá-lo do caminho certo, mas nada o vencerá, não porque você seja forte ou invencível, mas porque a sua vitória provém de Deus, porque Ele está ao seu lado e é o motivo da sua vitória!


Ponha-se de prontidão, fique de pé e não tenha medo para que não trema diante do mal. Ainda que combatam contra você, não o vencerão, o Senhor está junto de você para defendê-lo. Deus o ama, muito antes de você existir no ventre de sua mãe, Ele já o conhecia e já o amava. O Senhor desejou que você viesse a este mundo e para isso o consagrou, você é uma obra sagrada de Deus.


A Palavra de Deus hoje é uma mensagem d’Ele para você. A mensagem do Senhor é direta, Ele o ama e o consagrou, você é uma obra do Altíssimo, você é sagrado para Ele e, quem atentar contra você estará atentando contra Ele.


E por ser uma obra sagrada, o templo do Espírito Santo, você deve se cuidar e ter zelo consigo. Nossa consagração aconteceu no batismo e a nossa força para lutar contra o mal se manifesta quando ouvimos, obedecemos e colocamos em prática a Palavra de Deus.


É nosso dever servir a Deus, e quando escolhemos servi-Lo, não podemos olhar para trás, a fim de não cairmos na tentação de desistir ou nos arrepender.


Peça a Deus a graça de servi-Lo sem olhar para trás, pois o sentido da vida é servir ao Senhor com gratidão, com amor e confiança.



Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

Transcrição e adaptação: Rita Bueno