FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

QUANDO VIVER É PRECISO

Há um momento na vida (no meu caso isso só chegou após os 32 anos) onde descortina-se para nós novos modos de enxergarmos a vida. Atividades que antes valorizávamos, perdem completamente a beleza. Pessoas antes cultuadas deixam de exercer influência. Livros e autores antes admirados passam a ser questionados. Temas que nos arrebatavam por horas, que nos levavam a debates calorosos, são completamente desinteressantes. Preletores que nos levavam ao êxtase são igualados a quase todos os demais.

A atração da multidão se torna em repúdio. O sem-número de amigos não resiste ao filtro do tempo. Por fim, os poucos amigos gotejados cabem nos dedos das mãos. Mas, são capazes de encher mais o coração. Aquela nossa forte tendência em precisarmos depender de conselhos dos outros torna-se numa independência madura que valoriza os conselhos mas ponderando-os com sua própria consciência e espírito. As intituições – antes tão sólidas e transmissoras de piedade humana – por fim mostram-se frágeis e por isso mesmo tão dependentes de líderes que a exaltem a fim de que seja preservada.

Diante de todas essas desconstruções, o que fica em seu lugar?

Em seu lugar, vem o deslumbrar-se com a vida. Agora mesmo, enquanto escrevo, minha filha gratuitamente chegou perto de mim, colocou sua cabecinha em meu braço para enxergar o que eu fazia no computador, me beijou espontaneamente e foi embora. Que atividade poderia me arrebatar mais que isso?

Aprendemos a olhar para a vida como um descobridor-observador, ávido por ser surpreendido por algo novo, mesmo sendo os mesmos cenários de sempre. Que sedução pode haver mais no aplauso de uma multidão? Em seu lugar a beleza de se estar com poucos é sobreposta. A experiência de poder enxergar poucos de forma mais profunda, de tomar um café podendo deliciar-se do aroma e sabor ao mesmo tempo em que descobre-se quem o outro é torna-se incomparavelmente mais sedutor do que a sedução de estar sendo visto por uma multidão. A delícia de podermos ser quem somos sem que se precise representar um personagem diante de uma multidão sedenta por ícones.

Descobrimos que as emoções existem quando estamos sozinhos também. Enquanto somos visitados em nosso espírito lendo um livro de extrema sensibilidade. Enquanto somos abençoados com um e-mail amigo, com uma mensagem (até no power point) de uma amiga, quando somos surpreendidos com um beijo ou um olhar apaixonado (mesmo de um filho). Quando nos sentimos extremamente-divinamente-completamente-absurdamente amados por Deus, sem que precisemos fazer coisa alguma para Ele. Sim! Pois quem ama não ama por termos feito algo. O Amor não tem preço. É gratuitamente caro. É espantosamente espontâneo. Não faço hoje, por isso, mais nada para Deus. Mais nada! Nada! Vivo com Ele agora. Simples assim. Vivo tendo a sólida noção de que Ele não tem casa de pedras, por isso não mora em templo de igreja algum. Nenhum! Ele mora em nós. Como diz o Mário Quintana, “Amor é quando um mora no outro”. Por isso, minha relação de amor com Deus hoje é uma moradia nEle e Ele parcialmente em mim pois Ele inteiro não caberia de jeito algum em mim.

Um dia essa forma de ver vida chega. E olhamos para as pessoas, para a natureza, para a criança, para a TV, para o sorriso, para os olhares, pelas ruas, pelas janelas e percebemos que coisas antes despeercebidas ganham valor incomparável e que coisas antes supervalorizadas já não “saltam à vista”. Para mim essa nova forma de ver a vida chegou após meus 32 anos. Após imensas falências pessoais. Após imensas crises pessoais. E, também, após êxitos em outras áreas de minha vida. Tudo então refaz-se de forma diferente. Para algumas pessoas essa visão nova da vida chega em outra idade. Infelizmente para alguns parece que nunca chega.

Como enxergo os que ainda não parecem ter vivido essa reviravolta? Com amor. Não tenho mais a impulsividade e violência próprias da juventude. Minhas convicções estão mais firmes do que nunca! Mas não preciso que ninguém acredite mais em mim. Não preciso mais que ninguém me siga. Não preciso que ninguém concorde com o que penso. São minhas essas convicções. Por isso, enxergo os que não vêem assim com amor e, lá dentro, uma pontinha de pena, de compaixão, de vontade de vê-los vivendo e enxergando coisas ainda não vistas, mas tão belas. Mas, não sou responsável em abrir os olhos das pessoas. Desisti da ambição de ser Deus. Desisti. Preferi ser filho dEle.

Preferi viver.

É PRECISO OUVIR


De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10.17).

Se a fé é pelo ouvir, faz-se necessário que a Palavra seja dita ou pregada. "E como pregarão, se não forem enviados?". Do ponto de vista puramente humano, isto é impossível acontecer.

Para pregar é preciso ser enviado por alguém, e se ninguém for enviado como alguém poderá ouvir a mensagem e receber a fé que salva? Ficamos sempre na dependência ou na vontade desse Alguém que capacita, depois envia, comissiona, direciona e realiza a sua obra.

Muitos, infelizmente, se acham enviados e se vão atabalhoadamente imaginado estar fazendo a vontede de Deus. Daí surgem diferentes evangelhos, alguns até ridículos, sem conteúdo e sem nenhuma referência bíbilica. São pregadores que se arriscam pulando de galho em galho, tropeçando, caindo e depois se levantam para cair de novo. Ou seja, não têm nenhuma firmeza.

Deus procura pessoas a quem possa enviar. A Trindade continua clamando: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?". (Isaias 6.8). Quem poderá responder: Eis-me aqui, envia-me a mim?. Sabemos que diante de uma chamada, que implica em sofrimento, renúncia ou até em morte, é necessário, sobretudo, que se tenha convicção da chamada e se esteja pronto para encarar toda sorte de adversidades.

Os exemplos bíblicos são muitos, e um dos mais tocantes é o do profeta Jeremias que pagou um preço muito alto, sendo algumas vezes caçado como se fosse um animal, mas a Bíblia diz que Deus escondia o seu servo não permitindo que ele fosse encontrado por seus inimigos. Deus quando chama e envia também provê todas as nossas necessidades, cuida e protege o seu servo.

A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Através da pregação, o Espírito Santo se encarrega de produzir no ouvinte uma reação especial e sobrenatural que gera o arrependimento. Um sentimento de contrição que leva a pessoa a abandonar as suas práticas erradas consciente de que Deus delas não se agrada. Um nojo de certas atitudes mesquinhas e imundas, e um desejo profundo de abandonar para sempre uma vida de pecados, maldades e desavenças. Só o Espírito Santo pode realizar esse milagre, pois é Ele quem convence o mundo do pecado, da justiça e do juizo. (João 16. 8 a 11). Ninguém pode realizar essa transformação, esse milagre a não ser a pessoa do Espírito Santo.

Muitos, provavelmente, estão fazendo votos pretendendo melhorar a sua vida nesse novo ano. Querem abandonar os vícios, os maus costumes, mas não tem força suficiente e de repente se veem de novo enlameados pela lama nojenta do pecado. Quando o ano ainda em estiver no meio, muitas dessas pessoas já estarão de novo no meio do charco de lodo, se debatendo sem forças e sem nenhuma condição de sair. Isto acontece em todo inicio de ano.

É preciso ouvir a palavra de Deus, dar crédito a ela e abrir o coração, para que ocorra um milagre: o milagre do novo nascimento. É preciso ouvir, afinal, a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Jesus disse em certa ocasião: "Quem é de Deus escuta as palavras de Deus". (João 8. 47). É bom começar o ano novo ouvindo atentamente o que Deus tem para nos falar. "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz ás igrejas". (Apocalipse 2. 7). Que todos nós tenhamos um ano repleto das bênçãos de Deus!

DUPLA VANTAGEM


"Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam" (Edmund Burke).

"Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos" (I Jo 3.16).

Uma coisa que incomoda as pessoas de bem é o triunfo daqueles que são maus, daqueles que nem querem conhecer e muito menos praticar os bons princípios sociais, morais, éticos e cristãos.

Diz Edmund Burke que "tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que as pessoas de bem nada façam", o que não deixa de ser uma grande verdade.

Sabemos que o mundo está corrompido e corrompendo, e, por isso, disse Ruy Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."

É demasiadamente triste, desalentador mesmo, quando as pessoas chegam a essa conclusão, e resolvem "deixar de nadar contra a correnteza", pensando: "não vai adiantar nada" conforme escrevemos, anteriormente, em nosso artigo "Batendo as asinhas".

Nós, cristãos, temos o dever de obedecer à missão que Jesus nos deixou, poucos minutos antes de ascender ao céu: ensinar, pregar e testemunhar a Palavra de Deus.

Depois, cumprida a missão, diariamente, poderemos dizer como aquele menino que jogou mais um peixinho no mar: "para este vai adiantar".

Estaremos contribuindo com Deus na grande tarefa de evangelizar a toda a criatura, o que trará, para as pessoas que aceitam Jesus como seu único e suficiente Salvador e Senhor, dupla vantagem:

1. Serão salvas do pecado, e da futura "grande tribulação" anunciada por Jesus;

2. Como já está fartamente conhecido pela própria Sociedade, os convertidos progridem em termos de costumes: cultura, trabalho, ética, etc., o que corresponde a uma troca de valores:
- quem furtava, não furta mais;
- quem mentia, não mente mais;
- quem enganava o patrão, passa a ser um dedicado trabalhador;
- quem adulterava, não adultera mais;
- quem sonegava impostos, não o faz mais, pois aprendeu o ensinamento de Jesus: "dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

Por isso associamos o assunto ao versículo bíblico acima, que diz: "Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos" (I João 3. 16).

Faz parte da mudança de vida, da troca de valores, como Cristo nos ama [e ama até o fim], nós cristãos passarmos a amar o nosso próximo, e como fruto deste amor é que:

- "fazemos discípulos/ensinamos";
- "pregamos a Palavra de Deus", a Bíblia;
- "testemunhamos" sobre os ensinamentos bíblicos, e sobre o bem que nos causam, querendo "compartilhar" com o próximo dos benefícios da mudança havida em nossas vidas; isso além, é normal, de compartilhar com eles, se necessitados, dos nossos bens materiais.

Caros leitores não cristãos, a Palavra de Deus, que lhes é apresentada diariamente, é para que vocês conheçam a bondade, a misericórdia, o amor, a graça de Deus, e desejem paras as suas vidas essa grande Salvação.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

AGENTE SOMUS INUTEIS......


Colegas são perfeitos. Amigos não têm super-poderes.

Colegas discutem quem nasceu primeiro: "O ovo ou a galinha?". Amigos comem galeto com farofa no bar.

Colegas são certinhos. Amigos são autênticos.

Colegas pedem um copo d'água. Amigos podem abrir sua geladeira.

Colegas são pragmáticos. Amigos são simples.

Colegas têm sempre um pé atrás. Amigos não têm medo de errar.

Colegas são apresentados. Amigos se apresentam [e são presenteados!].

Colegas precisam provar sua amizade. Amigos provam natural e espontaneamente [às vezes, nem se dão conta de que fizeram uma linda prova de amizade!].

Colegas são passageiros. Amigos são comissários de bordo.

Colegas contam vantagem. Amigos dão gargalhadas pela última gafe [enquanto comem o galeto com farofa no bar. - Uma coca bem gelada, por favor!].

Colegas precisam prender a vontade de arrotar, quando tomam coca-cola. Amigos fazem concurso de arroto...

Colegas têm medo de perder a amizade. Amigos são amigos e pronto!

Colegas te dão abraço de urso no Orkut, quando tudo vai [aparentemente] bem. Amigos te dão um soco de canguru, quando descobrem que você tem vacilado; depois, dizem: "Foi pro seu bem. Gosto de você!".

Colegas abandonam o navio, quando o mar está revolto. Amigos aproveitam as ondas pra surfarem juntos.

Colegas são politicamente corretos. Amigos são subversivos: não seguem cartilha, formulário, agenda, ata...

Colegas têm o pé no chão. Amigos têm o pé nas nuvens [ousam sonhar!].

Colegas se preocupam mais com o "quê". Amigos se preocupam mais com o "como" [e como!].

Colegas são previsíveis. Amigos são surpreendentes.

Colgas são ponto e vírgula. Amigos são reticências...

Colegas continuam discutindo quem nasceu primeiro: "o ovo ou a galinha?". Amigos comem coxa de galinha sem garfo e faca.

Colegas são úteis. Amigos são inúteis.

"A amizade é um tesouro, e só a possuem aqueles que estão dispostos a vender todo o patrimônio para ter o prazer de curtir livremente a sua grande descoberta." [Pr. Aramis Brito]

A ARTE DE VIVER


Definitivamente viver não é fácil. Basta observar as fatalidades que poluem as estradas da história. Milhões morreram sem conseguir aprimorar-se na difícil arte de existir. A vida muitas vezes é áspera, arriscada e sempre perigosa. A toada inclemente do tempo, a tensão de ter que conviver com pessoas impiedosas, o peso de ter que decidir entre o certo e o errado exigem cuidados extremos. Não basta viver -- é preciso viver bem e para isso é necessário concentração, bom siso e uma pitada de humildade.

A arte de viver requer que se rompam os confinamentos. Toda marginalização ou reclusão imposta é nitroglicerina que detona a alma e forma abismos que sorvem a alegria de viver. No ventre da história conturbada e triste do século 21, somente artistas e poetas conseguiram recuperar o verbo coexistir de sua insignificante função. Antigamente coexistir descrevia a tolerância como mero dever. Os civilizados precisavam de resignação para aguentar o próximo. De repente, coexistir passou a significar a beleza de reconhecer a dignidade dos que pensam diferente, transmitindo a ideia de que ninguém será discriminado, diminuído ou marginalizado por causa de sua fé, cor da pele ou ideologia política.

As diferentes cosmovisões possuem valor idêntico. Na boca dos poetas, as expectativas dos profetas por um mundo sem cadeias de absolutismo já começaram a acontecer. Eles intuem que em breve a humanidade não suportará racismos, ódios e desprezos sociais. Um dia, os campos de batalha serão arados e semeados com amor para que nunca mais se confunda o choro de crianças com os hinos marciais.

A arte de viver requer que se ame a poesia. Só ela pode apagar o ódio. Os poetas se unirão a homens e mulheres de boa vontade para soterrar os charcos da maldade com benignidade e beleza. Estes serão chamados filhos de Deus, pois carregam o antídoto capaz de salvar o mundo. Nervos gripados de vingança e olhos enrubescidos de brutalidade se confrontarão com a singeleza da palavra, mas a ternura triunfará -- quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A arte de viver requer que sempre se opte pela simplicidade, porque a vida verdadeira se esconde na realidade mais frágil. Os que se encantam com as sofisticações não conseguem enxergar a beleza que mora nas coisas efêmeras; só o insubstancial é eterno. É necessário um olhar singelo para perceber a graça que há no comum. Os pobres de espírito entrarão nos átrios sagrados de Deus. Os puros de coração perceberão na bruma silenciosa a voz do Espírito.

A arte de viver requer integridade. Uma vida abundante precisa juntar os fragmentos da alma para viver com uma santidade não restrita à obediência religiosa ou ao cumprimento de mandamentos moralistas. Não basta resignar-se. Santidade é plenitude do ser, do ser-homem, do ser-mulher. Só os verdadeiramente santos eternizam os instantes para, inteiros, saborearem as chances fugazes de felicidade.

A arte de viver requer respeito aos ciclos da vida. As estações se alternam do verão ao inverno, da primavera ao outono, e quem não experimenta cada tempo com suas peculiaridades acaba adoecendo. No tempo de nascer faz-se festa, no de morrer lamento; no tempo de plantar semeia-se esperança, no de colher o que foi plantado lida-se com a derrota; no tempo de matar se aprende a dizer adeus, no de sarar o poder do perdão; no tempo de demolir se despede da onipotência, no de construir adquire-se fé na ressurreição; no tempo de chorar se convive com a fraqueza, no de rir com a força da alegria; no tempo da guerra se percebe o perigo da perversidade, no da paz a felicidade da sabedoria.

A arte de viver requer sensibilidade transcendental. Contentar-se com os horizontes do mundo material e imanente significa abrir mão da vida eterna. Os seres humanos nasceram com sede pelo que está além do céu, além da última galáxia, além do tempo Pulsa no coração humano a litania que repete: “Por que te escondes, Senhor?”. Tudo passa. Todas as emoções perdem o encanto. Todos os prazeres são provisórios, mas a sede pelo divino permanece. Quem beber de um gole d’água da vida, quem receber uma visitação do Espírito e quem ouvir uma só palavra do Cordeiro de Deus, jamais se contentará com o brilho deste mundo.

A difícil arte de viver não aceita procrastinação. Quem deseja experimentar o céu e evitar o inferno deve começar já, antes que se rompa o fio de prata.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

ADEUS EVANGELHO VELHO, FELIZ EVANGELHO VERDADEIRO


"O teor das decisões, as quais assumimos, determinaram, quer queiramos ou não, os mosaicos da nossa história.'"

Eis aí mais um fresquinho, novíssimo, saindo do forno ano de 2010.

Nunca por demais, devemos ressaltar, um ano de mudanças estratégicas no cenário político da nação. As eleições para a presidência, para a renovação ou perpetuação do Congresso Nacional, para os pleitos estaduais e suas correspondentes assembleias legislativas.

Sem hesitar, a Copa, indiscutivelmente, acarretará um estado açulador de expectativas em muitos brasileiros. E isso não dá pra negar!

Por enquanto, ater-me-ei a fiar uma elucubração, ciente das palavras desalinhavadas, no que tange a, adrede, confeccionar a trajetória, minha e sua, referente ao evangelho. Para tanto, aporta-me-ei nessa vetusta canção de passagem de ano.

Ora, quem não se lembra do adeus ano velho, do feliz ano novo e por ai vai. Então, aproveito o ensejo e lanço a relevância de ponderarmos nos enredos do evangelho em voga.

Evidentemente, caso fosse perpetrado uma enquete, ficaríamos em uma série concomitante de refutações e análises sobre as alterabilidades, muito delas, lamentáveis.

Digo isso, em virtude de reconhecermos a urgência de decidirmos por um evangelho velho, pauperizado, camaleônico, simbiótico (sem identidade e diferencial, em face de uma sociedade carcomida pelo relativismo, pelo utilitarismo e descartamento da vida).

Tornou-se praxe, dentro dos arraiais evangélicos, tracejarmos uma profusão de mudanças e melhorias. No entanto, trilhamos pelas linhas sinuosas de um evangelho desprovido de uma comunhão espiritual, de uma comunhão pautada no amor fraternal, de uma comunhão de pessoas, dia-a-dia, banhadas pelo reflexo do Deus-ser-humano Jesus Cristo.

Aliás, deveríamos laborar e pelejar com tenacidade em prol do evagelho de compromisso e transparência profunda com Deus, de uma submersão ao preceitos da palavra-mestra, de uma autêntica e profícua convivência comunitária.

Ultimamente, tenho flagrado um evangelho mais voltado a preencher as demandas de uma geração narcisiSta, egoística e a léguas de distância do ide, pregai e formai discípulos.

Nesta linha de raciocínio, sou, sim e sim, porfioso, enfoco o quão salutar e vital representa desintegrarmos uma ótica clericalista-eclesiástica, de ir, somente, a igreja e receber a palavra e manter um estilo de vida cristã anônimo.

Faz-se mister priorizarmos o evangelho de servos, de discípulos e apóstolos (ou seja, mensageiros da palavra, da Graça, da fé lúdica, da liberdade - lenitiva tão bem manifesta em Cristo).

Novamente reforço, precisamos, como cristãos, dobrar os joelhos e medrarmos uma vida integral de oração, de comunhão e adoração aportado em Cristo. Isto implica assumirmos a postura de sermos sal e luz, em todos os âmbitos de uma realidade secular.

O sacrifício de Cristo trouxe a conciliação do espiritual e secular, do Senhor Criador e do ser humano, da simplicidade e singeleza da vida. Destarte, rogar a Deus por alastrarmos um evangelho alforriado de rótulos doutrinários, ideologias humanas doentias e aderirmo-nos a Cristo. Tão somente assim, conseguiremos impactar e influenciar o nosso século.

Ademais, aos estimados leitores do MENSAGEIRO DA PAZ, tenham um 2010 regido pelo evangelho autêntico, verdadeiro e legítimo.

O PRINCIPIO DA LUZ


No princípio, era o Verbo, que irradiava existência sobre a face do abismo. Bastava uma ordem criadora e ordenadora do Espírito de Deus, que pairava sobre as águas — Haja! —, para que o que antes fora trevas, terror e morte se recompusesse em luz, ordem e vida.

E esse Verbo que estava no princípio era Deus e era também a alegria dos homens. Sim, as almas humanas também se tornaram sem forma e vazias, e houve trevas sobre elas em algum momento. Ao ponto de se imobilizarem em dores, cólicas, luto e desorientação, e de se lamentarem: “Deste-nos a comer pão de lágrimas” (Sl 80.5).

Entretanto, também sobre essas águas profundas pairava o Espírito de Deus. E com ele, a possibilidade de uma ação restauradora.

No primeiro princípio, ele não pediu licença. Atuou sobre o caos e lhe deu ordem. E a criação retomou seu curso, até à perfeição e ao descanso do sétimo dia. Já no segundo princípio, ele veio para o que era seu, mas agora precisava ser recebido. O “haja!” de Deus esperava convite para reorganizar as vidas em trevas.

Quando mortes, prejuízos, doenças, desemprego, acidentes, incêndios, separações e outras perdas se sucedem como enxurradas de tsunamis, não nos dão tempo de recuperação. Ficamos confusos e perdidos, como se nossa organização, nossa normalidade, tivessem sido roubadas como na experiência de Maria Madalena (Jo 20.13), que chega a dizer: “Roubaram o meu Senhor e não sei onde o puseram”.

Sentimo-nos defraudados. Não sabemos como reagir aos fatos ou como ordenar nossos sentimentos. Não conseguimos “juntar os cacos” rapidamente. Não é difícil prever que Deus será incluído em nossa perplexidade e frustração com questionamentos que, em muito, extrapolarão nossa capacidade de compreender as respostas. Mesmo que Deus nos explicasse, não compreenderíamos.

Mais que a alma enlutada, ou em agonia, nossa vida sai do seu eixo. As atividades cotidianas já não são executadas com a mesma facilidade; o sol já não brilha com a mesma intensidade; as noites se tornam espessamente escuras; sentimo-nos estrangeiros em nossa própria cidade, em nosso local de trabalho. Amigos e parentes nos parecem falar por trás de uma parede de vidro. Seu abraço é tristemente mais forte. E não nos importamos. Compreendemos e retribuímos, como se também quiséssemos dizer o que não é dito. Sentimo-nos “atropelados” pela solidão; o que se passa dentro de nós é incomunicável. Nem mesmo um grito de socorro encontra palavras, pois esse clamor se expressa por silêncios. Fecha-se em copas, em resignação, como que a dizer: o que tinha de ser, já foi.

Na realidade, nossa alma não encontra palavras para dizer, apropriadamente, que “a vida se tornou sem forma e vazia; que houve trevas sobre a face do abismo”.

Em momentos assim, importa trazer à lembrança que “a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5). Se perda, morte e trevas bateram à nossa porta, vale lembrar que a vida ainda está no Verbo, e a vida é a luz dos homens. Das profundezas das águas Deus ainda pode ser convidado a vir e proferir o seu “haja luz!”.

Todos sabemos o resultado da primeira visitação do Verbo: “... e houve luz; e viu Deus que a luz era boa”. Depois de ter chamado a luz de “dia” e as trevas de “noite”, Deus permitiu que a natureza seguisse seu curso: anoiteceu e clareou novamente. Raiava o primeiro dia.

O resultado da segunda visitação há de ser parecido: nossas almas sendo curadas pelo “princípio da luz”, o Verbo, a Palavra de Deus; e nossas vidas se reorganizando por nossas próprias palavras, a verbalizar humilde adoração diante do menino envolto em panos, com ação de graças. Estaremos vivendo, após tenebrosa noite, o raiar de um novo dia. A alegria que vem pela manhã.