FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CURAR ENFERMOS.....................


É muito bom ver como Deus vai moldando e nutrindo a nossa vida no decorrer dos anos. Sempre de novo, vamos descobrindo que sua despensa é muito farta e nunca iremos “consumir tudo” o que ele reserva para nós. Como bem posso testemunhar, ele nunca se cansa de caminhar conosco nessa vereda do discernimento e da maturidade.

Esta série sobre o chamado dos discípulos vem considerando cada uma das dimensões e significados da vocação cristã. Vimos que Jesus chama os discípulos “para estarem com ele”, num claro convite para o estabelecimento de sólidos laços de relação com o seu Mestre. Ao deter-nos no chamado “para pregar o evangelho”, vimos como a palavra de Deus nos alcança de forma redentora nos becos mais escondidos da vida.

A vocação “para curar enfermos”, para a qual olhamos hoje, não consta no texto de Marcos. Porém foi uma marca inquestionável da vocação dos discípulos, assim como do ministério de Jesus. Em Mateus 10.1ss, Jesus envia os doze discípulos e dá-lhes autoridade “para expulsar espíritos imundos e curar todas as doenças e enfermidades”. Marcos, num texto paralelo (Mc 6.7-12), diz que Jesus, “chamando os Doze para junto de si, enviou-os” (v. 7), e “eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse. Expulsavam muitos demônios e ungiam muitos doentes com óleo, e os curavam” (v. 12-13). Os relatos de Lucas evidenciam uma unidade clara entre o que Jesus manda os discípulos fazerem e o que ele mesmo faz. Depois de passar a noite orando no monte e então escolher os doze discípulos, ele desce do monte para encontrar-se com uma multidão, “que vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças”. E o texto continua: “Os que eram perturbados por espíritos imundos ficaram curados, e todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava todos” (Lc 6.12-19).

Os diferentes momentos em que Jesus enviou os discípulos, ou exerceu o seu próprio ministério, deixam claras as marcas da nossa vocação: “pregar o evangelho, curar os enfermos e expulsar os demônios”. São três dimensões ministeriais -- “salvação, restauração e libertação” -- e nenhuma delas deve ser exercida isoladamente; na verdade, uma caminha para dentro da outra. Juntas, elas se constituem em expressão do reino de Deus a irromper na vida cansada, destroçada e perdida do ser humano.

Curar enfermos... tem certeza?
O meu ancoradouro espiritual foi um movimento muito piedoso e rígido; havia muita coisa que um cristão não fazia e com que não se envolvia. Enfatizava-se a conversão, a comunhão cristã e o crescimento na fé, e o instrumento-chave para que isso acontecesse era a pregação do evangelho e o ensino da Palavra. Quanto aos enfermos, devia-se orar com eles e por eles; mas qualquer ênfase ou “espetáculo público” neste sentido era descartado. Orava-se por cura e esperava-se a resposta, mas isso era feito com gratidão, silêncio e discrição.

Quando fui estudar teologia -- e esta era de caráter liberal --, a coisa ficou difícil e tensa. Mesmo querendo apegar-me aos princípios e fundamentos da minha fé, fui confrontado com uma teologia que queria desconstruir essa fé “pietista e infantil”. Sair por aí dizendo que na caminhada da fé os enfermos são curados era algo incabível no universo desta teologia, pois uma das suas maiores dificuldades era lidar com milagres e qualquer coisa que fugisse a processos de racionalização. Milagre tinha de ser explicado e não experimentado.

Porém o convite-desafio a curar os enfermos continuava lá, assim como Deus continuava lá, insistindo em mostrar-me que esta dimensão da cura era importante para ele, para os enfermos e para mim mesmo. Afinal, há tantos doentes ao nosso redor e tanta enfermidade dentro de nós que é impossível imaginar que Deus não se preocupe com os doentes e suas mazelas.

Revisando minha caminhada, percebo duas vertentes que me levaram a agradecer a Deus por querer curar as pessoas. A primeira é o próprio Deus. Eu continuo a ver nas Escrituras que ele se importa com os doentes, e ele insistia em dizer que eu também deveria me importar. Eu percebia que não poderia abraçar uma das expectativas de Jesus -- pregar o evangelho --, enquanto ignorava a outra -- curar os enfermos. Aliás, fui percebendo mais e mais como um dos mandatos de Jesus se encaixa no outro e como precisamos de todos eles se queremos anunciar e experimentar salvação:

Estar com Jesus
Pregar o evangelho
Curar os enfermos
Expulsar os demônios

A segunda vertente é a enorme quantidade de doenças e pessoas enfermas ao nosso redor, sem ignorar o peso que a enfermidade tem na nossa vida e na vida dos que nos são próximos. Basta ver quanto das nossas conversas giram em torno de doenças, quantos remédios temos em casa, quantas vezes nos automedicamos, quantos pedidos de oração por pessoas doentes na igreja. Somos pessoas doentes vivendo numa sociedade doente -- e Deus se importa com isso! Por isso Jesus diz aos discípulos: “Quando entrarem numa cidade... curem os doentes que ali houver e digam-lhes: O reino de Deus está próximo de vocês” (Lc 10.8-9). Agradeço a Deus por ele tocar os doentes com o seu toque restaurador, e nós sabemos que isto pode tomar muitas direções na vida de muitas pessoas. Porém sempre que ele nos toca o reino de Deus está próximo. Paz e bem

E VOCÊ, O QUANTO AMA O MUNDO ?


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito...”
João 3.16

Imagino que haja muitas objeções a este raciocínio. A primeira se baseia em 1 João 2.15: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”. A solução é fácil. Apesar de os dois textos usarem a mesma palavra, “kosmos” (mundo), em João 3.16 ela se refere ao mundo físico ou humano, enquanto em 1 João 2.15 se refere aos valores negativos de um “mundo” pecaminoso. Voltando à pergunta do título, se Deus amou o mundo a ponto de dar seu único Filho, qual é a medida do nosso amor pelo mundo? Surge então a segunda objeção: Será que João não está se referindo ao mundo de pessoas em vez de se referir ao mundo físico?

Ele está falando do mundo de pessoas sim. Aqui, “mundo” claramente se refere aos dois aspectos do mundo criado por Deus: humano e não-humano. Basta ler João 1.9-10. Talvez a conexão entre os dois fique mais clara se considerarmos Romanos 8.18-25, em que a salvação da humanidade e do mundo não-humanos é interligada.

Toda a criação um dia será “salva”, isto é, renovada e recuperada. Porém, de acordo com Romanos 8, esta redenção da criação só acontece depois da salvação dos seguidores de Cristo. E o motivo é que, embora a redenção venha sempre e unicamente de Deus, ele próprio incumbe o seu povo de ser instrumento para anunciar tal redenção. Por isso, o povo de Deus, a igreja, tem um papel importantíssimo na redenção da criação. Certamente, entre outras coisas, isso implica num compromisso ativo que os ecologistas chamam de “conservação”. A palavra preferida das Escrituras parece ser “redenção” ou “renovação”. Basicamente, o que Paulo descreve em Romanos 8 é o que o visionário João fala em Apocalipse quando descreve o novo céu e a nova terra.

Agora talvez já tenha surgido uma terceira objeção à ideia de “amarmos este mundo como Deus amou”.

Afinal, a Bíblia não afirma que este mundo físico, antes do fim dos tempos, se desfará? Então, por que tanto esforço para conservá-lo? Será que a Bíblia ensina que o mundo físico que conhecemos um dia não mais existirá? Vejamos 1 Pedro 3.7 e 12. Ambos os versículos falam da “destruição” por meio do “fogo”, tanto na maioria das nossas traduções quanto no original. Lendo esses versículos isoladamente e fora do seu contexto, só podemos concluir que o mundo físico aguarda, de fato, uma destruição futura total, uma aniquilação e o desaparecimento, assim como o fogo transforma a madeira em cinzas. Porém, o versículo 6 muda esta leitura. Os céus e a terra, isto é, o mundo físico, serão destruídos, consumidos pelo fogo, “da mesma forma” que o mundo físico anteriormente foi destruído pelas águas. Que tipo de “destruição” é essa? Por um lado, tal destruição certamente não é aniquilação, obliteração, e extinção total. Pois, depois do dilúvio, o mundo continuou a existir. Porém, tal destruição não ocorreu sem dor e sem estrago substancial. Portanto, a destruição do dilúvio e do mundo futuro “envolve grande dano, mas não a inexistência”. Outros usos desta linguagem nas escrituras apontam para a ideia de purificação e transformação, um processo doloroso e abrangente (Ml 3.1-4; 1Co 3.12-15).

Isto significa que “novos céus” e “nova terra” não são “outros céus” e “outra terra”, mas céus e terra renovados, da mesma forma que Cristo nos transforma em novos homens e novas mulheres, isto é, não fisicamente em outras pessoas, mas em pessoas renovadas, e assim, em outras pessoas interiormente.

Voltamos à pergunta inicial: Quanto nós amamos este mundo? Quanto amamos a criação de Deus, que ele próprio pretende renovar? Qual é a nossa ação atual de manifestação deste amor?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O TERRENO E AS SANTAS SEMENTES


O que fica à beira do Caminho

Em sua jornada continuará sozinho

Chega até a ouvir a Palavra de Deus que lhe é pregada

No entanto sobre a Verdade continua sem entender nada

E o único arrebatamento que ele experimenta

É o da própria ignorância com a qual a Deus tenta

Consequentemente não experimenta o novo nascimento espiritual

E em sua alma nada acontece de especial

E como desprezou a Palavra em sua mente

O diabo veio e roubou-lhe a Preciosa e Santa Semente

Roubou-lhe também a oportunidade

De ingressar gloriosamente na eternidade

O que se assemelha ao terreno pedregoso

Até parece que vai ter um desfecho mais glorioso

Pois externa uma certa emoção

E se alegra com as boas novas da salvação

Mas o que é um lamento

É que é de pouca duração tão sublime momento

Pois no instante em que chegou a perseguição e a angústia

Contra ele o diabo mostrou toda a sua maligna astúcia

E levantando-se contra a própria Palavra de Deus

Ofendeu-se de ser contado dentre os filhos Seus

Esse também não pode ver Deus agindo na sua terrena história

O que lhe afastou do Caminho no fim do qual receberia a Coroa da Vitória

Mas a Semente cai mesmo em todo lugar

Pois caiu em um “terreno” que tinha espinheiros como pomar

Lugar de muito cuidado e atenção

Onde há até espaço para se fazer uma reflexão

Pois ali foi semeada a Santa Semente

Só que as muitas vozes lhe confundiram a mente

Apesar de ser boa a Palavra há coisas mais importantes a fazer

E duas delas são: a busca do sucesso e o sonho de enriquecer

E assim o diabo percebeu

Que aquele ainda poderia ser seu

E com a glória do mundo a lhe propor

Sufocou-lhe a Palavra de Amor

Assim voltou-se para a intelectualidade

E fechou seu coração para a gloriosa eternidade

Mas, para o semeador, sempre chega o momento esperado

E ele encontra um “terreno” preparado

O arado por ali seu trabalho já exerceu

E toda a terra remexeu

Então a Palavra de Deus é semeada

E é ouvida, acolhida e amada

Abraçando assim a Santa Semente em seu coração

Experimenta uma maravilhosa transformação

Pois a Semente se transforma em uma árvore grande e frondosa

Cujos inúmeros frutos a tornam ainda mais formosa

Pois foi regada pela chuva da Graça de Deus

Sendo contada dentre os filhos Seus

E crendo ser o Evangelho de Jesus da Verdade a revelação

Não desprezou tão grande salvação

Sem perder, portanto, a oportunidade

Recebeu a Vida abundante e ingressou na gloriosa eternidade

MAIS UM GOLIAS


Realmente algumas pessoas marcam nossas vidas, nossos pais, nossos irmãos, namorados, irmãos em Cristo, enfim, por todas as situações de nosso viver estamos rodeados de pessoas.

Por que não falar de nossos amigos de infância, da nossa primeira professora, a primeira namorada? O interessante disso tudo, é que nem sempre as pessoas que cruzaram nossas vidas nos trazem boas lembranças. Isso me traz à memória o primeiro dia no dentista (risos). Estas pessoas as vezes não recebidas como dádivas divinas, que as vezes surgem em nosso caminho como obstáculos, são na verdade as ferramentas de Deus para forjar o nosso caráter.

Em alguns momentos até em ouvir o nome dessas ferramentas, gera dentro de nós um certo desconforto, mas com o passar dos dias, vemos que se não passássemos por tais, a vida não valia tanto ser vivida.

Hoje olhamos, vemos algumas cicatrizes, no momento doloridas, feridas abertas, mas agora apenas marcas sem dor. Claro que lembramos, rimos, nos emocionamos, são apenas marcas que contribuíram para o que somos hoje.

Vem em minha memória a vida de Davi, um homem tão cheio de vitórias, marcas, conquistas, entretanto, no profundo do seu ser entendia que a melhor coisa da sua vida era estar nos átrios do Senhor. Davi, por sua vez, também enfrentou situações que na verdade eram conflitos entre pessoas, e o mais marcante destes conflitos foi com o gigante Golias.

E eu lhe pergunto: Quem seria Davi sem Golias? Para Davi alcançar o que alcançou, ele teve que passar por Golias. Golias pode representar muitas coisas em nossas vidas, temores, complexos, pessoas, situações que achamos que nunca vamos superar. Davi encarou o gigante de frente. Primeiramente sabia que o Senhor era com ele, e em segundo lugar não aceitou a afronta do gigante para com o seu Deus.

Por mais que Saul tentou impedi-lo de lutar, Davi entendeu que aquele era o momento, que o gigante era alguém que o Senhor tinha colocado na sua vida, e ele teria que derrubá-lo.

Isso tudo é uma ótima lição para nossas vidas. Gigantes foram feitos para serem vencidos. Pare de reclamar, de murmurar, de dizer que o gigante é grande demais para você, que sua espada está manchada de sangue. Levante-se, erga a cabeça, saiba que o Senhor dos Exércitos é com você, Ele te chamou para este momento, vença!

O interessante disso tudo, é que Davi tomou para si cinco pedras, para muitos retrata uma questão apostólica, bem cada um com a sua revelação. Para mim Davi tomou cinco pedras, porque sabia que Golias era de uma família de cinco irmãos. Na sua mente dizia ele: Em nome do Senhor o primeiro vai cair, e se vier os demais, certamente cairão também.

Glória a Deus! Entenda que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam o Senhor (Romanos 8:28), se você realmente ama ao Senhor, descanse, e encare a vida de frente, pois tudo isso está contribuindo com a sua vida.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

DERRUBANDO MUROS


"Pois foi Cristo quem nos trouxe a paz, tornando os judeus e os não-judeus um só povo. Por meio do sacrifício do seu corpo, ele derrubou o muro de inimizade que separava os judeus dos não-judeus." – Ef 2.14

09 de Novembro de 2009 é uma data marcante para a Humanidade. Vinte anos atrás o mundo viu extasiado, como quem sonha acordado, a queda do muro que cercava o Portão de Brandemburgo, na entrada de Berlim Oriental.

Para quem não se recorda dos fatos ou mesmo desconhece a História, Lúcia Hipólito, jornalista da Rádio CBN, resumiu com brilhantismo esse evento sócio-político insano, que não apenas dividiu a Alemanha, dividiu o Planeta. Acompanhe o resumo:

"Em 13 de agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois setores. Dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Foi também proibido a passagem das pessoas para o setor ocidental da cidade. Checkpoint Charlie, um dos pontos de passagem entre os lados da cidade. A construção do muro – símbolo da separação dos blocos capitalistas e comunistas – não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. Pelo menos 80 pessoas morreram, 112 ficaram feridas e milhares foram aprisionadas nas diversas tentativas de atravessá-lo. Sua estrutura chegou a ser reforçada por quatro vezes."

COMO OS MUROS SÃO ERGUIDOS?

Muros são erguidos quando começamos a acreditar que somos melhores que os outros, ou, como pensava Jean Paul Sartre, quando achamos que “o inferno são os outros”.

Quando isso acontece, muros de separação são erguidos não apenas entre cidades ou nações, mas também entre pessoas, instituições e denominações religiosas.

A arrogância, a presunção e a ganância do ser humano são o cimento e as pedras que continuam erguendo muros de separação por toda a parte.

UMA LEITURA CRISTÃ DA HISTÓRIA

Como seguidores de Jesus Cristo, somos desafiados a ver a História da Humanidade da mesma maneira como ele viu e como com ela interagiu. Somos chamados a derrubar novos muros de separação e a mostrar o Caminho Vivo e Novo que pode ser trilhado por todos - Jesus!

Mas como faremos isso? Como derrubaremos os muros externos, se internamente erguemos muros de proteção que nos mantém isolados uns dos outros, alimentando em nós a idéia tola de que somos realmente melhores do que os outros? É, precisamos reencontrar o Caminho da humildade.

Durante a minha formação acadêmica de um bom cristão, dois pensadores foram decisivos para que eu desenvolvesse uma compreensão cristã da vida e da própria História: Merval Rosa e Leonardo Boff.

Com o professor Merval, aprendi que igreja não é um clube social dos ótimos e que não fazemos parte dela porque somos melhores do que qualquer outro membro da sociedade, mas, tão somente, porque tivemos a graça de sermos achados por Cristo.

Com Boff, aprendi que o único caminho que o ser humano, especialmente o ser humano cristão, é chamado a trilhar é o da humildade. Bater no peito e dizer – como Fernando Henrique disse com Lula “eu não sou igual a ele” – além de ser deselegante, é também uma grande tolice, visto que somos humanos e nada do que é humano nos é indiferente, como bem declarou Publius Terêncios (170 a.C.).

Observe as palavras do apóstolo Paulo aos Efésios: “Pois foi Cristo quem nos trouxe a paz, tornando os judeus e os não-judeus um só povo. Por meio do sacrifício do seu corpo, ele derrubou o muro de inimizade que separava os judeus dos não-judeus.” – Ef 2.14

Cristo nos trouxe a paz, derrubando muros de inimizade.

Aproveitemos, portanto, as comemorações dos vinte anos da queda do muro de Berlim, para derrubar os muros de separação que por desventura carregamos na alma. Vamos reencontrar aqueles que para nós mesmos dissemos não querer saber nunca mais e tornar o acesso livre novamente. Com o martelo do perdão e do amor podemos fazer muito mais do que com o cimento e as pedras da arrogância e da presunção. Afinal, o muro de separação não priva apenas de quem está do lado de lá, mas quem está do lado de cá também . Paz e bem

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

BARTIMEU OU ZAQUEU ?


Assim como qualquer meio em que vivemos, sempre existem os paradoxos, as discrepâncias. Não era para ser assim, mas dentro do Reino de Deus, por sua vez existem coisas que realmente não posso entender. Estas irregularidades, já existiam desde os tempos mais remotos.

Pois bem, para melhor entendermos o quero transmitir, reportemo-nos para dois milagres, a cura do cego Bartimeu e a conversão de Zaqueu, por sinal, aconteceram quase que próximos um do outro, nas regiões de Jericó.

Bartimeu, muito interessante, embora cego, viu o que ninguém viu em Jesus, ele viu Jesus como filho de Davi, para muitos uma forma de pedir esmolas, até podia ser, mas ele declarou que Jesus era o Messias, se era filho de Davi, então era o herdeiro do trono de Davi. Clamando, faz com Jesus o atenda, e por fim curado da cegueira.

Zaqueu, por sua vez, desprezado por seu ofício de publicano, mas com um tremendo interesse em conhecer quem era Jesus. Correndo a frente da multidão, sobe em uma árvore e espera o que vai dar. Jericó, a cidade dos suaves perfumes, era rica em vegetação, muitas árvores, e Jesus para exatamente sob a árvore onde há um homem que queria conhecê-lo. Chamado por seu nome, ele desce com alegria, e ao encontro com Jesus ele confessa seus erros, promete restituição a que tivera defraudado, exatamente como dizia lei.

Até aqui nada de mais, nada de incrível, nada revelador, duas situações envolvendo Jesus Cristo e dois homens com vidas bens distintas. Mas, ao ler sobre a reação daqueles que estavam como testemunhas destes dois milagres, algo me salta ao coração.

Com a cura de Bartimeu, diz-nos o texto que toda a multidão vendo o que acontecera ia louvando a Deus pelo caminho.

Com a conversão de Zaqueu, a reação da multidão foi de murmuração, o texto diz que todos murmuravam porque Jesus iria hospedar-se na casa de um pecador.

Exatamente isso que acontece, nos milagres muito louvor, muita festa, já na conversão murmuração, reclamação, biquinhos e testas franzidas.

E a grande pergunta é esta: qual dos dois realmente garantiram salvação? Bartimeu ou Zaqueu?

Hoje vivemos uma igreja que é voltada exatamente para necessidades, para os milagres, não que isso seja pecado, não, mas não passam de milagres. Não nos alegramos mais com a conversão, a confissão de pecados tornou-se algo fora de moda, restituir o que foi defraudado, não tem nada haver. Nossos púlpitos estão fartos de promessas de cura, riquezas, farturas, e longe de arrependimento, de confissão. Arrependimento não dá ibop, milagres lotam estádios.

Quando perdemos a noção do pecado, perdemos também a alegria do perdão.

O Reino de Deus tem alegria? Sim! Mas primeiro é justiça, depois a paz, e por fim a alegria. Muitos vivem sem paz, porque querem somente a alegria do Reino, não sabendo, ou não sendo levados a entender, que o gerador de paz e alegria é a justiça.

Se não mudarmos radicalmente nossas pregações, conselhos, sermões, nossos filhos não saberão o que realmente é o Reino de Deus.

Reflita nisso, seja ousado, seja um profeta nesses dias.

NÃO SE ENGANE


Falsas esperanças faziam parte dos discursos dos falsos profetas na época em que Jeremias viveu (Jr 14:13-15). Anunciavam "paz, paz", quando não havia paz nenhuma (Jr 6:13-14). Curavam superficialmente a ferida do povo oferecendo band-aid, quando era necessária uma profunda cirurgia.

O profeta Hananias espalhava falsas esperanças ao povo, pois anunciava que o cativeiro seria apenas uma breve temporada de dois anos (Jr 28: 2-3). Esta era uma grave mentira (Jr 28:15), pois o cativeiro durou 70 anos (Jr 25:12). Os falsos profetas ofereciam falsas esperanças até aos sacerdotes (Jr 27:16), que detinham o controle religioso naquela época. Jeremias, pelo contrário, não oferecia falsas esperanças ao povo. Quando estavam no cativeiro, enviou-lhes uma carta deixando bem claro a situação que teriam que enfrentar lá no cativeiro (Jr 29: 5-10), e só depois de 70 anos retornariam à terra natal.

Nós também, como porta-vozes do Senhor, não devemos anunciar falsas esperanças. Não devemos anunciar palavras que o Senhor não nos autorizou a anunciar (Jr 29:23). É impressionante como falsas esperanças estão sendo espalhadas nos púlpitos hoje em dia. Os chamados pregadores da prosperidade enfeitam sua mensagem com esperanças vazias, que servem para entreter os auditórios lotados. Portanto, temos que remar contra a maré e anunciar a verdadeira mensagem do Senhor, que em nenhum momento apresenta falsas esperanças a ninguém.

Jesus Cristo nunca ofereceu uma mensagem recheada de vãs esperanças. Ele foi incisivo ao apresentar o custo do verdadeiro discipulado. Tomar a cruz dia a dia e seguir a Cristo não é algo agradável e prazeroso (Lc 9:23), mas é o único caminho para agradar a Deus. O escriba aproximou-se oferecendo o seu serviço, mas Cristo disse: “As raposas tem seus covis e as aves dos céus, ninhos. Mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8:20). Cristo não ofereceu falsas esperanças ao jovem rico que se mostrou empolgado querendo saber o que fazer para ser salvo. Ele ofereceu o caminho da renúncia, não o caminho de promessas fáceis. Diante de Nicodemos, a proposta de Jesus Cristo foi considerada estranha (nascer de novo!), mas não estava carregada com pitadas de esperanças irreais.

Qualquer que seja o momento, não devemos incorrer no erro de oferecer esperanças vazias a quem quer que seja. As pessoas precisam saber que a única esperança real é aquela que a Bíblia apresenta, o que passar disso é pura ilusão. A esperança bíblica oferece um alicerce confiável que não trará frustração e desânimo. O homem precisa enxergar que somente na Palavra de Deus irá encontrar a verdadeira esperança, e nós, como porta-vozes do Senhor, devemos apresentar esta mensagem de forma transparente.