FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

BARTIMEU OU ZAQUEU ?


Assim como qualquer meio em que vivemos, sempre existem os paradoxos, as discrepâncias. Não era para ser assim, mas dentro do Reino de Deus, por sua vez existem coisas que realmente não posso entender. Estas irregularidades, já existiam desde os tempos mais remotos.

Pois bem, para melhor entendermos o quero transmitir, reportemo-nos para dois milagres, a cura do cego Bartimeu e a conversão de Zaqueu, por sinal, aconteceram quase que próximos um do outro, nas regiões de Jericó.

Bartimeu, muito interessante, embora cego, viu o que ninguém viu em Jesus, ele viu Jesus como filho de Davi, para muitos uma forma de pedir esmolas, até podia ser, mas ele declarou que Jesus era o Messias, se era filho de Davi, então era o herdeiro do trono de Davi. Clamando, faz com Jesus o atenda, e por fim curado da cegueira.

Zaqueu, por sua vez, desprezado por seu ofício de publicano, mas com um tremendo interesse em conhecer quem era Jesus. Correndo a frente da multidão, sobe em uma árvore e espera o que vai dar. Jericó, a cidade dos suaves perfumes, era rica em vegetação, muitas árvores, e Jesus para exatamente sob a árvore onde há um homem que queria conhecê-lo. Chamado por seu nome, ele desce com alegria, e ao encontro com Jesus ele confessa seus erros, promete restituição a que tivera defraudado, exatamente como dizia lei.

Até aqui nada de mais, nada de incrível, nada revelador, duas situações envolvendo Jesus Cristo e dois homens com vidas bens distintas. Mas, ao ler sobre a reação daqueles que estavam como testemunhas destes dois milagres, algo me salta ao coração.

Com a cura de Bartimeu, diz-nos o texto que toda a multidão vendo o que acontecera ia louvando a Deus pelo caminho.

Com a conversão de Zaqueu, a reação da multidão foi de murmuração, o texto diz que todos murmuravam porque Jesus iria hospedar-se na casa de um pecador.

Exatamente isso que acontece, nos milagres muito louvor, muita festa, já na conversão murmuração, reclamação, biquinhos e testas franzidas.

E a grande pergunta é esta: qual dos dois realmente garantiram salvação? Bartimeu ou Zaqueu?

Hoje vivemos uma igreja que é voltada exatamente para necessidades, para os milagres, não que isso seja pecado, não, mas não passam de milagres. Não nos alegramos mais com a conversão, a confissão de pecados tornou-se algo fora de moda, restituir o que foi defraudado, não tem nada haver. Nossos púlpitos estão fartos de promessas de cura, riquezas, farturas, e longe de arrependimento, de confissão. Arrependimento não dá ibop, milagres lotam estádios.

Quando perdemos a noção do pecado, perdemos também a alegria do perdão.

O Reino de Deus tem alegria? Sim! Mas primeiro é justiça, depois a paz, e por fim a alegria. Muitos vivem sem paz, porque querem somente a alegria do Reino, não sabendo, ou não sendo levados a entender, que o gerador de paz e alegria é a justiça.

Se não mudarmos radicalmente nossas pregações, conselhos, sermões, nossos filhos não saberão o que realmente é o Reino de Deus.

Reflita nisso, seja ousado, seja um profeta nesses dias.

NÃO SE ENGANE


Falsas esperanças faziam parte dos discursos dos falsos profetas na época em que Jeremias viveu (Jr 14:13-15). Anunciavam "paz, paz", quando não havia paz nenhuma (Jr 6:13-14). Curavam superficialmente a ferida do povo oferecendo band-aid, quando era necessária uma profunda cirurgia.

O profeta Hananias espalhava falsas esperanças ao povo, pois anunciava que o cativeiro seria apenas uma breve temporada de dois anos (Jr 28: 2-3). Esta era uma grave mentira (Jr 28:15), pois o cativeiro durou 70 anos (Jr 25:12). Os falsos profetas ofereciam falsas esperanças até aos sacerdotes (Jr 27:16), que detinham o controle religioso naquela época. Jeremias, pelo contrário, não oferecia falsas esperanças ao povo. Quando estavam no cativeiro, enviou-lhes uma carta deixando bem claro a situação que teriam que enfrentar lá no cativeiro (Jr 29: 5-10), e só depois de 70 anos retornariam à terra natal.

Nós também, como porta-vozes do Senhor, não devemos anunciar falsas esperanças. Não devemos anunciar palavras que o Senhor não nos autorizou a anunciar (Jr 29:23). É impressionante como falsas esperanças estão sendo espalhadas nos púlpitos hoje em dia. Os chamados pregadores da prosperidade enfeitam sua mensagem com esperanças vazias, que servem para entreter os auditórios lotados. Portanto, temos que remar contra a maré e anunciar a verdadeira mensagem do Senhor, que em nenhum momento apresenta falsas esperanças a ninguém.

Jesus Cristo nunca ofereceu uma mensagem recheada de vãs esperanças. Ele foi incisivo ao apresentar o custo do verdadeiro discipulado. Tomar a cruz dia a dia e seguir a Cristo não é algo agradável e prazeroso (Lc 9:23), mas é o único caminho para agradar a Deus. O escriba aproximou-se oferecendo o seu serviço, mas Cristo disse: “As raposas tem seus covis e as aves dos céus, ninhos. Mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8:20). Cristo não ofereceu falsas esperanças ao jovem rico que se mostrou empolgado querendo saber o que fazer para ser salvo. Ele ofereceu o caminho da renúncia, não o caminho de promessas fáceis. Diante de Nicodemos, a proposta de Jesus Cristo foi considerada estranha (nascer de novo!), mas não estava carregada com pitadas de esperanças irreais.

Qualquer que seja o momento, não devemos incorrer no erro de oferecer esperanças vazias a quem quer que seja. As pessoas precisam saber que a única esperança real é aquela que a Bíblia apresenta, o que passar disso é pura ilusão. A esperança bíblica oferece um alicerce confiável que não trará frustração e desânimo. O homem precisa enxergar que somente na Palavra de Deus irá encontrar a verdadeira esperança, e nós, como porta-vozes do Senhor, devemos apresentar esta mensagem de forma transparente.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PELA PAZ

...sou pela paz

A paz é tão mais
que ausência de guerra,
de balas perdidas,
assalto, seqüestro
e ataque homicida.
A paz é maior
que um mero conceito
gravado em cartazes,
cantado em frases
ou fotos no peito.
A paz, é respeito!

Por quê não dizer
bom dia, obrigado,
pedir por favor,
tratar gentilmente
o humilde e o doutor?
E ter compaixão
por cada vivente,
se bicho, se gente...
Ao pão e ao carinho,
todos têm direito.

E sem preconceito!

Qualquer seja a raça
ou terra de origem,
qualquer seja a crença...
A paz vai além
de vãs desavenças.
E alcança a grandeza
que irmana, congrega,
comparte, abençoa,
não fere ou magoa,
nem busca proveito.
Amar, é o preceito!

É lei que constrói,
em cada detalhe,
com coisas singelas,
presente e futuro
serenos, seguros.
E não suja a vida,
recicla, preserva,
protege a existência
das obras de Deus.
O amor tem sapiência.
O amor é o princípio;
a paz... Consequência.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ELES SE DIZEM CRISTÃOS.......


Estão chamando de sensatez ao relativismo
Chamam de amor a licenciosidade
Ao liberalismo chamam de liberdade
A ausência de convicção chamam de equilíbrio
Estão chamando evangelização de proselitismo
Chamam de razão a negação da Verdade
Ao ser humano chamam de deus
Enquanto rebaixam Deus a um mero conceito
Sábios aos seus próprios olhos
Loucos aos olhos de Deus
Suas almas se tornaram vãs como suas vãs filosofias
Amam o mundo e o que no mundo há
Não é que não tenham esperança na volta de Jesus
Na verdade não desejam que Jesus volte
Na verdade, na verdade, nem esperam que Jesus volte
O que aspiram é uma experiência cósmica
Anseiam por encontrar um deus que não é Deus
Só desejam a si mesmos
O deus deles é o próprio ventre
Seja o ventre localizado na região abdominal ou na cabeça
Estão chamando de espiritualidade a intelectualidade
A filosofia chamam de “Nossa Mãe”
E ao pensamento humanista de “Nosso pai”
Dizem que o Absoluto é um absurdo
Mas vivem o absurdo de sua própria obstinação
Chamam a incredulidade de inteligência
E ao pecado chamam de virtude
Se vangloriam da argúcia de suas mentes réprobas
No espelho são Narcisos
Na doçura de suas palavras há veneno
Vestem-se de almas piedosas para disseminarem suas fábulas
Vestem-se de ministros de justiça à semelhança que Satanás se transforma em anjo de luz
Pois a luz que há dentro deles são densas trevas
A esses cabe a denúncia de Cristo: “Vocês têm por pai o diabo, pois satisfazem os desejos dele”
Entorpecem as mentes de seus ouvintes enquanto lhes roubam as almas
Esses são da Sinagoga de Satanás
E ao se dizerem cristãos se fazem duplamente mentirosos
São capazes de acender uma vela para Deus e outra para o diabo
Mas nesse caso só a do diabo é que permanece acesa
Possuem lâmpadas sem azeite
Dormem o sono da insensatez
Talvez acordarão com o brado do Anjo: “Eis que o Noivo já vem!”
Mas para eles será o início de um tempo de terror
Pois chamaram a mentira de Verdade
E deram as costas ao Salvador
Professam a Graça ao mesmo tempo em que a ultrajam
Usam da Palavra para negá-la
Afastam os sedentos da Fonte que pode saciá-los
Antes tivessem amarrado uma grande pedra ao pescoço e se lançado nas profundezas do mar
Que estar a desviar os “pequeninos” do Senhor
Pois se chamam as trevas de luz
Certamente a morte eterna lhes será o destino
A não ser que se arrependam e retornem para Jesus
Cessem de combater a fé
E se engajem no bom combate da fé e pela fé
Quem sabe assim o Senhor tenha misericórdia deles e lhes dê uma nova chance. Paz e bem

A ESPERANÇA QUE BROTA DO ESPIRITO


Não fosse a esperança e a certeza de um dia ser cheio de Deus a vida seria apenas desespero. Bendita esperança, conforto e consolo que brota do Espírito Santo.

A mídia fala sobre a angústia e a ansiedade que domina e desespera dependentes de drogas. Na verdade dependentes do prazer que drogas proporcionam. Fala-se de tráfico e venda de drogas, mas na verdade está se falando sobre o tráfico e a venda de prazer, uma perna do comercio do prazer.

Quis o Senhor que eu conhecesse o amor. Não me pergunte por quê. Não tenho a resposta. O fato é que numa noite extraordinária conheci o Amor e dele fiquei dependente. Viciado e dependente do prazer que Ele proporciona.

Prazer e prazer podem ser são coisas distintas. O prazer que flui de Deus não destrói, não mata, é santo, imaculado, amor. Maior que a soma de todos os prazeres terrenos. Imagine-se pleno de Deus transformado em um único sentimento, amor, amando a tudo e a todos com seu corpo inteiro cheio de uma energia indescritivelmente prazerosa. Prazer bendito. Êxtase santo. Arrebatamento.

Jamais imaginei ou busquei por aquela experiência. Naquela madrugada, ainda remoendo indignação com amigos de outros caminhos, navegando nas escrituras, tudo aconteceu. Uma única vez, nunca mais.

Regressar ao mundo é uma realidade terrível. Interesses, dissimulações, fachadas, desamor, línguas muitas vezes doces, mas cheias de veneno, maldades sem fim.Paz e bem

sábado, 31 de outubro de 2009

É GOSTOSO VIVER NA " GRAÇA "


Certo dia Simão recebeu em sua casa Jesus e seus discípulos, Lázaro e suas irmãs (Mt 26.6-13). Eles chegam com os pés empoeirados, os rostos desidratados e cansados da caminhada. Seis dias antes da Páscoa o clima era tenso e reticente. Jesus já havia anunciado a sua morte. Subitamente, entra na cena Maria que quebra um frasco de perfume e dá um banho em Jesus da cabeça aos pés! A macharada fica indignada pelo desperdício!

Maria quebra a rotina sisuda com um gesto de graça. Esta mulher adora para além do culto, da fala, da música. Ela ama para além das palavras: ela ama com gestos!

Maria enxerga no Messias uma pessoa e não uma função
A palavra Messias carrega todo o peso de uma função, da tarefa, da missão de Jesus. Ele é o Ungido de Deus que traria salvação para a humanidade! Mas para Maria da Graça, o Messias é para além disso: ele é gente merecedora de afeto, alvo de bondade! Ele não é uma máquina fria, um andróide, um robocope. Ela olha para Jesus e não vê uma coisa utilitária; Maria vê gente!

Em nossa cultura do descartável, do utilitário, do consumismo nós acabamos coisificando as pessoas, definindo-as por suas tarefas simplesmente: marido, pastor, advogado, gari, faxineiro, estudante... O resultado é que nos tornamos intolerantes, muito exigentes e insensíveis às carências do outro. Somos ágeis nas cobranças, enchemos o outro de tarefas, criticamos e não exercitamos os gestos de afetos!

Na casa de Simão alguém poderia ter dito: “Ele é Deus, Maria, não vai sentir falta de demonstração de carinho”. Mas Maria pensa diferente! E Jesus também. No versículo 10 ele diz: “Ela praticou uma boa ação para comigo”. Jesus se surpreende, Jesus se alegra.
Nesta cena Maria nos convida a olharmos para além do que as pessoas representam (perssona), para além dos seus papéis e enxergarmos ali humanos. Somente aí é que podemos ter uma relação de tolerância, ternura, bondade e praticarmos o amor!

Em Maria a graça é cheiro que faz memória
O perfume tem o poder de marcar época, de registrar momentos, de guardar memórias.

Este mesmo episódio narrado pelo evangelista João no capítulo 12.3 diz que “a casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo”. Eu imagino que depois daquela cena todos guardaram aquele perfume na memória de alguma maneira: alguns lembrariam como desperdício, outros, como exagero de mulher e Cristo lembraria como o perfume da graça. E quem sabe se aquele cheiro não acompanhou Jesus até o Getsêmani, até a cruz, até a volta para o Pai!

Jesus diz para aqueles que tentaram desmerecer o gesto de Maria: “Eu lhes asseguro que em qualquer lugar do mundo inteiro onde este evangelho for anunciado, também o que ela fez será contado, em sua memória”.

Maria me chama para fazer história com o perfume da graça; ela me inspira a fazer memória nas pessoas com gestos de delicadeza e doçura.

O conselho da Maria é: não subestime os pequenos gestos, eles podem ser, mesmo que você não fique sabendo, âncora de fé para as pessoas; um sinal do amor de Deus para o próximo. Maria nos chama para uma comunidade onde nós exercitamos os gestos; uma comunidade de gente de carne e osso que trocam olhares, acenos, afetos, abraço, gentileza, bom dia, cordialidades, solidariedade, afagos, o compartilhar, o ombro amigo. Que sejamos lembrados pelo amigo que fomos, pelo carinho que fizemos, pelo amor que compartilhamos, pelo perfume que espalhamos.

Em Maria a graça perde as contas
Os discípulos fazem cálculos, colocam na ponta do lápis: “por que este desperdício? 300 denários!” Maria foi exagerada! Ela não calculou direito. Quebrou o gargalo do frasco e despejou todo o perfume na cabeça de Cristo. “Não exagera, Maria! Por que tanto?"

É porque a graça não sabe ser de outro jeito, a graça é assim: não sabe contar ou não quer contabilizar, a graça é ruim de matemática; a graça não é justa - a justeza da graça é ser ela flexível, misericordiosa!

Os últimos serão os primeiros. O filho pródigo que desperdiçou parte da herança é recebido pelo Pai com festa. Aquele que trabalhou apenas 1 hora ganha o mesmo valor de quem trabalhou o dia inteiro. Deus diz que vai destruir a cidade de Nínive e Jonas vai anunciar meio a contra gosto, a cidade se arrepende e Deus muda de idéia – coisas da graça!

Maria despeja na cabeça de Jesus um perfume caríssimo que correspondia a 1 ano de serviço de um trabalhador braçal! Maria é generosa na sua demonstração de afeto! O afeto vale o preço!

Precisamos aprender com Maria a sermos mais generosos para atender o outro mesmo que isso nos custe alguma coisa, ou muita coisa! Quanta gente está precisando, dentro e fora da igreja, daquilo que nós temos com fartura: seja conhecimento, seja dinheiro, sejam habilidades, seja carinho, sejam roupas, calçados e pão! Maria me chama para uma comunidade onde devo perder a conta para abençoar o outro - uma comunidade onde não se sovina a bondade, uma comunidade de graça desmedida! Paz e bem

SE VOCÊ ME OUVISSE


Se as minhas palavras chegassem aos seus ouvidos, você saberia que o brilho dos seus olhos ilumina minha vida e que o seu sorriso é um bálsamo para a minha alma.

Se, por acaso, você atentasse seu coração para minhas palavras, entenderia que o corpo vale mais do que as roupas; o saber é mais precioso do que o diploma; a essência é incontavelmente maior do que o "status".

Se você não me negasse alguns minutos do seu tempo, teria sensibilidade para compreender que gaguejo quando tento abrir os portões do meu ser para outra pessoa, mas isso não a impede de entrar.

Se seus olhos me enxergassem, você me consolaria quando eu lhe dissesse que, por ter consciência de que sou apenas pó, me envergonho de mim mesmo. Quero fugir das minhas limitações. Anelo viver uma noite eterna, repudio a chegada do amanhecer.

Se meus convites implorando uma esmola de atenção tivessem sido atendidos – pelo menos por uma vez – eu não teria de guardar para mim mesmo a tristeza do não-ser, a saudade de um sonho, nem o riso que foi abortado da minha face fértil de lágrimas.

Se você quisesse dividir um pouco das angústias de sinto, o vazio que me enche poderia ter se esvaído e dado lugar para um mar de ternura.

Se eu não fosse motivo de aversão, você saberia que perdi noites por sua causa; comunguei do seu pranto; aguardei sua bonança; torci por sua vitória; aplaudi sua chegada ao pódio, mas não fui convidado para a festa.

Se eu não me sentisse invisível diante dos seus olhos, você perceberia que meu coração tenta escapar da caixa torácica toda vez que minha visão lhe enxerga. Você teria noção que tento exaltar minhas virtudes para que eu lhe seja útil. Tento abafar meus defeitos, purificar meus erros, contornar meus atos.

Se você me ouvisse por uma vez, desenvolveria o dom de entender meu silêncio. Me calo quando as palavras não conseguem traduzir o que habita no espírito. Não gosto de jogar frases ao vento. Falo apenas o que considero importante – mesmo sabendo que, muitas vezes, minhas falas ficam presas no ar, aguardando quem as entenda...

Entretanto, você não quer me ouvir! Minhas palavras lhe incomodam; minha presença lhe constrange; minhas ideias lhe assustam; meus desejos lhe atormentam! Cabe a mim, portanto, conter a minha voz. Estou decidido. Não falo mais! A decisão é dolorosa, mas sensata. Escondo na parte mais profunda do íntimo do meu ser o tesouro que quero lhe entregar – mas você insiste em chamar de lixo… Paz e bem