A graça na acepção cristã é multiforme, ou seja, se manifesta de várias maneiras. Ela pode ser definida como a concessão de bênçãos espirituais a seres humanos indignos de recebê-las. Dentro dessa perspectiva, nada do que fizermos ou deixarmos de fazer nos tornará mais ou menos merecedores destes favores. A grande faceta da graça é o sacrifício de Jesus Cristo, por meio do qual o homem pode ser salvo. Todos nós somos igualmente indignos e não merecedores desse presente, mas Deus aceita o indivíduo como ele está e, através desse sacrifício, o perdoa de forma completa. O Deus dos cristãos não é um velho barbudo que aponta o dedo na cara dos pobres pecadores e os recrimina pelos seus pecados e nem um fiscal preocupado em fazer uma lista das coisas erradas que você tem feito para depois lhe lançar raios. Pelo contrário, é um Deus que constrange pelo amor e pela aceitação.
Podemos notar posturas diferentes diante da graça. Há quem use o seu conceito de forma utilitarista, como escudo protetor dos próprios pecados. No primeiro sinal de uma possível confrontação, prontamente ergue sua defesa teológica ensaiada, caricaturando os "fariseus modernos" e falando sobre como Deus ama e aceita o pecador. Seu discurso é perfeito, porém, seu coração não expressa nada daquilo que ele acabou de dizer. Se adentrarmos lá no fundo, não veremos vontade alguma de lutar contra o pecado. E o pior: encontraremos indiferença. Ele já se conformou com esse estilo de vida. Então prefere prosseguir enganando a si mesmo, pois admitir essa realidade seria muito desconfortável. Ele pode até ter uma boa formação religiosa, mas se o verdadeiro arrependimento não se operou em sua vida, a graça seria apenas um conceito usado para reforçar a ilusão que ele criou para ele mesmo para se sentir bem. Ele estaria se valendo de algo que não tem para justificar o que faz.
Aquele que realmente entendeu a graça em sua profundidade toma uma postura diversa. Ele sabe que a graça custou caro. Um preço tão alto que a humanidade jamais sonharia em poder pagar. Quando se depara com o presente de valor infinito e eterno que pode ser simplesmente dado a despeito de sua situação miserável, se sente constrangido. Ele reconhece o quão sujo, pecador, pequeno e não merecedor disso tudo ele é. Dentro dele brota um sincero arrependimento, que é a chave para a manifestação da graça real em sua vida. Ele sabe que continuará pecando, mas para ele a graça nunca será uma desculpa para alimentar uma ilusão tola, mas aquilo que até o último dia de sua existência terrena irá inspirar um sincero e profundo arrependimento após cada tropeço.
FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
sexta-feira, 22 de maio de 2009
SORRIA VOCÊ ESTA SENDO FILMADO
"A maneira pela qual nos comportamos como cristãos, como nossas atitudes e motivações nos impelem a andar de modo diferenciado, estão sendo registradas nos anais da eternidade" (Itamir Neves de Souza - Devocionário Pão Diário - Rádio Transmundial).
"Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons" (Provérbios 15. 3).
Em 1973, pouco tempo depois que chegamos em São Paulo, um primo [médico], de Juiz de Fora, nos visitou, e solicitou que o levássemos à Loja Sears (onde fica, hoje, o Shopping Paulista, no bairro do Paraíso).
Ficava a uns 300 metros de nossa residência.
Na hora de sair, ele apontou para cima e disse, em relação aos "sprink" [equipamento que faz jorrar água sobre um ambiente, quando a temperatura sobe acima do normal, o que é sinal de um provável incêndio]:
"Cuidado, não ponham a mão em nada, pois estamos sendo observados". E saiu dando risadas.
Naquela época, ainda não havia, por todo o lado, as micro-câmeras que filmam os lugares e pessoas, em função de um aspecto bastante preocupante atualmente: a segurança!
Ainda assim, ocorrem assaltos e os assaltantes são pegos "com a boca na botija" quando as autoridades recorrem aos filmes.
Alguns deles, mais espertos, tratam de cortar o fio do circuito das micro-câmeras antes de adentrarem, ou jogam sobre elas algum tecido; outros apenas retiram a fita, quando se trata de vídeocassete.
Mas, não vamos tratar de incêndios e nem de assaltos, mas da onisciência de Deus, bem como de sua onipresença e onipotência.
Há pessoas que, antes de tomar certas atitudes, não muito recomendáveis, olham para um lado e para o outro para evitar que algum conhecido as vejam "com a mão na massa".
Aqui perto de casa, mesmo, existe um "estabelecimento" de má reputação, onde entra e sai gente dia e noite, e já vimos muitas dessas pessoas "olhando para um lado, e para o outro" antes de adentrarem.
Mas, não adianta apenas ficar “bem na foto” diante da família, dos vizinhos, ou até da sociedade!
Temos que ter sempre em mente que a Palavra de Deus, a Bíblia, nos mostra que os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando-nos, quer sejamos bons, quer sejamos maus.
O Salmo 139 talvez seja o trecho da Palavra de Deus mais claro sobre isso.
Ele diz que Deus nos sonda e nos conhece, sabe quando nos assentamos e quando levantamos, e que, de longe, penetra em nossos pensamentos.
Ele esquadrinha o nosso andar e o nosso deitar, e conhece todos os nossos caminhos.
O texto não é longo, e vale a pena ser lido por nós todos, para que cientes fiquemos que não adianta "olhar para um lado e para o outro", pois Deus não está visível, mas também não está escondido.
Ele é onipotente, onisciente e onipresente, e sabe de todas as coisas, Ele as vê, Ele as escuta, Ele as sente por mais oculto que as pratiquemos.
Há um trecho que afirma o seguinte:
"Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa" (v. 11 e 12).
O versículo 16 assim se expressa:
"Os teus olhos me viram a substância ainda informe [mórula, nome científico para "feto sem forma"] e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda".
Deus sabe de tudo! queiramos ou não, confessemos-Lhe ou não, escondamos-nos ou não, amoitemos-nos ou não, homiziemo-nos ou não.
Ele é onisciente, onipresente e onipotente.
Isso é sério, é veraz. Não precisamos “produzir” provas: é só ver, é só ouvir, é só sentir:
“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmo 19. 1).
Assim, Ele vê tudo, e não é visão física; é presença em amor. Assim, Ele ouve tudo, e não é o “sistema” de audição, é envolvimento amoroso. Assim, Ele sente tudo, e não é questão de tato, é aconchego amoroso.
Ele disse ao profeta Jeremias, e não é diferente para conosco: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constitui profeta às nações” (Jeremias 1. 5).
Assim se, de fato, nos tornamos família de Deus ao recebermos o Senhor Jesus no coração (João 1. 12), devemos ser transparentes, nada em oculto, pois "de Deus não se zomba" (Gálatas 6. 7).
Finalizando, transcrevemos Palavra proferida por Jesus à multidão que o seguia:
"Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido" (Lucas 12. 2).
Assim, sejam os nossos passos, procedimentos, atitudes, palavras, e até pensamentos, sempre um testemunho bom e vivo do Senhor Jesus, que disse: “...E sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos 1. 8b).
É o mínimo que Ele espera de nós, um bom testemunho, se não nos dispomos para algo mais que Ele nos deixou como Missão: “fazer discípulos/ensinar” (Mateus 28. 19), e “pregar a toda criatura” (Marcos 16. 15).
"Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons" (Provérbios 15. 3).
Em 1973, pouco tempo depois que chegamos em São Paulo, um primo [médico], de Juiz de Fora, nos visitou, e solicitou que o levássemos à Loja Sears (onde fica, hoje, o Shopping Paulista, no bairro do Paraíso).
Ficava a uns 300 metros de nossa residência.
Na hora de sair, ele apontou para cima e disse, em relação aos "sprink" [equipamento que faz jorrar água sobre um ambiente, quando a temperatura sobe acima do normal, o que é sinal de um provável incêndio]:
"Cuidado, não ponham a mão em nada, pois estamos sendo observados". E saiu dando risadas.
Naquela época, ainda não havia, por todo o lado, as micro-câmeras que filmam os lugares e pessoas, em função de um aspecto bastante preocupante atualmente: a segurança!
Ainda assim, ocorrem assaltos e os assaltantes são pegos "com a boca na botija" quando as autoridades recorrem aos filmes.
Alguns deles, mais espertos, tratam de cortar o fio do circuito das micro-câmeras antes de adentrarem, ou jogam sobre elas algum tecido; outros apenas retiram a fita, quando se trata de vídeocassete.
Mas, não vamos tratar de incêndios e nem de assaltos, mas da onisciência de Deus, bem como de sua onipresença e onipotência.
Há pessoas que, antes de tomar certas atitudes, não muito recomendáveis, olham para um lado e para o outro para evitar que algum conhecido as vejam "com a mão na massa".
Aqui perto de casa, mesmo, existe um "estabelecimento" de má reputação, onde entra e sai gente dia e noite, e já vimos muitas dessas pessoas "olhando para um lado, e para o outro" antes de adentrarem.
Mas, não adianta apenas ficar “bem na foto” diante da família, dos vizinhos, ou até da sociedade!
Temos que ter sempre em mente que a Palavra de Deus, a Bíblia, nos mostra que os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando-nos, quer sejamos bons, quer sejamos maus.
O Salmo 139 talvez seja o trecho da Palavra de Deus mais claro sobre isso.
Ele diz que Deus nos sonda e nos conhece, sabe quando nos assentamos e quando levantamos, e que, de longe, penetra em nossos pensamentos.
Ele esquadrinha o nosso andar e o nosso deitar, e conhece todos os nossos caminhos.
O texto não é longo, e vale a pena ser lido por nós todos, para que cientes fiquemos que não adianta "olhar para um lado e para o outro", pois Deus não está visível, mas também não está escondido.
Ele é onipotente, onisciente e onipresente, e sabe de todas as coisas, Ele as vê, Ele as escuta, Ele as sente por mais oculto que as pratiquemos.
Há um trecho que afirma o seguinte:
"Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa" (v. 11 e 12).
O versículo 16 assim se expressa:
"Os teus olhos me viram a substância ainda informe [mórula, nome científico para "feto sem forma"] e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda".
Deus sabe de tudo! queiramos ou não, confessemos-Lhe ou não, escondamos-nos ou não, amoitemos-nos ou não, homiziemo-nos ou não.
Ele é onisciente, onipresente e onipotente.
Isso é sério, é veraz. Não precisamos “produzir” provas: é só ver, é só ouvir, é só sentir:
“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmo 19. 1).
Assim, Ele vê tudo, e não é visão física; é presença em amor. Assim, Ele ouve tudo, e não é o “sistema” de audição, é envolvimento amoroso. Assim, Ele sente tudo, e não é questão de tato, é aconchego amoroso.
Ele disse ao profeta Jeremias, e não é diferente para conosco: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constitui profeta às nações” (Jeremias 1. 5).
Assim se, de fato, nos tornamos família de Deus ao recebermos o Senhor Jesus no coração (João 1. 12), devemos ser transparentes, nada em oculto, pois "de Deus não se zomba" (Gálatas 6. 7).
Finalizando, transcrevemos Palavra proferida por Jesus à multidão que o seguia:
"Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido" (Lucas 12. 2).
Assim, sejam os nossos passos, procedimentos, atitudes, palavras, e até pensamentos, sempre um testemunho bom e vivo do Senhor Jesus, que disse: “...E sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos 1. 8b).
É o mínimo que Ele espera de nós, um bom testemunho, se não nos dispomos para algo mais que Ele nos deixou como Missão: “fazer discípulos/ensinar” (Mateus 28. 19), e “pregar a toda criatura” (Marcos 16. 15).
UMA RESPOSTA AO PROBLEMA DO MAL
Esta é uma explanação sobre o problema do mal. O conjunto das asseverações é um pequeno compêndio de algumas idéias de pessoas que se preocuparam com tal questão. Algumas ideias são próprias, e a conclusão também. A questão é fundamentalmente filosófica e sujeita à análises. O ponto de partida fundamental é: Como pode haver o 'mal' se Deus existe, sendo Todo-Poderoso e Todo-Bondoso? Ou, conforme Hume citando Epicuro: "Estaria Deus querendo impedir o mal sem ser capaz de fazê-lo? Então ele é impotente. Ele é capaz, mas não está disposto? Então ele é malévolo. Ele é tanto capaz quanto está disposto? Então de onde vem o mal?" (Dialogues concerning natural religion, parte 10).
A questão é, por si só, evasiva e extremamente complexa. Um desafio histórico à metafísica cristã. Contudo, antes de nossa explanação é importante lembrar-mos de que esta esfera de existência tem como propósito um ensino, um aperfeiçoamento à outra esfera, infinita e imutável, na qual não necessitaremos do mesmo que necessitamos aqui, nesta vida (eis o contexto escatológico do NT). O plano de Deus envolve o início, nesta existência, com o conhecimento do mal. Deus sabia que o homem iria querer conhecer o bem e o mal através da árvore que ele tinha plantado. O plano de Deus, portanto, precisa ser compreendido para que possamos versar qualquer coisa sobre o problema do mal no cosmos. Neste plano, observe, nem todos poderiam ser determinados à salvação, pois Deus teria determinado um mundo completamente isento da possibilidade de escolhas, o que faria de tal mundo algo MENOR do que o melhor mundo possível, que é este, com arbítrio. Sem arbítrio é impossível "amarmos", o que é o bem maior. Tudo que não permite o bem maior é o mal maior. Tendo isto em mente, vejamos:
* Somos seres 'contingentes', isto é, 'não necessários'.
* Se somos seres contingentes, somos reais, existimo s e necessariamente carecemos de alguém ou alguma coisa que nos tenha criado.
* ´Nada´não pode causar algo.
* Um Ser Necessário não pode criar outro Ser Necessário pois, se criasse, tal ser seria "contingente" e não "necessário".
* O Ser Necessário (Deus) revelou-se Todo-Poderoso (Ml. 4:8) portanto, perfeito. (*)
* Se Deus é Todo-Poderoso (perfeito) e Todo-Bondoso (amor) pôde criar o Cosmos no qual prevalecesse o bem maior. Este mundo é o nosso, e foi dado ao homem. Requeria arbítrio.
* Adão (e a raça humana) preferiu o mal (possível, e posteriromente ´real´, com a Queda).
* Deus relaciona-se diretamente com o bem maior, e impedir o mal seria impedir escolhas (arbítrio), que por sua vez implicaria em impedir o amor, sendo assim o "mal maior".
* Deus quer que recebamos e sintamos plenamente o seu amor (Jd. 21; 1 Jo. 5:20).
* Para sentirmos o amor (bem maior) plenamente este mundo precisará ser aniquilado e criada outra realidade, na qual o arbítrio seja possível mas não necessário.
* E isto é exatamente o que nos dizem as Escrituras acerca do fim, do tempo da remissão: Ap. 21:1-2, 23:3. Aqui, como o bem maior é pleno, o arbítrio não será necessário, e o mal ´impossível´. Isto explica o termo: "Ali jamais haverá maldição" (Ap. 22:3).
Este é o fundamento da Teodicéia (justiça de Deus) na filosofia cristã. Como disse, sujeita a análises.
(*) NOTA: Os hebreus falavam sobre um Deus único antes do que qualquer outro povo no mundo. A cronologia para os primeiros escritos monoteístas hebraicos provém do século XV a.C. A revolução monoteísta de Akhenaton, faraó que impôs a adoração a Aton (deus sol) acontece cerca de 100 anos depois de Moisés. O monoteísmo é fundamental para a filosofia cristã bíblica que preocupa-se com Teodicéia
A questão é, por si só, evasiva e extremamente complexa. Um desafio histórico à metafísica cristã. Contudo, antes de nossa explanação é importante lembrar-mos de que esta esfera de existência tem como propósito um ensino, um aperfeiçoamento à outra esfera, infinita e imutável, na qual não necessitaremos do mesmo que necessitamos aqui, nesta vida (eis o contexto escatológico do NT). O plano de Deus envolve o início, nesta existência, com o conhecimento do mal. Deus sabia que o homem iria querer conhecer o bem e o mal através da árvore que ele tinha plantado. O plano de Deus, portanto, precisa ser compreendido para que possamos versar qualquer coisa sobre o problema do mal no cosmos. Neste plano, observe, nem todos poderiam ser determinados à salvação, pois Deus teria determinado um mundo completamente isento da possibilidade de escolhas, o que faria de tal mundo algo MENOR do que o melhor mundo possível, que é este, com arbítrio. Sem arbítrio é impossível "amarmos", o que é o bem maior. Tudo que não permite o bem maior é o mal maior. Tendo isto em mente, vejamos:
* Somos seres 'contingentes', isto é, 'não necessários'.
* Se somos seres contingentes, somos reais, existimo s e necessariamente carecemos de alguém ou alguma coisa que nos tenha criado.
* ´Nada´não pode causar algo.
* Um Ser Necessário não pode criar outro Ser Necessário pois, se criasse, tal ser seria "contingente" e não "necessário".
* O Ser Necessário (Deus) revelou-se Todo-Poderoso (Ml. 4:8) portanto, perfeito. (*)
* Se Deus é Todo-Poderoso (perfeito) e Todo-Bondoso (amor) pôde criar o Cosmos no qual prevalecesse o bem maior. Este mundo é o nosso, e foi dado ao homem. Requeria arbítrio.
* Adão (e a raça humana) preferiu o mal (possível, e posteriromente ´real´, com a Queda).
* Deus relaciona-se diretamente com o bem maior, e impedir o mal seria impedir escolhas (arbítrio), que por sua vez implicaria em impedir o amor, sendo assim o "mal maior".
* Deus quer que recebamos e sintamos plenamente o seu amor (Jd. 21; 1 Jo. 5:20).
* Para sentirmos o amor (bem maior) plenamente este mundo precisará ser aniquilado e criada outra realidade, na qual o arbítrio seja possível mas não necessário.
* E isto é exatamente o que nos dizem as Escrituras acerca do fim, do tempo da remissão: Ap. 21:1-2, 23:3. Aqui, como o bem maior é pleno, o arbítrio não será necessário, e o mal ´impossível´. Isto explica o termo: "Ali jamais haverá maldição" (Ap. 22:3).
Este é o fundamento da Teodicéia (justiça de Deus) na filosofia cristã. Como disse, sujeita a análises.
(*) NOTA: Os hebreus falavam sobre um Deus único antes do que qualquer outro povo no mundo. A cronologia para os primeiros escritos monoteístas hebraicos provém do século XV a.C. A revolução monoteísta de Akhenaton, faraó que impôs a adoração a Aton (deus sol) acontece cerca de 100 anos depois de Moisés. O monoteísmo é fundamental para a filosofia cristã bíblica que preocupa-se com Teodicéia
quarta-feira, 20 de maio de 2009
COMO CONQUISTAR O RESPEITO

"Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão... na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza". I Tim. 4:12.
Muitos adultos acham difícil suportar o desprezo e o desdém de outros adultos, mas para um adolescente é duas vezes mais difícil suportar o desprezo e o desdém de seus companheiros da mesma idade.
Um dia, quando Leo Buscaglia estava saindo da escola, uma gangue de arruaceiros o cercou e começou a crivá-lo de apelidos por causa de sua ascendência italiana. Humilhado e aos prantos, rompeu o círculo de seus atormentadores e correu para casa. Lá, trancou-se no banheiro e chorou amargamente.
Seu pai o ouviu chorando e perguntou qual era o problema. Quando Leo contou o que havia acontecido, esperou que seu pai tomasse imediatas providências - ou que batesse nos desordeiros ou pelo menos reclamasse com os pais deles, exigindo que fossem castigados. Seu pai não fez nem uma coisa, nem outra. Em vez disso, começou a mencionar algumas coisas acerca dos italianos, das quais Leo podia orgulhar-se.
Mas isso não acalmou o garoto.
- Eu não gosto de ser diferente! - protestou ele. - Quero ser como todos os outros.
- Como todos os outros? Você quer dizer que gostaria de ser como aqueles garotos que o insultaram? - perguntou o pai, articulando bem as palavras.
- Não! - rosnou Leo em resposta.
- Então tenha orgulho daquilo que você é - aconselhou o pai. - Afinal de contas, todo o mundo é diferente de todas as demais pessoas.
Mas o conselho de Paulo ao jovem Timóteo foi além do conselho que o pai de Leo deu a seu filho. Sendo um modelo de cristão, podemos conquistar o respeito alheio.
COMO O AMOR ATUA

Quando você der alguma coisa a um necessitado, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas casas de oração e nas ruas. ... Mas... faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo saiba o que você fez. S. Mat. 6:2 e 3 (BLH).
Perguntaram certa vez a Ernest Shackelton, famoso explorador britânico da Antártica, qual tinha sido o momento mais terrível que ele passara no continente gelado. Alguém poderia pensar que ele contaria a história de alguma terrível nevasca polar, mas não foi isso. Contou que seu mais terrível momento veio certa noite quando ele e seus homens estavam amontoados numa cabana de emergência, tendo sido distribuídas as últimas porções de alimento.
Enquanto seus homens dormiam profundamente, Shackelton permanecia acordado, com os olhos semicerrados. De repente, viu um movimento sorrateiro de um de seus homens. Espiando naquela direção, ele viu que o homem furtivamente ia na direção de outro e retirava um pacote de biscoitos da mochila de seu companheiro. Shackelton ficou chocado! Até aquele momento, ele teria confiado a própria vida àquele homem. Agora tinha suas dúvidas.
Mas então, enquanto observava, percebeu que o homem abria seu próprio pacote de biscoitos, tirava de lá o último bocado de alimento, colocava-o no pacote do outro homem e o recolocava na mochila do companheiro.
Ao narrar a história, Shackelton disse: "Não ouso dizer o nome daquele homem. Acho que seu gesto foi um segredo entre ele e Deus."
É assim que acontece com o tipo de amor de que a Bíblia fala. Ele não realiza boas obras para ser visto pelos homens. Henry Drummond, grande pregador inglês, disse: "Depois de ter andado pelo mundo inteiro fazendo suas belas obras, o amor se esconde, até de si mesmo."
O coração humano anseia por reconhecimento. Não deseja que permaneçam ocultas as suas boas ações - e é aí que muitos caem na armadilha de Satanás! Depois que Deus efetua em nós "o realizar, segundo a Sua boa vontade" (Filip. 2:13), o tentador aparece e nos leva a vangloriar-nos das maravilhosas coisas que fizemos.
Qual é a solução? Nunca pare para vangloriar-se. Fixe a mente em Jesus e continue a permitir que Deus efetue Sua boa vontade através de você.
Prova Convincente
Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. S. João 13:35.
Quando eu era adolescente, resolvi deixar minha marca no mundo como artista. Meu pai havia recentemente adquirido uma Bíblia em três volumes, ilustrada por Paul Gustave Doré, e aquelas ilustrações tiveram peso importante na minha decisão.
Doré obteve fama com as suas gravuras de personagens religiosos e históricos. Passei horas estudando as técnicas dele e, embora meu interesse pela arte se desvanecesse com o tempo, ainda guardo vívidas imagens mentais daqueles desenhos.
Certa ocasião, viajando pela Europa, Doré perdeu seu passaporte. Quando ele chegou à alfândega seguinte, o guarda lhe pediu os documentos de viagem. Doré tentou explicar o que tinha acontecido.
- Eu sou Paul Gustave Doré - disse ele - e perdi meu passaporte. Apreciaria que fizesse a gentileza de deixar-me passar. Tenho de atender a compromissos importantes.
- Não tente fazer-nos de bobos - disparou o guarda. - Você não é a primeira pessoa que perde o passaporte e tenta fazer-se passar por alguém importante.
Doré suplicou a compreensão do guarda, mas em vão. Finalmente, um oficial aproximou-se e disse:
- Se o senhor é realmente Doré, tome este lápis e papel e desenhe aquele grupo de camponeses ali.
Dentro de alguns minutos, o grande artista produziu uma figura de semelhança impressionante com o grupo. Mesmo antes de concluído o desenho, o oficial, convencido de que aquele era realmente o famoso artista, permitiu-lhe a entrada no país.
Algumas pessoas, hoje, tentam fazer-se passar por cristãs, mas falta-lhes o amor fraternal que, segundo Jesus, caracterizaria Seus seguidores. Os cristãos primitivos viveram numa época em que a prática do cristianismo podia significar o martírio, mas ainda assim demonstravam o seu amor fraternal, arriscando a vida para ajudar seus irmãos perseguidos; em alguns casos, obtinham inclusive a relutante admiração dos perseguidores. Tertuliano, um escritor cristão do segundo e terceiro séculos, citou a declaração de um oficial pagão desta maneira: "Veja como esses cristãos se amam uns aos outros."
O amor fraternal não é um manto que se "veste" para convencer os incrédulos, mas uma qualidade que brota naturalmente de um coração amorável.
Sincero Interesse Pelas Almas
Só Deus sabe como é profundo o meu amor e a saudade que tenho de vocês - com a ternura de Jesus Cristo. Filip. 1:8 (A Bíblia Viva).
Em nosso versículo, Paulo declara que ele nutria tanto amor pelas almas dos crentes filipenses como Jesus. Você e eu precisamos de mais desse tipo de amor pelas almas.
Certa ocasião, no tempo da Sociedade de Amigos, um membro da seita dos quacres cavalgava por um urzal quando ouviu o som de cascos de cavalo atrás de si. Num momento, um salteador o alcançou e, apontando-lhe a pistola, exigiu:
- O dinheiro ou a vida!
Sem hesitar, o quacre puxou sua carteira e entregou-a ao homem.
- O senhor tem um belo cavalo - observou o ladrão. A seguir ordenou: - Desça! Vou levá-lo.
Calmamente, sem uma palavra de protesto, o quacre desmontou e o ladrão trocou de cavalo. Enquanto o salteador se virava para ir embora, o quacre se colocou na frente dele e, segurando as rédeas, começou a falar.
- Como é que pode - observou ele com terna sinceridade - um homem criado à imagem de Deus, ser feliz vivendo uma vida de crime e violência? Arrependa-se, meu amigo, antes que seja tarde demais!
O assaltante tirou a pistola e, apontando-a para a cabeça do quacre, rosnou:
- Como se atreve a me pregar um sermão, seu... Mais uma palavra, e vou abatê-lo aí mesmo.
O quacre nem piscou.
- Amigo - disse ele sorrindo - eu sei muito bem que poderia matar-me. Eu não arriscaria a vida para salvar minha carteira ou meu cavalo, mas alegremente a entregaria se pudesse salvar a sua da condenação eterna!
Sem uma palavra, o assaltante colocou novamente a pistola no coldre, saltou do cavalo do quacre e o devolveu, juntamente com a carteira. Depois, montando em seu próprio cavalo, foi embora dizendo:
- Se a sua preocupação por minha alma é tanta, não vou levar nada.
Embora sem ter certeza, podemos esperar que a mudança de idéia do assaltante tenha produzido também uma mudança de coração. Mas uma certeza podemos ter: se demonstrássemos tanto interesse por uma alma como aquele quacre, veríamos muito mais milagres da graça hoje em dia.
A LOJA DE DEUS

Entrei numa loja e ví um anjo no balcão.
-Santo anjo do Senhor, o que vendes?
Respondeu-me:
-Todos os dons de Deus.
-Custa muito caro?
-Não, tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi vasos de vidro de fé, pacotes de esperança, caixinhas de felicidade e sabedoria.
Tomei coragem e pedi:
-Por favor, quero muito amor de Deus,
todo o perdão dEle, vidros de fé, bastante alegria e felicidade eterna para mim e para minha família.
Então, o anjo do senhor preparou um pequeno embrulho que cabia na minha mão.
-É possível, tudo aqui?
O anjo respondeu sorrindo:
-Meu querido irmão, na loja de Deus não vendemos frutos, apenas sementes.
Plante a sua e seja feliz.
O NÁUFRAGO

Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que o Senhor o protegia.
Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar, um dos motores falhou e o piloto teve de fazer um pouso forçado no oceano. Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.
Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu ao Senhor por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço construiu uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu ao Senhor, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim, com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual não foi sua decepção,ao ver sua casa toda incendiada.
Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
-Senhor! Como é que foi deixar acontecer isto comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa e o Senhor deixou queimar todinha. O Senhor não tem compaixão de mim? Eu sempre faço minhas orações diárias.
E assim permaneceu o homem durante algumas horas, envolvido em sua revolta e dor.
Passado algum tempo, uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:
-Que bom encontrá-lo... você está bem?
Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro acompanhado de uma equipe: -Vamos rapaz, nós viemos te buscar...
-Mas como é possível? Como souberam que eu estava aqui?
-Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro.
O capitão ordenou que o navio parasse e nos mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante. O grupo entrou no barco e o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus familiares tão queridos.
A propósito, como anda a sua fé?
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