FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O PAPA E A GUERRA QUE NÃO ACONTECEU.



No dia 5 de dezembro, Argentina e Chile lembraram em Monte Aymond, uma passagem de fronteira entre os dois países, o 30º aniversário do início das negociações que levaram à solução da “questão austral”, no Canal de Beagle. Durante séculos, os dois países disputavam a soberania sobre a região austral do continente sul-americano; uma arbitragem da Inglaterra havia sido inteiramente favorável ao Chile e a Argentina, naturalmente, rejeitou essa decisão e o problema continuou.
As tensões subiram ao máximo durante os governos militares de A.Pinochet (Chile) e J.Videla (Argentina) no início de dezembro de 1978, chegando à iminência de uma guerra entre os dois países. “Os aviões já estavam prontos para decolar e iniciar os bombardeamentos”, lembrou a Presidenta Cristina Kirchner durante a comemoração, falando também do drama vivido por ela, com tantas outras mães de Rio Gallegos (Argentina), que procuravam fugir da área de conflito com seus filhos assustados nos braços...
Foi aí que, no dia 11 de dezembro de 1978, ainda nos primeiros meses de seu Pontificado, o papa João Paulo II insistiu pessoalmente com os 2 chefes de Estado em conflito que voltassem a examinar com serenidade a questão, oferecendo seus préstimos pessoais para mediar a busca de uma solução justa e estável para a convivência entre os dois povos irmãos. A condição era que não se entrasse em guerra, enquanto a mediação estivesse em curso. O pedido do papa foi aceito e, com os Acordos de Montevideu, de 8 de janeiro de 1979, os dois Estados recorreram formalmente à mediação do papa.
João Paulo II encarregou o cardeal italiano Antonio Samoré para mediar a busca de um acordo para a questão austral; hábil e paciente negociador, ele trabalhou incansavelmente durante vários anos até que se chegou, finalmente, à plena superação de todas as divergências acerca da soberania territorial e marítima na área disputada. A tarefa exigiu todas as energias e custou a saúde ao Cardeal mediador, que veio a falecer antes que o Tratado de Paz e Amizade fosse assinado diante do papa, na Capela Paulina (Vaticano), no dia 29 de novembro de 1984.
O papa apostou na possibilidade da solução negociada para o conflito, mesmo estando bem consciente das graves dificuldades que os governantes enfrentam, muitas vezes, para assegurar aquilo que entendem serem questões de soberania nacional. Sobretudo quando entram em jogo nacionalismos exacerbados. Mas, como também já advertia Paulo VI, essas dificuldades não são vencidas com o recurso a métodos que ferem a dignidade do homem. A violência não gera a paz, mas abre novas feridas e produz mais violência.
Na busca da solução para o litígio, o mediador papal seguiu as orientações da Doutrina Social da Igreja, na encíclica Pacem in terris”, de João XXIII: as relações entre as comunidades políticas devem regular-se pelas mesmas normas da lei natural que regem a vida dos indivíduos: a verdade, a justiça, a solidariedade operante e a liberdade. Mas também adotou os critérios clássicos para a perfeição da justiça natural na solução do caso: a equidade (ex bono et aequo) e saída honrosa para as partes litigantes. Para resolver a questão de modo definitivo e completo era preciso ir além da mera justiça distributiva, dando a cada um o que é seu, e ter em vista a justiça comutativa, estabelecendo bases para o intercâmbio e a cooperação, além da integração física entre os dois países sul-americanos. A solução para a questão de Beagle pode, portanto, ser traduzida nesta fórmula: paz com justiça, paz com amizade, paz com desenvolvimento.
Graças ao Tratado de Paz e Amizade, Argentina e Chile renunciaram a projetos estratégicos de expansão militar e territorial para alcançar dois bens maiores: a convivência pacífica e a construção conjunta de um projeto de cooperação econômica e de integração efetiva entre os dois países. Comprovaram, assim, que com a paz nada faz perder, mas tudo pode ser perdido com a guerra. O sucesso da mediação do papa João Paulo II também evidenciou como a Igreja Católica, com sua experiência e autoridade milenar, soube conduzir as conversações num clima de colaboração, canalizando os interesses das partes para a solução eficaz do conflito, a preservação da amizade entre os povos e o estímulo ao mútuo desenvolvimento.A Igreja recebeu de Jesus Cristo a missão de anunciar ao mundo a Boa Nova da paz para todos os povos; ela o faz, não apenas quando contribui com princípios e valores essenciais para a convivência justa, respeitosa e digna entre as pessoas e os povos, mas também quando pode colaborar efetivamente na superação de conflitos e no estabelecimento de relações construtivas entre as nações.
Pena que essa voz em favor da justiça e da paz nem sempre é atendida. João Paulo II, já alquebrado e provado em sua saúde, esforçou-se ao máximo para evitar também a guerra no Iraque... Melhor, se o grito angustiado e já rouco do papa – parem com a guerra! - tivesse sido ouvido! No caso de Beagle, isso deu certo.
No dia 5 de dezembro, em Monte Aymond, na qualidade de Enviado extraordinário do papa Bento XVI, tive a honra de participar da comemoração do 30° aniversário da Mediação Pontifícia e de entregar uma mensagem do Papa nas mãos das duas chefes de Estado; e pude testemunhar pessoalmente que os frutos da paz, exaltados pela presidenta Bachelet, vão crescendo na amizade e na progressiva colaboração e integração entre as duas nações. Tanto nas falas das duas chefes de Estado como nas vozes de pessoas do povo ouvi expressões de gratidão pela ação decisiva do Papa João Paulo II: “agradeça ao Papa, porque não deixou a guerra acontecer!” Card. Odilo P. SchererArcebispo de S.Paulo


Última Alteração: 10:14:00
Fonte: Rádio Vaticano Local:São Paulo (SP)

LEIGOS DEVEM EVITAR QUE LEI CIVIL, SUPLANTE A MORAL.



O Arcebispo de Valência, Cardeal Agustín García-Gasco, chamou os leigos a cultivar a verdadeira prudência e evitar que a lei civil suplante a moral, destinando-a só ao âmbito privado.
"A Igreja faz uma chamada nestes momentos a todos os fiéis leigos, pois resulta imprescindível desenvolver a razão prática, a prudência, a virtude que dispõe para discernir em cada circunstância o verdadeiro bem e escolher os meios adequados para levá-lo a cabo. Nossa sociedade civil parece adormecida, entorpecida", expressou em sua carta semanal.
O Cardeal advertiu que "o relativismo e as mudanças que se operam em nossa sociedade demonstram uma tendência não só a indefinição moral, mas também a substituição da moral pela lei civil", onde um ato não é imoral se não ficar proibido pela lei.
Por isso, chamou os leigos a cultivar a virtude da prudência, que não é sinônimo de astúcia, cálculo utilitarista ou desconfiança, mas sim capacidade "para tomar decisões coerentes, com realismo e sentido de responsabilidade. A prudência permite aplicar corretamente os princípios morais aos casos particulares".
O Cardeal disse que quando graças à prudência, o cristão valorou uma situação particular, deve mover-se à ação, pois "não atuar quando já se decidiu responsavelmente o que terá que fazer não é prudência, é negligência, e muitas vezes é fruto do medo, a preguiça, a abulia ou a falta de uma verdadeira generosidade".
O Cardeal lembrou que entre as "muitas ações radicalmente negativas" que se disfarçam, está "o escândalo das cifras do aborto que encobre um negócio multimilionário" que "tenta-se dissimular negando a condição de pessoa ao embrião".
O Cardeal afirmou que "os fiéis leigos têm a oportunidade de realizar uma síntese entre fé e vida, evitando que se vivam com dualismo, como se fossem realidades paralelas".
Para isso, assinalou, "a Igreja propõe um caminho semeado sabiamente pelos elementos que caracterizam o itinerário do cristão: a adesão à Palavra de Deus, a oração, ; a celebração litúrgica do mistério cristão; a oração pessoal; a experiência eclesiástica autêntica; o exercício das virtudes sociais, especialmente da prudência, e o perseverante compromisso de formação cultural e profissional".

Última Alteração: 08:45:00
Fonte: Aci Digital Local:Valência (Espanha)

Catequese de Crisma


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PAPA DEIXA CONSELHO PARA CELEBRAÇÃO DE NATAL.

Bento XVI deixou este Domingo, no Vaticano, vários conselhos para a preparação do Natal, num dia em que se cumpriu a tradição de as crianças de Roma levarem o Menino Jesus dos presépios das suas casas à Praça de São Pedro, para serem abençoados pelo Papa.
“Ao aproximar-se a celebração do Nascimento de Jesus Cristo, Príncipe da Paz, convido a preparar esta festa de gozo e salvação intensificando a oração, avivando a alegria interior e dedicando-se à escutada meditativa da Palavra de Deus, para depois a transmitir com simplicidade aos outros”, disse o Papa, após a recitação do Angelus.
Bento XVI lembrou que este terceiro Domingo do Advento tem uma dimensão mais festiva, de convite à alegria, porque “o Senhor está próximo”.
Para o Papa, é importante perceber que essa proximidade de Deus “não é uma questão de espaço e de tempo, mas uma questão de amor”.
“O próximo Natal virá recordar-nos esta verdade fundamental da nossa fé e diante do Presépio, poderemos saborear a alegria cristã, contemplando no Jesus nascido o rosto de Deus que se fez próximo de nós por amor”.
A intervenção do Papa teve um momento particularmente dedicado aos mais pequeninos, presentes no Vaticano, com os quais recitou uma oração, pedindo a Deus que cada um seja nas suas casas “sinal da tua presença e do teu amor”.

Última Alteração: 08:09:00
Fonte: Agência Ecclesia Local:Cidade do Vaticano

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

CRISTO É O UNICO DE UMA NOVA HISTÓRIA PARA O HOMEM.

Bento XVI se reuniu com os fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI, no Vaticano, para a Audiência Geral desta quarta-feira.
Bento XVI dedicou a sua catequese ao ensinamento de S. Paulo sobre a novidade trazida por Jesus na história do homem, portanto, sobre o significado profundo do Batismo e da Eucaristia e da Igreja como Corpo místico, tema central da doutrina paulina.
O papa recordou que o abuso da liberdade, que vai contra a verdade e a vontade divina, polui as realidades humanas e, em especial, nossas relações fundamentais, ou seja, a relação com Deus,a relação entre o homem e a mulher, e a relação do homem com a natureza.
Esta poluição, disse o papa, é superada por Jesus Cristo. Com Ele, como nos ensina S. Paulo, a história do homem tem um novo início: "Com Cristo começa uma nova história, formada pelo seu 'sim' ao Pai, formada não pela soberbia de uma falsa emancipação, mas pelo amor e pela verdade".
Mas como Jesus chega na minha vida, como Ele a transforma? A resposta fundamental de S. Paulo é através do Espírito Santo, que em Pentecostes criou a nova humanidade. O Espírito, que cria realmente uma nova unidade, supera as divisões utilizando dois elementos: o anúncio da Palavra e os Sacramentos, em especial o Batismo e a Eucaristia.
O pontífice então reiterou que a fé não é fruto do nosso pensamento, mas um dom de Deus: "A fé não vem da leitura, mas da escuta. Não é algo somente interior, mas uma relação, supõe um encontro, supõe a existência do outro que anuncia e cria comunhão".
Ninguém pode se tornar cristão por si só. Somente Cristo pode constituir a Igreja. E da Igreja recebemos a fé: "Tornar-se cristão é mais do que um operação cósmica, que acrescentaria algo de belo a uma existência já em parte completa. É um novo início, é um renascimento, é morte e ressurreição".
Sobre a Eucaristia em São Paulo, Bento XVI afirmou que a promessa da Nova Aliança se realiza no sacrifício do amor de Jesus. Mas qual então é o significado profundo da Eucaristia? O papa respondeu: "Celebrar a Eucaristia significa que Cristo nos doa a si mesmo, o seu amor para nos conformar a Ele e, assim, criar um novo mundo".
Cristo, acrescentou Bento XVI, se une com cada um de nós, mas também com quem está perto de mim e, assim, une todos nós a Ele. É por este motivo que uma Eucaristia sem solidariedade com os outros é uma Eucaristia abusada.
Desta consideração, finalizou o papa, podemos entender o sentido da doutrina paulina da Igreja como Corpo: "A Igreja não é somente uma corporação, como o Estado. É um corpo, não é organização, mas é um organismo".
Após a catequese, o papa saudou os peregrinos em várias línguas. Eis a saudação de em português: "Amados peregrinos de língua portuguesa, as minhas boas-vindas a todos, com uma saudação deferente e amiga aos Presidentes das Câmaras e respectivos munícipes do Alto Tâmega. Imploro as bênçãos de Deus sobre os respectivos compromissos institucionais para que, inspirados pela solidariedade cristã, possam servir e promover o bem comum da sociedade. Com estes votos e a certeza da minha oração pelas intenções que vos trouxeram a Roma, vos abençoo a vós, aos vossos familiares e comunidades cristãs".

Última Alteração: 14:08:00
Fonte: Radio Vaticano Local:Cidade do Vaticano

PRIMEIRO BRASILEIRO NO CORAL DO VATICANO



A Missa do Galo deste ano, celebrada pelo papa Bento 16, vai contar pela primeira vez com a participação de um brasileiro no coral.José Carlos Ferrari Neto, de 11 anos, conseguiu integrar o Coro Capela Sistina do Vaticano, um dos mais antigos e respeitados do mundo, depois de uma rigorosa seleção que durou quase um ano.
“Durante os testes, nos ‘vocalises’, ele ultrapassou o limite de agudo exigido, graças a uma extensão vocal privilegiada“, disse à BBC Brasil José Carlos Ferreira Júnior, pai do soprano.
A prova, realizada nas paróquias católicas por toda a Itália, contou ainda com testes de canto e percepção musical, além de exames de fonoaudiologia em busca de algum problema de dicção.
Rotina
Nascido em Fortaleza (CE), “Neto”, como o cantor é chamado em casa, se mudou com a família para Bari, na Itália, em 2006. O pai é regente de coral e pianista, e havia sido convidado para um intercâmbio no país.
“Foi nesta época que percebi que meu filho tinha talento para ingressar no coral do Vaticano”, conta Ferreira Júnior. “Preparamos um repertório de quatro músicas, em português, inglês, italiano e francês, para apresentar nos exames.”
Brasileiro já se apresentou na Itália e na Alemanha com o coral
Neto estudava o repertório nas horas vagas do curso de musica no Conservatório de Bari. Quando foi aprovado na Escola da Capela Sistina, a família se mudou para a periferia de Roma.
A rotina puxada incluia aulas aos sábados e disciplinas escolares regulares, além das musicais.
Afastamento
O Coro da Capela Sistina é formado por 20 adultos e 35 crianças. Na adolescência, por causa da mudança de voz, os integrantes são afastados, mas continuam a estudar na mesma escola. Depois de crescidos, eles se submetem a novos testes para permanecer no coral. “Acho que fico até os 14 anos e espero poder continuar depois”, aposta Neto.
Ele não é o único estrangeiro no grupo: crianças de Filipinas, Japão, Polônia, África do Sul, Rússia e Inglaterra também integram o coral. Elas conversam entre si em italiano e brincam juntas nas poucas horas de folga.
Antes de subir ao palco, Neto cumpre uma pequena liturgia: “Eu e todos não devemos comer nada, pois não podemos correr o risco de passar mal e interromper o concerto”, afirma ele.
O brasileiro já participou de apresentações na Itália e na Alemanha. Mas o principal evento ainda está por vir: o de cantar para bilhões de pessoas na noite de Natal, de dentro da Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Neto diz que está cada vez mais afinado para fazer bonito diante do papa e do mundo católico. “A gente ensaia muito, não tem como errar e nem ficar nervoso”, disse.

Última Alteração: 10:37:00
Fonte: BBC Brasil Local:Cidade do Vaticano
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