FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A HORA DE DESPERTAR O AMOR


Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira. (Ct 8:4). Esta frase, encontrada no livro de Cantares, é de difícil interpretação. Alguns crêem que é o noivo, pedindo que não acordem a sua amada, que dorme em seus braços, ou é a noiva que pede.

Todavia, tenho uma compreensão diferente destes versos, que me ensinou algo importante para a vida. A primeira verdade que há aqui é que O AMOR PODE SER DESPERTADO. A Bíblia distancia-se da visão romântica que apresenta o homem como vítima dos caprichos do amor, representada pela figura do cupido desferindo setas ao acaso, tornando os seres humanos vítimas indefesas do seu veneno, de forma que nosso coração está sujeito aos caprichos do acaso.

Frases como: "Não pude evitar, o amor aconteceu!", ou ainda, "Eu preciso me separar dele (dela). Nosso amor acabou!", refletem esta maneira errônea, romântica, de pensar. O amor nunca vem por acaso (me refiro ao amor que surge entre homens e mulheres), mas é sempre despertado de diferentes maneiras, algumas, completamente irresponsáveis. Por isso se pede às filhas de Jerusalém para poupá-los de acender uma paixão no momento incorreto.

A segunda verdade é: HÁ TEMPO CERTO PARA DESPERTAR O AMOR. O pensamento romântico ensina que é bonito sofrer por um amor impossível, inatingível. Despertar sentimentos em tempo não apropriado é encher-se de dores inúteis. Daí vem a palavra "paixão", cujo significado original quer dizer "sofrimento", e não nostalgia por alguém, como hoje interpretamos. É por isso mesmo que nos referimos aos sofrimentos de Cristo com a expressão "Paixão de Cristo".

Sofrer por uma causa sem esperança, inútil? Nem pensar! O único sofrimento que vale a pena é aquele que produz vida em nós e nos outros. Cristo não enfrentou a cruz por esporte, mas para dar vida a todos quantos o receberem como seu Senhor e Salvador. Ele jamais enfrentaria a cruz se não houvesse algo que desejasse acima de seu bem estar. É sábio quem se pergunta: É tempo de me envolver emocionalmente com alguém, de maneira responsável? Ou isto resultará apenas em sofrimentos totalmente desnecessários?

Quem ama, espera, não atropela as coisas. Amor é algo que devemos sempre dar às pessoas que nos cercam, e este amor deve ser intenso. Mas aquele tipo de vínculo emocional de um homem com uma mulher deve ser manuseado com muito cuidado. Não coloquemos feridas em nosso coração à toa! Os casados devem saber preservar seu coração para o seu cônjuge, sabendo o tempo certo de se chegar a alguém e o tempo certo de se distanciar, antes de ser traído por sentimentos desordenados que sempre surgem no coração dosindisciplinados. O verdadeiro conquistador é aquele que sabe conquistar o seu próprio coração para aquela pessoa que verdadeiramente merece o seu amor.



Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira. (Ct 8:4). Esta frase, encontrada no livro de Cantares, é de difícil interpretação. Alguns crêem que é o noivo, pedindo que não acordem a sua amada, que dorme em seus braços, ou é a noiva que pede.

Todavia, tenho uma compreensão diferente destes versos, que me ensinou algo importante para a vida. A primeira verdade que há aqui é que O AMOR PODE SER DESPERTADO. A Bíblia distancia-se da visão romântica que apresenta o homem como vítima dos caprichos do amor, representada pela figura do cupido desferindo setas ao acaso, tornando os seres humanos vítimas indefesas do seu veneno, de forma que nosso coração está sujeito aos caprichos do acaso.

Frases como: "Não pude evitar, o amor aconteceu!", ou ainda, "Eu preciso me separar dele (dela). Nosso amor acabou!", refletem esta maneira errônea, romântica, de pensar. O amor nunca vem por acaso (me refiro ao amor que surge entre homens e mulheres), mas é sempre despertado de diferentes maneiras, algumas, completamente irresponsáveis. Por isso se pede às filhas de Jerusalém para poupá-los de acender uma paixão no momento incorreto.

A segunda verdade é: HÁ TEMPO CERTO PARA DESPERTAR O AMOR. O pensamento romântico ensina que é bonito sofrer por um amor impossível, inatingível. Despertar sentimentos em tempo não apropriado é encher-se de dores inúteis. Daí vem a palavra "paixão", cujo significado original quer dizer "sofrimento", e não nostalgia por alguém, como hoje interpretamos. É por isso mesmo que nos referimos aos sofrimentos de Cristo com a expressão "Paixão de Cristo".

Sofrer por uma causa sem esperança, inútil? Nem pensar! O único sofrimento que vale a pena é aquele que produz vida em nós e nos outros. Cristo não enfrentou a cruz por esporte, mas para dar vida a todos quantos o receberem como seu Senhor e Salvador. Ele jamais enfrentaria a cruz se não houvesse algo que desejasse acima de seu bem estar. É sábio quem se pergunta: É tempo de me envolver emocionalmente com alguém, de maneira responsável? Ou isto resultará apenas em sofrimentos totalmente desnecessários?

Quem ama, espera, não atropela as coisas. Amor é algo que devemos sempre dar às pessoas que nos cercam, e este amor deve ser intenso. Mas aquele tipo de vínculo emocional de um homem com uma mulher deve ser manuseado com muito cuidado. Não coloquemos feridas em nosso coração à toa! Os casados devem saber preservar seu coração para o seu cônjuge, sabendo o tempo certo de se chegar a alguém e o tempo certo de se distanciar, antes de ser traído por sentimentos desordenados que sempre surgem no coração dosindisciplinados. O verdadeiro conquistador é aquele que sabe conquistar o seu próprio coração para aquela pessoa que verdadeiramente merece o seu amor.

CONSELHO PARA PAIS


1. Resista à tentação de dar coisas ao invés de dar de si mesmo - nossa presença, nosso envolvimento pessoal.

Prover para a família é bíblico e temos um dever de providenciar para nossos filhos. 1 Tim. 5:8 chama aquele que fracassa em prover para sua família "pior que o descrente".
Mas a tentação à qual estou me referindo vai além das necessidades básicas. É a batalha entre brinquedo versus tempo.

Às vezes o pai deseja tentar compensar as longas horas que ele passa ausente com coisas materiais, ao invés de estar "lá" quando precisam dele.

Não tem como substituir sua presença, seu tempo em:
- festas da escola;
- ajudar no dever de casa, quando há necessidade;
- assistir o jogo quando o filho está competindo;
- estar por perto, quando ele está aprendendo a jogar bola ou quando ela quer ajuda para fazer um desenho ou armar uma pipa.

* Jesus veio aqui nos mostrar o amor de Deus pelos seus filhos.
O que foi que Jesus deu aos seus discípulos? Roupas? Bens? Dinheiro? O que Jesus mais deu a seus discípulos foi seu tempo.

Mat 28:20 "E eis que estou convosco todos os dias …."
Vamos ver nessas seis dicas que Jesus tratou seus discípulos como nós pais devemos tratar nossos filhos.

2. Não dê o melhor no trabalho e apenas o que sobrar em casa.

Todos nós temos limites de energia, entusiasmo, idéias, humor, e paixão pela vida.
É fácil para os pais usar todas essas coisas no trabalho, deixando quase nada para o final do dia.
Resultado, a esposa e os filhos recebem só os restos.

Pais, nossas famílias merecem mais! Se você não reservar parte da sua energia e força para sua família, você chega lá no final do dia cansado, irritado e sem disposição para "dar" mais nada!

Vamos ser homens que pensam primeiro no bem estar de nossas famílias.
Vamos conservá-las como a prioridade nas nossas vidas.
Vamos preservar o melhor que temos para nossas famílias.

* Jesus ensinou muitas pessoas, às vezes milhares.
Ele teve que enfrentar inimigos decididos a matá-lo.
Mas, Jesus sempre guardou o melhor dele mesmo para seu tempo com seus discípulos.
A passagem mais famosa nos ensinamentos de Jesus, o "Sermão do Monte" é direcionada não às multidões, mas aos discípulos.

Em Mateus 5:1-2, quando Jesus viu o tamanho da tarefa diante dele, quando ele tinha muito trabalho a fazer, ele se dedicou a ensinar aqueles poucos que Deus tinha dado especialmente a ele.

João 17 mostra o apego especial que Jesus tinha para com esses discípulos:

João 17:6-9 "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus…"
… v. 12 Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura."

Jesus olhou para estes homens como uma dádiva preciosa de Deus. E nós ainda mais, devemos olhar nossos filhos assim!
Jesus se esforçou para guardar, para preservar e para não perder nenhum.
Vemos o carinho, a afeto que Jesus tinha para com seus discípulos.

É verdade que Jesus não se casou, não teve filhos, nunca foi "pai" enquanto esteve aqui na terra.
Mas, dizer que ele não sabia como um pai sente é esquecer que, se ele e Deus são um, então ele sente o que um pai sente.
É assim que Deus quer que nós pais sintamos para com nossos filhos.

3. Ao invés de dar "sermões" sobre tudo que precisa mudar em seus filhos, que tal dar um bom exemplo através de uma atitude de escutar e aprender com a família.

Tiago 1:19: "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar."

Quando as coisas fogem do controle em casa, temos a tendência natural de inverter a ordem do que Tiago disse.
Primeiro, ficamos com raiva.
Daí gritamos (sempre a mesma coisa…"Quantas vezes eu tenho que lhe dizer para não mexer com a antena da televisão quando estou vendo o jogo…!!!.).
Finalmente, nós ouvimos.

Quando isso acontece, nós perdemos o mais importante.
Nossos filhos podem parar. Pode ser que eles olhem para nós.
Mas eles não estão ouvindo.
Eles se calam. Eles param. Eles nos temem, mas, eles não nos respeitam.
Nossa casa não é uma extensão do nosso escritório ou sala de trabalho.
Sua esposa e filhos não são seus empregados.

Talvez consigamos respeito automaticamente onde trabalhamos; mas em casa precisamos ganhá-lo à moda antiga: através de nosso exemplo.

O difícil não é dominá-los, mas dominar a nós mesmos, e ganhar a luta contra nosso próprio temperamento.

Em Lucas 9:46 Jesus viu os discípulos discutindo quem era maior.
Talvez dois anos mais tarde a mesma discussão começa na hora da última ceia em
Lucas 22:24
Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. 25 Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. 26 Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27 Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve.

Qual a atitude de Jesus? Gritos? Desespero? Frustração?
Jesus falou as mesmas palavras, com a mesma paciência que tinha falado dois ou três anos antes.

Jesus lembrou os discípulos de seu exemplo.
Como pais, não podemos ter exemplo melhor do que Jesus. Vamos tratar nossos filhos com a mesma paciência com a qual Jesus tratou seus discípulos.
E, quem sabe, eles acabam um dia sendo igual àqueles mesmos discípulos do Mestre Jesus.

4. Vamos não exigir a plena perfeição dos nossos filhos.

Nós pais às vezes exigimos demais, não é?
Às vezes esperamos que nossos filhos sejam quase perfeitos em tudo.
Se um terço dos chutes contra a rede de um jogador resultarem em gol, isso é o que?
É um ótimo resultado!
De fato, se ele mantiver essa marca, será um sucesso no campeonato.
Mas nós muitas vezes esperamos demais de nossa esposa e filhos, como se todos os chutes deles tivessem que resultar em gols.

Seu filho vai ter notas baixas, ele vai ter brigas com colegas.
Ele vai esquecer de lhe dar um recado importante.
Mas, tenha cuidado em como você reage às falhas dele.

Col 3:20 "Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados."

Uma criança irritada é alguém que não consegue saltar alto o suficiente, graças a um pai exigente, que por ignorância pensa que ser um bom técnico significa estar sempre subindo a barra.
Já vimos na vida de Jesus como ele foi paciente com as falhas de seus discípulos.
Não podemos esquecer que ele continua paciente para conosco.
Devemos ter cuidado não somente no julgamento dos outros, mas de nossos filhos também:

Mat 7:2 "Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também."

5. Resista à tentação de encontrar intimidade ou prazer fora da sua casa.

Graças à nossa habilidade de racionalizar, nós homens podemos nos envolver nos casos mais ridículos que alguém pode imaginar. Eu já ouvi diversas estórias.
Eu também já escutei os filhos dos adúlteros depois do ocorrido, que nunca conseguiram compreender, que sofrem mais do que podemos descrever, que carregam cicatrizes permanentes.

O charme da paixão sedutora é incrivelmente forte, capaz de cegar até os santos.
A tentação pode ser o suficiente para fazer um pai esquecer por um momento até sua família.

O desejo pode fazê-lo menosprezar as conseqüências devastadoras do seu pecado.
Mas, há conseqüências e elas podem destruir não somente sua família, mas seus filhos também.

** É por isso que eu sugiro que os pais carreguem consigo uma foto da sua família, e que a olhem com freqüência.
É difícil ter fantasias sexuais enquanto se olha para os rostos sorridentes e crédulos dos seus familiares.
Qual a atitude de Jesus perante as tentações que ele enfrentou?

João 17:19 "E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade."

Jesus se manteve puro e se negou, porque era certo e justo.
Mas, também sabemos que ele fazia isso pensando nos seus discípulos e na importância disso para eles.

6. Assuma seu papel de líder espiritual da sua família.

Sua esposa e filhos desejam que você os guie espiritualmente.
Os filhos adoram saber que seu pai ama a Deus, anda com Deus e fala sobre Deus.
Nunca esqueça seu valor como líder espiritual da família.
Deut 4:10-11
Reúne este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, a fim de que aprenda a temer-me todos os dias que na terra viver e as ensinará a seus filhos. Então, chegastes e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até ao meio dos céus, e havia trevas, e nuvens, e escuridão.

Deut 6:1-7
Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir;
para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados. Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.

Está pronto para um desafio?
Comece a passar tempo com Deus, torne-se num homem de oração, ajude sua família a saber o quanto você ama a Cristo e deseja honrá-lO.

Por que não começar hoje?
Vamos lá, é um dos maiores presentes que um homem pode dar a sua família.

E, não há dia melhor para começar do que no seu dia.

BOM PASTOR TE GUIA PARA FONTE


As ovelhas não podem viver sem água, mas passam meses sem bebe-la. Como? Absorvendo o orvalho sobre a grama .

A humidade as satisfaz até que cheguem aos rios, fontes ou poços, onde podem beber profundamente.

O segredo é chegar a relva ou vegetação enquanto ainda está húmida, e, para isto, as ovelhas devem sair bem cedo, pela manhã, antes do sol secar o orvalho limpo e puro!

O pastor certifica-se, então, de que suas ovelhas cheguem ao pasto de madrugada. Ao chegar o calor do dia, elas já terão satisfeito a fome e a sede, e podem retirar-se para a sombra de uma árvore, e deitar-se para descansar.

Assim também nosso Pastor guia-nos à água da vida. Ele conhece o calor do nosso dia, as pressões, e nos chama a levantar nas primeiras horas para alimentar-nos no seu pasto: "O Senhor Jeová me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado: Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que faça, como aqueles que a prendem" (Isaías 50.4).

Não é lei que você tenha de encontrar-se com Deus a cada manhã, se quiser ser abençoado.
A não ser que esteja fazendo um bom estudo bíblico na igreja ou grupo de sua com unidade, a distância até a fonte pode ser grande. Você precisa ser, então, sustentado pelo orvalho diário. Descobri que, uma vez começado o dia, torna-se difícil obter orvalho puro e limpo.

Sem ele, seca-se a língua pela sede, e esta não é a língua de um discípulo! Por que não tentar fielmente, por apenas um mês, e verificar se esse orvalho matutino faz diferença? Fará isso?



Se Você se desgarrar

"Todos nós andamos desgarrados com o ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho" (Isaías 53.6)."Antes de ser afligido andava errado" (Salmo 119. 67).


É triste a ovelha dependente tentar viver de maneira independente. Mas algumas sã o obstinadas. Não querem ficar no rebanho, querem pastar onde lhes apraz. Não querem seguir o pastor; querem que o pastor as siga, ou esteja a espera, caso necessitem dele. E vão precisar, se continuarem se desviando. As ovelhas são tão estúpidas que podem cair de um despenhadeiro ao procurarem pastar!

Quando um a ovelha apresenta traços de independência, o pastor é às vezes obrigado a tomar uma atitude radical: com uma pedra, quebra a perna da ovelha. Não é seu propósito machucar ou aleijar a ovelha; pois depois de quebrar-lhe a perna, coloca cuidadosamente uma tala. A seguir, levanta a criatura indefesa e, pondo-a no colo, a carrega enrolada em seu manto.

O quebrantamento levou a ovelha ao seio do pastor, onde sentirá suas ternas carícias; sentirá o bater do seu coração; ouvirá cada palavra dita por ele; será alimentada pela mão do pastor. Por causa do quebrantamento, a ovelha conhecerá o pastor como nunca o conheceu. Quando sarar a perna, ter-se-á a o velha acostumado a intimidade do pastor, e irá caminhar junto dele: "Perto está o Senhor dos que tem o coração quebrantado" (Salmo 34 .18); "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, o Deus" (Salmo 51.17).

E sua tendência a desviar-se? Já foi quebrantado? Pode discernir o amor do Pastor no quebrantamento? Ele quebrantou seu espírito independente, para que pudesse ficar junto d´Ele, em segurança.

Não se amargure. Ele agiu com amor, para o seu bem maior.
Não vai agradecer-lhe?





Se estiver abatido

Você está preso a um a situação desesperadora ? As lágrimas tem sido o seu alimento? Disseram-lhe: "Onde está o teu Deu s?" (Salmo 42.3).

Você se pergunta a razão de estar onde está, se as coisas mudarão um dia ou se a depressão jamais irá embora? Caso positivo, você está caído, e precisa ser restaurado.

As ovelhas geralmente caem por uma dentre quatro razões. Examinaremos duas delas. Muitas ovelhas caem ao procurar um lugar macio, um buraco aconchegante, arredondado. Querem as coisas fáceis. Mas é justamente nesses buracos que elas tem mais possibilidade de acabar de costas.

Também as sim as pessoas . Indivíduos com tempo nas mãos, que não progridem, ou tendem a preocupar-se com os próprios problemas, são suscetíveis a depressão. Em vista das coisas lhes serem fáceis, tem tempo para pensar e enfocar o lado negativo d e suas vidas. Isso muitas vezes os faz rolar de costas. A segunda razão é a obesidade. Ove lhas muito pesadas perdem mais facilmente o equilíbrio, e são as menos produtivas e sadias.

Como se parecem conosco! Uma vez tudo nos seja facilitado, e engordemos com as abundâncias da vida, pouca necessidade vemos de depender de nosso Pastor. Nossos "negócios", a preocupação em ser bem-sucedidos ou manter um certo estilo de vida, faz com que acabemos de costas . Esquecemos como andar na dependência do Pastor, e somos então apanhados gordos e vazios.

Façamos uma paus a, e olhemos a nós mesmos com honestidade. Podemos tornar nos ovelhas abatidas? Qualquer ovelha pode...a maior, a mais forte, a mais gorda, a mais sadia. Você procura vida fácil? Está ficando gordo, saturando-se da abundância do mundo? Envolve-se nos assuntos desta vida em lugar de agradar aqui Ele que o chamou para ser um soldado? (2 Timóteo 2.4 ).





O Restaurador da sua alma

"Refrigera a minha alma" (Salmo 23.2,3) . Que pretende o salmista com esta expressão? Quando uma ovelha fica "abatida", precisa ser restaurada. A ovelha abatida é a que fica caída de costas e não consegue levantar-se.

Algumas das que se deitam para descansar, decidindo ficar algum tempo de lado, perdem o equilíbrio.
Talvez por estarem num solo desigual, ou sejam muito pesada de gordura e lã, ou prenhes. De repente o centro de gravidade muda, e a infeliz vê-se de costas. A ovelha sacode as pernas ansiosamente no ar, tentando endireitar-se, e os gases começam a crescer no estômago do animal.

A medida que os gases aumentam, cortam a circulação das pernas. De costas, incapaz de levantar-se , a ovelha fica completamente abatida. Se o dia for ensolarado e quente, a ovelha resistirá apenas algumas horas. A ovelha caída é também vítima fácil dos predadores. O pastor e a única esperança.

Ele, então, corre a resgatá-la e restaurá-la. Você já se sentiu tão "caído", a ponto de pensar jamais levantar-se? Talvez a depressão o tenha envolvido como uma neblina, e você até esqueceu como era acordar para dias de expectativa, com o céu azul e nuvens brancas. Ou talvez se sinta abandonado por Deus. Você conhece a Palavra, e sabe que Ele prometeu não desampará-lo; mas, por alguma razão, sente que Ele o fez. Se esta descrição se ajusta a você, pode ser então que esteja "abatido".

O Senhor onisciente e onipresente é o seu Pastor! Se você está caído, incapaz de levantar-se, Ele o sabe. Sabe que os predadores do inimigo o estão cercando, buscando devorá-lo (1 Pedro 5.8).

Ele resgatará você, dar-lhe-á refrigério a alma. "O Senhor sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos" (S almo 145.14).



Deixe seu Pastor guiá-lo



Quando a ovelha tem excesso de lã, os pelos ficam cheios de lama, gravetos, c

arrapichos, carrapatos e excremento.


A lã pesa tanto sobre a ovelha, que ela não consegue levantar-se. Esta a terceira razão porque a ovelha se abate. Quando ela cai por causa da lã, o pastor sabe que é hora de tosquiá-la. O pêlo emaranhado tem de ser removido! Tosquiadas as ovelhas, evita-se sua queda! A semelhança conosco é evidente. Deus proibiu aos sacerdotes ministrar no Tabernáculo com roupas de lã porque era um símbolo de vi da egoísta.


Devemos cuidar para que essa vida do "eu" não fique emaranhada, cheia de peca dos e estorvos a p esar sobre nós. Os embaraços e o pecado que nos rodeia tem de ser removidos (Hebreus 12.1). Permitiria o pastor morrer tal ovelha? Afinal, ela própria deixou-se chegar a essa situação. Mas o Grande Pastor veio para buscar e salvar o perdido.


Quando encontra uma ovelha sua, caída de costas, as pernas paralisadas, o júbilo é grande. Palavras temas de censura amorosa, advertência e instrução jorram da boca do Pastor enquanto se abaixa para a ovelha que conhece tão bem. Virando-a de lado, massageia suas pernas, restaurando-lhe a circulação, para que possa voltar a andar a seu lado.


Finalmente, uma ovelha prenhe também pode cair. Os que levam o fardo de outros ou sobrecarregam-se com o ministério, podem subitamente ver-se de costas, incapazes de se porem de pé. Como é importante andar continuamente ao lado do Pastor, tendo o cuidado de descansar em terreno sólido! Lembremos que "as que amamentam, ele guiará mansamente" (Isaías 40.11).


Devemos permitir ao Pastor que nos guie. Ele jamais empurra suas ovelhas, sempre as guia.





Viva por causa do Seu nome

Você caiu na rotina? A vida tornou-se tediosa, sem sentido? Está na hora de seguir o Pastor, que o guiará "pelas veredas da justiça , por amor do seu nome" (Salmo 23.3).

As ovelhas são criaturas de hábito. Deixadas por conta pr ópria,pastarão no mesmo lugar, até que a terra se transforme em deserto. O solo onde pastam demais fica muitas vezes contaminado por parasitas e doenças. Por isso as ovelhas precisam de pastor. Tem de ser orientadas, levadas a novas pastagens. Nosso Pastor preparou-nos pastagens abundantes.

Mas há os que preferem as trilhas contaminadas aos pastos novos. Ele nos guiará, se nos dispusermos a segui-lo.

Deixe-me perguntar-lhe:Quando foi a última vez que procurou diligentemente a face do Senhor, em oração? Quando foi a última vez que, prostrado, orou: "Usa-me, ou morrerei! Devo adorar- te servin do"? Quando foi a última vez que aconselhou um necessitado, visitou doentes ou abandonados em asilos, cozinhou uma refeição ou cuidou de uma criança para alguém? Quando foi a última vez que encorajou jovens casais, fortaleceu um cristão desanimado, procurou tornar-se um parceiro, pai, mãe ou filho melhor, cuidou dos órfãos e das viúvas, ou compart ilhou as verdades preciosas da Palavra com outros?

Você está sendo guiado pelas veredas da justiça, ou segue na trilha do egocentrismo?

Pergunte ao seu Pastor em que direção.Ele quer guiá-lo.




Os vales escolhidos

De vez em quando acontece, o dia se mostra quente, claro e lindo. Dá vontade de buscar um belo gramado, caminhar sobre el e e imitar Julie Andrews em “A Noviça Rebelde”: correndo , dando voltas e cantando “As Colinas Vibram ao Som da Musica”. Depois, parar por um instante e agradecer ao nosso Pai pela beleza e colorido de tudo que está a nossa frente.

Todavia, nem todos os dias são ensolarados, e a noite sempre segue ao dia. Quando há montanhas, são necessários também os vales. "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo" (Salmo 23.4) - e neste ponto do salmo que os pronomes mudam, de "ele" para "tu". Mudam os pronom es, transforma-se a atmosfera.

De repente, sentimos agudamente a intimidade dos dois caminhantes. Por que? Por estarem num vale de sombras profundas. A luz do sol foi bloqueada pela montanha. O caminho escolhido pelo Pastor passa através de um vale.Está escuro, e as sombras formam imagens ass ustadoras; ventos fortes e tempestades violentas podem surgir repentinamente, vindos da montanha. Por que tomar esse caminho? Os vales tem mais abundância de água, e levam a deliciosa vegetação no alto da montanha! Jesus convidou: "Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.

Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" (João 7.37,38). Os vales nã o existem para deprimir, irritar ou faze-lo estremecer. São passagens que o levarão a uma intimidade ainda não experimentada com o Pastor. Se estiver num vale, e o sol não aparecer, não tema. Seu Pastor, o Filho de Deus, está com você.

Tudo faz parte do seu plano. Ele tem um propósito eterno.
Beba abundantemente.




A Vara: Sua proteção

Por que alguns cristãos parecem ter um relacionamento mais íntimo com o Pai? Uma das principai s razões, creio eu, é que conhecem o propósito, o poder do Pastor.


A vara é a extensão do braço direito do Pastor, o braço de poder e autoridade:a Palavra de Deus ! Por ela vivemos; com ela reinamos. É uma arma de poder e proteção.

O pastor examina as ovelhas, fazendo-as passar por baixo da vara, para determinar suas necessidades e descobrir quaisquer problemas ocultos que as tornem fracas ou enfermas. Nosso Pastor faz o mesmo (Ezequiel 20.37).

Ele nos vigia, examinando-nos cuidadosamente a luz da Palavra, revelando enfermidades e purificando-nos. A vara é também usada para afastar os predadores. Até que ponto você conhece o seu poder, autoridade e proteção contra os ataques do inimigo que a Palavra de Deus proporciona? Você é examinado diariamente pela sua autoridade?

As vezes, enfrentamos sentimentos de solidão e rejeição. Vemo-nos diante do vale da sombra da morte - morte do que desejamos que seja verdade, e não é. Para nós, ovelhas do Senhor, há conforto, socorro e sustento nos vales sombrios. Sua Palavra nos satisfaz as necessidades; ela con tém a resposta para cada dúvida nossa. Examine os seguintes versículos: Efésios 5.16,17,26; 2 Timóteo 3.16,17; Hebreus 4.12. Escreva o que aprendeu sobre cada texto.






O Cajado: seu consolo

Ela vivia há dez anos numa masmorra escura.
A única luz vinha na hora das refeições, quando lhe davam uma vela.Embora Luís XIV a tivesse condenado a prisão, Madame Guyon sabia que, como Paulo, era prisioneira do Senhor, não do rei.

Em seu décimo ano de prisão, escreveu estas palavras: “Sou como pássaro i mpedido de voar; em minha gaiola, entretanto, canto para aqu´Ele que me prendeu;Grata por ser uma prisioneira.Porque, meu Deus, isto te compraz”. Pessoas podem estar presas, e, mesmo assim, cantar? Teriam recebido porção extra da graça de Deus? Lembra-se de que falamos ontem sobre andar pelo vale da sombra da morte, e não temer mal algum porque o Pastor está conosco?

Não terminei o quarto verso, que diz: "Não temeria mal nenhum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam". As ovelhas não temem passar pelo vale, porque o Pastor as acompanha. Elas experimentam o consolo da sua presença através do toque do cajado.

O cajado é uma extensão da mão do pastor. É usado para salvar as ovelhas, reuni-las, devolver os cordeiros às mães e guiar o rebanho. Por último, o mais importante: o pastor usa o cajado para tocar nas ovelhas, a fim de um contato mais íntimo enquanto anda com elas, e a sua altura as domina. Não é semelhante ao Espírito Santo?

O Espírito é o cajado de consolo e direção, a extensão entre nós e a mão do Pastor. "Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós" (João 14.18). "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre " (João 14.16). Então, onde estivermos, o seu cajado será o nosso Consolador.




A Mesa: preparada para você

"Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos" (Salmo 23.5). Muitas guerras foram travadas entre criadores de gado e pastores de ovelhas.

As ovelhas podem arruinar a terra. Elas comem as plantas até as raízes, deixando o terreno estéril. Por esta razão, é necessário mante-las caminhando.

Às vezes o pastor vai a frente preparar uma mesa para as ovelhas pastarem, removendo cuidadosamente as plantas que podem envenená -las.

O pastor deve também certificar-se de haver bastante água, e procurar descobrir quaisquer predadores que o cupem o terreno.

Lembro-me da história de John Sung. John era um jovem chinês brilhante que foi estudar nos Estados Unidos. No seminário, teve a convicção de que ainda não era salvo, e caiu em profunda depressão.

Os professores fic aram muito preocupados, e começaram a discutir o que fazer com ele, quando a depressão deu repentinamente lugar a uma exuberância incontida! Por não compreenderem ser a mudança resultado da salvação, colocaram o rapaz numa instituição para doentes mentais. John tentou fugir, mas sem êxito. Pensamentos sombrios de acabar com a vida começaram a tomar forma em sua mente...até o Senhor o repreender: "Se puder suportar esta provação pacientemente por 193 dias, terá aprendido a andar pela estrada do Calvário da obediência".

John não podia saber que o seu Pastor se adiantará e preparará uma mesa para ele na presença dos inimigos. Vendo o problema sob nova luz, passou a dedicar suas horas a leitura da Bíblia. Leu-a inteira quarenta vezes, usando cada vez um plano de estudo diferente.

Como resultado, John Sung iria tornar-se uma chama brilhante para Deus no Extremo Oriente. Que mesa Deus pre parou pa ra você? Que possa sentar-se a ela pacificamente, compreendendo que seu Pastor a preparou.




Óleo pra suas irritações

Alguma vez um inseto entrou em seu nariz? Aconteceu comigo. Senti como se tivesse aspirado um feijão saltador mexicano.

O pobrezinho foi empurrado de um lado para o outro, aparentemente em pânico por causa dos meus tremores violentos, espirros e o assoar do nariz.O excelente livro de Phillip Keller, A Shepherd Looks at Psalm 23 ("Um Pastor Examina o Salmo 23"), mostra o quanto temos em comum com as ovelhas.

Se um inseto lhes entra no nariz, elas ficam enlouquecidas! Não podem descansar nessa condição! As ovelhas podem sofrer grandemente por causa da mosca de nariz, que lhes depositam os ovos na membrana mucosa do nariz. Os ovos chocam ali, e as larvas sobem pelo nariz, chegando a cabeça do animal. Enterrando-se na carne da ovelha, causam-lhe tremenda irritação, que a leva a sacudir e bater a cabeça contra qualquer coisa que encontre. A ovelha pode ate matar-se para se livrar do sofrimento. As pessoas podem ser atormentadas por pensamentos que se lhes entocam na carne.

Os ovos do tormento são postos pelo inimigo, e os vermes repulsivos, destrutivos, penetram em suas mentes.Pensamentos de medo, rejeição, amargura, ódio, fracasso, incompetência, sensualidade e cobiça atacam as ovelhas de Deus, atormentando-as, chegando a levá-las ao suicídio.

Mas, seria esse o destino das ovelhas de Deus? Não! Assim como o pastor prepara um óleo para proteger as ovelhas da mosca de nariz, nosso Pastor tem igualmente um meio de proteger suas ovelhas do tormento, nas palavras do salmista:"Unges a minha cabeça com óleo" (Salmo 23.5). Como age esse óleo?.

Pergunto-lhe: Algum inseto atormenta você? Escreva o nome dele. Depois, peça o óleo ao Pastor.




Óleo para sua paz

Satanás é a mosca de nariz dos cristãos. O alvo é a nossa mente. Ele quer depositar nela pensamentos que darão a luz mentiras, e estas enterrar-se-ão na sua carne, e o levarão a loucura. Satanás fará qualquer coisa para destruí-lo, pois "ele é mentiroso, e pai da mentira" (João 8.44).

"Detesto meu filho, mas desconheço a razão. Sei que é errado. Tento amá-lo, e não consigo" - afirmação de uma mulher que foi aconselhar-se com outra. A respeito da situação, a outra comentou: "Só percebi uma coisa que pode dar-nos uma pista para o problema. Certo dia, quando foi buscar o filho, a vizinha da babá comentou que detestava crianças que gritavam. Desde então, essa moça tem pavor de que seu filho faca um escândalo em público".

Enquanto oravam sobre o problema, sentiram que era a pista certa, dada pelo Senhor. Satanás plantara uma mentira na cabeça da mulher através do comentário da vizinha. A mulher aconselhou aquela mãe a anular a mentira mediante oração guerreira, resistindo ao inimigo e rejeitando suas mentiras. A mãe orou, mais ou menos assim: "Pai, recuso esta mentira do inimigo. Satanás, você é mentiroso e destruidor e não quero nada com você. Ordeno que vá embora com esta mentira. Pai, tu amas meu filho como ele é. Ele é um presente teu: formaste-o em meu ventre (Salmo 139), e eu o amo, e te agradeço por ele".

A mentira destrutiva de Satanás causará-lhe grande tormento, mas agora ela sabia sua procedência. Seu Pastor ungiu-lhe a cabeça com o óleo protetor. Satanás colocou alguma mentira em sua mente? Não desespere.Busquemos o cuidado do Pastor.




Óleo para sua vitória

Durante a estação das moscas de nariz, o pastor prepara um óleo protetor especial, e o espalha sobre a cabeça e narinas das ovelhas.

Como a estação de Satanás é permanente, tratemos constantemente nossas cabeças com o óleo do Pastor.

O alvo de Satanás é a mente, e (2 Coríntios 10.5) recomenda-nos destruir todo conselho e altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o entendimento a obediência de Cristo.Este é o óleo do Pastor. E como se aplica? Mediante a obediência da fé. Quando um pensamento entrar em sua mente, submeta-o aos preceitos de Filipenses 4.8: "Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai".

Cada pensamento deve ser retido a porta da mente, antes de entrar: É verdadeiro? Honesto? Reto? Puro? Uma única resposta negativa, e deve ser rejeitado.

Mas, se as larvas mentirosas já estiverem enterradas na sua carne, e a inflamação tiver começado, será preciso uma cirurgia radical. Primeiro, peça a Deus sondar a sua mente e revelar onde o inimigo construiu sua fortaleza. A seguir, procure na Bíblia uma verdade que refute a mentira de Satanás. Quando achá-la, ordene a Satanás que o deixe, e peça ao Espírito Santo derrubar a fortaleza. D iga a Deus que crê na sua Palavra. Peça ao Senhor Jesus Cristo ficar ao seu lado. Pela autoridade de Deus, destrua a fortaleza, sabendo que "as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas" (2 Coríntios 10.4).

A seguir, pela fé, louve a Deus, por ser mais que vencedor.Se o pensamento voltar, rejeite-o, repetidamente, até que ele se canse e vá embora. A seguir, o seu cálice transbordará (Salmo 23.5)!




Corra para seu Pastor

Quando o medo começar a tomar conta do seu coração, faça uma pausa, e lembre-se que o medo não vem de Deus. O Senhor é o seu Pastor, e nada lhe faltará.

Deus não nos deu espírito de temor, mas de força, amor e saúde mental (2 Timóteo 1.7).

Portanto, quando você perceber que está se tornando alvo dos dardos do inimigo, levante o escudo da fé (Efésios 6.16).

Mente sadia é aquela sob controle. A mente disciplinada não entra em pânico, não perde contato com a realidade, não dá lugar a imaginação, não perde a consciência nem cai em depressão.Quando o medo quiser prende-lo em suas garras, relembre o amor de Deus e sua soberania.

Não esqueça que tudo é filtrado através dos dedos do amor de Deus. O perfeito amor lança fora o tormento do medo (1 João 4.18). Consciente de que o medo procede do pai da mentira - esse ladrão, que quer matar e destruir -, aproprie-se do poder que lhe é dado por Deus.

Lembre-se de que Deus não lhe deu espírito de covardia, mas de poder. Como apropriar-se desse poder? Primeiro, reconheça que uma das armas favoritas do inimigo é o medo. Olhe então para o seu Pastor. Submeta-se a Ele. Diga que lhe pertence, e que Ele pode fazer o que quiser com você. Isto realmente desarma o inimigo! Depois, "resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4.7).

Periodicamente, um dardo súbito de medo ainda atinge a mulher da qual falei ontem. Mas ela agora não entra em pânico. No momento em que o medo chega, ela o reconhece como sendo do inimigo. Ela afirma isso como se o inimigo gritasse: "Aí vem o medo outra vez. Você não conseguirá vence-lo. Entrará em pânico". "Sei que é ele, e recuso-me a pensar no assunto. E continuo com o que estou fazendo". E assim que se enfrenta o medo.

Olhe para o Pastor. Ouça suas palavras.






Conhecido e amado pelo Pastor

Sentiu-se já perdido na multidão, considerando-se insignificante, e vendo os outros cristãos como grandemente usados por Deus, enquanto você fica por último?

Você disfarça seus sentimentos, mas seria agradável ouvir seu nome mencionado de vez em quando. Seria bom ser reconhecido...ao menos uma vez.


Mas, isso provavelmente não vai acontecer, porque você não é importante...quem lembraria seu nome? Não! Você está errado. Você tem valor, é importante e especial. Você é ovelha do Senhor.

Vire-se para trás, e olhe. A bondade e a misericórdia o estão seguindo.Você é tão especial que irá habitar para sempre na morada do Senhor. Você é d´Ele. Ele o chamou pelo nome. "Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido" (João 10.14).

Deus o conhece pelo nome (João 10.3). Você não é apenas uma ovelha do rebanho, mas um indivíduo valioso para o seu Pastor, tão especial que, se tivesse outras 99 ovelhas, e você se perdesse, Ele saberia. E iria procurá-lo, chamando-o pelo nome, até encontrá-lo (Lucas 15.3-6).

Seu nome é importante para Ele. Jamais esqueça isto. Talvez as multidões não o conheçam, mas não importa. Você é conhecido do Rei dos reis: "Virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também" (João 14.3) Você irá morar na casa do Senhor para sempre (Salmo 23.6)

sábado, 9 de agosto de 2008

DIÁLOGO COM O DEUS ÚNICO E VERDADEIRO


Senhor Deus,
Sois realmente o único e verdadeiro Deus.

Sempre que os homens elegem outros deuses, forjam ídolos à sua imagem e semelhança.

Nós sabemos, Deus Santo, que Vós não sois à imagem e semelhança Do Homem.

Pelo contrário, os seres humanos é que se vão tornando imagem e semelhança de Deus à medida em que se vão humanizando.

Humanizar-se é crescer em densidade espiritual, em capacidade de amar e interagir criativamente com o mundo que nos envolve.

Deus Santo,

Vós sois a origem e a plenitude da Criação.

Vós sois o Criador de todas as coisas, mas não vos confundis com nenhuma delas.

Ainda antes de existir o Universo já existia Deus como uma comunhão familiar de três pessoas.

Vós sois o único fundamento de tudo o que existe, como diz a Carta aos Efésios:

“Há um só Corpo e um só Espírito.

Existe apenas uma esperança à qual fostes chamados.

Há um só Senhor, uma só Fé e um só baptismo.

Existe apenas um só Deus Pai que é Pai de todos” (Ef 4, 4-6).

A nossa Fé diz-nos que as coisas são boas e têm sentido e razão de existir, pois fazem parte do plano único que Sonhastes para toda a criação.

Ajudai-nos, a agir de acordo com a vossa vontade, a fim de atingirmos a plenitude que sonhastes para todos nós.

Nós te louvamos, Filho Eterno de Deus, pois pelo mistério da Encarnação.

Partilhaste connosco a tua condição de Filho de Deus introduzindo-nos, deste modo, na família de Deus.

O evangelho de São João diz que tu encarnaste, a fim de nos dares o poder de nos tornarmos filhos de Deus:

“Veio para o que era seu,

E os seus não o receberam.

Mas aos que o receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

Estes não nasceram dos laços do sangue,

Nem de um impulso da carne,

Nem da vontade do homem,

Mas sim de Deus.

E o Verbo encarnou e veio habitar entre nós.

E nós vimos a sua glória,

A glória que possui como Filho Unigénito do Pai,

Cheio de Graça e de Verdade” (Jo 1, 12-14).

Tu és desde toda a eternidade o Filho Unigénito de Deus.

Mas pela encarnação tornaste-te o primogénito de muito irmãos (Rm 8, 29).

Eis a razão pela qual, após a tua ressurreição, nos deste o Espírito Santo que nos introduz na Família Divina.

Eis as palavras de São Paulo a este respeito:

“Todos os que são movidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

Vós não recebestes um espírito de escravidão, mas um Espírito de adopção graças ao qual chamamos “Abba”, Papá.

É este mesmo espírito que, no nosso íntimo, dá testemunho de que realmente somos filhos de Deus” (Rm 8, 14-15).

Sabemos que não há deuses bons e deuses maus, como acreditam os pagãos.

A nossa Fé diz-nos que, na origem do Universo, está apenas um Deus que é amor e que é a interioridade máxima de todas as coisas.

Pai Santo,

Difunde as tuas bênçãos sobre todos os seres humanos,

A fim de todos atingirem a plenitude que sonhaste para eles.

Espírito Santo,

São Paulo diz que és o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5, 5).

Por nos amardes com amor maternal, tu és a pessoa divina que tem a missão de colocar os dons de Deus no nosso coração.

Por isso fizeste do nosso coração um templo onde habitas permanentemente.

Também és tu que consagras as nossas qualidades, tornando-as carismas, isto é, dons para os nossos irmãos.

És tu quem dinamiza a nossa comunhão com Deus Pai, com Deus Filho, e com todos os seres humanos, criando assim a Família Universal de Deus.

Espírito Santo,

Gostava de te pedir para suscitares profetas nesta marcha da Humanidade, pois os seres humanos estão a perder o sentido de vida, do bem e, também, o sentido de Deus.

Suscita apóstolos que ajudem os homens a conhecer a Palavra de Deus, a fim de saborearem o plano maravilhoso que Deus sonhou para nós.

Precisamos muito de Apóstolos e profetas, pois vivemos num mundo violento e carecido de esperança.

Precisamos de homens e mulheres apaixonados pela tarefa da evangelização, a fim de o mundo conhecer a verdade da salvação em Cristo.

Deus Santo,

Nós te louvamos por seres um Deus único!

Nós te bendizemos por seres amor omnipotente!

Nós te damos graças pelo grande amor com que nos criaste e nos salvaste em Cristo.

UMA CARTA DE DEUS


Tu és um ser humano, és o Meu milagre.
E és forte, capaz, inteligente, e cheio de dons e talentos. Conta teus dons e talentos. Entusiasma-te com eles.
Reconhece-te. Aceita-te. Anima-te. E pensa que desde este momento podes mudar tua vida para o bem, se assim te propões e se te enches de entusiasmo.
Tu és minha criação maior. És meu milagre.
Não temas começar uma nova vida. Não te lamentes nunca. Não te queixes. Não te atormentes. Não te deprimas. Como podes temer se és meu milagre? Estás dotado de poderes desconhecidos para outras criaturas do Universo.
És ÚNICO. Ninguém é igual a ti. Só em ti está aceitar o caminho da felicidade e enfrentá-lo seguindo sempre adiante. Até o fim. Simplesmente porque és livre.
Em ti está o poder de não amarrar-te às coisas. As coisas não fazem a felicidade. Te fiz perfeito para que aproveitasses tua capacidade, e não para que te destruísses com teus enganos mundanos.
Te dei o poder de PENSAR.
Te dei o poder de AMAR.
Te dei o poder de IMAGINAR.
Te dei o poder de CRIAR.
Te dei o poder de PLANEJAR.
Te dei o poder de ORAR.
E te situei o poder dos anjos quando te dei o poder da escolha.
Te dei o domínio de escolher o teu próprio destino usando tua vontade.
O que tens feito destas tremendas forças que te dei ? Não importa ! De hoje em diante esqueça o teu passado, usando sabiamente este poder de escolha.
Opta por SORRIR em lugar de chorar.
Opta por CRIAR em lugar de destruir.
Opta por DOAR em lugar de roubar.
Opta por ATUAR em lugar de adiar.
Opta por CRESCER em lugar de consumir-te.
Opta por BENDIZER em lugar de blasfemar.
Opta por VIVER em lugar de morrer.
E aprende a sentir a Minha presença em cada ato de sua vida. Cresça a cada dia um pouco mais no otimismo e na esperança!
Deixa para trás os medos e os sentimentos de derrota. Eu estou ao teu lado. Sempre.
Chama-me. Busca-me. Lembra-te de mim. Vivo em ti desde sempre e sempre te estou esperando para amar-te.
Se hás de vir até Mim algum dia.. que seja hoje, neste momento! Cada instante que vivas sem Mim, é um instante infinito que perdes de Paz.
Procura tornar-te criança... simples, generoso doador, com capacidade de extasiar-te e capacidade para comover-te ante à maravilha de sentir-te humano.
Porque podes conhecer Meu amor, podes sentir uma lágrima, podes compreender uma dor.
Não te esqueças de que és Meu milagre.
Que te quero feliz, com misericórdia, com piedade, para que este mundo em que transitas possa acostumar-se a sorrir, sempre que tu aprendas a sorrir.
E se és Meu milagre, então usa os teus dons e muda o teu meio ambiente, contagiando esperança e otimismo sem temor porque...
EU ESTOU AO TEU LADO!

O DEUS DA ALIANÇA É FIEL E VERDADEIRO


1- Aliança de Deus e Infidelidade do Homem
2- O Coração Fiel do Deus da Aliança





1- Aliança de Deus e Infidelidade do Homem

O coração do Deus da Aliança é fiel e verdadeiro. Na linguagem bíblica, coração é o centro espiritual mais nobre da pessoa.

É no coração que a pessoa decide fazer o bem e faz planos de comunhão fraterna.

Ora, as pessoas divinas são uma comunhão familiar de amor infinito. Por isso podemos dizer que Deus tem coração.

O Deus que o Novo Testamento nos revela relaciona-se com o Homem em termos familiares.

À luz do Novo Testamento, a Antiga Aliança foi um degrau para a Humanidade atingir a maturidade necessária para a Nova e Eterna Aliança.

O conteúdo central da Nova Aliança é a incorporação da Humanidade na Família de Deus mediante o dom do Espírito Santo (Rm 8, 14-17).

Mas a realização desta Aliança Nova e Eterna só aconteceria quando chegasse a plenitude dos tempos (Ga 4, 4-7).

Mas a Bíblia diz que Deus foi fazendo vários ensaios de aliança com os homens., conduzindo de modo gradual e progressivo a Humanidade para Comunhão humano-divina da Nova Aliança em Cristo.

Já ao longo de todo o Antigo Testamento Deus foi-nos revelando o seu jeito especial de se relacionar com o Homem em forma de Aliança.

Logo no princípio da criação, Deus fez uma aliança com Adão, constituindo-o cabeça da Criação (Gn 1, 28-30; 2, 15-20).

Mas Adão foi infiel e rompeu com a aliança, pois não aceitou a sua condição de ser subordinado de Deus na obra da Criação.

Numa atitude de rebeldia e orgulho, Adão quis ser igual a Deus.

A atitude de Adão implica um pecado grave, pois é uma oposição frontal ao amor criador de Deus.

Na perspectiva bíblica, a Humanidade forma um todo orgânico cuja cabeça era a Adão.

Eis a razão pela qual o pecado de Adão implicou desorientação e fracasso para todos os seres humanos.

Isto quer dizer que o pecado não é nunca um acto meramente individual.

Na verdade, o pecado não é mais que a oposição ao amor.

Amar é eleger o outro como alvo do nosso bem-querer, aceitando-o como é e agindo de modo a facilitar a sua realização e felicidade.

Portanto, não há amor que não tenha consequências pessoais e comunitárias.

O mesmo acontece com o pecado, pois este não é mais que a oposição ao amor.

Pecar é recusar-se a ser mais humano através do amor e bloquear a humanização dos outros.

Por outras palavras, pecar é opor-se a fazer do outro um alvo do nosso bem-querer, recusando-se a aceitá-lo com é a facilitar a sua realização e felicidade.

O pecado do Homem é incapaz de impedir que o Criador o ame, pois ama-nos de modo incondicional.

No entanto, o pecado do Homem condiciona ou impede mesmo a comunhão com Deus.

O facto de Deus nos amar de modo incondicional não chega para acontecer comunhão connosco.

Na verdade, a comunhão não assenta sobre o amor unidireccional, mas sobre a reciprocidade amorosa.

Nós não fomos criados para ser amados por Deus, mas sim para sermos amados por Deus.

Com efeito, a plenitude do Homem não consiste em ser amado por Deus, mas sim na comunhão com Deus.

O pecado é perigoso, pois é o caminho do fracasso e do malogro.

Por outras palavras, Deus nunca se vinga da nossa oposição ao seu amor, pois ele é amor e ama-nos de modo incondicional.

Mas é muito perigoso brincar com o querer de Deus, pois a vontade de Deus coincide rigorosamente com o que é melhor para nós.

Segundo a visão bíblica, quanto mais o Homem se tornava infiel a Deus, mais entra no caminho do malogro e do fracasso.

O texto do Dilúvio é uma analogia para dizer que a Humanidade, ao desviar-se do plano de Deus, começa a fracassar e a afundar-se.

Como nos ama de modo incondicional, Deus, ao ver o Homem a afundar-se vem em ajuda do Homem escolhendo Noé para impedir que a Humanidade se destrua:

“Contigo vou estabelecer a minha aliança. Entrarás na Arca com a tua mulher, os teus filhos e as mulheres dos teus filhos” (Gn 6, 18).

Deus faz um Aliança com Noé, a fim de salvar a Humanidade prestes a afogar-se.

Ao renovara Aliança com Noé, Deus quis que esta pacto tivesse um alcance universal, fazendo de Noé, como tinha querido fazer de Adão, o seu medianeiro para o sucesso do seu plano criador.

Agora, o arco-íris passa a ser visto como o sinal da aliança restaurada com Noé:

“Deus disse: este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós com todos os seres vivos que estão convosco.

Colocarei o meu arco nas nuvens. Ele será um sinal da minha aliança com toda a terra” (Gn 9, 12-13).

A aliança de Deus com Noé tem um carácter universal. É feita em favor de todos os seres vivos:

“Quando o arco-íris estiver nas nuvens eu, ao vê-lo, Lembrar-me-ei da minha aliança eterna, aliança com todos os seres vivos que vivem sobre a terra” (Gn 9, 16).

Mas o coração do ser humano é infiel e orgulhoso.

Eis a razão pela qual, o Homem começa a tornar-se infiel e a recusar-se de novo ser colaborador e servo de Deus.

E, mais uma vez, surge a tentação de ser igual a Deus, como nos diz de modo simbólico o relato da torre de Babel.

A ideia de construir uma torre que chegue ao Céu significa a tentativa de se tornar igual a Deus.

Na verdade estamos talhados para ser divinos. Mas isto é um dom de Deus, não uma conquista do Homem.

Esta meta só poderá acontecer mediante o enxerto do divino no humano. E foi o que aconteceu mediante a Encarnação.

O homem peca quando rejeita a sua condição de criatura e pretende colocar-se no lugar do Criador. É a velha tentação de querer ser igual a Deus (Gn 11, 1-8).

De novo, o Homem entra na dinâmica do malogro e do fracasso.

Mas Deus não se deixa vencer pelo pecado do Homem. De novo sonha com outro projecto de aliança. O Deus da Aliança propõe-se, nunca se impõe.

De novo ele chama um homem fiel e bom, a fim de salvar a humanidade.

Chama Abraão e faz-lhe a proposta de uma aliança que possa beneficiar todas as famílias da Terra (Gn 12,3).

O amor de Deus é difusivo. Quando ama alguém que escolhe para uma missão, pensa logo na maneira de fazer que esse amor se difunda por todas as pessoas.

Deus prometeu a Abraão uma terra, a fim de formar um povo que seja, no meio dos outros povos, uma mediação da Sua Palavra e do Seu Amor (Gn 15, 8).

Com Abraão, a história atinge o limiar do monoteísmo. Deus revela-lhe que tem um projecto em favor d e toda a Humanidade:

“Vou fazer uma aliança entre mim e ti. Multiplicarei a tua descendência sem medida” (…).

“Serás pai de muitas nações” (Gn 17, 2- 4).

“Vou estabelecer para sempre a minha aliança entre mim e ti.

Será uma aliança eterna. Eu serei o teu Deus e o Deus dos teus descendentes” (Gn 17, 7).

E, ao longo da História, Deus ia-se recordando continuamente da Aliança que fizera com Abraão:

“Eu ouvi os gemidos dos filhos de Israel que os egípcios escravizaram.

Nesse momento, lembrei-me da minha aliança” (Ex 6, 5).

Após a saída do Egipto, Deus renova a sua aliança com o povo de Abraão:

“Se observardes a minha aliança sereis minha propriedade especial entre todos os povos” (Ex 19, 5).

Através de Moisés, Deus entregou os dez mandamentos escritos em duas tábuas de pedra.

Ao construir o santuário, as tábuas dos mandamentos do Senhor ficaram guardadas dentro de uma arca chamada a Arca da Aliança:

“Dentro da arca coloca o documento da aliança que te dei” (Ex 25, 16).

Deus entregou por escrito o documento da aliança, a fim de este permanecer como testemunho:

“Deus disse ainda a Moisés: escreve estes mandamentos, pois é de acordo com eles que eu faço a aliança contigo e com Israel” (Ex 34, 27).

O livro do Deuteronómio insiste na necessidade de ser fiéis a aliança de Deus, cumprindo os Mandamentos escritos nas tábuas de pedra:

“Deus comunicou-vos a sua aliança, a fim de que cumprísseis as dez palavras que Ele escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt 4, 13).

A característica fundamental do Deus da aliança é a fidelidade. O Senhor é um Deus fiel e verdadeiro:

“Reconhece que Yahvé, teu Deus, é o único Deus, o Deus fiel que mantém a aliança e o seu amor por mil gerações em favor dos que o amam e observam os seus mandamentos” (Dt 7, 2).

Os mandamentos, a terra prometida e uma descendência numerosa constituem os elementos básicos da aliança de Deus com o Povo do Antigo Testamento:

“Inclina-te, Senhor, do Céu, a tua morada santa, e abençoa Israel, teu povo e a terra que nos deste, tal como juraste aos nossos antepassados, uma terra onde corre leite e mel” (Dt 26, 15).

Com a instituição da monarquia, surge a aliança com a casa de David:

“A minha casa está firme junto de Deus, disse David, pois a sua aliança para comigo é para sempre, pois está assente em alicerces sólidos” (2 Sam 23, 5).

A aliança a que se refere o texto anterior é a palavra que Deus dirigiu a David através do profeta Nata, a qual dizia o seguinte:

“Quando chegares ao fim de teus dias e te fores juntar aos teus antepassados, eu suscitarei, depois de ti, um filho teu.

Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se cometer algum erro corrigi-lo-ei com vara de homens, mas não lhe retirarei a minha graça como fiz a Saúl, a quem expulsei da minha presença.

A tua casa e o teu reino serão firmes para sempre” (2 Sam 7, 12-16).

Devido a esta profecia os filhos de David, ao subirem ao trono, recebem o título de filhos de Deus:

“Vou anunciar o decreto do Senhor. Ele disse-me: Tu és meu filho, hoje mesmo te gerei” (Sal 2, 7).

A profecia proferida por Natã está associada à construção de um templo para Deus:

“David disse ao profeta Natã: “Como podes observar, eu estou a morar numa casa de cedro, ao passo que a Arca da Aliança de Deus está debaixo de uma tenda” (1 Cron 17, 1).

David tinha planeado construir um templo para introduzir lá a Arca da Aliança. Mas o profeta Natã fez saber ao rei que os planos de Deus são outros.

Não será David mas um filho seu quem construirá o templo do Senhor. Graças a este filho escolhido, Deus vai abençoar para sempre a casa de David:

“Fiz uma aliança com o meu eleito, jurei a David, meu servo: estabelecerei a tua descendência para sempre e o teu trono há-de manter-se eternamente” (Sal 89, 4-5).

“Encontrei a David, meu servo, e ungi-o com óleo santo. A minha mão estará sempre com ele e o meu braço há-de torná-lo forte” (Sal 89, 21-22).

“Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, és o meu Deus e o rochedo da salvação”.

Eu farei dele o primogénito, o maior entre os reis da terra. Hei-de assegurar-lhe para sempre o meu favor e a minha aliança com ele há-de manter-se firme.

Estabelecerei para sempre a sua descendência e o seu trono terá a duração dos céus” (Sal 89, 27-30).

“Jurei uma vez pela minha santidade. De modo algum enganarei David!

A sua descendência e o seu trono permanecerão para sempre na minha presença como o sol, e será firme para sempre como a lua, testemunho fiel no firmamento” (Sal 89, 36-38).

Em virtude das infidelidades de Israel à aliança, os profetas ameaçam o povo de que a tragédia cairá sobre eles:

“Esta terra está profanada sob os pés dos seus moradores. Transgrediram as leis, violaram os mandamentos e romperam a minha aliança” (Is 24, 5).





2- O Coração Fiel do Deus da Aliança

Apesar da infidelidade do povo, Deus será sempre fiel ao seu amor:

“Mesmo que os montes se retirem e as colinas vacilem, o meu amor nunca se afastará de ti.

A minha aliança de paz não vacilará, diz o Senhor que se compadece de ti” (Is 54, 10).

Deus É fiel e verdadeiro. Está sempre disposto a recomeçar uma nova comunhão de aliança.

Mas esta pressupõe a fidelidade das duas partes, pois a comunhão não assenta sobre um amor unidireccional, mas sobre uma reciprocidade amorosa:

“Dai-me ouvidos. Vinde a mim. Escutai-me e vivereis. Farei convosco uma aliança definitiva. Serei fiel à minha amizade com David” (Is 55, 3).

Deus começa a anunciar, através dos profetas, uma nova aliança, assenta sobre o Espírito Santo e não sobre a letra escrita nas tábuas de pedra.

Deus vai arrancar o coração de pedra do povo e introduzir em seu lugar o Espírito Santo.

Graças à acção do Espírito Santo, mesmo os corações mais estéreis começarão a dar fruto:

“Isto diz o Senhor aos eunucos que observam os meus sábados, que escolhem o que me agrada e ficam firmes na minha aliança: “dar-lhes-ei no meu templo e dentro das minhas muralhas, um monumento e um nome mais valioso que os filhos e as filhas” (Is 56, 4-5).

Na plenitude da Nova Aliança, os estrangeiros terão lugar em Jerusalém e entrarão, cheios de alegria, na casa de oração, o templo de Deus. Os seus sacrifícios serão agradáveis a Deus (cf. Is 56, 6-7).

A Nova Aliança será vivida em plena harmonia com a vontade de Deus, pois a Palavra do Senhor brota abundante da boca das pessoas:

“Esta é a minha aliança com eles, diz o Senhor: o meu espírito está sobre ti, e as palavras que coloquei em ti, jamais se afastarão da tua boca e da boca dos teus filhos, desde agora e para sempre” (Is 60, 19-22).

Quando o Senhor estabelecer a Nova Aliança, Jerusalém será totalmente renovada.

Já não será iluminada pelo sol durante o dia nem pela lua durante a noite, pois Deus será a sua luz eterna” (Is 60, 19-22).

A Nova Aliança estará assente sobre as tábuas da Lei, mas sobre o Espírito de Deus.

As tábuas da Lei tinham desaparecido quando os caldeus invadiram Jerusalém.

O profeta Jeremias tira valor a este facto, dizendo que a nova aliança não assenta no coração de pedra mas num coração de carne.

O alicerce da Nova Aliança não é a letra mas o Espírito Santo.

A Arca da Aliança não faz parte da dinâmica da Nova Aliança: “Quando crescerdes e vos multiplicardes no país, oráculo do Senhor, já ninguém mais falará na Arca da Aliança do Senhor.

Ninguém mais se lembrará dela, nem sentirão a sua falta, nem voltarão a fazer outra” (Jer 3, 16).

Deus tem em mente um plano para edificar uma Nova Aliança:

“Dias virão em que farei uma Nova Aliança com Israel e Judá. Não será como a aliança que fiz com seus pais quando os tomei pela mão e os tirei da terra do Egipto.

Eles quebraram essa aliança, apesar de eu ser o seu Deus. A Nova Aliança será selada no coração das pessoas e não numa pedra:

A aliança que vou fazer com Israel, oráculo do Senhor, será assim: colocarei as minhas leis no seu peito, gravá-las-ei no seu coração. Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus” (Jer 31, 31-33).

Jeremias tem expressões maravilhosas associadas à Nova Aliança:

“Farei com eles uma aliança eterna. Nunca deixarei de lhes fazer bem. Colocarei no seu coração o meu temor, a fim de que não se afastem de mim” (Jer 32, 40).

O Novo Testamento reconhece que, em Jesus Cristo, se realizou a Nova Aliança.

Pela parte da Divindade assinou a Segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Pela parte da Humanidade assinou Jesus de Nazaré, um homem totalmente fiel a Deus.

Por seu lado, o Espírito Santo é a garantia de autenticidade da Nova Aliança.

É o vinho bom que ficou para o fim, sugere o evangelho de São João no relato das Bodas de Caná (Jo 2, 1-10).

É ainda a Água Viva que faz jorrar rios de Vida Eterna no nosso coração (Jo 7, 37-39).

Jesus tinha consciência de ser o medianeiro da Nova Aliança, tal como as suas palavras indicam no momento de instituir a Eucaristia:

“Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26, 28).

O pai Zacarias, feliz pelo nascimento do seu filho João Baptista, exclama:

“Deus realizou a misericórdia que anunciara aos nossos pais, recordando a sua santa aliança” (Lc 1, 72).

A Nova Aliança leva consigo o grande dom do perdão do pecado:

“Essa será a aliança que farei com eles quando eu perdoar os seus pecados” (Rm 11, 27).

A Segunda Carta soa Coríntios diz que os cristãos são ministros de uma Nova Aliança, a qual assenta no Espírito, não na letra da Lei:

“Foi Deus que nos tornou capazes de sermos ministros de uma Nova Aliança, não da letra, mas do Espírito, pois a letra mata e o Espírito é que dá vida” (2 Cor 3, 6).

Jesus é o mediador de uma Nova Aliança, a qual é melhor que a antiga.

Se a primeira aliança não fosse deficiente não havia lugar para uma Nova Aliança” (Heb 8, 6-7).

A dinâmica da Nova Aliança É o Espírito Santo, fonte de fecundidade.

A antiga aliança não permitia aos eunucos, mesmo sendo filhos de Aarão, oferecer os sacrifícios do altar (Lv 21, 20-21).

O profeta Isaías, olhando a acção fecundante do Espírito Santo na Nova Aliança, diz que esta fecundidade vai muito além da mera procriação. Eis a razão pela qual até os eunucos serão ramos vivos de uma árvore fecunda:

“Que o eunuco não diga: não passo de uma árvore seca” (Is 56, 3).

Os Actos dos Apóstolos declaram que o primeiro pagão a ser baptizado, foi um eunuco etíope. Foi ele o primeiro pagão. É o primeiro pagão a confessar a fé em Cristo (Act 8, 36- 37).

O evangelho de São João, inspirando-se na fecundidade da Nova Aliança põe na boca de Jesus este texto magnífico:

“Permanecei em mim que eu permaneço em vós.

Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas apenas permanecendo unido à videira, assim acontecerá convosco se não estiverdes unidos a mim.

Eu sou a videira e vós os ramos. Quem permanece em mi e eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 4-5).

Graças à difusão do Espírito, a Nova Aliança dá origem a uma Nova Humanidade reconciliada com Deus, diz a Segunda Carta aos Coríntios:

“Se alguém está em Cristo é uma Nova Criação. Passou o que era velho. Eis que tudo se fez novo.

Tudo isto vem de Deus que nos reconciliou consigo em Cristo não levando mais em conta os pecados dos homens” (2 Cor 5, 17-19).

A Nova Aliança é o tempo de plenitude. O projecto de Deus entrou na fase dos acabamentos e o Homem é já da Família de Deus (Ga 4, 4-7).

Com a morte e ressurreição de Jesus a Humanidade fica divinizada, isto é, assumida e organicamente incorporada na comunhão da Santíssima Trindade.

COMUNHÃO E CONHECIMENTO DE DEUS


Esta é a vida eterna: Que te conheçam, Pai, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem tu enviaste” (Jo 17, 3).
O conhecimento de Deus, segundo o Novo Testamento, não é uma questão meramente intelectual.

Conhecer Deus é algo que implica uma comunhão orgânica com ele, animada pelo Espírito Santo:

“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus.

Todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus.

Aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor.” (1 Jo 4, 7-8).

Além disso, o amor de Deus não é uma realidade separada do amor aos irmãos.

O amor aos irmãos é o caminho seguro para chegarmos ao conhecimento de Deus:

“A Deus nunca ninguém o viu. Mas se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós” (1 Jo 4, 12).

E logo a seguir acrescenta:

“Se alguém disser: “Eu amo a Deus”, mas tiver ódio ao seu irmão, esse é um mentiroso, pois aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê.

Nós recebemos de Jesus este mandamento: quem ama a Deus, ame também o seu irmão” (1 Jo 4, 20-21).

São Paulo diz que todo o que ama a Deus é conhecido pelo próprio Deus, no sentido bíblico de constituir uma verdadeira interacção amorosa:

“ Mas se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Deus (1 Cor 8, 3).

O conhecimento de Deus, diz São Paulo, não é uma coisa de ciência humana.

Só pelo amor se pode chegar ao verdadeiro conhecimento de Deus:

“A ciência incha, mas o amor edifica” (1 Cor 8, 1).

O princípio animador da comunhão amorosa com Deus e os irmãos é o Espírito Santo, o grande dom de Deus

“Nós damo-nos conta de que permanecemos em Deus e ele em nós, pois ele fez-nos participar do Espírito Santo” (1 Jo 4, 13).

São Paulo vai nesta mesma linha ao afirmar que ninguém pode conhecer e saborear o mistério de Cristo ressuscitado a não ser pelo Espírito Santo:

“Ninguém é capaz de Dizer: “Cristo é o Senhor ressuscitado” a não ser pelo Espírito Santo” (1 Cor 12, 3).

Conhecer Cristo é fazer com ele uma união orgânica. Eis a razão pela qual comemos a carne de Cristo (Jo 6, 54-57).

A comunhão, na Eucaristia, é um momento privilegiado para o crente fortalecer este conhecimento de Cristo.

Conhecer, na Bíblia, implica interacção amorosa. Por isso, comer a carne de Cristo, significa unir-se a Cristo ressuscitado mediante o Espírito Santo.

Alimentar-se da Carne e do Sangue de Cristo é ser dinamizado pelo Espírito Santo, o dom de Cristo ressuscitado (Jo 6, 62-63).

São Paulo diz que a união a Cristo implica fazer parte do corpo de Cristo:

“Comemos um só pão porque formamos um só Corpo (1 Cor 10, 17).

O evangelho de São João diz que Cristo é a cepa da videira e nós os seus ramos.

Os ramos só podem viver e dar muito fruto se estiverem unidos à cepa.

Eis as palavras do evangelho:

“Permanecei em mim que eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim acontecerá também convosco, se não permanecerdes em mim.

Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanece em mim e eu e eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer.” (Jo 15, 4-5).

Deus dá-se-nos a conhecer através de Cristo. Ele é o grande revelador do rosto de Deus.

Eis as palavras de Jesus no evangelho de São João:

“Há tanto tempo que estou convosco, Filipe, e ainda não de conheces? Quem me vê, vê o Pai.” (Jo 14, 18).

À medida em que conhecemos Cristo, conhecemos o Pai.

Este conhecimento acontece no Espírito Santo que é o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5, 5).

Na Primeira Carta aos Coríntios, o Apóstolo São Paulo exclama:

“Fomos baptizados no mesmo Espírito, a fim de formarmos o Corpo de Cristo (1 Cor 12, 13).



Como o conhecimento implica interacção amorosa, crescer no conhecimento de Deus leva consigo o crescimento na comunhão orgânica com o próprio Deus:

“Nesse dia compreendereis que eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós” (Jo J0 14, 20).

O sacramento da Eucaristia explicita este mistério da comunhão orgânica da Humanidade com a Divindade:

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e eu nele.

Assim como o Pai que me enviou vive e eu vivo pelo Pai, também aquele que me come viverá por mim” (Jo 6, 56-57).

A meta desta união é a comunhão humano-divina da Família de Deus:

“Pai, não rogo apenas por eles, mas igualmente por todos os que hão-de acreditar em mim por meio da sua palavra, a fim de que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti.

Que eles permaneçam em nós, a fim de o mundo ver e acreditar que tu me enviaste.

Pai, eu dei-lhes a glória que me deste, a fim de que todos sejam um, como nós somos um.

Eu neles e tu em mim, a fim de eles chegarem à perfeição da unidade (…).

Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu conheci-te e estes reconheceram que tu me enviaste.

Eu dei-lhes a conhecer quem tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu esteja neles também” (Jo 17, 20-26).

Como ternura maternal de Deus, o Espírito Santo é o princípio animador desta interacção orgânica.

Eis a razão pela qual só pelo Espírito Santo podemos conhecer, isto é, comungar com o Pai e o Filho:

“Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que eu vos disse” (Jo 14, 26).

Ao ressuscitar, Jesus comunicou-nos a possibilidade de interagirmos de modo intrínseco com o Espírito Santo, a fim de participarmos da mesma interacção que existe entre o Pai e o Filho:

“Todos os que são movidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

Vós não recebestes um espírito de escravidão, mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adoptivos.

É por este Espírito que clamamos “Abba”, ó Pai” (Rm 8, 14-15; cf. Ga 4, 4-7).

Nós somos incorporados na comunhão familiar da Santíssima Trindade, graças ao facto de formarmos um todo orgânico com Cristo.

Nenhum ser humano entra isoladamente na comunhão familiar de Deus:

A Carta aos Gálatas diz que todos nós somos apenas um em Cristo (Ga 3, 29).

Falando do seu conhecimento e da sua união com Cristo, afirma:

“Já não sou eu que vivo mas Cristo que vive em mim” (Ga 2, 10).

Conhecer Cristo, diz a Carta aos Colossenses, implica despir-se do homem velho configurado com Adão e revestir-se do homem novo, configurado com Cristo ressuscitado:

“Não mintais uns aos outros, já que vos despistes do homem velho, com as suas acções, e vos revestistes do homem novo, aquele que, para chegar ao conhecimento, não cessa de ser renovado à imagem do seu Criador.

No Homem Novo já não há grego nem judeu, circunciso ou incircunciso, bárbaro, cita, escravo ou livre, mas apenas Cristo que é tudo em todos e está em todos” (Col 3, 9-11).