FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 27 de junho de 2008

NUNCA ESTAMOS SÓS


Antoine de Saint Exupéry

Nasceu em Lion, na França em 29/06/1900 e morreu em 31/07/1944.
Foi piloto do correio aéreo frances um dos pioneiros da aviação comercial francesa e atuou durante a 2ª guerra mundial junto a aviação aliada.
Foi um ótimo escritor e seu livro mais conhecido O Pequeno Príncipe que foi lançado quando a França estava ocupada pelo exercito alemão. Escreveu outros livros e entre eles o Flight to Arras.
No dia 31/07/1944 saiu num vôo de reconhecimento sobre a França ocupada e não mais voltou, foi dado como desaparecido.
Em 1988 um pescador retirou de sua rede, no Mediterrâneo, em Marselha um bracelete de prata que era a identificação do piloto e em abril de 2004 foi retirado os destroços de um avião no Mediterrâneo e identificado como sendo o seu Lockheed P-38.

"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho...
Porque cada pessoa é única para nós, e nenhuma substitue a outra.
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só.
Levam um pouco de nós mesmo e nos deixam um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada.
Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada.
Este é a mais bela realidade da vida...
A prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproximam do outro por acaso...".

"Quando tomas consciência de nosso papel, mesmo o mais obscuro, só então somos felizes, só então podemos viver em paz e morrer, pois o que dá sentido a vida, da sentido à morte.

"Ser homem é ser responsável. É sentir que colocando sua pedra se colabora na construção do mundo".

"Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior, com planíces invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos".
"Como fazem pouco barulho os verdadeiros milagres!
Como são simples os acontecimentos essenciais!"

"A civilização cristã não é a soma dos nossos juros, e sim, a soma de nossas dádivas".

"Em tudo na vida a perfeição é finalmente atingida, bão quando nada mais existe para acrescentar, mas quando não há mais nada para retirar".

"É apenas com o coração que se pode ver direito, o essencial é invisivel aos olhos".

"O amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte".

"O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção".

"O verdadeiro amigo fecha os olhos para ver o coração".

Ser homem é ser responsável. É sentir que colocando sua pedra colabora na construção do mundo",

"Em um mundo que se fez deserto, necessitamos encontrar um amigo".

SER HISTÓRIA


Lucius Aneus Sêneca nasceu em Córdoba, na Espanha em 4 AC.
Em 31AC iniciou sua carreira de orador e advogado em Roma e logo chegou ao Senado.

Em 41 AC por ordem do Imperador Cláudio, foi exilado na Córsega, por ter se envolvido com uma sobrinha do imperador ficou lá até 49AC; quando foi perdoado pelo Imperador e nomeado pretor.

Com a morte de Cláudio, Nero tornou-se o imperador e tornou-se um dos principais conselheiro e orientador político dele, mas com o avanço dos delírius de Nero retirou-se da vida pública e passou a se dedicar a escrever e defender sua filosofia.

Em 65AC foi acusado de participar na conjuração de Pisão e recebeu ordem de suicídio de Nero, que executou, em Roma, nesse mesmo ano.

"O homem vive preocupado em viver muito e não em viver bem, quando não depende viver muito, mas sim viver bem".

"Se o que tens te parece insuficiente, então mesmo que possuas o mundo inteiro, ainda te sentirás na miséria".

"É mais necessário estudar os homens do que os livros".

"Se me oferecessem a sabedoria com a condição de a guardar só para mim, sem comunicar a alguém, não a queria".

"Aquele que nada possui é menos pobre do que aquele que muito deseja".

"A virtude é difícil de se manifestar, precisa de alguém para orientá-la e dirigi-la. Mas os vícios são aprendidos sem mestre".

"Apressa-te a viver bem e pens que cada dia é, por si sô uma vida".

"Ninguém é tão velho que não espere que depois de um dia venha outro".

"Nunca a fortuna põe um homem em tal altura que não precise de um amigo"

SER HISTÓRIA


Rabinchanath Tagore
Escritor indiano, nasceu em 1861 em Calcutá e morreu em 1941 em Bengala. Em 1931 recebeu o prêmio Nobel de literatura.
"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te permitirão ver as estrelas".
"A dor cala-se no fundo do coração, como numa floresta silenciosa".
"A noite abre as flores em silêncio e deixa que o dia receba os agradecimentos".
"A palavra de Deus ressoa constantemente pelo mundo inteiro. Só não ouve esta palavra quem é propositalmente surdo".
"No amor, todas as contradições da vida se dissolvem e desaparecem. Só no amor existe unidade e dualidade sem conflito".
"Acende a lâmpada do amor com a tua vida".
"O peixe é mudo na água. A fera é ruidosa na terra. O pássaro, cantor no ar. Mas o homem tem em si a melodia da brisa, o tumulto da terra e o silêncio do mar".
"Nós somos livres quando nossas vidas não têm compromissos, mas para ser o que fomos destinados a ser. A verdadeira liberdade não é a liberdade DE, mas a liberdade PARA".
"Senhor, garante que eu não seja tão covarde para sentir a tua misericórdia apenas no meu triunfo. Permite-me encontrar o teu aperto de mão no meio do meu fracasso".

O BOM PASTOR


João Paulo II
O Papa da Paz

" Ninguém se iluda de que a simples ausência de guerra, mesmo sendo tão desejada, seja sinônimo de verdadeira paz sem vir acompanhada de igualdade, verdade, justiça, e solidariedade".
" Não te deixes vencer pelo mal. Vence antes o mal com o bem".
"Não pode haver paz verdadeira sem respeito pela vida, especialmente se é inocente e indefesa como a criança não nascida".
"Matar o ser humano, no qual está presente a imagem de Deus, é pecado de particular gravidade. Só Deus é dono da vida!"
"Nosso compromisso primordial, é a comunhão com Deus e a unidade entre todos os seres humanos".
"Só Jesus conhece os vossos corações e os vossos desejos mais profundos".
"A rejeição da vida humana, nas suas diversas formas, é realmente uma rejeição de Cristo".
"Vim como mensageiro de verdade e de esperança para confirmá-los na fé e lhes deixar uma mensagem de paz e reconciliação em Cristo".
"Não vos envergonheis de rezar o Terço sozinho, enquanto ides à escola, à universidade ou ao trabalho, pela rua, nos meios de transporte; acostumai-vos a rezá-lo entre vós, em vossos grupos, movimentos e associação; não hesiteis em propor que seja rezado em casa".
No Santuário de Kalwaria Zebrzdowska, na Polônia fez essa oração:
"Aos desempregados faz encontrar um trabalho; ajuda aqueles que estão sob marquises a encontrarem uma casa; às famílias, doa o amor que faz superar todas as dificuldades; aos jovens, abre a estrada e a perspectivas para o futuro. Envolva as crianças com o manto de sua proteção a fim de que não sejam escandalizadas".
"Mãe Santíssima, Nossa Senhora do Calvário dá também a mim forças do corpo e do espírito, a fim de que eu possa cumprir até o fim a missão que me foi confiada pelo Ressuscitado. A você, ó Mâe, entrego todos os frutos de minha vida e do meu ministério; a você confio o futuro da Igreja; a você entrego a minha Nação; em você confio e a você mais uma vez declaro:"Totus tuus", Maria! Amém". (todo teu, Maria)

UM HOMEM NA HISTÓRIA


Mahatma Gandhi
Nasceu em o2/10/1867 e trabalhou pela independência da Índia que foi conquistada em 15/08/1947. Foi assassinado em 30/01/1948 durante uma reunião de orações, morreu cantando o nome de Deus.
" Não sou homem de letras nem ciências; tento ser apenas homem de oração. A oração salvou a minha vida. Se não perdi a paz da alma, apesar das tribulações, é porque a paz é fruto da oração. A gente pode viver alguns dias sem comer, mas não sem oração".
"A dignidade pessoal e a honra não podem ser protegidas por outros. Devem ser zeladas pelo indivíduo em particular".
"Dai-me um povo que acredita no amor e vereis a felicidade sobre a terra".
"Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões".
"Minha arma mais poderosa é a oração silenciosa".
"A vida é maior que todas as artes. Quisera até ir além e dizer que o homem que mais se aproxima da perfeição é o maior artista".
"A humanidade acha-se numa encruzilhada. Tem de escolher entre a lei da selva e a lei da humanidade".
"A bondade deve estar ligada ao saber. A simples bondade pouco adianta: é o que eu tenho constatado nesta vida".
"A não violência não é uma veste com a qual revestimos ou da qual nos despimos a gosto. Tem sua sede no coração e deve fazer parte inseparável de nosso ser".
"As pequenas coisas parecem não ser nada, mas elas trazem a paz; assim são as flores dos campos que acreditamos não terem perfume, mas juntas perfumam".
"O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente".

SALVE MÃE DE DEUS


Na ilha de Creta havia um quadro da Virgem Maria muito venerado pelos milagres atribuída a Virgem Maria. Um negociante roubou o quadro, pensando no bom preço que receberia por ele, em Roma. Durante a viagem o navio foi atingido por uma tempestade, que ameaçava afundá-lo. Os tripulantes recorreram a Virgem Maria e logo a tormenta parou, permitindo que o navio ancorasse em um porto italiano.
Nesse quadro a Virgem Maria foi representada a meio corpo, segurando o Menino Jesus nos braços. O Menino segura forte a mão da Mãe e observa assustado, dois anjos que lhe mostram os elementos de sua Paixão. São os Arcanjos Gabriel e Miguel que flutuam acima dos ombros de Maria. A belíssima obra é atribuída ao grande artista grego Andréas Ritzos daquele século e pode ter sido uma das cópias do quadro da Virgem pintado por São Lucas, segundo os peritos.
O ladrão faleceu e a Virgem Maria apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava a pintura, avisando que a imagem de Santa Maria do Perpétuo Socorro deveria ir para uma igreja.
O quadro foi então solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma no ano de 1499 e ai permaneceu durante décadas.
Em 1739, eram os agostinianos irlandeses exilados do seu país, os responsáveis dessa igreja e do convento anexo, no qual funcionava o centro de formação da sua Província, em Roma. Ali, todos encontravam paz sob a devoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Mas foram designados para a igreja de Santa Maria em Posterula, também em Roma, e para lá também seguiu o quadro da "Virgem de São Mateus". Mas ali já se venerava Nossa Senhora da Graça. O ícone foi colocado na capela interna e acabou quase esquecido. Isto só não ocorreu, por causa da devoção de um agostiniano remanescente do antigo convento.
Mais tarde, já idoso ele quis cuidar para a devoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, não ser esquecida e contou a história do ícone milagroso à um jovem coroinha. Dois anos depois de sua morte, em 1855 os padres redentoristas compraram uma propriedade em Roma, para estabelecer a Casa Generalícia da Congregação fundada por Santo Afonso de Ligório. Mas não sabiam que aquele terreno era da antiga igreja de São Mateus, escolhida pela própria Virgem para seu santuário. No final desse ano ingressou com a primeira turma do noviciado aquele jovem coroinha. Em 1863, já padre, ajudou os redentoristas a localizarem o ícone de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, depois da descoberta oficial dessa devoção nos livros antigos da igreja de São Mateus. O quadro entregue pelo próprio Papa Pio I, com a especial recomendação: "Fazei que todo o mundo A conheça", foi entronizado no altar-mor do seu atual santuário, em 1866. Outras cópias seguiram com esses missionários para a divulgação da devoção a partir das novas províncias instaladas por todo o mundo. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi declarada Padroeira dos Redentoristas, sendo celebrada no dia 27 de junho.

Oração

Ó Senhora do Perpétuo Socorro, mostrai-nos que sois verdadeiramente nossa Mãe obtendo-me o seguinte benefício: (faz-se o pedido) e a graça de usar dele para a glória de Deus e a salvação de de minha alma.
Ó glorioso Santo Afonso, que por vossa confiança na bem-aventurada Virgem conseguiste tantos favores e tão perfeitamente provastes, em vossos admiráveis escritos, que todas as graças nos vêm de Deus pela intercessão de Maria, alcançai-me a mais tenra confiança para com nossa Mãe do Perpétuo Socorro e rogai-lhe, com instância, me conceda o favor que reclamo do seu poder e bondade maternal.
Eterno Pai, em nome de Jesus e pela intercessão de nossa Mãe do Perpétuo Socorro e de Santo Afonso. Peço-vos me atendeis para vossa glória e bem de minha alma. Amém

Oração

Deus, nosso Pai, nós vos agradecemos porque nos destes Maria como nossa Mãe e refúgio nas aflições. Socorrei-nos, dia e noite, ó Mãe do Perpétuo Socorro. Ajudai os doentes, e os aflitos vinde consolar! Vosso olhar a nós volvei e vossos filhos protegei. Ó Maria dai saúde ao corpo enfermo, dai coragem na aflição; sede a nossa estrela-guia na escuridão. Socorrei-nos, amparai-nos e dai-nos hoje a graça que vos pedimos. Amém!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

UM CANTICO NA AGONIA


Se você tivesse certeza absoluta do que lhe aconteceria nos próximos dias, qual seria a sua atitude?
Qual foi a atitude de Jesus Cristo antes de sua crucificação, já sabendo o que O esperava no dia seguinte?
Participou da Ceia com os apóstolos e depois cantou um hino de louvor.
Tribulações irão surgir, quase que diariamente, mas saiba manter-se tranqüilo ao ponto de poder cantar um hino de louvor, Um Cântico na Agonia.

PREFÁCIO
Tragédias não escolhem hora, lugar ou pessoas. Simplesmente se abatem sobre nós. Diariamente temos contato ou conhecimento delas.
A diferença consiste em como enfrentá-las, contorná-las e vencê-las. Seguindo o exemplo de Cristo, nós como cristãos devemos observar os seus derradeiros atos em nosso meio. Diante das mais terríveis adversidades, Jesus enfrentou-as com extrema paz e fé nas promessas do Pai.
Leia este pequeno livro com a intenção única de aprender a enfrentar as mais variadas tragédias do nosso dia-a-dia, pois como o próprio autor relata, "Viver é correr risco da tragédia". E seja capaz de sempre poder entoar um Cântico na Agonia.
Maurício Soares

UM CÂNTICO NA AGONIA
O que você faria hoje, se soubesse que amanhã se encontraria preso a mais terrível e indescritível crise existencial? Se amanhã você se desse conta de que seu melhor e mais íntimo amigo lhe houvesse faltado ao dever humano e fraternal de solidariedade? O que você faria se, de repente, aquela pessoa de quem você nem de longe desconfiara, na qual você tanto investiu e que tanto usufruiu de sua cultura, seus afetos, inclinações e bens maiores o traísse?
O que você faria se a religião na qual você foi criado, em meio a qual foi inspirado, dentro da qual foi instruído, subitamente, estabelecesse uma penalidade contra você?
Como você reagiria se, de hábito, se visse escarnecido, vilipendiado, com a honra enxovalhada, a dignidade exposta a uma situação de zombaria, motejo, galhofa e ironia?
O que faria se fosse alvo de grave violência física, de um estupro, por exemplo, ou de uma surra absurda?
Qual seria a sua atitude se você tivesse certeza absoluta do que lhe aconteceria nos próximos dias?
Houve um dia, na vida de Jesus, quando, olhando adiante, ele só conseguia ver coisas absurdas e semelhantes a essas a que acabo de me referir. Seu dia seguinte seria o dia do Getsêmani; dia da depressão, da agonia; dia do encaramujar da alma; dia da vertiginosa descida à região mais abissal; dia do choro, gemido, solidão profunda.
O dia seguinte seria aquele no qual faltaria a solidariedade dos amigos. Ele gemeria, choraria, pediria, reclamaria; solicitaria apoio, companhia, mas os amigos estariam dormindo. Voltaria a eles e em vão questionaria: "Não pudestes vigiar comigo?
Não pudestes investir em mim sequer alguns minutos? Não conseguistes vencer o sono? Será que a minha dor é menos importante que o conforto e o sossego? Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar comigo uma hora? (Marcos 14:37)
O dia seguinte também foi dia de traição, dia no qual Judas Iscariotes -discípulo, apóstolo, amigo, amado - o troca por dinheiro. Judas que fora investido de autoridade, aquele a quem se descortina o reino de Deus, a quem é permitido sonhar com os que sonham na intervenção de Deus na história; alguém aquinhoado com poder divino para realizar curas, prodígios, expulsão de demônios; aquele que vivenciara realidades concretas da chegada e da demonstração do Reino. E justamente ele que, em função de um bom negócio, trai a amizade; é esse Judas que beija e apunhala. É ele que dá um susto - não um susto no coração de quem não sabia o que ocorreria, mas um susto naquele que, mesmo ciente do que iria suceder, reserva-se, ainda assim, o direito de enfrentar cada momento da vida como cada momento da vida, com seus temores, sonhos e ambigüidades.
O dia seguinte é o dia no qual a religião judaica - segundo a qual foi criado, na qual aprendeu a ler (porque naqueles dias aprendia-se a ler nas escolas rabínicas, lendo a Torá, ou Escrituras), sendo instruído desde a mais tenra infância - após o julgamento, o acusa de herético, não recebe sua mensagem, rejeita sua proposta, considera-o demoníaco, expurga-o.
O dia seguinte é o dia da negação, negação de um dos melhores amigos, amigo que diante de uma situação pública afirma jamais tê-lo conhecido, não ter com ele a menor relação, não guardar a lembrança de nenhum encontro; não haver história entre eles, hipótese alguma de cumplicidade. Amigo que declara: "Não sei quem é esse homem; jamais o vi, nunca lhe ouvi o nome; tampouco andei com ele." Amigo que nega a fraternidade, o compromisso, a paixão e o sonho comum.
O dia seguinte seria dia de preterição, de troca: "Que preferes, a Jesus, chamado Cristo, ou ao ladrão?" Seria dia no qual o poder público faria opção pelo corrupto, em vez do justo; pela devassidão, e não pela integridade. Seria dia no qual os sistemas e a máquina governamental, por questões políticas, entregariam o inocente para ser condenado e libertariam - com todas as condições de libertação e seus privilégios - o assassino. Dia, pois, de ser trocado de maneira vil; de ser escarnecido - soldados lhe poriam uma coroa de espinhos na cabeça para brincar com a sua realeza (realeza, sim, mas de dor). Colocar-lhe-iam na mão um caniço quebrável, como a dizer que o seu cetro é o cetro da fraqueza. Vesti-lo-iam com um manto aparatoso, para significar que tipo de rei era ele: rei-momo; rei-palhaço; rei do festival; debochariam dele expondo-o a cenas ridículas. Para honrá-lo, cuspir-lhe-iam. A fim de declararem sua sapiência profética, fechar-lhe-iam os olhos para lhe perguntar: "Quem foi que te bateu?"
Sarcasmo, ironia. O dia seguinte é o dia da cruz. Dia da violação. Dia da profanação física. Dia da agressão. Dia de ser trespassado. Dia de ser objeto.
O que você faria, se soubesse que os três próximos dias da sua vida seriam dessa qualidade? O que você faria, se soubesse que o que o aguarda é a depressão, a facada, a traição, o agravo, a perfídia, a barganha, o julgamento, a exclusão da instituição, o desprezo, a rejeição, a falta de solidariedade e ingratidão dos que se afirmavam amigos?
O que você faria se nos próximos dias você perdesse o emprego, ou lhe roubassem a posição em favor do maior corrupto, de pessoas mais convenientes àquela posição? O que faria você, se amanhã fosse o dia do escárnio, do desdém, da injúria, do descrédito, do enodoamento do seu nome, de sua imagem e do seu caráter?
O que você faria, se amanhã, ao entrar no táxi, fosse vítima de um ato sádico, um assalto pavoroso, um seqüestro? Ou fosse dia no qual seu marido chegasse bêbado a casa, e tomado pelo machismo arrebentasse seu rosto, esmurrasse-a, atirasse-a ao chão, enchendo-a de hematomas, ferindo-lhe os ouvidos com palavrões e impropérios?
Tenho certeza de que não estou sendo irreal, nem estou falando de coisas que não lhe digam respeito. Porque todos nós, de um modo ou de outro, corremos sempre o risco de estarmos na iminência de sofrer algo desse tipo.
Viver é correr o risco de tragédia. Estar vivo é estar assistindo à possibilidade de conflito, traição, preterimento, negação, fraude, injustiça, roubo, desonra, calúnia, violência, depressão e "ilhamento".
Hoje, não sabemos o que nos pode acontecer amanhã ou depois. Mas o Cristo ao qual me refiro conhecia o futuro - se bem que não do ponto de vista de uma exacerbada onisciência, que lhe tirasse o direito e o privilégio de rir e de chorar, de alegrar-se ou de sofrer a cada instante, a ponto de a cada nova situação poder afirmar: "Eu já estava esperando que isso acontecesse..." Porque o paradoxo da onisciência de Jesus é que ele sabe tudo, mas vive tudo o que lhe acontece como se ignorasse que lhe ocorreria. É o mistério que só se explica em Deus: saber tudo, e, no entanto, viver tudo com a surpresa da chegada de cada coisa.
E qual a atitude de Jesus na véspera do tudo mal? Na véspera do trágico? Na véspera do tudo-nada? Marcos conta, no cap. 14, v.22 e 23 que, partindo o pão, ele disse: "Isto é o meu corpo"; e tomando o cálice, acrescenta: "Isto é o meu sangue" - prova de que estava plenamente consciente do que o aguardava. O v.26 diz mais:
"Tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras".
O que esperava por Jesus era o ser ele partido, rasgado, moído, ultrajado, usado. No entanto, ele canta um hino! E que hino era esse? Era justamente o hino que o judeu cantava na Páscoa, o Salmo 115, que afirma o amparo de Deus; salmo que admoesta:
"Não confieis em ídolos. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta".
Ele exorta a que se confie no Senhor, em quem há amparo, refúgio, conforto, segurança.
Parece ironia cantar um hino desses à véspera do que Cristo sabia ser a moenda da sua alma, o trilhar do seu corpo, o lacerar e escalpelar da sua carne. Sim, Jesus foi neste planeta o único homem que soube crer no que Paulo articularia teologicamente mais tarde:
"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8:28).
Qualquer um só faz arremedar essa prática, somente Jesus de Nazaré cantou antes da agonia; cantou louvores no gemido. E diga-se: em Cristo, o cantar, antes de tudo, equivale a cantar depois. Porque ele canta não antes da surpresa absoluta, mas sabendo o que está por vir. O que significa terminar a cruz em louvor.
O que estará a vida fazendo em nós? Que estará ela fazendo de nós? O que o chicotear, o deprimir, o esmagar, o humilhar, o tripudecer, o caluniar, o escarnecer, o decepcionar, o desacreditar, o roubar, o espatifar de ilusões estarão criando em nós?
Será que os gestos, jeitos, modos, palavras e tudo mais que a vida nos negou, não estariam gerando em nosso ser uma alma desértica, um coração duro, frio, incapaz do amor, da dádiva, da troca, do sossego e da paz? Será que não teria arrancado de nós a capacidade de sonhar, de crer, de renunciar e de ser grato? Ou ainda não teriam criado em nós uma mente inepta, paralisada ao fervor e à adoração?
Será que os fatos e as ocorrências do dia seguinte estão gerando em nós a idéia de que Deus tem o braço encolhido? Que ele é um Deus impotente, inoperante e alienado; um Deus-ídolo?
Ou será que, por sua graça, seremos capazes de enfrentar o que vier, chorando e gemendo com louvor, com gratidão, na certeza de que aquilo que dói em nós, magoa e fere fundo; aquilo que nos embaraça e tonteia pelo impacto; que nos surpreende, decepciona e assusta, de maneira nenhuma revela e retrata a inoperância e pouco-caso de Deus, que não traduz sua fuga ou omissão. Ao contrário, espelha a certeza de que, por trás do que se pode chamar bueiro da dor, espasmo da decepção, negrume da solidão, haverá finalmente a estrada em direção ao único Pai - o único Amigo - e à única vitória e certeza.
Certeza que nos capacita a viver apesar do desamor e abandono, da aflição da perda irrecuperável; apesar do nojo e horror do amigo traiçoeiro e traidor, do tédio da eterna criatividade vestida de pavão e corpo de gralha; enfim, apesar da tristeza de tanto que iria ser e nunca foi, ou parece ser e não é - nem nunca será.
Cristo canta a ressurreição. Ele canta a intervenção, celebra a vitória antes dela.
Meu grande desejo é que, de alguma forma, o Espírito do Senhor nos ajude a cantar um hino e sair... Sair para lutar! Sair para batalhar pela felicidade, alegria e independência a que temos direito. Sair, enfim, para viver a própria vida! Faça a vida a careta que fizer, use contra nós as armas que usar, empunhe em nossa direção as foices traiçoeiras e devastadoras que quiser. Pois, apoiados ao muro da esperança, em Deus, iremos de peito aberto contra todo choque e toda cilada, celebrando de antemão a vitória, a interferência e o amparo do Todo-Poderoso, em meio à agonia.
Saia para glorificar o nome de Jesus, cantando antes, durante e depois!

UM CÂNTICO NA AGONIA
Depois de ter lido este livro, para melhor entendimento e memorização, reúna-se com um grupo de amigos de sua igreja, com sua família ou comunidade e discuta este tema a partir das perguntas aqui formuladas.
Refletindo nas respostas colhidas nesta reunião, você poderá traçar um perfil de como vem sendo a sua vida cristã. Como poderá modificá-la e colocar os seus objetivos futuros.
Certamente, após este debate, você poderá ter uma nova visão dos Planos de Deus em sua vida. Mas, lembre-se que este questionário e esta reunião não adiantarão de nada, se você não os responder com sinceridade e clareza de coração.
Na verdade, nossa intenção não é saber se você está agindo corretamente ou não, mas é poder proporcionar uma forma de meditação e de conhecimento próprio